envolvi] E-mail de compilação para desenvolvimentistas@googlegroups.com - 14 mensagens em 8 tópicos

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desenvolv...@googlegroups.com

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Feb 10, 2012, 4:18:35 AM2/10/12
to Destinatários de e-mail de compilação

Grupo: http://groups.google.com/group/desenvolvimentistas/topics

    "Celso Evaristo Silva ." <oslec...@globo.com> Feb 10 03:40AM -0200  

    Colegas,
     
    O que houve foi concessão a empresas privadas para administrar aeroportos.
    Privatização é venda de ativos, como no caso da Valle.
     
    Não vejo problema, a princípio, desde que haja monitoramento da governança
    dos aeroportos por parte do governo e das agências reguladoras.
     
    Celso

     

    Rodrigo Medeiros <medro...@gmail.com> Feb 09 05:54PM -0200  

    No ar
     
     
    08.fevereiro.2012 23:09:30
     
    -
    -
     
     
     
     
     
     
    http://blogs.estadao.com.br/sonia-racy/no-ar-20/
     
    O governo Dilma está, sim, preocupado com o resultado do recente leilão dos
    aeroportos. Não será surpresa se houver questionamentos em relação aos
    vencedores em Brasília e Viracopos.
     
    Acredita-se que há espaço jurídico para isso.
     
    *No ar 2*
     
    Quem diz que a francesa Egis Avia (do consórcio que levou Viracopos) não
    tem experiência em aeroportos, mente.
     
    Ela ostenta nada menos que 20% da empresa que opera dois terminais em…
    Chipre.
     
    *No ar 3*
     
    Já a operadora que ficou com Brasília, pertencente ao argentino-armênio
    Eduardo Eurnekian, tem um modo “sui generis” de fazer negócios.
     
    A taxa de embarque nos aeroportos que administra pelo país de Cristina
    Kirchner é paga em guichê separado, entrando direto nos cofres da empresa.
    Dizem que o moço não confia em repasses…
     
    09/02/2012 | 15:40http://www.claudiohumberto.com.br/principal/
    Senador quer entender a privatização
    [image: Foto]
    <http://www.claudiohumberto.com.br/OlalaCMS/uploads/midias/12.02.09-15.32.21-dorneles.jpg.jpeg>SEN.
    FRANCISCO DORNELLES
     
    O Senado vai encaminhar um convite para que as autoridades da aviação civil
    compareçam na Casa a fim de prestar esclarecimentos a respeito do leilão
    dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e de Brasília.
    Segundo o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), é necessário que eles
    expliquem como as operadoras vão conseguir investir nos terminais.
    “Considero importante que se explique como será possível atingir a
    qualidade do serviço pretendida com os recursos que sobrarão após o
    pagamento ao governo”, disse. Serão convidados o presidente da Infraero,
    Gustavo do Vale; a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO); a Secretaria da Aviação
    Civil da Presidência da República e Walter Pinheiro (PT-BA) para a
    participação da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac).

     

    Rogerio Lessa Benemond <roger...@gmail.com> Feb 09 07:44PM -0200  

    Além disso, a empresa que ficou com Brasília já administra o Metrô do Rio,
    que passou de ótimo (antes da privatização) para porcaria com tarifa alta
    ...
     
    Em 9 de fevereiro de 2012 17:54, Rodrigo Medeiros

     

    clipping-d...@googlegroups.com Feb 09 07:12PM  

    =============================================================================
    Resumo do tópico de hoje
    =============================================================================
     
    Grupo: clipping-d...@googlegroups.com
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/topics
     
    - Privatização à moda Dilma Rousseff : vai sobrar para o BNDES... [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/d874ffda911fa1ea
    - Privatização à moda da Dilma provoca surpresa em observadores [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/b1e2746ec19bc3c0
    - [lalineadefuego] DEMANDA CONTRA “EL GRAN HERMANO” REDUCE LA HISTORIA A CASUÍSTICA. Por Gustavo Abad [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/4b0a57e01de18a96
    - Google X energia ... para saber: Qui 09/02/12 11:56 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/6a546a39215c6c88
    - {Amig@s de Los Necios} Por un puñado de tierra [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/4c940a4dd4a15e03
    - QUALIS REA [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/21412150218d3280
    - "Correio do Brasil": Notícias do CdB em destaque nesta Quinta-Feira, 09/02/12 03:01 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/e70897b305d05349
    - Notícias do Vermelho: Qui 09/02/12 10:01 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/71cdc169be7da29
    - BLOG DO MELLO [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/919da0a4756f1b02
    - FORUM PERMANENTE TVC MANIFESTO PARA APROVAÇÃO DE EMENDA CONSTITUCIONAL, MUITO IMPORTANTE [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/34de1ab760e07afc
    - FORUM PERMANENTE TVC curso ROTEIRO E AUDIODESCRIÇÃO [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/8ad7a80ee581a173
    - FORUM PERMANENTE TVC FALTA DE MÉDICOS NO SUS [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/1680e87bda6fe299
    - FORUM PERMANENTE TVC Tribunal Comunicacional: nem os ciclistas conseguem escapar [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/c06c77ab8b4d4df8
    - FORUM PERMANENTE TVC IRANEWS:ISRAEL E PETRÓLEO: PRIORIDADES DOS ESTADOS UNIDOS NO ORIENTE MÉDIO [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/98493b1fc05a3e28
    - Digest Boletimdiplo, volume 50, assunto 4 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/1d839ec24c433b7a
    - Sobre Bil'in e o isolamento de Israel no Oriente Médio [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/542104bcc22eaf2e
    - [tribuna_da_internet] Resumo 5855 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/53924e1c279b4781
    - Clipping : E-mail de compilação para clipping-...@googlegroups.com - 18 mensagens em 18 tópicos [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/918cda57c23a244a
    - Entrevista sobre a Palestina/Interview about Palestine [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/84b019b48709cea4
    - [FNRP.informa] ¡LANZAMIENTO DEL FRP - LIBRE! [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/f601468145f1b3a5
    - [Cubadebate] Boletín de noticias del 2012-02-07: Qua 08/02/12 04:00 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/e798fcb1802a013d
    - La pupila insomne en 8 febrero, 2012 _ 20:01 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/c258b12e6cd7be40
    - Blog do Planalto: Qua 08/02/12 17:39 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/3aabd7af6106a04f
    - [Minha Mosca] Notícias do Dia 09/02/2012 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/44ffde2fbc0ab3fd
    - Governo faz gol de placa em licitação de aeroportos [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/9851499f3e8176d0
     
     
    =============================================================================
    Tópico: Privatização à moda Dilma Rousseff : vai sobrar para o BNDES...
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/d874ffda911fa1ea
    =============================================================================
     
    ---------- 1 de 1 ----------
    De: "Mauricio David" <mauric...@terra.com.br>
    Data: Feb 09 04:33PM -0200
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/msg/d63e26d37dd49da7
     
    Direto da fonte - Sonia Racy
    Privatização à moda Dilma Rousseff : vai sobrar para o BNDES...
     
     
    Direto da fonte - Sonia Racy
    http://blogs.estadao.com.br/sonia-racy/
    --
    No ar <http://blogs.estadao.com.br/sonia-racy/no-ar-20/>
    8 de fevereiro de 2012 | 23h09
     
    Direto da fonte
     
    O governo Dilma está, sim, preocupado com o resultado do recente leilão dos aeroportos. Não será surpresa se houver questionamentos em relação aos vencedores em Brasília e Viracopos.

