envolvi] E-mail de compilação para desenvolvimentistas@googlegroups.com - 25 mensagens em 14 tópicos

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desenvolv...@googlegroups.com

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Feb 7, 2012, 4:24:11 AM2/7/12
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Grupo: http://groups.google.com/group/desenvolvimentistas/topics

    clipping-...@googlegroups.com Feb 07 03:20AM  

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    Resumo do tópico de hoje
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    Grupo: clipping-...@googlegroups.com
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-do-arthur/topics
     
    - Clipping de Esquerda E-mail de compilação para clipping-d...@googlegroups.com - 8 mensagens em 8 tópicos [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-do-arthur/t/e723bfb36bea8edd
    - Clipping de Esquerda E-mail de compilação para clipping-d...@googlegroups.com - 25 mensagens em 22 tópicos [1 atualização]
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    - DCI / Especial da Semana com Rubens Ricupero, Ex-ministro da Fazenda e Ex-embaixador [1 atualização]
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    - WALL STREET JOURNAL / seleta [1 atualização]
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    - VALOR / seleta [1 atualização]
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    - McKINSEY / What’s in store for China in 2012? [1 atualização]
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    - McKinsey / A CEO’s guide to innovation in China [1 atualização]
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    - CNI / (errata ) Arquivo corrigido Indicadores Industriais Dezembro 2011 [1 atualização]
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    - FINANCIAL TIMES / seleta [1 atualização]
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    - CNI / Indicadores Industriais - Dezembro confirma ano difícil para a indústria. [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-do-arthur/t/195f9ac410151fef
    - IMF / China Economic Outlook [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-do-arthur/t/89ce87202cbaf51e
    - Ilan Goldfajn / O enigma do desemprego baixo no Brasil [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-do-arthur/t/2e4ce7327d52a59c
    - CORREIO BRAZILIENSE / entrevista Jim O'Neill : "Vejo inteligência no BC brasileiro" [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-do-arthur/t/4c86b2745646fb14
    - CARTA CAPITAL / seleta [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-do-arthur/t/a1df2801a457e9e4
    - FOLHA / seleta [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-do-arthur/t/6558d135916d20bc
    - ESTADAO / seleta [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-do-arthur/t/ae16437dbddce138
    - ÁGORA / Estratégia mensal. Carteiras recomendadas Fevereiro 2012 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-do-arthur/t/66829757109dbc02
    - MANSUETO ALMEIDA / Lara Resende + Novas medidas de política industrial [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-do-arthur/t/d231359fb4716b18
    - BACEN / Focus - Relatório de Mercado [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-do-arthur/t/6aae00efdc535d25
    - (EM CONFIANÇA) // VEJA / Conteúdo nacional: a doutrina perigosa de Dilma [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-do-arthur/t/729be2b213d1f35e
     
     
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    Tópico: Clipping de Esquerda E-mail de compilação para clipping-d...@googlegroups.com - 8 mensagens em 8 tópicos
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-do-arthur/t/e723bfb36bea8edd
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    ---------- 1 de 1 ----------
    De: clipping-d...@googlegroups.com
    Data: Feb 07 01:47AM
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-do-arthur/msg/c7216bcef02a517d
     
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    Resumo do tópico de hoje
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    Grupo: clipping-d...@googlegroups.com
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/topics
     
    - FORUM PERMANENTE TVC CARTA ABERTA Á PRESIDENTA DILMA ROUSEFF [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/48a10c49d2b50a19
    - Carta Maior: Dilma acha que 'exagerou' com movimentos sociais e tenta mudar: Seg 06/02/12 15:22 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/6c8b14440aded4de
    - Blog do Planalto: Seg 06/02/12 17:15 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/831cc78d76952646
    - [Cubadebate] Boletín de noticias del 2012-02-05: Seg 06/02/12 04:00 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/48150e2a510e18d6
    - [poder_popularcomunitario] convocatoria a encuentro ambiental. Justicia absuelve a siete mapuches acusados de hurtar madera a Forestal Mininco. El caso del preso que Nieva Woodgate permitió que sea trasladado y del que no investigó su muerte. [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/69bc982b16d8ab32
    - Notícias do Irã em espanhol [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/80efe09f89930c45
    - FORUM PERMANENTE TVC TVCOM/MS RECEBE SEU REGISTRO DE PRODUTORA E DISTRIBUIDORA DE CONTEUDO AUDIVISUAL da Ancine [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/69c42b8865c343c2
    - Sempre pensando no seu conforto! [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/58b0b312d4556872
     
     
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    Tópico: FORUM PERMANENTE TVC CARTA ABERTA Á PRESIDENTA DILMA ROUSEFF
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/48a10c49d2b50a19
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    ---------- 1 de 1 ----------
    De: MARIO JEFFERSON LEITE Melo <jefferso...@gmail.com>
    Data: Feb 06 08:19PM -0200
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/msg/722a4431db86aad9
     
    *CARTA ABERTA Á PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF*
     
     
     
     
     
    Presidenta,
     
     
     
     
     
    Não sabemos o que esta ocorrendo e nem porque estão lhe blindando tanto,
    impedindo que as TVs Comunitárias possam vir a ter um diálogo franco a
    respeito dos avanços que devem ter as mídias comunitárias neste país. Não
    logramos êxitos em conseguir uma audiência, e, nas páginas do governo,
    sempre que tentamos, apenas recebemos respostas protocolares, nada que
    possa resolver de vêz nossas insatisfações.
     
     
     
    Somos ONGs sim com muito orgulho, reunimos em torno de nós diversas
    entidades sem fins econômicos, dos mais variados setores: defesa da mulher,
    do idoso, do adolescente, menor em situação de risco; do meio ambiente; da
    cultura; do esporte e dos direitos humanos. Grande parte das TVs
    Comunitárias brasileiras foram agraciadas com inúmeros prêmios o que
    demonstra a integridade e a certeza de estarmos no caminho certo.
     
     
     
    As TVs COMUNITÁRIAS têm por finalidades dar oportunidades à difusão de
    idéias, elementos da cultura, tradições e hábitos sociais de comunidades,
    oferecer mecanismos à formação e integração de comunidades, estimulando o
    lazer, a cultura e o convívio social, prestação de serviços de utilidade
    pública, integrando-se aos serviços de defesa civil, sempre que necessário
    e permitir a capacitação dos cidadãos no exercício do direito de expressão.
    Algumas emissoras, como por exemplo a de Taubaté – SP, já se tornaram
    ESCOLA DE MÍDIA COMUNITÁRIA e estará promovendo, além das aulas que já
    administra em suas instalações gratuitamente, cursos para soldados do Cavex
    – Centro de Aviação do Exército, para que os soldados possam filmar e
    editar suas ações, e devemos lembrar a TV COMUNITÁRIA de Campo Grande –
    MS, que está especializando-se em digitalização e animação, com cursos
    regulares para comunidades carentes.
     
     
     
    Como entidades do TERCEIRO SETOR, não podemos TER LUCROS, mas temos que ter
    RECEITAS para que possamos promover todas as ações que se fazem
    necessárias. Não há, até hoje, nenhum programa de governo que nos dê
    garantias de participação em fundos públicos (FISTEL, FUST, etc) e ainda
    não podemos ter RENÚNCIA FISCAL para quem resolver aplicar recursos em
    nossa programação: diferente do que ocorre com as Tvs Públicas (EBC, TV
    Cultura, etc). Não há um MARCO REGULATÓRIO, não existem normas que nos
    garantam funcionamento com garantias reais de migrarmos para o sinal
    aberto: estamos confinados no cabo e para piorar nossa situação a
    famigerada Lei 12.485 veio nos ferir de morte anunciada.
     
     
     
    Para que possamos discutir a questão que esta em evidência, necessário
    primeiramente que compreendamos o sistema pelo qual estamos falando. As TVS
    COMUNITÁRIAS não foram comparadas ao *SISTEMA ESTATAL DOS SERVIÇOS DE
    RADIODIFUSÃO DE SONS E IMAGENS*, até porque, não se encontram em nenhum
    sistema de radiodifusão, posto que são *PRODUTORAS E EXIBIDORAS DE
    CONTEÚDOS e não EMISSORA DE TELEVISÃO*. Estão restritas à
    *TELECOMUNICAÇÕES*(que possue legislação própria) e na Lei 12.485 de
    12 de setembro de 2011
    criou-se 04 (quatro) ordenamentos distintos a saber:I – Produção;
     
     
     
    II – programação;
     
    III – empacotamento e
     
    IV – Distribuição
     
     
     
    Neste particular, podendo inclusive, de acordo com o § 1º do Art. 4º atuar
    em mais de uma das atividades descritas acima.
     
     
     
    No § 2º (Lei 12.485) temos lavrado que independentemente do objeto ou da
    razão social, a empresa que atuar em qualquer das atividades de que trata
    este artigo será considerada, conforme o caso, produtora, programadora,
    empacotadora ou distribuidora.
     
     
     
    Ora, se as TVS COMUNITÁRIAS não fazem empacotamentos , não são
    DISTRIBUIDORAS e não fazem PROGRAMAÇÃO , logo são PRODUTORAS DE CONTEÚDOS e
    EXIBIDORAS através das OPERADORAS que foram identificadas como COMUNICAÇÃO
    AUDIOVISUAL DE ACESSO CONDICIONADO e já no Art. 1º da Lei 12.485 em seu
    parágrafo único fica claro de que “excluem-se do campo de aplicação desta
    Lei os serviços de radiodifusão sonoro e de sons e imagens, ressalvados os
    dispositivos previstos nesta Lei que expressamente façam menção a essses
    serviços ou a suas prestadoras”;
     
     
     
     
     
    O que a Lei 12.485 PROIBE, de acordo com o próprio entendimento da
    DENOR/SECOM/PR é a VEICULAÇÃO REMUNERADA DE “ANÚNCIOS” e outras práticas
    que configurem COMERCIALIZAÇÃO DE SEUS INTERVALOS, assim como a
    “transmissão de publicidade comercial”, ressalvados os casos de PATROCÍNIOS
    DE PROGRAMAS, EVENTOS E PROJETOS VEICULADOS SOB A FORMA DE APOIO CULTURAL,
    isto constante no Art. 32 § 5º;Note-se que há uma “vírgula” no texto legal,
    cuja ressalva diz que são para os casos de PATROCINIOS DE PROGRAMAS
    (vírgula), EVENTOS (virgula) e PROJETOS VEICULADOS SOB A FORMA DE APOIO
    CULTURAL. Portanto, são PERMITIDOS :
     
     
     
    a) PATROCÍNIOS DE PROGRAMAS,
     
     
     
    b) PATROCÍNIOS A EVENTOS e
     
     
     
    c) PROJETOS VEICULADOS SOB A FORMA DE APOIO CULTURAL.
     
     
     
    Portanto, o ordenamento jurídico, neste particular, criou três situações
    distintas permissíveis, quais sejam pelo *PATROCINIO*, *EVENTOS* e até
    mesmo *PROJETOS DE APOIO CULTURAL*.
     
     
     
    Note-se que esta *PROIBIDA a PUBLICIDADE COMERCIAL* e *não a PUBLICIDADE
    INSTITUCIONAL*, posto que deve ser considerado o que consta no art 1º da
    IN/SECOM nº 2, de 20 de fevereiro de 2006, nos seguintes termos
     
     
     
    Art 1º - As ações pubicitárias de iniciativa dos integrantes do Sistema de
    Comunicação do Governo do Poder Executivo Federal (SICOM), de que trata o
    art 2º inciso III, alinea “a” e “b” , do Decreto nº 4.799, de 4 de agosto
    de 2003, são classificadas e conceituadas como segue:
     
     
     
    I – Publicidade Legal – a que se realiza em obediência à prescrição de
    leis, decretos, portarias , instruções, estatutos, regimentos ou normas
    internas dos integrantes do SICOM;
     
     
     
    II – Publicidade mercadológica, a que se destina a lançar, modificar,
    reposicionar ou promover produtos e serviços de integrantes do SICOM que
    atuem numa relação de concorrência no mercado;
     
     
     
    III – Publicidade Institucional : a que tem como objetivo divulgar
    informações sobre atos, obras, programas, metas e resultados dos
    integrantes do SICOM, promover seu posicionamento ou reforçar seu conceito
    e ou identidade;
     
     
     
    IV – Publicidade de Utilidade Pública : a que tem como objetivo informar,
    orientar, mobilizar, prevenir ou alertar a população ou segmento da
    população para adotar comportamentos que lhe tragam beneficios sociais,
    visando melhorar a sua qualidade de vida.
     
    O artigo 37 da Constituição Federal de 1988, elenca os princípios inerentes
    à Administração Pública, que são: legalidade, impessoalidade, moralidade,
    publicidade e eficiência. A função desses princípios é a de dar unidade e
    coerência ao Direito Administrativo, controlando as atividades
    administrativas de todos os entes que integram a federação brasileira
    (União, Estados, Distrito Federal e Municípios).
     
     
     
    Art. 37 - A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes
    da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos
    princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
    eficiência e, também, ao seguinte: (Alterado pela EC-000.019-1998)
     
     
     
    § 1º - A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos
    órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação
    social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que
    caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
     
     
     
    A veiculação remunerada de pubicidade institucional, faz-nos lembrar a Nota
    Técnica, “ de utilidade pública ou legal nas TVs Comunitárias atende aos
    objetivos sociais e culturais desses canais, contribui para a
    autosustentação dessas modalidades de televisão e ainda pode ser um meio de
    iniciar a busca da tão almejada informação objetiva pela pluralidade das
    fontes, garantir o pluralismo politico nos meios de comunicação, bem como o
    amplo acesso a eles como forma de assegurar o principio da livre
    manifestação e expressão dos pensamentos, alcançando , também, a outra
    faceta do principio de igualdade”
     
     
     
    Estes princípios devem ser seguidos à risca pelos agentes públicos, não
    podendo se desviar destes princípios sob pena de praticar ato inválido e
    expor-se à responsabilidade disciplinar civil ou criminal dependendo do
    caso.
     
    Princípio vem do latim principium e tem vários significados no ordenamento
    jurídico. Por um lado, quer dizer base inicial, fonte, nascedouro,
    alicerce, começo, início, origem, ponto de partida; por outro lado, regra a
    seguir, norma, que são idéias fundamentais, valores básicos da sociedade,
    com a função de assegurar a estabilidade da ordem jurídica e a continuidade
    e igualar o sistema jurídico.
     
    É, por definição, o elo do sistema jurídico, fazendo com que diversas
    normas sejam fundamentadas, estruturadas e compreendidas. Tem como
    responsabilidade, na ciência jurídica, de organizar o sistema e atuar como
    ponto de partida para todo o ordenamento jurídico. Seriam pensamentos
    diretores, nas quais os institutos e as normas vão se apoiar e fixar,
    ajudando a consolidar e interpretar normas administrativas. Por fim,
    princípios são normas jurídicas estruturais de um dado ordenamento
    jurídico.
     
    O que queremos de fato, Excelência, é o que nos cabe por direito e,
    participar desta latifúndio midiático, acabando com os monopólios e
    oligopólios da mídia mercadológica. Possibilitando que TODAS

     

    fsiqueira fsiqueira <fsiq...@aepet.org.br> Feb 07 01:16AM -0200  

    Caros amigos vejam o excelente artigo da Maria Lucia Fatorelli.
    Caros jornalistas
    Inserir no Aepet Direto
    Abraços
    Fernando
     
    ---------- Mensagem encaminhada ----------
    De: Auditoria Cidadã <auditor...@terra.com.br>
    Data: 7 de fevereiro de 2012 00:02
    Assunto: Novo artigo: "Privataria do PT"
    Para: Auditoria Cidadã <auditor...@terra.com.br>
     
     
    Amigos (as) da Auditoria Cidadã da Dívida****
     
    ** **
     
    Estamos divulgando novo artigo de Maria Lucia Fattorelli: “Privataria do
    PT”.****
     
    Para acessar, clique
    aqui<http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/PRIVATARIA%20DO%20PT.pdf/download>
    .****
     
    ** **
     
    Aproveitamos a ocasião para enviar a edição de hoje de nosso boletim
    “Notícias diárias comentadas sobre a dívida”, que trata da privatização dos
    aeroportos.****
     
    ** **
     
    Atenciosamente,****
     
    ** **
     
    Coordenação da Auditoria Cidadã da Dívida****
     
    www.divida-auditoriacidada.org.br ****
     
    ** **
     
    Notícias diárias comentadas sobre a dívida - 06.02.2012****
     
    ** **
     
    Caso queira receber diariamente este material em seu correio eletrônico,
    envie mensagem para auditor...@terra.com.br ****
     
    ** **
     
    Arquivo - edições
    anteriores<http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/artigo.2009-04-05.9543430536/document_view>
    ****
     
    ** **
     
    [image: Descrição:
    http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/6-2-2012.jpg]<http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/artigo.2012-02-06.6662977816/document_view>
    ****
     
    ** **
     
    Os jornais de hoje destacam o leilão de privatização de 3 grandes
    aeroportos do país (Guarulhos, Brasília e Viracopos), sob o velho argumento
    de que o governo não disporia de recursos para investir, e por isso deveria
    vendê-los à iniciativa privada. Parlamentares da base do governo afirmaram
    também que essa privatização foi necessária para que o Estado possa
    concentrar seus recursos nas áreas de saúde, educação, e outras. Na grande
    imprensa, comentaristas disseram que tal privatização gerará “concorrência”
    entre os aeroportos, como se fosse possível às pessoas escolherem de qual
    cidade irão partir.****
     
    Cabe comentarmos que tais argumentos são idênticos aos já feitos por todos
    os governos anteriores (Collor, FHC e Lula), sendo que o verdadeiro
    resultado destas privatizações foi a formação de grandes monópolios
    privados (que por isso se apropriam de altos lucros), enquanto a população
    sofre com os aumentos de tarifas e a piora dos serviços. Ao mesmo tempo, a
    saúde, educação, e vários serviços públicos essenciais permanecem
    precários, enquanto cada vez mais recursos são destinados a uma
    questionável dívida pública, que cresce devido aos juros mais altos do
    mundo.****
     
    Exatamente como nestes governos anteriores, defensores da privatização
    comemoram o “ágio” obtido na venda do patrimônio público, citando o preço
    de venda dos 3 aeroportos: R$ 24,5 bilhões. Porém, como sempre, omite-se
    que esta é a prova de que os preços mínimos exigidos foram muito baixos,
    que tais recursos somente serão recebidos pelo Estado no futuro, em prazos
    a perder de vista (até 30 anos), e que tais recursos devem ser
    desperdiçados, jogados no “saco sem fundo” do pagamento da dívida pública.**
    **
     
    Apesar do governo alegar que tais R$ 24,5 bilhões serão destinados ao Fundo
    Nacional de Aviação Civil (para investimentos no setor aéreo), é preciso
    relembrar que a Medida Provisória 450/2008 (convertida na Lei
    11.943/2009<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/Lei/L11943.htm>)
    diz, em seu artigo 13:****
     
    “*O excesso de arrecadação e o superávit financeiro das fontes de recursos
    existentes no Tesouro Nacional poderão ser destinados à amortização da
    dívida pública federal*.”****
     
    Com base neste artigo, o governo já destinou ao pagamento da dívida mais de
    R$ 20 bilhões dos Royalties do Petróleo, que por lei deveriam ter sido
    destinados para áreas como Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia. Tal
    redirecionamento de recursos foi considerado irregular pelo Tribunal de
    Contas da União.****
     
    ** **
     
     
     
    *Primeiro pagamento de aeroportos sairá em meados de 2013, diz fonte
    O Estado de São Paulo - 06 de fevereiro de 2012 - 14h
    08*<http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,primeiro-pagamento-de-aeroportos-saira-em-meados-de-2013-diz-fonte,101920,0.htm>
    ****
     
    ** **
     
     
    *Sindicalistas prevêem aumento de tarifas após leilão de aeroportos
    Carta Maior – Economia -
    06/02/2012*<http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19558&editoria_id=7>
    ****
     
    ** **

     

    Flavio Tavares de Lyra <lyra....@gmail.com> Feb 06 01:09PM -0200  

    Caros amigos: Tomo liberdade de dizer algumas obviedades sobre o
    sentido da existência de nosso grupo:
    1) Constituímos um grupo de pessoas que têm o propósito comum de
    tratar das questões relacionadas com o desenvolvimento econômico e
    social do Brasil, para o que nos organizamos num espaço democrático
    que cumpre duas funções: uma interna ao grupo, que é a de nos
    mantermos informados e capacitados a exercer um papel crítico sobre as
    questões teóricas e praticas do desenvolvimento. Outra externa, que é
    de contribuirmos para a formação da opinião pública do país em torno
    da ações que ditam os rumos de seu desenvolvimento.
    2) o grupo tende a ser conformado por intelectuais, no sentido amplo
    da palavra, que atuam na administração pública, em sindicatos de
    trabalhadores, no corpo docente de universidades em movimentos
    sociais. Trata-se, portanto, de uma elite, aberta não todas a todas as
    profissões denominadas de liberais e as pessoas que se revelem aptas a
    contribuir para o propósito mencionado.
    3) É natural que nossa organização almeje expandir-se, incorporando
    novos membros, como forma de tornar-se cada vez mais representativa da
    sociedade brasileira e com crescente capacidade de influenciar a
    construção e a difusão de uma ideologia nacional desenvolvimentista
    no ãmbito do próprio grupo, junto aos partidos políticos e movimentos
    sociais, aos responsáveis pela administração pública e à população em
    geral.
     
    4. Justifica-se, assim, caminhar para a formalização do grupo num tipo
    de organização que que lhe permita manter sua autonomia com relação ao
    governo, aos partidos políticos, às empresas privadas. Daí, a
    organização como uma sociedade sem fins lucrativos e financiada com
    contribuição exclusiva de seus associados. A criação de uma OCIP
    aparentemente atende a esses requisitos. Caberia estabelecer os
    requisitos mínimos para admissão dos associados, e os direitos e
    obrigações dos mesmos, de modo assegurar o bom funcionamento da
    sociedade, seja do ponto de vista de sua manutenção e expansão, seja
    em relação ao cumprimento de seu objetivo principal.
     
    Um abraço.
    Flavio Lyra
     
     
    Em 6 de fevereiro de 2012 10:02, Rodrigo Medeiros

     

    "Adriano Benayon" <abena...@gmail.com> Feb 06 09:16PM -0200  

    Caro Carlos Ferreira,
     

     
    Apreciei muito que tenha ligado a importante comunicação de Paulo Metri ao
    que expus em artigo publicado em maio de 2011, “Desnacionalização e Defesa
    nacional”.
     

     
    E apreciei ainda mais que você tenha destacado o papel fundamental da
    comunicação social para termos no Brasil chance de alterar o quadro atual,
    mais que preocupante.
     

     
    Mas, em mensagem posterior, se não estou enganado, o ilustre colega aponta
    nossas limitações para encetar a difusão em grande escala de nossas
    contribuições e debates.
     

     
    Não discordo de sua prudência. É lógico que nós não temos à disposição
    “armas de destruição” para neutralizar a influência deletéria das redes de
    televisão e demais medias de grande porte.
     

     
    Como é assim, podemos, entretanto, ir começando, com os meios que temos por
    enquanto, a tentar abalar as estruturas da media enganadora, sabendo que
    temos de chamar a sorte para o nosso lado, junto com a criatividade de
    nossos amigos, para ir crescendo e aumentando as chances de êxito de nossa
    meta.
     

     
    Em suma, penso que seria animador que você entrasse, o mais plenamente
    possível, nessa empreitada, pois suas excelentes informações e avaliações
    versam sobre pontos centrais que se devem tornar mais conhecidos dos
    brasileiros.
     

     
    Abraço,
     

     
    Adriano Benayon
     

     
    De: desenvolv...@googlegroups.com
    [mailto:desenvolv...@googlegroups.com] Em nome de Carlos Ferreira
    Enviada em: sábado, 4 de fevereiro de 2012 16:16
    Para: desenvolv...@googlegroups.com
    Cc: 'Adriano Benayon'; 'Paulo Metri'
    Assunto: envolvi] RES: Hipóteses de agressão
     

     
    O artigo do Adriano Benayon abaixo, resume de forma clara e contundente, a
    montagem de todo “este emaranhado de coisas” mencionado pelo Metri . Quanto
    ao "fio da meada", a ser primeiramente encontrado, concordo com o Metri, sem
    conquistarmos a democratização da mídia, nada se conseguirá fazer. Sem a
    desmontagem de cada um dos componentes do GAFE (PIG), muito bem assinalado
    pelo Benayon no e-mail de 02/02/12 (“Cristina Kirchner, a mídia e nós”), não
    há qualquer chance de se criar um ambiente de discussão e esclarecimento, na
    sociedade, favorável às mudanças da envergadura necessária. Pois, estes
    meios que representam outros interesses que não os da Nação, tudo farão (e
    conseguirão), para mobilizar a massa contra qualquer alteração do status
    quo.
     
    Não devemos nos esquecer de que Getúlio, mesmo contando com o apoio de um
    Jornal do porte da Última Hora, acabou sucumbindo a ação do GAFE da época,
    hoje mais atuantes do que nunca.
     
    Abs,
     
    Carlos
     

     

     
     
    Descrição: cid:image0...@01CCE268.B9CABED0
     
    Coluna de Adriano Benayon
     

     
     
    Desnacionalização e defesa nacional
     

     
     
    Intervenções estrangeiras: o Brasil sofreu ameaça de invasão durante a 2ª
    Guerra Mundial. Se não tivessem sido concedidas bases às FFAA dos EUA, estas
    teriam ocupado áreas, como Natal e outras, usadas para reabastecer os aviões
    dos EUA com destino à África.
     

     
    2. Em 1945 e em 1954, embora moderado e conciliador, o presidente Vargas foi
    derrubado, por defender interesses nacionais. Os EUA usaram a influência que
    conquistaram junto aos oficiais da FEB sob seu comando na Itália,
    doutrinaram-nos ideologicamente, além de explorar o deslumbramento deles com
    os avanços tecnológicos e o poderio bélico estadunidense.
     

     
    3. Em ambas feitas, os serviços secretos anglo-americanos organizaram
    conspirações com intensas campanhas nos bastidores e de mídia. Em 1945, o
    pretexto foi que Getúlio Vargas era ditador e queria continuar, não obstante
    ter ele decretado a realização de eleições, nas quais não concorreu à
    presidência.
     

