Privatização à moda Fernando Henrique
era assim : os fundos de pensão eram pressionados a entrar nos consórcios, o
BNDES financiava os "compradores" com juros subsidiados, bons ágios eram obtidos
porque os preços mínimos eram habilmente jogados lá prá baixo... Faziam-se
negócios do arco da velha, como foi o caso notório da Vale do Rio Doce ( um
patrimonio que vale hoje centenas de bilhões e foi vendido por um mísero cheque
de três bilhões...). Muita gente se enriqueceu no processo... Era o que se
convencionou chamar de "A Privataria Tucana".
Privatização à moda Dilma Rousseff é
assim : os fundos de pensão são pressionados a entrar nos consórcios, o BNDES
financiará os investimentos com juros subsidiados, bons ágios são obtidos porque
os preços mínimos foram habilmente jogados lá prá baixo...( em que outro país do
mundo preços mínimos estabelecidos em 1/5 dos preços finais não abririam
discussões sobre a competencia técnica de quem os estabeleceu...ou a má fé...).
É o que será conhecido como "A Privataria Petista".
No final, vai sobrar para o BNDES que terá
que financiar empresas notoriamente despreparadas e arcar com todos recursos
para os investimentos previstos...
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From: Marcio
Sent: Thursday, February 09, 2012 12:48 PM
Subject: Estou surpreso!
Maurício,
Confesso
estou surpreso com a notícia de que o Mantega anuncia que não haverá mais
privatizações de aeroportos, que alguns vencedores poderão perder as
concessões até por não possuírem as qualificações necessárias e que até a
própria Dilma não gostou dos resultados.
_ Como você entende
isso?
Estou para lá de surpreso! Ainda não sei como interpretar estes
fatos até porque ontem o José Dirceu meteu falação pelos quatro
ventos.
Não sei! Vou esperar para ouvir mais notícias e pensar melhor.
Estas até tenderão a ser desmentidas mas são verdadeiras porque foram ditas no
primeiro impulso e depois entra o pessoal de comunicação, empresários
interessados e aí sairão matérias
dirigidas.
Abraços,
Marcio
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-02-08/nao-havera-mais-privatizacoes-de-aeroportos-avisa-mantega
--
Não haverá mais privatizações de aeroportos, avisa
Mantega
08/02/2012 - 17h15
Wellton Máximo e Luciene
Cruz
Repórteres da Agência
Brasil
Brasília – A concessão à
iniciativa privada de outros aeroportos está descartada, garantiu hoje (8) o
ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele negou que o governo pretenda privatizar
os aeroportos internacionais do Rio de Janeiro (Galeão-Tom Jobim) e de Confins,
em Minas Gerais. O ministro também assegurou que não está em estudo a
transferência de aeroportos regionais para estados e municípios. “Vamos
consolidar aquilo que está sendo feito”, destacou.
O ministro descartou
ainda a possibilidade de os R$ 24,5 bilhões obtidos pelo governo no leilão de
outorgas dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Campinas serem usados para
reforçar o superávit primário, que é a economia de recursos que o governo faz
para pagar os juros da dívida pública. Apesar de, em tese, o dinheiro poder ser
empregado na ampliação do esforço fiscal, o ministro garantiu que os recursos
financiarão investimentos nos terminais aéreos do país nos próximos
anos.
De acordo com Mantega, as receitas dos leilões, que irão para o
Fundo Nacional da Aviação Civil, serão aplicadas principalmente na melhoria de
aeroportos regionais. “O dinheiro não será utilizado para pagamento de dívida ou
coisa parecida. Por lei, os recursos têm de entrar na conta única [do Tesouro
Nacional], mas irão para esse fundo financiar novos investimentos no setor
aeroportuário, principalmente nos aeroportos regionais, que têm rentabilidade
menor e não são passíveis de concessão”, declarou.
O ministro ressaltou
ainda que o modelo atual de privatizações é diferente do adotado no governo do
presidente Fernando Henrique Cardoso. “A nossa concessão é diferente da
praticada no governo Fernando Henrique, em que a lei estabelecia que as receitas
arrecadadas com concessões e privatizações tinham a obrigação de serem usadas
para pagar a dívida [pública]”, comentou. “A nossa forma de concessão não vai
para superávit primário.”
Pelos critérios do Tesouro Nacional, os
recursos obtidos nos leilões são registrados como receitas primárias e, em
princípio, poderiam ser usados para abater os juros da dívida pública. Mesmo se
a equipe econômica pretendesse reforçar o superávit primário, isso só poderia
ser feito a partir de 2013 porque o próprio edital da Agência Nacional de
Aviação Civil (Anac) estabelece que a primeira parcela do pagamento só será paga
12 meses depois da assinatura do contrato.
O ministro disse ainda que as
empresas vencedoras serão avaliadas e que elas devem ter capacidade própria de
investimento e gerenciamento dos aeroportos, apesar da ajuda do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco estatal de fomento vai
financiar até 80% dos investimentos previstos para ampliação e modernização dos
terminais. “A parte operacional é tão importante quanto a parte financeira e de
sustentabilidade. A empresa tem de ter condição financeira para fazer
investimento porque todos os aeroportos exigem investimentos. Ela tem de ter
capacidade operacional para que nós tenhamos excelente serviço nos aeroportos
brasileiros”.
Sobre os cortes no Orçamento da União, o ministro disse
apenas que o valor não está definido, mas que o contingenciamento (bloqueio de
verbas) seguirá o modelo adotado em 2011. “O contingenciamento será da mesma
forma do ano passado, com outros valores, mas será dentro dos moldes do ano
passado. Haverá [superávit] primário cheio [sem recursos contábeis] e
contingenciamento suficiente para gerar esse resultado”.
Edição: Vinicius Doria
Atualizado em 05/09/2011