    Acredita-se que há espaço jurídico para isso.

    No ar 2
    Quem diz que a francesa Egis Avia (do consórcio que levou Viracopos) não tem experiência em aeroportos, mente.

    Ela ostenta nada menos que 20% da empresa que opera dois terminais em. Chipre.

    No ar 3
    Já a operadora que ficou com Brasília, pertencente ao argentino-armênio Eduardo Eurnekian, tem um modo "sui generis" de fazer negócios.

    A taxa de embarque nos aeroportos que administra pelo país de Cristina Kirchner é paga em guichê separado, entrando direto nos cofres da empresa. Dizem que o moço não confia em repasses.
     
     
     
    =============================================================================
    Tópico: Privatização à moda da Dilma provoca surpresa em observadores
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/b1e2746ec19bc3c0
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    ---------- 1 de 1 ----------
    De: "Mauricio David" <mauric...@terra.com.br>
    Data: Feb 09 04:28PM -0200
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/msg/40602a83f3a128bb
     
    Estou surpreso!Privatização à moda Fernando Henrique era assim : os fundos de pensão eram pressionados a entrar nos consórcios, o BNDES financiava os "compradores" com juros subsidiados, bons ágios eram obtidos porque os preços mínimos eram habilmente jogados lá prá baixo... Faziam-se negócios do arco da velha, como foi o caso notório da Vale do Rio Doce ( um patrimonio que vale hoje centenas de bilhões e foi vendido por um mísero cheque de três bilhões...). Muita gente se enriqueceu no processo... Era o que se convencionou chamar de "A Privataria Tucana".
    Privatização à moda Dilma Rousseff é assim : os fundos de pensão são pressionados a entrar nos consórcios, o BNDES financiará os investimentos com juros subsidiados, bons ágios são obtidos porque os preços mínimos foram habilmente jogados lá prá baixo...( em que outro país do mundo preços mínimos estabelecidos em 1/5 dos preços finais não abririam discussões sobre a competencia técnica de quem os estabeleceu...ou a má fé...). É o que será conhecido como "A Privataria Petista".
    No final, vai sobrar para o BNDES que terá que financiar empresas notoriamente despreparadas e arcar com todos recursos para os investimentos previstos...
     
    .-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-
     
    From: Marcio
    Sent: Thursday, February 09, 2012 12:48 PM
    To: 4MaurícioDavid
    Subject: Estou surpreso!
     
     
     
    Maurício,
     
    Confesso estou surpreso com a notícia de que o Mantega anuncia que não haverá mais privatizações de aeroportos, que alguns vencedores poderão perder as concessões até por não possuírem as qualificações necessárias e que até a própria Dilma não gostou dos resultados.
     
    _ Como você entende isso?
     
    Estou para lá de surpreso! Ainda não sei como interpretar estes fatos até porque ontem o José Dirceu meteu falação pelos quatro ventos.
     
    Não sei! Vou esperar para ouvir mais notícias e pensar melhor. Estas até tenderão a ser desmentidas mas são verdadeiras porque foram ditas no primeiro impulso e depois entra o pessoal de comunicação, empresários interessados e aí sairão matérias dirigidas.
     
    Abraços,
     
    Marcio
     
     
     
     
    --------------------------------------------------------------------------------
     
     
     
    http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-02-08/nao-havera-mais-privatizacoes-de-aeroportos-avisa-mantega
    --
     
    Não haverá mais privatizações de aeroportos, avisa Mantega
    08/02/2012 - 17h15

    Wellton Máximo e Luciene Cruz
    Repórteres da Agência Brasil
     
     
    Brasília - A concessão à iniciativa privada de outros aeroportos está descartada, garantiu hoje (8) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele negou que o governo pretenda privatizar os aeroportos internacionais do Rio de Janeiro (Galeão-Tom Jobim) e de Confins, em Minas Gerais. O ministro também assegurou que não está em estudo a transferência de aeroportos regionais para estados e municípios. "Vamos consolidar aquilo que está sendo feito", destacou.
     
    O ministro descartou ainda a possibilidade de os R$ 24,5 bilhões obtidos pelo governo no leilão de outorgas dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Campinas serem usados para reforçar o superávit primário, que é a economia de recursos que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. Apesar de, em tese, o dinheiro poder ser empregado na ampliação do esforço fiscal, o ministro garantiu que os recursos financiarão investimentos nos terminais aéreos do país nos próximos anos.
     
    De acordo com Mantega, as receitas dos leilões, que irão para o Fundo Nacional da Aviação Civil, serão aplicadas principalmente na melhoria de aeroportos regionais. "O dinheiro não será utilizado para pagamento de dívida ou coisa parecida. Por lei, os recursos têm de entrar na conta única [do Tesouro Nacional], mas irão para esse fundo financiar novos investimentos no setor aeroportuário, principalmente nos aeroportos regionais, que têm rentabilidade menor e não são passíveis de concessão", declarou.
     
    O ministro ressaltou ainda que o modelo atual de privatizações é diferente do adotado no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. "A nossa concessão é diferente da praticada no governo Fernando Henrique, em que a lei estabelecia que as receitas arrecadadas com concessões e privatizações tinham a obrigação de serem usadas para pagar a dívida [pública]", comentou. "A nossa forma de concessão não vai para superávit primário."
     
    Pelos critérios do Tesouro Nacional, os recursos obtidos nos leilões são registrados como receitas primárias e, em princípio, poderiam ser usados para abater os juros da dívida pública. Mesmo se a equipe econômica pretendesse reforçar o superávit primário, isso só poderia ser feito a partir de 2013 porque o próprio edital da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece que a primeira parcela do pagamento só será paga 12 meses depois da assinatura do contrato.
     
    O ministro disse ainda que as empresas vencedoras serão avaliadas e que elas devem ter capacidade própria de investimento e gerenciamento dos aeroportos, apesar da ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco estatal de fomento vai financiar até 80% dos investimentos previstos para ampliação e modernização dos terminais. "A parte operacional é tão importante quanto a parte financeira e de sustentabilidade. A empresa tem de ter condição financeira para fazer investimento porque todos os aeroportos exigem investimentos. Ela tem de ter capacidade operacional para que nós tenhamos excelente serviço nos aeroportos brasileiros".
     
    Sobre os cortes no Orçamento da União, o ministro disse apenas que o valor não está definido, mas que o contingenciamento (bloqueio de verbas) seguirá o modelo adotado em 2011. "O contingenciamento será da mesma forma do ano passado, com outros valores, mas será dentro dos moldes do ano passado. Haverá [superávit] primário cheio [sem recursos contábeis] e contingenciamento suficiente para gerar esse resultado".
     