     
    4. Em 1954, montaram operação para implicar a guarda do presidente no
    assassinato do Major da Aeronáutica, Rubens Vaz, que prestava segurança a
    Carlos Lacerda, ferrenho opositor de Vargas. O complô foi armado para matar
    o Major, como ocorreu, simulando, porém, que o alvo era Lacerda.
     

     
    5. Houve também acusações a Vargas de corrupção, mentirosas, como comprova
    ter ele adquirido, durante toda a vida, só um simples apartamento,
    financiado. Getúlio não viajava ao exterior e nunca teve conta no exterior.
    De quantos políticos pode-se afirmar o mesmo?
     

     
    6. A fórmula é sempre esta: exploram-se factóides e os sentimentos
    moralistas da classe média. Esta é enganada, crendo ser prejudicada com a
    reposição de perdas salariais dos trabalhadores, e distorce-se o conceito de
    democracia.
     

     
    7. O golpe de 1954 foi chave na virada da política econômica que implantou a
    dependência financeira e tecnológica do País. O governo foi assumido pela
    UDN e militares americanófilos, na maioria, sendo Café Filho presidente só
    pró-forma. Passou-se a subsidiar os investimentos diretos estrangeiros
    (IDEs), e as empresas transnacionais sediadas no exterior foram ocupando os
    espaços econômicos do País. Abortou-se, assim, a verdadeira indústria
    nacional, que surgira ao longo da 1ª metade do Século XX.
     

     
    8. A desnacionalização acentuou-se sob JK, que não modificou a política de
    subsidiar os IDEs e ainda lhes ofereceu favores adicionais. Inviabilizou a
    indústria automobilística nacional, ao entregar o mercado à Volkswagen e a
    outras transnacionais, donas de maquinaria e tecnologia amortizadas no
    exterior.
     

     
    9. Em 1964 as FFAA dos EUA envolveram-se diretamente no golpe, pondo navios
    de guerra com tropas diante das costas brasileiras. João Goulart só teve um
    ano de governo sob regime presidencialista e provavelmente não tinha em
    mente reverter de modo cabal o processo de desnacionalização.
     

     
    10. Pelo sim, pelo não, os serviços secretos estrangeiros armaram o golpe.
    Ademais, Goulart fez aprovar a Lei 4.131, de 03.09.1962, que limitou a
    remessa de lucros do capital estrangeiro, não revogada até hoje.
     

     
    11. Ela não coibe as remessas de lucros disfarçados através de quinze
    mecanismos , como subfaturar exportações e superfaturar importações, e pagar
    às matrizes serviços superfaturados e até fictícios.
     

     
    12. Apesar de alguns chefes militares, de 1964 a 1982, não terem sido
    pró-capital estrangeiro e terem fortalecido empresas estatais, a linha
    mestra da política econômica e financeira continuou ajudando a concentração
    e a desnacionalização. Isso resultou na crise da dívida e na inadimplência.
    Desde 1977/1978, a maioria dos empréstimos e financiamentos externos
    destinava-se a rolar dívidas.
     

     
    13. Na ausência de elite nacional capaz de influir positivamente nos
    destinos do País, deu-se a capitulação diante dos bancos estrangeiros,
    aceitando os extorsivos planos Baker e Brady. Esse processo, iniciado sob
    Figueiredo, último presidente militar, culminou com a fraude na Constituição
    de 1988, que privilegiou o pagamento do “serviço da dívida”. Paralelamente,
    deu-se a transição para a “democracia”, regida pelos serviços secretos
    estrangeiros que haviam orientado os golpes militares.
     

     
    14. A desnacionalização deu passos gigantescos com Collor, só suplantados
    pelos desastres causados por FHC. Lula e Dilma nada consertaram e agravaram
    as coisas, inclusive com reformas tributária e previdenciária favoráveis aos
    concentradores.
     

     
    15. Em suma, as potências hegemônicas usaram as FFAA brasileiras e depois as
    enfraqueceram. Hoje, o País está sem defesa diante das ameaças presentes. O
    regime “democrático” acelerou ainda mais a desindustrialização, prejudicando
    a base industrial e tecnológica sem a qual não há segurança nacional.
     

     
    16. Esta não depende só de armamento, que pode ser importado, mas de nada
    serve num conflito que envolva as potências hegemônicas, não apenas porque
    elas dispõem de armas muitíssimo mais poderosas, como mísseis e arsenais
    nucleares, mas porque são essas potências que possuem os códigos dos chips
    das armas que vendem.
     

     
    17. Veja-se a Guerra das Malvinas, em 1982. Com a heróica atuação de seus
    oficiais e soldados, a Argentina obteve êxitos, e destróiers britânicos
    foram afundados por mísseis Exocet, adquiridos da França. Então, os
    britânicos e norte-americanos “convenceram” o governo francês a
    informar-lhes os códigos desses mísseis, tornando inevitável a derrota dos
    argentinos.
     

     
    18. O Brasil já sofreu na própria pele, com a explosão do dispositivo que
    acionaria o míssil de sua missão espacial, em frente a cuja base se
    encontrava um navio norte-americano tipo Pueblo.
     

     
    19. Até para negociar a aquisição de tecnologia estrangeira é indispensável
    estar apto a desenvolver tecnologias próprias de produtos e processos. Ora,
    em vez de iludir-se com bobagens, como tornar-se membro permanente do
    Conselho de Segurança da ONU, sem ter poder militar algum, o País tem por
    primeira tarefa reindustrializar-se com o máximo possível de tecnologias
    controladas por si.
     

     
    - Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus
    Desenvolvimento”, editora Escrituras. aben...@brturbo.com.br
     

     
    Esses mecanismos são descritos no capítulo 7 de meu livro “Globalização
    versus Desenvolvimento”.
     

     
    De 1988 a 2010, a dívida pública já consumiu mais de R$ 6 trilhões dos
    cofres da União Federal.
     

     

     
    De: desenvolv...@googlegroups.com
    [mailto:desenvolv...@googlegroups.com] Em nome de Paulo Metri
    Enviada em: sábado, 4 de fevereiro de 2012 13:13
    Para: 'Adriano Benayon'; desenvolv...@googlegroups.com
    Cc: 'norton seng'; 'geliofregapani'; 'Andrade Nery'; 'Soriano Neto';
    'Walther Mendes'; 'jose netto'
    Assunto: RES: envolvi] Hipóteses de agressão
     

     
    Caro Benayon
     

     
    Concordo integralmente com suas colocações. Queria pensar uma questão junto
    com você e com os demais pensadores de um Brasil melhor que nos acompanham.
     

     
    Todos nós identificamos algo que pode ser melhorado na nossa sociedade e
    alguns até colocam em artigos as idéias identificadas. Mas, como desenrolar
    este emaranhado de coisas a fazer? Onde está o comumente chamado "fio da
    meada"?
     

     
    Tenho a impressão que o primeiro passo a ser dado, hoje, é a conquista de
    uma comunicação de massas democrática para poder conscientizar o povo.
    Algumas pessoas dizem que é a educação. Mas, creio que até para melhorar a
    educação no nosso país, é preciso ter pressão popular a exigindo.
     

     
    Tenho passado a admirar mais ainda o Getúlio Vargas, pois ele conseguia
    driblar os mais conservadores em algumas situações e impor mudanças apesar
    de não existir tanta pressão popular. E, em outros casos, ele mexia para que
    esta pressão começasse a acontecer.
     

     
    Assim, por uma comunicação de massas democrática seria a "mãe de todas as
    lutas".
     

     
    Abraços,
     

     
    Paulo Metri
     

     
    _____
     
    De: Adriano Benayon [mailto:abena...@gmail.com]
    Enviada em: sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 23:42
    Para: desenvolv...@googlegroups.com
    Cc: 'norton seng'; 'geliofregapani'; 'Andrade Nery'; 'Soriano Neto';
    'Walther Mendes'; 'Paulo Metri'; 'jose netto'
    Assunto: RES: envolvi] Hipóteses de agressão
     
    Caros Gustavo Santos, Paulo Metri e participantes do Desenvolvimentistas,
    entre estes Carlos Ferreira, sempre atento às questões de defesa
     

     
    Fico muito grato por me possibilitarem tomar conhecimento desta excelente
    matéria de Paulo Metri, sempre bem informado sobre as realidades que
    envolvem o petróleo no Brasil e, em especial, a situação da camada do
    pré-sal.
     

     
    Como aluno de Metri nas questões técnicas referentes a essa problemática,
    guardei o arquivo e grifei trechos mais notáveis, para futura referência e
    estudo.
     

     
    Observaria o seguinte em relação à parte final do escrito. Não há como não
    concordar com a conclamação do autor quanto à necessidade de o Brasil
    equipar suas Forças Armadas para a defesa dos tão valiosos como ameaçados
    recursos do pré-sal.
     

     
    Uma das condições sine qua non para isso foi muito bem apontada na matéria:
    a coesão entre as FFAA e os demais segmentos da sociedade brasileira, em
    torno dos verdadeiros interesses nacionais.
     

     
    Essa condição, claro, é necessária, porém não suficiente. Para que o Brasil
    tenha condições de erguer forças armadas - bem treinadas e equipadas com
    material capaz de dissuadir os detentores das incrivelmente destruidoras
    armas de que dispõem os donos do império anglo-americano – é absolutamente
    indispensável construir modelo político e econômico muito diverso do que
    prevalece no País, de há muito.
     

     
    Isso porque forças armadas à altura do desafio acima resumido só são
    possíveis em países com estrutura industrial basicamente sob controle
    nacional, seja estatal, seja privado (livre de ingerências do capital
    estrangeiro).
     

     
    Essa condição é determinante no caso, uma vez que, sem ela, não há como
    desenvolver sistemas de armas, com tecnologia própria que assegure seu
    adequado funcionamento quando necessário, pois este depende de indústria
    eletrônica autônoma, a começar da elaboração dos chips com seus códigos e
    demais elementos de seu software. Requer também adequada evolução na
    produção de ligas metálicas e de outros materiais de elevado desempenho.
     

     
    É notável, a respeito, que o Brasil disponha da quase totalidade das
    reservas mundiais de nióbio, mas produza e exporte somente insumos
    relativamente simples, como as ligas de ferro-nióbio, e não utilize esse
    minério estratégico em produtos com intensidade tecnológica e alto valor
    agregado. O mesmo acontece com o titânio.
     

     
    No próprio quartzo, matéria-prima essencial dos chips e da eletrônica, o
    Brasil têm também a maior produção no mundo, fica praticamente só nisso,
    importando bens finais à base de quartzo por mais de 50 vezes o preço
    daquela, por peso.
     

     
    Toda a necessária, inclusive para a defesa nacional, construção de parque
    industrial razoavelmente autônomo depende não só da determinação para
    planejá-lo nas linhas acima esboçadas, mas também, se se quiser fazê-lo
    aceleradamente, de que o Estado brasileiro invista pesadamente em empresas
    estatais e privadas nacionais com concorrência interna, capazes de absorver
    e desenvolver tecnologia no estado da arte.
     

     
    Isso seria muito ajudado, se o Brasil mudasse totalmente de política
    econômica, a começar por deixar de gastar grande parte da receita da União
    com o serviço da dívida, privilegiado na CF através de fraude realizada em
    1988, com a adulteração do texto votado em 1º Turno, sem ter sido o
    dispositivo jamais discutido, fosse em comissões ou no plenário.
    ]
     

     
    O exemplo chinês está aí diante de todos, inclusive fabricando mísseis e
    aviões fantásticos, e ele não veio do acaso. Foi planejado no âmbito de um
    Estado em que as eleições não são governadas pelo dinheiro das grandes
    corporações transnacionais nem dos bancos, em grande parte estrangeiros, que
    gozam da concessão de criar crédito e dinheiro, simplesmente do nada, com
    lançamentos em seus computadores. O crédito e a moeda não são commodities
    para ser objeto de ganhos concentradores nem de especulações. Envolvem a
    prestação do serviço público mais necessário que há para o conjunto da
    atividade econômica.
     

     
    Em suma, não é realista esperar que o Brasil, hoje praticamente indefeso e
    em processo de desindustrialização, reverta essa situação sem modificar as
    políticas que o levaram a essa lamentável situação.
     

     
    Abraços,
     

     
    Adriano Benayon
     

     
    De: desenvolv...@googlegroups.com

     

    Paulo Timm <paul...@gmail.com> Feb 06 11:34PM -0300  

    Colegas,
    O fim do regime militar nada teve a ver com alguma conspiração pelo fato de
    que seu Governo tinha algum conteúdo nacionalista. É até possível que tenha
    a ver com a Política de Direitos Humanos que, à época, o Presidente Carter,
    reavivava, impondo inéditas restrições às ditaduras no Cone Sul. Há um
    personagem daquela época, Z.Brzinski, Sec. Estado, de origem polonesa- se
    náo me engano - que tinha uma visão muito clara sobre o fim do regime
    soviético a partir da ruptura do seu elo mais fraco : Polonia. Todo mundo
    zombava dele e, por incrível que pareça, ele tinha suas razões... Tudo
    começou na Polonia. Ele teve um papel importante na questão dos Direitos
    Humanos. Isto respingou na AMERICA LATINA e, de certa maneira, impulsionou
    a luta histórica pela redemocratização. Quanto às Estatais, a política era
    um pouco diferente. Não se tratava, então, de fortalecer as ESTATAIS pelas
    ESTATAIS , ou porque , eventualmente , representavam um elemento importante
    da SOBERANIA NACIONAL. O modelo do II PLANO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO,
    principal instrumentoIDEOLÓGICO do Governo Geisel, sobre o qual - e com o
    qual - trabalhei como funcionário do IPEA na década de 70, preconizava o
    modelo TRIPARTITE - Capital Nacional + CAP X + Estatais como uma fórmula
    natural dadas as limitações do capital nacional para enfrentar osdesafios
    da PETRO'QUÍMICA. Antonio Castro escreveu um livro interessante sobre o
    período "ECONOMIA EM MARCHA FORÇADA". Mas foi outro colega do IPEA, Marco
    Antonio Campos Martins, Phd por Chicago, quem escreveu o libelo mais
    importante contra o período Geisel. Seu trabalho está no seu site
    www.aeconomiadobrasil.com.br
    e demonstra como a estratégia de tapar o sol com peneira, na base do
    discurso da época, que ficou conhecida como
    O BRASIL É UMA ILHA DE PROSPERIDADE NO MAR REVOLTO DA CRISE ( e que se
    destinava a manter a classe média
    ao lado do regime)
    só contribuiu para endividar o país, levando ao colapso da crise da dívida
    na década de 80. Adriano o conheceu e pode até falar mais sobre o trabalho
    do Marco.
    Em 6 de fevereiro de 2012 20:16, Adriano Benayon

     

    clipping-d...@googlegroups.com Feb 07 01:47AM  

    =============================================================================
    Resumo do tópico de hoje
    =============================================================================
     
    Grupo: clipping-d...@googlegroups.com
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/topics
     
    - FORUM PERMANENTE TVC CARTA ABERTA Á PRESIDENTA DILMA ROUSEFF [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/48a10c49d2b50a19
    - Carta Maior: Dilma acha que 'exagerou' com movimentos sociais e tenta mudar: Seg 06/02/12 15:22 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/6c8b14440aded4de
    - Blog do Planalto: Seg 06/02/12 17:15 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/831cc78d76952646
    - [Cubadebate] Boletín de noticias del 2012-02-05: Seg 06/02/12 04:00 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/48150e2a510e18d6
    - [poder_popularcomunitario] convocatoria a encuentro ambiental. Justicia absuelve a siete mapuches acusados de hurtar madera a Forestal Mininco. El caso del preso que Nieva Woodgate permitió que sea trasladado y del que no investigó su muerte. [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/69bc982b16d8ab32
    - Notícias do Irã em espanhol [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/80efe09f89930c45
    - FORUM PERMANENTE TVC TVCOM/MS RECEBE SEU REGISTRO DE PRODUTORA E DISTRIBUIDORA DE CONTEUDO AUDIVISUAL da Ancine [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/69c42b8865c343c2
    - Sempre pensando no seu conforto! [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/58b0b312d4556872
     
     
    =============================================================================
    Tópico: FORUM PERMANENTE TVC CARTA ABERTA Á PRESIDENTA DILMA ROUSEFF
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/48a10c49d2b50a19
    =============================================================================
     
    ---------- 1 de 1 ----------
    De: MARIO JEFFERSON LEITE Melo <jefferso...@gmail.com>
    Data: Feb 06 08:19PM -0200
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/msg/722a4431db86aad9
     
    *CARTA ABERTA Á PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF*
     
     
     
     
     
    Presidenta,
     
     
     
     
     
    Não sabemos o que esta ocorrendo e nem porque estão lhe blindando tanto,
    impedindo que as TVs Comunitárias possam vir a ter um diálogo franco a
    respeito dos avanços que devem ter as mídias comunitárias neste país. Não
    logramos êxitos em conseguir uma audiência, e, nas páginas do governo,
    sempre que tentamos, apenas recebemos respostas protocolares, nada que
    possa resolver de vêz nossas insatisfações.
     
     
     
    Somos ONGs sim com muito orgulho, reunimos em torno de nós diversas
    entidades sem fins econômicos, dos mais variados setores: defesa da mulher,
    do idoso, do adolescente, menor em situação de risco; do meio ambiente; da
    cultura; do esporte e dos direitos humanos. Grande parte das TVs
    Comunitárias brasileiras foram agraciadas com inúmeros prêmios o que
    demonstra a integridade e a certeza de estarmos no caminho certo.
     
     
     
    As TVs COMUNITÁRIAS têm por finalidades dar oportunidades à difusão de
    idéias, elementos da cultura, tradições e hábitos sociais de comunidades,
    oferecer mecanismos à formação e integração de comunidades, estimulando o
    lazer, a cultura e o convívio social, prestação de serviços de utilidade
    pública, integrando-se aos serviços de defesa civil, sempre que necessário
    e permitir a capacitação dos cidadãos no exercício do direito de expressão.
    Algumas emissoras, como por exemplo a de Taubaté – SP, já se tornaram
    ESCOLA DE MÍDIA COMUNITÁRIA e estará promovendo, além das aulas que já
    administra em suas instalações gratuitamente, cursos para soldados do Cavex
    – Centro de Aviação do Exército, para que os soldados possam filmar e
    editar suas ações, e devemos lembrar a TV COMUNITÁRIA de Campo Grande –
    MS, que está especializando-se em digitalização e animação, com cursos
    regulares para comunidades carentes.
     
     
     
    Como entidades do TERCEIRO SETOR, não podemos TER LUCROS, mas temos que ter
    RECEITAS para que possamos promover todas as ações que se fazem
    necessárias. Não há, até hoje, nenhum programa de governo que nos dê
    garantias de participação em fundos públicos (FISTEL, FUST, etc) e ainda
    não podemos ter RENÚNCIA FISCAL para quem resolver aplicar recursos em
    nossa programação: diferente do que ocorre com as Tvs Públicas (EBC, TV
    Cultura, etc). Não há um MARCO REGULATÓRIO, não existem normas que nos
    garantam funcionamento com garantias reais de migrarmos para o sinal
    aberto: estamos confinados no cabo e para piorar nossa situação a
    famigerada Lei 12.485 veio nos ferir de morte anunciada.
     
     
     
    Para que possamos discutir a questão que esta em evidência, necessário
    primeiramente que compreendamos o sistema pelo qual estamos falando. As TVS
    COMUNITÁRIAS não foram comparadas ao *SISTEMA ESTATAL DOS SERVIÇOS DE
    RADIODIFUSÃO DE SONS E IMAGENS*, até porque, não se encontram em nenhum
    sistema de radiodifusão, posto que são *PRODUTORAS E EXIBIDORAS DE
    CONTEÚDOS e não EMISSORA DE TELEVISÃO*. Estão restritas à
    *TELECOMUNICAÇÕES*(que possue legislação própria) e na Lei 12.485 de
    12 de setembro de 2011
    criou-se 04 (quatro) ordenamentos distintos a saber:I – Produção;
     
     
     
    II – programação;
     
    III – empacotamento e
     
    IV – Distribuição
     
     
     
    Neste particular, podendo inclusive, de acordo com o § 1º do Art. 4º atuar
    em mais de uma das atividades descritas acima.
     
     
     
    No § 2º (Lei 12.485) temos lavrado que independentemente do objeto ou da
    razão social, a empresa que atuar em qualquer das atividades de que trata
    este artigo será considerada, conforme o caso, produtora, programadora,
    empacotadora ou distribuidora.
     
     
     
    Ora, se as TVS COMUNITÁRIAS não fazem empacotamentos , não são
    DISTRIBUIDORAS e não fazem PROGRAMAÇÃO , logo são PRODUTORAS DE CONTEÚDOS e
    EXIBIDORAS através das OPERADORAS que foram identificadas como COMUNICAÇÃO
    AUDIOVISUAL DE ACESSO CONDICIONADO e já no Art. 1º da Lei 12.485 em seu
    parágrafo único fica claro de que “excluem-se do campo de aplicação desta
    Lei os serviços de radiodifusão sonoro e de sons e imagens, ressalvados os
    dispositivos previstos nesta Lei que expressamente façam menção a essses
    serviços ou a suas prestadoras”;
     
     
     
     
     
    O que a Lei 12.485 PROIBE, de acordo com o próprio entendimento da
    DENOR/SECOM/PR é a VEICULAÇÃO REMUNERADA DE “ANÚNCIOS” e outras práticas
    que configurem COMERCIALIZAÇÃO DE SEUS INTERVALOS, assim como a
    “transmissão de publicidade comercial”, ressalvados os casos de PATROCÍNIOS
    DE PROGRAMAS, EVENTOS E PROJETOS VEICULADOS SOB A FORMA DE APOIO CULTURAL,
    isto constante no Art. 32 § 5º;Note-se que há uma “vírgula” no texto legal,
    cuja ressalva diz que são para os casos de PATROCINIOS DE PROGRAMAS
    (vírgula), EVENTOS (virgula) e PROJETOS VEICULADOS SOB A FORMA DE APOIO
    CULTURAL. Portanto, são PERMITIDOS :
     
     
     
    a) PATROCÍNIOS DE PROGRAMAS,
     
     
     
    b) PATROCÍNIOS A EVENTOS e
     
     
     
    c) PROJETOS VEICULADOS SOB A FORMA DE APOIO CULTURAL.
     
     
     
    Portanto, o ordenamento jurídico, neste particular, criou três situações
    distintas permissíveis, quais sejam pelo *PATROCINIO*, *EVENTOS* e até
    mesmo *PROJETOS DE APOIO CULTURAL*.
     
     
     
    Note-se que esta *PROIBIDA a PUBLICIDADE COMERCIAL* e *não a PUBLICIDADE
    INSTITUCIONAL*, posto que deve ser considerado o que consta no art 1º da
    IN/SECOM nº 2, de 20 de fevereiro de 2006, nos seguintes termos
     
     
     
    Art 1º - As ações pubicitárias de iniciativa dos integrantes do Sistema de
    Comunicação do Governo do Poder Executivo Federal (SICOM), de que trata o
    art 2º inciso III, alinea “a” e “b” , do Decreto nº 4.799, de 4 de agosto
    de 2003, são classificadas e conceituadas como segue:
     
     
     
    I – Publicidade Legal – a que se realiza em obediência à prescrição de
    leis, decretos, portarias , instruções, estatutos, regimentos ou normas
    internas dos integrantes do SICOM;
     
     
     
    II – Publicidade mercadológica, a que se destina a lançar, modificar,
    reposicionar ou promover produtos e serviços de integrantes do SICOM que
    atuem numa relação de concorrência no mercado;
     
     
     
    III – Publicidade Institucional : a que tem como objetivo divulgar
    informações sobre atos, obras, programas, metas e resultados dos
    integrantes do SICOM, promover seu posicionamento ou reforçar seu conceito
    e ou identidade;
     
     
     
    IV – Publicidade de Utilidade Pública : a que tem como objetivo informar,
    orientar, mobilizar, prevenir ou alertar a população ou segmento da
    população para adotar comportamentos que lhe tragam beneficios sociais,
    visando melhorar a sua qualidade de vida.
     
    O artigo 37 da Constituição Federal de 1988, elenca os princípios inerentes
    à Administração Pública, que são: legalidade, impessoalidade, moralidade,
    publicidade e eficiência. A função desses princípios é a de dar unidade e
    coerência ao Direito Administrativo, controlando as atividades
    administrativas de todos os entes que integram a federação brasileira
    (União, Estados, Distrito Federal e Municípios).
     
     
     
    Art. 37 - A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes
    da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos
    princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
    eficiência e, também, ao seguinte: (Alterado pela EC-000.019-1998)
     
     
     
    § 1º - A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos
    órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação
    social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que
    caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
     
     
     
    A veiculação remunerada de pubicidade institucional, faz-nos lembrar a Nota
    Técnica, “ de utilidade pública ou legal nas TVs Comunitárias atende aos
    objetivos sociais e culturais desses canais, contribui para a
    autosustentação dessas modalidades de televisão e ainda pode ser um meio de
    iniciar a busca da tão almejada informação objetiva pela pluralidade das
    fontes, garantir o pluralismo politico nos meios de comunicação, bem como o
    amplo acesso a eles como forma de assegurar o principio da livre
    manifestação e expressão dos pensamentos, alcançando , também, a outra
    faceta do principio de igualdade”
     
     
     
    Estes princípios devem ser seguidos à risca pelos agentes públicos, não
    podendo se desviar destes princípios sob pena de praticar ato inválido e
    expor-se à responsabilidade disciplinar civil ou criminal dependendo do
    caso.
     
    Princípio vem do latim principium e tem vários significados no ordenamento
    jurídico. Por um lado, quer dizer base inicial, fonte, nascedouro,
    alicerce, começo, início, origem, ponto de partida; por outro lado, regra a
    seguir, norma, que são idéias fundamentais, valores básicos da sociedade,
    com a função de assegurar a estabilidade da ordem jurídica e a continuidade
    e igualar o sistema jurídico.
     
    É, por definição, o elo do sistema jurídico, fazendo com que diversas
    normas sejam fundamentadas, estruturadas e compreendidas. Tem como
    responsabilidade, na ciência jurídica, de organizar o sistema e atuar como
    ponto de partida para todo o ordenamento jurídico. Seriam pensamentos
    diretores, nas quais os institutos e as normas vão se apoiar e fixar,
    ajudando a consolidar e interpretar normas administrativas. Por fim,
    princípios são normas jurídicas estruturais de um dado ordenamento
    jurídico.
     
