[tribuna_da_internet] Resumo 5855

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Feb 9, 2012, 4:39:56 AM2/9/12
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Mensagens neste resumo (10 Mensagens)

1.
Oligarquia, pr����-sal, desabrigados e educa�����o De: gustavo santos
2.
Tucanos e imprensa chamam concess���ão de privatiza���ção e parte De: Augusto Da Fonseca
3.
S����ria: guerra por procura�����o - China explica veto ao projeto d De: MVM<==>News
4.
Tribunal Comunicacional: nem os ciclistas conseguem escapar De: marlos mello
5.
Resposta: H���á diferen���ças e prioridades - [PT, PSDB e privatiz De: Carceroni48
6.
Privatiza��o X Concess�o De: Carceroni
7.
que VERGONHA, Presidenta Dilma! De: gustavo santos
8.
Governo faz gol de placa em licita���ção de aeroportos De: Jos���é Augusto Valente
9.
[Carta O BERRO]  Meu nome ���� medo   por  Frei Betto. De: Vanderley - Revista
10.
[Carta O BERRO]   Ato SOMOS TODOS PINHEIRINHO - Ribeir����o Preto-SP De: Vanderley - Revista

Mensagens

1.

Oligarquia, pr����-sal, desabrigados e educa�����o

Enviado por: "gustavo santos" gustavoa...@gmail.com   resumo.desenvolvimentistas

Qua, 8 de Fev de 2012 9:00 am



Por que os Royalties devem ser distribu����dos igualitariamente para todos os
munic����pios:

Oligarquia, pr����-sal, desabrigados e educa�����o
Por *Frederico Lisb����a Rom����o / Valor Econ����mico*

Fatos sociais que a priori aparentam dissocia�����o podem guardar entre si
importantes conex����es com interessante potencial heur����stico. Esse ���� o caso
de: a) inunda�����es no Rio de Janeiro; b) Prova Brasil de 2009; c) Minist����rio
da Integra�����o Nacional; d) pr����-sal e royalties. N����o obstante poss����veis
d����vidas, a presente interpreta�����o indica claramente que diferenciados
n����meros e eventos apontam insofismavelmente que o dinheiro do petr����leo tem
sido abusivamente desperdi����ado.

O Estado do Rio de Janeiro ���� respons����vel pela produ�����o de mais de 80% do
petr����leo brasileiro. A mesma legisla�����o que identifica a produ�����o situada a
centenas de quil����metros da costa como de propriedade do Estado e munic����pios
produtores do Rio destinou a esse Estado, na ����ltima d����cada, quase R$ 47
bilh����es em royalties e participa�����es especiais.

Entre os recebedores fluminenses se destacam cinco munic����pios: Campos dos
Goytacazes, Maca����, Rio das Ostras, Cabo Frio e Quissama. Os quais receberam
cerca de: R$ 8 bilh����es, R$ 3,8 bilh����es, R$ 2,6 bilh����es, R$ 1,6 bilh����es e R$
1 bilh����o, respectivamente, ao longo dos anos 2000. O esperado ���� que esse
plus or����ament����rio converta-se em melhorias sociais para as popula�����es
desses munic����pios.

*80% do petr����leo foi produzido no Rio, que recebeu em royalties R$ 47
bilh����es na ����ltima d����cada*

De maneira oposta ao razoavelmente esperado, o ministro da Integra�����o
Nacional anuncia que dentre os 251 munic����pios brasileiros sob elevado risco
no tocante aos conhecidos per����odos chuvosos, a cidade fluminense de Angra
dos Reis possui o maior n����mero de habitantes em perigo. Nessa cidade,
44.967 pessoas ou 26% da sua popula�����o residem em situa�����o de elevado
risco. Ora, como explicar que se encontra em deplor����vel situa�����o munic����pio
que ocupa a sexta posi�����o entre os que receberam maiores valores de
royalties em 2011, um total de mais de R$ 83 milh����es e que possui um
Produto Interno Bruto (PIB) per capita de R$ 26.835,42.

Imediatamente ao an����ncio do ministro, as chuvas traziam desabrigo para
dezenas de milhares de habitantes do RJ; justamente na regi����o recebedora e
concentradora de referidos royalties. A cidade de Campos de Goytacazes
destaca-se atualmente n����o por ser campe���� no recebimento de royalties, mas
pelo desabrigo dos seus moradores.

<http://www.valor.com.br/sites/default/files/gn/12/02/foto08opin-201-col_op1-a8.jpg>
[image: ]<http://www.valor.com.br/sites/default/files/gn/12/02/foto08opin-201-col_op1-a8.jpg>

Como em outras oportunidades, as autoridades culpar����o a natureza pela
edifica�����o das serras e/ou pelo envio das chuvas.... Possivelmente nada
ser���� dito quanto ���� capacidade or����ament����ria municipal de realizar obras
preventivas.

Reafirmando o mau uso dos recursos dos royalties, o resultado da Prova
Brasil mostra que os Estados do Rio Grande do Norte e Sergipe, dois grandes
recebedores de royalties, se destacam entre os piores desempenhos. A Prova
Brasil serve para avaliar a profici����ncia dos estudantes e ���� utilizada no
c����lculo do ����ndice de Desenvolvimento da Educa�����o B����sica (IDEB). Ficar
abaixo do b����sico nessa avalia�����o significa, do ponto de vista matem����tico,
"n����o saber fazer as opera�����es de adi�����o, subtra�����o, divis����o ou
multiplica�����o".

Com rela�����o a portugu����s, o resultado ruim representa entre outros problemas
a incapacidade de compreender a ess����ncia de um texto. No que diz respeito a
l����ngua p����tria, o portugu����s, Sergipe e Rio Grande do Norte apresentaram, no
quinto ano, 85,4% e 85,2%, respectivamente, abaixo do b����sico. Em
matem����tica, para o mesmo quinto ano, os dois Estados citados apresentam
desempenho ainda piores - 87,5% e 87,8%, respectivamente.

O fato de ser recebedor de royalties n����o foi capaz de livrar dos riscos das
chuvas previs����veis e anuais as popula�����es residentes nos munic����pios do
norte fluminense. De igual modo, n����o melhorou o desempenho educacional nos
estados de Sergipe e Rio Grande do Norte dentro de um processo que temos
denominado de doen����a holandesa de tipo diferente.

As estimativas de reservas de ����leo no pr����-sal variam de 50 a 300 bilh����es de
barris, para uma extra�����o anual de 2,5 bilh����es de barris, ter-se-���� uma
capacidade produtiva que pode variar de 20 a 120 anos. Esses n����meros
probabil����sticos podem gerar um excedente anual de renda petrol����fera da
ordem de US$ 75 bilh����es a US$ 300 bilh����es. S����o n����meros verdadeiramente
fara����nicos.

A pergunta que se insurge e urge, a partir da observa�����o de nossa falada
tradi�����o hist����rica ����: quem se apropriar���� dessas riquezas?

As den����ncias envolvendo o ministro Fernando Bezerra podem dar pistas sob os
riscos que corre os brasileiros com o pr����-sal. A fam����lia Coelho, da qual
hoje o ministro ���� o maior dos seus pr����ceres, controla parte importante da
pol����tica de Pernambuco a mais de meio s����culo.

A exemplo de outras oligarquias brasileiras, os Coelhos det����m uma invej����vel
capacidade mim����tica. Enquanto o pa����s estava sob o jugo dos medonhos
coturnos, estava aquela fam����lia entrenhada na direita, com a ascens����o de
Lula passam a se pintar de vermelho. Transmutaram-se de sustentadores de
ditadura militar para socialistas.

Pelas ditas den����ncias tem-se a ideia de como as elites brasileiras
assenhoram-se das estruturas de poder para reproduz����-lo em seu benef����cio
particular, muitas vezes estritamente dentro da lei. Mesmo antes da
produ�����o em larga escala, o petr����leo do pr����-sal j���� produz grandes
resultados. O bilion����rio Eike Batista, propriet����rio da petroleira OGX,
conseguiu acumular em quatro anos o que a Petrobras acumulou em 25, tudo
por obra dos generosos leil����es do pr����-sal. Sozinho, Eike Batista possui
reservas de petr����leo da ordem de mais de 30% das reservas reconhecidas dos
EUA.

O filme ���� muito claro, at���� por ser remake: ou os setores populares se
organizam celeremente e de forma contundente, vituperando predat����rias
estruturas ou, como cantou Chico Buarque "vai passar" por n����s mais um ciclo
econ����mico deixando como res����duo: po����os vazios de petr����leo com sobrenadante
de ricos, origin����rios ou n����o de oligarquias e os depauperados e "vidas
secas", continuadamente sujeitos a chuvas e desabamentos, dos quais sempre
���� espreita est���� a "vida e morte Severina".

*Frederico Lisb����a Rom����o ���� doutor em Ci����ncias Sociais pela Unicamp,
professor volunt����rio do Departamento de Servi����o Social da Universidade
Federal de Sergipe (UFS). E-mail: fredericoromao@uol.com.br*

*
*

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2.

Tucanos e imprensa chamam concess���ão de privatiza���ção e parte

Enviado por: "Augusto Da Fonseca" augustoda...@yahoo.com.br   augustodafonseca13

Qua, 8 de Fev de 2012 11:02 am



Tucanos e imprensa chamam concess���ão de privatiza���ção e parte da esquerda cai na��� esparrela!
08
FEV
Aeroporto de Guarulhos que, ao contr���ário do que diz a imprensa, n���ão foi privatizado!