    Edição: Vinicius Doria
     
     
     
    Atualizado em 05/09/2011
     
     
     
    =============================================================================
    Tópico: [lalineadefuego] DEMANDA CONTRA “EL GRAN HERMANO” REDUCE LA HISTORIA A CASUÍSTICA. Por Gustavo Abad
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/4b0a57e01de18a96
    =============================================================================
     
    ---------- 1 de 1 ----------
    De: Ana Santanna <anapai...@gmail.com>
    Data: Feb 09 03:15PM -0200
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/msg/5acb106f05b3654c
     
    *DEMANDA CONTRA “EL GRAN HERMANO” REDUCE
    LA HISTORIA A CASUÍSTICA*
    Por Gustavo Abad. (publicado inicialmente el 6 de abril 2011)
    Cuando diario Expreso publicó el reportaje “Las obras que ejecuta el hermano
    del presidente”, en junio de 2009, era difícil prever que, veintiún meses
    después, los periodistas Juan Carlos Calderón y Cristian Zurita, principales
    responsables de ese trabajo, tendrían que cargar sobre sus huesos y recursos
    el efecto de los golpes bajos que han intercambiado en los últimos cuatro
    años los poderes político y mediático en el Ecuador......
    LEER TODO:
    http://lalineadefuego.info/2011/04/06/demanda-contra-%e2%80%9cel-gran-hermano%e2%80%9d-reduce-la-historia-a-casuistica/
     
    *“LA GENTE QUE PROTESTA PUEDE AYUDAR A LA SUSTENTABILIDAD DEL PLANETA”:*
    *ENTREVISTA JOAN MARTÍNEZ ALIER**
    Por Rubén Martín Revista Magis <http://www.magis.iteso.mx>
    ¿Qué plantea el acercamiento a la ecología desde la posición política?
    La ecología política empezó en la geografía, en la antropología y, sobre
    todo, en el sur del planeta. El libro que fundó la ecología política es de
    Blaikie y Brookfield, se llama Degradación de los suelos y plantea que
    cuando
    hay erosión se pierden los suelos, y que esto no se debe tanto a la
    sobrepoblación sino con mucha frecuencia a un exceso de producción para la
    exportación o para otros mercados. O sea que los culpables de la erosión no
    eran tanto campesinos pobres sino mas bien el sistema exterior de producción
    para exportar.....
    LEER TODO:
    http://lalineadefuego.info/2012/02/09/la-gente-que-protesta-puede-ayudar-a-la-sustentabilidad-del-planeta-entrevista-joan-martinez-alier/
     
    *
    “Es triste el papel de los asambleístas, senadores y diputados, que lo
    único que hacen es cumplir órdenes y no deliberar nunca…..”*
    *BOLIVIA, TIPNIS: LA CONSULTA GUBERNAMENTAL
    DEPREDADORA E INCONSULTA*
    Raúl Prada Alcoreza
    5 de febrero de 2012
    A veces la actividad de los políticos se parece a una trama de novela, tan
    intricada como las complicadas historias que aparecen, cuyos personajes se
    ven
    empujados a hacer cosas que cada vez los sumergen en el laberinto de
    pasiones.
    Sus actos provocan consecuencias no controladas. No pueden salir del
    marasmo en
    el que se han metido, que es como un terreno lleno de accidentes.....
    LEER TODO:
    http://lalineadefuego.info/2012/02/09/bolivia-tipnis-la-consulta-gubernamental-depredadora-e-inconsulta/
     
     
     
    --
     
    [A rede castorphoto é uma rede independente tem perto de 41.000
    correspondentes no Brasil e no exterior. Estão divididos em 28
    operadores/repetidores e 232 distribuidores; não está vinculada a nenhum
    portal nem a nenhum blog ou sítio. Os operadores recolhem ou recebem
    material de diversos blogs, sítios, agências, jornais e revistas
    eletrônicos, articulistas e outras fontes no Brasil e no

     

    Rodrigo Medeiros <medro...@gmail.com> Feb 09 04:50PM -0200  

    DEBATE ABERTO
    Privatização: ontem e hoje!Apesar de haver permanecido durante muito tempo
    na pauta da agenda autenticamente liberal, a privatização só ganhou espaço
    e fôlego a partir de meados da década de 1970, quando aquilo que viria a
    ser conhecido como “Consenso de Washington” começou a realizar seus
    primeiros esboços.
     
    Paulo Kliass / Carta Maior
     
    A surpreendente decisão da Presidenta Dilma em dar seqüência à proposta de
    privatização da estrutura aeroportuária brasileira reabriu o importante
    debate a respeito da complexa relação entre as esferas do público e do
    privado em nosso País.
     
    Para aqueles que se recordam dos termos das polêmicas da campanha eleitoral
    para presidente em 2010, um ponto de inflexão foi justamente a postura
    ofensiva adotada pela então candidata do PT contra as propostas de
    privatização levadas a cabo pelo candidato tucano. Ou seja, votar no Serra
    era correr o risco da volta ao processo de transferência do patrimônio
    público ao setor privado. Porém, nada como um dia após o outro. E um ano
    após a sua posse, o governo Dilma comanda o leilão dos 3 principais
    aeroportos, cuja gestão até então era de responsabilidade da Infraero –
    empresa pública do governo federal.
     
    Colocados na defensiva pelo tom inusitado do xadrez político, muitos
    simpatizantes do governo ensaiaram um discurso rechaçando a acusação e a
    cobrança de coerência. “De jeito nenhum! Concessão não é privatização!”. Ou
    então argumentando que os valores dos aeroportos leiloados foram bem
    superiores aos das empresas privatizadas no passado. Como se a questão
    ideológica estivesse superada e agora tudo não passasse de se encontrar a
    melhor forma para se chegar ao “preço justo” para realizar a transação
    entre o Estado e o capital. O esforço do malabarismo retórico impressiona!
    Afinal, realmente deve ser um pouco incômodo receber tantos elogios da
    parte de personalidades que estavam à frente do processo de privatização à
    época de FHC.
     
    O fato é que o termo “privatização” comporta um conjunto enorme de
    definições. No entanto, considero que o mais adequado seria abordá-lo no
    sentido mais amplo, como o verdadeiro “processo de privatização”, que trata
    das relações entre as esferas do setor público e do setor privado. Apesar
    de haver permanecido durante muito tempo na pauta da agenda autenticamente
    liberal, a privatização só ganhou espaço e fôlego a partir de meados da
    década de 1970, quando aquilo que viria a ser conhecido como “Consenso de
    Washington” começou a realizar seus primeiros esboços. Ronald Reagan na
    Presidência dos EUA e Margaret Thatcher à frente do governo britânico foram
    os grandes patronos das medidas de demonização da presença do Estado na
    economia. E logo em seguida receberam o providencial apoio dos partidos
    socialistas recém chegados ao poder na França e na Espanha, que
    privatizaram boa parte dos respectivos setores públicos. Era o início da
    ascensão do neoliberalismo.
     
    *As empresas estatais e o início da crítica*
    Aqui por nossas terras, a realidade era um pouco diferente. Durante a fase
    da ditadura militar, como que por ironia da História (prefiro chamar de
    necessidades do capital...), a estrutura do Estado na economia se alargou e
    se aprofundou. Apesar da orientação direitista e conservadora do golpe de
    64 e da crença liberal de seus principais formuladores de política
    econômica, o que se viu foi a continuidade da estruturação de setores
    estratégicos com forte presença do ente estatal. A energia era dominada
    pela Petrobrás, Nuclebrás, Eletrobrás e o sistema elétrico com empresas
    federais e estaduais. A siderurgia tinha como grande vetor a Siderbrás, com
    as principais empresas como CSN, Cosipa, Usiminas e demais. O sistema
    portuário era comandado pela Portobrás e suas unidades nas principais
    cidades do litoral. Na área de estradas de ferro, tínhamos a RFFSA federal
    e algumas empresas estaduais. No setor de petroquímica e de fertilizantes,
    o modelo dos pólos - como Camaçari e Cubatão - estimulava a formação de
    parcerias entre público e privado, por meio da Petroquisa e da Petrofértil.
    Nas telecomunicações, havia o sistema Telebrás com as operadoras estaduais
    e a Embratel federal.
     
