Privatização à moda da Dilma provoca surpresa em observadores

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Mauricio David

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Feb 9, 2012, 1:28:06 PM2/9/12
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Privatização à moda Fernando Henrique era assim : os fundos de pensão eram pressionados a entrar nos consórcios, o BNDES financiava os "compradores" com juros subsidiados, bons ágios eram obtidos porque os preços mínimos eram habilmente jogados lá prá baixo... Faziam-se negócios do arco da velha, como foi o caso notório da Vale do Rio Doce ( um patrimonio que vale hoje centenas de bilhões e foi vendido por um mísero cheque de três bilhões...). Muita gente se enriqueceu no processo... Era o que se convencionou chamar de "A Privataria Tucana".
Privatização à moda Dilma Rousseff é assim : os fundos de pensão são pressionados a entrar nos consórcios, o BNDES financiará os investimentos com juros subsidiados, bons ágios são obtidos porque os preços mínimos foram habilmente jogados lá prá baixo...( em que outro país do mundo preços mínimos estabelecidos em 1/5 dos preços finais não abririam discussões sobre a competencia técnica de quem os estabeleceu...ou a má fé...). É o que será conhecido como "A Privataria Petista".
No final, vai sobrar para o BNDES que terá que financiar empresas notoriamente despreparadas e arcar com todos recursos para os investimentos previstos...
 
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From: Marcio
Sent: Thursday, February 09, 2012 12:48 PM
Subject: Estou surpreso!


Maurício,

Confesso estou surpreso com a notícia de que o Mantega anuncia que não haverá mais privatizações de aeroportos, que alguns vencedores poderão perder as concessões até por não possuírem as qualificações necessárias e que até a própria Dilma não gostou dos resultados.

_ Como você entende isso?

Estou para lá de surpreso! Ainda não sei como interpretar estes fatos até porque ontem o José Dirceu meteu falação pelos quatro ventos.

Não sei! Vou esperar para ouvir mais notícias e pensar melhor. Estas até tenderão a ser desmentidas mas são verdadeiras porque foram ditas no primeiro impulso e depois entra o pessoal de comunicação, empresários interessados e aí sairão matérias dirigidas.

Abraços,

Marcio


 
 
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-02-08/nao-havera-mais-privatizacoes-de-aeroportos-avisa-mantega
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Não haverá mais privatizações de aeroportos, avisa Mantega
08/02/2012 - 17h15
 
Wellton Máximo e Luciene Cruz
Repórteres da Agência Brasil


Brasília – A concessão à iniciativa privada de outros aeroportos está descartada, garantiu hoje (8) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele negou que o governo pretenda privatizar os aeroportos internacionais do Rio de Janeiro (Galeão-Tom Jobim) e de Confins, em Minas Gerais. O ministro também assegurou que não está em estudo a transferência de aeroportos regionais para estados e municípios. “Vamos consolidar aquilo que está sendo feito”, destacou.

O ministro descartou ainda a possibilidade de os R$ 24,5 bilhões obtidos pelo governo no leilão de outorgas dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Campinas serem usados para reforçar o superávit primário, que é a economia de recursos que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. Apesar de, em tese, o dinheiro poder ser empregado na ampliação do esforço fiscal, o ministro garantiu que os recursos financiarão investimentos nos terminais aéreos do país nos próximos anos.

De acordo com Mantega, as receitas dos leilões, que irão para o Fundo Nacional da Aviação Civil, serão aplicadas principalmente na melhoria de aeroportos regionais. “O dinheiro não será utilizado para pagamento de dívida ou coisa parecida. Por lei, os recursos têm de entrar na conta única [do Tesouro Nacional], mas irão para esse fundo financiar novos investimentos no setor aeroportuário, principalmente nos aeroportos regionais, que têm rentabilidade menor e não são passíveis de concessão”, declarou.

O ministro ressaltou ainda que o modelo atual de privatizações é diferente do adotado no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. “A nossa concessão é diferente da praticada no governo Fernando Henrique, em que a lei estabelecia que as receitas arrecadadas com concessões e privatizações tinham a obrigação de serem usadas para pagar a dívida [pública]”, comentou. “A nossa forma de concessão não vai para superávit primário.”

Pelos critérios do Tesouro Nacional, os recursos obtidos nos leilões são registrados como receitas primárias e, em princípio, poderiam ser usados para abater os juros da dívida pública. Mesmo se a equipe econômica pretendesse reforçar o superávit primário, isso só poderia ser feito a partir de 2013 porque o próprio edital da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece que a primeira parcela do pagamento só será paga 12 meses depois da assinatura do contrato.

O ministro disse ainda que as empresas vencedoras serão avaliadas e que elas devem ter capacidade própria de investimento e gerenciamento dos aeroportos, apesar da ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco estatal de fomento vai financiar até 80% dos investimentos previstos para ampliação e modernização dos terminais. “A parte operacional é tão importante quanto a parte financeira e de sustentabilidade. A empresa tem de ter condição financeira para fazer investimento porque todos os aeroportos exigem investimentos. Ela tem de ter capacidade operacional para que nós tenhamos excelente serviço nos aeroportos brasileiros”.

Sobre os cortes no Orçamento da União, o ministro disse apenas que o valor não está definido, mas que o contingenciamento (bloqueio de verbas) seguirá o modelo adotado em 2011. “O contingenciamento será da mesma forma do ano passado, com outros valores, mas será dentro dos moldes do ano passado. Haverá [superávit] primário cheio [sem recursos contábeis] e contingenciamento suficiente para gerar esse resultado”.

Edição: Vinicius Doria


Atualizado em 05/09/2011

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