O governo Dilma realizou licita���ção para concess���ão de tr���ês aeroportos: Guarulhos, Viracopos e Bras���ília
A imprensa vem tratando esse assunto como se fosse uma a���ção de privatiza���ção e n���ão fala noutra coisa. ���Ò� privatiza���ção pra l���á, privatiza���ção pra c���á⒠�
Os tucanos de alta plumagem n���ão cansaram de falar, ontem, que finalmente o PT tinha se dobrado ���às privatiza���ções, que antes tanto criticava.
O motivo ���é ���óbvio: confundir o(a) leitor(a) e o(a) eleitor(a) e colocar todos no mesmo saco e com isso esconder o que fizeram durante os governos tucanos, em S���ão Paulo e no Brasil.
O que o PT sempre combateu foi o processo de privatiza���ção realizado pelo Fernando Henrique, Serra e outros, nas ���áreas de telecomunica���ções (telefonia) e minas e energia, especialmente.
Privatiza���ção ���é ���⒠��vender���⒠�� ou ���⒠��dar���⒠�� (como foi o caso da Vale) o patrim���ônio p���úblico para empresas privadas. De forma definitiva! Na privatiza���ção, o patrim���ônio nunca mais retorna ao poder p���úblico e a pol���ítica ���é ditada pelos novos propriet���ários e n���ão pelo governo, ainda que haja algum n���ível de regula���ção pelas ag���ências.
Se o Serra tivesse ganhado as elei���ções em 2002,teriam sido privatizados o Banco do Brasil e a Petrobras, entre outros.
Ent���ão, o que o PT estigmatizou nas elei���ções de 2006 e 2010, botando o Alckmin e o Serra nas cordas, foi isso a���í, que est���á bem retratado no livro de Amaury J���únior: ���⒠��A Privataria Tucana���⒠��.
Concess���ão n���ão tem nada a ver com privatiza���ção, pois ���é uma forma de contrato da administra���ção p���ública, com empresas privadas para realiza���ção de obras e servi���ços.
O governo pode contratar uma empresa de constru���ção para, num per���íodo de cinco anos, realizar obras de amplia���ção no aeroporto de Guarulhos. A forma de pagamento ser���á direta, com recursos or���çament���ários, mediante medi���ções de execu���ção.
Mas h���á outra forma que ���é o governo contratar ���⒠�� por um per���íodo de vinte, trinta anos ���⒠�� empresa para realizar servi���ços e obras necess���árias no aeroporto de Guarulhos, como definidas no Edital de Licita���ção.
Neste caso, a forma de remunera���ção n���ão sai do or���çamento p���úblico e sim dos usu���ários que far���ão uso daqueles servi���ços.
Ao final do per���íodo de contrato, todo o patrim���ônio ���⒠�� agora ampliado e modernizado ���⒠�� retorna ���à Uni���ão, Estado ou munic���ípio e a concession���ária n���ão recebe nada por isso.
Em s���íntese, ela recebe o patrim���ônio atual, faz obras de amplia���ção e de moderniza���ção, cuida da manuten���ção e da opera���ção (aeroporto, porto, ferrovia ou rodovia), apenas com os recursos auferidos dos servi���ços prestados aos usu���ários.
Ela pode pegar empr���éstimo no BNDES, a juros menores que os de mercado, mas ter���á que pag���á-los.
���Ò� simples assim, mas h���á uma parte da esquerda que cai na esparrela da imprensa e dos tucanos e compra o discurso deles, de que os contratos de concess���ão dos governos Lula e Dilma s���ão a mesma coisa repugnante que a venda ou doa���ção de patrim���ônio p���úblico, como ocorre nas privatiza���ções.
Com essa atitude ing���ênua, essa parte da esquerda fragiliza o trabalho, do PT e de outros partidos de esquerda, de distinguir uma coisa da outra e refor���çar o ataque ���às privatiza���ções, tais como s���ão feitas pelo PSDB em alguns estados, como S���ão Paulo, e foram feitas no tenebroso per���íodo FHC.
Sobre isso, sugiro a leitura de post do Blog do Z���é Dirceu ���⒠��Aeroportos: tucanos se perdem e deliram em interpreta���ções���⒠��
*
��� 
Augusto da Fonseca

http://festivaldebesteirasnaimprensa.wordpress.com/
��� 
http://twitter.com/A_Fonseca13
3.

S����ria: guerra por procura�����o - China explica veto ao projeto d

Enviado por: "MVM<==>News" mvmei...@uol.com.br   mcmeireles

Qua, 8 de Fev de 2012 1:03 pm



From: Vila Vudu

Sent: ter����a-feira, 7 de fevereiro de 2012

Subject:
S����ria: guerra por procura�����o [7/2/2012, MK Bhadrakumar, Asia Times Online (traduzido)]
China explica veto ao projeto de resolu�����o para a S����ria [5/2/2012, Xinhuanet, Pequim (traduzido)]
Ministro russo explica veto ���� Resolu�����o sobre a S����ria [5/2/2012, Russia Today (traduzido)]

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S����ria: guerra por procura�����o
7/2/2012, M K Bhadrakumar, Asia Times Online
http://www.atimes.com/atimes/china/nb07ad01.html

Muito claramente, o duplo veto russo e chin����s contra a resolu�����o sobre a S����ria ���� movimento coordenado para interromper a marcha triunfalista dos EUA, prevista para ir da L����bia ���� S����ria e dali ao Ir����. Lavrov reuniu-se com o embaixador chin����s no Conselho de Seguran����a, Yang Jiechen, pouco antes da vota�����o no Conselho de Seguran����a. Ao apresentar seu voto, o embaixador chin����s, Li Baodong, disse: �����A China apoia a proposta de resolu�����o revista e emendada pela R����ssia.�����

Se for preciso fixar uma data que marque o fim da �����era p����s-sovi����tica����� na pol����tica mundial, o dia ���� 4/2/2012. O duplo veto de R����ssia e China contra a resolu�����o proposta pela Liga ����rabe ao Conselho de Seguran����a da ONU ���� evento hist����rico de propor�����es monumentais.

Curiosamente, o secret����rio-geral da Organiza�����o do Tratado do Atl����ntico Norte (OTAN), Anders Fogh Rasmussen, escolheu o mesmo dia do veto, para �����cutucar����� a R����ssia; disse que a OTAN ter���� os primeiros elementos do sistema de m����sseis antibal����sticos (ABM) dos EUA implantados e em atividade na Europa, na data da pr����xima c����pula da OTAN, em maio, em Chicago, sejam quais forem as obje�����es de Moscou.

O primeiro duplo veto de russos e chineses na quest����o s����ria, em reuni����o do Conselho de Seguran����a da ONU em outubro, foi movimento coordenado, com o objetivo de fazer gorar uma resolu�����o que poderia ser encampada pela OTAN para montar uma opera�����o militar na S����ria. Mas o segundo duplo veto, em movimento para pressionar o presidente Bashar al-Assad da S����ria a deixar o poder, tem significado muito mais amplo.

Guerras por procura�����o

A situa�����o na S����ria evoluiu desde outubro e aparece afinal como disputa geopol����tica pelo futuro do regime iraniano, pelo controle do petr����leo do Oriente M����dio e pela perpetua�����o da influ����ncia dominante do ocidente naquela regi����o. R����ssia e China sentem que pode acontecer de serem despachadas para fora do Oriente M����dio.

Com o duplo veto, a ����nica op�����o deixada para os EUA e seus aliados na S����ria ���� atropelar a lei internacional e a Carta da ONU e derrubar o governo s����rio. H���� tamb����m a op�����o da interven�����o clandestina, mas ���� possibilidade remota. Segundo Philip Giraldi, ex-analista da CIA, em artigo publicado na ����ltima edi�����o da revista The American Conservative:

Avi����es da OTAN sem qualquer identifica�����o est����o chegando ����s bases militares turcas pr����ximas de Iskenderum na fronteira s����ria, entregando armas recolhidas do arsenal de Muammar Gaddafi e volunt����rios do Conselho de Transi�����o da L����bia, das mil����cias treinadas para recrutar grupos locais para combate contra soldados regulares, compet����ncia que adquiriram no combate contra o ex����rcito de Gaddafi. Iskenderum ���� tamb����m base do Ex����rcito S����ria Livre, bra����o armado do Conselho Nacional S����rio. Instrutores das for����as especiais francesas e brit����nicas tamb����m j���� est����o em campo, auxiliando os rebeldes s����rios; e a Ag����ncia Central de Intelig����ncia (CIA) e grupamentos de Opera�����es Especiais dos EUA fornecem e operam equipamentos de comunica�����es a servi����o dos grupos rebeldes ����� o que garante que as mil����cias possam concentrar-se nos combates contra o ex����rcito s����rio.[1]

Giraldi acrescenta que os pr����prios analistas da CIA �����duvidam de qualquer possibilidade de guerra�����, porque sabem que os n����meros de baixas entre os civis citados e repetidos em relat����rios da ONU s����o obtidos de fontes rebeldes, sem qualquer confirma�����o. A CIA tamb����m se �����recusou a confirmar not����cias sobre deser�����o em massa de soldados s����rios�����. E, para a CIA, relatos de combates entre desertores e soldados leais �����parecem n����o passar de boatos�����, uma vez que, at���� agora, �����s���� se confirmaram pouqu����ssimas deser�����es�����.

Se Washington conhece a real situa�����o em campo na S����ria, Moscou e Pequim tamb����m a conhecem. Assim, est���� em curso uma �����queda de bra����o����� na disputa pela S����ria. EUA, seus aliados e a Turquia podem optar por uma escalada nas opera�����es clandestinas. Mas a R����ssia tem meios para faze aumentar muito o �����custo����� militar da guerra clandestina. O ministro das Rela�����es Exteriores da R����ssia Sergey Lavrov disse, em Moscou, no final de semana, que Moscou �����far���� todo o poss����vel para evitar agress����o militar armada contra a S����ria�����, mas que nada poder���� fazer �����para impedir interven�����o militar nos assuntos s����rios, se a decis����o de intervir for tomada por qualquer outro pa����s.�����

Por outro lado, o ocidente n����o aceita a R����ssia como ����rbitro na S����ria e tem-se dedicado a frustrar as repetidas tentativas russas de levar as fac�����es da oposi�����o e o governo s����rio ���� mesa da negocia�����o e do di����logo pol����ticos. Moscou sente que a posi�����o pol����tica do presidente Bashar Al-Assad est���� enfraquecendo; e o ocidente avalia que a posi�����o russa vai-se tornando cada dia menos sustent����vel.

Quanto ���� China, o ocidente decidiu ignorar o veto chin����s. Obviamente, o ocidente tende a n����o dar import����ncia ����s ambi�����es do drag����o no Oriente M����dio; e concentra-se em resistir furiosamente contra os avan����os do urso ����� porque o urso, muito mais que o drag����o, tem vast����ssima experi����ncia acumulada em longa hist����ria de participa�����o nos neg����cios da regi����o. Assim sendo, a barragem de propaganda ocidental j���� opera para apresentar a R����ssia como obst����culo a quaisquer reformas ou mudan����as democr����ticas no Oriente M����dio. A embaixadora dos EUA ���� ONU, Susan Rice, escolheu cuidadosamente as palavras, para dizer, em tom grandiloquente, que os EUA sentiam-se �����disgusted[2]����� ante o veto russo.

A R����ssia est���� decidida a n����o se deixar arrastar para guerras por procura�����o, que s����o sorvedouros insaci����veis de recursos; o Ocidente sente-se seguro, porque o emir do Qatar p����s sua fabulosa fortuna ���� disposi�����o, para financiar as opera�����es. A R����ssia n����o poder���� abandonar a S����ria, seu aliado tradicional, justo quando est���� sob ataque, porque esse movimento comprometer���� muito gravemente a imagem que a R����ssia tenta construir e preservar no Oriente M����dio, num momento crucial, logo nas primeiras escaramu����as de uma nova disputa geoestrat����gica ����� que ter���� impactos globais de longo prazo. Por tudo isso, ���� prioridade absoluta nas estrat����gias ocidentais j���� h���� v����rias d����cadas, impedir que a R����ssia ����� grande consumidora de energia ����� construa la����os de solidariedade e amizade com as oligarquias do petr����leo e g����s do Golfo Persa.

Pelo sim, pelo n����o, Lavrov e o chefe da Intelig����ncia Exterior da R����ssia Mikhail Fradkov est����o hoje em Damasco[3]. O ministro russo de Rela�����es Exteriores disse em declara�����o no domingo, que �����a R����ssia, depois de ouvir v����rios outros pa����ses, est���� decidida a buscar a imediata estabiliza�����o da situa�����o na S����ria, o que se alcan����ar���� mediante a r����pida implanta�����o de transforma�����es democr����ticas h���� muito necess����rias.�����

Na declara�����o, Lavrov sugere que a Liga ����rabe envie miss����o de observadores tamb����m ���� S����ria, �����dado que aquela comiss����o j���� demonstrou-se eficaz como fator para promover a desescalada da viol����ncia�����. ���� evidente o senso de urg����ncia. Mas n����o h���� d����vida de que o ocidente bloquear���� os efeitos da miss����o de Lavrov.

Fato ���� que o ocidente est���� sem saber como agir, porque seu procurador oficial, Burhan Ghalioun, do chamado Conselho Nacional S����rio (exilado s����rio que vive na Fran����a e d���� aulas na Sorbonne) n����o desperta nenhum entusiasmo entre os s����rios e nada garante que possa retornar ���� S����ria nos pr����ximos tempos. E a guerra civil espalha-se pelo interior da S����ria. Por tudo isso, a situa�����o vai rapidamente ganhando contornos id����nticos aos de outras guerras por procura�����o t����picas da Guerra Fria.