    No sistema financeiro, havia os bancos comerciais e os de desenvolvimento.
    De um lado, Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (CEF) e o sistema
    dos bancos comerciais dos governos dos estados. De outro, BNDES e os bancos
    de desenvolvimento regional – BASA e BNB. Na mineração, o carro-chefe
    sempre foi a Cia. Vale do Rio Doce. Havia empresas de navegação fluvial,
    como a ENASA da Amazônia e a FRANAVE para o São Francisco. Na aeronáutica,
    a EMBRAER na produção de aeronaves. O sistema de água e saneamento urbano
    também sempre foi montado com base em empresas estatais, seja dos
    municípios seja dos estados.
     
    Porém, apesar dessa aparente contradição, o modelo era bastante funcional
    ao processo de acumulação do capital. Do ponto de vista político, uma vez
    que o regime assegurava a exploração da força de trabalho e silenciava os
    opositores com os instrumentos da repressão. Do ponto de vista econômico, a
    fase do milagre reservava altas taxas de acumulação e de retorno para o
    capital privado. As primeiras queixas mais explícitas de representantes do
    empresariado começaram a surgir a partir da crise do início dos anos 80.
    Afinal, quando a economia entra em recessão, ninguém quer sair perdendo. O
    vilão passa, então, a ser identificado no setor público.
     
    O Jornal da Tarde, ligado ao jornal “O Estado de São Paulo”, passa a
    publicar, em 1983, uma série de reportagens que ficou famosa. Tinha por
    título “República Socialista Soviética do Brasil” (sic) e buscava confundir
    de maneira ardilosa a luta pela democracia com a luta contra a presença do
    setor público na economia. Com comunistas, socialistas e demais
    representantes das forças progressistas assassinados, torturados, presos,
    exilados, a matéria tentava passar uma falsa imagem a respeito do projeto
    político do regime militar.
     
    Através da divulgação exaustiva do suposto “gigantismo” das empresas
    estatais brasileiras e dos abusos cometidos pela ditadura, o jornal sugeria
    que a luta democrática pressupunha a saída do Estado na economia. Mas o
    termo mais utilizado naquele momento era a chamada proposta de
    “desestatização”. Apesar de um outro nome diferente para reduzir a presença
    do setor público, a essência da proposta era a mesma de hoje - a
    “privatização”.
     
    *Diferentes modalidades de privatização*
    As alternativas privatizantes podem ocorrer segundo um conjunto amplo de
    possibilidades operacionais. A primeira delas é o estereótipo mais evidente
    e consiste na venda pura e simples da empresa do Estado para os
    interessados do setor privado. O patrimônio da empresa estatal é
    transferido para o novo proprietário que paga um valor por tal operação.
     
    Normalmente, o preço de venda deveria refletir o valor atual da empresa,
    adicionado do fluxo futuro de ganhos esperados. Na prática, porém, quase
    nunca foi assim. Os preços de venda eram reduzidos e os adquirentes
    recebiam mil e uma vantagens para a compra, como aceitação de títulos
    públicos sem liquidez (as chamadas moedas podres), aporte de recursos
    públicos (como financiamento do BNDES) e outras generosidades (como a
    participação de fundos de pensão ligados a empresas estatais).
     
    Além disso, a realidade dos processos de privatização contém outras
    modalidades que não podemos deixar de considerar. As empresas estatais, por
    exemplo, dividem-se em empresas públicas e empresas de economia mista. No
    primeiro grupo, o Estado detém 100% das ações. No segundo grupo, há
    participação de acionistas privados também. A coisa fica mais complicada
    ainda se levarmos em conta a diferença entre as ações que dão direito a
    voto e as que não oferecem essa possibilidade. Ou ainda, as ações que dão
    direito a receber dividendos anuais do lucro da empresa e as que não
    permitem esse ganho. No caso do setor bancário, por exemplo, a CEF é uma
    empresa pública e o BB é uma empresa de economia mista.
     
    Para os que agora resolveram fazer uma leitura mais “pragmática” da
    privatização, o governo poderia transferir até 49% do capital da Caixa sem
    problemas, pois ficaria tendo maioria no controle. E poderia vender a
    totalidade das ações ordinárias do BB sem direito a voto e as nominativas
    no limite de sua posição de majoritário.
     
    *Concessão é uma forma de privatização*
    No caso das concessões, o modelo de privatização é diferente. Não se trata
    de uma transferência definitiva do patrimônio estatal para o setor privado.
    E podemos estar face a situações bastante distintas. Um caso é o leilão da
    concessão de um bem público já em operação por entidade estatal. Outro
    seria a concessão de uma atividade nova que seria posta em operação pelo
    setor privado. E aqui a lista de casos para a realidade brasileira recente
    é enorme.
     
    O governo FHC decidiu por abrir à iniciativa privada (grupos nacionais e
    estrangeiros) a concessão de exploração de poços de petróleo, o que antes
    era monopólio da Petrobrás. E esse modelo, antes tão criticado, acabou
    sendo digerido, absorvido e mantido pelos governos do PT. Está virando moda
    em todas as esferas da administração pública (federal, estadual e
    municipal) submeter à concessão da iniciativa privada a exploração
    econômica de diferentes tipos de serviço de saúde, como hospitais, centros
    de saúde, entre outros. Os governos estão realizando leilões para concessão
    a consórcios privados a administração de rodovias, mediante a cobrança de
    pedágios. Será que apenas por não haver a transferência “para todo o
    sempre” do patrimônio público para o privado, todos esses exemplos de
    transação negocial não se caracterizam como privatização? Afinal, se
    levarmos em conta o tempo médio de vida das empresas no Brasil, os 30 anos
    da concessão dos aeroportos é mais do que uma eternidade! Quem sobreviver
    até 2042 certamente assistirá à cerimônia de retorno do patrimônio dos
    aeroportos à União...
     
    Além disso, a mercantilização dos bens públicos é também uma forma evidente
    de privatização desses setores. O ensino superior virou um grande negócio
    para o setor, sem que as universidades públicas tenham sido vendidas.
    Bastou o governo estimular o crescimento das vagas nas faculdades privadas,
    seja por programas do tipo PROUNI, seja pelo estrangulamento dos orçamentos
    da rede das universidades públicas. Tanto é que há hoje grandes grupos
    estrangeiros operando no ramo de vendas de diplomas de ensino superior por
    aqui. Já a expansão da rede privada de saúde é estimulada pelo sucateamento
    da estrutura da saúde pública, via SUS. A transformação da saúde e da
    educação em mercadorias faz com que esses setores passem a ser tratados
    segundo a lógica do capital e não aquela do interesse público. E isso
    significa também um processo de privatização de tais atividades, sem que
    haja nenhuma venda de empresa estatal.
     
