envolvi] E-mail de compilação para desenvolvimentistas@googlegroups.com - 25 mensagens em 18 tópicos

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Feb 7, 2012, 1:13:30 AM2/7/12
to Destinatários de e-mail de compilação

Grupo: http://groups.google.com/group/desenvolvimentistas/topics

    "Carlos Ferreira" <ferre...@oi.com.br> Feb 02 10:17PM -0200  

    02/02/2012
     
     
    DAVOS, A DEMOCRACIA E O CAPITALISMO DE ESTADO
    <http://www.maurosantayana.com/2012/02/davos-democracia-e-o-capitalismo-de.h
    tml> , por Mauro Santayana
     
     

    <http://4.bp.blogspot.com/-46gz-zJkWEU/TyseydS17AI/AAAAAAAAArw/fnqyh5sDjo8/s
    1600/AWE.jpg> Descrição:
    http://4.bp.blogspot.com/-46gz-zJkWEU/TyseydS17AI/AAAAAAAAArw/fnqyh5sDjo8/s3
    20/AWE.jpg
     
    (JB) - Nos corredores do encontro de Davos, de acordo com matéria de O
    Globo, empresários latino-americanos expressaram os temores de que “o
    capitalismo de Estado” represente um risco para democracia em nosso
    continente. Para entrar no assunto, convém saber o que, para esses senhores,
    é democracia, capitalismo e Estado.
     
    Poucos têm sido, no mundo moderno, os regimes sociais que não se identificam
    como democráticos. Entre eles, como modelos, o nazismo e o fascismo não só
    dispensaram a hipocrisia de se identificarem como democráticos como
    consideraram a democracia um sistema apodrecido. Os novos e superiores
    homens que pretendiam construir - com eugenia social e moral - seriam viris,
    atléticos, cultos, honrados, semideuses. As mulheres, reflexos das
    valquírias, belas, esposas virtuosas, mães devotadas. Quando o nazismo
    desmoronou, de suas ruínas vieram as provas de que as coisas não eram
    exatamente como proclamavam ser. Os líderes não passavam de um bando de
    criminosos insanos, em que havia de tudo, menos virtuosos deuses olímpicos.
     
    A democracia é um processo que se desenvolve em busca da igualdade de
    direitos de todos
     
    Registradas essas exceções, todos os regimes se dizem democráticos. Os
    governos militares em nosso continente – e não só no Brasil – surgiram sob o
    pretexto de que estavam defendendo a democracia. No Chile, nessa inversão da
    linguagem, Pinochet assassinou o regime republicano, que respeitava os
    partidos e realizava eleições regulares e livres. Acompanhei, em Santiago,
    as eleições de março de 1973, vencidas por grande maioria por Allende,
    apesar das dificuldades decorrentes do locaute capitalista, isso seis meses
    antes do golpe. Não há um só país da América Latina que não tenha sofrido
    governos ditatoriais, e nenhum deles, nem mesmo o dos Somoza, na Nicarágua,
    o de Trujillo, na República Dominicana, o dos gorillas da Argentina, e de
    seus vizinhos, no Uruguai, se disseram antidemocráticos.
     
    Antidemocráticos, em seu idioma, eram os povos, que lutavam contra o
    desemprego, a fome, a ignorância, a doença, a humilhação e a morte.
     
    A democracia não é um sistema acabado de organização política da sociedade.
    É um processo que se desenvolve, com seus momentos de avanço e de recuo, em
    busca da igualdade de direitos de todos os seres humanos. De todos os
    direitos – do conhecimento, do trabalho criativo, da vida saudável, da
    expressão intelectual e artística, da alegria, do amor, da dignidade –
    enfim, da vida plena. Sendo assim, a democracia é uma forma de convívio que
    só poderia ser construída onde houvesse liberdade de ação política. Só será
    completa no espaço político em que todos os homens disponham da mesma
    oportunidade de educação, dos mesmos serviços de saúde, da mesma
    possibilidade de trabalho e de formação de sua família.
     
    Para Hannah Arendt, todo assalariado é um escravo em tempo parcial.
     
    O capitalismo sempre existiu, a partir do momento – valha o truísmo
    conhecido – em que surgiram a propriedade privada e as sobras de produção
    familiar. Temos sociedades capitalistas mais primitivas e mais avançadas. Os
    defensores do capitalismo o associam ao direito de propriedade e de livre
    iniciativa. Mas poderemos considerar perfeita uma sociedade capitalista – e
    democrática - em que a livre iniciativa é tolhida pelos cartéis e
    monopólios, montados e conduzidos pelo sistema financeiro que existe acima e
    além dos Estados nacionais?
     
    Os Estados nacionais são a organização possível das sociedades políticas.
    Eles se legitimam na missão essencial e em sua identidade ontológica:
    existem para servir aos homens e à sua sobrevivência como espécie. Sendo
    assim, os Estados serão tanto mais perfeitos quanto mais democráticos venham
    a ser, se a democracia, como a queriam os pensadores antigos, significar a
    plena isonomia entre os seres humanos, e sua participação igualitária nas
    decisões da comunidade política.
     
    A liberdade, portanto, está subordinada às condições objetivas para o seu
    exercício. Mais uma vez, valha o truísmo: quem tem fome não é livre; quem
    não domina os instrumentos básicos do saber não é livre; quem é obrigado a
    vender sua força de trabalho a outro homem tampouco é livre. Na visão de
    Hannah Arendt, todo assalariado é um escravo em tempo parcial.
     
    Ora, em uma situação como essa – e é a que nos toca viver – o capitalismo de
    Estado não pode ser uma maldição e o oposto da democracia. Se o socialismo
    real tem se frustrado no mundo, e o capitalismo financeiro é isso que
    estamos vendo, a solução ideal talvez viesse a ser uma sociedade econômica
    em que os grandes setores estratégicos de produção e de serviços, sobretudo
    os que dependem de recursos naturais (que devem ser de propriedade comum, de
    todo o povo) fossem administrados pelo Estado, em nome da sociedade nacional
    – e os outros fossem deixados à iniciativa privada.
     
    As minas, as águas, os recursos energéticos e sua exploração, as
    telecomunicações, as ferrovias, os transportes aéreos, a emissão da moeda,
    as operações bancárias, os seguros, além dos serviços de saúde, da educação
    e do absolutamente necessário monopólio da violência, a fim de assegurar a
    segurança dos cidadãos e da comunidade, deveriam ser do Estado. A
    agricultura e a pecuária (garantido o acesso familiar à terra), a indústria
    de transformação, os serviços de turismo e de entretenimento, o comércio em
    geral talvez funcionassem melhor no regime da livre concorrência.
     
    Enfim, capitalismo de Estado e democracia não são situações antagônicas. Mas
    não há democracia real – e isso estamos vendo hoje – onde um por cento da
    população vive no fausto, enquanto o restante mal sobrevive, algumas poucas
    famílias do mundo dominam os bancos, e, mediante eles, os Estados e os
    recursos naturais do planeta.
     
    Fonte:
    http://www.maurosantayana.com/2012/02/davos-democracia-e-o-capitalismo-de.ht
    ml

     

    "Adriano Benayon" <abena...@gmail.com> Feb 02 11:25AM -0200  

    À atenção do Gustavo,
     

     
    Você julga ser este tema interessante para ser discutido no blog?
     

     
    Abraço,
     

     
    Adriano
     

     
    De: Adriano Benayon [mailto:abena...@gmail.com]
    Enviada em: quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 11:24
    Para: 'desenvolv...@googlegroups.com'
    Assunto: RES: envolvi] Nacionalização da banca JÁ!
     

     
    Prezado Marcello Barra,
     

     
    Grato pela transmissão desta informativa matéria sobre os juros da dívida
    pública, publicados no Estadão.
     

     
    Concordo com o nome que você deu ao assunto: “nacionalização da banca JÁ”.
     

     
    Isso deveria ser óbvio, mas não é percebido por todos, já que: 1) a essência
    das coisas geralmente não é mostrada nem pela mídia nem pelas escolas; 2) a
    maioria das pessoas não pára para examinar como as coisas ocorrem.
     

     
    De fato, só há autodeterminação em um País se o governo deste for realmente
    representativo dos interesses da sociedade e se, nesse caso, ele governar a
    moeda e o crédito.
     

     
    Não é o caso no Brasil, primeiro porque o Banco Central, embora público, é
    dirigido segundo os interesses dos grandes bancos privados que ele teria por
    missão controlar.
     

     
    Segundo porque predomina no setor um punhado de bancos, dos quais a maioria
    é privada e, em grande parte, pertencente a instituições estrangeiras, cuja
    participação é grande até mesmo no Banco do Brasil.
     

     
    Ora, a moeda é criada pelo Banco Central que “disciplina” também o crédito,
    e os bancos têm poder de criar crédito, e consequentemente suscitar a
    criação de moeda, através dos empréstimos que concedem. Esse crédito
    inventado nos computadores dos bancos se faz em múltiplos dos depósitos que
    recebem.
     

     
    Portanto, na realidade, os bancos operam com dinheiro dos depositantes e com
    dinheiro que o Banco Central emite e lhes repassa a juros muitíssimo
    inferiores aos que eles cobram de seus devedores. Estes trabalham com aquele
    dinheiro inventado e produzem, gerando dinheiro correspondente a produtos e
    serviços reais, que são a fonte dos recursos para pagar aos bancos as
    amortizações do principal e os juros dos empréstimos tomados.
     

     
    Desse modo, os bancos se cevam através da mágica de inventar dinheiro que a
    nada corresponde (fiat money) e depois receber dinheiro correspondente a
    trabalho e a capital reais.
     

     
    Pergunta-se: por que a sociedade tem de depositar seus salários ou receitas
    das empresas produtivas nos bancos, gerando, com esses recursos, os lucros
    dos bancos que, como se sabe, atingem no Brasil, centenas de bilhões de
    reais por ano?
     

     
    Isso lhes permite acumular capitais imensos e faz com que, por exemplo, um
    banco da oligarquia britânica, supostamente basco, o Santander, tenha, ano
    passado, enviado, de uma vez, ao exterior US$ 2 bilhões e que obtenha no
    Brasil 35% de seus lucros em todo o mundo. Isso sem praticamente nada ter
    investido no País, aquinhoado que foi com uma privatização aburda.
     

     
    Como se sabe também – ou se deveria saber – nas democracias representativas
    de modelo ocidental, o poder do dinheiro e da grande mídia, especialmente a
    televisiva, são determinantes nas eleições que colocam as autoridades
    governamentais em seus postos.
     

     
    É por isso que o poder dos reis (a não ser os que fazem parte da oligarquia
    financeira, como a monarquia britânica, líder das demais) acabou, entre os
    séculos XVI e XIX, na medida em que foram perdendo para os bancos privados o
    poder, antes exclusivo, de criar dinheiro, a não ser onde os bancos e fontes
    estatais de financiamento eram predominantes (caso da Alemanha no Século
    XIX, quando esse país se desenvolveu). Daí que algumas monarquias foram
    substituídas por oligarquias ainda mais tirânicas.
     

     
    Quando havia democracia nos EUA, os Estados não permitiam que os banqueiros
    do eixo City de Londres/Wall Street, N. York atuassem em suas áreas, a fim
    de que a poupança local não fosse apropriada por aqueles centros monetários
    mundiais. Todos os Estados tinham então bancos locais. Hoje nos EUA, há uma
    eminente advogada, Ellen Brown, que, com argumentos sólidos, sustenta a
    criação de bancos estatais e comunitários.
     

     
    Ela, inclusive, dá como exemplo o banco estatal de North Dakota, um dos
    raros espécimes desse tipo, o qual, justamente por isso, é um dos poucos
    bancos norte-americanos que não se envolveu nas alavancagens e derivativos
    causadores da crítica situação que os levou a ser socorridos pelo FED e pelo
    Tesouro dos EUA.
     

     
    Essas duas instituições estão totalmente a serviço dos grandes banqueiros do
    eixo Londres/Nova York, em grande detrimento da sociedade norte-americana,
    que sofre devastadores efeitos da grande depressão econômica, causada pelo
    caos financeiro produzido por aqueles bancos.
     

     
    Lá se está fazendo algo parecido com o que ocorre no Brasil (embora aqui a
    coisa,
     
    como de costume, é mais braba, pois os juros aqui são muito mais altos), a
    saber: o FED concede dinheiro a custo zero aos grandes bancos privados para
    que estes cubram os rombos gerados por suas falcatruas, e estes aplicam esse
    dinheiro em títulos do Tesouro dos EUA, recebendo juros). Esse dinheiro não
    flui para a economia, que segue deprimida.
     

     
    Por outro lado, a venda dos títulos permite ao Tesouro cobrir o imenso
    déficit da União, sendo que esses títulos não são de fácil vendagem na
    quantidade necessária para isso, apesar de ainda serem considerados seguros
    pelos “mercados” manipulados. Para isso, o eixo Londres/N. York conseguiu
    transferir o foco da crise financeira para a Europa, embora os fundamentos
    financeiros nos EUA sejam mais críticos que os da área do euro.
     

     
    Cordialmente,
     

     
    Adriano Benayon
     

     

     

     

     

     
    De: desenvolv...@googlegroups.com
    [mailto:desenvolv...@googlegroups.com] Em nome de Marcello Barra
    Enviada em: quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 18:34
    Para: Desenvolvimentistas
    Assunto: envolvi] Nacionalização da banca JÁ!
     

     

    <http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/artigo.2012-01-31.930255731
    6/document_view> Descrição:
    http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/1-2-2012.jpg
     

     
    O Jornal Estado de São Paulo mostra que “O setor público nunca gastou tanto
    para pagar os juros da dívida. No ano passado, R$ 236,7 bilhões saíram dos
    cofres públicos para a conta corrente dos credores que têm títulos emitidos
    pelo governo federal, Estados, municípios e empresas estatais, um novo
    recorde. A despesa, que cresceu 21% em um ano, é explicada especialmente
    pela subida da taxa básica da economia, a Selic, no primeiro semestre de
    2011 e também pelo avanço da inflação.”
     
    Cabe comentarmos que este valor de R$ 236,7 bilhões, calculado pelo Banco
    Central, inclui a União, estados e municípios, e não representa exatamente o
    que foi pago de juros (“critério de caixa”), mas sim, o quanto a dívida
    aumentou devido à aplicação das maiores taxas de juros do mundo (“critério
    de competência”). Por esta razão, continuamos sem saber exatamente qual foi
    a quantia paga pelo governo federal com juros da dívida pública em 2011, uma
    vez que os dados divulgados pelo Tesouro Nacional (pelo “critério de caixa”)
    apenas incluem os “juros reais”, ou seja, que superam a inflação.
     
    Além do mais, tal valor de R$ 236,7 bilhões não inclui as amortizações da
    dívida federal (ou seja, o pagamento do principal), o que é mais uma razão
    para a diferença entre este dado e o valor de R$ 708 bilhões gastos com a
    dívida federal em 2011, conforme divulgado pela Auditoria Cidadã.
     