O pano de fundo tamb����m est���� carregado de paralelos muito perturbadores. N����o s���� a R����ssia, mas tamb����m a China, est���� sob press����o dos EUA, desde o an����ncio da �����virada estrat����gica����� dos EUA na dire�����o da ����sia.

�����Preocupa�����es sino-russas�����

Depois de os EUA inaugurarem uma base militar na Austr����lia, Washington trabalha hoje em contatos com Manila para aumentar a presen����a militar dos EUA no Sudeste da ����sia. Manila est���� aberta para receber navios e avi����es de vigil����ncia dos EUA, para manobras militares conjuntas e pede o apoio dos EUA, duas d����cadas depois de soldados norte-americanos terem sido expulsos da base de Subic Bay, ent����o a maior base dos EUA no Pac����fico.

Na confer����ncia anual de seguran����a em Munich, no fim de semana de 4-5/2, Pequim n����o escondeu seu desagrado. O vice-ministro de Rela�����es Exteriores Zhang Zhijun conclamou �����pa����ses fora da ����sia����� a desistir de qualquer tentativa de �����deliberadamente expandir suas agendas militares e de seguran����a, criar novas tens����es ou refor����ar a presen����a militar ou alian����as militares����� na regi����o, e a n����o buscarem �����impor seus desejos na ����sia�����. Disse ele: �����A via asi����tica deve ser respeitada�����. E repetiu o alerta contra �����qualquer tentativa de subverter as leis internacionais.����� Zhang sublinhou que o crescimento da ����sia �����indica um movimento na dire�����o de maior equil����brio na estrutura internacional do poder.�����

Significativamente, o jornal The Global Times de Pequim tamb����m sugeriu recentemente que a proje�����o beligerante do poder militar dos EUA vai aos poucos deixando Pequim e Moscou sem alternativa, e obrigando-as a reagir. L����-se l����:

At���� aqui, Moscou e Pequim t����m-se mantido relativamente contidas, apesar de a OTAN estar procurando expandir sua presen����a estrat����gica na Europa Oriental, e de os EUA estarem refor����ando suas alian����as militares na ����sia. Mas n����o poder����o permanecer contidas para sempre. Tanto para Pequim como para Moscou, os la����os com os EUA sempre foram complexos e tensionados. As duas capitais n����o querem que se gerem suspeitas sobre o recente �����aquecimento����� das rela�����es entre elas. Mas nos dois pa����ses cresce o n����mero de vozes que advogam agora uma �����alian����a����� Moscou-Pequim. Ambas as capitais t����m contramedidas a implantar contra os EUA, e compet����ncias para conter aliados dos EUA. Se realmente decidirem darem-se as m����os, o equil����brio do poder em muitas quest����es mundiais come����ar���� a deslocar-se.[4]

Do mesmo modo, deterioraram-se os la����os entre Moscou e o ocidente. As conversa�����es entre EUA e R����ssia sobre os m����sseis antibal����sticos est����o paralisadas. Washington rejeita a exig����ncia de Moscou, para que se criem mecanismos que impe����am os EUA de usarem como arma de conten�����o estrat����gica contra a R����ssia os sistemas de m����sseis antibal����sticos a serem implantados na Europa.
Dmitry Rogozin, vice-primeiro-ministro russo, disse recentemente em Moscou que os EUA e seus aliados da OTAN t����m atualmente 1.000 m����sseis capazes de interceptar os m����sseis bal����sticos intercontinentais russos, cobrindo toda a R����ssia europeia at���� os Urais. Disse ele:

N����o h���� quaisquer garantias de que depois de a primeira, segunda e terceira fases [do projeto de m����sseis antibal����sticos dos EUA] estarem completadas, n����o vir����o fases quarta, quinta e sexta. Algu����m sup����e que os EUA brecar����o todas as suas tecnologias depois de 2020? N����o faz sentido algum! ���� claro que prosseguir����o e desenvolver����o par����metros t����cnicos sempre superiores para seus m����sseis de intercepta�����o e para as capacidades e desempenho de seus sistemas de intercepta�����o [os m����sseis de defesa] (...).

O fato de que o sistema de m����sseis de defesa terem capacidade para destruir m����sseis estrat����gicos e o fato de essas bases e frotas estarem estacionadas em mares do norte evidenciam o claro car����ter antirrusso que se contata em todo o programa de m����sseis de defesa dos EUA.[5]

Muito claramente, o duplo veto russo e chin����s contra a resolu�����o sobre a S����ria ���� movimento coordenado para desafiar os EUA em sua marcha triunfalista prevista para ir da L����bia ���� S����ria e dali ao Ir����. Lavrov reuniu-se com o embaixador chin����s no Conselho de Seguran����a, Yang Jiechen, pouco antes da vota�����o no Conselho de Seguran����a. Ao apresentar seu voto, o embaixador chin����s, Li Baodong, disse: �����A China apoia a proposta de resolu�����o revista e emendada pela R����ssia.�����

A Ag����ncia Xinhua comentou que o duplo veto �����visa a estimular a busca por solu�����o pac����fica����� na S����ria e �����a evitar poss����veis solu�����es dr����sticas e arriscadas.����� Explicou detalhadamente �����as preocupa�����es sino-russas����� sobre a S����ria. Os comentaristas chineses destacaram que �����a globaliza�����o imp����s uma nova l����gica nas rela�����es internacionais����� e a S����ria ���� teatro chave na agenda ocidental, para fazer do Oriente M����dio esfera de influ����ncia do ocidente.

[1] 19/12/2011, em http://www.theamericanconservative.com/blog/nato-vs-syria/ [em ingl����s]
[2] ���� adjetivo dif����cil de traduzir ao portugu����s; cobre um campo sem����ntico que vai de �����inc����modo����� ou �����desagrad����vel�����, at���� �����repugnante����� e �����nojento����� (ver http://dictionary.reference.com/browse/disgusting ) [NTs].
[3] Sobre a visita de Lavrov a Damasco, hoje, 7/2/2012, ver http://rt.com/news/syria-lavrov-talks-damascus-657/ [NTs].
[4] 20/1/2012, em http://www.globaltimes.cn/NEWS/tabid/99/ID/692969/US-actions-make-China-Russia-alliance-appealing.aspx
[5] 20/1/2012, em http://www.nation.com.pk/pakistan-news-newspaper-daily-english-online/international/20-Jan-2012/us-nato-have-some-1-000-interceptor-missiles-rogozin

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Sent: domingo, 5 de fevereiro de 2012 12:17

Subject: China explica veto ao projeto de resolu�����o para a S����ria [5/2/2012, Xinhuanet, Pequim (traduzido)]

China explica veto ao projeto de resolu�����o para a S����ria
5/2/2012, Yu Zhixiao, rede Xinhua, Pequim
http://news.xinhuanet.com/english/indepth/2012-02/05/c_131391916.htm

O veto de R����ssia e China a um projeto de resolu�����o proposto por ����rabes e europeus sobre a S����ria visou a for����ar que se trabalhe em busca de solu�����o pac����fica para a crise j���� cr����nica que sacode a S����ria; visou tamb����m a impedir que se adotem vias dr����sticas, temer����rias e arriscadas.

���� a segunda vez, desde outubro de 2011, que R����ssia e China usam o poder de veto para bloquear projeto de resolu�����o apresentado ao Conselho de Seguran����a da ONU sobre a S����ria, avaliado, dessa vez, como solu�����o n����o recomend����vel para promover a paz naquele pa����s do Oriente M����dio.

O projeto de resolu�����o agora rejeitado implicaria afirmar que o Conselho de Seguran����a da ONU �����ap����ia completamente����� o plano apresentado pela Liga ����rabe em 22/1, e que exigia que o presidente s����rio Bashar al-Assad renunciasse ����� cl����usula que emperrou as discuss����es desde o primeiro momento nas consultas pr����-vota�����o.

O veto, na avalia�����o de R����ssia e China, garante mais tempo e obriga ao exerc����cio da negocia�����o paciente, para que se encontre solu�����o pol����tica para a crise s����ria e solu�����o que efetivamente proteja o povo s����rio de mais turbul����ncia, viol����ncia e mortes.

Horas antes da vota�����o no Conselho de Seguran����a, a R����ssia distribuiu uma vers����o emendada do projeto de resolu�����o, na qual se lia que �����[essa resolu�����o] visa a equacionar dois problemas b����sicos�����. Primeiro, ���� preciso criar condi�����es para di����logo pol����tico na S����ria; segundo, ���� preciso adotar medidas para influenciar o curso das a�����es, n����o s���� do governo s����rio, mas tamb����m dos grupos armados da oposi�����o.

�����O projeto de resolu�����o que vetamos n����o reflete satisfatoriamente a realidade em campo na S����ria e enviaria sinais conflitantes ����s for����as pol����ticas na S����ria�����, disse o embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, depois da vota�����o.

Li Baodong, representante permanente da China nas Na�����es Unidas, lamentou que as emendas propostas pelos russos tenham sido ignoradas.

�����A China ap����ia a revis����o da proposta nos termos das emendas que a R����ssia apresentou�����, disse Li ao Conselho de Seguran����a, acrescentando que �����a sugest����o de que se prossiga no processo de consultas para emendar o projeto, encaminhada por v����rios membros do Conselho, ���� razo����vel.�����

�����Insistir em votar, quando ainda h���� profundas e graves diferen����as de opini����o entre os votantes, em nada ajudar���� a manter a autoridade e a unidade do Conselho de Seguran����a, nem ajudar���� a resolver a quest����o�����, disse Li.

A ONU continua a atribuir ao governo s����rio os cerca de 5.000 mortos durante os v����rios meses de conflito, apesar de o governo s����rio repetir insistentemente que foram assassinados mais de 2.000 soldados e agentes da seguran����a nacional.

Para deter a viol����ncia, ���� indispens����vel construir e fazer operar imediatamente um processo pol����tico inclusivo na S����ria. Cabe ao povo s����rio, n����o a for����as externas, decidir sobre o pr����prio destino.

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Sent: domingo, 5 de fevereiro de 2012

Subject: [izquierdaunida] Ministro russo explica veto ���� Resolu�����o sobre a S����ria [5/2/2012, Russia Today (traduzido)]

Ministro russo explica veto ���� Resolu�����o sobre S����ria
5/2/2012, Grigory Sysoyev, Russia Today
http://en.rian.ru/russia/20120205/171151527.html

O ministro das Rela�����es Exteriores da R����ssia Sergei Lavrov explicou, ontem, por que a R����ssia vetou uma resolu�����o sobre a S����ria no Conselho de Seguran����a da ONU: nos termos em que estava redigida, a resolu�����o seria unilateral e prejudicaria a S����ria, se adotada.

O veto dos embaixadores de R����ssia e China impediu que fosse aprovado o projeto de resolu�����o encaminhado pelo Marrocos que exigia a imediata ren����ncia do presidente Bashar al-Assad. 13 dos 15 membros do Conselho de Seguran����a aprovaram o projeto apoiado pela Liga ����rabe e pelo ocidente. (...)

As autoridades s����rias t����m atribu����do a viol����ncia no pa����s ���� a�����o de gangues armadas ligadas a al-Qaeda e informam que mais de 2.000 soldados e policiais j���� foram mortos.