    O que queremos de fato, Excelência, é o que nos cabe por direito e,
    participar desta latifúndio midiático, acabando com os monopólios e
    oligopólios da mídia mercadológica. Possibilitando que TODAS AS TVS
    COMUNITÁRIAS BRASILEIRAS possam receber MÍDIAS INSTITUCIONAIS DO GOVERNO
    FEDERAL, seja através da sua Presidência, Ministérios, Secretarias,
    Autarquias e ou Empresas Públicas, em nome da transparência e restrito
    cumprimento à legislação em vigor. As TVS COMUNITÁRIAS, só porque querem as
    TVs COMERCIAIS, não podem pagar esta fatura, pois no minimo, temos que ser
    tratados como as Empresas Públicas (no caso EBC) que podem receber recursos
    de institucionais.
     
     
     
    Ao emitir, mais esta CARTA ABERTA, o fazemos na certeza de que percorrerá
    por todos os meandros das REDES SOCIAIS que saberão repercurtir e fazer que
    chegue ao Vosso Conhecimento, que sabendo usar de bom senso e equilíbrio,
    haverá de abrir um espaço em vossa agenda para nos receber e escutar pelo
    menos o que temos à dizer, em nome da verdadeira democracia.
     
     
     
    Brasilia, 05 de fevereiro de 2012.
     
     
     
    *Mário Jéfferson Leite Melo*
     
    *Presidente FRENAVATEC*
     
    jefferso...@gmail.com
     
    frena...@gamail.com
     
     
     
    (012) 96 11 11 96
    (012) 3624 8656
    --
    *FRENAVATEC - A LUTA DE TODOS NÓS.*
     
     
     
    =============================================================================
    Tópico: Carta Maior: Dilma acha que 'exagerou' com movimentos sociais e tenta mudar: Seg 06/02/12 15:22
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/6c8b14440aded4de
    =============================================================================
     
    ---------- 1 de 1 ----------
    De: Ana Santanna <anapai...@gmail.com>
    Data: Feb 06 08:00PM -0200
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/msg/ceb3174a4c1ca338
     
    Caso não visualize esse email adequadamente acesse este
    link<http://bcm2008.envemkt.net/registra_clique.php?id=H%7C23511305%7C170810%7C109186&url=http://bcm2008.envemkt.net/ver_mensagem.php%3Fid%3DH%7C4%7C170810%7C132828054714483100>
    Visualização do Boletim Eletrônico - Agência Carta Maior
     
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    ------------------------------
     
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    Acompanhe também a cobertura em:
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    <http://bcm2008.envemkt.net/registra_clique.php?id=H%7C23511312%7C170810%7C109186&url=http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm%3Fhome_id%3D133%26alterarHomeAtual%3D1>
    ------------------------------
    Leia nossas Páginas Especiais:
    <http://bcm2008.envemkt.net/registra_clique.php?id=H%7C23511313%7C170810%7C109186&url=http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm%3Fhome_id%3D123%26alterarHomeAtual%3D1>
     

     

    gustavo santos <gustavoa...@gmail.com> Feb 06 10:29PM -0200  

    Inglaterra e Irã: uma velha
    inimizade<http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6637:luizeca171211&catid=21:luiz-eca&Itemid=94>
    ****
     
    ** **
     
    ** **
     
    ** **
     
    Escrito por Luiz Eça ****
     
    ** **
     
    A invasão da embaixada inglesa por estudantes iranianos começou no século
    19. Foi quando governantes corruptos permitiram que durante muitos anos a
    Rússia e a Inglaterra dominassem o Irã e explorassem sua economia.****
     
    O domínio da Inglaterra era tão grande que assumiu o controle direto de
    várias cidades. Por sua vez o governo do Irã era tão fraco que não podia
    nomear sequer um ministro sem a aprovação dos consulados inglês e russo.****
     
    E assim começou o ódio dos iranianos pela Inglaterra, que foi aumentando
    com base em novas ações da potência européia contra o país dos aiatolás.****
     
    O povo iraniano sempre se rebelou contra as concessões feitas às potências
    estrangeiras e, em 1906, uma revolução constitucional tornou o Irã uma
    monarquia parlamentarista. Mas os russos e os ingleses não se tocaram. Em
    1907 impuseram um tratado que dava à Inglaterra o controle do sul, e à
    Rússia, do norte.****
     
    Em 1913, com a descoberta do petróleo, o frágil governo do Irã deu a uma
    companhia inglesa, a Anglo-Iranian, o monopólio da exploração dessa
    altamente rendosa fonte de energia.****
     
    Em 1919, a Inglaterra forçou um acordo que lhe deu o controle do exército,
    dos transportes, das comunicações e do tesouro do Irã.****
     
    Dois anos depois, um golpe militar, liderado pela Inglaterra, colocou no
    poder Reza Khan. Na ocasião, os ingleses usaram gases venenosos contra os
    iranianos rebeldes.****
     
    Na 2ª. Grande Guerra, o Irã declarou-se neutro, mas a Inglaterra e a União
    Soviética não aceitaram essa decisão. Precisavam garantir o suprimento de
    petróleo para o exército soviético, por isso invadiram e ocuparam o país.
    Durante a ocupação, os ingleses fizeram requisições forçadas de alimentos
    para seus soldados em quantidades tão grandes que provocaram fome na
    população iraniana.****
     
    Ainda nesse período, logo ao instalar-se no Irã, o exército inglês tratou
    de depor Reza Khan, pois perdera a confiança nele. E providenciou sua
    substituição por alguém mais dócil: seu filho, Mohamed Reza Pahlevi.****
     
    Terminada a guerra, com a saída dos exércitos estrangeiros, o povo do Irã
    voltou a lutar pela democracia. Em 1951, um governo parlamentar elegeu
    Mohamed Mossadegh, primeiro-ministro. Sem demora, ele nacionalizou a
    exploração do petróleo, reservando uma parte dos lucros para pagar as
    reivindicações da Anglo-Iranian, quando fossem justas.****
     
    O Irã ganhou então uma extraordinária fonte de recursos porque o país era
    um dos maiores produtores de petróleo do mundo.****
     
    A nacionalização empolgou o povo, que começou a sentir seus efeitos
    através das reformas sociais que Mossadegh começou a empreender.****
     
    Mas os ingleses não se conformaram em perder suas riquíssimas concessões.
    Convenceram a comunidade internacional a boicotar o petróleo iraniano, além
    de conseguirem a aplicação de duríssimas sanções econômicas, comparáveis às
    que o Irã está sofrendo hoje.****
     
    O Irã entrou em crise, mas resistiu. Como hoje está acontecendo.****
     
    Diante disso, Churchil convenceu o general Eisenhower de que a União
    Soviética acabaria tornando o Irã seu satélite.****
     
    Juntos, o MI6 e a CIA, os serviços secretos dos dois países, planejaram e
    executaram um golpe de estado contra o governo popular, secular e
    democraticamente eleito de Mossadegh.****
     
    O premier iraniano foi preso e o xá Reza Pahlevi assumiu poderes
    ditatoriais. Usou-os para passar o petróleo iraniano para a Brittish
    Petroleum, promover uma modernização de fachada e gastar fortunas em festas
    das mil e uma noites, cujas fotos provocaram admiração em todo o mundo.
    Menos no Irã, onde a SAVAK, a polícia secreta, prendeu e torturou
    opositores à vontade.****
     
    Enquanto isso, a Inglaterra, ao lado dos EUA, apoiava o governo do xá, com
    grandes verbas aplicadas especialmente na polícia e no exército. Ele chegou
    a iniciar um programa nuclear, negociando a importação de usinas e outros
    equipamentos.****
     
    Em 1979, uma revolução popular derrubou o governo do xá. O poder foi
    assumido pelo aiatolá Khomeini, que implantou um regime islâmico no país.***
    *
     
    Pouco tempo depois, o exército do Iraque invadiu o Irã, iniciando uma
    guerra entre os dois países. A Inglaterra declarou-se neutra, impondo
    embargo à venda de armamentos. Mas fechou os olhos para a exportação
    clandestina de grande quantidade de armas, inclusive químicas, para o país
    de Saddam Hussein.****
     
    Nos últimos anos, os ingleses associaram-se aos países que impuseram
    sanções ao Irã, para forçá-lo a abandonar seu programa nuclear, que o
    Ocidente e Israel acusam de ser militar.****
     
    No mês passado, quando se divulgou as intenções do premier Netanyahu de
    atacar o Irã, a maioria dos governos ocidentais, inclusive o americano,
    manifestou-se contra a idéia. Já a Inglaterra ordenou a prontidão de parte
    de suas forças armadas, com o fim de apoiar eventuais ataques americanos.***
    *
     
    E, mais recentemente, foi a primeira potência européia a empregar sanções
    contra o Irã, congelando ativos no valor 1,6 bilhão de libras.****
     
    Como se vê, a história das relações anglo-iranianas é marcada pela
    exploração, humilhação, fome e violências impostas pelo governo de Londres
    contra o Irã.****
     
    Sobram motivos para o povo iraniano ter a pior impressão dos ingleses. É
    um ressentimento que passa de geração a geração, que a Inglaterra não tem
    feito o menor gesto para procurar amenizar.****
     
    A invasão da embaixada inglesa pelos estudantes iranianos não passa de uma
    migalha comparada com o que o Irã sofreu da parte dos ingleses.****
     
    *Luiz Eça é jornalista.*****
     
    ** **
     
     
     
    --
    Leia:
    www.desenvolvimentistas.com.br
     
    Visite São Bartolomeu – Distrito mais antigo de Ouro Preto
    http://saobartolomeu.com/

     

    Paulo Timm <paul...@gmail.com> Feb 06 09:37PM -0300  

    Aos mais interessados sobre relaçoes IRÃ e mundo Ocidental sugiro meu
    artigo - IRÃ, UM POVO DE PAZ - que já postei no DESENVOLVIMENTISTAS e que
    está no meu site pessoal www.paulotimm.com.br
     
    Em 6 de fevereiro de 2012 21:29, gustavo santos

     

    clipping-d...@googlegroups.com Feb 06 09:32PM  

    =============================================================================
    Resumo do tópico de hoje
    =============================================================================
     
    Grupo: clipping-d...@googlegroups.com
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/topics
     
    - FORUM PERMANENTE TVC DILMA QUER VER TVS COMUNITARIAS DE QUATRO [4 atualizações]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/4e87d19b4da02431
    - Notícias do Irã em espanhol [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/80efe09f89930c45
    - FORUM PERMANENTE TVC Facebook [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/1e3cc28060111989
    - FORUM PERMANENTE TVC FW: Dilma acha que 'exagerou' com movimentos sociais e tenta mudar [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/bf85cc9118c8e61c
    - Nanopartículas brasileiras: mineração, reciclagem : Seg 06/02/12 11:40 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/50cb50f109582041
    - Venezuela: pesquisa a exatos 8 meses das eleições (7 de outubro): Seg 06/02/12 11:25 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/83b507258efe8f9b
    - BRASIL! BRASIL!: Seg 06/02/12 11:06 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/c0bc1168636fa720
    - 06/02 Pinheirinho: Uma das maiores agressões aos Direitos Humanos da história recente em nosso país. E tem + [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/f224ae6add6abe0b
    - FORUM PERMANENTE TVC ATO DE S.O.S "Quilombo Rio dos Macacos", nesta segunda-feira (06/02), às 19h, no Teatro Vila Velha [1 Anexo] [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/17d5637c572c9e4a
    - FORUM PERMANENTE TVC Fwd: Belíssimo: Loreena Mckennitt [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/b7bd2cef2915d638
    - FORUM PERMANENTE TVC A taxa Tobin sobre as transações financeiras - A atribulada e paradoxal trajetória da taxa Tobin - [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/fa94a91b35e5a36d
    - FORUM PERMANENTE TVC Sb questões indígenas comentadas na Rede [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/c16654ecf7dc0c84
    - FORUM PERMANENTE TVC Famatina: o Belo Monte da Argentina (e o péssimo exemplo para o Brasil) [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/605d3bb152bdeb8f
    - Santos apuesta a prolongar la guerra [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/3f27513c78de9d19
    - "Correio do Brasil": Notícias do CdB em destaque nesta Segunda-Feira, 06/02/12 03:01 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/22197474d43f3ea2
    - Notícias do Vermelho: Seg 06/02/12 09:01 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/7a41a772c08b04cd
    - [tribuna_da_internet] Resumo 5852 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/e0dbc4249665a2ed
    - [Minha Mosca] Notícias do Dia 06/02/2012 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/48c8e275cb80f8af
    - Clipping : E-mail de compilação para clipping-...@googlegroups.com - 10 mensagens em 10 tópicos [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/967f96dab2bbe953
    - DOIS PRESOS E UMA MEDIDA: Dom 05/02/12 11:34 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/2f9395726a2b7d02
    - La pupila insomne en 6 de febrero de 2012 - 00:56 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/737c83a571148bae
    - Assim Nasceu a Privataria (e a incompetência) Tucana [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/532869b7b72f454d
     
     
    =============================================================================
    Tópico: FORUM PERMANENTE TVC DILMA QUER VER TVS COMUNITARIAS DE QUATRO
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/4e87d19b4da02431
    =============================================================================
     
    ---------- 1 de 4 ----------
    De: Tv Com Cascavel <tvcomc...@bol.com.br>
    Data: Feb 06 05:30PM -0200
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/msg/4b8decb5b35de8db
     
    Parabens pelo conteudo deste "estudo" muito esclarecedor, com certeza abriu os nossos olhos!
     
    Att. Luiz Dornelles
     
    Diretor
     
    Tv Com Cascavel
     
    Canal 13 NET
     
    (45)(oi) 8405-0918 / (tim)9949-9053 /(fixo) 3306-9053
     
    Em 03/02/2012 13:50, MARIO JEFFERSON LEITE MELO < tvcidad...@gmail.com > escreveu:
     
    GOVERNO DILMA COLOCA TVS COMUNITÁRIAS DE QUATRO EM FAVOR DAS TVS COMERCIAIS.
     
    Não seria dificil prever quem levaria vantagens em uma briga tendo de um lado as entidades sem fins lucrativos, oriundas da sociedade civil, e as TVs Comerciais, pertencentes a meia dúzia de famílias que mandam neste país de fato. Acabamos por perder mais uma batalha, no tapetão, para as emissoras mercadológicas, em função da falta de compromisso do Governo Dilma com a sociedade do terceiro setor.
     
    O Ministro Paulo Bernardo, que esta Ministro das Comunicações, deu nossa cabeça de bandeja, como moeda de troca, para aprovar o PNBL –Plano Nacional de Banda Large. Para a aprovação do sistema de comunicação audiovisual de acesso condicionado, mais uma vêz, quem pagou a fatura foram as TVs Comunitárias que a todo instante queriam colocar como sendo do campo publico.
     
    As TVs comunitárias não são da campo público e cremos que fica bem claro de que as atividades desenvolvidas pelas TVS COMUNITÁRIAS se referem à PRODUÇÃO e à PROGRAMAÇÃO DE CONTEÚDOS AUDIOVISUAIS. Tais entidades não dependem de qualquer tipo de AUTORIZAÇÃO DA ANATEL ,muito menos do MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES, desenvolvendo suas atividades LIVREMENTE. De toda sorte a LEI PERMITE o PATROCINIO DE PROGRAMAS, o PATROCÍNIO DE EVENTOS e até de PROJETOS VEICULADOS SOB A FORMA DE APOIO CULTURAL.
     
    A TV COMUNITÁRIA conforme já entendido tem por finalidade dar oportunidade à difusão de idéias, elementos da cultura, tradições e hábitos sociais de comunidades, oferecer mecanismos à formação e integração de comunidades, estimulando o lazer, a cultura eo convívio social, prestação de serviços de utilidade pública, integrando-se aos serviços de defesa civil, sempre que necessário e permitir a capacitação dos cidadãos no exercício do direito de expressão.
     
    Para que possamos discutir a questão que esta em evidência, necessário primeiramente que compreendamos o sistema pelo qual estamos falando. As TVS COMUNITÁRIAS não foram comparadas ao SISTEMA ESTATAL DOS SERVIÇOS DE RADIODIFUSÃO DE SONS E IMAGENS, até porque, não se encontram em nenhum sistema de radiodifusão, posto que são PRODUTORAS E EXIBIDORAS DE CONTEÚDOS e não EMISSORA DE TELEVISÃO. Esta restrita a TELECOMUNICAÇÕES (que possue legislação própria) e na Lei 12.485 de 12 de setembro de 2011 criou-se 04 (quatro) ordenamentos distintos a saber:
     
    I – Produção;
     
    II – programação;
     
    III – empacotamento e
     
    IV – Distribuição
     
    Neste particular, podendo inclusive, de acordo com o § 1º do Art. 4º atuar em mais de uma das atividades descritas acima.
     
    No § 2º temos lavrado que independentemente do objeto ou da razão social, a empresa que atuar em qualquer das atividades de que trata este artigo será considerada, conforme o caso, produtora, programadora, empacotadora ou distribuidora.
     
    Ora, se TVS COMUNITÁRIAS não fazem empacotamentos , não são DISTRIBUIDORAS e não fazem PROGRAMAÇÃO , logo são PRODUTORAS DE CONTEÚDOS e EXIBIDORAS através das OPERADORAS que foram identificadas como COMUNICAÇÃO AUDIOVISUAL DE ACESSO CONDICIONADO e já no Art. 1º da Lei 12.485 em seu parágrafo único fica claro de que “excluem-se do campo de aplicação desta Lei os serviços de radiodifusão sonoro e de sons e imagens, ressalvados os dispositivos previstos nesta Lei que expressamente façam menção a essses serviços ou a suas prestadoras”;
     
    Atente-se para o Capítulo II deta mesma Lei:
     
    CAPÍTULO II
     
    DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA COMUNICAÇÃO AUDIOVISUAL DE ACESSO CONDICIONADO
     
    Art. 3 o A comunicação audiovisual de acesso condicionado, em todas as suas atividades, será guiada pelos seguintes princípios:
     
    I - liberdade de expressão e de acesso à informação;
     
    II - promoção da diversidade cultural e das fontes de informação, produção e programação;
     
    III - promoção da língua portuguesa e da cultura brasileira;
     
    IV - estímulo à produção independente e regional;
     
    V - estímulo ao desenvolvimento social e econômico do País;
     
    VI - liberdade de iniciativa, mínima intervenção da administração pública e defesa da concorrência por meio da livre, justa e ampla competição e da vedação ao monopólio e oligopólio nas atividades de comunicação audiovisual de acesso condicionado.
     
    Parágrafo único. Adicionam-se aos princípios previstos nos incisos deste artigo aqueles estabelecidos na Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, aprovada pelo Decreto Legislativo n o 485, de 20 de dezembro de 2006.
     
    Como se percebe, o legislador tomou o cuidado de deixar claro a questão da liberdade de iniciativa, a não intervenção do poder público ea livre concorrência, impedindo que crie monopólios ou oligopólios nas atividades de comunicação audiovisual de acesso condicionado;
     
    O que a Lei 12.485 PROIBE, de acordo com o próprio entendimento da DENOR é a VEICULAÇÃO REMUNERADA DE “ANÚNCIOS” e outras práticas que configurem COMERCIALIZAÇÃO DE SEUS INTERVALOS, assim como a “transmissão de publicidade comercial”, ressalvados os casos de PATROCÍNIOS DE PROGRAMAS, EVENTOS E PROJETOS VEICULADOS SOB A FORMA DE APOIO CULTURAL, isto constante no Art. 32 § 5º;
     
    Note-se que há uma “vírgula” no texto legal, cuja ressalva diz que são para os casos de PATROCINIOS DE PROGRAMAS (vírgula), EVENTOS (virgula) e PROJETOS VEICULADOS SOB A FORMA DE APOIO CULTURAL. Portanto, são PERMITIDOS :
     
    a) PATROCÍNIOS DE PROGRAMAS,
     
    b) PATROCÍNIOS A EVENTOS e
     
    c) PROJETOS VEICULADOS SOB A FORMA DE APOIO CULTURAL.
     
    Portanto, o ordenamento jurídico, neste particular, criou três situações distintas permissíveis, quais sejam pelo PATROCINIO, EVENTOS e até mesmo PROJETOS DE APOIO CULTURAL.
     
    Note-se que esta PROIBIDA a PUBLICIDADE COMERCIAL e não a PUBLICIDADE INSTITUCIONAL, posto que deve ser considerado o que consta no art 1º da IN/SECOM nº 2, de 20 de fevereiro de 2006, nos seguintes termos
     
    Art 1º - As ações pubicitárias de iniciativa dos integrantes do Sistema de Comunicação do Governo do Poder Executivo Federal (SICOM), de que trata o art 2º inciso III, alinea “a” e “b” , do Decreto nº 4.799, de 4 de agosto de 2003, são classificadas e conceituadas como segue:
     
    I – Publicidade Legal – a que se realiza em obediência à prescrição de leis, decretos, portarias , instruções, estatutos, regimentos ou normas internas dos integrantes do SICOM;
     
    II – Publicidade mercadológica, a que se destina a lançar, modificar, reposicionar ou promover produtos e serviços de integrantes do SICOM que atuem numa relação de concorrência no mercado;
     
    III – Publicidade Institucional : a que tem como objetivo divulgar informações sobre atos, obras, programas, metas e resultados dos integrantes do SICOM, promover seu posicionamento ou reforçar seu conceito e ou identidade;
     
    IV – Publicidade de Utilidade Pública : a que tem como objetivo informar, orientar, mobilizar, prevenir ou alertar a população ou segmento da população para adotar comportamentos que lhe tragam beneficios sociais, visando melhorar a sua qualidade de vida.
     
    O artigo 37 da Constituição Federal de 1988, elenca os princípios inerentes à Administração Pública, que são: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. A função desses princípios é a de dar unidade e coerência ao Direito Administrativo, controlando as atividades administrativas de todos os entes que integram a federação brasileira (União, Estados, Distrito Federal e Municípios).
     
    Art. 37 - A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Alterado pela EC-000.019-1998)
     
    § 1º - A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
     
    A veiculação remunerada de pubicidade institucional, faz-nos lembrar a Nota Técnica, “ de utilidade pública ou legal nas TVs Comunitárias atende aos objetivos sociais e culturais desses canais, contribui para a autosustentação dessas modalidades de televisão e ainda pode ser um meio de iniciar a busca da tão almejada informação objetiva pela pluralidade das fontes, garantir o pluralismo politico nos meios de comunicação, bem como o amplo acesso a eles como forma de assegurar o principio da livre manifestação e expressão dos pensamentos, alcançando , também, a outra faceta do principio de igualdade”
     
    Estes princípios devem ser seguidos à risca pelos agentes públicos, não podendo se desviar destes princípios sob pena de praticar ato inválido e expor-se à responsabilidade disciplinar civil ou criminal dependendo do caso.
     
    Princípio vem do latim principium e tem vários significados no ordenamento jurídico. Por um lado, quer dizer base inicial, fonte, nascedouro, alicerce, começo, início, origem, ponto de partida; por outro lado, regra a seguir, norma, que são idéias fundamentais, valores básicos da sociedade, com a função de assegurar a estabilidade da ordem jurídica ea continuidade e igualar o sistema jurídico.
     
    É, por definição, o elo do sistema jurídico, fazendo com que diversas normas sejam fundamentadas, estruturadas e compreendidas. Tem como responsabilidade, na ciência jurídica, de organizar o sistema e atuar como ponto de partida para todo o ordenamento jurídico. Seriam pensamentos diretores, nas quais os institutos e as normas vão se apoiar e fixar, ajudando a consolidar e interpretar normas administrativas. Por fim, princípios são normas jurídicas estruturais de um dado ordenamento jurídico.
     
    Segundo Reale (1986, p. 60):
     
    Princípios são, pois verdades ou juízos fundamentais, que servem de alicerce ou de garantia de certeza a um conjunto de juízos, ordenados em um sistema de conceitos relativos à dada porção da realidade. Às vezes também se denominam princípios certas proposições, que apesar de não serem evidentes ou resultantes de evidências, são assumidas como fundantes da validez de um sistema particular de conhecimentos, como seus pressupostos necessários.
     
    Segundo apontamentos de Melo (1994, p. 450):
     
    Princípio - já averbamos alhures - é, por definição, mandamento nuclear de um sistema, verdadeiro alicerce dele, disposição fundamental que se irradia sobre diferentes normas compondo-lhes o espírito e servindo de critério para sua exata compreensão e inteligência, exatamente por definir a lógica ea racionalização do sistema normativo, no que lhe confere a tônica e lhe dá sentido harmônico. É o conhecimento dos princípios que preside a intelecção das diferentes partes componentes do todo unitário que há por nome sistema jurídico positivo [...].

     

    "Adriano Benayon" <abena...@gmail.com> Feb 06 01:13PM -0200  

    Caro Metri,
     

     
    Anima-me muito que esteja focado na prioridade de conseguirmos comunicação
    de massa democrática, sem a qual são diminutas as chances de se mudar alguma
    coisa de importante em nosso País.
     

     
    Ainda mais, porque o prezado colega do grupo Desenvolvimentistas é um
    destacado brasileiro, com visão das grandes questões nacionais, além de ter
    participação em instituições de classe e outras, que tiveram, e ainda podem,
    ter atuação positiva, embora dificultada justamente por estarem as
    instituições políticas controladas, manipuladas e manietadas diretamente
    pelo sistema oligárquico do poder mundial, coadjuvado pela mídia amestrada.
     

     
    Como apontava Ortega y Gasset, “el camino se hace caminando”. Creio que há
    razoável número de colegas em condições de colaborar para o que se deve
    tornar meta do grupo: a gradual ampliação do alcance de nossas mensagens e
    de outras modalidades de comunicação, inclusive contatos diretos junto a
    indivíduos e instituições.
     

     
    A possível escassez de recursos financeiros pode ser superada não só com o
    aporte de alguns desses recursos por nós mesmos, que, mesmo sendo modestos,
    podem dar o pontapé inicial em nosso jogo. Com o tempo os recursos
    financeiros podem crescer e, para isso, conta muito, a meu ver, o aporte em
    esforço em competência de cada um dos que se engajem nesse processo.
     

     
    Já esbocei algo nessa direção em e-mail dirigido, hoje ao grupo, e, em
    especial, ao Gustavo Santos. Seria bom que Carlos Ferreira, Rodrigo e outros
    ainda reticentes considerassem a possibilidade de começar em escala pequena,
    mas com estratégia de crescimento.
     

     
    Está claro que não teremos massa publicitária ou de grana direta como a que
    flui para a grande mídia, mas se poderá crescer até à dimensão suficiente
    para atrair outros grupos e segmentos a juntar-se conosco e a formar massa
    crítica (em públicos-alvos específicos) para influir em alguma coisa.
     