    *Não há razão para privatizar*
    O ponto mais intrigante é a busca das razões que teriam levado o governo da
    Presidenta Dilma a tal mudança de postura. Afinal, os argumentos favoráveis
    à privatização podem ser resumidos a 5 tipos:
     
    i) “ideológico puro”: sou contra o Estado na economia, isso é função de
    empresa privada e ponto final;
     
    ii) ineficiência do Estado: a ação econômica do Estado é sempre
    ineficiente, em relação ao setor privado. Assim, para que o conjunto dos
    atores sociais saia sempre ganhando, a solução é privatizar;
     
    iii) necessidade de promover a concorrência: boa parte das empresas
    estatais opera em setores onde não há concorrência. Abrir à privatização
    seria uma forma de estimular a eficiência, melhorar os serviços e reduzir
    as tarifas cobradas do consumidor;
     
    iv) a presença do Estado só se justifica em setores considerados
    estratégicos e essenciais;
     
    v) necessidade de recursos: o Estado estaria com dívidas elevadas e sem
    recursos financeiros para cumprir suas missões essenciais. A solução é
    vender o patrimônio público para o setor privado e usar esses recursos para
    tais fins.
     
    Assim, vejamos o caso do Brasil de hoje, de acordo com os postulados acima:
     
    i) poucos liberais radicais arriscariam tal opção hoje em dia;
     
    ii) o argumento da ineficiência quase sempre é utilizado de forma
    oportunista e casuísta. Assim, o esforço deve ser no sentido de aperfeiçoar
    a gestão da coisa pública e não transferi-la para o setor privado. Caso
    contrário, a lista das empresas e setores a serem privatizados só deveria
    aumentar. Na verdade, muitos temem que a Infraero seja um balaio de ensaio
    para outros experimentos mais “ousados”;
     
    iii) a realidade pós-privatização de teles, energia elétrica, estradas,
    entre outros, mostra a falácia do argumento. Os serviços são de péssima
    qualidade, as tarifas elevadas e os setores não permitem uma concorrência
    do tipo do “mercado da batatinha”. Não gostou dos serviços da companhia de
    eletricidade? Ótimo, vá então procurar aquele fio no poste lá do outro lado
    da calçada. O pedágio da estrada está muito elevado? Pode pegar a via
    esburacada ali ao lado, que ela é de graça. Isso para não mencionar o nível
    absurdo das tarifas, inclusive na comparação com outros países;
     
    iv) realmente entre os extremos das barracas de frutas na feira e a
    promoção da segurança pública, há um conjunto amplo de setores que podem
    ser considerados estratégicos ou não, de acordo com o momento histórico, a
    realidade de cada país e a opinião de cada indivíduo. Mas, com certeza, a
    gestão aeroportuária desempenha uma função relevante aqui no Brasil.
    Afinal, se não fosse assim tão estratégica, por que tanta preocupação com o
    chamado “caos” aéreo? Por que tanta energia despendida com a busca de uma
    solução a toque de caixa, a partir de uma simples exigência da FIFA? Além
    de elementos de segurança nacional (espaço aéreo entre os oceanos Atlântico
    e Pacífico, espaço de dimensão continental, conexão do território nacional,
    etc), os aeroportos proporcionam cada vez mais um importante meio de
    comunicação e transporte em nosso País. É realmente um setor essencial.
     
    v) o Estado brasileiro tem recursos financeiros sobrando. O problema é que
    quase 50% do Orçamento vão para pagamento de juros e serviços da dívida
    pública. Apenas a título de comparação: o governo comemorou os R$ 35
    bilhões que serão desembolsados em lentas e suaves prestações ao longo de
    30 anos pelos consórcios dos aeroportos. Pois a Presidenta, de uma só
    canetada, cortou R$ 60 bi dos gastos da União em 2012 para gerar o
    famigerado superávit primário.
     
    Afinal, então, por que privatizar?
     
    Paulo Kliass é Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental,
    carreira do governo federal e doutor em Economia pela Universidade de Paris
    10.

     

    Rodrigo Medeiros <medro...@gmail.com> Feb 09 08:56AM -0200  

    Quanto tempo mais vamos ficar nos enganando de que Dilma não cometeu
    estelionato eleitoral em 2010? Com que discurso mesmo o PT pretende se
    apresentar em 2012 e 2014?
     
    Cordialmente,
     
    2012/2/8 gustavo santos <gustavoa...@gmail.com>
     

     

    "Roberto na UOL" <roberto...@uol.com.br> Feb 09 09:37AM -0200  

    2010? Depois do estelionato de 2002, esse era esperado.
     

     
    De: desenvolv...@googlegroups.com
    [mailto:desenvolv...@googlegroups.com] Em nome de Rodrigo Medeiros
    Enviada em: quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 08:56
    Para: desenvolv...@googlegroups.com
    Assunto: Re: envolvi] que VERGONHA, Presidenta Dilma!
     

     
    Quanto tempo mais vamos ficar nos enganando de que Dilma não cometeu
    estelionato eleitoral em 2010? Com que discurso mesmo o PT pretende se
    apresentar em 2012 e 2014?
     

     
    Cordialmente,
     
    2012/2/8 gustavo santos <gustavoa...@gmail.com>
     
     
    Lobão confirma saída de Guilherme Estrella da Petrobras
     
     
    Por Yvna Sousa e Rafael Bitencourt | Valor
     
    BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou nesta
    tarde que o atual diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme
    Estrella, deixará o cargo.
     
    Segundo o ministro, ainda não serão indicados nomes para a diretoria na
    reunião de amanhã do Conselho Administrativo da Petrobras, já que ainda
    falta a definição por parte da presidente Dilma Rousseff.
     
    O conselho também não deve decidir quem substituirá Maria das Graças Forster
    na diretoria de Gás e Energia. Na reunião, ela terá seu nome confirmado para
    a Presidência da Petrobras no lugar de José Sérgio Gabrielli.
     
    “Não se fará nenhuma indicação na reunião do conselho amanhã. A menos que
    até lá a presidente possa se definir sobre os nomes que estão sendo
    examinados”, declarou Lobão, antes de participar de reunião preparatória
    para o Rio+20, no Itamaraty.
     
    O ministro admitiu que o ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra pode
    assumir a recém-criada diretoria corporativa, unidade que será responsável
    pelo quadro administrativo e por questões internas da estatal. Ele disse que
    Dutra é um "nome qualificado" para o cargo, já que o critério para as
    nomeações será “técnico”.
     
    “Ele tem toda a qualificação para isso, porque foi presidente da Petrobras e
    da BR Distribuidora. É um executivo muito bom, tem qualificação de sobra
    para isso”, disse Lobão.
     
    O ministro ressaltou que a nova diretoria "não é um favor" a Dutra,
    ex-presidente do PT e único dos três coordenadores da campanha de Dilma à
    Presidência a ficar sem um cargo ou função no governo -- os outros dois eram
    o ex-ministro Antonio Palocci e o atual ministro da Justiça, José Eduardo
    Cardozo.
     
    (Yvna Sousa e Rafael Bitencourt | Valor)
     

     
    Quem são os maiores interessados na substituição de Guilherme Estrella na
    mais importante das diretorias da Petrobras, a que cuida, exatamente, da
    pesquisa e produção???
     
    Estrella está ainda jovem para abandonar a missão de que se encarregou na
    Petrobras.
     