Lavrov disse que, na 6����-feira enviou ���� secret����ria de Estado dos EUA Hillary Clinton e ao embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, as emendas propostas pela R����ssia ao texto do projeto a ser votado.

�����Quem desse aten�����o ����quelas emendas facilmente perceberia a racionalidade e a objetividade de nossa posi�����o����� ����� disse Lavrov.

V����rios pa����ses ocidentais dedicaram-se a tentar persuadir Moscou a apoiar uma resolu�����o que, de fato, autorizaria uma a�����o militar na S����ria, mas a R����ssia respondeu repetidas vezes que o furor com que o ocidente est���� tentando legitimar aquela a�����o militar na S����ria obriga a temer que esteja em prepara�����o a repeti�����o de um �����cen����rio l����bio�����.

Na L����bia, for����as rebeldes derrubaram e assassinaram Muammar Gaddafi em outubro de 2011, depois de meses de combates, para cujo desfecho as for����as da OTAN tiveram influ����ncia decisiva.

Embora os termos do projeto que estava sendo votado tenham sido suavizados, aparentemente para superar a oposi�����o dos russos, o ministro das Rela�����es Exteriores da R����ssia disse que, apesar das modifica�����es, o projeto patrocinado pelo ocidente e pela Liga ����rabe continuava a ser decis����o �����unilateral�����.

Para o ministro russo, os grupos que est����o provocando a viol����ncia na S����ria teriam de ser conhecidos e examinados adequadamente ����� o que o Conselho de Seguran����a n����o fez em momento algum. Disse que o projeto agora vetado n����o imp����e qualquer restri�����o ���� a�����o de grupos armados da oposi�����o, e que a R����ssia teme que, aprovada nos termos atuais, a resolu�����o tornar���� imposs����vel qualquer di����logo pol����tico nacional na S����ria.

Al����m do mais, disse Lavrov, o projeto vetado inclu����a a exig����ncia de que as for����as regulares do estado s����rio se retirassem imediatamente de cidades e vilas.

�����Essa exig����ncia, se n����o estiver acompanhada da exig����ncia de que os grupos armados extremistas entreguem as armas, ���� absolutamente provocativa. Nenhum presidente que n����o esteja absolutamente derrotado e que se respeite jamais aceitar���� essa exig����ncia, por mais amea����ado que esteja. E nada, em nenhum caso, justifica render-se e entregar o pa����s a extremistas armados�����, disse Lavrov.

A embaixadora dos EUA na ONU Susan Rice disse no s����bado que �����h���� meses esse Conselho est���� ref����m de dois membros. Esses membros escondem-se atr����s de argumentos ocos e de interesses particulares, ao mesmo tempo em que rejeitam qualquer reda�����o que pressione Assad a deixar o governo�����. [A embaixadora dos EUA aparentemente esquece as mais de 50 vezes em que o mesmo Conselho esteve ref����m de um ����nico membro, exatamente os EUA, que vetaram, contra a maioria dos demais membros, todos os projetos de resolu�����o que visavam a garantir direitos para os palestinos, contra os interesses de Israel (NTs)].

(...) A R����ssia e a China j���� haviam vetado outro projeto de resolu�����o, em outubro de 2011, que continha amea����as de san�����es contra a S����ria.

Lavrov disse tamb����m que outro problema do projeto agora vetado ���� a cl����usula que exige que Assad deixe o governo.

A R����ssia, dos principais apoiadores de Assad durante o levante contra seu regime, j���� dissera, no in����cio da semana, que vetaria qualquer projeto de resolu�����o que exigisse a ren����ncia de Assad e amea����asse com �����outras medidas����� caso ele n����o concordasse. Moscou apresentou um texto alternativo de resolu�����o, que os EUA criticaram por lhes parecer muito suave.

�����J���� dissemos v����rias vezes que n����o estamos protegendo Assad. Estamos protegendo a lei internacional. O Conselho de Seguran����a da ONU n����o tem compet����ncia para intervir em quest����es internas dos estados�����, disse Lavrov.

Lavrov disse tamb����m que s����bado (4/2), ele e o chefe dos Servi����o de Intelig����ncia Exterior da R����ssia, Mikhail Fradkov, estar����o na S����ria, para encontro com o presidente al-Assad agendado para a 3����-feira, cumprindo instru�����es do presidente Dmitry Medvedev.

Churkin, embaixador russo na ONU, disse, depois da vota�����o no Conselho de Seguran����a: �����O projeto de resolu�����o que vetamos n����o reflete satisfatoriamente a realidade em campo na S����ria, e enviaria sinais conflitantes ����s for����as pol����ticas na S����ria.�����

Perguntado por que a R����ssia concordou inicialmente e, adiante, mudou seu voto, Churkin disse que a situa�����o mudou ao longo do ����ltimo m����s, depois que a Liga ����rabe exp����s seus planos para a S����ria[1].

Os chefes das delega�����es russa e chinesa disseram que os pa����ses esperam que a comunidade internacional continue a trabalhar para p����r fim ���� viol����ncia na S����ria.

O governo da S����ria nega qualquer envolvimento nos confrontos violentos em Homs nos ����ltimos dias.

[1] Sobre os planos da Liga ����rabe para a S����ria, ver 3/2/2012, Pepe Escobar, �����Vazou! A agenda da Liga ����rabe para a S����ria�����, em http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/02/pepe-escobar-vazou-agenda-da-liga-arabe.html [NTs].
4.

Tribunal Comunicacional: nem os ciclistas conseguem escapar

Enviado por: "marlos mello" mtbm...@gmail.com   mtm_psi01

Qua, 8 de Fev de 2012 2:07 pm



Tribunal Comunicacional: nem os ciclistas conseguem escapar

fevereiro 8, 2012
**

*Por Cristiano Lange dos Santos, Gilberto Flach, Marcelo Sgarbossa, Marlos
Mello e Vera Regina dos Santos Figueiredo ����� *Laborat����rio de Pol����ticas
P����blicas e Sociais (LAPPUS) <http://www.lappus.org/>* (*)*

�����Nossa inten�����o jamais ser���� a de ofender. Mas o que importa ���� a percep�����o e
n����o a inten�����o�����. Essa foi a justificativa do Editor de Zero Hora (ZH) para
a reportagem �����Bloqueio nas Ruas: quinze quil����metros com
ciclistas<http://zerohora.clicrbs.com.br/pdf/12943276.pdf>�����
de Humberto Trezzi. A justificativa foi publicada numa �����Carta do editor:
Morno, jamais<http://wp.clicrbs.com.br/editor/2012/01/28/8623/?topo=13,1,1,,,77>�����,
em 28 de janeiro de 2012. Entretanto, qual a motiva�����o do editor de ZH em
justificar uma reportagem assinada por um jornalista com 28 anos de
profiss����o?

Sabemos da import����ncia de ZH no Estado do Rio Grande do Sul, tanto
hist����rica quanto pol����tica e economicamente. Vale lembrar que Roberto Ramos
relata a experi����ncia como funcion����rio do jornal Zero Hora para quem: �����n����o
se pode perder de vista a circunst����ncia hist����rica, que gerou ZH. Houve a
extin�����o do ����ltima Hora, por raz����es pol����ticas, e o seu suced����neo, ���� claro,
deveria estar afinado com as conting����ncias da ditadura. Mesmo os seus
pr����-homens nunca negaram as ra����zes do jornal. ZH, indiscutivelmente, foi
concebido como cria do autoritarismo�����. (*A M����quina Capitalista*, 2000, p.
70)

Cria do autoritarismo ou n����o, a sugest����o ���� que o leitor desse artigo possa
ler o livro de Roberto Ramos e tirar as suas pr����prias conclus����es. A
cita�����o, por����m, ���� justificada para marcar o ponto de vista a ser discutido:
a crise de credibilidade da imprensa. Nos ����ltimos anos a imprensa
brasileira vem atravessando uma crise de credibilidade com o surgimento de
diversos livros, dos mais distintos autores, relatando fatos e situa�����es
onde a imprensa teve um papel fundamental, n����o no sentido de revelar a
verdade dos acontecimentos, mas, principalmente, na tentativa de forjar a
verdade conforme seus pr����prios interesses. Cite-se o livro de Palm����rio
D����ria e Mylton Severiano (*Crime de Imprensa*, 2011), que relata exemplos
de contradi�����es cometidos pelos ����rg����os de imprensa.

*�����E o Massa joga aberto: ���� contra. Contra carros nas ruas. Contra motos e
����nibus. Contra Ve����culos motorizados�����.*

A quest����o das contradi�����es da imprensa ���� crucial, necess����ria e, certamente,
delicada. Por exemplo, com que autoridade um jornalista escreve uma
reportagem generalizando todo um grupo de pessoas? Ser���� que o fato de
pertencer a um grupo as coloca numa situa�����o de que todas tenham de pensar
da mesma maneira? Bom, para o Jornalista Humberto Trezzi, que escreveu a
mat����ria em quest����o, parece que sim. ���� por isso que num determinado momento
de sua reportagem afirma: �����*E o Massa joga aberto: ���� contra. Contra carros
nas ruas. Contra motos e ����nibus. Contra Ve����culos motorizados*�����.

Diante dessa quest����o surge a pergunta: Quem ���� o Massa? Massa
Cr����tica<http://massacriticapoa.wordpress.com/>s����o todas as pessoas que
na ����ltima sexta-feira do m����s optam por ir ao Largo
Zumbi dos Palmares em Porto Alegre para pedalar por uma cidade mais
sustent����vel. Nesse principio de que toda Massa Cr����tica ���� uma massa
distinta, ���� imposs����vel n����o aceitar que o pr����prio jornalista fez parte da
Massa Cr����tica do dia 25 de dezembro de 2011, ou n����o? Mas pensando bem, se
por um momento concordarmos com a generaliza�����o do jornalista na
reportagem, estaremos aceitando que ele no dia 25 de dezembro foi: �����Contra.
Contra carros nas ruas. Contra motos e ����nibus. Contra Ve����culos
motorizados�����, ���� isso? Bom, deixaremos esse questionamento para o pr����prio
jornalista nos esclarecer, se quiser.

*A �����legitimidade����� da reportagem*

Muitas pessoas discordam da generaliza�����o da reportagem de Humberto Trezzi,
por����m n����o tiveram a oportunidade de se manifestar, de apresentar a sua
vers����o dos fatos ou de n����o concordar com a publica�����o do jornal. ���� o caso
de Fl����vio Teixeira que teve a sua imagem em destaque na foto da reportagem
de ZH. Nas palavras de Fl����vio �����Eu soube dessa reportagem atrav����s do meu
colega Roberto que me disse ������, tu viu a foto tal, n����o sei o que�����. Eu soube
depois, n����? N����o soube no mesmo dia, mas tentei procurar o jornal e n����o
achei. Ai, agora n����o faz muito, o Roberto conseguiu e me trouxe.�����

Numa tentativa de dar a oportunidade ao Fl����vio para que ele possa
manifestar sua opini����o publicamos abaixo a transcri�����o de uma entrevista
com ele. Logo em seguida ser���� realizada uma an����lise das falas de Fl����vio.