    As amortizações geralmente são ignoradas por alguns especialistas sob o
    argumento de que seriam pagas com novas dívidas. Porém, caso esta
    questionável dívida não existisse, os recursos obtidos com estas novas
    dívidas poderiam ser utilizados para prover as urgentes demandas sociais em
    saúde, educação, dentre outras.
     
    Além do mais, cabe ressaltar que as amortizações não são financiadas apenas
    por novas dívidas, mas por diversas fontes. No ano passado, tais
    amortizações consumiram nada menos que R$ 52 bilhões provenientes do
    recebimento de juros e amortizações de dívidas das quais a União é credora.
    A maior parte destes R$ 52 bilhões vem do sacrifício de estados e
    municípios, que pagam à União taxas de juros altíssimas (6% a 9% ao ano)
    mais a inflação medida pelo IGP-DI.
     
    Outra importante fonte de recursos para as amortizações da dívida federal é
    o lucro das estatais (Petrobrás, Banco do Brasil, etc), que representaram R$
    25 bilhões no ano passado. Estes recursos também são obtidos por meio de
    sacrifício da população, que paga caro pelos combustíveis, pelas tarifas de
    ônibus, e altos juros e tarifas dos bancos “estatais”.
     
    Somente estas duas fontes de recursos representaram R$ 77 bilhões de
    dinheiro vivo destinado ao “saco sem fundo” da dívida, que se fossem
    destinados às áreas sociais poderiam, por exemplo, mais que dobrar todos os
    gastos federais com saúde durante um ano inteiro.
     
    No ano passado, as amortizações da dívida federal também consumiram recursos
    provenientes de venda do patrimônio público, tributos, rendimento financeiro
    da Conta Única do Tesouro, dentre outras fontes.
     
     
     

    <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,gasto-com-juro-da-divida-cresce
    u-21-,829862,0.htm> Gasto com juro da dívida cresceu 21%
    O Estado de São Paulo - 01 de fevereiro de 2012 | 3h 08
     

     

     

     
    Caso não queira mais receber este boletim, envie mensagem para
    auditor...@terra.com.br
    <http://br.mc393.mail.yahoo.com/mc/compose?to=auditor...@terra.com.br>
     

     
     
     
     
    --
     
    <http://www.marcellobarra.com.br/> Marcello Barra
     
    Em Bataguassu, no Mato Grosso do Sul, 28 trabalhadores foram intoxicados.
    Quatro morreram neste frigórifico, mostrando o descaso dos capitalistas com
    a saúde e as condições de trabalho do povo. É uma vergonha o que ocorre no
    país: prédios desabam do dia para noite, boeiros explodem e matam pessoas de
    uma hora para outra, desastres ecológicos se produzem e tudo isso fica por
    isso mesmo, sem punições, sem consertos, e ainda hoje, infelizmente, sem
    mobilizações fortes de protestos. Por enquanto..., Roberto Robaina - PSOL
     
     
    Quero <http://querogiannaziprefeito.com.br/manifesto-apoio/> Giannazi
    prefeito
     
     

     
    --
    Notícias, Informações e Debates
    sobre o Desenvolvimento do Brasil:

    www.desenvolvimentistas.com.br
     
    O Banco de Dados de Vírus interno expirou.
    Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br
    Versão: 9.0.914 / Banco de dados de vírus: 271.1.1/3926 - Data de
    Lançamento: 09/29/11 04:34:00

     

    Flavio Tavares de Lyra <lyra....@gmail.com> Feb 02 01:25PM -0200  

    Caros amigos: A quase falência dos grandes bancos nos Estados Unidos e na
    Europa ( o Lehman Brothers faliu) durante a recente crise, que obrigou os
    governos a injetar volumosas quantias nos mesmo para salvá-los ( de fato
    estatizando suas operações) é mais uma demonstração de que a estatização do
    sistema bancário é uma necessidade. Criar dinheiro não deveria ser nunca
    atividade desempenhada por empresas privadas. O dinheiro não é uma
    mercadoria comum, que possa ser administrada por seu produtor. É uma
    mercadoria essencialmente social. Os bancos privados sempre estão sujeitos
    a falência. Quando os bancos se tornam grandes monopólios a situação é mais
    grave ainda, envolvendo o problema do risco sistêmico, o que os torna
    grande demais para a sociedade suportar sua falência, justificando
    intervenções do estado para cobrir operações arriscadas e, muitas vezes,
    fraudulentas.
    Uma das razões principais do sucesso da economia chinesa é ter o sistema
    bancário estatizado, o que permite orientar o crédito para operações de
    longo prazo, diluir os riscos, e controlar mais facilmente a
    disponibilidade de meios de pagamento.
    Basta um pouco de bom senso para perceber que é uma temeridade deixar nas
    mãos de monopólios privados o poder de determinar a oferta da mercadoria (o
    crédito) que funciona como equivalente geral de todas as outras mercadorias.
    Abraços.
    Flavio
     
    Em 2 de fevereiro de 2012 11:25, Adriano Benayon

     

    "Adriano Benayon" <abena...@gmail.com> Feb 02 10:14PM -0200  

    Prezado Flávio Lyra,
     

     
    Mais uma vez, seus comentários vêm objetivamente ao ponto. Os conceitos que
    você traz a lume estão no centro da questão que estamos tratando,
    notadamente que o dinheiro não é mercadoria comum, mas, sim, essencialmente
    social.
     

     
    Se muitos o compararam, juntamente com o crédito, na metáfora da circulação,
    com o sangue da economia, propulsor da atividade econômica, é lógico que,
    se ele ficar concentrado em determinados pontos e deixar de fluir ao longo
    de toda a economia, ter-se-á, em outra metáfora, a definição da doença, que
    nada mais é que a estagnação da energia ou a falta dela em determinado
    órgão.
     

     
    Com a tendência à concentração, normal no capitalismo, se o sistema
    financeiro estiver controlado, como é da essência do sistema, por bancos
    privados, cada vez mais concentradores da finança, voltados para os ganhos e
    o poder, é evidente que a distribuição da finança será deficiente. Nessa
    linha, a questão não é somente o risco sistêmico, no conceito “too big to
    fail”, que supostamente justifica o resgate deles a qualquer preço pelo
    Estado, mas a questão política ligada a essa, a saber, que, na dimensão que
    atingem os bancos privados comandam as eleições e o poder sobre o Estado.
     

     
    Muito bem lembrado por você o papel dos bancos estatais na China, o país que
    continua com desenvolvimento acelerado, abrangendo como é essencial para
    esse, o desenvolvimento tecnológico. A propósito tem-se falado muito da
    bolha imobiliária chinesa, mas esta não acontece, em função dos baixos
    custos da construção e de que o planejamento e a finança estatal têm
    acabado com elas, sem dificuldade, quando elas têm surgido.
     

     
    Abraços,
     

     
    Adriano Benayon
     

     
    De: desenvolv...@googlegroups.com
    [mailto:desenvolv...@googlegroups.com] Em nome de Flavio Tavares de
    Lyra
    Enviada em: quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 13:26
    Para: desenvolv...@googlegroups.com
    Assunto: Re: envolvi] Nacionalização da banca JÁ!
     

     
    Caros amigos: A quase falência dos grandes bancos nos Estados Unidos e na
    Europa ( o Lehman Brothers faliu) durante a recente crise, que obrigou os
    governos a injetar volumosas quantias nos mesmo para salvá-los ( de fato
    estatizando suas operações) é mais uma demonstração de que a estatização do
    sistema bancário é uma necessidade. Criar dinheiro não deveria ser nunca
    atividade desempenhada por empresas privadas. O dinheiro não é uma
    mercadoria comum, que possa ser administrada por seu produtor. É uma
    mercadoria essencialmente social. Os bancos privados sempre estão sujeitos a
    falência. Quando os bancos se tornam grandes monopólios a situação é mais
    grave ainda, envolvendo o problema do risco sistêmico, o que os torna grande
    demais para a sociedade suportar sua falência, justificando intervenções do
    estado para cobrir operações arriscadas e, muitas vezes, fraudulentas.
     
    Uma das razões principais do sucesso da economia chinesa é ter o sistema
    bancário estatizado, o que permite orientar o crédito para operações de
    longo prazo, diluir os riscos, e controlar mais facilmente a disponibilidade
    de meios de pagamento.
     
    Basta um pouco de bom senso para perceber que é uma temeridade deixar nas
    mãos de monopólios privados o poder de determinar a oferta da mercadoria (o
    crédito) que funciona como equivalente geral de todas as outras mercadorias.
     
    Abraços.
     
    Flavio
     
    Em 2 de fevereiro de 2012 11:25, Adriano Benayon <abena...@gmail.com>
    escreveu:
     
    À atenção do Gustavo,
     

     
    Você julga ser este tema interessante para ser discutido no blog?
     

     
    Abraço,
     

     
    Adriano
     

     
    De: Adriano Benayon [mailto:abena...@gmail.com]
    Enviada em: quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 11:24
    Para: 'desenvolv...@googlegroups.com'
    Assunto: RES: envolvi] Nacionalização da banca JÁ!
     

     
    Prezado Marcello Barra,
     

     
    Grato pela transmissão desta informativa matéria sobre os juros da dívida
    pública, publicados no Estadão.
     

     
    Concordo com o nome que você deu ao assunto: “nacionalização da banca JÁ”.
     

     
    Isso deveria ser óbvio, mas não é percebido por todos, já que: 1) a essência
    das coisas geralmente não é mostrada nem pela mídia nem pelas escolas; 2) a
    maioria das pessoas não pára para examinar como as coisas ocorrem.
     

     
    De fato, só há autodeterminação em um País se o governo deste for realmente
    representativo dos interesses da sociedade e se, nesse caso, ele governar a
    moeda e o crédito.
     

     
    Não é o caso no Brasil, primeiro porque o Banco Central, embora público, é
    dirigido segundo os interesses dos grandes bancos privados que ele teria por
    missão controlar.
     

     
    Segundo porque predomina no setor um punhado de bancos, dos quais a maioria
    é privada e, em grande parte, pertencente a instituições estrangeiras, cuja
    participação é grande até mesmo no Banco do Brasil.
     

     
    Ora, a moeda é criada pelo Banco Central que “disciplina” também o crédito,
    e os bancos têm poder de criar crédito, e consequentemente suscitar a
    criação de moeda, através dos empréstimos que concedem. Esse crédito
    inventado nos computadores dos bancos se faz em múltiplos dos depósitos que
    recebem.
     

     
    Portanto, na realidade, os bancos operam com dinheiro dos depositantes e com
    dinheiro que o Banco Central emite e lhes repassa a juros muitíssimo
    inferiores aos que eles cobram de seus devedores. Estes trabalham com aquele
    dinheiro inventado e produzem, gerando dinheiro correspondente a produtos e
    serviços reais, que são a fonte dos recursos para pagar aos bancos as
    amortizações do principal e os juros dos empréstimos tomados.
     

     
    Desse modo, os bancos se cevam através da mágica de inventar dinheiro que a
    nada corresponde (fiat money) e depois receber dinheiro correspondente a
    trabalho e a capital reais.
     

     
    Pergunta-se: por que a sociedade tem de depositar seus salários ou receitas
    das empresas produtivas nos bancos, gerando, com esses recursos, os lucros
    dos bancos que, como se sabe, atingem no Brasil, centenas de bilhões de
    reais por ano?
     

     
    Isso lhes permite acumular capitais imensos e faz com que, por exemplo, um
    banco da oligarquia britânica, supostamente basco, o Santander, tenha, ano
    passado, enviado, de uma vez, ao exterior US$ 2 bilhões e que obtenha no
    Brasil 35% de seus lucros em todo o mundo. Isso sem praticamente nada ter
    investido no País, aquinhoado que foi com uma privatização aburda.
     

     
    Como se sabe também – ou se deveria saber – nas democracias representativas
    de modelo ocidental, o poder do dinheiro e da grande mídia, especialmente a
    televisiva, são determinantes nas eleições que colocam as autoridades
    governamentais em seus postos.
     

     
    É por isso que o poder dos reis (a não ser os que fazem parte da oligarquia
    financeira, como a monarquia britânica, líder das demais) acabou, entre os
    séculos XVI e XIX, na medida em que foram perdendo para os bancos privados o
    poder, antes exclusivo, de criar dinheiro, a não ser onde os bancos e fontes
    estatais de financiamento eram predominantes (caso da Alemanha no Século
    XIX, quando esse país se desenvolveu). Daí que algumas monarquias foram
    substituídas por oligarquias ainda mais tirânicas.
     

     
    Quando havia democracia nos EUA, os Estados não permitiam que os banqueiros
    do eixo City de Londres/Wall Street, N. York atuassem em suas áreas, a fim
    de que a poupança local não fosse apropriada por aqueles centros monetários
    mundiais. Todos os Estados tinham então bancos locais. Hoje nos EUA, há uma
    eminente advogada, Ellen Brown, que, com argumentos sólidos, sustenta a
    criação de bancos estatais e comunitários.
     

     
    Ela, inclusive, dá como exemplo o banco estatal de North Dakota, um dos
    raros espécimes desse tipo, o qual, justamente por isso, é um dos poucos
    bancos norte-americanos que não se envolveu nas alavancagens e derivativos
    causadores da crítica situação que os levou a ser socorridos pelo FED e pelo
    Tesouro dos EUA.
     

     
    Essas duas instituições estão totalmente a serviço dos grandes banqueiros do
    eixo Londres/Nova York, em grande detrimento da sociedade norte-americana,
    que sofre devastadores efeitos da grande depressão econômica, causada pelo
    caos financeiro produzido por aqueles bancos.
     

     
    Lá se está fazendo algo parecido com o que ocorre no Brasil (embora aqui a
    coisa,
     
    como de costume, é mais braba, pois os juros aqui são muito mais altos), a
    saber: o FED concede dinheiro a custo zero aos grandes bancos privados para
    que estes cubram os rombos gerados por suas falcatruas, e estes aplicam esse
    dinheiro em títulos do Tesouro dos EUA, recebendo juros). Esse dinheiro não
    flui para a economia, que segue deprimida.
     

     
    Por outro lado, a venda dos títulos permite ao Tesouro cobrir o imenso
    déficit da União, sendo que esses títulos não são de fácil vendagem na
    quantidade necessária para isso, apesar de ainda serem considerados seguros
    pelos “mercados” manipulados. Para isso, o eixo Londres/N. York conseguiu
    transferir o foco da crise financeira para a Europa, embora os fundamentos
    financeiros nos EUA sejam mais críticos que os da área do euro.
     