     

     
    Mudanças na Petrobrás e a soberania do País.
     
    por Mauro Santayana
     
    Certos jornais e alguns de seus analistas políticos estão, de maneira
    dissimulada e com as artimanhas conhecidas, insinuando e apoiando a saída do
    geólogo Guilherme Estrella da mais importante das diretorias da Petrobras, a
    que cuida, exatamente, da pesquisa e produção. Do ponto de vista técnico,
    parece improvável que o Brasil disponha de outro quadro como Estrella. Ele
    entrou para a empresa mediante concurso público, há 48 anos, logo depois de
    formado – e se destacou, em seguida, como um dos mais competentes
    profissionais da instituição.
     
    Sua trajetória, a partir de então, se insere na construção da história da
    empresa. Participou das primeiras pesquisas e exploração do óleo no mar
    brasileiro. A partir de suas investigações teóricas sobre a geologia
    marítima, conduziu os estudos pioneiros que levaram à descoberta das jazidas
    do pré-sal. Como geólogo de campo, e trabalhando para a Petrobrás no Iraque,
    descobriu, em 1976, o gigantesco campo de Majnoon, com reservas superiores
    a 10 bilhões de barris. Como se sabe, o Brasil renunciou à exploração desse
    campo, por iniciativa do então Ministro de Minas e Energia, Shigeaki Ueki.
     
    Estrella foi o coordenador da instigante investigação científica, que
    atribui a origem do petróleo brasileiro a depósitos lacustres, anteriores à
    separação dos continentes africano e sulamericano. Assim se formou o
    pré-sal, com o Atlântico ocupando o espaço lentamente aberto, durante
    séculos geológicos. O diretor de Pesquisa e Produção da Petrobrás é, assim,
    um dos mais importantes geólogos do mundo. Sem dúvida, é o mais competente
    profissional da área em nosso país, ao associar o saber teórico à prática,
    como pesquisador de campo – que foi durante décadas – e ao êxito no
    cumprimento da responsabilidade pela descoberta e produção de nossas
    jazidas.
     
    Mas o geólogo Guilherme Estrella tem dois defeitos gravíssimos, e, por isso,
    todos os interesses antinacionais – internos e externos – se unem para
    derrubá-lo, neste momento de mudanças na empresa. O primeiro deles é o seu
    confessado nacionalismo. O diretor de pesquisas e exploração foi nomeado
    pelo governo Lula, em sua política de recuperar a empresa, minada pela
    administração entreguista e irresponsável do governo Fernando Henrique
    Cardoso.
     
    Seu antecessor no cargo, José Coutinho Barbosa, protelava as perfurações
    exploratórias, a fim de que, ao vencer o prazo para as prospecções, em
    agosto de 2003, as áreas novas fossem devolvidas à ANP. Com isso, seriam
    outra vez levadas a leilão, a fim de serem arrematadas pelas empresas
    estrangeiras. Em poucos meses – de janeiro a agosto – Guilherme Estrella
    acionou a equipe de geólogos, conduziu-a com seu entusiasmo e capacidade de
    trabalho, e conseguiu descobrir mais seis bilhões de barris, dos 14 bilhões
    das reservas brasileiras antes do pré-sal. Assim, impediu a grande trapaça
    que estava em andamento.
     
    A outra razão é a transparente visão humanística de Guilherme Estrella. O
    geólogo não separa a ciência de sua responsabilidade pela busca da justiça e
    da igualdade social para todos os homens. Em dezembro último, ao falar em
    Doha, no Qatar, durante o 20º Congresso Mundial do Petróleo, ele, depois de
    seu excurso técnico sobre o óleo no mundo, suas reservas e perspectivas,
    aproveitou sua palestra para denunciar o sofrimento de grande parte da
    humanidade, sobretudo da parcela africana, em conseqüência da desigualdade e
    da injustiça. “Todos nós devemos ter vergonha disso” – resumiu.
     
    Os maiores interessados na substituição de Guilherme Estrella são, em
    primeiro lugar, as empresas multinacionais, que têm, no profissional, o
    principal guardião dos interesses brasileiros. Não só as petrolíferas, mas,
    também, as fornecedoras de equipamentos. Desde 2003, o diretor de Pesquisa e
    Exploração da Petrobrás vem revertendo, na medida do possível, a danosa
    situação imposta pelo governo neoliberal, que, ao nivelar, nos mesmos
    direitos legais, as empresas estrangeiras com as brasileiras, promoveu a
    falência de indústrias nacionais, entre elas algumas fornecedoras de
    equipamentos para a Petrobras.
     
    Guilherme Estrella tem procurado encaminhar as encomendas para as empresas
    genuinamente brasileiras, sem prejudicar o desempenho da Petrobrás como um
    todo. Graças a essa política, ditada pelo interesse nacional, e recomendada
    pelo governo, reativou-se a indústria naval, e as plataformas, antes
    encomendadas no Exterior, estão sendo produzidas no Brasil, com a redução da
    participação estrangeira ao absolutamente necessário.
     
    Outros interessados pela substituição do diretor são os notórios fisiólogos
    do PMDB. Como é de incumbência dessa diretoria as compras de equipamentos
    caros e pesados, ela vem sendo disputada pelo partido. Está claro que o
    ministro Edison Lobão deseja a substituição de Guilherme Estrella. Mas é
    improvável que o padrinho político do Ministro, o senador José Sarney –
    reconhecidamente um nacionalista – aceite, e nesse momento internacional
    difícil, a co-responsabilidade pela saída do atual diretor de Pesquisa e
    Produção da Petrobrás. Recorde-se que em seu governo o presidente Sarney
    resistiu e não privatizou nenhuma empresa. E quando Fernando Henrique
    decidiu privatizar a Vale do Rio Doce, Sarney escreveu-lhe uma carta
    vigorosa condenando a iniciativa.
     
    O conhecimento é o principal instrumento da soberania. Homens como Guilherme
    Estrella não se escolhem com critérios políticos menores, mas, sim, em
    decisões maiores de política de Estado. E cabe um esclarecimento: quando
    Lobão diz que o diretor está pretendendo deixar o cargo, emite um palpite,
    ou expressa desejo pessoal – que não lhe cabe manifestar. Ao ministro cabe
    executar uma política de governo.
     
    É certo que os inimigos do geólogo o têm submetido a solerte guerra de
    desgaste, com o propósito, deliberado, de provocar uma reação emocional de
    sua parte.
     
    Mas Estrella é bastante arguto para perceber quem está por detrás da
    campanha para afastá-lo.
     
    Aos 69 anos, está ainda jovem para abandonar a missão de que se encarregou,
    no dia em que começou a trabalhar na empresa – a primeira e única ocupação
    de sua vida.
     
    Ele sabe, que, no fundo, isso constituiria quase um ato de traição ao Brasil
    e ao seu povo.
     
    Não lhe cabe, por isso mesmo, demitir-se do cargo que ocupa.
     

     
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    --
     
    Leia:
     
    www.desenvolvimentistas.com.br <http://www.desenvolvimentistas.com.br/>
     

     
    Visite São Bartolomeu – Distrito mais antigo de Ouro Preto
    http://saobartolomeu.com/
     
    --
    Notícias, Informações e Debates
    sobre o Desenvolvimento do Brasil:

    www.desenvolvimentistas.com.br
     

     
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    Notícias, Informações e Debates
    sobre o Desenvolvimento do Brasil:

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    Rodrigo Medeiros <medro...@gmail.com> Feb 09 09:39AM -0200  

    Em 2002 ainda se podia alegar algumas coisas que depois de oito anos de
    governo e com mais de 80% de aprovação não são mais possíveis. Privataria
    petista... CPI já!
     