*MM ����� Fl����vio, a respeito da reportagem do Jornal Zero Hora �����quinze
quil����metros com ciclistas�����, assinada pelo jornalista Humberto Trezzi,
recebeste do jornal Zero Hora algum comunicado que a tua imagem iria ser
publicada nessa reportagem?*

*FT* ����� N����o, aqui que t���� o meu questionamento. Eu soube dessa reportagem
atrav����s do meu colega Roberto que me disse ������, tu viu a foto tal, n����o sei o
que�����. Eu soube depois, n����? N����o soube no mesmo dia, mas tentei procurar o
jornal e n����o achei. A����, agora n����o faz muito, o Roberto conseguiu e me
trouxe. Eu se tivesse visto em seguida eu ia tomar a iniciativa de fazer um
contraponto, um questionamento, n����? Porque eles botaram ali uma vis����o
totalmente distorcida, uma vis����o tendenciosa diria, n����? E por cima usaram a
minha imagem, n����? Eu acho que, primeira coisa, t���� eles n����o tinham o meu
contato na hora ali, mas eles usaram a imagem sem eu saber. Ent����o, eles
fizeram um texto totalmente tendencioso e eu poderia at���� t���� exigindo alguma
repara�����o porque eu achei muito ruim o que fizeram comigo. Pra um cara que
se diz ciclista (falando do jornalista Huberto Trezzi), fazer um texto
daquele ali, eu discordo totalmente.

*MM ����� Mas tu diz isso porque viu a tua imagem associada a algo? Deixa eu
explicar: como ���� que tu te sentiu vendo a tua imagem associada a uma
reportagem onde pessoas s����o acusadas de serem �����contra. Contra carros nas
ruas. Contra motos e ����nibus. Contra ve����culos motorizados����� ?*

*FT* ����� O conte����do do texto ���� totalmente negativo. O que ele fala ���� que o
pessoal n����o respeita o tr����nsito. Ou seja, ele faz uma associa�����o para
parecer que a massa ���� negativa e, na foto, eu to����bem na frente. Eu n����o fui
comunicado de nada e ainda por cima tive a minha imagem associada a um
texto de forma negativa, pejorativa, que me prejudicou. Eu n����o t���� dizendo
que a foto n����o ficou boa, a foto ficou boa, eu sa���� bem espont����neo, mas no
momento que junta o texto e a imagem ���� que fica ruim. Eu n����o gostei da
forma como eles associaram a minha imagem ao que foi publicado.

*MM ����� E se a tua imagem fosse associada a uma coisa �����positiva�����, por
exemplo, �����ciclistas passeiam pela orla do gua����ba�����, afetaria a tua imagem?
Tu te sentiria prejudicado?*

*FT* ����� N����o, eu acho que n����o. O problema t���� quando associa o texto ���� imagem.
Por exemplo, como no movimento negro, n����? A gente procura reivindicar
quando associam a palavra negro com uma coisa negativa, por exemplo, �����magia
negra, negro ���� sujo, negro ���� bagunceiro�����, quando associa, entende? E ali eu
to sentindo a mesma coisa. Eu t���� ali me vendo naquela imagem na frente, o
que que v����o pensar? �����ah esse aqui ���� o l����der dos vagabundos�����. Enquanto na
verdade a ideia da massa ���� ser um coletivo e n����o ter nenhum �����comandante�����
como ele fala no texto da Zero Hora.

*MM ����� Mas no texto, lendo a reportagem tu achas que ele tenta passar uma
imagem que a massa cr����tica ���� um grupo �����organizado����� com objetivo de ser
contra tudo? �����Contra carros nas ruas. Contra motos e ����nibus. Contra
ve����culos motorizados����� ? Pra ti, ���� isso que a massa representa? Tu est����s na
massa por esses motivos que o Humberto fala?*

*FT* ����� N����o, assim ����. Todo o grupo de pessoas quando come����a a crescer, grupo
grande mesmo, ele come����a a incomodar e come����a a aparecer diversas coisas
sobre ele, entende? A massa ���� composta por diversas personalidades, certo?
n����o existe um grupo monol����tico onde todo mundo pensa igual. Sempre vai ter
algu����m com outras ideias, inclusive diferentes umas das outras. Ent����o, n����o
tem como controlar. Num grupo pequeno at���� ���� poss����vel orientar, mas num
grupo grande, n����o tem como. As iniciativas s����o distintas. Tem gente que
pula, tira foto, se diverte, mas ���� isso n����?

*MM ����� Eu n����o sei se eu to entendendo bem, mas deixa eu tentar: tu esta
querendo me dizer que o �����esp����rito����� da massa ���� diferente em cada encontro, ����
isso? Por exemplo, naquele dia que o Humberto Trezzi fez a reportagem ele
tamb����m era massa cr����tica, ���� isso?*

*FT* ����� Sim, ele tamb����m. Mas ele foi com uma finalidade. A finalidade dele
era fazer uma reportagem, talvez com uma imagem j���� pr����-concebida da massa.
Ou seja, na minha opini����o, ele j���� foi exatamente pra escrever o que ele
escreveu. Ele tava participando como ciclista, mas a ideia dele era de
fazer uma reportagem �����metendo pau����� na massa cr����tica. E mais, pra meter pau
na massa cr����tica ele utilizou a minha imagem e a de todo mundo que tava.

*MM ����� E, Fl����vio, e os teus familiares e amigos? Depois que eles viram essa
reportagem, viram l���� a tua foto estampada em destaque como pertencente a um
grupo qualificado com todos esses �����adjetivos�����, como ���� que eles se sentiram?
O que eles te disseram?*

*FT* ����� Ent����o, eu moro sozinho, n����? E os meus irm����os eu n����o sei se eles
viram, n����? Mas os meus amigos gostaram. Viram l���� a foto mais do que o
texto, entendeu? Me disseram que eu sai bem na foto, me reconheceram de
primeira. Mas realmente a foto ficou boa, s���� n����o me comunicaram, n����o me
disseram nada, entende?

Quem leu a reportagem de ZH, provavelmente deve ter pensando que Fl����vio
pertence a um grupo de pessoas que se re����ne para manifestar de forma
�����ca����tica, an����rquica e rebelde����� e, ainda por cima, desrespeitando o status
quo da legalidade, que, naquele momento ���� representado pelas sinaleiras de
tr����nsito, n����o ���� isso? No entanto, depois de ler a transcri�����o da entrevista
percebe-se que nem todos pensam da mesma maneira e que n����o h���� um grupo
organizado para manifestar por uma causa, como o jornalista relata em sua
reportagem.

Entretanto, o ponto fundamental da entrevista ���� quando Fl����vio relata como
se sentiu vendo a sua imagem publicada no jornal ZH sem ser comunicado e,
principalmente, associado a uma reportagem que n����o condiz com a sua forma
de pensar. Dessa forma, a partir do ponto de vista do entrevistado, o
jornal, prejudicou a sua imagem e o colocou numa situa�����o de imenso
constrangimento.

E mais, a reportagem de Humberto Trezzi fere o cumprimento do Guia de ����tica
e Autorregulamenta�����o Jornal����stica do Grupo
RBS<http://gruporbs.com.br/responsabilidade_social/guia_etica/guiaEtica2011.pdf%20p.%2007.>,
lan����ado recentemente em Porto Alegre, com a presen����a do Ministro Ayres
Brito, do Supremo Tribunal Federal, que tem por �����objetivo priorit����rio de
assegurar ao p����blico seu direito ���� informa�����o independente, ���� opini����o
plural, ����s respostas e ����s corre�����es sempre que estas se fizerem
necess����rias.�����

Essa ���� apenas uma das quest����es: i) isso ���� compromisso com a liberdade de
informa�����o? ii) a ����tica foi respeitada? iii) ���� assim que deve agir um
jornal? iv) e as corre�����es ���� mat����ria? S����o quest����es sem respostas.

*Opini����o pessoal de uma ����nica opini����o*

O Jornal ZH errou ao n����o comunicar ����s pessoas que estava tirando fotos e,
principalmente, que iria publicar essas imagens. Outra coisa, mesmo que
publicasse as fotos, deveria ao menos proteger a imagem dessas pessoas que
tiveram seus rostos expostos ao julgamento, tanto do jornalista, como
tamb����m dos leitores. Ao que consta no direito de imagem previsto no artigo
5����, inciso X, da Constitui�����o Federal.

Percebe-se, dessa forma, o abuso na forma como a informa�����o foi veiculada
ao p����blico, generalizando-a e configurando-se numa tentativa de induzir os
leitores a conclus����es equivocadas e estereotipadas. Frise-se que a
dial����tica deve sempre estar presente na formula�����o de mat����rias
jornal����sticas, com vistas a ado�����o de uma posi�����o isenta e ����tica. Para
reparar tal equ����voco, formulado pela opini����o pessoal de uma ����nica opini����o,
o jornal ZH deveria procurar entrevistar algumas pessoas que estavam na
Massa Cr����tica naquele dia da reportagem. Quem sabe, ent����o, nem fosse
necess����rio esse artigo.

*A import����ncia da regulamenta�����o*

Por fim, a crise de credibilidade da imprensa brasileira, mais
especificamente neste caso do Jornal ZH, passa pelo que o Governador Tarso
Genro classificou de �����Tribunal Comunicacional�����, cujas investiga�����es dos
rep����rteres, competentes ou incompetentes, promovem um ju����zo p����blico que
pode punir ou perdoar conforme seus pr����prios interesses. No caso, tal tipo
de contradi�����o, nunca mereceu maior aten�����o como nos dias de hoje. No
entanto, de prefer����ncia essa quest����o ���� colocada de lado no jornal ZH, que
tem a pretens����o de ficar acima do bem e do mal, de ser imparcial, de n����o
possuir partidos e nem interesses.

No fundo, a estrat����gia de ZH ���� conhecida por tentar sempre se revestir do
manto burgu����s da neutralidade. Na pr����tica, s���� a lei pode garantir o
direito a qualquer pessoa manifestar sua opini����o. Para tanto, ���� preciso
tratar com seriedade a quest����o dos meios de comunica�����o. H���� em andamento,
pois, com grande possibilidade de aprova�����o no Estado do Rio Grande do Sul,
a cria�����o do Conselho Estadual de Comunica�����o. Este processo de
regulamenta�����o democr����tica e participativa poder���� evitar que viola�����es aos
direitos constitucionais da liberdade de express����o e abusos no direito ����
informa�����o sejam perpetradas, e assim avan����ar na democracia e no Estado de
Direito.

*Cristiano Lange dos Santos, advogado, especialista e Mestre em Direito.
Procurador Jur����dico do Laborat����rio de Pol����ticas P����blicas e Sociais ����� LAPPUS.
*

*Gilberto Flach, Gestor, especialista em projetos sociais. Membro do
Laborat����rio de Pol����ticas P����blicas e Sociais ����� LAPPUS.*

*Marcelo Sgarbossa, advogado especialista e mestre, Doutorando em Direito
pela UFRGS. Diretor do Laborat����rio de Pol����ticas P����blicas e Sociais ����� LAPPUS.
*

*Marlos Mello, Psic����logo social, Pesquisador da UFRGS. Membro do
Laborat����rio de Pol����ticas P����blicas e Sociais ����� LAPPUS.*

*Vera Regina dos Santos Figueiredo, estudante de Administra�����o. Membro do
Laborat����rio de Pol����ticas P����blicas e Sociais ����� LAPPUS.*
5.

Resposta: H���á diferen���ças e prioridades - [PT, PSDB e privatiz

Enviado por: "Carceroni48" carce...@yahoo.com.br   carceroni48

Qua, 8 de Fev de 2012 5:56 pm



Concess���ões

As concess���ões de servi���ços p���úblicos precisam ser avaliadas, sob o ponto de vista do interesse coletivo, especialmente dos mais pobres, os principais usu���ários. Neste sentido, importa mais avaliar as concess���ões de servi���ços de maior interesse do conjunto da popula���ção. Neste caso se inclui a absoluta prioridade dos transportes p���úblicos municipais e metropolitanos, como ���ônibus, metr���ôs e outros meios que surgirem no futuro, sem esquecermos at���é mesmo dos tradicionais t���áxis.