     
    Cordialmente,
     

     
    Adriano Benayon
     

     

     

     

     

     
    De: desenvolv...@googlegroups.com
    [mailto:desenvolv...@googlegroups.com] Em nome de Marcello Barra
    Enviada em: quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 18:34
    Para: Desenvolvimentistas
    Assunto: envolvi] Nacionalização da banca JÁ!
     

     

    <http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/artigo.2012-01-31.930255731
    6/document_view> Descrição:
    http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/1-2-2012.jpg
     

     
    O Jornal Estado de São Paulo mostra que “O setor público nunca gastou tanto
    para pagar os juros da dívida. No ano passado, R$ 236,7 bilhões saíram dos
    cofres públicos para a conta corrente dos credores que têm títulos emitidos
    pelo governo federal, Estados, municípios e empresas estatais, um novo
    recorde. A despesa, que cresceu 21% em um ano, é explicada especialmente
    pela subida da taxa básica da economia, a Selic, no primeiro semestre de
    2011 e também pelo avanço da inflação.”
     
    Cabe comentarmos que este valor de R$ 236,7 bilhões, calculado pelo Banco
    Central, inclui a União, estados e municípios, e não representa exatamente o
    que foi pago de juros (“critério de caixa”), mas sim, o quanto a dívida
    aumentou devido à aplicação das maiores taxas de juros do mundo (“critério
    de competência”). Por esta razão, continuamos sem saber exatamente qual foi
    a quantia paga pelo governo federal com juros da dívida pública em 2011, uma
    vez que os dados divulgados pelo Tesouro Nacional (pelo “critério de caixa”)
    apenas incluem os “juros reais”, ou seja, que superam a inflação.
     
    Além do mais, tal valor de R$ 236,7 bilhões não inclui as amortizações da
    dívida federal (ou seja, o pagamento do principal), o que é mais uma razão
    para a diferença entre este dado e o valor de R$ 708 bilhões gastos com a
    dívida federal em 2011, conforme divulgado pela Auditoria Cidadã.
     
    As amortizações geralmente são ignoradas por alguns especialistas sob o
    argumento de que seriam pagas com novas dívidas. Porém, caso esta
    questionável dívida não existisse, os recursos obtidos com estas novas
    dívidas poderiam ser utilizados para prover as urgentes demandas sociais em
    saúde, educação, dentre outras.
     
    Além do mais, cabe ressaltar que as amortizações não são financiadas apenas
    por novas dívidas, mas por diversas fontes. No ano passado, tais
    amortizações consumiram nada menos que R$ 52 bilhões provenientes do
    recebimento de juros e amortizações de dívidas das quais a União é credora.
    A maior parte destes R$ 52 bilhões vem do sacrifício de estados e
    municípios, que pagam à União taxas de juros altíssimas (6% a 9% ao ano)
    mais a inflação medida pelo IGP-DI.
     
    Outra importante fonte de recursos para as amortizações da dívida federal é
    o lucro das estatais (Petrobrás, Banco do Brasil, etc), que representaram R$
    25 bilhões no ano passado. Estes recursos também são obtidos por meio de
    sacrifício da população, que paga caro pelos combustíveis, pelas tarifas de
    ônibus, e altos juros e tarifas dos bancos “estatais”.
     
    Somente estas duas fontes de recursos representaram R$ 77 bilhões de
    dinheiro vivo destinado ao “saco sem fundo” da dívida, que se fossem
    destinados às áreas sociais poderiam, por exemplo, mais que dobrar todos os
    gastos federais com saúde durante um ano inteiro.
     
    No ano passado, as amortizações da dívida federal também consumiram recursos
    provenientes de venda do patrimônio público, tributos, rendimento financeiro
    da Conta Única do Tesouro, dentre outras fontes.
     
     
     

    <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,gasto-com-juro-da-divida-cresce
    u-21-,829862,0.htm> Gasto com juro da dívida cresceu 21%
    O Estado de São Paulo - 01 de fevereiro de 2012 | 3h 08
     

     

     

     
    Caso não queira mais receber este boletim, envie mensagem para
    auditor...@terra.com.br
    <http://br.mc393.mail.yahoo.com/mc/compose?to=auditor...@terra.com.br>
     

     
     
     
     
    --
     
    <http://www.marcellobarra.com.br/> Marcello Barra
     
    Em Bataguassu, no Mato Grosso do Sul, 28 trabalhadores foram intoxicados.
    Quatro morreram neste frigórifico, mostrando o descaso dos capitalistas com
    a saúde e as condições de trabalho do povo. É uma vergonha o que ocorre no
    país: prédios desabam do dia para noite, boeiros explodem e matam pessoas de
    uma hora para outra, desastres ecológicos se produzem e tudo isso fica por
    isso mesmo, sem punições, sem consertos, e ainda hoje, infelizmente, sem
    mobilizações fortes de protestos. Por enquanto..., Roberto Robaina - PSOL
     
     
    Quero Giannazi prefeito
    <http://querogiannaziprefeito.com.br/manifesto-apoio/>
     
     

     
    --
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    "Adriano Benayon" <abena...@gmail.com> Feb 02 07:38PM -0200  

    Caro José Netto,
     

     
    Muito grato pela transmissão desta incrivelmente informativa matéria,
    especialmente a parte que contém o depoimento do casal de microbiólogos
    Bourguignon, sobre as propriedades do solo e suas interações com as plantas.
    Também está aí mais uma formidável demonstração de como o capitalismo é
    incompatível com a sobrevivência da espécie humana. Há muito temos notícias
    da destruição que ocorre a partir das sementes transgênicas.
     

     
    Já sobre o outro informe, tenho minhas dúvidas. Não duvido de que o petróleo
    seja uma coisa horrorosa, mas a questão é que ele é mais horroroso ainda do
    que descrevem os apologistas da redução da população mundial (justificando
    as guerras e a produção de doenças em laboratório, para apressar mais a
    mortandade causada pelas doenças “normais” resultantes dos produtos
    industrializados e mal escolhidos).
     

     
    Por que o petróleo é mais horroroso do que dizem? Porque, além de devastador
    do ambiente, ele e seus derivados, a produtividade agrícola que ele traz
    pode ser muito bem substituída pela agricultura orgânica, com a vantagem de
    que esta permitirá manter a produção por séculos, enquanto a fomentada pelo
    Banco Mundial (revolução verde), sempre a serviço das transnacionais
    concentradoras, fez crescer a produção agrícola, ao custo, entre outros, de
    matar a galinha dos ovos de ouro, a saber, o próprio solo.
     

     
    Abraços,
     

     
    Adriano Benayon
     

     
    De: jose netto [mailto:jbml...@gmail.com]
    Enviada em: quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 14:46
    Para: undisclosed-recipients:
    Assunto: A terra vista do solo (FANTÁSTICO)
     

     
    Muito enriquecedor este texto dos microbiologistas. O solo está
    empobrecendo, apesar das técnicas de aumento de fertilização desenvolvidas
    pelas mesmos intere$$e$ que "compraram" o instituto público em que eles
    começaram seus trabalhos.
     
    Veja no final do artigo que a solução proposta passa necessáriamente por um
    processo de libertação dos agricultores do sistema de
    endividamento/rentabilidade a que foram submetidos pelo sistema financeiro,
    obrigando-os a conseguir um índice de produtividade agrícola tão enaltecido
    até aqui pela grande mídia, como solução para a explosão demográfica de uma
    sociedade de consumo descontrolada.
     
    (Os grifos e marcações no texto são meus)
     
    ---------- Mensagem encaminhada ----------
    De: Argemiro Pertence
    Data: 2 de fevereiro de 2012 14:16
    Assunto: A terra vista do solo
    Para: Voz da Sociedade <vozdaso...@yahoogrupos.com.br>
     
     
     
    Texto traduzido da edição de 30/01/2012 do Le Monde mostrando o
    empobrecimento dos solos no mundo inteiro e a maneira de recuperá-los.
     
    Tradução: Argemiro Pertence
     
    A terra vista do solo
     
    Ecologia - Os microbiólogos Claude e Lydia Bourguignon alertam, depois de
    mais de trinta anos de pesquisas, para o empobrecimento do solo causado pela
    agricultura intensiva.
     

     
    Por Camille Labro
     

     
    "Antigamente," diz Claude Bourguignon, "eu gostava da terra, como os
    antigos. Agora, ela me dá náuseas. Ela fede!" Estar ao lado de Claude e
    Lydia Bourguignon significa entrar em estado de revolta. Para aqueles que
    querem de fato entendê-los, esses dois cientistas, oradores volúveis e
    apaixonados, acenam com verdades insuportáveis. Nós destruímos nossa terra,
    esgotamos nossos solos, nossa civilização está em vias de desaparecer,
    insistem eles, baseando suas declarações e conclusões em alarmantes números.
    Microbiólogos dos solos, os Bourguignon auscultam e analisam os solos,
    essencialmente os agrícolas, a pedido dos agricultores, cultivadores e
    viticultores. Para o casal, o solo é literalmente a base de tudo.
    Etimologicamente, humanidade e humildade vem de humus, como eles gostam
    sempre de lembrar, é ali que está a vida, o caldo primordial. O solo contém
    80% da biomassa animal da terra, mas todos se esquecem dessa relação.
    "Contudo", eles dizem, "não haveria água nem ar puro sem um solo saudável.
    Não haveria agricultura viável, nutritiva ou sustentável sem um solo vivo,
    habitado pelos vermes da terra, ácaros, fungos e micróbios. As plantas não
    sabem se alimentar sozinhas na terra," explica Lydia Bourguignon. Graças a
    sua raízes enterradas, elas produzem açúcar (na fotossíntese) e aos
    microrganismos que, por sua vez, transformam os elementos orgânicos e
    minerais para serem assimilados pela planta. Há um constante diálogo entre a
    planta e o solo, enquanto a planta está viva.
     

     
    Claude Bourguignon, nascido em Paris, em uma família de cientistas (e irmão
    caçula da atriz Anêmona), e Lydia Gabucci, nascida na Borgonha, de pais
    italianos, conheceram-se no Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica (INRA,
    em francês) de Dijon, na sessão de microbiologia, aos 25 e 27 anos.
    Pesquisadores acadêmicos e bons vivants, eles se apaixonaram e uniram seus
    pensamentos e suas metodologias complementares. Rapidamente, eles se
    interessam pela agricultura biológica e biodinâmica e passam a lecionar, nos
    fins de semana, na primeira faculdade de agrobiologia fundada em Beaujeu
    (Rhône) por Suzanne e Victor Michon. Uma atividade anexa pouco percebida
    pelo lNRA, que, na época, não se importava com a bio. Na década de 1980,
    este Instituto público começou a ser cada vez mais financiado por empresas
    multinacionais... Resultado? As pesquisas passaram a ser patrocinadas e
    conduzidas por e para as empresas e não mais no interesse público. Os
    Bourguignon se casaram, deixaram o INRA e fundaram seu próprio laboratório
    independente, o Laboratório de Análises Microbiológicas dos Solos (LAMS), ao
    norte de Dijon, em 1990. Foi difícil, diz Lydia, e nós fizemos muitos
    inimigos. Felizmente, nós tínhamos um ao outro ou não teríamos conseguido.
     

     
    Juntos, eles percorreram o mundo, do Laos ao Brasil, do Haiti até
    Madagascar. Em vinte anos, eles analisaram e estudaram mais de 6.000 tipos
    de solo. Isto significa que eles viram praticamente todas as ecologias do
    mundo. Se existe mais algum laboratório de análise de solos, ninguém faz,
    nem sabe fazer o trabalho dos Bourguignon (exceto seu filho, Emmanuel, que
    se juntou a eles no LAMS). Eles são os únicos a se deslocarem sobre o
    terreno para estudar não apenas sua composição e o posicionamento dos
    horizontes (das diferentes camadas do solo, da superfície até a rocha-mãe),
    mas também a relação das plantas e raízes com o seu ambiente. Para fazer
    assim, os Bourguignon cavam buracos, às vezes de até dois metros de
    profundidade, para ficarem face a face com o humus e a vida que se agita (ou
    não) sob os nossos pés. Uma vez que estas primeiras observações são feitas
    in situ, eles continuam suas análises físicas, químicas e microbiológicas em
    laboratório (uma análise completa, com orientação e acompanhamento custa
    1.050 euros). “A observação inicial de campo é essencial”, diz Claude
    Bourguignon, “porque nos permite estabelecer um diagnóstico dos solos. É a
    diferença entre um exame de laboratório que analisa uma amostra de urina e
    um médico que analisa você pessoalmente. Não pode identificar um problema e
    descobrir a solução sem ter uma avaliação total do solo.” E os problemas
    estão lá. Os Bourguignon estimam que apenas 1% dos solos cultivados do
    planeta ainda esteja em boas condições. O restante sofre de desaparecimento
    da vida selvagem e da mesofauna, poluição por metais pesados, asfixia,
    salinização, seca, erosão... “Depois que passaram a cultivar a terra”,
    observa Claude, “os homens causaram a desertificação de 2 bilhões de
    hectares, incluindo 1 bilhão apenas no século XX. As causas desta catástrofe
    acelerada? Os métodos de agricultura intensiva e o uso excessivo de
    fertilizantes e de produtos fitossanitários.” Apolíticos (eles só se
    encontraram com José Bové uma vez durante uma manifestação), Claude e Lydia
    Bourguignon estão sempre numa cruzada contra as forças satânicas das
    multinacionais do tipo Monsanto e Cargill, as empresas que ditam hoje a
    maneira de se desenvolver a agricultura mundial, visto que ambas produzem
    sementes, adubos, pesticidas e supostos medicamentos para curar as doenças
    causadas pelos pesticidas.
     

     
    Como sair desta espiral infernal? Os Bourguignon aconselham uma redução
    gradual da utilização de produtos químicos, até a passagem para a
    agricultura orgânica. “Mas preste atenção: não é possível alterar de um dia
    para o outro. Transformar em orgânicos os solos doentes de imediato, seria
    como pedir a um paciente de cama e tomando soro na veia para correr 100
    metros; ele irá cair na pista imediatamente!”
     

     
    ==>Para restaurar a terra, eles defendem, antes de qualquer ação, o abandono
    do trabalho (o que viola, expõe e asfixia os solos), a instauração da
    rotação de culturas e a implantação de uma cobertura vegetal entre duas
    culturas, que sufoca as ervas daninhas, protege contra a erosão e nutre a
    terra (é o que se chama de mudas sob cobertura). Métodos que, se diminuem o
    rendimento (entre 10 e 20%), permitem que o agricultor reduza seus custos
    (em máquinas, mão-de-obra e produtos químicos), portanto realizando lucros
    iguais ou mesmo superiores aos obtidos em plantações convencionais.
    Especialmente, métodos que dão vida à terra, saúde para o agricultor e gosto
    aos produtos cultivados... Muitos agricultores têm sede de mudança, observa
    Claude, eles querem ser os operadores agrícolas (que trabalham a terra) e
    desejam tornar-se os camponeses (que fazem o país). No entanto, ainda que
    50.000 agricultores tenham assistido suas conferências, poucos deram o passo
    inicial, e os Bourguignon não contam hoje com mais do que dez agricultores
    entre seus clientes. Os obstáculos para a mudança não são apenas
    financeiros, diz Lydia; há um bloqueio psicológico e sociológico. Os
    camponeses que não trabalham mais ou que não otimizam seus rendimentos são
    frequentemente estigmatizados por seus pares. Claude lamenta: o rendimento,
    o rendimento! Mas para que isto serve senão para fazer volume, se os legumes
    são insípidos, embalados para durar e sem valor nutritivo? Claude e Lydia
    Bourguignon, por falta de financiamento, pensaram recentemente em cessar
    suas atividades e fechar seu laboratório. Eles planejam criar uma fundação.
     