     
    Complementarmente, ocorre-me que se poderia ter duas vertentes de
    comunicação: 1) questões nacionais (da qual participariam todos, tratando do
    que há a fazer politicamente e em termos de política econômica); 2) análises
    mais técnicas e doutrinárias, das quais participariam somente os colegas
    mais voltados para isso.
     

     
    Abraços,
     

     
    Adriano Benayon
     

     

     

     
    De: Paulo Metri [mailto:pme...@terra.com.br]
    Enviada em: sábado, 4 de fevereiro de 2012 13:13
    Para: 'Adriano Benayon'; desenvolv...@googlegroups.com
    Cc: 'norton seng'; 'geliofregapani'; 'Andrade Nery'; 'Soriano Neto';
    'Walther Mendes'; 'jose netto'
    Assunto: RES: envolvi] Hipóteses de agressão
     

     
    Caro Benayon
     

     
    Concordo integralmente com suas colocações. Queria pensar uma questão junto
    com você e com os demais pensadores de um Brasil melhor que nos acompanham.
     

     
    Todos nós identificamos algo que pode ser melhorado na nossa sociedade e
    alguns até colocam em artigos as idéias identificadas. Mas, como desenrolar
    este emaranhado de coisas a fazer? Onde está o comumente chamado "fio da
    meada"?
     

     
    Tenho a impressão que o primeiro passo a ser dado, hoje, é a conquista de
    uma comunicação de massas democrática para poder conscientizar o povo.
    Algumas pessoas dizem que é a educação. Mas, creio que até para melhorar a
    educação no nosso país, é preciso ter pressão popular a exigindo.
     

     
    Tenho passado a admirar mais ainda o Getúlio Vargas, pois ele conseguia
    driblar os mais conservadores em algumas situações e impor mudanças apesar
    de não existir tanta pressão popular. E, em outros casos, ele mexia para que
    esta pressão começasse a acontecer.
     

     
    Assim, por uma comunicação de massas democrática seria a "mãe de todas as
    lutas".
     

     
    Abraços,
     

     
    Paulo Metri
     

     
    _____
     
    De: Adriano Benayon [mailto:abena...@gmail.com]
    Enviada em: sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 23:42
    Para: desenvolv...@googlegroups.com
    Cc: 'norton seng'; 'geliofregapani'; 'Andrade Nery'; 'Soriano Neto';
    'Walther Mendes'; 'Paulo Metri'; 'jose netto'
    Assunto: RES: envolvi] Hipóteses de agressão
     
    Caros Gustavo Santos, Paulo Metri e participantes do Desenvolvimentistas,
    entre estes Carlos Ferreira, sempre atento às questões de defesa
     

     
    Fico muito grato por me possibilitarem tomar conhecimento desta excelente
    matéria de Paulo Metri, sempre bem informado sobre as realidades que
    envolvem o petróleo no Brasil e, em especial, a situação da camada do
    pré-sal.
     

     
    Como aluno de Metri nas questões técnicas referentes a essa problemática,
    guardei o arquivo e grifei trechos mais notáveis, para futura referência e
    estudo.
     

     
    Observaria o seguinte em relação à parte final do escrito. Não há como não
    concordar com a conclamação do autor quanto à necessidade de o Brasil
    equipar suas Forças Armadas para a defesa dos tão valiosos como ameaçados
    recursos do pré-sal.
     

     
    Uma das condições sine qua non para isso foi muito bem apontada na matéria:
    a coesão entre as FFAA e os demais segmentos da sociedade brasileira, em
    torno dos verdadeiros interesses nacionais.
     

     
    Essa condição, claro, é necessária, porém não suficiente. Para que o Brasil
    tenha condições de erguer forças armadas - bem treinadas e equipadas com
    material capaz de dissuadir os detentores das incrivelmente destruidoras
    armas de que dispõem os donos do império anglo-americano – é absolutamente
    indispensável construir modelo político e econômico muito diverso do que
    prevalece no País, de há muito.
     

     
    Isso porque forças armadas à altura do desafio acima resumido só são
    possíveis em países com estrutura industrial basicamente sob controle
    nacional, seja estatal, seja privado (livre de ingerências do capital
    estrangeiro).
     

     
    Essa condição é determinante no caso, uma vez que, sem ela, não há como
    desenvolver sistemas de armas, com tecnologia própria que assegure seu
    adequado funcionamento quando necessário, pois este depende de indústria
    eletrônica autônoma, a começar da elaboração dos chips com seus códigos e
    demais elementos de seu software. Requer também adequada evolução na
    produção de ligas metálicas e de outros materiais de elevado desempenho.
     

     
    É notável, a respeito, que o Brasil disponha da quase totalidade das
    reservas mundiais de nióbio, mas produza e exporte somente insumos
    relativamente simples, como as ligas de ferro-nióbio, e não utilize esse
    minério estratégico em produtos com intensidade tecnológica e alto valor
    agregado. O mesmo acontece com o titânio.
     

     
    No próprio quartzo, matéria-prima essencial dos chips e da eletrônica, o
    Brasil têm também a maior produção no mundo, fica praticamente só nisso,
    importando bens finais à base de quartzo por mais de 50 vezes o preço
    daquela, por peso.
     

     
    Toda a necessária, inclusive para a defesa nacional, construção de parque
    industrial razoavelmente autônomo depende não só da determinação para
    planejá-lo nas linhas acima esboçadas, mas também, se se quiser fazê-lo
    aceleradamente, de que o Estado brasileiro invista pesadamente em empresas
    estatais e privadas nacionais com concorrência interna, capazes de absorver
    e desenvolver tecnologia no estado da arte.
     

     
    Isso seria muito ajudado, se o Brasil mudasse totalmente de política
    econômica, a começar por deixar de gastar grande parte da receita da União
    com o serviço da dívida, privilegiado na CF através de fraude realizada em
    1988, com a adulteração do texto votado em 1º Turno, sem ter sido o
    dispositivo jamais discutido, fosse em comissões ou no plenário.
    ]
     

     
    O exemplo chinês está aí diante de todos, inclusive fabricando mísseis e
    aviões fantásticos, e ele não veio do acaso. Foi planejado no âmbito de um
    Estado em que as eleições não são governadas pelo dinheiro das grandes
    corporações transnacionais nem dos bancos, em grande parte estrangeiros, que
    gozam da concessão de criar crédito e dinheiro, simplesmente do nada, com
    lançamentos em seus computadores. O crédito e a moeda não são commodities
    para ser objeto de ganhos concentradores nem de especulações. Envolvem a
    prestação do serviço público mais necessário que há para o conjunto da
    atividade econômica.
     

     
    Em suma, não é realista esperar que o Brasil, hoje praticamente indefeso e
    em processo de desindustrialização, reverta essa situação sem modificar as
    políticas que o levaram a essa lamentável situação.
     

     
    Abraços,
     

     
    Adriano Benayon
     

     
    De: desenvolv...@googlegroups.com
    [mailto:desenvolv...@googlegroups.com] Em nome de gustavo santos
    Enviada em: sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 16:00
    Para: desenvolv...@googlegroups.com
    Assunto: envolvi] Hipóteses de agressão
     

     
     
    Hipóteses de agressão
     
    (Veiculado no Correio da Cidadania a partir de 02/02/12)
     

     
    Paulo Metri - conselheiro da Federação Brasileira de Associações de
    Engenheiros e do Clube de Engenharia
     

     
    Como nossa sociedade está, há mais de 140 anos, sem guerra no seu
    território, não está consciente dos riscos que corre e, por isso, não está
    clamando por ajuda das nossas Forças Armadas. As diversas riquezas do
    Brasil, que incluem a diversidade biológica, os recursos minerais, o
    território, as quedas e as vazões de água, a insolação, o mercado, o parque
    industrial, além de outras, são alvo da cobiça internacional. A apropriação
    de nossas riquezas por outros países tem requerido o uso de diversos
    estratagemas, começando com ofertas mentirosas, como a de que “nossas
    empresas irão contribuir para a produção de seus recursos naturais por terem
    maior disponibilidade financeira e por terem a tecnologia”.
     
    Entretanto, a busca pela subtração das nossas riquezas pode passar também
    por cooptação de políticos e criação, com apoio dos cooptados, de leis que a
    permitam. O controle da informação que chega ao grande público, através da
    mídia do capital, é primordial para o processo de usurpação. Contudo, se as
    pressões econômicas e diplomáticas e o estímulo corruptor não tiverem sido
    eficazes para dobrar aqueles que lideram o povo, dificultando a apropriação,
    e se o bem for de extremo valor, pode ocorrer a tomada pela força militar.
     
    Vamos nos ater à questão do petróleo para tornar a discussão mais concreta.
    Hoje, a possível escassez mundial futura ocorre basicamente devido à taxa de
    descobertas ser menor que a do consumo, à impossibilidade de se aumentar a
    produção no nível desejado, à falta de fontes energéticas substitutivas, à
    dificuldade da substituição de seus equipamentos de consumo – carro a
    explosão por carro elétrico, por exemplo – ou de mudança de costumes de
    consumo.
     
    A International Energy Agency da OCDE e a Energy Information Administration
    do Departamento de Energia americano têm projeções semelhantes dizendo que a
    diferença entre o consumo e a produção de petróleo no mundo, em 2030, será
    em torno de 75 milhões de barris por dia, ou seja, uma escassez de magnitude
    gigantesca. Em outras palavras, os excedentes de produção do Oriente Médio,
    da Rússia e Ásia Central, do Norte e Oeste da África, da Venezuela, do
    Canadá e de mais algumas regiões não serão suficientes para satisfazer a
    demanda dos importadores. Neste quadro, surge a descoberta do Pré-Sal com
    uma estimativa de reserva que pode chegar a 7% da reserva mundial atual.
     
    A seguir, as hipóteses de ações ou agressões que os países centrais podem
    tomar com relação ao petróleo do Pré-Sal são analisadas. Para garantir o
    suprimento de petróleo e a lucratividade das empresas, na primeira fase, os
    países centrais usam pressão diplomática e econômica, de toda espécie, para
    que suas empresas petrolíferas sejam aceitas para extrair nosso petróleo sem
    o destinar para mercado nacional. Felizmente, nosso país será abastecido por
    sua estatal. Neste caso, as empresas estrangeiras só precisam deixar no país
    valores mínimos de tributação, graças à lei do petróleo, lei 9.478 de 1997,
    aprovada durante o governo FHC.
     
    Se o país possuidor da reserva mostrar um mínimo de soberania, os países
    centrais aceitam a perda de uma parcela do petróleo produzido e o aumento da
    tributação imposta pelo país. Foi isto que aconteceu com a aprovação recente
    do novo marco regulatório do Pré-Sal (lei 12.351), nos últimos dias do
    governo Lula. Infelizmente, aprovado tardiamente, pois 28% da área do
    Pré-Sal já foram leiloados e concedidos pela lei 9.478.
     
    Trabalhando no terreno das hipóteses e sem nos ater à probabilidade de
    ocorrência, se o Brasil decidisse recriar o monopólio estatal do petróleo,
    para as áreas ainda não leiloadas, com a Petrobras sendo o executor, as
    empresas dos países desenvolvidos iriam protestar enfaticamente, mas,
    dependendo de outros pontos, poderiam acatar a decisão. Os países iriam
    querer o compromisso de a Petrobras produzir além da necessidade do Brasil
    para poder exportar o excedente. Ao agirem assim, eles estão garantindo
    petróleo para suas demandas. Adicionalmente, as empresas estrangeiras iriam
    ser contratadas pela Petrobras para aumentar a quantidade produzida, mesmo
    sem ser donas do petróleo produzido, o que melhoraria a rentabilidade delas.
     
     
    No entanto, se o Brasil resolvesse ter o setor monopolizado e produzir
    basicamente o que consome, não existindo exportação, certamente o Pré-Sal
    sofreria sério risco. Só o petróleo no trecho do mar na faixa de 12 milhas
    distante da costa está extremamente garantido, porque, para este trecho, há
    acordo internacional reconhecido por todos os países do mundo. Mas,
    infelizmente, só uma parcela pequena da área do Pré-Sal está nesta faixa.
     
    A maior parte da área do Pré-Sal está entre 12 milhas e 200 milhas da costa,
    trecho cujo domínio econômico exclusivo do Brasil é reconhecido por cerca de
    150 nações do mundo e não reconhecido por outras 40 nações, incluindo-se
    nestas os Estados Unidos. O trecho além das 200 milhas da costa poderia
    passar a ser explorado por empresas estrangeiras, prescindindo da obtenção
    de concessões ou contratos com o governo brasileiro, por pertencer ao Mar
    Internacional, não se configurando, portanto, como uma transgressão ao
    Direito Marítimo. Contudo, só uma pequena parcela do Pré-Sal está além das
    200 milhas, neste caso, para nossa sorte.
     
    Felizmente, a exploração na zona econômica exclusiva do Brasil por
    estrangeiros, à nossa revelia, será dificílima, porque as bases de apoio
    mais próximas, fora do Brasil, estarão na África a cerca de 4.600 km. Não é
    o caso de não haver logística possível, mas qualquer uma, sem base de apoio
    no Brasil, será extremamente cara. No entanto, como já foi dito, há sempre a
    possibilidade de invasão do nosso território. Em uma situação de grande
    desespero, pode ser criada alguma tese como “o Brasil financia o terrorismo
    internacional” para levar a comunidade das nações a aceitar uma “invasão
    corretiva humanitária” de grupo de países ou da OTAN ao nosso país.
     
    É sabido que, entre países, não há amizades, só interesses. Então, neste
    sentido, Obama veio ao Brasil para dar pessoalmente alguns recados do seu
    governo ao brasileiro e um desses provavelmente foi: “Nossas empresas
    petrolíferas estão à disposição do Brasil para ajudar na exploração e
    produção do petróleo do Pré-Sal”. Para bom entendedor, este recado está
    perfeito, ou seja, “este petróleo não é vosso, é nosso também”. Assim, a
    reativação da Quarta Frota da Marinha americana pode ser explicada como
    instrumento de

     

    gustavo santos <gustavoa...@gmail.com> Feb 06 03:16PM -0200  

    Adriano,
    concordo e é exatamente isso que tento fazer há meses.
    mas precisamos de um plano e de uma estrutura organizacional para podermos
    distribuir funções e ninguém ficar sobrecarregado.
    o Samuel vai fazer o estatuto que vai formalizar a Associação
    Desenvolvimentista Brasileira.
    precisamos agora de voluntários para a diretoria e para o conselho
    editorial.
    quem se abilita?
    abraços,
    Gustavo
     
    Em 6 de fevereiro de 2012 13:13, Adriano Benayon
     
    --
    Leia:
    www.desenvolvimentistas.com.br
     
    Visite São Bartolomeu – Distrito mais antigo de Ouro Preto
    http://saobartolomeu.com/

     

    pme...@terra.com.br Feb 06 09:30PM  

    Caros amigos e caras amigas
    É tão bom quando se conversa com pessoas bem intencionadas,
    resolutas e de visão.
    Modestamente, poderei lhes apoiar no pouco tempo diário que, às
    vezes, sobra. Hoje, fico tão feliz quando consigo escrever um artigo
    nos intervalos de tempo durante o trabalho, ou quando é possível ler
    os correios dos desenvolvimentistas.
    Mas, estamos aí.
    Abraços,
    Paulo Metri
    On Seg 6/02/12 14:16 , gustavo santos gustavoa...@gmail.com
    sent:
    Adriano, concordo e é exatamente isso que tento fazer há meses.
    mas precisamos de um plano e de uma estrutura organizacional para
    podermos distribuir funções e ninguém ficar sobrecarregado. o
    Samuel vai fazer o estatuto que vai formalizar a Associação
    Desenvolvimentista Brasileira. precisamos agora de voluntários para
    a diretoria e para o conselho editorial. quem se abilita? abraços,
    Gustavo
    Em 6 de fevereiro de 2012 13:13, Adriano Benayon escreveu:
    Caro Metri,
    Anima-me muito que esteja focado na prioridade de conseguirmos
    comunicação de massa democrática, sem a qual são diminutas as
    chances de se mudar alguma coisa de importante em nosso País.
    Ainda mais, porque o prezado colega do grupo Desenvolvimentistas é
    um destacado brasileiro, com visão das grandes questões nacionais,
    além de ter participação em instituições de classe e outras, que
    tiveram, e ainda podem, ter atuação positiva, embora dificultada
    justamente por estarem as instituições políticas controladas,
    manipuladas e manietadas diretamente pelo sistema oligárquico do
    poder mundial, coadjuvado pela mídia amestrada.
    Como apontava Ortega y Gasset, _“el camino se hace caminando_”.
    Creio que há razoável número de colegas em condições de colaborar
    para o que se deve tornar META do grupo: a gradual ampliação do
    alcance de nossas mensagens e de outras modalidades de comunicação,
    inclusive contatos diretos junto a indivíduos e instituições.
    A possível escassez de recursos financeiros pode ser superada não
    só com o aporte de alguns desses recursos por nós mesmos, que, mesmo
    sendo modestos, podem dar o pontapé inicial em nosso jogo. Com o
    tempo os recursos financeiros podem crescer e, para isso, conta muito,
    a meu ver, o aporte em esforço em competência de cada um dos que se
    engajem nesse processo.
    Já esbocei algo nessa direção em e-mail dirigido, hoje ao grupo,
    e, em especial, ao Gustavo Santos. Seria bom que Carlos Ferreira,
    Rodrigo e outros ainda reticentes considerassem a possibilidade de
    começar em escala pequena, mas com estratégia de crescimento.
    Está claro que não teremos massa publicitária ou de grana direta
    como a que flui para a grande mídia, mas se poderá crescer até à
    dimensão suficiente para atrair outros grupos e segmentos a juntar-se
    conosco e a formar massa crítica (em públicos-alvos específicos)
    para influir em alguma coisa.
    Complementarmente, ocorre-me que se poderia ter duas vertentes de
    comunicação: 1) questões nacionais (da qual participariam todos,
    tratando do que há a fazer politicamente e em termos de política
    econômica); 2) análises mais técnicas e doutrinárias, das quais
    participariam somente os colegas mais voltados para isso.
    Abraços,
    Adriano Benayon
    DE: Paulo Metri [mailto:pme...@terra.com.br]
    ENVIADA EM: sábado, 4 de fevereiro de 2012 13:13
    PARA: 'Adriano Benayon'; desenvolv...@googlegroups.com
    CC: 'norton seng'; 'geliofregapani'; 'Andrade Nery'; 'Soriano Neto';
    'Walther Mendes'; 'jose netto'
    ASSUNTO: RES: envolvi] Hipóteses de agressão
    Caro Benayon
    Concordo integralmente com suas colocações. Queria pensar uma
    questão junto com você e com os demais pensadores de um Brasil
    melhor que nos acompanham.
    Todos nós identificamos algo que pode ser melhorado na nossa
    sociedade e alguns até colocam em artigos as idéias identificadas.
    Mas, como desenrolar este emaranhado de coisas a fazer? Onde está o
    comumente chamado "fio da meada"?
    Tenho a impressão que o primeiro passo a ser dado, hoje, é a
    conquista de uma comunicação de massas democrática para poder
    conscientizar o povo. Algumas pessoas dizem que é a educação. Mas,
    creio que até para melhorar a educação no nosso país, é preciso
    ter pressão popular a exigindo.
    Tenho passado a admirar mais ainda o Getúlio Vargas, pois ele
    conseguia driblar os mais conservadores em algumas situações e impor
    mudanças apesar de não existir tanta pressão popular. E, em outros
    casos, ele mexia para que esta pressão começasse a acontecer.
    Assim, por uma comunicação de massas democrática seria a "mãe de
    todas as lutas".
    Abraços,
    Paulo Metri
    -------------------------
    DE: Adriano Benayon [mailto:abena...@gmail.com]
    ENVIADA EM: sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 23:42
    PARA: desenvolv...@googlegroups.com
    CC: 'norton seng'; 'geliofregapani'; 'Andrade Nery'; 'Soriano Neto';
    'Walther Mendes'; 'Paulo Metri'; 'jose netto'
    ASSUNTO: RES: envolvi] Hipóteses de agressão
     
    Caros Gustavo Santos, Paulo Metri e participantes do
    Desenvolvimentistas, entre estes Carlos Ferreira, sempre atento às
    questões de defesa
    Fico muito grato por me possibilitarem tomar conhecimento desta
    excelente matéria de Paulo Metri, sempre bem informado sobre as
    realidades que envolvem o petróleo no Brasil e, em especial, a
    situação da camada do pré-sal.
    Como aluno de Metri nas questões técnicas referentes a essa
    problemática, guardei o arquivo e grifei trechos mais notáveis, para
    futura referência e estudo.
    Observaria o seguinte em relação à parte final do escrito. Não
    há como não concordar com a conclamação do autor quanto à
    necessidade de o Brasil equipar suas Forças Armadas para a defesa dos
    tão valiosos como ameaçados recursos do pré-sal.
    Uma das condições sine qua non para isso foi muito bem apontada na
    matéria: a coesão entre as FFAA e os demais segmentos da sociedade
    brasileira, em torno dos verdadeiros interesses nacionais.
    Essa condição, claro, é necessária, porém não suficiente. Para
    que o Brasil tenha condições de erguer forças armadas - bem
    treinadas e equipadas com material capaz de dissuadir os detentores
    das incrivelmente destruidoras armas de que dispõem os donos do
    império anglo-americano – é absolutamente indispensável construir
    modelo político e econômico muito diverso do que prevalece no País,
    de há muito.
    Isso porque forças armadas à altura do desafio acima resumido só
    são possíveis em países com estrutura industrial basicamente sob
    controle nacional, seja estatal, seja privado (livre de ingerências
    do capital estrangeiro).
    Essa condição é determinante no caso, uma vez que, sem ela, não
    há como desenvolver sistemas de armas, com tecnologia própria que
    assegure seu adequado funcionamento quando necessário, pois este
    depende de indústria eletrônica autônoma, a começar da
    elaboração dos chips com seus códigos e demais elementos de seu
    software. Requer também adequada evolução na produção de ligas
    metálicas e de outros materiais de elevado desempenho.
    É notável, a respeito, que o Brasil disponha da quase totalidade
    das reservas mundiais de nióbio, mas produza e exporte somente
    insumos relativamente simples, como as ligas de ferro-nióbio, e não
    utilize esse minério estratégico em produtos com intensidade
    tecnológica e alto valor agregado. O mesmo acontece com o titânio.
    No próprio quartzo, matéria-prima essencial dos chips e da
    eletrônica, o Brasil têm também a maior produção no mundo, fica
    praticamente só nisso, importando bens finais à base de quartzo por
    mais de 50 vezes o preço daquela, por peso.
    Toda a necessária, inclusive para a defesa nacional, construção
    de parque industrial razoavelmente autônomo depende não só da
    determinação para planejá-lo nas linhas acima esboçadas, mas
    também, se se quiser fazê-lo aceleradamente, de que o Estado
    brasileiro invista pesadamente em empresas estatais e privadas
    nacionais com concorrência interna, capazes de absorver e
    desenvolver tecnologia no estado da arte.
    Isso seria muito ajudado, se o Brasil mudasse totalmente de política
    econômica, a começar por deixar de gastar grande parte da receita da
    União com o serviço da dívida, privilegiado na CF através de
    fraude realizada em 1988, com a adulteração do texto votado em 1º
    Turno, sem ter sido o dispositivo jamais discutido, fosse em
    comissões ou no plenário. ]
    O exemplo chinês está aí diante de todos, inclusive fabricando
    mísseis e aviões fantásticos, e ele não veio do acaso. Foi
    planejado no âmbito de um Estado em que as eleições não são
    governadas pelo dinheiro das grandes corporações transnacionais nem
    dos bancos, em grande parte estrangeiros, que gozam da concessão de
    criar crédito e dinheiro, simplesmente do nada, com lançamentos em
    seus computadores. O crédito e a moeda não são commodities para ser
    objeto de ganhos concentradores nem de especulações. Envolvem a
    prestação do serviço público mais necessário que há para o
    conjunto da atividade econômica.
    Em suma, não é realista esperar que o Brasil, hoje praticamente
    indefeso e em processo de desindustrialização, reverta essa
    situação sem modificar as políticas que o levaram a essa
    lamentável situação.
    Abraços,
    Adriano Benayon
    DE: desenvolv...@googlegroups.com
    [mailto:desenvolv...@googlegroups.com] EM NOME DE gustavo
    santos
    ENVIADA EM: sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 16:00
    PARA: desenvolv...@googlegroups.com
    ASSUNTO: envolvi] Hipóteses de agressão
    HIPóTESES DE AGRESSãO
     
    (Veiculado no Correio da Cidadania a partir de 02/02/12)
    PAULO METRI - CONSELHEIRO DA FEDERAçãO BRASILEIRA DE ASSOCIAçõES
    DE ENGENHEIROS E DO CLUBE DE ENGENHARIA
    Como nossa sociedade está, há mais de 140 anos, sem guerra no seu
    território, não está consciente dos riscos que corre e, por isso,
    não está clamando por ajuda das nossas Forças Armadas. As diversas
    riquezas do Brasil, que incluem a diversidade biológica, os recursos
    minerais, o território, as quedas e as vazões de água, a
    insolação, o mercado, o parque industrial, além de outras, são
    alvo da cobiça internacional. A apropriação de nossas riquezas por
    outros países tem requerido o uso de diversos estratagemas,
    começando com ofertas mentirosas, como a de que “nossas empresas
    irão contribuir para a produção de seus recursos naturais por terem
    maior disponibilidade financeira e por terem a tecnologia”.
     
    Entretanto, a busca pela subtração das nossas riquezas pode passar
    também por cooptação de políticos e criação, com apoio dos
    cooptados, de leis que a permitam. O controle da informação que
    chega ao grande público, através da mídia do capital, é primordial
    para o processo de usurpação. Contudo, se as pressões econômicas e
    diplomáticas e o estímulo corruptor não tiverem sido eficazes para
    dobrar aqueles que lideram o povo, dificultando a apropriação, e se
    o bem for de extremo valor, pode ocorrer a tomada pela força militar.

     
    Vamos nos ater à questão do petróleo para tornar a discussão mais
    concreta. Hoje, a possível escassez mundial futura ocorre basicamente
    devido à taxa de descobertas ser menor que a do consumo, à
    impossibilidade de se aumentar a produção no nível desejado, à
    falta de fontes energéticas substitutivas, à dificuldade da
    substituição de seus equipamentos de consumo – carro a explosão
    por carro elétrico, por exemplo – ou de mudança de costumes de
    consumo.
     