Nesta gama de interesses, inclui-se tamb���ém as concess���ões rodovi���árias, com cobran���ça de ped���ágio. Estas encarecem at���é mesmo a cesta b���ásica, item de real interesse de todos, al���ém de onerar quase todos os bens de consumo.

A realidade ���é que as concess���ões funcionam sob a premissa do lucro empresarial. Estas, do meu ponto de vista, n���ão deveriam onerar e sacrificar a popula���ção usu���ária, com p���éssimos servi���ços e com seu peso no or���çamento familiar muito grande, para as fam���ílias de baixa renda, como ocorre nos n���íveis municipais e metropolitanos.

As concess���ões de aeroportos est���ão longe de se encaixarem neste quadro. Elas servem a uma pequena fra���ção da popula���ção, com maior n���ível de renda e em boa parte interessada e disposta a pagar por melhores servi���ços. Esse, ali���ás, ���é o motivo dos elogios da elite brasileira aos ped���ágios de alto pre���ço de algumas rodovias. Trata-se de elogio ego���ísta, pois o ���ônus principal recai, sobretudo, nos ombros do conjunto da popula���ção, em face da eleva���ção dos custos rodovi���ários de transporte de bens de consumo e alimentos.

Sobre os ped���ágios, h���á uma quest���ão importante! Como se explicar os pesados ped���ágios da lavra tucana, comparados aos baixos custos das mais recentes concess���ões federais, de mesma qualidade de manuten���ção? Na BR040 paga-se pelo menos R$8,00, por trecho concedido at���é 2002, para ve���ículo de pequeno porte. Na BR381 paga-se R$1,30, em trecho equivalente, concedido no governo Lula.

As diferen���ças s���ão brutais e inexplic���áveis. O PSDB e o PT, neste assunto, agiram de forma diversa. Pelo visto, um visou o lucro do concession���ário e o outro o bolso do consumidor. A menos que se argumente que a causa da diferen���ça seja apenas devida a uma "incompetente" avalia���ção de custos reais e margem de lucro equivocadas.

Luiz Fernando Carceroni
Fev2012

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-----Mensagem Original-----
De: Juracy Ventura
Para: politica-br@yahoogrupos.com.br ; 3setor@yahoogrupos.com.br
Cc: carceroni48@yahoo.com.br ; Juracy Ventura
Enviada em: quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 10:33
Assunto: PT , PSDB e privatiza���ções

Prezado Carceroni, Fl���ávio e colegas

Entendi tudi correto e parece que consegui fazer com que os colegas tamb���ém percebessem. e aceitassem discutir sem malhar PSDB ou PT

A M���ídia atende aos interesses do grupo capitalista dominante. O grupo capitalista dominante mais os pequenos grupos de "elite" social ainda existentes mesmo que n���ão capitalistas, cooptam os partidos pol���íticos para que os mesmos efetivem pol���íticas de seu interesse.

O PSDB e o PT s���ão os partidos aparelhados que se apresentam neste momento pol���ítico. Manipulados e controlados (chantageados??/) pelo PMDB.

Aceitam o jogo para permanecerem competitivos e no poder.

Podemos discutir pol���ítica e o interesse do pa���ís com isto posto como premissa!!!! ���Ò� simples assim.

Ent���ão, quanto ���às privatiza���ções da primeira onda (PSDB) j���á temos todos os dados e um certo consenso em rela���ção aos preju���ízos para o pa���ís. Apoiado!!!
Podemos nos antecipar e come���çar a discutir agora a segunda onda. A do PT. Proponho ent���ão que comecemos pela quest���ão dos aeroportos.

O argumento ���é o mesmo. Privatizar para conseguir recursos extras para infraestrutura. E o reconhecimento de que n���ão h���á dinheiro para a opera���ção do estado.

Proponho que quem apoie a privatiza���ção dos aeroportos apresente os argumentos e os fundamentos a favor da entrega dos mesmos, para que iniciemos a discuss���ão.

Atenciosamente

Juracy Ventura

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De: Carceroni48 <carceroni48@yahoo.com.br>
Para: politica-br@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Ter���ça-feira, 7 de Fevereiro de 2012 22:14
Assunto: Resposta: *BR* Esclarecimento!!!! Ao PT e ao PSDB

Juracy,

Sinto dize-lo, mas voc���ê n���ão atinou para os fatos reais. A censura existe em todas as reda���ções da grande imprensa, de forma avassaladora e combinada, na grande m���ídia. H���á um pacto ideol���ógico de jornais revistas e canais de TV de grande audi���ência, em peneirar not���ícias e fatos a serem revelados ao p���úblico, em geral. A Globo, Folha , Estad���ão e Veja lideram esta iniciativa, atrav���és de seus chefes de reda���ção. Confira um exemplo concreto.

O Livro - A Privataria Tucana - do Jornalista Amaury Ribeiro Junior, ���é o maior fen���ômeno de vendas da Hist���ória Brasileira. H���á semanas o livro ocupa o 1���º lugar em vendas. A Rede Globo, Folha, Estad���ão e Veja nunca comentaram o conte���údo explosivo do livro. Apenas a contesta���ção de Serra e de outros tucanos apareceu contra o Livro.

Luiz Fernando Carceroni
Fev2012

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-----Mensagem Original-----
De: Juracy Ventura
Para: politica-br@yahoogrupos.com.br
Cc: vasaal10@yahoo.com.br ; 3setor@yahoogrupos.com.br ; juracyventura@yahoo.com.br
Enviada em: segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 10:02
Assunto: *BR* Esclarecimento!!!! Ao PT e ao PSDB

Prezados colegas dos grupos
Vou novamente fazer um alerta e um Pedido

Mensagens como esta abaixo est���ão sendo disseminadas por nossos grupos e discuss���ões. Tenho certeza que na maioria por pessoas s���érias e cidad���ãos preocupados com a democracia e o bem do pa���ís, mas...
S���ão perigosas, no sentido de que a liberdade e a censura parecem estar vinculadas ���à um enfrentamento entre o PT e a "direita" seja l���á o que signifique isto (PSDB?).
���Ò� um discurso falacioso e perigoso. Repito de novo: na ditadura dos militares o argumento era o mesmo para a censura. S���ó que o "inimigo" que se apontava como sendo quem iria se aproveitar da "liberdade plena" era o comunismo. A esquerda, seja l���á o que signifique isto (PT?).
Vejam, o argumento ���é que a imprensa vai minar os bons (quem est���á no poder), jogando sujo a favor dos maus (quem n���ão est���á no poder). ���Ò� o mesmo argumento.
Ent���ão eu vou responder ���à mensagem em nome de todos os que n���ão querem falsos pol���íticos, corruptos, donos da verdade e da liberdade, messias, cordeiros e seus arautos, fl���âmulos, etc. Se n���ão ficou claro, vou responder pelos que suspeitam que PT/PMBB e PSDB/DEM s���ão simplesmente duas faces da mesma moeda e querem permanecer para sempre no banquete.
N���ós que queremos democracia, cidadania e o bem do Brasil temos certeza de que liberdade e pluralidade s���ão fundamentais e qui���çá o ���único caminho. Censura interessa aos n���ão democr���áticos e aos corruptos. Da direita e da esquerda, de qualquer cor, N���ão se distingue corrupto e mau brasileiro pelo partido que ele est���á filiado. Apenas pela transpar���ência e publicidade de tudo. ���Ò� simples assim.

Ent���ão por favor PT/PSDB/DEM/PMDB e aliados na corrup���ção e falta de democracia, mordam-se mas deixem a liberdade prosperar e n���ão apresentem o veneno da censura.

Respeitosamente

Juracy Ventura

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De: valerio SANTIAGO <vasaal10@yahoo.com.br>
Para: beatrice listas <beatrice.lista@elo.com.br>
Enviadas: Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012 9:35
Assunto: *BR* Esclarecimento!!!!

Os grandes meios de comunica���ção do eixo S���ão Paulo ���⒠�� Rio de Janeiro (o que inclui jornais, revistas, r���ádios, televis���ões e portais de internet) v���êm empreendendo uma cruzada contra o que chamam de ���⒠��censura ���à liberdade de imprensa���⒠�� ou ���⒠��de express���ão���⒠�� que estaria sendo planejada pelo Partido dos Trabalhadores e seus aliados ou simpatizantes, de forma a coibirem cr���íticas ao governo federal.
Para esses ve���ículos, n���ão pode haver limite para cr���íticas ao governo,ainda que nunca tenham esclarecido se a premissa valeria para qualquer governo ou s���ó para os governos do PT.

[As partes desta mensagem que n���ão continham texto foram removidas]

[As partes desta mensagem que n���ão continham texto foram removidas]

[As partes desta mensagem que n���ão continham texto foram removidas]

6.

Privatiza��o X Concess�o

Enviado por: "Carceroni" carce...@yahoo.com.br   carceroni48

Qua, 8 de Fev de 2012 6:52 pm



Privatiza�����o X Concess����o

Nas privatiza�����es transferiu-se de forma permanente o patrim����nio P����blico da uni����o para GRUPOS ECON����MICOS DA INICIATIVA PRIVADA

Nas concess����es o patrim����nio p����blico continuar���� sendo da Uni����o, sob os cuidados dos concession����rios. Ao final do contrato de concess����o todos os investimentos e benfeitorias realizados reverter����o para a Uni����o.

As concess����es de servi����os e melhorias de aeroportos oneram diretamente o usu����rio do servi����o.

Os servi����os e melhorias de aeroportos, por conta da Uni����o, oneram a todos os cidad����os, os que usam e os que n����o usam avi����es.

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Governo faz gol de placa em licita�����o de aeroportos

Jos���� Augusto Valente

O governo federal, contrariando todas as expectativas, inclusive a minha, conseguiu realizar com sucesso a licita�����o de concess����o da gest����o dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Bras����lia. Os valores de outorga superaram em muito os pisos estabelecidos. Foi um verdadeiro gol de placa, como diz a m����sica de Jorge Ben.

A partir da assinatura dos contratos, os cons����rcios vencedores iniciar����o a gest����o desse aeroportos, cuidando de toda a infraestrutura de carga e de passageiros, atendendo aos padr����es de qualidade requeridos.

Redu�����o significativa de filas e de tempo de espera das bagagens e ambientes limpos e confort����veis, entre outros itens, ter����o que ser garantidos pelos concession����rios, al����m de um fluxo permanente de recursos em manuten�����o.

A Infraero tem 49% de participa�����o em cada um desses cons����rcios, o que garantir���� a agrega�����o da experi����ncia de seus funcion����rios, especialmente na movimenta�����o de cargas.

Ainda assim, algumas cr����ticas foram e continuam sendo feitas, no movimento social e na blogosfera, que penso n����o procederem, conforme fundamenta�����o abaixo:

1. Privatiza�����o versus concess����o

A principal cr����tica ���� de que o governo Dilma realizou a privatiza�����o dos tr����s aeroportos.

N����o ���� fato, j���� que, entre outras coisas, o patrim����nio continuar���� sendo da Uni����o, embora sob os cuidados dos concession����rios. Ao final do contrato de concess����o todos os investimentos realizados reverter����o para a Uni����o.