     
    É do lado da viticultura que se pode encontrar um pouco de esperança... e de
    novos modelos. A maioria dos clientes da Bourguignon é hoje formada por
    viticultores. 6 vinhas francesas passaram para a agricultura orgânica em
    menos de vinte anos. O casal analisou e orientou a evolução para o natural
    de muitos famosos vinhos, começando pelo romanée-conti de Aubert de
    Villaine, o puligny-montrachet de Anne-Claude Leflaive ou pelo famoso
    champanhe de Anselme Selosse, que são todos atualmente cultivados de forma
    biodinâmica. Este método de cultivo, com toda a sua auréola mística, seja lá
    qual for, ou com seus ciclos lunares e suas infusões de esterco de chifre,
    surpreende por seus resultados, embora não custem nada. “Como cientista,"
    informa Claude, "eu não consigo explicar as energias ativadas pela
    biodinâmica... Tudo o que vejo é que os solos são extremamente ativos.”
     

     
    Se se cuida mais solo das vinícolas do que dos campos de trigo, é também
    porque, mais do que qualquer outro produto, o vinho é associado com o local
    - grande orgulho do viticultor. E, para os Bourguignon, a região de origem
    se revela na profundidade do solo. Para falar sobre um vinho de origem, é
    essencial que as raízes se aprofundem para entrar em contato com as argilas
    e com a rocha-mãe, caso contrário ocorre a usurpação, diz Lydia Bourguignon,
    ela própria uma enóloga capaz de descobrir, ao degustar um vinho, a
    composição do solo no qual ele se desenvolveu. Ao se interrogarem sobre a
    fragmentação da Borgonha realizada no tempo dos beneditinos, os Bourguignon
    conseguiram provar que há solos adequados para vinhos brancos e para vinhos
    tintos. “Os solos têm uma vocação", insistem eles. "Alguns são bons para
    cereais, outros para os morangos, outros para os vinhedos. Temos de parar de
    plantar não importa o quê nem importa onde!” Os Bourguignon militam, de
    passagem, pela biodiversidade e para que as vinícolas estrangeiras parem de
    tentar fazer o cabernet e o chardonnay, em vez de suas castas nativas. Para
    eles, um vinho que se destaca por seu teor de metais bem como por sua
    complexidade aromática, é necessariamente um vinho em perfeita simbiose com
    seu solo, refletindo sua riqueza, alimentada por seu vigor.
     

     
    Não seria por acaso se, testados por tantas batalhas, se eles se imaginassem
    plantando vinhedos, em algum lugar próximo de Cahors, a contemplar as mudas
    que brotam com suas folhas pequenas totalmente rosadas, em uma manhã
    enevoada.
     

     

     
    "O Brasil não passa de um imenso Paraguai." - A. Pertence
     
     
     
     
    Veja novamente o que diz a "Equação do Apocalipse":
     
     
    [...] De acordo com a "equação do Apocalipse" da Senhorita Tomason, a
    "população sustentável" do nosso mundo pode ser de apenas 1,5 bilhão de
    pessoas, em comparação com o cálculo das Nações Unidas de que chegará a 7
    bilhões em 31 de outubro deste ano (2011) e que se afigura ainda pior com os
    10 bilhões esperados para 2100.
     
    A Senhorita Tomason argumenta em sua tese que a população do nosso planeta
    tem sido "artificialmente inflada" nos últimos 100 anos por uma economia
    baseada na petroquímica e de combustível com base em fósseis
    "não-sustentável" que se for deixada "sem controle" poderia muito bem
    destruir toda a vida sobre a Terra e não apenas os seres humanos.
     
    Relatórios independentes, infelizmente, apoiam fortemente as terríveis
    advertências da Srtª. Tomason com um dos gráficos mais perturbadores
    produzido pelo grupo de pesquisa PostPeakLiving.com que mostra, de fato, que
    a população mundial cresceu mais a partir do uso de produtos petroquímicos
    do que em toda a história anterior.
     
    Figura [população vs produção de petróleo]
     
    População vs produção petróleo.jpg
     
     
    É importante frisar que o petróleo (também conhecido como óleo cru), que é
    um líquido natural, inflamável, composto por uma mistura complexa de
    hidrocarbonetos, está segurando com alfinetes toda a economia global, e sem
    o qual a vida como a conhecemos hoje não existiria.
     
    A maioria das pessoas acredita que o uso mais importante do petróleo é como
    combustível para veículos, embarcações e aeronaves por meio de sua
    destilação em vários tipos de combustíveis, como gasolina, diesel, querosene
    de aviação e assim por diante, mas não podem estar mais errados, pois o uso
    mais importante do petróleo está na agricultura, já que quase todos os
    pesticidas e muitos fertilizantes são derivados do petróleo. E o fato mais
    crítico que nosso planeta está enfrentando hoje, como indicado pela Srtª.
    Tomason, é que "boom do petróleo" do século passado não somente já acabou,
    mas que a luta das Nações-Estados para preservar para si mesmas as fontes
    minguantes, está ameaçando iniciar uma guerra global numa escala nunca vista
    na história e, de fato, já começou, porque o Ocidente esfomeado por energia
    está desencadeando novas guerras para se proteger do colapso econômico. [A
    invasão do Kuweit pelo Iraque foi o estopim da intervenção do ocidente,
    devido à ameaça de corte no fornecimento do petróleo.]
     
    O mais surpreendente sobre a situação atual do nosso mundo em relação ao
    petróleo é que é um dos "descarrilamentos em câmera lenta" de maior duração
    na história, porque desde 1956 está sendo alertado sobre o fim do petróleo.
    --
     
     
     
    ESTE EMAIL CHEGOU A VOCÊ EM CCO.

     

    gustavo santos <gustavoa...@gmail.com> Feb 02 03:06PM -0200  

    Rio+20 discute a criação de uma "OMC ambiental"
    Por *Daniela Chiaretti | De São Paulo*
     
    Está crescendo a ideia de se criar uma agência ambiental nas Nações Unidas
    nos moldes da Organização Mundial do Comércio, a OMC, ou da Organização
    Mundial do Trabalho, a OIT. A proposta de nascimento da World Environment
    Organization (WEA) é da União Europeia, vem sendo desenhada pela França e
    Alemanha, e pode ser um dos grandes feitos da Rio+20, a Conferência das
    Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável em junho, no Rio.
     
    Mais de cem países apoiam o fortalecimento do Pnuma, o Programa das Nações
    Unidas para o Meio Ambiente (Unep, na sigla em inglês). O Pnuma seria o
    embrião natural de uma agência ambiental nova. Vários países sugerem a
    criação da WEA ou de órgão similar. O surgimento da agência poderia ser
    forte chamariz para atrair grande número de líderes para a Rio+20 e
    garantir o êxito do evento.
     
    Mas a criação da Organização Mundial do Meio Ambiente (OMMA, na sigla em
    português) tem forte opositores. Os Estados Unidos não querem nem ouvir
    falar dela. Historicamente, os EUA costumam não aceitar acordos ou
    organizações internacionais que possa interferir em suas próprias decisões
    internas. E a resistência americana é um grande obstáculo à ideia.
    Ironicamente, mas por razões outras, os EUA estão alinhados nesta oposição
    com Venezuela, Cuba e Bolívia. Os latinos temem que uma agência do gênero
    sirva para encobrir ações comerciais protecionistas de países ricos.
     
    O Brasil vê a ideia com reservas, mas não é totalmente contrário. Na ótica
    do governo, a proposta fortalece apenas o "pilar ambiental" do
    desenvolvimento sustentável. Representantes brasileiros vêm lembrando nos
    últimos dias que a Rio+20 é uma conferência de desenvolvimento sustentável
    com três vertentes - ambiental, econômica e social. E repetem que ela tem
    por tema central "a economia verde no contexto do desenvolvimento
    sustentável e da erradicação da pobreza". Favorecer apenas o ambiente "é
    uma obsessão europeia", diz uma fonte do governo brasileiro sobre tornar o
    Pnuma um tipo de "OMC ambiental".
     
    "A menos que se fortaleça o ambiente, não haverá desenvolvimento econômico
    e social no mundo", rebate o representante de um governo europeu.
     
    O Pnuma foi criado há 40 anos, tem sede em Nairóbi, no Quênia, e 1.130
    funcionários. Seus relatórios são referência ambiental no mundo. No Pnuma,
    a valorização de ativos ambientais deixou de ser uma abstração. O
    diretor-executivo, Achim Steiner, diz, por exemplo, que uma floresta no
    Quênia fornece água para uma dúzia de bacias hidrográficas, umidade para a
    indústria do chá e estoca carbono - e que isso representa U$ 1,5 bilhão ao
    ano para a economia do país.
     
    Mas sua força política é restrita. O órgão tem menos de 60 países-membros e
    vive de contribuições voluntárias. O orçamento, inferior a US$ 100 milhões
    anuais, é bancado principalmente pelo Japão, Reino Unido, países nórdicos e
    outros europeus. Mas, quando ministros do meio ambiente se reúnem e
    decidem, por exemplo, reduzir a fabricação de determinado produto químico
    em 10% para tornar o mundo menos poluente, a decisão tem que ir para a
    Assembleia Geral da ONU e pode ser vetada. "Aí vai para o lixo", diz um
    funcionário da ONU. "Mas, se ministros da Saúde se reúnem na OMS (a
    Organização Mundial da Saúde) e tomam uma decisão, vira lei internacional."
     
    A reforma institucional defendida pelo Brasil é de estabelecer participação
    universal no Pnuma e tornar obrigatória a contribuição dos países. O Brasil
    quer ainda mudanças em outra parte da ONU: que o Conselho Econômico e
    Social (Ecosoc), órgão no alto do organograma da ONU, mas que nunca
    decolou, incorpore o meio ambiente e se torne um Conselho de
    Desenvolvimento Sustentável.
     
    Mas os negociadores brasileiros aceitariam a agência ambiental, dependendo
    de seu perfil, diz uma fonte. "E se a parte, na ONU, do desenvolvimento
    sustentável fosse sólida". Isso significa, na ótica brasileira, que Fundo
    Monetário Internacional, Banco Mundial e Organização Mundial do Comércio
    teriam que estar neste quebra-cabeças institucional. "Desenvolvimento
    sustentável tem que ser paradigma de todos os órgãos da ONU, principalmente
    dos econômicos", diz um negociador.
     
    --
    Leia:
    www.desenvolvimentistas.com.br
     
    Visite São Bartolomeu – Distrito mais antigo de Ouro Preto
    http://saobartolomeu.com/

     

    gustavo santos <gustavoa...@gmail.com> Feb 02 02:26PM -0200  

    ---------- Mensagem encaminhada ----------
    De: Kadu Machado 5 <kaduma...@gmail.com>
    Data: 2 de fevereiro de 2012 14:13
    Assunto: Reta final
    Para:
     
     
    Tudo pronto para a grande roda de samba (e outros sons afins) do
    Bloco* Devassos
    da Cardeal*, *NESTE SÁBADO* (*4/2*), a partir de *16h*, no *Clube
    Internacional de Regatas* (bem ao lado do Samba Luiza, entre o MAM e o
    Aeroporto Santos Dumont, na Rua Jardel Jerculis).****
     
    Músicos a postos... camisetas prontas... homenageados confirmadíssimos...
    cerveja gelada... petiscos no bar... tudo com vista para a Baía de
    Guanabara...****
     
    Só falta você.****
     
    ENTRANDA FRANCA! Você só paga o que consumir.****
     
    É fácil chegar: veja mapa abaixo (anexado).****
     
    Um forte abraço e até lá****
     
    Kadu Machado****
     
    (21) 9212-3103****
     
    Os que não quiserem mais receber os informes dos coletivos ligados ao
    jornal de Cultura e Política Algo a Dizer respondam a esta pedindo a
    retirada. Obrigado.****
     
     
     
     
     
     
    --
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    Rodrigo Medeiros <medro...@gmail.com> Feb 01 09:30AM -0200  

    O "Vietnã" tupiniquim
    Por *Carlos Lessa / Valor Econômico*
     
    Certamente, um evento que dominou a mídia nos últimos anos foi o 11 de
    setembro do World Trade Center. Para a sociedade norte-americana e para o
    mundo inteiro, o evento foi inteiramente imprevisto e dissolveu a convicção
    da não vulnerabilidade estadunidense. O desfecho da Guerra do Vietnã gerou
    estupor, pois até aquele momento os EUA sempre haviam ganho, pelas armas ou
    pelo dinheiro, todas as guerras em que participaram. Sempre para cima e
    para a frente, desde a compra de Lousiana e do Alasca, da anexação da
    Califórnia, Texas, New México e Arizona e também de Porto Rico, pelas
    armas, a hegemonia mundial foi inteiramente afirmada após a Primeira Guerra
    Mundial e confirmada pela Segunda Guerra Mundial. Mas essa história de
    êxitos, que incluiu cravar a bandeira americana em solo japonês (Iwo Jima)
    e poupar vidas americanas com o genocídio de Hiroshima e Nagasaki, foi
    desnaturalizada pela derrota ante o Vietnã. Creio que, em dez anos, as
    forças armadas americanas perderam 10 mil homens no Vietnã, e foi
    construído um memorial com esses nomes. As baixas no Iraque e no
    Afeganistão, provavelmente, não terão memorial.
     
    Quando é pela primeira vez, a catástrofe é não natural. A queda de três
    edifícios no centro do Rio de Janeiro, colados ao Theatro Municipal, já
    produziu 17 mortos e ainda há pessoas desaparecidas. O desabamento mexeu
    com todos nós. Vivemos em apartamentos, trabalhamos em edifícios de
    escritórios, frequentamos prédios de concreto e andamos pelas calçadas, mas
    ninguém se preocupa com a possibilidade de um desabamento. Nos EUA, o 11 de
    setembro foi um ato de terrorismo; no Rio, o 26 de janeiro foi,
    provavelmente, um ato desatinado de um proprietário ou inquilino de um
    imóvel que fez danos estruturais e pôde fazê-lo sem medo de fiscalização ou
    de denúncia. Com minha modesta experiência de recuperação de imóveis
    arruinados, quero registrar que, em contraponto às dezenas de providências
    para a aprovação legal, jamais fui fiscalizado por nenhuma das agências
    municipais ou estaduais.
     