    A International Energy Agency da OCDE e a Energy Information
    Administration do Departamento de Energia americano têm projeções
    semelhantes dizendo que a diferença entre o consumo e a produção de
    petróleo no mundo, em 2030, será em torno de 75 milhões de barris
    por dia, ou seja, uma escassez de magnitude gigantesca. Em outras
    palavras, os excedentes de produção do Oriente Médio, da Rússia e
    Ásia Central, do Norte e Oeste da África, da Venezuela, do Canadá e
    de mais algumas regiões não serão suficientes para satisfazer a
    demanda dos importadores. Neste quadro, surge a descoberta do Pré-Sal
    com uma estimativa de reserva que pode chegar a 7% da reserva mundial
    atual.
     
    A seguir, as hipóteses de ações ou agressões que os países
    centrais podem tomar com relação ao petróleo do Pré-Sal são
    analisadas. Para garantir o suprimento de petróleo e a lucratividade
    das empresas, na primeira fase, os países centrais usam pressão
    diplomática e econômica, de toda espécie, para que suas empresas
    petrolíferas sejam aceitas para extrair nosso petróleo sem o
    destinar para mercado nacional. Felizmente, nosso país será
    abastecido por sua estatal. Neste caso, as empresas estrangeiras só
    precisam deixar no país valores mínimos de tributação, graças à
    lei do petróleo, lei 9.478 de 1997, aprovada durante o governo FHC.
     
    Se o país possuidor da reserva mostrar um mínimo de soberania, os
    países centrais aceitam a perda de uma parcela do petróleo produzido
    e o aumento da tributação imposta pelo país. Foi isto que aconteceu
    com a aprovação recente do novo marco regulatório do Pré-Sal (lei
    12.351), nos últimos dias do governo Lula. Infelizmente, aprovado
    tardiamente, pois 28% da área do Pré-Sal já foram leiloados e
    concedidos pela lei 9.478.
     
    Trabalhando no terreno das hipóteses e sem nos ater à probabilidade
    de ocorrência, se o Brasil decidisse recriar o monopólio estatal do
    petróleo, para as áreas ainda não leiloadas, com a Petrobras sendo
    o executor, as empresas dos países desenvolvidos iriam protestar
    enfaticamente, mas, dependendo de outros pontos, poderiam acatar a
    decisão. Os países iriam querer o compromisso de a Petrobras
    produzir além da necessidade do Brasil para poder exportar o
    excedente. Ao agirem assim, eles estão garantindo petróleo para suas
    demandas. Adicionalmente, as empresas estrangeiras iriam ser
    contratadas pela Petrobras para aumentar a quantidade produzida, mesmo
    sem ser donas do petróleo produzido, o que melhoraria a rentabilidade
    delas.
     
    No entanto, se o Brasil resolvesse ter o setor monopolizado e
    produzir basicamente o que consome, não existindo exportação,
    certamente o Pré-Sal sofreria sério risco. Só o petróleo no trecho
    do mar na faixa de 12 milhas distante da costa está extremamente
    garantido, porque, para este trecho, há acordo internacional
    reconhecido por todos os países do mundo. Mas, infelizmente, só uma
    parcela pequena da área do Pré-Sal está nesta faixa.
     
    A maior parte da área do Pré-Sal está entre 12 milhas e 200 milhas
    da costa, trecho cujo domínio econômico exclusivo do Brasil é
    reconhecido por cerca de 150 nações do mundo e não reconhecido por
    outras 40 nações, incluindo-se nestas os Estados Unidos. O trecho
    além das 200 milhas da costa poderia passar a ser explorado por
    empresas estrangeiras, prescindindo da obtenção de concessões ou
    contratos com o governo brasileiro, por pertencer ao Mar
    Internacional, não se configurando, portanto, como uma transgressão
    ao Direito Marítimo. Contudo, só uma pequena parcela do Pré-Sal
    está além das 200 milhas, neste caso, para nossa sorte.
     
    Felizmente, a exploração na zona econômica exclusiva do Brasil por
    estrangeiros, à nossa revelia, será dificílima, porque as bases de
    apoio mais próximas, fora do Brasil, estarão na África a cerca de
    4.600 km. Não é o caso de não haver logística possível, mas
    qualquer uma, sem base de apoio no Brasil, será extremamente cara. No
    entanto, como já foi dito, há sempre a

     

    gustavo santos <gustavoa...@gmail.com> Feb 06 03:37PM -0200  

    *A MAIOR LAVANDERIA DE DINHEIRO DO MUNDO AMEAÇA FALIR.
    por Gilles Lapouge *
    **
    Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão
    ofegantes. Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma
    morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo
    morrendo, é o "segredo bancário" suíço.
    O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O
    primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira: a UBS - União de
    Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça viu-se obrigada a
    fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para
    defraudar o fisco. O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a
    sua licença nos Estados Unidos. Os suíços, então, passaram os nomes. E a
    vida bancária foi retomada tranquilamente.
    Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado. Desta vez os americanos
    golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes
    titulares de contas ilegais! O banco protestou. A Suíça está temerosa.
    O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém
    um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário
    seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.
    Mas como resistir?
    A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse
    país que aufere um terço dos seus benefícios. Um dos pilares da Suíça está
    sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente.Esse dogma foi
    proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714.
    No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que
    neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços
    enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das
    calamidades humanas.
    Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe económica.Para Hans
    Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de
    Bancos Suíços custaria 300 bilhões de francos suíços.E não se trata apenas
    do UBS.Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira.
    O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a
    imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no
    segredo bancário, fazem frutificar três trilhões de dólares de fortunas
    privadas estrangeiras.
    Os ativos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão,
    são nitidamente minoritários.
    Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto
    dos mercados financeiros offshore do mundo, bem à frente de Luxemburgo,
    Caribe ou o extremo Oriente. Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de
    habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos.O manejo do dinheiro na
    Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um caráter sacramental.Guardar, recolher,
    contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos atos que se revestem de
    uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular, e realizam-se
    em silêncio e recolhimento.
    Onde pararam as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi?
    Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu, do Zaire;
    Eduardo dos Santos, de Angola; dos Barões da droga Colombiana; Papa-Doc, do
    Haiti; Mugabe, do Zimbabwe... e da Máfia Russa?
    Quantos atuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros
    instalados no poder, até em cargos mais discretos como Prefeitos de
    Municípios, têm polpudas "gatunadas" contas na Suíça?
    Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os
    titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, tornam-se
    impossíbilitadas de serem alcançadas pelos legítimos (!?) herdeiros ou
    pelos países que foram espoliados ?
    Por exemplo, por que após a morte de Mobutu os seus filhos nunca
    conseguiram entrar na Suíça?... Tudo lá ficou para sempre e em segredo .
    Agora, surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.Na mini
    cúpula europeia que se realizou em Berlim, (em preparação ao encontro do
    G-20 em Londres), França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado)
    chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.
    "Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional",
    vociferou a chanceler Angela Merkel.
    No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico Alistair
    Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias
    europeias.
    Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do
    G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adotadas contra
    os paraísos fiscais.
    Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário.Mas até agora, em razão
    da prosperidade econômica mundial, todas as tentativas foram abortadas.
    Hoje, estamos em crise. Viva a crise !!!
    Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade
    desses remansos de paz para o dinheiro corrompido.Hoje ele é presidente. É
    preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude
    fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.Nos anos
    30, os americanos conseguiram caçar Al Capone.Sob que pretexto? Fraude
    fiscal !
    Para muito breve, a queda do império financeiro suíço.
     
    * Escritor e jornalista frances. Gilles Lapouge tem uma verdadeira afeição
    pelo Brasil, sua gente, sua **geografia*<http://pt.wikipedia.org/wiki/Geografia>
    *, sua **fauna* <http://pt.wikipedia.org/wiki/Fauna>*, sua
    **flora*<http://pt.wikipedia.org/wiki/Flora>
    *, como podemos ler desde as primeiras linhas da Introdução do seu
    Dictionnaire amoureux du Brésil. “Quando cheguei neste continente, em 1951,
    eu vinha de uma **Europa* <http://pt.wikipedia.org/wiki/Europa>* sombria,
    extenuada, com sabor amargo de **antigos*<http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo>
    * **combatentes* <http://pt.wikipedia.org/wiki/Combatente>*, de soldados
    derrotados e de **fornos* <http://pt.wikipedia.org/wiki/Forno>* **
    crematórios* <http://pt.wikipedia.org/wiki/Cremat%C3%B3rio>*(...) O Brasil
    era o contrário, colorido. Passeavam nas ruas peles negras, brancas,
    coradas ou douradas, e elas divertiam-se juntas”. **
    *
     
     
     
     
     
     
     
     
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    "Adriano Benayon" <abena...@gmail.com> Feb 06 05:15PM -0200  

    Caro Gustavo,
     

     
    Essa matéria é antiga. Além disso, tenho dúvidas sobre a precisão das
    avaliações do autor.
     

     
    É de notar que realmente o UBS esteve mais que falido – e tal como aconteceu
    em outros países em relação a bancos concentradores – foi salvo, pelo menos
    temporariamente, em 2008/2009, pelo governo suíço, às custas dos tão sovinas
    contribuintes locais (neste caso, se chiaram, não se ouviram os ecos por
    aqui).
     

     
    De resto, é possível, como diz Lapouge, que o UBS obtenha grande parte de
    seus lucros nos EUA. Mas o que arranjou ao adquirir banco de investimentos,
    distribuidora de títulos em Nova York, foi meter-se a fundo nos derivativos
    e literalmente entrar pelo cano, acumulando prejuízos enormes durante o
    colapso iniciado em 2007.
     

     
    Nenhum dos grandes e respeitáveis bancos tornou-se ético. Enquanto isso, a
    maioria deles mostrou ser uma incrível bagunça.
     

     
    Abraço,
     

     
    Adriano Benayon
     

     

     
    De: desenvolv...@googlegroups.com
    [mailto:desenvolv...@googlegroups.com] Em nome de gustavo santos
    Enviada em: segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 15:38
    Para: desenvolv...@googlegroups.com
    Assunto: envolvi] A SUÍÇA ESTREMECE ...!!!
     

     
    A MAIOR LAVANDERIA DE DINHEIRO DO MUNDO AMEAÇA FALIR.
    por Gilles Lapouge *
     
    Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes.
    Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão
    velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o
    "segredo bancário" suíço.
    O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O
    primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira: a UBS - União de
    Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça viu-se obrigada a
    fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para defraudar
    o fisco. O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua
    licença nos Estados Unidos. Os suíços, então, passaram os nomes. E a vida
    bancária foi retomada tranquilamente.
    Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado. Desta vez os americanos
    golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes
    titulares de contas ilegais! O banco protestou. A Suíça está temerosa.
    O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém
    um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário
    seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.
    Mas como resistir?
    A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse
    país que aufere um terço dos seus benefícios. Um dos pilares da Suíça está
    sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente.Esse dogma foi
    proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714.
    No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que
    neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços
    enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das
    calamidades humanas.
    Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe económica.Para Hans Rudolf
    Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos
    Suíços custaria 300 bilhões de francos suíços.E não se trata apenas do
    UBS.Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira.
    O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a
    imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no
    segredo bancário, fazem frutificar três trilhões de dólares de fortunas
    privadas estrangeiras.
    Os ativos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão,
    são nitidamente minoritários.
    Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto
    dos mercados financeiros offshore do mundo, bem à frente de Luxemburgo,
    Caribe ou o extremo Oriente. Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de
    habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos.O manejo do dinheiro na
    Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um caráter sacramental.Guardar, recolher,
    contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos atos que se revestem de
    uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular, e realizam-se em
    silêncio e recolhimento.
    Onde pararam as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi?
    Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu, do Zaire; Eduardo
    dos Santos, de Angola; dos Barões da droga Colombiana; Papa-Doc, do Haiti;
    Mugabe, do Zimbabwe... e da Máfia Russa?
    Quantos atuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros
    instalados no poder, até em cargos mais discretos como Prefeitos de
    Municípios, têm polpudas "gatunadas" contas na Suíça?
    Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os
    titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, tornam-se
    impossíbilitadas de serem alcançadas pelos legítimos (!?) herdeiros ou pelos
    países que foram espoliados ?
    Por exemplo, por que após a morte de Mobutu os seus filhos nunca conseguiram
    entrar na Suíça?... Tudo lá ficou para sempre e em segredo .
    Agora, surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.Na mini
    cúpula europeia que se realizou em Berlim, (em preparação ao encontro do
    G-20 em Londres), França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado)
    chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.
    "Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional",
    vociferou a chanceler Angela Merkel.
    No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico Alistair
    Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias
    europeias.
    Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do
    G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adotadas contra
    os paraísos fiscais.
    Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário.Mas até agora, em razão
    da prosperidade econômica mundial, todas as tentativas foram abortadas.
    Hoje, estamos em crise. Viva a crise !!!
    Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade
    desses remansos de paz para o dinheiro corrompido.Hoje ele é presidente. É
    preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude
    fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.Nos anos 30,
    os americanos conseguiram caçar Al Capone.Sob que pretexto? Fraude fiscal !
    Para muito breve, a queda do império financeiro suíço.
     
    * Escritor e jornalista frances. Gilles Lapouge tem uma verdadeira afeição
    pelo Brasil, sua gente, sua <http://pt.wikipedia.org/wiki/Geografia>
    geografia, sua <http://pt.wikipedia.org/wiki/Fauna> fauna, sua
    <http://pt.wikipedia.org/wiki/Flora> flora, como podemos ler desde as
    primeiras linhas da Introdução do seu Dictionnaire amoureux du Brésil.
    “Quando cheguei neste continente, em 1951, eu vinha de uma
    <http://pt.wikipedia.org/wiki/Europa> Europa sombria, extenuada, com sabor
    amargo de <http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo> antigos
    <http://pt.wikipedia.org/wiki/Combatente> combatentes, de soldados
    derrotados e de <http://pt.wikipedia.org/wiki/Forno> fornos
    <http://pt.wikipedia.org/wiki/Cremat%C3%B3rio> crematórios(...) O Brasil era
    o contrário, colorido. Passeavam nas ruas peles negras, brancas, coradas ou
    douradas, e elas divertiam-se juntas”.
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
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    sobre o Desenvolvimento do Brasil:

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    O Banco de Dados de Vírus interno expirou.
    Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br
    Versão: 9.0.914 / Banco de dados de vírus: 271.1.1/3926 - Data de
    Lançamento: 09/29/11 04:34:00

     

    Rodrigo Medeiros <medro...@gmail.com> Jan 25 10:21AM -0200  

    *Desembargadores querem reduzir os poderes do Coaf*
     
    Fonte: Congresso em Foco
     
    Leis que disciplinam a ação e estabelecem o raio de alcance do poderoso
    Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) – unidade de
    inteligência financeira do Ministério da Fazenda que persegue fortunas
    ilícitas -, são o novo alvo da toga amotinada.
     
    Irritados com a abertura das contas e movimentações bancárias de todo o
    universo forense – 206 mil magistrados, servidores e familiares -,
    desembargadores da Justiça preparam o contragolpe. Eles miram precisamente
    a Lei 9.613/98 e a Lei Complementar 105/01 – a primeira impõe sanções à
    lavagem de dinheiro e criou o Coaf; a outra firma que o Banco Central e a
    Comissão de Valores Mobiliários, nas áreas de suas atribuições, fornecerão
    ao conselho “informações cadastrais e de movimento de valores”.
     
    A estratégia que pode enfraquecer o Coaf foi desencadeada pela Associação
    Nacional de Desembargadores (Andes). A entidade aponta
    inconstitucionalidade de alguns artigos do conjunto de normas que definem
    os limites do órgão rastreador de malfeitos pela malha bancária.

     

    Paulo Timm <paul...@hotmail.com> Jan 25 09:13AM -0200  

    Acompanhe CONEXÕES GLOBAIS com diálogos e depoimentos dos líderesdo OCUPPY WALL STREET. PRIIMVAVERA ÁRABE, e outros movimentos no mundo inteiro - www.conexoesglobais.com.br ***Editorial www.sul21.com.br24/01/12 |
    05:00
     
     
     
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    FST: um outro mundo é possível e o Sul21 está presente na luta
    pela sua construção
     
    Surgido em Porto Alegre, em 2001, o Fórum Social Mundial ganhou o mundo.
    Reuniu-se em diferentes países, desdobrou-se em múltiplas atividades e reuniu
    centenas de milhares de participantes, sempre movidos pela perspectiva de que a
    construção de um outro (e melhor) mundo é possível. Um mundo que deverá brotar
    dos debates, das revoltas e da indignação (imensa indignação) com as injustiças
    do mundo presente e que deverá ser construído coletivamente, sem fórmulas
    pré-estabelecidas.
    Nascido como uma contraposição ao Fórum Econômico Mundial, que se reunia e
    ainda se reúne anualmente em Davos, na Suíça, congregando os próceres do
    ultraliberalismo, o FSM retorna este ano ao seu local de origem. Volta, a partir
    de terça-feira (24), a se reunir em Porto Alegre, não mais como um movimento de
    reação ao neoliberalismo. Reúne-se agora como Fórum Social Temático, um dos
    diversos ramos em que se diversificou o Fórum original, com a perspectiva de
    avançar na formulação de alternativas possíveis para um novo (e melhor)
    mundo.
    A persistência da crise econômica mundial gerada pelo excesso de liberalismo
    (com a desregulação dos mercados e o avanço da especulação financeira, além da
    retirada de direitos trabalhistas e sociais) exige agora a formulação de
    propostas e a indicação de caminhos a seguir. Além da indignação e da
    contraposição, que são fundamentais e que não podem ser deixadas de lado, o FST
    se reúne tendo como temática central a “Crise Capitalista, Justiça Social e
    Ambiental”. Será, em grande parte, um encontro preparatório ao Rio +20, o
    grande conclave mundial promovido pela ONU sobre o meio-ambiente e o
    desenvolvimento, que acontecerá em junho, na cidade do Rio de Janeiro.
    Hoje, o ultraliberalismo, conhecido como neoliberalismo, está morto como
    ideologia, mas é, ainda, um cadáver insepulto e que teima em continuar
    assombrando os vivos. Seus defensores, não obstante a catástrofe que geraram e
    que ainda se encontra em curso, insistem em não entregar os pontos. Tentam,
    principalmente nas nações líderes do sistema econômico mundial, continuar
    dirigindo a política econômica global e transferindo para a maioria da população
    os prejuízos que causaram, bem como os sacrifícios necessários para a sua
    superação.
    Mais do que nunca, caberá aos altermundistas, de todas as ideologias e áreas,
    a tarefa de apontar soluções para os impasses atuais, indicando os rumos de um
    novo mundo, mais solidário, mais equânime e em maior equilíbrio com a natureza.
    Este é o desafio que estará sendo enfrentado durante toda esta semana em Porto
    Alegre. Sem simplificações, sem a adoção de fórmulas preconcebidas e muitas
    vezes ultrapassadas, se tratará de buscar, em cada uma das mais de 900
    atividades previstas, meios e condições que permitam a construção de um novo (e
    melhor) mundo possível.
    Ciente da importância do evento, o Sul21 concentrará o foco
    de suas atividades durante todos os seis dias do FST na cobertura de suas mesas,
    seminários, oficinais e apresentações artísticas. Transmitiremos ao vivo a rádio
    e a TV do Fórum. Cobriremos os eventos mais importantes, entrevistaremos os
    principais palestrantes, debatedores e oficineiros, bem como ouviremos as
    opiniões dos presentes nas diversas atividades que estarão sendo realizadas.
    Além das matérias de cada dia, criamos um post especial onde os leitores
    poderão acessar, a qualquer momento, todas as matérias produzidas pela nossa
    equipe durante os dias do evento. Como estaremos postando muitas matérias ao
    vivo, acompanhar a cobertura do Sul21 poderá ser uma opção
    interessante até mesmo para aqueles que estiverem presentes ao Fórum e que
    tiverem acesso à internet móvel, pois será uma forma de se manterem atualizados
    sobre os principais acontecimentos em curso, no próprio momento em que eles
    estiverem ocorrendo.
    Nós, do Sul21, acreditamos que outro (e melhor)
    mundo é possível (além de necessário e urgente) e, por este motivo,
    estamos e estaremos sempre engajados na luta coletiva pela sua construção!
     
    O
    42º Fórum Econômico Mundial x Forum
    Social Mundial
     
    Davos
    Contra Porto Alegre
     

     
    O Fórum Econômico Mundial ou (FEM)
    é uma organização sem fins lucrativos baseada em Genebra, é mais
    conhecido por suas reuniões anuais em Davos, Suíça
    nas quais reúne os principais líderes empresariais e políticos, assim como
    intelectuais e jornalistas selecionados para discutir as questões mais urgentes
    enfrentadas mundialmente, incluindo saúde e meio-ambiente. O Fórum também
    organiza a "Reunião Mundial dos Novos Campeões" na China e vários
    encontros regionais durante todo o ano. Em 2008, essas reuniões regionais
    incluíram eventos na Europa e Ásia Central, Ásia Ocidental, a Mesa Redonda de
    CEOs na Rússia, África, Oriente Médio e o Fórum Econômico Mundial na América
    Latina. Em 2008, lançou a "Cúpula Inaugural da Agenda Global", em
    Dubai, formada por 700 especialistas de todo mundo em setores relacionados aos
    68 desafios globais identificados pelo Fórum.
     
    O Fórum Econômico Mundial foi fundado em
    1971 por Klaus
    M. Schwab, um professor de administração na Suíça.[1]
    Além das reuniões, o Fórum produz vários relatórios de pesquisa e engaja seus
    membros em iniciativas setoriais específicas.[2]
     

    (wikipedia)
     
     

















     


     
     
     


     
     
    Photo: Klaus
    Schwab,. - Fundador e Chairman Executivo, Fórum Econômico Mundial.
     
    Todo mundo sabe, nos dias de hoje, o que é o Forum Econômico Mundial: um
    bate-papo dos mais poderosos dirigentes do mundo, sob o lema “ do compromisso
    para fazer o mundo melhor”... Tendo começado com uma reunião de poucos líderes ocidentais
    do mundo desenvolvido o Forum foi, paulatinamente, acrescentando os líderes de
    países emergentes. O ex-Presidente Lula, compareceu, entre 2003 e 2010 a
    algumas de suas reuniões. Em todas as reuniões, realizadas na cidade de Davos,
    Suiça, há sempre ruidosas manifestações de grupos contra o Forum que defendem
    uma economia mais solidária e uma sociedade mais justa.
     
    Neste ano, os manifestantes contra o Forum, presentes em Davos, fortalecidos
    pelo relevo e expansão do Movimento OCUPPY WALL STREET se juntarão em iglus e
    terão como bandeira a ‘ Luta dos 99% do mundo despossuídos contra o 1%’ que
    controla tudo. Cada iglu poderá acomodar duas pessoas, e terá aquecimento e cozinha.
    Segundo o jornal suíço Tages Anzeiger, o movimento
    “Ocupem Davos” está sendo financiado pela Federação Suíça de Servidores
    Públicos. Segundo a
    presidente da federação, Katharina Huber-Prelicz, os interesses dos servidores
    públicos estão em acordo com os de “99% da população”, e não com os interesses
    dos líderes do mundo financeiro. “Juntos com o movimento ‘Ocupem’, vamos lutar
    contra as privatizações e o desmantelamento dos serviços básicos de educação,
    saúde e transporte”, disse. A juventude européia e suíça vem participando cada vez mais ativamente destas
    manifestações, antes vistas como sem qualquer sentido. –“As decisões tomadas
    pelos ricos criaram a crise dos últimos anos. Agora, essas mesmas pessoas estão
    querendo solucionar o problema”, diz David Roth, presidente da Juventude
    Socialista do Partido Social-Democrata Suíço, a repórteres do Tages Anzeiger, no Acampamento Iglu, perto da
    estação ferroviária de Davos. Aos brasileiros, principalmente na esquerda, a
    presença da juventude social-democrata pode causar algum espanto. Sem uma
    cultura e tradição social-democratas (entre nós), agravada pela designação dos
    tucanos como social-democratas, esta doutrina é sempre associada à traição de
    ideais mais nobres de mudança. O tempo ajudará a moldar uma idéia mais justa do
    que ela significou no Século XX.
     
    Ressalte-se, entretanto, que a maior resposta ao Forum Econômico Mundial
    foi a organização do Forum Social Muncial, a partir de seu primeiro encontro em
    Porto Alegre em 2003, para onde retorna, agora, em 2012, como Forum Temático
    sobre Comunicações no final de janeiro.
     
    O Forum de
    Davos, entretanto, impassível `as
    manifestações contrárias, deverá se realizar entre 25 e 29 deste mês. e
    pretende adotar um novo modelo de diálogo público, embora isto não tenha sido
    bem esclarecido e não garante que os
    debates serão democratidos. Pretende, outrossim, debater a possibilidade de
    criar, ao nível mundial, um Novo Modelo de Desenvolvimento. Algo extremamente
    difícil quando se sabe que a Crise se
    encontra numa fase crítica. André Lara Rezende, ex-presidente do BNDES, um dos
    Pais do Real na Era FHC, por exemplo, é pessimista e prevê uma longa etapa de
    estagnação, vez que a crise já chegou aos Governos:
     
    “Em grandes linhas, a crise de 2008 está agora em sua quarta fase.
    Primeiro, houve o estouro da bolha de preços dos ativos, principalmente, mas
    não exclusivamente, dos imóveis. Na segunda fase, a mais aguda, o sistema
    financeiro quebrou. Na terceira fase, para evitar o colapso do sistema
    financeiro, os governos intervieram e assumiram grande parte das dívidas
    privadas. Agora, na quarta fase, depois de assumir o excesso de dívida privada,
    os governos estão eles próprios excessivamente endividados.”
     
    André Lara Resenda – Os novos limites do
    possível – VALOR 20/jan-2012
     
    Calcula-se que mais de 2,6 mil pessoas
    provenientes de mais de cem países participem da reunião, incluindo 40 chefes
    de esdo e premiês, além de 85 ministros. Todos eles carregarão na bagagem a visão
    do ano anterior, que demonstrou uma visão de um “mundo esgotado”, tal o peso da
    crise e seus reflexos em todo o mundo.
     