O que o governo fez foi contratar a gest����o, servi����os e obras desses aeroportos, na modalidade de concess����o com outorga, por um per����odo de "x" anos. Esses contratos ser����o remunerados n����o com recursos or����ament����rios, mas com receitas auferidas pelos concession����rios.

2. As concession����rias poder����o fazer o que quiserem

N����o ���� verdade. Insisto que as empresas apenas far����o a gest����o e os investimentos, conforme definido no Edital. As decis����es estrat����gicas continuar����o sendo da Uni����o. Ali����s, hoje j���� ���� assim.

Afinal, n����o temos aeroportos isolados, mas um sistema aeroportu����rio, que funciona de forma integrada e que continuar���� sob a gest����o da Infraero e da Secretaria Nacional de Avia�����o Civil e regulado pela ANAC.

3. As concession����rias ficar����o com o "fil����" e a Infraero com o "osso"

Essa fala quer dizer: as concession����rias ficar����o com os aeroportos lucrativos do sul-sudeste maravilha e mais Bras����lia enquanto que os demais aeroportos de regi����es mais pobres ficar����o com a Infraero.

Ser����o arrecadados aos cofres p����blicos, ao longo dos anos, cerca de R$ 24,5 bilh����es. Parte desses recursos ser����o reinvestidos no "osso". Outra parte ter���� destina�����es diversas.

Ainda assim, temos que pensar que esses tr����s aeroportos s����o os mais demandantes de recursos or����ament����rios para as obras de amplia�����o de capacidade e moderniza�����o. Assim como os demais, que far����o parte da segunda etapa de concess����o. Como estes n����o demandar����o mais recursos or����ament����rios, sobrar���� mais para o "osso".

4. ���� absurdo o BNDES investir recursos p����blicos nesses contratos

Na minha opini����o, ���� melhor o BNDES investir - e ter retorno financeiro, ainda que com juro menor que o mercado - nesses contratos do que todos os contribuintes o fazerem a fundo perdido.

O BNDES, ao financiar os investimentos nos aeroportos, est���� financiando a amplia�����o e melhoria de patrim����nio da Uni����o, j���� que, em momento algum, os ativos ser����o propriedade das concession����rias. Al����m disso, continuar���� financiando metr����, trem urbano e outros itens de infraestrutura de elevado interesse social. Portanto, investimentos nessas concess����es n����o impedir���� ou reduzir���� os investimentos sociais.

Aqueles que defendem que somente sejam utilizados recursos or����ament����rios para a amplia�����o de capacidade e moderniza�����o dos aeroportos, sem que haja retorno financeiro desses investimentos, precisam dizer com todas as letras que preferem que todos paguem - mesmo aqueles que nunca utilizar����o avi����o em suas vidas - do que apenas os usu����rios do sistema.

Eu defendo que apenas os usu����rios do sistema aeroportu����rio paguem, para que sobre mais recursos or����ament����rios para destina�����o social.

O governo federal est���� de parab����ns pela compet����ncia demonstrada nessa licita�����o.

Jos���� Augusto Valente ���� Diretor Executivo do Portal T1
7.

que VERGONHA, Presidenta Dilma!

Enviado por: "gustavo santos" gustavoa...@gmail.com   resumo.desenvolvimentistas

Qua, 8 de Fev de 2012 7:49 pm



Lob����o confirma sa����da de Guilherme Estrella da Petrobras
Por *Yvna Sousa e Rafael Bitencourt | Valor*

*BRAS����LIA *- O ministro de Minas e Energia, Edison Lob����o, confirmou nesta
tarde que o atual diretor de Explora�����o e Produ�����o da Petrobras, Guilherme
Estrella, deixar���� o cargo.

Segundo o ministro, ainda n����o ser����o indicados nomes para a diretoria na
reuni����o de amanh���� do Conselho Administrativo da Petrobras, j���� que ainda
falta a defini�����o por parte da presidente Dilma Rousseff.

O conselho tamb����m n����o deve decidir quem substituir���� Maria das Gra����as
Forster na diretoria de G����s e Energia. Na reuni����o, ela ter���� seu nome
confirmado para a Presid����ncia da Petrobras no lugar de Jos���� S����rgio
Gabrielli.

�����N����o se far���� nenhuma indica�����o na reuni����o do conselho amanh����. A menos que
at���� l���� a presidente possa se definir sobre os nomes que est����o sendo
examinados�����, declarou Lob����o, antes de participar de reuni����o preparat����ria
para o Rio+20, no Itamaraty.

O ministro admitiu que o ex-presidente da Petrobras Jos���� Eduardo Dutra pode
assumir a rec����m-criada diretoria corporativa, unidade que ser���� respons����vel
pelo quadro administrativo e por quest����es internas da estatal. Ele disse
que Dutra ���� um "nome qualificado" para o cargo, j���� que o crit����rio para as
nomea�����es ser���� �����t����cnico�����.

�����Ele tem toda a qualifica�����o para isso, porque foi presidente da Petrobras
e da BR Distribuidora. ���� um executivo muito bom, tem qualifica�����o de sobra
para isso�����, disse Lob����o.

O ministro ressaltou que a nova diretoria "n����o ���� um favor" a Dutra,
ex-presidente do PT e ����nico dos tr����s coordenadores da campanha de Dilma ����
Presid����ncia a ficar sem um cargo ou fun�����o no governo -- os outros dois
eram o ex-ministro Antonio Palocci e o atual ministro da Justi����a, Jos����
Eduardo Cardozo.

*(Yvna Sousa e Rafael Bitencourt | Valor) *

****

*Quem s����o os maiores interessados na substitui�����o de Guilherme Estrella na
mais importante das diretorias da Petrobras, a que cuida, exatamente, da
pesquisa e produ�����o???*****

*Estrella est���� ainda jovem para abandonar a miss����o de que se encarregou na
Petrobras.*****

****

****

*Mudan����as na Petrobr����s e a soberania do Pa����s.*****

*por Mauro Santayana*****

Certos jornais e alguns de seus analistas pol����ticos est����o, de maneira
dissimulada e com as artimanhas conhecidas, insinuando e apoiando a sa����da
do ge����logo Guilherme Estrella da mais importante das diretorias da
Petrobras, a que cuida, exatamente, da pesquisa e produ�����o. Do ponto de
vista t����cnico, parece improv����vel que o Brasil disponha de outro quadro como
Estrella. Ele entrou para a empresa mediante concurso p����blico, h���� 48 anos,
logo depois de formado ����� e se destacou, em seguida, como um dos mais
competentes profissionais da institui�����o.****

Sua trajet����ria, a partir de ent����o, se insere na constru�����o da hist����ria da
empresa. Participou das primeiras pesquisas e explora�����o do ����leo no mar
brasileiro. A partir de suas investiga�����es te����ricas sobre a geologia
mar����tima, conduziu os estudos pioneiros que levaram ���� descoberta das
jazidas do pr����-sal. Como ge����logo de campo, e trabalhando para a Petrobr����s
no Iraque, descobriu, em 1976, o gigantesco campo de Majnoon, com reservas
superiores a 10 bilh����es de barris. Como se sabe, o Brasil renunciou ����
explora�����o desse campo, por iniciativa do ent����o Ministro de Minas e
Energia, Shigeaki Ueki.****

Estrella foi o coordenador da instigante investiga�����o cient����fica, que
atribui a origem do petr����leo brasileiro a dep����sitos lacustres, anteriores ����
separa�����o dos continentes africano e sulamericano. Assim se formou o
pr����-sal, com o Atl����ntico ocupando o espa����o lentamente aberto, durante
s����culos geol����gicos. O diretor de Pesquisa e Produ�����o da Petrobr����s ����, assim,
um dos mais importantes ge����logos do mundo. Sem d����vida, ���� o mais competente
profissional da ����rea em nosso pa����s, ao associar o saber te����rico ���� pr����tica,
como pesquisador de campo ����� que foi durante d����cadas ����� e ao ����xito no
cumprimento da responsabilidade pela descoberta e produ�����o de nossas
jazidas.****

Mas o ge����logo Guilherme Estrella tem dois defeitos grav����ssimos, e, por
isso, todos os interesses antinacionais ����� internos e externos ����� se unem
para derrub����-lo, neste momento de mudan����as na empresa. O primeiro deles ���� o
seu confessado nacionalismo. O diretor de pesquisas e explora�����o foi
nomeado pelo governo Lula, em sua pol����tica de recuperar a empresa, minada
pela administra�����o entreguista e irrespons����vel do governo Fernando Henrique
Cardoso.****

Seu antecessor no cargo, Jos���� Coutinho Barbosa, protelava as perfura�����es
explorat����rias, a fim de que, ao vencer o prazo para as prospec�����es, em
agosto de 2003, as ����reas novas fossem devolvidas ���� ANP. Com isso, seriam
outra vez levadas a leil����o, a fim de serem arrematadas pelas empresas
estrangeiras. Em poucos meses ����� de janeiro a agosto ����� Guilherme Estrella
acionou a equipe de ge����logos, conduziu-a com seu entusiasmo e capacidade de
trabalho, e conseguiu descobrir mais seis bilh����es de barris, dos 14 bilh����es
das reservas brasileiras antes do pr����-sal. Assim, impediu a grande trapa����a
que estava em andamento.****

A outra raz����o ���� a transparente vis����o human����stica de Guilherme Estrella. O
ge����logo n����o separa a ci����ncia de sua responsabilidade pela busca da justi����a
e da igualdade social para todos os homens. Em dezembro ����ltimo, ao falar em
Doha, no Qatar, durante o 20���� Congresso Mundial do Petr����leo, ele, depois de
seu excurso t����cnico sobre o ����leo no mundo, suas reservas e perspectivas,
aproveitou sua palestra para denunciar o sofrimento de grande parte da
humanidade, sobretudo da parcela africana, em conseq�����ncia da desigualdade
e da injusti����a. �����Todos n����s devemos ter vergonha disso����� ����� resumiu.****

Os maiores interessados na substitui�����o de Guilherme Estrella s����o, em
primeiro lugar, as empresas multinacionais, que t����m, no profissional, o
principal guardi����o dos interesses brasileiros. N����o s���� as petrol����feras, mas,
tamb����m, as fornecedoras de equipamentos. Desde 2003, o diretor de Pesquisa
e Explora�����o da Petrobr����s vem revertendo, na medida do poss����vel, a danosa
situa�����o imposta pelo governo neoliberal, que, ao nivelar, nos mesmos
direitos legais, as empresas estrangeiras com as brasileiras, promoveu a
fal����ncia de ind����strias nacionais, entre elas algumas fornecedoras de
equipamentos para a Petrobras.****

Guilherme Estrella tem procurado encaminhar as encomendas para as empresas
genuinamente brasileiras, sem prejudicar o desempenho da Petrobr����s como um
todo. Gra����as a essa pol����tica, ditada pelo interesse nacional, e recomendada
pelo governo, reativou-se a ind����stria naval, e as plataformas, antes
encomendadas no Exterior, est����o sendo produzidas no Brasil, com a redu�����o
da participa�����o estrangeira ao absolutamente necess����rio.****