    *Má conservação e o alto custa do sistema de transporte é um corolário dos
    juros altos praticado pelo BC*
     
    O ataque terrorista aperfeiçoou instituições xenófobas americanas em
    relação aos estrangeiros, que podem ser detidos por dias sem comunicação
    com família, advogados ou consulados. No Brasil, o 26 de janeiro irá gerar
    mais exigências para aprovação de obras e, provavelmente, um
    aperfeiçoamento institucional dos sistemas de vigilância para impedir obras
    clandestinas.
     
    No Brasil, há muitos anos, vivemos uma guerra muito mais mortífera que a do
    Vietnã. Pelas informações disponíveis, 57 mil pessoas morreram em acidentes
    de trânsito urbano e tráfego interurbano, só no último ano. Anualmente, as
    mortes no Brasil são cinco vezes o total de mortes de americanos no
    conflito do Vietnã. No "Vietnã" tupiniquim, 300 mil são acidentados e
    hospitalizados (em uma média de 9 dias/leito). Mais de 100 mil dos
    hospitalizados permanecem com sequelas e passam ao exército dos portadores
    de deficiência por invalidez permanente. Essas cifras deveriam escandalizar
    e amedrontar os brasileiros, porém, isso é considerado "da vida", logo,
    "natural".
     
    É fácil demonstrar com que naturalidade esse morticínio é observado. Por
    exemplo, Adolfo Bento Neto, prefeito de Piedade de Caratinga, na região do
    Vale do Rio Doce, declarou que "quem trafega, hoje, pela rodovia (BR 474)
    tem a sensação de que nada foi investido, apesar de sucessivas reformas", e
    constata: "aparece um buraco, tampam com uma capinha o trecho todo, mas
    passa um mês e já está tudo do mesmo jeito" (O Globo, 29/1/2012). O
    prefeito tem razão, mas faltou falar que os buracos fazem desta rodovia um
    caminho de morte.
     
    Insuficiência crônica de recursos para manutenção adequada de rodovias,
    ausência de controle de peso de carga de caminhões, falta de efetivo e
    recursos técnicos para a Polícia Rodoviária são dimensões consideradas
    "naturais". É, também, considerado "natural" que o Brasil transporte a
    maioria de suas cargas de longa distância pelo binômio caminhão-rodovia,
    apesar desse frete (por t/km) ser o dobro do ferroviário e o quádruplo do
    aquaviário.
     
    O Banco Central brasileiro pratica o mais alto juro real primário e é
    complacente com o multiplicado "overhead" bancário. A má conservação dessa
    malha logística anacrônica e custosa é um corolário dos juros colossais de
    uma dívida pública que cresce de forma estéril. A concentração de recursos
    em nível federal e a anemia da rede metropolitana tem associado à explosão
    da população de veículos automotores o dramático e insuficiente
    investimento em sistemas de transporte coletivo sobre trilhos. Os
    especialistas dizem que seriam necessários novos 30 m2 de pistas de
    rolamento e áreas de estacionamento para cada novo veículo automotor
    urbano. Na metrópole do Rio, a frota automotora cresce 9% ao ano e é
    microscópica a ampliação do sistema sobre trilhos.
     
    O congestionamento estimula a multiplicação da motocicleta, que é uma
    solução mais plástica e de menor custo individual, mas não existem motovias
    nem ciclovias, apenas estão sendo criadas faixas preferenciais para ônibus.
    Hoje, as emergências registram 7% mais acidentados por motos do que por
    automóveis. O governo federal badala o trem-bala entre Rio e São Paulo; no
    Rio, mas com uma fração dos recursos destinados ao trem-bala seria possível
    instalar metrô de superfície, que atenderia a mais de 60% da população. Em
    São Paulo, seria possível ampliar a rede de metrôs. Do ponto de vista de um
    "Vietnã" tupiniquim, nada mais assustador que dar continuidade a esses
    erros estruturais de planejamento estratégico e de atuação de curto prazo.
     
    Todos sabem que o automóvel zero km perde 20% de seu valor patrimonial ao
    sair da loja, e alguém que compra um zero km pagando 90 prestações não
    percebe a brutal massa de juros que paga por um bem cujo valor depende da
    segunda-mão, da terceira e da geriatria popular. Com a moto acontece o
    mesmo, e na zona rural está um comprador que tende a aposentar o cavalo e o
    jegue. Se o morticínio do motoqueiro já é inquietante na região
    metropolitana, é um pesadelo imaginar a rede vicinal e os caminhos rurais
    com motos, sem nenhum controle: o "Vietnã" tupiniquim ganha uma nova
    dimensão.
     
    O custo em vidas destruídas ou depredadas é um absoluto. É bom lembrar que,
    além das motos destruídas, das interrupções de trânsito, das pensões por
    invalidez, da sobrecarga na rede hospitalar, seria prioridade - e um bom
    negócio! - ampliar, em curto prazo, os gastos de manutenção e operação de
    trânsito e tráfego e, em longo prazo, mudar a logística de mercadorias e o
    transporte público sobre trilhos.
     
    O brasileiro acha "natural" o risco de acidente motorizado e morre de medo
    do desabamento de um edifício.
     
    *Carlos Francisco Theodoro Machado Ribeiro de Lessa é professor emérito de
    economia brasileira e ex-reitor da UFRJ. *

     

    "Adriano Benayon" <abena...@gmail.com> Feb 01 05:07PM -0200  

    Carlos Lessa aponta alguns dos crimes do império norte-americano, mas
    demonstra ou ingenuidade ou excessivo conformismo pautado pelo
    “politicamente correto”, ao referir-se à derrubada do World Trade Center.
     

     
    No início do texto, ele diz que esse evento dissolveu a convicção da não
    vulnerabilidade estadunidense. Em outro passo, ele fala em terrorismo, sem
    dizer da parte de quem.
     

     
    Ora, os EUA não são invulneráveis. Mas os golpes de 11.09.2001 nada tem que
    ver com isso. Eles foram organizados por forças situadas dentro do sistema
    de poder dos EUA, como demonstram n análises, vídeos e documentários (já
    selecionei mais de 100) encontráveis na internet, provenientes de fontes
    respeitáveis e com fundamentação irrefutável.
     

     
    Há uma associação nos EUA, que, embora coibida pelo estado policial que
    prevalece naquele país, que chegou a 1.500 membros, liderada por engenheiros
    e arquitetos. Nem é preciso ser engenheiro, basta conhecer um mínimo de
    física elementar, ou apenas alguma capacidade de observação e de
    raciocínio, para saber que as torres foram implodidas.
     

     
    Para constatar também que o buraco no Pentágono foi causado por míssil,
    pelas suas características e por seus cinco metros de largura. A envergadura
    do Boeing que se diz ter penetrado no espaço aéreo mais controlado do mundo,
    sem resposta alguma, supera 30 metros. Não se encontraram destroços sequer
    de partes do motor de qualquer avião. E por aí vai. Se fosse comentar cada
    ponto do golpe de Estado e de toda a encenação, eu ficaria escrevendo por
    mais de três horas, mesmo sendo rápido.
     

     
    Qualquer pessoa que acompanhe o jogo do poder mundial e não esteja
    condicionado pelo que diz a grande mídia “internacional” e globesta local,
    sabe que os árabes foram arranjados para servir de bodes expiatórios. Não
    houve seqüestro de aviões. Tudo foi montado para reforçar o terror policial
    dentro dos EUA e frear as reações internas às agressões programadas contra o
    Afeganistão e o Iraque, que logo se sucederam ao golpe de 2001, sem falar
    nas que continuam sendo perpetradas.
     

     
    Adriano Benayon
     

     
    De: desenvolv...@googlegroups.com
    [mailto:desenvolv...@googlegroups.com] Em nome de Rodrigo Medeiros
    Enviada em: quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 09:30
    Para: desenvolv...@googlegroups.com
    Assunto: envolvi] O "Vietnã" tupiniquim, por Carlos Lessa
     

     
     
    O "Vietnã" tupiniquim
     
     
    Por Carlos Lessa / Valor Econômico
     
    Certamente, um evento que dominou a mídia nos últimos anos foi o 11 de
    setembro do World Trade Center. Para a sociedade norte-americana e para o
    mundo inteiro, o evento foi inteiramente imprevisto e dissolveu a convicção
    da não vulnerabilidade estadunidense. O desfecho da Guerra do Vietnã gerou
    estupor, pois até aquele momento os EUA sempre haviam ganho, pelas armas ou
    pelo dinheiro, todas as guerras em que participaram. Sempre para cima e para
    a frente, desde a compra de Lousiana e do Alasca, da anexação da Califórnia,
    Texas, New México e Arizona e também de Porto Rico, pelas armas, a hegemonia
    mundial foi inteiramente afirmada após a Primeira Guerra Mundial e
    confirmada pela Segunda Guerra Mundial. Mas essa história de êxitos, que
    incluiu cravar a bandeira americana em solo japonês (Iwo Jima) e poupar
    vidas americanas com o genocídio de Hiroshima e Nagasaki, foi
    desnaturalizada pela derrota ante o Vietnã. Creio que, em dez anos, as
    forças armadas americanas perderam 10 mil homens no Vietnã, e foi construído
    um memorial com esses nomes. As baixas no Iraque e no Afeganistão,
    provavelmente, não terão memorial.
     
    Quando é pela primeira vez, a catástrofe é não natural. A queda de três
    edifícios no centro do Rio de Janeiro, colados ao Theatro Municipal, já
    produziu 17 mortos e ainda há pessoas desaparecidas. O desabamento mexeu com
    todos nós. Vivemos em apartamentos, trabalhamos em edifícios de escritórios,
    frequentamos prédios de concreto e andamos pelas calçadas, mas ninguém se
    preocupa com a possibilidade de um desabamento. Nos EUA, o 11 de setembro
    foi um ato de terrorismo; no Rio, o 26 de janeiro foi, provavelmente, um ato
    desatinado de um proprietário ou inquilino de um imóvel que fez danos
    estruturais e pôde fazê-lo sem medo de fiscalização ou de denúncia. Com
    minha modesta experiência de recuperação de imóveis arruinados, quero
    registrar que, em contraponto às dezenas de providências para a aprovação
    legal, jamais fui fiscalizado por nenhuma das agências municipais ou
    estaduais.
     
    Má conservação e o alto custa do sistema de transporte é um corolário dos
    juros altos praticado pelo BC
     
    O ataque terrorista aperfeiçoou instituições xenófobas americanas em relação
    aos estrangeiros, que podem ser detidos por dias sem comunicação com
    família, advogados ou consulados. No Brasil, o 26 de janeiro irá gerar mais
    exigências para aprovação de obras e, provavelmente, um aperfeiçoamento
    institucional dos sistemas de vigilância para impedir obras clandestinas.
     
    No Brasil, há muitos anos, vivemos uma guerra muito mais mortífera que a do
    Vietnã. Pelas informações disponíveis, 57 mil pessoas morreram em acidentes
    de trânsito urbano e tráfego interurbano, só no último ano. Anualmente, as
    mortes no Brasil são cinco vezes o total de mortes de americanos no conflito
    do Vietnã. No "Vietnã" tupiniquim, 300 mil são acidentados e hospitalizados
    (em uma média de 9 dias/leito). Mais de 100 mil dos hospitalizados
    permanecem com sequelas e passam ao exército dos portadores de deficiência
    por invalidez permanente. Essas cifras deveriam escandalizar e amedrontar os
    brasileiros, porém, isso é considerado "da vida", logo, "natural".
     
    É fácil demonstrar com que naturalidade esse morticínio é observado. Por
    exemplo, Adolfo Bento Neto, prefeito de Piedade de Caratinga, na região do
    Vale do Rio Doce, declarou que "quem trafega, hoje, pela rodovia (BR 474)
    tem a sensação de que nada foi investido, apesar de sucessivas reformas", e
    constata: "aparece um buraco, tampam com uma capinha o trecho todo, mas
    passa um mês e já está tudo do mesmo jeito" (O Globo, 29/1/2012). O prefeito
    tem razão, mas faltou falar que os buracos fazem desta rodovia um caminho de
    morte.
     
    Insuficiência crônica de recursos para manutenção adequada de rodovias,
    ausência de controle de peso de carga de caminhões, falta de efetivo e
    recursos técnicos para a Polícia Rodoviária são dimensões consideradas
    "naturais". É, também, considerado "natural" que o Brasil transporte a
    maioria de suas cargas de longa distância pelo binômio caminhão-rodovia,
    apesar desse frete (por t/km) ser o dobro do ferroviário e o quádruplo do
    aquaviário.
     
    O Banco Central brasileiro pratica o mais alto juro real primário e é
    complacente com o multiplicado "overhead" bancário. A má conservação dessa
    malha logística anacrônica e custosa é um corolário dos juros colossais de
    uma dívida pública que cresce de forma estéril. A concentração de recursos
    em nível federal e a anemia da rede metropolitana tem associado à explosão
    da população de veículos automotores o dramático e insuficiente investimento
    em sistemas de transporte coletivo sobre trilhos. Os especialistas dizem que
    seriam necessários novos 30 m2 de pistas de rolamento e áreas de
    estacionamento para cada novo veículo automotor urbano. Na metrópole do Rio,
    a frota automotora cresce 9% ao ano e é microscópica a ampliação do sistema
    sobre trilhos.
     
    O congestionamento estimula a multiplicação da motocicleta, que é uma
    solução mais plástica e de menor custo individual, mas não existem motovias
    nem ciclovias, apenas estão sendo criadas faixas preferenciais para ônibus.
    Hoje, as emergências registram 7% mais acidentados por motos do que por
    automóveis. O governo federal badala o trem-bala entre Rio e São Paulo; no
    Rio, mas com uma fração dos recursos destinados ao trem-bala seria possível
    instalar metrô de superfície, que atenderia a mais de 60% da população. Em
    São Paulo, seria possível ampliar a rede de metrôs. Do ponto de vista de um
    "Vietnã" tupiniquim, nada mais assustador que dar continuidade a esses erros
    estruturais de planejamento estratégico e de atuação de curto prazo.
     
    Todos sabem que o automóvel zero km perde 20% de seu valor patrimonial ao
    sair da loja, e alguém que compra um zero km pagando 90 prestações não
    percebe a brutal massa de juros que paga por um bem cujo valor depende da
    segunda-mão, da terceira e da geriatria popular. Com a moto acontece o
    mesmo, e na zona rural está um comprador que tende a aposentar o cavalo e o
    jegue. Se o morticínio do motoqueiro já é inquietante na região
    metropolitana, é um pesadelo imaginar a rede vicinal e os caminhos rurais
    com motos, sem nenhum controle: o "Vietnã" tupiniquim ganha uma nova
    dimensão.
     