     
    Posted on January 28, 2011 by Jefferson
     
    Análise:
    Fórum de Davos reflete mundo ‘esgotado’ após crise global
     
    Tim Weber
     
    Editor de
    Negócios da BBC News
     
    A
    pior parte da crise econômica mundial pode já ter passado, mas o mundo que se
    reúne na cidade suíça de Davos, onde começou nesta quarta-feira o Fórum
    Econômico Mundial, é um mundo esgotado.
     
    De acordo com
    o professor Klaus Schwab, o homem que criou a reunião anual dos mais
    importantes líderes do setor empresarial e políticos há 41 anos, é um mundo que
    sofre de “síndrome de burnout (esgotamento) global”, fraco demais para
    aguentar outro choque global.
     
    A crise também
    criou novas realidades. Durante anos, o fórum forneceu uma imagem perfeita da
    reformulação do equilíbrio de poder no mundo, do ocidente para o oriente e (em
    menor escala) do norte ao sul.
     
    A pauta de
    2011 confirma as novas superpotências: primeiro e mais importante, a China;
    então a Índia, ainda emergente; e concorrentes como o Brasil e outros países
    ricos em commodities.
     
    Por exemplo:
    os nomes de algumas sessões oferecidas para as 2,5 mil pessoas que vão
    participar do fórum são “O Futuro dos empreendimentos chineses”, ou então “O
    Impacto da China no Comércio e Crescimento Global”.
     
    Uma destas
    sessões, “Novas Realidades da China Moderna”, teve o dobro do número de
    interessados em relação ao número de vagas.
     
    E a sessão
    sobre a “Reformulação da Economia Americana” está sendo liderada por um membro
    da Academia Chinesa de Ciências Sociais.
     
    Então não é
    surpreendente que a China envie sua maior delegação na história do Fórum de
    Davos, apesar de politicamente não ser a mais poderosa em comparação com anos
    anteriores..
     
    (http://www.politicainternacional.com.br/blog/2011/01/28/o-mundo-esgotado-na-visao-de-davos/)
     

     
    O Fórum também serve como um
    catalisador de idéias e uma espécie de guia dos negócios. A Rede de Risco Global, a ele associada, produz um relatório anual que avalia os riscos
    de escopo global, com relevância inter-setorial,
    com impacto de US$ 10 bilhões em prejuízos econômicos, que tenham o potencial
    de causar grande sofrimento humano e que exijam uma abordagem envolvendo várias
    partes interessadas de forma que seus impactos sejam atenuados.[37]
     

     
    Os participantes deste
    ano avaliarão a possibilidade de se criar um novo modelo de desenvolvimento
    global, tendo em vista os Riscos Globais descritos no volumoso Relatório de
    Riscos Globais, elaborado a partir de inquéritos a
    469 especialistas, do mundo acadêmico, empresarial, governamental, o qual alinhou 50 grandes riscos para os próximos dez anos,.
    agrupados em diferentes categorias: econômicos, ambientais, sociais,
    geopolíticos e tecnológicos. A grande virada deste ano é o deslocamento dos
    riscos ambientais para os riscos sociais. Como adverte o criador do Forum, Klaus Schwab :
     
    “Temos que ser cuidadosos para que esta
    crise não se transforme em uma crise social, o que já ocorre em alguns países.”
     
    Sinteticamente os
    principais riscos apontados pelo relatório são (1) os desequilíbrios
    orçamentais crônicos, (2) a falência financeira sistêmica, (3) as desigualdades
    sociais crescentes em todo o mundo, (4) a volatilidade dos preços da energia e
    commodities , (5) desquilíbrios no mercado laboral , (6) deflação, (7) fracasso
    na gestão governamental sobre emissão de gases tóxicos, (8) colapso nos
    sistemas tecnológicos e (9) vulnerabilidade aos ataques cibernéticos.
     
     
     
     
     
    De acordo com o relatório, estes riscos ameaçam o crescimento mundial, uma vez
    que podem vir a gerar ondas de nacionalismo, populismo e proteccionismo. “Pela
    primeira vez em várias gerações, são muitas as pessoas que não acreditam que os
    seus filhos terão um padrão de vida superior ao seu”, afirma Lee Howell,
    responsável do Fórum Económico Mundial. “Esta nova sensação de mal-estar é
    especialmente grave nos países industrializados”, conclui.
     
     
     
    O estudo alerta mesmo que a vulnerabilidade mundial a novos choques económicos
    e os riscos de turbulência social podem enfraquecer o processo de globalização.
    Uma discussão que deverá ser desenvolvida no encontro do Fórum Económico
    Mundial em Davos, na Suíça, entre 25 e 29 de Janeiro.
     
     
     
    Ao nível dos riscos ambientais, o relatório identifica o aumento das emissões
    de dióxido de carbono para a atmosfera e o fracasso na adaptação às mudanças
    climáticas como os maiores riscos para os próximos dez anos. Ao nível
    geopolítico, os líderes mundiais estão, sobretudo, preocupados com a
    possibilidade de haver um fracasso na governação mundial e com a fragilidade de
    alguns Estados críticos.
     
     
     
    Já os principais riscos sociais passam pela sustentabilidade do crescimento
    populacional mundial e pela possibilidade de haver um retrocesso no processo de
    globalização. Finalmente, a nível tecnológico, a possibilidade de um colapso
    dos sistemas tecnológicos e os ataques informáticos dominam os receios dos
    especialistas.
     

    (Ana Rita Faria - http://m.publico.pt/Detail/1528568)
     

     
    Em oposição ao Forum
    Econômico Mundial (http://www.forumsocialmundial.org.br/dinamic.php?pagina=origem_fsm_por
    ), considerado pela esquerda como um encontro dos poderosos, prosseguirá a
    iniciativa do Forum Social Mundial, cuja
    primeira edição ocorreu em Porto Alegre em 2003 ,como uma resposta da

     

    Rodrigo Medeiros <medro...@gmail.com> Jan 25 09:17AM -0200  

    Por que Carta Maior, Emir Sader e companhia não querem debater a mudança no
    regime previdenciário dos servidores públicos federais, uma privatização em
    curso? Por quê? Eles não consideram isso neoliberalismo?
     
    Cordialmente,
     
    2012/1/25 Paulo Timm <paul...@hotmail.com>
     

     

    Daniel Conceicao <danielnc...@gmail.com> Jan 24 09:12AM -0600  

    Pois o caso japonez confirma o que estou tentando expor: que divida
    elevada nao produz juro alto e que a daministracao da demand agregada
    deve ser realizada principalmente atraves de politica fiscal. A divida
    eh enorme no Japao e ninguem lah estah preocupado com calote e
    exigindo juros mais altos pra comprar o titulo.
     
    O uso da armadilha da liquidez como intrumento analitico para explicar
    peridos de crise de demand efetiva como tem feito o Krugman eh
    problematico porque confunde o nivel da variavel com a expectativa de
    variacao. Como explicou Keynes no capitulo 15, eh possivel termos a
    armadilha em qualquer nivel de juro desde que a probabilidade de um
    aumento nesta taxa por mais que o seu quadrado seja grande. Eh a
    famosa regra do quadrado (ou suquare rule) que explica a o ponto de
    break-even entre retornos ateh o pagamento deum cupon e variacoes no
    preco do titulo (valido apenas para o caso de perpetuidades).
    Logicamente o quadrado de um valor pequeno eh bem pequeno, logo eh
    mais frequente que investidores queiram se desfazer de titulos sem
    exigir precos mais altos quando os juros estao baixos. Mas nao eh isso
    que segura o investimento. O que segura o investimento privado eh a
    falta de oportunidades de lucro novas em razao de uma demanda agregada
    retraida. Neste caso, eh o deficit publico quem deverah puxar ao
    ivestimento ao elevar (por igualdade contabil) o lucro agregado.
     
    No caso da Europa, temos um banco central que nao compra titulos
    emitidos pelos paises membros em excesso, fazendo com que caia seu
    preco (aumente o juro). Bastaria ao ECB comprar o excesso de titulos
    emitidos pela Grecia quando a crise apontou pra que todo o aue por lah
    fosse evitado.
     
    Abraco,
     

     

    "Márcio Oliveira" <gime...@gmail.com> Jan 24 06:03PM -0200  

    Daniel, em teoria consigo entender seu apelo para que tratemos o
    endividamento público como algo meramente contábil. Na prática, no entanto,
    de tempos em tempos as pessoas se assustam com o quão descoladas do mundo
    real estão as abstrações contábeis do mundo das finanças. E aí entra o tal
    do lastro. Qual o lastro dessas dívidas monumentais? E dessas bolhas
    financeiras? Apenas a crença (crédito) de que quem emprestou receberá de
    volta algo mais, fruto não de aumentos de produtividade na economia real,
    mas de mera especulação. Então, de tempos em tempos as pessoas ficam com
    medo e correm para converter parte dessas abstrações contábeis em algo
    real, tangível (imóveis rurais e urbanos, empresas etc), antes que seus
    papéis virem pó.
    Desconfio que a adesão ao raciocínio teórico das finanças funcionais
    esbarra justamente nessa percepção generalizada de falta de lastro real
    dessas abstrações financeiras.
     
     
    Em 24 de janeiro de 2012 13:12, Daniel Conceicao <danielnc...@gmail.com

     

    Daniel Conceicao <danielnc...@gmail.com> Jan 24 02:31PM -0600  

    Marcio, eh por aih mesmo. Esse debate vai lah atras, na natureza
    monetaria do capitalismo, no circuito M-C-M' do Marx e no
    reconhecimento da natureza crediticia da moeda. Na verdade, no
    capitalismo nao eh o produto real que dah lastro aa moeda, mas a moeda
    que da valor ao produto real. Querendo, marquemos um choppinho no Rio
    pra conversar sobre isso que dah pano pra muita manga.
     

     

    ceci....@terra.com.br Jan 24 03:30PM  

    Grata, Carlos, pelo envio deste artigo do nosso competentíssimo
    Mauro Santayana. Brilhante artigo.
    André Orléans é um dos melhores economistas do mundo, estudou em
    Chicago e não foi vencido pela lavagem cerebral. Um de seus
    primeiros livros tornou-se obra clássica - Le pouvoir de la Finance.
    Mas as cabeças americanizadas da maioria dos economistas brasileiros
    não permitiu ainda valorizar este livro no Brasil.
    O artigo de Santayana brilha também por não ficar no denuncismo nem
    se perder em lamúrias. A saída passa também ou principalmente,
    por profunda reformulação do sistema bancário. E para começar
    separando bancos de depósito e bancos de investimento. Por aí
    deveríamos avançar.
    E Santayana ainda faz a crítica correta dos escritos tucanos de
    Pérsio Arida e André Lara Rezende. Muito bom. Muito grata, Carlos,
    abraço,
    Ceci
    > ADVERTíAMOS, PASSOU A PREOCUPAR OS GêNIOS ILUMINADOS DO
    > LIBERALISMO RECICLADO. É O CASO DO ECONOMISTA ANDRé LARA RESENDE
    > QUE, EM ARTIGO DIVULGADO PELO VALOR ECONôMICO, RETORNA AO ALARME
    DO
    > CLUBE DE ROMA, E VOLTA A PRECONIZAR UMA PARADA NO CRESCIMENTO
    > ECONôMICO, A FIM DE SALVAR O MUNDO. O MUNDO DOS DESENVOLVIDOS, BEM
    SE
    > VITORIOSA CARREIRA NO MERCADO DE CAPITAIS, SE DESVIADO DAS
    > PREOCUPAçõES HUMANíSTICAS DE DOIS HOMENS MUITO PRóXIMOS DE SUA
    > FORMAçãO: SEU PAI, OTTO LARA RESENDE, E HéLIO JAGUARIBE, QUE
    CITA
    > NESSE TRABALHO._
    > _MENO MALE, COMO DIZEM OS ITALIANOS, QUE NãO ESTá, COMO O SEU
    > PARCEIRO PéRSIO ARIDA, CONDENANDO O AUMENTO DO SALáRIO MíNIMO
    – E
    > DOS SALáRIOS, DE MODO GERAL. EMBORA AMBOS BUSQUEM DEFENDER A
    > POLíTICA ECONôMICA QUE AJUDARAM A ELABORAR E A COLOCAR EM
    PRáTICA,
    > DURANTE O GOVERNO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, Há DIFERENçA DE
    > APROXIMAçãO ENTRE O ENSAIO DE LARA RESENDE E A ENTREVISTA DE
    PéRSIO
    > HOUVESSEM SIDO PREVIAMENTE AJUSTADAS, COM UM OBJETIVO COMUM. ESSE
    > OBJETIVO é O DE JUSTIFICAR O NEOLIBERALISMO E, EM BENEFíCIO
    > MARGINAL, FAZER A APOLOGIA DO GOVERNO A QUE SERVIRAM. COMO NO POEMA
    DE
    > HOFMANSTHAL, EM QUE O OCULTO SE ESCONDE NA SUPERFíCIE, ESSE
    > PROPóSITO FICA BEM CLARO NO PENSAMENTO DOS DOIS AMIGOS E
    ASSOCIADOS.
    > ARIDA é MAIS EXPLíCITO, QUANDO AFIRMA QUE Há HOJE NO BRASIL UM
    > PACTO ANTI-LIBERAL ENTRE AS ELITES E O GOVERNO. É ATé RAZOáVEL
    QUE
    > PROMOVEU. MAS é EQUíVOCO ATRIBUIR A EMERSãO DOS BRICS à
    > GLOBALIZAçãO DA ECONOMIA, COMO ELA FOI CONCEBIDA PELO CONSENSO DE
     
    > WASHINGTON E DECIDIDA PELAS GRANDES FAMíLIAS QUE DOMINAM O MUNDO.
    AO
    > INSTITUIçõES FINANCEIRAS, COMO O GOLDMAN SACHS. _
    > _APESAR DE SUA CADêNCIA RETóRICA, O PROBLEMA DO MUNDO – E DO
    > BRASIL – é BEM OUTRO. E BEM MAIS SIMPLES. SE A PRODUçãO DE
    BENS E
    > SERVIçOS DO PLANETA NãO PODE CONTINUAR CRESCENDO NO RITMO DOS
    > úLTIMOS CEM ANOS, A SOLUçãO NãO SE ENCONTRA NA ECONOMIA MAS,
    SIM,
    > NA COMBINAçãO éTICA ENTRE A CIêNCIA E A TECNOLOGIA, SOB O
    CONTROLE
    > RíGIDO DA POLíTICA, OU SEJA, DAS INSTITUIçõES DO ESTADO. ANDRé
     
    > LARA RESENDE FOI CAUTELOSO, NO QUE SE REFERE à DITADURA DAS
    > INSTITUIçõES FINANCEIRAS, MAS PéRSIO NãO ESCONDE A SUA
    POSIçãO:
    > é PRECISO SALVAR OS BANCOS, MESMO QUE ELES SEJAM CRIMINOSOS.
    PéRSIO
    > ARIDA é BANQUEIRO, COMO SE SABE._
    > _É INTERESSANTE COMPARAR O PENSAMENTO DOS DOIS BRASILEIROS COM O
    DE
    > ANOS, Já DIRIGIA O INSTITUTO NACIONAL DE ESTATíSTICAS E ESTUDOS
    > ECONôMICOS DA FRANçA E, Há 25 ANOS, OCUPA O CARGO DE DIRETOR DE
    > PESQUISAS DO CENTRE NATIONAL DE LA RECHERCHE SCIENTIFIQUE E
    TAMBéM
    > A PRESIDêNCIA DA ASSOCIAçãO FRANCESA DE ECONOMIA POLíTICA. EM
    > ENTREVISTA AO JORNAL LE MONDE, PUBLICADA ONTEM, ELE VAI DIRETO AO
    > PONTO: QUEM GOVERNA HOJE A EUROPA é O MERCADO. NãO O MERCADO DE
    BENS
    > TANGíVEIS, MAS O MERCADO DE CAPITAIS. “O PODER POLíTICO, AFIRMA
     
    > ORLéAN, SE CONFORMA àS SUAS PRIORIDADES E TEME SUAS
    AVALIAçõES”.
    > AO MESMO TEMPO, ELE DIZ, O MERCADO é UM SOBERANO INDECISO E
    > INCOERENTE._
    > _LEMBRA O ECONOMISTA – QUE ACABA DE PUBLICAR O LIVRO
    “L’EMPIRE
    > INTERESSES FINANCEIROS, TEVE COMO INSTRUMENTOS BáSICOS OS BANCOS
    > CENTRAIS. É NECESSáRIO, ASSIM, NãO PERDER ESSE MANDAMENTO DA
    > REALIDADE: Só POR MEIO DO PODER MONETáRIO PELO ESTADO é
    POSSíVEL
    > FAZER COM QUE PREVALEçA O INTERESSE COLETIVO. MAS ISSO EXIGE QUE
    OS
    > BANCOS CENTRAIS ESTEJAM DIRETAMENTE SUBMETIDOS AO PODER POLíTICO.
    > NãO é ISSO QUE OCORRE HOJE NA EUROPA. O BANCO CENTRAL DA UNIãO
    > EUROPéIA ESTá DESATRELADO TOTALMENTE DO PODER POLíTICO. NA
    VERDADE,
    > SUA SUBORDINAçãO é AO SISTEMA FINANCEIRO INTERNACIONAL,
    CAPITANEADO
    > PELO GOLDMAN SACHS. NISSO, ORLéAN Vê UMA CRISE MAIS PROFUNDA DA
    > DEMOCRACIA EUROPéIA E DE SUA IMPOTêNCIA CONGêNITA. ASSIM, RESUME
    O
    > ENTREVISTADO, SE PODE DIZER QUE A AUTONOMIA RADICAL DO BANCO
    CENTRAL
    > EUROPEU “SIGNIFICA QUE NãO Há MAIS SOBERANIA EUROPéIA”.
    ORLéAN
    > LEMBRA QUE OS MERCADOS FINANCEIROS NãO SE AUTO-REGULAM, PELO MENOS
    EM
    > TESE, COMO OS MERCADOS DE BENS TANGíVEIS, EM QUE COMPRADORES E
    > VENDEDORES ATUAM DE ACORDO COM SEUS INTERESSES E AS
    CIRCUNSTâNCIAS.
    > CAPITALISMO, O CONTROLE DAS EMPRESAS SE ENCONTRAVA NAS MãOS DE SEU
     
    > PROPRIETáRIO, OU QUANDO O CAPITAL ERA MUITO DILUíDO, NAS MãOS DE
     
    > SEUS ADMINISTRADORES CONTRATADOS. NESSES CAPITALISMOS, Só O
    CAPITAL
    > “FLUTUANTE” ERA DEIXADO AO MERCADO. O RESTO FICAVA SOB O
    DOMíNIO
    > DE INSTITUIçõES ESPECíFICAS, FOSSE DAS FAMíLIAS, DOS BANCOS OU
    DO
    > 1980, FORAM LIQUIDADOS PROGRESSIVAMENTE OS BLOCOS DE CONTROLE,
    > CONSIDERADOS MUITO DISPENDIOSOS E PORQUE OS JOGOS DO MERCADO FAZIAM
     
    > SURGIR OPORTUNIDADES DE LUCROS MIRABOLANTES. ISSO CRIOU UMA NOVA
    FORMA
     
    > AVALIAçõES ECONôMICAS, SEMPRE SUBJETIVAS. EM CONSEQüêNCIA,
    > RESUME, O PRIMADO DA POLíTICA SOBRE A AVALIAçãO GLOBAL FOI
    > DERRUBADO PELAS FINANçAS. É UMA SITUAçãO INéDITA, QUE COLOCA
    EM
    > _ENTRE OUTROS ABSURDOS, ORLéAN MOSTRA COMO OS BANCOS CENTRAIS
    > EMPRESTAM AOS BANCOS A JUROS DE 1%, COMO O BCE FEZ, AO ENTREGAR àS
     
    > INSTITUIçõES BANCARIAS QUASE 500 BILHõES DE EUROS, E ESSES
    BANCOS
    > REPASSAM AOS ESTADOS A JUROS DE 6% AO ANO, COMO OCORRE COM A
    ITáLIA,
    > E A 5,5%, NO CASO DA ESPANHA. COMO SE SABE, O BCE, PELOS SEUS
    > ESTATUTOS, NãO PODE EMPRESTAR DIRETAMENTE AOS ESTADOS. É
    > INTERESSANTE REGISTRAR QUE TANTO NO BCE, AO EMPRESTAR AOS BANCOS A
    1%,
    > QUANTO NO GOVERNO DA ITáLIA, AO PAGAR AS ALTAS TAXAS AOS BANCOS,
    SãO
    > EX-EXECUTIVOS (SERá QUE SãO MESMO EX?) DO GOLDMAN SACHS QUE TOMAM
    A
    > DECISãO. MáRIO DRAGHI NO BCE E MáRIO MONTE, NA CHEFIA DO GOVERNO
     
    > ITALIANO._
    > _ORLéAN RECOMENDA, COMO PRIMEIRO PASSO, ADOTAR O GLASS-STEAGALL
    ACT,
    > INVESTIMENTOS. ESSA DECISãO FOI REVOGADA PELO GOVERNO AMERICANO EM
     
    > 1999. É INADMISSíVEL QUE A DíVIDA PRIVADA DOS BANCOS E DE SEUS
    > ESPECULADORES SE TRANSFORME EM DíVIDA PúBLICA, COMO ESTá
    OCORRENDO
    > HOJE NA EUROPA, E COM MAIS LUCROS AINDA PARA AS INSTITUIçõES
    > CRIMINOSAS. QUEM PAGA O PREJUíZO SãO OS TRABALHADORES, COM OS
    > AJUSTES FISCAIS QUE REDUZEM OS SERVIçOS DE SAúDE, DE EDUCAçãO E
    DE

     

    Carlos Ferreira <ferre...@oi.com.br> Jan 24 01:17PM -0200  

    *O primado do dinheiro, ou como parar o mundo***** *
    por Mauro Santayana* *
    De repente, e só agora, o que nós, os pré-históricos, advertíamos, passou
    a preocupar os gênios iluminados do liberalismo reciclado. É o caso do
    economista André Lara Resende que, em artigo divulgado pelo Valor
    Econômico, retorna ao alarme do Clube de Roma, e volta a preconizar uma
    parada no crescimento econômico, a fim de salvar o mundo. O mundo dos
    desenvolvidos, bem se sabe, porque o congelamento da situação nos
    condenaria ao subdesenvolvimento eterno. Deixando de lado a preocupação
    malthusiana, o que seu ensaio revela talvez seja certa mauvaise conscience,
    dissimulada na linguagem acadêmica, por ter, em sua vitoriosa carreira no
    mercado de capitais, se desviado das preocupações humanísticas de dois
    homens muito próximos de sua formação: seu pai, Otto Lara Resende, e Hélio
    Jaguaribe, que cita nesse trabalho.* *
    Meno male, como dizem os italianos, que não está, como o seu parceiro
    Pérsio Arida, condenando o aumento do salário mínimo – e dos salários, de
    modo geral. Embora ambos busquem defender a política econômica que ajudaram
    a elaborar e a colocar em prática, durante o governo Fernando Henrique
    Cardoso, há diferença de aproximação entre o ensaio de Lara Resende e a
    entrevista de Pérsio Arida. Apesar disso, as duas manifestações se
    encaixam, como se houvessem sido previamente ajustadas, com um objetivo
    comum. Esse objetivo é o de justificar o neoliberalismo e, em benefício
    marginal, fazer a apologia do governo a que serviram. Como no poema de
    Hofmansthal, em que o oculto se esconde na superfície, esse propósito fica
    bem claro no pensamento dos dois amigos e associados. Arida é mais
    explícito, quando afirma que há hoje no Brasil um pacto anti-liberal entre
    as elites e o governo. É até razoável que haja um pacto entre os
    empresários brasileiros e o governo atual, contra a desnacionalização da
    economia, que o governo neoliberal promoveu. Mas é equívoco atribuir a
    emersão dos Brics à globalização da economia, como ela foi concebida pelo
    Consenso de Washington e decidida pelas grandes famílias que dominam o
    mundo. Ao contrário: os Brics surgiram como reação ao projeto de domínio
    universal da economia por Wall Street, sempre a serviço dos verdadeiros
    senhores, os principais acionistas das grandes instituições financeiras,
    como o Goldman Sachs. * *
    Apesar de sua cadência retórica, o problema do mundo – e do Brasil – é bem
    outro. E bem mais simples. Se a produção de bens e serviços do planeta não
    pode continuar crescendo no ritmo dos últimos cem anos, a solução não se
    encontra na economia mas, sim, na combinação ética entre a ciência e a
    tecnologia, sob o controle rígido da política, ou seja, das instituições do
    Estado. André Lara Resende foi cauteloso, no que se refere à ditadura das
    instituições financeiras, mas Pérsio não esconde a sua posição: é preciso
    salvar os bancos, mesmo que eles sejam criminosos. Pérsio Arida é
    banqueiro, como se sabe.* *
    É interessante comparar o pensamento dos dois brasileiros com o de André
    Orleán. Orléan é um respeitável economista que, aos 24 anos, já dirigia o
    Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos da França e, há 25
    anos, ocupa o cargo de diretor de pesquisas do Centre National de la
    Recherche Scientifique e também a presidência da Associação Francesa de
    Economia Política. Em entrevista ao jornal Le Monde, publicada ontem, ele
    vai direto ao ponto: quem governa hoje a Europa é o mercado. Não o mercado
    de bens tangíveis, mas o mercado de capitais. “O poder político, afirma
    Orléan, se conforma às suas prioridades e teme suas avaliações”. Ao mesmo
    tempo, ele diz, o mercado é um soberano indeciso e incoerente.* *
    Lembra o economista – que acaba de publicar o livro “L’Empire de la Valeur,
    Refonder l’Economie” – que historicamente o primado da política, ou seja,
    sua capacidade de enquadrar os interesses financeiros, teve como
    instrumentos básicos os bancos centrais. É necessário, assim, não perder
    esse mandamento da realidade: só por meio do poder monetário pelo Estado é
    possível fazer com que prevaleça o interesse coletivo. Mas isso exige que
    os bancos centrais estejam diretamente submetidos ao poder político. Não é
    isso que ocorre hoje na Europa. O Banco Central da União Européia está
    desatrelado totalmente do poder político. Na verdade, sua subordinação é ao
    sistema financeiro internacional, capitaneado pelo Goldman Sachs. Nisso,
    Orléan vê uma crise mais profunda da democracia européia e de sua
    impotência congênita. Assim, resume o entrevistado, se pode dizer que a
    autonomia radical do Banco Central Europeu “significa que não há mais
    soberania européia”. Orléan lembra que os mercados financeiros não se
    auto-regulam, pelo menos em tese, como os mercados de bens tangíveis, em
    que compradores e vendedores atuam de acordo com seus interesses e as
    circunstâncias. No mercado de capitais, se trata de apostas especulativas.
    É um mercado de promessas. Sua lógica é de natureza mimética: cada
    investidor se coloca diante do que se imagina que os outros vão fazer. Eles
    se parecem, diz o economista, a certos meios de informação, que se esforçam
    não por descobrir os fatos mais importantes, e sim, para publicar o que o
    público deseja. Não se pode confiar nunca nos preços financeiros, seja a
    taxa de juros, a taxa de câmbio ou o valor de uma ação.* *
    Orléan diz que nem sempre foi assim. Nos modelos passados do capitalismo, o
    controle das empresas se encontrava nas mãos de seu proprietário, ou quando
    o capital era muito diluído, nas mãos de seus administradores contratados.
    Nesses capitalismos, só o capital “flutuante” era deixado ao mercado. O
    resto ficava sob o domínio de instituições específicas, fosse das famílias,
    dos bancos ou do Estado, como nas grandes sociedades de economia mista. A
    partir de 1980, foram liquidados progressivamente os blocos de controle,
    considerados muito dispendiosos e porque os jogos do mercado faziam surgir
    oportunidades de lucros mirabolantes. Isso criou uma nova forma de
    capitalismo, financiarizado, em que a diversidade de pontos de vista é
    menos nítida, porque o mercado constitui o coração das avaliações
    econômicas, sempre subjetivas. Em conseqüência, resume, o primado da
    política sobre a avaliação global foi derrubado pelas finanças. É uma
    situação inédita, que coloca em risco a vida democrática.* *
    Entre outros absurdos, Orléan mostra como os bancos centrais emprestam aos
    bancos a juros de 1%, como o BCE fez, ao entregar às instituições bancarias
    quase 500 bilhões de euros, e esses bancos repassam aos estados a juros de
    6% ao ano, como ocorre com a Itália, e a 5,5%, no caso da Espanha. Como se
    sabe, o BCE, pelos seus estatutos, não pode emprestar diretamente aos
    Estados. É interessante registrar que tanto no BCE, ao emprestar aos bancos
    a 1%, quanto no governo da Itália, ao pagar as altas taxas aos bancos, são
    ex-executivos (será que são mesmo ex?) do Goldman Sachs que tomam a
    decisão. Mário Draghi no BCE e Mário Monte, na chefia do governo italiano.*
    *
    Orléan recomenda, como primeiro passo, adotar o Glass-Steagall Act, de
    1933, que proibiu aos bancos de depósitos atuar como bancos de
    investimentos. Essa decisão foi revogada pelo governo americano em 1999. É
    inadmissível que a dívida privada dos bancos e de seus especuladores se
    transforme em dívida pública, como está ocorrendo hoje na Europa, e com
    mais lucros ainda para as instituições criminosas. Quem paga o prejuízo são
    os trabalhadores, com os ajustes fiscais que reduzem os serviços de saúde,
    de educação e de segurança.* *
    A entrevista do economista francês é direta, clara e simples, como
    costumam ser as idéias mais sérias.*
     
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arthur garbayo

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Feb 7, 2012, 7:14:23 AM2/7/12
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De: Geraldo Serathiuk <gsera...@yahoo.com.br>
Data: 7 de fevereiro de 2012 07:59
Assunto: Re: envolvi] E-mail de compilação para desenvolv...@googlegroups.com - 25 mensagens em 14 tópicos
Para: "desenvolv...@googlegroups.com" <desenvolv...@googlegroups.com>


RECEBI DE ONTEM PARA HOJE 10 EMAILS IGUAL A ESTE.....
FAVOR PARAR DE ENVIAR TANTOS EMAILS...