    Abs,
     
    2012/2/9 Roberto na UOL <roberto...@uol.com.br>
     

     

    "Adriano Benayon" <abena...@gmail.com> Feb 09 10:55AM -0200  

    Correto, caros amigos.
     

     
    Entretanto, eu gostaria de ser informado de quando não houve estelionato
    eleitoral e quando a escolha de todos os candidatos principais à presidência
    não foi determinada pelo sistema de poder comandado de fora do País e com os
    GAFES, PIGs etc. a seu serviço?
     

     
    Concordo em que o PT é um desastre para o País, mas ainda penso que o PSDB
    foi um desastre maior, o que, entretanto, serve de pouco consolo.
     

     
    Interessa é entender que, sob a atual estrutura de poder econômico e
    político, o País está encaminhado para o rumo definido pelas potências
    imperiais: não pode aceder ao desenvolvimento.
     

     
    A estrutura de poder de que estou falando é a do poder real, não a
    constituída pelas pessoas que foram colocadas à testa dos três “poderes”
    definidos na Constituição, tal como o jabuti é colocado na árvore.
     

     
    No sistema que aqui foi montado, pouquíssima coisa pode ser feita sem a
    dominância do capital estrangeiro no empreendimento. Isso está consolidado
    nas leis que regem a política econômica.
     

     
    A própria Constituição deu poderes também ao Ministério Público e ao
    Tribunal de Contas da União, o que seria bom num país que tivesse efetiva
    autodeterminação. Acontece que o sistema manobra a opinião pública, sobre
    tudo a classe média, especialmente a classe média alta, a que mais influi,
    na direção de uma pretensa moralidade dentro de um quadro sistemicamente
    corrupto.
     

     
    Resultado: na esfera pública, nos três níveis da Federação, os gestores
    estão condicionados a nada fazer. Acostumaram-se a receber, no fim do mês,
    sem nada fazer, porque, se fizerem algo, poderão ser punidos, dada a ação de
    cães de guarda por parte do MP e do TCU (no caso da União, e o mesmo nos
    níveis locais).
     

     
    Essa ação só não está presente, quando os envolvidos são graúdos e mais
    protegidos pela superestrutura do poder. Então, a coisa pára, na maioria
    dos casos, nos escalões menos altos, pois ninguém quer pôr sua assinatura,
    para não se comprometer.
     

     
    A título de ilustração, Dilma, embora já comandando o PAC antes de virar
    presidente, não conseguiu que mais que 15% do previsto nele fosse
    investido.
     

     
    As licitações têm de ser feitas no figurino do Banco Mundial e de outras
    entidades do poder mundial, pelo preço mais baixo, a não ser quando as
    especificações da licitação considerada só viabilizam como fornecedores
    grandes grupos e cartéis mundiais ou suas coligadas e subsidiárias locais.
     

     
    Muitas vezes, no preço mais baixo, sendo a licitação mais aberta, sem
    restringir os concorrentes através do detalhamento das especificações,
    ganham fornecedores sem condições de prover materiais e equipamentos de boa
    qualidade, capaz de evitar que, em pouco tempo, a infra-estrutura construída
    requeira reparos ou mesmo substituição.
     

     
    Sem dúvida, a corrupção nas administrações federal, estaduais e municipais é
    grande, os superfaturamentos das obras são usuais, e não tão bem, ou só
    seletivamente, controlados pelos MPs e TCs. Mas o fato é que a entropia é
    tão grande, que a corrupção e as propinas prosseguem, e, ao mesmo tempo, o
    País fica engessado em relação aos investimentos que seriam importantes e
    até indispensáveis. Não é só – embora isso seja ponderável – a escassez dos
    recursos disponíveis, determinada pelo absurdamente alto “serviço da
    dívida”, privilegiado desde a fraude na Constituição e depois com LRF, DRU
    etc.
     

     
    Muito do que eu esbocei acima poderá ser qualificado e até corrigido, mas
    penso importante que se avalie a realidade do País mais a fundo, inclusive
    vendo os partidos políticos – quase todos, e todos os de maior dimensão -
    como meros instrumentos cooptados por aquela superestrutura do poder.
     

     
    Abraços,
     

     
    Adriano Benayon
     

     

     

     
    De: desenvolv...@googlegroups.com
    [mailto:desenvolv...@googlegroups.com] Em nome de Roberto na UOL
    Enviada em: quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 09:37
    Para: desenvolv...@googlegroups.com
    Assunto: RES: envolvi] que VERGONHA, Presidenta Dilma!
     

     
    2010? Depois do estelionato de 2002, esse era esperado.
     

     
    De: desenvolv...@googlegroups.com
    [mailto:desenvolv...@googlegroups.com] Em nome de Rodrigo Medeiros
    Enviada em: quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 08:56
    Para: desenvolv...@googlegroups.com
    Assunto: Re: envolvi] que VERGONHA, Presidenta Dilma!
     

     
    Quanto tempo mais vamos ficar nos enganando de que Dilma não cometeu
    estelionato eleitoral em 2010? Com que discurso mesmo o PT pretende se
    apresentar em 2012 e 2014?
     

     
    Cordialmente,
     
    2012/2/8 gustavo santos <gustavoa...@gmail.com>
     
     
    Lobão confirma saída de Guilherme Estrella da Petrobras
     
     
    Por Yvna Sousa e Rafael Bitencourt | Valor
     
    BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou nesta
    tarde que o atual diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme
    Estrella, deixará o cargo.
     
    Segundo o ministro, ainda não serão indicados nomes para a diretoria na
    reunião de amanhã do Conselho Administrativo da Petrobras, já que ainda
    falta a definição por parte da presidente Dilma Rousseff.
     
    O conselho também não deve decidir quem substituirá Maria das Graças Forster
    na diretoria de Gás e Energia. Na reunião, ela terá seu nome confirmado para
    a Presidência da Petrobras no lugar de José Sérgio Gabrielli.
     
    “Não se fará nenhuma indicação na reunião do conselho amanhã. A menos que
    até lá a presidente possa se definir sobre os nomes que estão sendo
    examinados”, declarou Lobão, antes de participar de reunião preparatória
    para o Rio+20, no Itamaraty.
     
    O ministro admitiu que o ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra pode
    assumir a recém-criada diretoria corporativa, unidade que será responsável
    pelo quadro administrativo e por questões internas da estatal. Ele disse que
    Dutra é um "nome qualificado" para o cargo, já que o critério para as
    nomeações será “técnico”.
     
    “Ele tem toda a qualificação para isso, porque foi presidente da Petrobras e
    da BR Distribuidora. É um executivo muito bom, tem qualificação de sobra
    para isso”, disse Lobão.
     
    O ministro ressaltou que a nova diretoria "não é um favor" a Dutra,
    ex-presidente do PT e único dos três coordenadores da campanha de Dilma à
    Presidência a ficar sem um cargo ou função no governo -- os outros dois eram
    o ex-ministro Antonio Palocci e o atual ministro da Justiça, José Eduardo
    Cardozo.
     