    O custo em vidas destruídas ou depredadas é um absoluto. É bom lembrar que,
    além das motos destruídas, das interrupções de trânsito, das pensões por
    invalidez, da sobrecarga na rede hospitalar, seria prioridade - e um bom
    negócio! - ampliar, em curto prazo, os gastos de manutenção e operação de
    trânsito e tráfego e, em longo prazo, mudar a logística de mercadorias e o
    transporte público sobre trilhos.
     
    O brasileiro acha "natural" o risco de acidente motorizado e morre de medo
    do desabamento de um edifício.
     
    Carlos Francisco Theodoro Machado Ribeiro de Lessa é professor emérito de
    economia brasileira e ex-reitor da UFRJ.
     
    --
    Notícias, Informações e Debates
    sobre o Desenvolvimento do Brasil:

    www.desenvolvimentistas.com.br
     
    O Banco de Dados de Vírus interno expirou.
    Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br
    Versão: 9.0.914 / Banco de dados de vírus: 271.1.1/3926 - Data de
    Lançamento: 09/29/11 04:34:00

     

    Flavio Tavares de Lyra <lyra....@gmail.com> Feb 01 05:53PM -0200  

    Caros amigos:
    Gostaria de agregar dois curtos comentários ao artigo de Carlos
    Lessa, um grande batalhador em favor de causas humanitárias. Deixo de
    incluir os elogios que são muitos a sua denúncia. Concentro-me em
    críticas a dois aspectos do relatado: 1) Tendo a concordar com
    Benayon, que fica difícil aceitar, como um ato de terrorismo comandado
    de fora, o episódio de destruição das Torres Gêmeas. Os Estados Unidos
    têm um história já longa de conspirações e crimes terríveis nunca
    suficientemente esclarecidos e que respondem a interesses da classe
    dominante: os assassinatos dos irmaõs Keneddy; a condenação do casal
    Rosenberg à morte, por um crime contra a segurança nacional nunca
    explicado convincentemente; o episódio do bombardeio de Pearl Harbor,
    que serviu de pretexto para os ataques atômicos a Hiroshima e a
    Nagasaky no fim da guerra com o Japão, quando este país já estava
    derrotado. O caso das Torres Gêmeas tem todos os ingredientes para ter
    sido mais um episódio planejado por grupos políticos internos,
    provavelmente do próprio governo, para justificar as agressões ao
    Iraque e ao Afeganistão.
    A segunda crítica vai contra o instrumento das denuncias generalizadas
    de fatos realmente nefastos, mas sem qualquer esforço de nomeação das
    forças e dos interesses econômicos e políticos que estão por tràs
    desses acontecimentos. Essa atitude não ajuda a mobilização política
    da população em favor de mudanças. Contribue apenas para alimentar o
    sentimento de impotência já tão difundido de que essas coisas não têm
    solução, levando ao conformismo.
    Um forte abraço.
    Flavio Lyra
     
     
    Em 1 de fevereiro de 2012 17:07, Adriano Benayon

     

    al...@bndes.gov.br Feb 02 11:46AM -0200  

    Some-se a esses acontecimentos as diversas imposições de ditaduras de
    direita que os Estados Unidos fizeram com a América Latina, quem não se
    lembra do 11/09/1973, quando o bombardearam o palácio de la moneda com o
    presidente dentro do palácio apoiado pelos Estados Unidos, a incrível
    derrubada de um governo da Guatemala na década de 50 por causa de uma
    indústria bananeira americana, Baby Doc, Somozas, contras na Nicarágua.
    Quantos crimes foram feitos na América Latina pelos americanos.
    André Luiz Pinheiro de Almeida
     
     
     
     
    De:
    Flavio Tavares de Lyra <lyra....@gmail.com>
    Para:
    desenvolv...@googlegroups.com
    Data:
    01/02/2012 17:54
    Assunto:
    Re: envolvi] O "Vietnã" tupiniquim, por Carlos Lessa
    Enviado por:
    desenvolv...@googlegroups.com
     
     
     
    Caros amigos:
    Gostaria de agregar dois curtos comentários ao artigo de Carlos
    Lessa, um grande batalhador em favor de causas humanitárias. Deixo de
    incluir os elogios que são muitos a sua denúncia. Concentro-me em
    críticas a dois aspectos do relatado: 1) Tendo a concordar com
    Benayon, que fica difícil aceitar, como um ato de terrorismo comandado
    de fora, o episódio de destruição das Torres Gêmeas. Os Estados Unidos
    têm um história já longa de conspirações e crimes terríveis nunca
    suficientemente esclarecidos e que respondem a interesses da classe
    dominante: os assassinatos dos irmaõs Keneddy; a condenação do casal
    Rosenberg à morte, por um crime contra a segurança nacional nunca
    explicado convincentemente; o episódio do bombardeio de Pearl Harbor,
    que serviu de pretexto para os ataques atômicos a Hiroshima e a
    Nagasaky no fim da guerra com o Japão, quando este país já estava
    derrotado. O caso das Torres Gêmeas tem todos os ingredientes para ter
    sido mais um episódio planejado por grupos políticos internos,
    provavelmente do próprio governo, para justificar as agressões ao
    Iraque e ao Afeganistão.
    A segunda crítica vai contra o instrumento das denuncias generalizadas
    de fatos realmente nefastos, mas sem qualquer esforço de nomeação das
    forças e dos interesses econômicos e políticos que estão por tràs
    desses acontecimentos. Essa atitude não ajuda a mobilização política
    da população em favor de mudanças. Contribue apenas para alimentar o
    sentimento de impotência já tão difundido de que essas coisas não têm
    solução, levando ao conformismo.
    Um forte abraço.
    Flavio Lyra
     
     
    Em 1 de fevereiro de 2012 17:07, Adriano Benayon
    > Carlos Lessa aponta alguns dos crimes do império norte-americano, mas
    > demonstra ou ingenuidade ou excessivo conformismo pautado pelo
    > “politicamente correto”, ao referir-se à derrubada do World Trade
    Center.
     
    > No início do texto, ele diz que esse evento dissolveu a convicção da
    não
    > vulnerabilidade estadunidense. Em outro passo, ele fala em terrorismo,
    sem
    > dizer da parte de quem.
     
    > Ora, os EUA não são invulneráveis. Mas os golpes de 11.09.2001 nada tem
    que
    > ver com isso. Eles foram organizados por forças situadas dentro do
    sistema
    > respeitáveis e com fundamentação irrefutável.
     
    > Há uma associação nos EUA, que, embora coibida pelo estado policial que
    > prevalece naquele país, que chegou a 1.500 membros, liderada por
    engenheiros
    > raciocínio, para saber que as torres foram implodidas.
     
    > Para constatar também que o buraco no Pentágono foi causado por míssil,
    > pelas suas características e por seus cinco metros de largura. A
    envergadura
    > do Boeing que se diz ter penetrado no espaço aéreo mais controlado do
    mundo,
    > sem resposta alguma, supera 30 metros. Não se encontraram destroços
    sequer
    > de partes do motor de qualquer avião. E por aí vai. Se fosse comentar
    cada
    > ponto do golpe de Estado e de toda a encenação, eu ficaria escrevendo
    por
    > mais de três horas, mesmo sendo rápido.
     
    > Qualquer pessoa que acompanhe o jogo do poder mundial e não esteja
    > condicionado pelo que diz a grande mídia “internacional” e globesta
    local,
    > sabe que os árabes foram arranjados para servir de bodes expiatórios.
    Não
    > houve seqüestro de aviões. Tudo foi montado para reforçar o terror
    policial
    > dentro dos EUA e frear as reações internas às agressões programadas
    contra o
    > Afeganistão e o Iraque, que logo se sucederam ao golpe de 2001, sem
    falar
     
    > Adriano Benayon
     
    > De: desenvolv...@googlegroups.com
    > [mailto:desenvolv...@googlegroups.com] Em nome de Rodrigo
    Medeiros
     
    > Por Carlos Lessa / Valor Econômico
     
    > Certamente, um evento que dominou a mídia nos últimos anos foi o 11 de
    > setembro do World Trade Center. Para a sociedade norte-americana e para
    o
    > mundo inteiro, o evento foi inteiramente imprevisto e dissolveu a
    convicção
    > da não vulnerabilidade estadunidense. O desfecho da Guerra do Vietnã
    gerou
    > estupor, pois até aquele momento os EUA sempre haviam ganho, pelas armas
    ou
    > pelo dinheiro, todas as guerras em que participaram. Sempre para cima e
    para
    > a frente, desde a compra de Lousiana e do Alasca, da anexação da
    Califórnia,
    > Texas, New México e Arizona e também de Porto Rico, pelas armas, a
    hegemonia
    > vidas americanas com o genocídio de Hiroshima e Nagasaki, foi
    > desnaturalizada pela derrota ante o Vietnã. Creio que, em dez anos, as
    > forças armadas americanas perderam 10 mil homens no Vietnã, e foi
    construído
     
    > Quando é pela primeira vez, a catástrofe é não natural. A queda de três
    > edifícios no centro do Rio de Janeiro, colados ao Theatro Municipal, já
    > produziu 17 mortos e ainda há pessoas desaparecidas. O desabamento mexeu
    com
    > todos nós. Vivemos em apartamentos, trabalhamos em edifícios de
    escritórios,
    > frequentamos prédios de concreto e andamos pelas calçadas, mas ninguém
    se
    > preocupa com a possibilidade de um desabamento. Nos EUA, o 11 de
    setembro
    > foi um ato de terrorismo; no Rio, o 26 de janeiro foi, provavelmente, um
    ato
    > estruturais e pôde fazê-lo sem medo de fiscalização ou de denúncia. Com
    > minha modesta experiência de recuperação de imóveis arruinados, quero
    > registrar que, em contraponto às dezenas de providências para a
    aprovação
    > legal, jamais fui fiscalizado por nenhuma das agências municipais ou
    > estaduais.
     
    > Má conservação e o alto custa do sistema de transporte é um corolário
    dos
    > juros altos praticado pelo BC
     
    > O ataque terrorista aperfeiçoou instituições xenófobas americanas em
    relação
    > aos estrangeiros, que podem ser detidos por dias sem comunicação com
    > família, advogados ou consulados. No Brasil, o 26 de janeiro irá gerar
    mais
    > exigências para aprovação de obras e, provavelmente, um aperfeiçoamento
    > institucional dos sistemas de vigilância para impedir obras
    clandestinas.
     
    > No Brasil, há muitos anos, vivemos uma guerra muito mais mortífera que a
    do
    > Vietnã. Pelas informações disponíveis, 57 mil pessoas morreram em
    acidentes
    > de trânsito urbano e tráfego interurbano, só no último ano. Anualmente,
    as
    > mortes no Brasil são cinco vezes o total de mortes de americanos no
    conflito
    > do Vietnã. No "Vietnã" tupiniquim, 300 mil são acidentados e
    hospitalizados
    > (em uma média de 9 dias/leito). Mais de 100 mil dos hospitalizados
    > permanecem com sequelas e passam ao exército dos portadores de
    deficiência
    > por invalidez permanente. Essas cifras deveriam escandalizar e
    amedrontar os
    > brasileiros, porém, isso é considerado "da vida", logo, "natural".
     
    > É fácil demonstrar com que naturalidade esse morticínio é observado. Por
    > exemplo, Adolfo Bento Neto, prefeito de Piedade de Caratinga, na região
    do
    > Vale do Rio Doce, declarou que "quem trafega, hoje, pela rodovia (BR
    474)
    > tem a sensação de que nada foi investido, apesar de sucessivas
    reformas", e
    > constata: "aparece um buraco, tampam com uma capinha o trecho todo, mas
    > passa um mês e já está tudo do mesmo jeito" (O Globo, 29/1/2012). O
    prefeito
    > tem razão, mas faltou falar que os buracos fazem desta rodovia um
    caminho de
    > "naturais". É, também, considerado "natural" que o Brasil transporte a
    > maioria de suas cargas de longa distância pelo binômio caminhão-rodovia,
    > apesar desse frete (por t/km) ser o dobro do ferroviário e o quádruplo
    do
    > aquaviário.
     
    > O Banco Central brasileiro pratica o mais alto juro real primário e é
    > complacente com o multiplicado "overhead" bancário. A má conservação
    dessa
    > malha logística anacrônica e custosa é um corolário dos juros colossais
    de
    > uma dívida pública que cresce de forma estéril. A concentração de
    recursos
    > em nível federal e a anemia da rede metropolitana tem associado à
    explosão
    > da população de veículos automotores o dramático e insuficiente
    investimento
    > em sistemas de transporte coletivo sobre trilhos. Os especialistas dizem
    que
    > seriam necessários novos 30 m2 de pistas de rolamento e áreas de
    > estacionamento para cada novo veículo automotor urbano. Na metrópole do
    Rio,
    > a frota automotora cresce 9% ao ano e é microscópica a ampliação do
    sistema
    > sobre trilhos.
     
    > O congestionamento estimula a multiplicação da motocicleta, que é uma
    > solução mais plástica e de menor custo individual, mas não existem
    motovias
    > nem ciclovias, apenas estão sendo criadas faixas preferenciais para
    ônibus.
    > Hoje, as emergências registram 7% mais acidentados por motos do que por
    > automóveis. O governo federal badala o trem-bala entre Rio e São Paulo;
    no
    > Rio, mas com uma fração dos recursos destinados ao trem-bala seria
    possível
    > instalar metrô de superfície, que atenderia a mais de 60% da população.
    Em
    > São Paulo, seria possível ampliar a rede de metrôs. Do ponto de vista de
    um
    > "Vietnã" tupiniquim, nada mais assustador que dar continuidade a esses
    erros
    > estruturais de planejamento estratégico e de atuação de curto prazo.
     
    > Todos sabem que o automóvel zero km perde 20% de seu valor patrimonial
    ao
    > sair da loja, e alguém que compra um zero km pagando 90 prestações não
    > percebe a brutal massa de juros que paga por um bem cujo valor depende
    da
    > segunda-mão, da terceira e da geriatria popular. Com a moto acontece o
    > mesmo, e na zona rural está um comprador que tende a aposentar o cavalo
    e o
    > jegue. Se o morticínio do motoqueiro já é inquietante na região
    > metropolitana, é um pesadelo imaginar a rede vicinal e os caminhos
    rurais
    > com motos, sem nenhum controle: o "Vietnã" tupiniquim ganha uma nova
    > dimensão.
     
    > O custo em vidas destruídas ou depredadas é um absoluto. É bom lembrar
    que,
    > além das motos destruídas, das interrupções de trânsito, das pensões por
    > invalidez, da sobrecarga na rede hospitalar, seria prioridade - e um bom
    > negócio! - ampliar, em curto prazo, os gastos de manutenção e operação
    de
    > trânsito e tráfego e, em longo prazo, mudar a logística de mercadorias e
    o
    > transporte público sobre trilhos.
     