GERALDO


De: "desenvolv...@googlegroups.com" <desenvolv...@googlegroups.com>
Para: Destinatários de e-mail de compilação <desenvolv...@googlegroups.com>
Enviadas: Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012 7:24
Assunto: envolvi] E-mail de compilação para desenvolv...@googlegroups.com - 25 mensagens em 14 tópicos

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desenvolv...@googlegroups.com

unread,
Feb 7, 2012, 2:23:23 PM2/7/12
to Destinatários de e-mail de compilação
    gustavo santos <gustavoa...@gmail.com> Feb 07 04:44PM -0200  

    Interessante artigo do Kenneth Rogoff ( da Harvard University, ex
    economista-chefe do FMI) comparando a crise econômica global a um artigo
    cardíaco ( " a insalubre dinâmica política-regulatória-financeira que levou
    a economia global ao ataque cardíaco de 2008"). " Precisamos desenvolver
    instituições novas e muito melhores para proteger os interesses a longo
    prazo da sociedade", é a proposição do economista de Harvard.
     
    Capitalismo coronário
    <http://sergyovitro.blogspot.com/2012/02/capitalismo-coronario-kenneth-rogoff.html>
    KENNETH
    ROGOFF<http://sergyovitro.blogspot.com/2012/02/capitalismo-coronario-kenneth-rogoff.html>
    A ampla e sistemática falha da regulamentação é o elefante na loja de
    louças quando se fala em reformar o capitalismo ocidental de hoje. Sim,
    muito foi dito sobre a insalubre dinâmica política- regulatória-financeira
    que levou a economia global ao ataque cardíaco de 2008 (iniciando o que
    Carmen Reinhart e eu chamamos de "A segunda grande contração"). Mas o
    problema é exclusivamente do setor financeiro ou ele exemplifica uma falha
    mais profunda do capitalismo ocidental? Considere a indústria alimentícia,
    particularmente sua às vezes maligna influência sobre a saúde e a nutrição.
     
    As taxas de obesidade estão subindo em todo o mundo, embora, entre os
    grandes países, o problema seja talvez mais grave nos Estados Unidos.
     
    Segundo o Centro para Prevenção e Controle de Doenças dos EUA, cerca de um
    terço dos adultos americanos são obesos (ou seja, têm índice de massa
    corporal acima de 30). Ainda mais chocante, mais de um sexto de crianças e
    adolescentes estão obesos, uma taxa que triplicou desde 1980.
    (Transparência: minha mulher produz programas na TV e na internet, cujo
    objetivo é combater a obesidade infantil.) Obviamente, os problemas da
    indústria alimentícia foram vigorosamente destacados por especialistas em
    nutrição e saúde, incluindo Michael Pollan e David Katz, e certamente por
    muitos economistas também.
     
    E há numerosos outros exemplos, dentro de uma ampla variedade de bens e
    serviços, em que se podem achar questões similares. Aqui, contudo, quero
    focalizar na ligação entre a indústria alimentícia e problemas mais amplos
    do capitalismo contemporâneo (que certamente facilitaram a explosão de
    obesidade mundial), e em por que o sistema político americano devotou
    notavelmente pouca atenção a esse fato (embora a primeira- dama Michelle
    Obama tenha feito um esforço importante para aumentar a consciência sobre
    isso).
     
    A obesidade afeta a expectativa de vida de numerosas formas, que vão de
    doença cardiovascular a alguns tipos de câncer. Além disso, a obesidade -
    certamente em manifestações mórbidas - pode afetar a qualidade de vida. Os
    custos não só sobre o indivíduo, mas também sobre a sociedade -
    diretamente, através do sistema de saúde, ou indiretamente, via perda de
    produtividade, por exemplo, e custos mais elevados de transporte (mais
    combustível para jatos, assentos maiores etc.).
     
    Mas a obesidade epidêmica dificilmente se parece com um assassino de
    crescimento. Produtos alimentícios baseados no milho e com muitos aditivos
    químicos são reconhecidamente um dos maiores indutores do ganho de peso;
    mas, de uma perspectiva convencional de contabilidade de crescimento, são
    uma grande coisa.
     
    O agronegócio é pago para cultivar o milho (frequentemente subsidiado pelo
    governo), e os processadores de alimentos são pagos para adicionar
    toneladas de químicos para criar um produto formador de hábito - desta
    forma, irresistível. Ao longo do caminho, cientistas são pagos para
    descobrir a melhor mistura de sal, açúcar e químicos para tornar o último
    alimento instantâneo viciante ao máximo; publicitários são pagos para criar
    interesse em torno dele; e a indústria farmacêutica faz uma fortuna
    tratando das doenças que dele inevitavelmente resultam.
     
    O capitalismo coronário é fantástico para o mercado acionário, que inclui
    companhias de todas essas indústrias.
     
    Alimentos altamente processados são bons também para criação de empregos,
    incluindo os de ponta em pesquisa, propaganda e saúde.
     
    Então, quem pode se queixar? Certamente não os políticos, que se reelegem
    quando há emprego abundante e valorização das ações em bolsa - e recebem
    doações de todas as indústrias que participam da produção de alimentos
    processados. De fato, nos EUA, políticos que ousam falar sobre as
    implicações dos alimentos processados para saúde, ambiente e
    sustentabilidade em muitos casos descobrem que não receberam fundos para a
    campanha.
     
    É verdade, as forças do mercado impulsionaram a inovação, que tem
    continuamente barateado o preço dos alimentos processados, embora o das
    velhas e simples frutas e verduras tenha subido. Este é um ponto justo, mas
    negligencia a enorme falha do mercado.
     
    Os consumidores recebem muito pouca informação preciosa de escolas,
    bibliotecas ou campanhas de saúde; ao invés, são inundados de desinformação
    via propaganda. As ações são particularmente alarmantes para as crianças.
    Com pouca verba para TV pública de alta qualidade na maioria dos países, as
    crianças são cooptadas por canais sustentados pela publicidade, inclusive
    da indústria alimentícia.
     
    Para além da desinformação, os produtores têm pouco incentivo para absorver
    os custos do dano ambiental que causam. Igualmente, os consumidores têm
    pouco incentivo para absorver os custos médicos de suas escolhas
    alimentares.
     
    Se nossos problemas fossem apenas a indústria alimentícia causar ataques
    cardíacos e a indústria financeira causar seu equivalente econômico, já
    seria ruim o bastante. Mas a patológica dinâmica regulatória-política-
    econômica que caracteriza essas indústrias é muito mais ampla.
     
    Precisamos desenvolver instituições novas e muito melhores para proteger os
    interesses a longo prazo da sociedade.
     
    É claro que o equilíbrio entre a soberania do consumidor e o paternalismo é
    sempre delicado. Mas certamente poderíamos começar a obter um equilíbrio
    mais saudável que o que temos dando ao público mais e melhor informação
    através de diversas plataformas, de forma que ele pudesse fazer escolhas
    políticas e de consumo mais conscientes.
    Kenneth Rogoff<http://sergyovitro.blogspot.com/search/label/Kenneth%20Rogoff>

      Resumo do tópico de hoje

      =============================================================================
       
      ---------- 1 de 1 ----------
      De: "Mauricio David" <mauric...@terra.com.br>
      Data: Feb 07 04:16PM -0200
      URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/msg/5da701ff73ad604a
       
      Interessante artigo do Kenneth Rogoff ( da Harvard University, ex economista-chefe do FMI) comparando a crise econômica global a um artigo cardíaco ( " a insalubre dinâmica política-regulatória-financeira que levou a economia global ao ataque cardíaco de 2008"). " Precisamos desenvolver instituições novas e muito melhores para proteger os interesses a longo prazo da sociedade", é a proposição do economista de Harvard.
       
       
      Capitalismo coronário
      KENNETH ROGOFF
      A ampla e sistemática falha da regulamentação é o elefante na loja de louças quando se fala em reformar o capitalismo ocidental de hoje. Sim, muito foi dito sobre a insalubre dinâmica política- regulatória-financeira que levou a economia global ao ataque cardíaco de 2008 (iniciando o que Carmen Reinhart e eu chamamos de "A segunda grande contração"). Mas o problema é exclusivamente do setor financeiro ou ele exemplifica uma falha mais profunda do capitalismo ocidental? Considere a indústria alimentícia, particularmente sua às vezes maligna influência sobre a saúde e a nutrição.
       
      As taxas de obesidade estão subindo em todo o mundo, embora, entre os grandes países, o problema seja talvez mais grave nos Estados Unidos.
       
      Segundo o Centro para Prevenção e Controle de Doenças dos EUA, cerca de um terço dos adultos americanos são obesos (ou seja, têm índice de massa corporal acima de 30). Ainda mais chocante, mais de um sexto de crianças e adolescentes estão obesos, uma taxa que triplicou desde 1980. (Transparência: minha mulher produz programas na TV e na internet, cujo objetivo é combater a obesidade infantil.) Obviamente, os problemas da indústria alimentícia foram vigorosamente destacados por especialistas em nutrição e saúde, incluindo Michael Pollan e David Katz, e certamente por muitos economistas também.
       
      E há numerosos outros exemplos, dentro de uma ampla variedade de bens e serviços, em que se podem achar questões similares. Aqui, contudo, quero focalizar na ligação entre a indústria alimentícia e problemas mais amplos do capitalismo contemporâneo (que certamente facilitaram a explosão de obesidade mundial), e em por que o sistema político americano devotou notavelmente pouca atenção a esse fato (embora a primeira- dama Michelle Obama tenha feito um esforço importante para aumentar a consciência sobre isso).
       
      A obesidade afeta a expectativa de vida de numerosas formas, que vão de doença cardiovascular a alguns tipos de câncer. Além disso, a obesidade - certamente em manifestações mórbidas - pode afetar a qualidade de vida. Os custos não só sobre o indivíduo, mas também sobre a sociedade - diretamente, através do sistema de saúde, ou indiretamente, via perda de produtividade, por exemplo, e custos mais elevados de transporte (mais combustível para jatos, assentos maiores etc.).
       
      Mas a obesidade epidêmica dificilmente se parece com um assassino de crescimento. Produtos alimentícios baseados no milho e com muitos aditivos químicos são reconhecidamente um dos maiores indutores do ganho de peso; mas, de uma perspectiva convencional de contabilidade de crescimento, são uma grande coisa.
       
      O agronegócio é pago para cultivar o milho (frequentemente subsidiado pelo governo), e os processadores de alimentos são pagos para adicionar toneladas de químicos para criar um produto formador de hábito - desta forma, irresistível. Ao longo do caminho, cientistas são pagos para descobrir a melhor mistura de sal, açúcar e químicos para tornar o último alimento instantâneo viciante ao máximo; publicitários são pagos para criar interesse em torno dele; e a indústria farmacêutica faz uma fortuna tratando das doenças que dele inevitavelmente resultam.
       
      O capitalismo coronário é fantástico para o mercado acionário, que inclui companhias de todas essas indústrias.
       
      Alimentos altamente processados são bons também para criação de empregos, incluindo os de ponta em pesquisa, propaganda e saúde.
       
      Então, quem pode se queixar? Certamente não os políticos, que se reelegem quando há emprego abundante e valorização das ações em bolsa - e recebem doações de todas as indústrias que participam da produção de alimentos processados. De fato, nos EUA, políticos que ousam falar sobre as implicações dos alimentos processados para saúde, ambiente e sustentabilidade em muitos casos descobrem que não receberam fundos para a campanha.
       
      É verdade, as forças do mercado impulsionaram a inovação, que tem continuamente barateado o preço dos alimentos processados, embora o das velhas e simples frutas e verduras tenha subido. Este é um ponto justo, mas negligencia a enorme falha do mercado.
       
      Os consumidores recebem muito pouca informação preciosa de escolas, bibliotecas ou campanhas de saúde; ao invés, são inundados de desinformação via propaganda. As ações são particularmente alarmantes para as crianças. Com pouca verba para TV pública de alta qualidade na maioria dos países, as crianças são cooptadas por canais sustentados pela publicidade, inclusive da indústria alimentícia.
       
      Para além da desinformação, os produtores têm pouco incentivo para absorver os custos do dano ambiental que causam. Igualmente, os consumidores têm pouco incentivo para absorver os custos médicos de suas escolhas alimentares.
       
      Se nossos problemas fossem apenas a indústria alimentícia causar ataques cardíacos e a indústria financeira causar seu equivalente econômico, já seria ruim o bastante. Mas a patológica dinâmica regulatória-política- econômica que caracteriza essas indústrias é muito mais ampla.
       
      Precisamos desenvolver instituições novas e muito melhores para proteger os interesses a longo prazo da sociedade.
       
      É claro que o equilíbrio entre a soberania do consumidor e o paternalismo é sempre delicado. Mas certamente poderíamos começar a obter um equilíbrio mais saudável que o que temos dando ao público mais e melhor informação através de diversas plataformas, de forma que ele pudesse fazer escolhas políticas e de consumo mais conscientes.
      Kenneth Rogoff
       
       
       
      =============================================================================
      Tópico: Para Rubens Ricupero, teses de Prebisch continuam válidas para a América Latina
      URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/7a4202688187aad6

      =============================================================================
       
      ---------- 1 de 1 ----------

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      ---------- 1 de 1 ----------
      De: Alcides Ribeiro <fap...@yahoo.com.br>
      Data: Feb 06 12:56PM -0800
      URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/msg/1a06252a87c5f410
       
       A FRENTE 
      informa -  020  -  2012
      -   ( FEV 04 )
      Produzido pela Frente Parlamentar e de
      Entidades Civis e Militares em Defesa da PREVIDÊNCIA
      SOCIAL PÚBLICA - Desde 1995 na Luta pela SEGURIDADE SOCIAL e CIDADANIA
       
       
      SUCESSO EM APARECIDA-Aposentados
      e pensionistas demonstram disposição de luta
      Ao lotar o Santuário de Aparecida e ocupar
      a rodovia Dutra, no domingo 29/1, os aposentados, pensionistas e idosos do
      Brasil deram início ao ano de lutas e enfrentamento ao Governo Dilma.
      Foi sucesso total a manifestação liderada
      pela COBAP, Federações estaduais, Entidades de Base e apoio de diversas
      centrais sindicais, como Conlutas, CGTB, UGT, CUT, Força Sindical, CTB, NCST e
      Fórum Sindical dos Trabalhadores. Rodovia
      é totalmente ocupada
      Minas Gerais participou com caravana de
      sete ônibus, marcando presença e demonstrando a insatisfação com a situação
      atual, em especial o reajuste de apenas 6,08% para os aposentados do INSS que
      ganham acima de um salário mínimo.
      A Carta de Aparecida, lida na igreja pelo
      presidente da FAP/MG, Robson de Souza Bittencourt, e transmitida por rede
      nacional de televisões católicas, teve o mesmo tema da Campanha da Fraternidade
      deste ano: Fraternidade e saúde pública - Que a saúde se difunda sobre a
      terra!
      Destacamos que, “para o envelhecimento ativo e saudável são essenciais
      rendimentos dignos e condizentes com o padrão alcançado na maturidade.
      Infelizmente, esta não tem sido a regra na Previdência Social pública, que
      priva milhões de aposentados da justa remuneração, paritária com as contribuições
      realizadas por décadas para o sistema, conforme determina a Constituição
      federal e as leis.
      O
      descumprimento desses preceitos, embora dissimulado pela falácia de falta de
      recursos públicos, ocorre única e exclusivamente por falta de respeito ao cidadão
      e de justiça neste país. A Seguridade nunca foi deficitária e Governo sabe bem
      disso.
      Reivindicamos
      o fim dos desvios dos recursos próprios da Seguridade Social, por meio das
      “Desvinculações de Receitas da União” (DRU) ou de nefastas reformas tributárias.
      Que a saúde e a dignidade do povo brasileiro não sejam reduzidas a negócios e
      negociatas, onde o que importa é o lucro de grupos privados que financiam as

       

      Tavares <tava...@gmail.com> Feb 07 11:42AM -0200  

      O "desenvolvimentismo asiático"
      Fonte: Valor Econômico
      Publicado por: Coped
      Data do documento: 25/01/2012
       
      "The issue is not one of state intervention in the economy. All states
      intervene in their economies for various reasonsstate's first priority will
      define its essence." (Chalmers Johnson, "MITI and the Japanese
      miracle,1925-1975" Stanford University Press, p: 17, 1982)
       
      Salvo engano, foi Chalmers Johnson quem falou pela primeira vez do
      "desenvolvimentismo" asiático, no seu célebre livro sobre o "milagre
      econômico japonês", de 1982. Depois dele, transformou-se num lugar comum
      dizer que o "estado desenvolvimentista" foi ator central do crescimento
      econômico acelerado da Coreia do Sul, Taiwan e Cingapura, entre os anos 60
      e 80; da China, a partir dos anos 90; e do Vietnã, no início do século XXI.
       
      O próprio Johnson - que era economista, serviu na Guerra da Coreia, foi
      consultor da CIA para a Ásia, e lecionou nos Centros de Estudos do Japão e
      da China da Universidade da Califórnia - voltou muitas vezes ao tema e
      acabou transformando-se num dos grandes especialistas americanos em
      economia política asiática. E foi um dos principais responsáveis pela
      difusão e aprofundamento acadêmico da pesquisa e do debate que ganhou
      ressonância internacional, com a publicação pelo Banco Mundial, do "The
      East Asian Miracle: Economic Growth and Public Policy", em 1993.
      Os asiáticos sabem que a política econômica entregue a si mesma é cega e
      incapaz de gerar seus próprios objetivos.
      No seu tempo, o livro de Johnson surpreendeu o mundo acadêmico: segundo o
      autor, o "modelo econômico" japonês do pós-guerra não era original e vinha
      dos anos 20, e sua característica fundamental não era econômica, tinha a
      ver com a "intensidade" com que a sociedade e o governo japonês se
      dedicavam ao estabelecimento e cumprimento dos seus objetivos estratégicos.
      Para Johnson, essa "intensidade" se devia ao fato de que o "modelo" tinha
      sido concebido como um instrumento de guerra e de reconstrução, depois da
      guerra, e como instrumento de defesa da soberania japonesa frente aos
      desafios do mundo e do contexto geopolítico asiático na segunda metade do
      século XX. Esse contexto explicaria o nascimento e a força da ideologia
      nacionalista e das instituições japonesas responsáveis pela mobilização da
      sociedade e pela submissão do desenvolvimento econômico aos seus objetivos
      de longo prazo.
      Em 1989, a economista americana Alice Amsden publicou outra obra clássica -
      "Asia's Next Giant" - sobre o "milagre econômico coreano" onde ela
      identificava características parecidas com o desenvolvimento japonês. O
      "modelo coreano" também vinha de antes da Segunda Guerra, e havia sido
      forjado na luta anti-colonialista, contra o próprio Japão. E depois de
      Johnson e Amsden, muitos outros pesquisadores e especialistas encontraram
      as mesmas características no desenvolvimento acelerado de Taiwan e
      Cingapura e, de forma ainda mais gritante, no desenvolvimento da China e do
      Vietnã. O próprio Johnson identificou no nacionalismo camponês e
      revolucionário chinês, do início do século XX, a grande fonte originária da
      "energia desenvolvimentista" da China contemporânea.
       
      Apressando o argumento, é possível extrair pelos menos quatro conclusões
      dessa vasta literatura sobre o crescimento asiático: 1) a maioria dos
      estados nacionais asiáticos se constituiu na segunda metade do século XX,
      depois do fim do colonialismo europeu. Mas quase todos os novos estados
      mantiveram suas fronteiras tradicionais e civilizatórias e sua relação
      milenar, dando origem, desde o início, a um sistema interestatal regional
      altamente competitivo.
      2) Em clave europeia, a estratégia econômica desses países asiáticos esteve
      sempre mais próxima do mercantilismo de William Petty do que da economia
      política de Smith ou Marx; e muito mais próxima do nacionalismo econômico
      do alemão Friederich List, do que do liberalismo heterodoxo do inglês John
      Keynes: sua primeira prioridade foi sempre a construção do estado e a
      defesa da unidade territorial da sua sociedade e da sua civilização.
      3) Não há nenhuma instituição ou política que explique isoladamente o
      sucesso do crescimento asiático, e que possa ser transplantada para países
      que tenham se constituído ou estejam fora de sistemas de poder altamente
      competitivos. A simples condição de "latecomer" ou de "capitalismo tardio"
      não explica nada, nem é capaz de gerar um projeto e uma estratégia de alto
      crescimento.
      4) Por fim, os asiáticos nunca se referiram a si mesmos como
      "desenvolvimentistas", e sua estratégia econômica não tem nada a ver com o
      chamado "desenvolvimentismo latino-americano". Sua política industrial,
      comercial e macroeconômica sempre esteve a serviço de sua "grande
      estratégia" social e nacional, e da sua luta pela conquista ou reconquista
      de uma posição internacional autônoma e preeminente. Os asiáticos têm plena
      consciência de que a política econômica entregue a si mesma é cega e
      incapaz de gerar seus próprios objetivos. E muito menos ainda, de definir
      os objetivos de uma sociedade e de uma nação.
       
      José Luís Fiori é professor titular do Programa de Pós-Graduação em
      Economia Política Internacional da UFRJ, e autor do livro "O Poder Global",
      da Editora Boitempo, 2007. Escreve mensalmente às quartas-feiras.
       