    (Yvna Sousa e Rafael Bitencourt | Valor)
     

     
    Quem são os maiores interessados na substituição de Guilherme Estrella na
    mais importante das diretorias da Petrobras, a que cuida, exatamente, da
    pesquisa e produção???
     
    Estrella está ainda jovem para abandonar a missão de que se encarregou na
    Petrobras.
     

     

     
    Mudanças na Petrobrás e a soberania do País.
     
    por Mauro Santayana
     
    Certos jornais e alguns de seus analistas políticos estão, de maneira
    dissimulada e com as artimanhas conhecidas, insinuando e apoiando a saída do
    geólogo Guilherme Estrella da mais importante das diretorias da Petrobras, a
    que cuida, exatamente, da pesquisa e produção. Do ponto de vista técnico,
    parece improvável que o Brasil disponha de outro quadro como Estrella. Ele
    entrou para a empresa mediante concurso público, há 48 anos, logo depois de
    formado – e se destacou, em seguida, como um dos mais competentes
    profissionais da instituição.
     
    Sua trajetória, a partir de então, se insere na construção da história da
    empresa. Participou das primeiras pesquisas e exploração do óleo no mar
    brasileiro. A partir de suas investigações teóricas sobre a geologia
    marítima, conduziu os estudos pioneiros que levaram à descoberta das jazidas
    do pré-sal. Como geólogo de campo, e trabalhando para a Petrobrás no Iraque,
    descobriu, em 1976, o gigantesco campo de Majnoon, com reservas superiores
    a 10 bilhões de barris. Como se sabe, o Brasil renunciou à exploração desse
    campo, por iniciativa do então Ministro de Minas e Energia, Shigeaki Ueki.
     
    Estrella foi o coordenador da instigante investigação científica, que
    atribui a origem do petróleo brasileiro a depósitos lacustres, anteriores à
    separação dos continentes africano e sulamericano. Assim se formou o
    pré-sal, com o Atlântico ocupando o espaço lentamente aberto, durante
    séculos geológicos. O diretor de Pesquisa e Produção da Petrobrás é, assim,
    um dos mais importantes geólogos do mundo. Sem dúvida, é o mais competente
    profissional da área em nosso país, ao associar o saber teórico à prática,
    como pesquisador de campo – que foi durante décadas – e ao êxito no
    cumprimento da responsabilidade pela descoberta e produção de nossas
    jazidas.
     
    Mas o geólogo Guilherme Estrella tem dois defeitos gravíssimos, e, por isso,
    todos os interesses antinacionais – internos e externos – se unem para
    derrubá-lo, neste momento de mudanças na empresa. O primeiro deles é o seu
    confessado nacionalismo. O diretor de pesquisas e exploração foi nomeado
    pelo governo Lula, em sua política de recuperar a empresa, minada pela
    administração entreguista e irresponsável do governo Fernando Henrique
    Cardoso.
     
    Seu antecessor no cargo, José Coutinho Barbosa, protelava as perfurações
    exploratórias, a fim de que, ao vencer o prazo para as prospecções, em
    agosto de 2003, as áreas novas fossem devolvidas à ANP. Com isso, seriam
    outra vez levadas a leilão, a fim de serem arrematadas pelas empresas
    estrangeiras. Em poucos meses – de janeiro a agosto – Guilherme Estrella
    acionou a equipe de geólogos, conduziu-a com seu entusiasmo e capacidade de
    trabalho, e conseguiu descobrir mais seis bilhões de barris, dos 14 bilhões
    das reservas brasileiras antes do pré-sal. Assim, impediu a grande trapaça
    que estava em andamento.
     
    A outra razão é a transparente visão humanística de Guilherme Estrella. O
    geólogo não separa a ciência de sua responsabilidade pela busca da justiça e
    da igualdade social para todos os homens. Em dezembro último, ao falar em
    Doha, no Qatar, durante o 20º Congresso Mundial do Petróleo, ele, depois de
    seu excurso técnico sobre o óleo no mundo, suas reservas e perspectivas,
    aproveitou sua palestra para denunciar o sofrimento de grande parte da
    humanidade, sobretudo da parcela africana, em conseqüência da desigualdade e
    da injustiça. “Todos nós devemos ter vergonha disso” – resumiu.
     
    Os maiores interessados na substituição de Guilherme Estrella são, em
    primeiro lugar, as empresas multinacionais, que têm, no profissional, o
    principal guardião dos interesses brasileiros. Não só as petrolíferas, mas,
    também, as fornecedoras de equipamentos. Desde 2003, o diretor de Pesquisa e
    Exploração da Petrobrás vem revertendo, na medida do possível, a danosa
    situação imposta pelo governo neoliberal, que, ao nivelar, nos mesmos
    direitos legais, as empresas estrangeiras com as brasileiras, promoveu a
    falência de indústrias nacionais, entre elas algumas fornecedoras de
    equipamentos para a Petrobras.
     
    Guilherme Estrella tem procurado encaminhar as encomendas para as empresas
    genuinamente brasileiras, sem prejudicar o desempenho da Petrobrás como um
    todo. Graças a essa política, ditada pelo interesse nacional, e recomendada
    pelo governo, reativou-se a indústria naval, e as plataformas, antes
    encomendadas no Exterior, estão sendo produzidas no Brasil, com a redução da
    participação estrangeira ao absolutamente necessário.
     
    Outros interessados pela substituição do diretor são os notórios fisiólogos
    do PMDB. Como é de incumbência dessa diretoria as compras de equipamentos
    caros e pesados, ela vem sendo disputada pelo partido. Está claro que o
    ministro Edison Lobão deseja a substituição de Guilherme Estrella. Mas é
    improvável que o padrinho político do Ministro, o senador José Sarney –
    reconhecidamente um nacionalista – aceite, e nesse momento internacional
    difícil, a co-responsabilidade pela saída do atual diretor de Pesquisa e
    Produção da Petrobrás. Recorde-se que em seu governo o presidente Sarney
    resistiu e não privatizou nenhuma empresa. E quando Fernando Henrique
    decidiu privatizar a Vale do Rio Doce, Sarney escreveu-lhe uma carta
    vigorosa condenando a iniciativa.
     
    O conhecimento é o principal instrumento da soberania. Homens como Guilherme
    Estrella não se escolhem com critérios políticos menores, mas, sim, em
    decisões maiores de política de Estado. E cabe um esclarecimento: quando
    Lobão diz que o diretor está pretendendo deixar o cargo, emite um palpite,
    ou expressa desejo pessoal – que não lhe cabe manifestar. Ao ministro cabe
    executar uma política de governo.
     
    É certo que os inimigos do geólogo o têm submetido a solerte guerra de
    desgaste, com o propósito, deliberado, de provocar uma reação emocional de
    sua parte.
     
    Mas Estrella é bastante arguto para perceber quem está por detrás da
    campanha para afastá-lo.
     
    Aos 69 anos, está ainda jovem para abandonar a missão de que se encarregou,
    no dia em que começou a trabalhar na empresa – a primeira e única ocupação
    de sua vida.
     
    Ele sabe, que, no fundo, isso constituiria quase um ato de traição ao Brasil
    e ao seu povo.
     
    Não lhe cabe, por isso mesmo, demitir-se do cargo que ocupa.
     

     
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    Paulo Timm <paul...@gmail.com> Feb 09 09:16AM -0300  

    Nota do autor: enviado a autores citados no artigo.

     

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