    > O brasileiro acha "natural" o risco de acidente motorizado e morre de
    medo
    > do desabamento de um edifício.
     
    > Carlos Francisco Theodoro Machado Ribeiro de Lessa é professor emérito
    de
    > Notícias, Informações e Debates
    > sobre o Desenvolvimento do Brasil:
     
    > www.desenvolvimentistas.com.br
     
    --
    Notícias, Informações e Debates
    sobre o Desenvolvimento do Brasil:
     
    www.desenvolvimentistas.com.br
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
    "O remetente desta mensagem é responsável por seu endereçamento, seu
    conteúdo e seus anexos. Cabe a seus destinatários, inclusive aqueles
    copiados na mensagem, tratá-la adequadamente, com observância da
    legislação em vigor e dos normativos internos do BNDES, quando cabível.
    São proibidas, sem a devida autorização, a sua divulgação, reprodução e
    distribuição. A inobservância das proibições será passível de aplicação de
    sanções cíveis, criminais e disciplinares, quando cabíveis. Se você
    recebeu esta mensagem indevidamente, antes de removê-la de sua caixa
    postal, solicita-se o reenvio ao remetente, informando o ocorrido."
     
    "The sender of this message is responsible for its addressing, contents
    and attachments. The receiver, including those copied in the message, is
    obliged to use it properly, in compliance with the law in effect and the
    BNDES' internal rules, if applicable. It is prohibited to disclose,
    reproduce and distribute e-mail messages without due consent. Failure to
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    measures, if applicable. If you have improperly received this e-mail, we
    kindly request you to forward the message to the sender stating the error
    prior to deleting it from your inbox."

     

    Marcello Barra <marcell...@gmail.com> Feb 01 06:33PM -0200  

    [image: Descrição:
    http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/1-2-2012.jpg]<http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/artigo.2012-01-31.9302557316/document_view>
    ****
     
    ** **
     
    O Jornal Estado de São Paulo mostra que “*O setor público nunca gastou
    tanto para pagar os juros da dívida. No ano passado, R$ 236,7 bilhões
    saíram dos cofres públicos para a conta corrente dos credores que têm
    títulos emitidos pelo governo federal, Estados, municípios e empresas
    estatais, um novo recorde. A despesa, que cresceu 21% em um ano, é
    explicada especialmente pela subida da taxa básica da economia, a Selic, no
    primeiro semestre de 2011 e também pelo avanço da inflação.*”****
     
    Cabe comentarmos que este valor de R$ 236,7 bilhões, calculado pelo Banco
    Central, inclui a União, estados e municípios, e não representa exatamente
    o que foi pago de juros (“critério de caixa”), mas sim, o quanto a dívida
    aumentou devido à aplicação das maiores taxas de juros do mundo (“critério
    de competência”). Por esta razão, continuamos sem saber exatamente qual foi
    a quantia paga pelo governo federal com juros da dívida pública em 2011,
    uma vez que os dados divulgados pelo Tesouro Nacional (pelo “critério de
    caixa”) apenas incluem os “juros reais”, ou seja, que superam a inflação.***
    *
     
    Além do mais, tal valor de R$ 236,7 bilhões não inclui as amortizações da
    dívida federal (ou seja, o pagamento do principal), o que é mais uma razão
    para a diferença entre este dado e o valor de R$ 708 bilhões gastos com a
    dívida federal em 2011, conforme divulgado pela Auditoria Cidadã.****
     
    As amortizações geralmente são ignoradas por alguns especialistas sob o
    argumento de que seriam pagas com novas dívidas. Porém, caso esta
    questionável dívida não existisse, os recursos obtidos com estas novas
    dívidas poderiam ser utilizados para prover as urgentes demandas sociais em
    saúde, educação, dentre outras.****
     
    Além do mais, cabe ressaltar que as amortizações não são financiadas apenas
    por novas dívidas, mas por diversas fontes. No ano passado, tais
    amortizações consumiram nada menos que R$ 52 bilhões provenientes do
    recebimento de juros e amortizações de dívidas das quais a União é credora.
    A maior parte destes R$ 52 bilhões vem do sacrifício de estados e
    municípios, que pagam à União taxas de juros altíssimas (6% a 9% ao ano)
    mais a inflação medida pelo IGP-DI.****
     
    Outra importante fonte de recursos para as amortizações da dívida federal é
    o lucro das estatais (Petrobrás, Banco do Brasil, etc), que representaram
    R$ 25 bilhões no ano passado. Estes recursos também são obtidos por meio de
    sacrifício da população, que paga caro pelos combustíveis, pelas tarifas de
    ônibus, e altos juros e tarifas dos bancos “estatais”.****
     
    Somente estas duas fontes de recursos representaram R$ 77 bilhões de
    dinheiro vivo destinado ao “saco sem fundo” da dívida, que se fossem
    destinados às áreas sociais poderiam, por exemplo, mais que dobrar todos os
    gastos federais com saúde durante um ano inteiro.****
     
    No ano passado, as amortizações da dívida federal também consumiram
    recursos provenientes de venda do patrimônio público, tributos, rendimento
    financeiro da Conta Única do Tesouro, dentre outras fontes.****
     
     
     
    *Gasto com juro da dívida cresceu 21%
    O Estado de São Paulo - 01 de fevereiro de 2012 | 3h
    08*<http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,gasto-com-juro-da-divida-cresceu-21-,829862,0.htm>
    ****
     
    ** **
     
    ** **
     
    ** **
     
    Caso não queira mais receber este boletim, envie mensagem para
    auditor...@terra.com.br<http://br.mc393.mail.yahoo.com/mc/compose?to=auditor...@terra.com.br>
    ****
     
    ** **
     
     
     
    --
    *Marcello Barra* <http://www.marcellobarra.com.br/>
    **
    Em Bataguassu, no Mato Grosso do Sul, 28 trabalhadores foram intoxicados.
    Quatro morreram neste frigórifico, mostrando o descaso dos capitalistas com
    a saúde e as condições de trabalho do povo. É uma vergonha o que ocorre no
    país: prédios desabam do dia para noite, boeiros explodem e matam pessoas
    de uma hora para outra, desastres ecológicos se produzem e tudo isso fica
    por isso mesmo, sem punições, sem consertos, e ainda hoje, infelizmente,
    sem mobilizações fortes de protestos. Por enquanto..., Roberto Robaina -
    PSOL
    Quero Giannazi prefeito<http://querogiannaziprefeito.com.br/manifesto-apoio/>

     

    "Adriano Benayon" <abena...@gmail.com> Feb 02 11:23AM -0200  

    Prezado Marcello Barra,
     

     
    Grato pela transmissão desta informativa matéria sobre os juros da dívida
    pública, publicados no Estadão.
     

     
    Concordo com o nome que você deu ao assunto: “nacionalização da banca JÁ”.
     

     
    Isso deveria ser óbvio, mas não é percebido por todos, já que: 1) a essência
    das coisas geralmente não é mostrada nem pela mídia nem pelas escolas; 2) a
    maioria das pessoas não pára para examinar como as coisas ocorrem.
     

     
    De fato, só há autodeterminação em um País se o governo deste for realmente
    representativo dos interesses da sociedade e se, nesse caso, ele governar a
    moeda e o crédito.
     

     
    Não é o caso no Brasil, primeiro porque o Banco Central, embora público, é
    dirigido segundo os interesses dos grandes bancos privados que ele teria por
    missão controlar.
     

     
    Segundo porque predomina no setor um punhado de bancos, dos quais a maioria
    é privada e, em grande parte, pertencente a instituições estrangeiras, cuja
    participação é grande até mesmo no Banco do Brasil.
     

     
    Ora, a moeda é criada pelo Banco Central que “disciplina” também o crédito,
    e os bancos têm poder de criar crédito, e consequentemente suscitar a
    criação de moeda, através dos empréstimos que concedem. Esse crédito
    inventado nos computadores dos bancos se faz em múltiplos dos depósitos que
    recebem.
     

     
    Portanto, na realidade, os bancos operam com dinheiro dos depositantes e com
    dinheiro que o Banco Central emite e lhes repassa a juros muitíssimo
    inferiores aos que eles cobram de seus devedores. Estes trabalham com aquele
    dinheiro inventado e produzem, gerando dinheiro correspondente a produtos e
    serviços reais, que são a fonte dos recursos para pagar aos bancos as
    amortizações do principal e os juros dos empréstimos tomados.
     

     
    Desse modo, os bancos se cevam através da mágica de inventar dinheiro que a
    nada corresponde (fiat money) e depois receber dinheiro correspondente a
    trabalho e a capital reais.
     

     
    Pergunta-se: por que a sociedade tem de depositar seus salários ou receitas
    das empresas produtivas nos bancos, gerando, com esses recursos, os lucros
    dos bancos que, como se sabe, atingem no Brasil, centenas de bilhões de
    reais por ano?
     

     
    Isso lhes permite acumular capitais imensos e faz com que, por exemplo, um
    banco da oligarquia britânica, supostamente basco, o Santander, tenha, ano
    passado, enviado, de uma vez, ao exterior US$ 2 bilhões e que obtenha no
    Brasil 35% de seus lucros em todo o mundo. Isso sem praticamente nada ter
    investido no País, aquinhoado que foi com uma privatização aburda.
     

     
    Como se sabe também – ou se deveria saber – nas democracias representativas
    de modelo ocidental, o poder do dinheiro e da grande mídia, especialmente a
    televisiva, são determinantes nas eleições que colocam as autoridades
    governamentais em seus postos.
     

     
    É por isso que o poder dos reis (a não ser os que fazem parte da oligarquia
    financeira, como a monarquia britânica, líder das demais) acabou, entre os
    séculos XVI e XIX, na medida em que foram perdendo para os bancos privados o
    poder, antes exclusivo, de criar dinheiro, a não ser onde os bancos e fontes
    estatais de financiamento eram predominantes (caso da Alemanha no Século
    XIX, quando esse país se desenvolveu). Daí que algumas monarquias foram
    substituídas por oligarquias ainda mais tirânicas.
     

     
    Quando havia democracia nos EUA, os Estados não permitiam que os banqueiros
    do eixo City de Londres/Wall Street, N. York atuassem em suas áreas, a fim
    de que a poupança local não fosse apropriada por aqueles centros monetários
    mundiais. Todos os Estados tinham então bancos locais. Hoje nos EUA, há uma
    eminente advogada, Ellen Brown, que, com argumentos sólidos, sustenta a
    criação de bancos estatais e comunitários.
     

     
    Ela, inclusive, dá como exemplo o banco estatal de North Dakota, um dos
    raros espécimes desse tipo, o qual, justamente por isso, é um dos poucos
    bancos norte-americanos que não se envolveu nas alavancagens e derivativos
    causadores da crítica situação que os levou a ser socorridos pelo FED e pelo
    Tesouro dos EUA.
     

     
    Essas duas instituições estão totalmente a serviço dos grandes banqueiros do
    eixo Londres/Nova York, em grande detrimento da sociedade norte-americana,
    que sofre devastadores efeitos da grande depressão econômica, causada pelo
    caos financeiro produzido por aqueles bancos.
     

     
    Lá se está fazendo algo parecido com o que ocorre no Brasil (embora aqui a
    coisa,
     
    como de costume, é mais braba, pois os juros aqui são muito mais altos), a
    saber: o FED concede dinheiro a custo zero aos grandes bancos privados para
    que estes cubram os rombos gerados por suas falcatruas, e estes aplicam esse
    dinheiro em títulos do Tesouro dos EUA, recebendo juros). Esse dinheiro não
    flui para a economia, que segue deprimida.
     

     
    Por outro lado, a venda dos títulos permite ao Tesouro cobrir o imenso
    déficit da União, sendo que esses títulos não são de fácil vendagem na
    quantidade necessária para isso, apesar de ainda serem considerados seguros
    pelos “mercados” manipulados. Para isso, o eixo Londres/N. York conseguiu
    transferir o foco da crise financeira para a Europa, embora os fundamentos
    financeiros nos EUA sejam mais críticos que os da área do euro.
     

     
    Cordialmente,
     

     
    Adriano Benayon
     

     

     

     

     

     
    De: desenvolv...@googlegroups.com
    [mailto:desenvolv...@googlegroups.com] Em nome de Marcello Barra
    Enviada em: quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 18:34
    Para: Desenvolvimentistas
    Assunto: envolvi] Nacionalização da banca JÁ!
     

     

    <http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/artigo.2012-01-31.930255731
    6/document_view> Descrição:
    http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/1-2-2012.jpg
     

     
    O Jornal Estado de São Paulo mostra que “O setor público nunca gastou tanto
    para pagar os juros da dívida. No ano passado, R$ 236,7 bilhões saíram dos
    cofres públicos para a conta corrente dos credores que têm títulos emitidos
    pelo governo federal, Estados, municípios e empresas estatais, um novo
    recorde. A despesa, que cresceu 21% em um ano, é explicada especialmente
    pela subida da taxa básica da economia, a Selic, no primeiro semestre de
    2011 e também pelo avanço da inflação.”
     
    Cabe comentarmos que este valor de R$ 236,7 bilhões, calculado pelo Banco
    Central, inclui a União, estados e municípios, e não representa exatamente o
    que foi pago de juros (“critério de caixa”), mas sim, o quanto a dívida
    aumentou devido à aplicação das maiores taxas de juros do mundo (“critério
    de competência”). Por esta razão, continuamos sem saber exatamente qual foi
    a quantia paga pelo governo federal com juros da dívida pública em 2011, uma
    vez que os dados divulgados pelo Tesouro Nacional (pelo “critério de caixa”)
    apenas incluem os “juros reais”, ou seja, que superam a inflação.
     
    Além do mais, tal valor de R$ 236,7 bilhões não inclui as amortizações da
    dívida federal (ou seja, o pagamento do principal), o que é mais uma razão
    para a diferença entre este dado e o valor de R$ 708 bilhões gastos com a
    dívida federal em 2011, conforme divulgado pela Auditoria Cidadã.
     
    As amortizações geralmente são ignoradas por alguns especialistas sob o
    argumento de que seriam pagas com novas dívidas. Porém, caso esta
    questionável dívida não existisse, os recursos obtidos com estas novas
    dívidas poderiam ser utilizados para prover as urgentes demandas sociais em
    saúde, educação, dentre outras.
     
    Além do mais, cabe ressaltar que as amortizações não são financiadas apenas
    por novas dívidas, mas por diversas fontes. No ano passado, tais
    amortizações consumiram nada menos que R$ 52 bilhões provenientes do
    recebimento de juros e amortizações de dívidas das quais a União é credora.
    A maior parte destes R$ 52 bilhões vem do sacrifício de estados e
    municípios, que pagam à União taxas de juros altíssimas (6% a 9% ao ano)
    mais a inflação medida pelo IGP-DI.
     