      Em 1 de fevereiro de 2012 16:51, gustavo santos
       
      --
      Tavares

       

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      - sobre o crescimento dos
      Desenvolvimentistas<#13557408d6860ad4_group_thread_2>[3 atualizações]
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      - RES: envolvi] Hipóteses de agressão
      <#13557408d6860ad4_group_thread_6>[3 atualizações]
      - A SUÍÇA ESTREMECE ...!!! <#13557408d6860ad4_group_thread_7> [3
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      - "Hipóteses de agressão" no clipping da Representação Brasileira no
      Parlasul <#13557408d6860ad4_group_thread_8> [1 atualização]
      - Desembargadores querem reduzir os poderes do
      Coaf<#13557408d6860ad4_group_thread_9>[1 atualização]
      - FORUM SOCIAL MUNDIAL 2012 & CONEXÕES- PORTO ALEGRE - Interressados:
      anexo)<#13557408d6860ad4_group_thread_10>[2 atualizações]
      - alguém sabe ? <#13557408d6860ad4_group_thread_11> [4 atualizações]
      - O primado do dinheiro, ou como parar o
      mundo<#13557408d6860ad4_group_thread_12>[1 atualização]
      - O primado do dinheiro, ou como parar o
      mundo<#13557408d6860ad4_group_thread_13>[1 atualização]

      Inglaterra e Irã: uma velha

      "Hipóteses de agressão" no clipping da Representação Brasileira no

      Desembargadores querem reduzir os poderes do

      FORUM SOCIAL MUNDIAL 2012 & CONEXÕES- PORTO ALEGRE - Interressados:
      Melhor cobertura: www.sul21.com.br -( dossiê

      O primado do dinheiro, ou como parar o

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      tópicos<#13555d3cb07d155d_group_thread_1>[1 atualização]

      - DCI / Especial da Semana com Rubens Ricupero, Ex-ministro da Fazenda e
      Ex-embaixador <#13555d3cb07d155d_group_thread_2> [1 atualização]
      - WALL STREET JOURNAL / seleta <#13555d3cb07d155d_group_thread_3> [1
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      - VALOR / seleta <#13555d3cb07d155d_group_thread_4> [1 atualização]

      - McKINSEY / What’s in store for China in
      2012?<#13555d3cb07d155d_group_thread_5>[1 atualização]

      - McKinsey / A CEO’s guide to innovation in
      China<#13555d3cb07d155d_group_thread_6>[1 atualização]

      - CNI / (errata ) Arquivo corrigido Indicadores Industriais
      Dezembro 2011<#13555d3cb07d155d_group_thread_7>[1 atualização]
      - FINANCIAL TIMES / seleta <#13555d3cb07d155d_group_thread_8> [1
      atualização]

      - CNI / Indicadores Industriais - Dezembro confirma ano difícil para a
      indústria. <#13555d3cb07d155d_group_thread_9> [1 atualização]
      - IMF / China Economic Outlook <#13555d3cb07d155d_group_thread_10> [1
      atualização]

      - Ilan Goldfajn / O enigma do desemprego baixo no
      Brasil<#13555d3cb07d155d_group_thread_11>[1 atualização]

      - CORREIO BRAZILIENSE / entrevista Jim O'Neill : "Vejo inteligência no
      BC brasileiro" <#13555d3cb07d155d_group_thread_12> [1 atualização]
      - CARTA CAPITAL / seleta <#13555d3cb07d155d_group_thread_13> [1
      atualização]
      - FOLHA / seleta <#13555d3cb07d155d_group_thread_14> [1 atualização]
      - ESTADAO / seleta <#13555d3cb07d155d_group_thread_15> [1 atualização]

      - ÁGORA / Estratégia mensal. Carteiras recomendadas Fevereiro
      2012<#13555d3cb07d155d_group_thread_16>[1 atualização]

      - MANSUETO ALMEIDA / Lara Resende + Novas medidas de política
      industrial<#13555d3cb07d155d_group_thread_17>[1 atualização]

      - BACEN / Focus - Relatório de
      Mercado<#13555d3cb07d155d_group_thread_18>[1 atualização]

      - (EM CONFIANÇA) // VEJA / Conteúdo nacional: a doutrina perigosa de
      Dilma <#13555d3cb07d155d_group_thread_19> [1 atualização]
      Resumo do tópico de hoje
       
        Rodrigo Medeiros <medro...@gmail.com> Jan 20 06:35PM -0200  

        A regra hoje é clara. O problema é o que virá com o Funpresp. Será que
        assistiremos ao aumento da corrupção nos serviços públicos por falta de
        perspectivas de aposentadoria decente? Ou será que o Estado irá retomar
        mais adiante as pensões dos servidores por calote do "mercado", claro que
        com prejuízos para o servidor?
         
        O problema que vejo no projeto encaminhado ao Congresso em regime de
        urgência é que o mesmo vem como rolo compressor para votação, sem dar
        espaço para maiores debates. Isso é ruim, muito ruim...
         
        Abs,
         
        Rodrigo
         
        2012/1/20 Márcio Oliveira <gime...@gmail.com>
         

         

        "Atenágoras Oliveira Duarte" <atenagora...@hotmail.com> Jan 20 10:47PM  

        Grato pela explicação, Márcio. Este foi um tema político cujo acompanhamento eu negligenciei.

        Saudações,

        Atenágoras

         
         
         
        Date: Fri, 20 Jan 2012 16:14:44 -0200
        Subject: Re: RE: envolvi] arrocho no funcionalismo?
        From: gime...@gmail.com
        To: desenvolv...@googlegroups.com
         
         
        Falta regulamentar a emenda constitucional feita em 2003. Quem entrou no serviço publico ate dezembro de 2003 tem aposentadoria equivalente ao ultimo salario. Quem entrar depois da regulamentacao a ser votada no Congresso se aposentara pelo teto no INSS, caso seja aprovada a lei na forma em q se encontra. Quem entrou nesse meio tempo se aposentara com a media dos salarios recebidos ao longo do tempo.
        Em 20/01/2012 13:00, "Atenágoras Oliveira Duarte" <atenagora...@hotmail.com> escreveu:
         
         
         
        Não entendi. A reforma da previdência não veio exatamente para acabar com a aposentadoria integral? Acaso os servidores atuais ainda têm direito de aposentadoria integral?
        Quem puder, favor me esclareça.

        Atenágoras
         
         
         
         
        To: desenvolv...@googlegroups.com
        Date: Fri, 20 Jan 2012 13:30:33 +0000
        Subject: envolvi] arrocho no funcionalismo?
        From: ceci....@terra.com.br
         
         
         
         
         
        Governo para admissões até criação de fundo de servidor
         
         
         
         
        O governo Dilma Rousseff vai adiar a realização de novos concursos públicos e a nomeação dos aprovados até que o projeto de lei que institui o Fundo de Previdência Complementar dos Servidores Federais (Funpresp) seja aprovado pelo Congresso. O objetivo é forçar a alteração do atual sistema de previdência do setor público e evitar que uma nova leva de servidores seja admitida com os atuais benefícios, entre eles a aposentadoria integral.No Congresso, a mudança dessa legislação encontra resistência em alas do PT e de outros partidos da coalizão governista. A criação do fundo é uma das principais prioridades legislativas do governo para o início deste ano. O secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, será acionado pela presidente para convencer sindicalistas a apoiar a proposta e mostrar que só haverá novos concursos se o Funpresp for aprovado.
        O projeto do fundo tramita em regime de urgência no Congresso e, no fim do ano passado, um impasse impediu sua votação na Câmara. Alguns parlamentares do PT, PCdoB e PDT queriam que o Tesouro contribuísse com mais de 7,5% dos recursos aportados pelos servidores no fundo. Há também fortes resistências no Judiciário, que não aceita a criação de um fundo único para os servidores dos três Poderes.
        O Orçamento para 2012 autoriza a criação de até 107.382 cargos, mas o teto com o qual trabalha o Ministério do Planejamento é de 54.649. No ano passado foram nomeados 15.801 novos funcionários federais - parte deles selecionados em concursos promovidos em anos anteriores.
        O aumento dos gastos com a previdência dos servidores é uma das principais preocupações do governo na área fiscal. Considerando os três níveis de governo, esses dispêndios representam quase 5% do PIB, percentual muito superior ao verificado nos países industrializados (2%) e nos emergentes (1,5%).
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          ceci....@terra.com.br Jan 20 09:29PM  

          BRASIL BUSCA CONVERTIRSE EN UN PAíS DE INMIGRANTES PROFESIONALES
          EL GOBIERNO PREPARA UNA NUEVA LEGISLACIóN PARA FAVORECER LA LLEGADA
          DE 400.000 TRABAJADORES ESPECIALIZADOS
           
          Juan Arias Río de Janeiro 15 ENE 2012 - 18:37 CET252
          *
           
          Enviar Imprimir
           
          La presidenta de Brasil, Dilma Rousseff. / EFE
           
          Brasil prepara una alfombra roja para dar la bienvenida a miles de
          trabajadores extranjeros profesionales sin pasar por las horcas
          caudinas de la farragosa legislación de extranjeros de 1980. La
          secretaría de Asuntos Estratégicos de la Presidencia de la
          República [1] (SAE), por orden de la presidenta Dilma Rousseff, está
          elaborando una “nueva política de inmigración” que dará luz
          verde a los ya 400.000 trabajadores con cualificación profesional en
          espera para ser contratados por empresas brasileñas.
           
          “Como Brasil es hoy una isla de prosperidad en el mundo, hay mucha
          gente bien preparada que quiere trabajar aquí”, ha explicado
          Ricardo Paes de Barros, coordinador del proyecto que prepara el
          Gobierno.
           
          Para los trabajadores no profesionales, la legislación continuará,
          por ahora, sin cambios. A Brasil, que crece en su capacidad
          industrial, en la actividad de producción petrolera y que además
          está en vísperas de dos grandes acontecimientos mundiales como la
          Copa del Mundo del 2104 y los Juegos Olímpicos de 2016, le interesa
          mucho “la transferencia de tecnología”, reconoce el Gobierno, que
          quiere atraer a nuevos cerebros y pertrecharse de lo que más
          necesita: mano de obra especializada.
           
          El nuevo proyecto SAE, elaborado por un equipo formado por
          economistas, juristas, demógrafos y sociólogos, deberá estar listo
          dentro de dos meses, según informa hoy el diario O Globo. La nueva
          legislación ha sido llamada de “inmigración selectiva”, ya que
          según Barros “va a definir hasta dónde llega nuestra generosidad y
          cómo vamos a ayudar a aliviar la pobreza del mundo absorbiendo a esos
          cientos de miles de trabajadores profesionales”. Es una nueva fase
          de inmigración después de 20 años en los que primaba la
          emigración.
           
          Los inmigrantes extranjeros en busca de trabajo en Brasil que más
          han crecido han sido los españoles, con un aumento de un 45% en los
          últimos cuatro años. En general, el número de extranjeros llegados
          legalmente a Brasil ha crecido un 52,4% en el primer semestre de 2011.
          De enero a septiembre del año pasado, el Ministerio de Trabajo [2], a
          pesar de la compleja y burocrática legislación de inmigración
          actual, concedió 51.353 autorizaciones de trabajo a extranjeros, un
          aumento de un 32% en relación al mismo periodo de año anterior.
           
          La concesión de visados de permanencia creció de un 67% de 2009 a
          2010, mientras que dobló el número de procesos de naturalización
          hasta ayer muy difícil de conseguir.
           
          Una de las condiciones para que las empresas brasileñas, o
          extranjeras que ya trabajan en Brasil puedan absorber la nueva mano de
          obra profesionalizada es que no podrán ganar menos de lo que ganaban
          en sus países de origen. Generalmente vienen ganando más.
           
          Los extranjeros que ya trabajan estos últimos años en Brasil son
          unánimes en admitir que son “recibidos con gran cordialidad” por
          sus colegas de trabajo brasileños, sin la más mínima animosidad.
           
          La única preocupación ahora de Brasil es que no se descontrole la
          llegada de extranjeros y todo se lleve a cabo por las vías legales.
          Existen denuncias de extranjeros que hoy llegan como simples turistas
          sobretodo al aeropuerto Tom Jobim de Río y de allí las empresas se
          los llevan en helicóptero hasta las plataformas de petróleo operadas
          por la multinacional Petrobrás.
           
          Según el portal de reclutamiento online Monster, a lo largo del año
          pasado más de 80.000 trabajadores calificados dejaron su currículum
          en el sitio de la empresa interesados en encontrar trabajo en Brasil.
          En total son 400.000 los que tienen sus ojos puestos en Brasil en este
          momento. "; } vrADMETA_EP_A_3_past= new
          admADMETA_EP_A_3_past(); if (!Admeta.loading)
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          Src:vrADMETA_EP_A_3_past.asrc});

           

          Rodrigo Medeiros <medro...@gmail.com> Jan 20 08:22PM -0200  

          Na Segunda Guerra e após encerrado o conflito bélico, os EUA rasparam os
          cérebros da Europa em frangalhos. A URSS fez algo similar. Já o Brasil
          neoliberal do condomínio PSDB-PT importará padeiros e afins. Dizem que
          precisamos de engenheiros, porém apenas 1/3 dos engenheiros atua na área.
          Por que será?
           
          As explicações são muitas. Passamos muito tempo no voo de galinha, ainda
          estamos vivendo essa realidade, e muitos engenheiros foram trabalhar em
          outras áreas, inclusive nas finanças. Os salários dos engenheiros não foi
          atrativo. Ademais, na década de 1990 ficou clara a opção pelo "comprar
          fora" o produto/projeto pronto.
           
          Enfim, Dilma Rousseff (PT) está dando sequência ao projeto de
          desnacionalização iniciado pela década dos fernandos neoliberais. A
          privatização da previdência social dos servidores públicos é apenas um
          passo nessa direção...
           
          Cordialmente,
           
          Rodrigo
           
          2012/1/20 <ceci....@terra.com.br>
           

           

          Rodrigo Medeiros <medro...@gmail.com> Jan 20 08:14PM -0200  

          ‘Vada a bordo, cazzo!’
          Era fatal. Toda vez que acusava meus medos de dormir sozinho no quarto,
          atravessar o corredor para beber água de madrugada, pedalar sem rodinhas
          pelo quintal ou atravessar as raias da piscina sem boia, alguém mais velho
          me encarava e perguntava, em tom de desafio: “Mas você é homem ou é um
          saquinho de pipoca?”
           
          http://www.cartacapital.com.br/sociedade/vada-a-bordo-cazzo/

           

          ceci....@terra.com.br Jan 20 07:38PM  

          ANCREB DENUNCIA NOVA PROVOCAÇÃO CONTRA CUBA
           
          Novamente, setores de direita e pro-norteamericanos no Brasil tratam
          de fazer uma provocação contra nosso país utilizando a figura da
          blogueira Yoani Sánchez. O pretexto é convidá-la para um ato cujo
          objetivo declarado é atrair atenção sobre os falsos e gastados
          argumentos utilizados pelo governo norteamericano sobre a suposta
          violação dos direitos humanos em Cuba. Como em outras ocasiões, o
          Sr. Deputado Eduardo Suplicy se prestou para fazer o jogo da direita e
          de seus porta vozes mediáticos no Brasil.
           
          Os cubanos residentes no Brasil agrupados na ANCREB-JM expressamos
          nosso mais enérgico repúdio a estas provocações contra nosso
          país. Fazemos isso com a força moral que nos dá o fato de sermos
          cubanos que amam e respeitam sua terra natal assim como a este país
          que adotamos como nossa segunda pátria. Aqui compartilhamos nossas
          vidas com nossas famílias e amigos brasileiros e trabalhamos, como
          parte deste povo, por seu desenvolvimento e por um futuro melhor.
          Respaldamos plenamente os importantes esforços e ações que realiza
          o Governo do Brasil para fortalecer as relações com Cuba com base no
          respeito e benefícios mútuos.
           
          Consideramos necessário desmascarar frente à opinião pública
          brasileira a imagem de uma pessoa que não representa os interesses
          dos cubanos residentes em Cuba fora dela. A fama da figura de Yoani
          Sánchez foi fabricada artificialmente, financiada e promovida pelos
          interesses dos Estados Unidos. Isso fica claramente demonstrado nos
          documentos oficiais do governo norteamericano resgatados por
          “Wikileaks”. Para que não fiquem dúvidas de que esta senhora é
          uma agente a serviço da potência que continuamente agride, por todas
          as vias, nossa Pátria e sua Revolução, potência esta que ocasionou
          milhares de vítimas, grandes sofrimentos e perdas econômicas a nosso
          povo devido a um bloqueio ilegal, brutal e imoral desde mais de meio
          século.
           
          As posições de evidente traição a seu país se refletem em seu
          blog, nas declarações que faz continuamente e que são difundidas
          pelos meios de imprensa brasileiros representativos dos setores de
          direita, que atacam a nossa Pátria, servindo aos interesses
          norteamericanos e tratando de entorpecer as relaciones entre nossos
          países.
           
          A qualidade moral desta senhora se pode medir pelo fato de que não
          trabalha, como o fazem as pessoas normais que vivem em Cuba; não tem
          outras rendas além daqueles que recebe da Oficina de Interesses dos
          EE.UU em Cuba; tem um dos blogs mais caros do mundo, hospedado em um
          sitio europeu, com tradução imediata a 18 idiomas e acessível a
          todas partes do mundo. Tudo isso, em um país como Cuba que, devido ao
          bloqueio tem sérias limitações de acesso à Internet, a banda larga
          e seu tempo de utilização é muito caro dependendo dos satélites.
          Quem tem facilitado à senhora Yoani estas super-facilidades que a
          converteram na blogueira mais conhecida do mundo, enquanto outros
          blogueiros cubanos têm grandes dificuldades para conectar-se com o
          estrangeiro? De onde saem os recursos para sustentar a rede de Yoani,
          e a ela própria, que diz ser “uma humilde cidadã cubana”?
           
          Os cubanos residentes no Brasil associados da ANCREB, que amamos esta
          terra, assim como à Pátria que nos viu nascer, rechaçamos esta nova
          provocação anticubana e aqueles que a promovem para denegrir a nossa
          Pátria e a sua Revolução.
           
          É necessário desmascarar esta provocação e seu protagonista. Em
          uma próxima declaração brindaremos mais argumentos e elementos de
          como ela é utilizada contra seu próprio povo.
           
          Associação Cubana de Residentes no Brasil – José Martí.
           
          15 de Janeiro de 2012

           

            ceci....@terra.com.br Jan 20 01:23PM  

            mais do que privatizados, é provável que sejam desnacionalizados,
            continuando assim a trajetória de conceder hegemonia ao capital
            norte-americano em tudo que diz respeito a transporte aéreo e
            aviação civil. O fato de o BNDES financiá-los não é novidade.
            No século XIX o tesouro federal, e talvez o banco do brasil,
            garantiram gordos lucros para o capital anglo-americano e franco
            belga. Como bem diz Plinio de Arruda Sampaio Jr, e outros, estamos em
            fase de reversão neocolonial. Ceci
            (PS: aviação hoje é 'tudo', o resto é o resto...)
            > FROM: Rodrigo Medeiros SENDER: desenvolv...@googlegroups.com
             
            > DATE: Fri, 20 Jan 2012 10:49:10 -0200TO: REPLYTO:
            > desenvolv...@googlegroups.com SUBJECT: envolvi] BNDES
            poderá
            > PARTICIPAçãO DO BANCO NO FINANCIAMENTO DE EQUIPAMENTOS NACIONAIS
            > PODERá CHEGAR A 90%; ITENS IMPORTADOS, COMUNS NO SETOR
            > AEROPORTUáRIO, NãO PODERãO SER CUSTEADOS PELA INSTITUIçãO
             
            HTTP://ECONOMIA.ESTADAO.COM.BR/NOTICIAS/ECONOMIA,BNDES-PODERA-FINANCIAR-ATE
             

             

            ceci....@terra.com.br Jan 20 01:23PM  

            mais do que privatizados, é provável que sejam desnacionalizados,
            continuando assim a trajetória de conceder hegemonia ao capital
            norte-americano em tudo que diz respeito a transporte aéreo e
            aviação civil. O fato de o BNDES financiá-los não é novidade.
            No século XIX o tesouro federal, e talvez o banco do brasil,
            garantiram gordos lucros para o capital anglo-americano e franco
            belga. Como bem diz Plinio de Arruda Sampaio Jr, e outros, estamos em
            fase de reversão neocolonial. Ceci
            (PS: aviação hoje é 'tudo', o resto é o resto...)
            > FROM: Rodrigo Medeiros SENDER: desenvolv...@googlegroups.com
             
            > DATE: Fri, 20 Jan 2012 10:49:10 -0200TO: REPLYTO:
            > desenvolv...@googlegroups.com SUBJECT: envolvi] BNDES
            poderá
            > PARTICIPAçãO DO BANCO NO FINANCIAMENTO DE EQUIPAMENTOS NACIONAIS
            > PODERá CHEGAR A 90%; ITENS IMPORTADOS, COMUNS NO SETOR
            > AEROPORTUáRIO, NãO PODERãO SER CUSTEADOS PELA INSTITUIçãO
             
            HTTP://ECONOMIA.ESTADAO.COM.BR/NOTICIAS/ECONOMIA,BNDES-PODERA-FINANCIAR-ATE
             

             

            ceci....@terra.com.br Jan 20 01:33PM  

            pois é. Rodrigo. Há alguns 3 ou 4 anos eu escrevi que o setor financeiro, e os bancos particularmente, poderiam ser 'a próxima vítima'. Temos que ter cuidado com rótulos ou máscaras tipo 'chineses' asiáticos', etc. Na Argentina, quando os jornais escrevem sobre a ALL, citam-no como empresa brasileira. Quem acredita ? Ceci
             

             

            ceci....@terra.com.br Jan 17 02:57PM  

            Bom dia, Gustavo.
             
            Eu não me considero suficientemente à esquerda para fazer parte deste grupo, razão pela qual peço-lhe meu desligamento.
             
            Grata pela oportunidade, abraço cordial,
             
            Ceci
             
             

            ----- Original Message -----
            From: arthur garbayo arthur...@gmail.com
            To: gustavoa...@gmail.com
            Cc:
            Sent: Ter 17/01/12 11:12
            Subject: Fwd: envolvi] Re: Convite dos Grupos do Google: Clipping de Esquerda
             
            Gustavo,Agradeço a lembrança de meu nome.Mas como a continuidade de
            meu trabalho pede o máximo de discrição para não criar problemas
            de direito autoral, tenho de ficar no anonimato e restrito à minha
            mala direta. Sucesso!Abraço, Arthur
            Em 17 de janeiro de 2012 11:32, Gustavo (Grupos do Google) escreveu:
            oi Arthur,
            estou fazendo esse grupo que junta notícias dos grupos de esquerda,
            caso queira participar.
            abraços
            Gustavo
            Sobre este grupo:
             
            Esse clipping agrega a divulgação de Notíticias de Diversos grupos
            de esquerda
            Aceitar este convite
            Iniciar seu próprio grupo, parar convites deste tipo, ou
            denunciar como spam.
            --
            _Para ter mais informação acesse estes portais:
             www.desenvolvimentistas.com.br e http://www.joserobertoafonso.ecn.br/_
            -------------------------
            Esta mensagem foi verificada pelo E-mail Protegido Terra.
            Atualizado em 31/12/1969

             

            Marcello Barra <marcell...@gmail.com> Jan 20 10:25AM -0200  

            <http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/artigo.2009-04-05.9543430536/document_view>
             
            ** **
             
            [image: Descrição:
            http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/19-1-2012.jpg]<http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/artigo.2012-01-18.2006461203/document_view>
            ****
             
            ** **
             
            Os jornais de hoje comentam sobre a decisão do COPOM (Comitê de Política
            Monetária do Banco Central) de reduzir a Taxa Selic de 11% para 10,5% ao
            ano. A princípio, tal decisão poderia dar a entender que o governo teria
            alterado a sua política econômica e abandonado a política de juros altos.***
            *
             
            Porém, cabe comentarmos que, com esta decisão, as taxas apenas retornam a
            um patamar próximo ao vigente no início do governo Dilma, um ano atrás,
            quando a taxa era de 10,75% ao ano. Conforme mostra o Jornal Folha de São
            Paulo, o Brasil continua o campeão mundial em taxa real de juros, ainda
            muito superior ao segundo colocado, a Hungria. Além do mais, dezenas de
            países pesquisados pelo jornal apresentam taxas de juros negativas.****
             
            O resultado disto é que, no Brasil, grande parte dos recursos públicos é
            destinada ao pagamento da dívida, limitando-se os recursos para as áreas
            sociais. Sobre este tema, várias notícias de hoje confirmam a falta de
            recursos para as áreas de saúde e transportes. O Jornal “O Globo” divulga
            pesquisa do IBGE comprovando que a população brasileira desembolsa com
            saúde privada mais que o governo gasta com todo o sistema público de saúde.
            O próprio gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo
            Montes Moraes, reconhece que:****
             
            *"[isto] se deve ao fato de a saúde no Brasil ser tão privatizada”.*****
             
            A dívida pública também impede os investimentos em transportes, e o
            resultado é, também neste caso, a privatização. Conforme mostra o Jornal
            Valor Econômico, ontem ocorreu o leilão da rodovia BR-101, no trecho entre
            o Espírito Santo e Bahia, sendo que o governo deve continuar privatizando
            mais rodovias:****
             
            “*O governo espera fazer até julho os leilões das BR-040 e BR-116, que
            compõem a fase 1 da terceira etapa de concessões de rodovias federais.
            Segundo Figueiredo, da ANTT, a expectativa é publicar os editais em abril e
            realizar os leilões em junho ou julho. O leilão da fase 2, cujo processo
            licitatório foi mais acelerado, ocorreu ontem e marcou a primeira concessão
            de rodovias do governo da presidente Dilma Rousseff, que dá prosseguimento
            à política iniciada no governo FHC*.”****
             
            Desta forma, a população terá de pagar pedágio, ao mesmo tempo em que a
            dívida pública consome mais de 60 vezes os gastos federais com transporte.**
            **
             
            No caso dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, o leilão de
            privatização está marcado para o dia 6 de fevereiro. Porém, conforme mostra
            o jornal O Globo, este leilão está sendo questionado pelo Tribunal de
            Contas da União, pois pode restringir a concorrência dos interessados.
            Importante lembrarmos que a experiência mostra que as privatizações, de um
            modo geral, geram grandes monopólios privados que aumentam as tarifas, sem
            necessariamente haver uma melhora na qualidade dos serviços públicos.****
             
            Enquanto alega não dispor de recursos para as diversas áreas sociais, como
            saúde e transportes, o governo admite colocar mais dinheiro no Fundo
            Monetário Internacional (FMI), conforme mostra o Jornal Valor Econômico. O
            Fundo busca mais US$ 500 bilhões para promover mais pacotes de “ajuda” a
            diversos países, afetados pela Crise Global da Dívida.****
             
            Cabe comentarmos que tais pacotes são sempre condicionados à implementação
            de medidas nefastas neoliberais, como os cortes de gastos sociais, reformas
            da previdência e privatizações. Ou seja: o Brasil ajuda a fortalecer o FMI
            em sua missão nefasta.****
             
            Cabe ressaltar, também, que a taxa de juros que o FMI pagará ao Brasil (e a
            outros países) será bem menor que a taxa paga pelos países “ajudados” pelo
            Fundo. E apesar do governo brasileiro alegar que, com tal operação, seria
            “credor” do FMI, na realidade o país paga os maiores juros do mundo (Taxa
            Selic) para obter dólares, para depois destiná-los a aplicações que não
            rendem quase nada, tais como títulos do Tesouro dos EUA, ou, agora, o
            aporte ao FMI.****
             
             
             
            *Brasil é líder em juros reais no mundo há 25 meses
            Folha Online - 18/01/2012 -
            20h30*<http://www1.folha.uol.com.br/poder/1036358-brasil-e-lider-em-juros-reais-no-mundo-ha-25-meses.shtml>

            ****
             
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