Outros interessados pela substitui�����o do diretor s����o os not����rios fisi����logos
do PMDB. Como ���� de incumb����ncia dessa diretoria as compras de equipamentos
caros e pesados, ela vem sendo disputada pelo partido. Est���� claro que o
ministro Edison Lob����o deseja a substitui�����o de Guilherme Estrella. Mas ����
improv����vel que o padrinho pol����tico do Ministro, o senador Jos���� Sarney �����
reconhecidamente um nacionalista ����� aceite, e nesse momento internacional
dif����cil, a co-responsabilidade pela sa����da do atual diretor de Pesquisa e
Produ�����o da Petrobr����s. Recorde-se que em seu governo o presidente Sarney
resistiu e n����o privatizou nenhuma empresa. E quando Fernando Henrique
decidiu privatizar a Vale do Rio Doce, Sarney escreveu-lhe uma carta
vigorosa condenando a iniciativa.****

O conhecimento ���� o principal instrumento da soberania. Homens como
Guilherme Estrella n����o se escolhem com crit����rios pol����ticos menores, mas,
sim, em decis����es maiores de pol����tica de Estado. E cabe um esclarecimento:
quando Lob����o diz que o diretor est���� pretendendo deixar o cargo, emite um
palpite, ou expressa desejo pessoal ����� que n����o lhe cabe manifestar. Ao
ministro cabe executar uma pol����tica de governo.****

���� certo que os inimigos do ge����logo o t����m submetido a solerte guerra de
desgaste, com o prop����sito, deliberado, de provocar uma rea�����o emocional de
sua parte. ****

*Mas Estrella ���� bastante arguto para perceber quem est���� por detr����s da
campanha para afast����-lo.*****

*Aos 69 anos, est���� ainda jovem para abandonar a miss����o de que se
encarregou, no dia em que come����ou a trabalhar na empresa ����� a primeira e
����nica ocupa�����o de sua vida. *****

*Ele sabe, que, no fundo, isso constituiria quase um ato de trai�����o ao
Brasil e ao seu povo.*****

*N����o lhe cabe, por isso mesmo, demitir-se do cargo que ocupa.*****

****

O Banco de Dados de V����rus interno expirou.
Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br
Vers����o: 9.0.914 / Banco de dados de v����rus: 271.1.1/3926 - Data de
Lan����amento: 09/29/11 04:34:00****

--
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http://saobartolomeu.com/
8.

Governo faz gol de placa em licita���ção de aeroportos

Enviado por: "Jos���é Augusto Valente" jafva...@yahoo.com.br   jafvalente

Qua, 8 de Fev de 2012 8:54 pm



Governo faz gol de placa em licita���ção de aeroportos

Enviada em 8 de fevereiro de 2012imprimir��� -��� enviar para um amigo
(Publicado��� no Blog do Z���é Dirceu, em 8/2/12)
O governo federal, contrariando todas as expectativas, inclusive a minha, conseguiu realizar com sucesso a licita���ção de concess���ão da gest���ão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Bras���ília. Os valores de outorga superaram em muito os pisos estabelecidos. Foi um verdadeiro gol de placa, como diz a m���úsica de Jorge Ben.
A partir da assinatura dos contratos, os cons���órcios vencedores iniciar���ão a gest���ão desse aeroportos, cuidando de toda a infraestrutura de carga e de passageiros, atendendo aos padr���ões de qualidade requeridos.
Redu���ção significativa de filas e de tempo de espera das bagagens e ambientes limpos e confort���áveis, entre outros itens, ter���ão que ser garantidos pelos concession���ários, al���ém de um fluxo permanente de recursos em manuten���ção.
A Infraero tem 49% de participa���ção em cada um desses cons���órcios, o que garantir���á a agrega���ção da experi���ência de seus funcion���ários, especialmente na movimenta���ção de cargas.
Ainda assim, algumas cr���íticas foram e continuam sendo feitas, no movimento social e na blogosfera, que penso n���ão procederem, conforme fundamenta���ção abaixo:

1.���   ��� Privatiza���ção versus concess���ão
A principal cr���ítica ���é de que o governo Dilma realizou a privatiza���ção dos tr���ês aeroportos.
N���ão ���é fato, j���á que, entre outras coisas, o patrim���ônio continuar���á sendo da Uni���ão, embora sob os cuidados dos concession���ários. Ao final do contrato de concess���ão todos os investimentos realizados reverter���ão para a Uni���ão.
O que o governo fez foi contratar a gest���ão, servi���ços e obras desses aeroportos, na modalidade de concess���ão com outorga, por um per���íodo de ���⒠��x���⒠�� anos. Esses contratos ser���ão remunerados n���ão com recursos or���çament���ários, mas com receitas auferidas pelos concession���ários.

2. As concession���árias poder���ão fazer o que quiserem
N���ão ���é verdade. Insisto que as empresas apenas far���ão a gest���ão e os investimentos, conforme definido no Edital. As decis���ões estrat���égicas continuar���ão sendo da Uni���ão. Ali���ás, hoje j���á ���é assim.
Afinal, n���ão temos aeroportos isolados, mas um sistema aeroportu���ário, que funciona de forma integrada e que continuar���á sob a gest���ão da Infraero e da Secretaria Nacional de Avia���ção Civil e regulado pela ANAC.

3. ���   As concession���árias ficar���ão com o ���⒠��fil���é⒠�� e a Infraero com o ���⒠��osso���⒠��
Essa fala quer dizer: as concession���árias ficar���ão com os aeroportos lucrativos do sul-sudeste maravilha e mais Bras���ília enquanto que os demais aeroportos de regi���ões mais pobres ficar���ão com a Infraero.
Ser���ão arrecadados aos cofres p���úblicos, ao longo dos anos, cerca de R$ 24,5 bilh���ões. Parte desses recursos ser���ão reinvestidos no ���⒠��osso���⒠��. Outra parte ter���á destina���ções diversas.
Ainda assim, temos que pensar que esses tr���ês aeroportos s���ão os mais demandantes de recursos or���çament���ários para as obras de amplia���ção de capacidade e moderniza���ção. Assim como os demais, que far���ão parte da segunda etapa de concess���ão. Como estes n���ão demandar���ão mais recursos or���çament���ários, sobrar���á mais para o ���⒠��osso���⒠��.

4. ���Ò� absurdo o BNDES investir recursos p���úblicos nesses contratos
Na minha opini���ão, ���é melhor o BNDES investir ���⒠�� e ter retorno financeiro, ainda que com juro menor que o mercado ���⒠�� nesses contratos do que todos os contribuintes o fazerem a fundo perdido.
O BNDES, ao financiar os investimentos nos aeroportos, est���á financiando a amplia���ção e melhoria de patrim���ônio da Uni���ão, j���á que, em momento algum, os ativos ser���ão propriedade das concession���árias. Al���ém disso, continuar���á financiando metr���ô, trem urbano e outros itens de infraestrutura de elevado interesse social. Portanto, investimentos nessas concess���ões n���ão impedir���á ou reduzir���á os investimentos sociais.
Aqueles que defendem que somente sejam utilizados recursos or���çament���ários para a amplia���ção de capacidade e moderniza���ção dos aeroportos, sem que haja retorno financeiro desses investimentos, precisam dizer com todas as letras que preferem que todos paguem ���⒠�� mesmo aqueles que nunca utilizar���ão avi���ão em suas vidas ���⒠�� do que apenas os usu���ários do sistema.
Eu defendo que apenas os usu���ários do sistema aeroportu���ário paguem, para que sobre mais recursos or���çament���ários para destina���ção social.
O governo federal est���á de parab���éns pela compet���ência demonstrada nessa licita���ção.
Jos���é Augusto Valente ���é Diretor Executivo do��� Portal T1��� e da TV T1.
--

Jos���é Augusto Valente

Portal T1 - Log���ística e Transportes
http://agenciat1.com.br

TV T1 de Log���ística e Transportes
http://tvt1.com.br
9.

[Carta O BERRO]  Meu nome ���� medo   por  Frei Betto.

Enviado por: "Vanderley - Revista" vanderl...@revistaoberro.com.br   vanderleycaixe2003

Qua, 8 de Fev de 2012 9:42 pm



Carta O Berro.........................................................repassem

08.02.12 - Mundo
Meu nome ���� medo

Frei Betto
Escritor e assessor de movimentos sociais
Adital
Meu prop����sito ���� dominar cora�����es e mentes. Incutir em cada um o medo do outro. Medo de estender a m����o, tocar em cumprimento a pele impregnada de bact����rias nocivas.

Medo de abrir a porta e receber um intruso ansioso por solidariedade e apoio. Com certeza ele quer arrancar-lhe algum dinheiro ou bem. Pior: quer o seu afeto. Melhor n����o ceder ao apelo sedutor. Evite o sofrimento, tenha medo de amar.

Quero todos com medo da comunidade, do vizinho, do colega de trabalho. Medo do tr����nsito ca����tico, das rodovias assassinas, dos guardas que intimidam e achacam. Medo da rua e do mundo.

Conv����m trancar-se em casa, fazer-se prisioneiro da fragilidade e da desconfian����a. Reforce a seguran����a das portas com chaves e ferrolhos; cubra as janelas de grades; espalhe alarmes e eletr����nicos por todos os cantos.

Fa����a de seu pr����dio ou condom����nio uma penitenci����ria de luxo, repleta de controles e vigilantes, e no qual o clima de hostilidade reinante desperte, em cada visitante, uma ojeriza ao prazer da amizade.

Tema o Estado e seus tent����culos burocr����ticos, os pesados impostos que lhe cobra, as for����as policiais e os servi����os de informa�����o e espionagem. Quem garante que seu telefone n����o est���� grampeado? Suas mensagens eletr����nicas n����o s����o captadas por terceiros?

O mais prudente ���� evitar ser transparente, sincero, bem humorado. Sua atitude pode ser interpretada como irrever����ncia ou mesmo amea����a ao sistema.

Fuja de quem n����o se compara a voc���� em classe, renda, cultura e cor da pele; dos olhos invejosos, da cobi����a, do abra����o de quem pretende enfiar-lhe a faca pelas costas.

Tenha medo da velhice. Ela ���� pren����ncio da morte. Abomine o crescimento aritm����tico de sua idade. Jamais empregue o termo "velho"; quando muito, admita "idoso".

Tema a gordura que lhe estufa as carnes, a ruga a despontar no rosto, a celulite na perna, o fio branco no cabelo. ���� horr����vel perder a juventude, a esbeltez, o corpo desejado!

Tenha medo da mais terr����vel inimiga: a morte. Ela se insinua quando voc���� fica doente. Saiba que ningu����m est���� interessado em sua sa����de. Em seu bolso, sim. Basta adoecer para verificar como haver����o de humilh����-lo os servi����os m����dicos e os planos de sa����de.

N����o se mova! Por que viajar, abandonar o conforto dom����stico e se arriscar num acidente de ����nibus, navio ou avi����o? Nunca se sabe quando, onde e como os terroristas atacar����o. Quem diria que numa buc����lica ilha da pac����fica Noruega o terror provocaria um genoc����dio?

Meu nome ���� medo. Acolha-me em sua vida! Sei que perder���� a liberdade, a alegria de viver, o prazer de ser feliz. Mas darei a voc���� o que mais anseia: seguran����a!

Em meus bra����os, voc���� estar���� t����o seguro quanto um defunto em seu caix����o, a quem ningu����m jamais poder���� infligir nenhum mal, nem mesmo amedront����-lo.

[Frei Betto ���� escritor, autor de "Calend����rio do poder" (Rocco), entre outros livros.
10.

[Carta O BERRO]   Ato SOMOS TODOS PINHEIRINHO - Ribeir����o Preto-SP

Enviado por: "Vanderley - Revista" vanderl...@revistaoberro.com.br   vanderleycaixe2003

Qua, 8 de Fev de 2012 10:48 pm




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