    Outra importante fonte de recursos para as amortizações da dívida federal é
    o lucro das estatais (Petrobrás, Banco do Brasil, etc), que representaram R$
    25 bilhões no ano passado. Estes recursos também são obtidos por meio de
    sacrifício da população, que paga caro pelos combustíveis, pelas tarifas de
    ônibus, e altos juros e tarifas dos bancos “estatais”.
     
    Somente estas duas fontes de recursos representaram R$ 77 bilhões de
    dinheiro vivo destinado ao “saco sem fundo” da dívida, que se fossem
    destinados às áreas sociais poderiam, por exemplo, mais que dobrar todos os
    gastos federais com saúde durante um ano inteiro.
     
    No ano passado, as amortizações da dívida federal também consumiram recursos
    provenientes de venda do patrimônio público, tributos, rendimento financeiro
    da Conta Única do Tesouro, dentre outras fontes.
     
     
     

    <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,gasto-com-juro-da-divida-cresce
    u-21-,829862,0.htm> Gasto com juro da dívida cresceu 21%
    O Estado de São Paulo - 01 de fevereiro de 2012 | 3h 08
     

     

     

     
    Caso não queira mais receber este boletim, envie mensagem para
    auditor...@terra.com.br
    <http://br.mc393.mail.yahoo.com/mc/compose?to=auditor...@terra.com.br>
     

     
     
     
     
    --
     
    <http://www.marcellobarra.com.br/> Marcello Barra
     
    Em Bataguassu, no Mato Grosso do Sul, 28 trabalhadores foram intoxicados.
    Quatro morreram neste frigórifico, mostrando o descaso dos capitalistas com
    a saúde e as condições de trabalho do povo. É uma vergonha o que ocorre no
    país: prédios desabam do dia para noite, boeiros explodem e matam pessoas de
    uma hora para outra, desastres ecológicos se produzem e tudo isso fica por
    isso mesmo, sem punições, sem consertos, e ainda hoje, infelizmente, sem
    mobilizações fortes de protestos. Por enquanto..., Roberto Robaina - PSOL
     
     
    Quero <http://querogiannaziprefeito.com.br/manifesto-apoio/> Giannazi
    prefeito
     
     

     
    --
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    Lançamento: 09/29/11 04:34:00

     

    "Adriano Benayon" <abena...@gmail.com> Feb 02 10:17AM -0200  

    Caro Carlos Ferreira,
     

     
    Grato pela comunicação de sua pertinente matéria.
     

     
    Não tenho dúvida de que sem a desmontagem de cada um dos componentes do GAFE
    (Globo, Abril, Folha e Estadão) – e o menos ruim é o último citado – não há
    qualquer possibilidade de haver democracia no País.
     

     
    Isso é condição necessária, mas não suficiente, para tanto. Também seria
    preciso acabar com as cláusulas de barreira para a criação de partidos e
    prover acesso gratuito, sem privilégios para os grandes partidos, às redes
    de TV.
     

     
    Além disso, cumprir a Constituição referente ao assunto, cassando as
    concessões das redes que deseducam o povo. É só a Justiça – se houvesse –
    requisitar as gravações dos programas que todas as redes privadas têm posto
    no ar, para que todas essas redes sejam definitivamente excluídas da
    comunicação social.
     

     
    Seria preciso também reduzir sensivelmente as restrições às redes
    comunitárias e abrir espaço a canais representativos de grupos de cidadãos
    que comprovassem legitimidade para ocupar canais de TV e freqüências de
    rádios. A renovação das concessões teria de ser justificada em função do
    dispositivo constitucional pertinente.
     

     
    Abraço,
     

     
    Adriano Benayon
     

     
    De: desenvolv...@googlegroups.com
    [mailto:desenvolv...@googlegroups.com] Em nome de Carlos Ferreira
    Enviada em: quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 22:00
    Para: desenvolv...@googlegroups.com
    Assunto: envolvi] ENC: Cristina Kirchner, a mídia e nós
     

     
    Quando teremos a nossa Ley de Medios? Sem a mobilizao da sociedade, nunca.
     
    Abs,
     
    Carlos
     
     
    Cristina Kirchner, a mdia e ns
     
     
    23.01.2012
     

     
     
    Temos muito a aprender com o processo democrtico liderado pelo governo de
    Cristina Kirchner. No Brasil, apesar da convocao e realizao da 1 Conferncia
    Nacional de Comunicao, em dezembro de 2009, no se conseguiu ainda uma
    mobilizao da sociedade civil capaz de convencer o governo federal a liderar
    o processo.
     
     
    Vencio Lima
     
    (*) Publicado originalmente na revista Teoria e Debate
     
    Uma das mais importantes conquistas do primeiro governo de Cristina Kirchner
    na Argentina (2007-2011) foi a aprovao da Lei n 26.522 - Lei de Servios de
    Comunicao Audiovisual -, em 10 de outubro de 2009. A Ley de Medios, como
    ficou conhecida, substitui o Decreto-Lei n 22.285 promulgado pela ditadura
    militar, em 1981.
     

     
    Antes de ser enviado ao Congresso Nacional o anteprojeto foi amplamente
    debatido em todo o pas. Em 2008, Kirchner nomeou o presidente do Comit
    Federal de Radiodifuso (Comfer) para coordenar sua elaborao. A base inicial
    do trabalho foram os 21 pontos defendidos pela Coalizo por uma Radiodifuso
    Democrtica, criada pelo Frum Argentino de Rdios Comunitrias, em 2004. Alm de
    contar com o apoio de figuras como, por exemplo, Adolfo Prez Esquivel, Prmio
    Nobel da Paz, fazem parte do frum sindicatos, associaes profissionais,
    universidades, emissoras comunitrias e movimentos de direitos humanos.
     

     
    A partir da, foram programados quinze fruns regionais para debater o
    anteprojeto e a prpria presidenta presidiu encontros com empresrios, lderes
    sindicais e estudantis, grupos de mdia, produtores independentes, reitores
    de universidades, diretores e professores de escolas de comunicao, lderes
    religiosos e associaes de comunicao comunitria.
     

     
    Quando o projeto de lei foi enfim remetido ao Poder Legislativo, o governo
    havia conseguido construir um consenso em torno dele, amparado em amplos
    setores da sociedade argentina. Mesmo assim, foi alterado duzentas vezes
    durante sua tramitao e, finalmente, aprovado na Cmara dos Deputados (146
    votos a favor, 3 contra e 3 abstenes) e no Senado (44 a favor e 24 contra).
     

     
    Resistncia antecipada
     

     
    Desde o anncio da inteno de elaborar um projeto de lei para substituir a
    regulao do tempo da ditadura militar, em processo rigorosamente democrtico,
    o governo de Cristina Kirchner sofreu - e continua sofrendo - intensa oposio
    dos grupos dominantes de mdia e de seus aliados internos e externos,
    inclusive no Brasil.
     

     
    Por qu? Porque a lei argentina busca a regulao do, at ento, oligopolizado
    mercado de mdia. Este, agora, divide-se em trs partes iguais: para a
    iniciativa privada, o Estado e a sociedade civil. Impede-se, portanto, a
    continuidade da concentrao da propriedade e da propriedade cruzada e,
    sobretudo, promovem-se a pluralidade e a diversidade atravs da garantia da
    liberdade de expresso de setores at aqui excludos do "espao pblico miditico"
    - povos originrios, sindicatos, associaes, fundaes, universidades -, atravs
    de entidades sem fins comerciais.
     

     
    So tambm garantidas cotas de exibio para o cinema argentino e a produo
    nacional, alm do fomento produo de contedos educativos e para a infncia. As
    novas concesses e as renovaes de concesses tero de passar por audincias
    pblicas e, para cuidar do cumprimento da lei, incluindo os vrios itens que
    esto sendo regulamentados pelo Congresso Nacional, foram criados a
    Autoridade Federal, com sete membros, e o Conselho Federal, com quinze.
     

     
    Como era de esperar, desde que entrou em vigor a Ley de Medios tem sido
    objeto de inmeras medidas cautelares no Poder Judicirio, impetradas pelos
    grupos de mdia dominantes e/ou por parlamentares de oposio ao governo
    Kirchner. O objetivo, por bvio, conseguir embargos provisrios e protelar
    indefinidamente a plena vigncia do texto legal.
     

     
    Para enfrentar as resistncias e divulgar a nova legislao foi criado pelo
    governo argentino um portal com o sugestivo nome de "Hablemos Todos"
    (http://www.argentina.ar/hablemostodos/), que publica depoimentos de apoio
    feitos por personalidades pblicas, nacionais e internacionais. Vale a pena
    visit-lo.
     
    Lies a tirar
     

     
    A Ley de Medios argentina, como j se afirmou reiteradamente, precisa ser
    estudada e debatida entre ns. Certamente servir como exemplo de uma regulao
    democrtica que busca garantir aos cidados a liberdade de expresso, plural e
    diversa, e, ao mesmo tempo, a competio complementar e equilibrada no mercado
    de mdia.
     

     
    Alm disso, temos muito a aprender com o processo democrtico liderado pelo
    governo de Cristina Kirchner. No Brasil, apesar da convocao e realizao da 1
    Conferncia Nacional de Comunicao, em dezembro de 2009, no se conseguiu ainda
    uma mobilizao da sociedade civil capaz de convencer o governo federal a
    liderar o processo.
     

     
    A deciso do PT de recomendar o debate sobre o marco regulatrio nas campanhas
    municipais de 2012 e o compromisso da nova executiva do Frum Nacional pela
    Democratizao da Comunicao (FNDC), que tomou posse em dezembro de 2011, de ir
    s ruas para mostrar populao brasileira a necessidade de uma nova regulao do
    setor, renovam as esperanas de que enfim se criem as condies polticas que
    nos permitam avanar.
     

     
    No campo das comunicaes, no h dvida, nossos vizinhos argentinos esto muito
    frente de ns.
     

     
    A ver at quando.
     

     
    Professor Titular de Cincia Poltica e Comunicao da UnB (aposentado) e autor,
    dentre outros, de Regulao das Comunicaes - Histria, poder e direitos,
    Editora Paulus, 2011.
     

     

     
    _____
     
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    Lançamento: 09/29/11 04:34:00

     

    Geraldo Serathiuk <gsera...@yahoo.com.br> Feb 02 03:18AM -0800  

    Empreiteira brasileira constrói novo porto em Cuba, gera 8
    mil empregos e vai entrar na produção de alcool e açucar
    A presidente Dilma Rousseff é recebida pelo ministro das
    Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodrigues Parillas, ao desembarcar no
    aeroporto de Havana
     
    Por
    Raymundo Costa | VALOR
    De Havana
    Num país em que o Estado é o principal empregador, a construção do
    porto de Mariel por uma construtora brasileira deve gerar aproximadamente 8.000
    empregos diretos e indiretos em Cuba. A presidente Dilma Rousseff visitará hoje
    à tarde o canteiro de obras da construtora Norberto Odebrecht, distante cerca
    de 50 quilômetros da capital cubana.
    Dilma chegou a Havana ontem no fim da tarde. Ao desembarcar,
    vestia um terninho preto e aparentava bom humor. Foi recebida pelo chanceler
    cubano Bruno Rodrigues Parillas e seguiu direto para o hotel, onde fica
    hospedada até amanhã, quando segue para o Haiti. Não havia compromisso oficial
    marcado para a noite. A agenda oficial começa hoje, mas há expectativa de um
    encontro, a qualquer momento, com Fidel Castro.
    Atualmente, a Odebrecht já emprega 2.700 cubanos. Até 2014, prazo
    estipulado para a conclusão das obras do porto, deve chegar a 8.000 postos de
    trabalhos criados – 3.000 diretos e 5.000 indiretos. É uma ajuda importante no
    processo de abertura da economia cubana, onde o Estado era até bem pouco tempo
    o único empregador.
    Até os taxis que circulam por Havana são de propriedade do Estado.
    Os motoristas recebem mensalmente 20 pesos conversíveis (cada peso conversível
    vale US$ 0,82). Ao fim de cada jornada de trabalho, entregam 78 pesos
    conversíveis para o Estado, mas ficam com o que faturarem a mais.
    Recentemente foi permitida a circulação de táxis particulares, os
    cocotáxis (motocicleta com formato de um coco) e bicitáxis (como o nome diz,
    bicicletas adaptadas para transportar dois passageiros.
    O porto de Mariel, importante para o futuro da economia cubana,
    será um terminal internacional de contêineres e serão investidos, em quatro
    anos, aproximadamente US$ 957 milhões – US$ 682 milhões financiados pelo
    governo brasileiro e o restante pelo governo cubano. As obras foram iniciadas
    no primeiro trimestre de 2010.
    O projeto prevê a construção de 18 km de rodovias e quase 13 km de
    vias ferroviárias. Será realizada também a reabilitação de mais de 30 km de
    estradas, além da dragagem do canal de entrada e da bacia de manobras do futuro
    terminal. Também serão construídos 700 metros de cais para o terminal de
    contêineres, um centro de carga e pátios, redes de abastecimento de água e
    tratamento de resíduos, além de toda infraestrutura para o fornecimento de
    energia elétrica.
    Odebrecht fecha acordo para produzir açúcar no país
    Por Reuters, de São Paulo
    O grupo Odebrecht prevê produzir açúcar em Cuba, informou ontem a
    empresa. Esse será o primeiro investimento de capital estrangeiro no setor no
    país. A Companhia de Obras em Infraestrutura (COI), subsidiária da Odebrecht em
    Cuba, deverá assinar com o estatal Grupo de Administração Empresarial do Açúcar
    (Azcuba) um contrato de administração produtiva da usina 5 de Septiembre, na
    província de Cienfuegos.
    “O acordo, com período de dez anos, tem como objetivo incrementar
    a produção de açúcar e capacidade de moagem e ajuda na revitalização do setor”,
    afirmou a Odebrecht, por meio da assessoria de imprensa. O projeto abriria ao
    capital estrangeiro um setor sem recursos no país, cuja produção caiu
    fortemente, de 8 milhões de toneladas, na década de 1970, para apenas 1,2
    milhão de toneladas na safra passada. A atual safra do Centro-Sul do Brasil,
    que está na etapa final, registra moagem de 492 milhões de toneladas de cana.
    A entrada da Odebrecht na modernização da decadente indústria
    açucareira cubana ampliaria o papel da empresa na modernização da
    infraestrutura da ilha. O conglomerado, por meio do seu braço para o setor de
    bioenergia, é um dos principais produtores de etanol do Brasil, com capacidade
    de processamento de 40 milhões de toneladas de cana em 2012.
    A Odebrecht não forneceu mais detalhes sobre o projeto. Um
    executivo brasileiro do setor, contudo, disse que o contrato poderia ser
    assinado durante a visita da presidente Dilma Rousseff à ilha. Cuba permitiu há
    mais de uma década a entrada do capital estrangeiro para o desenvolvimento de
    indústrias estratégicas como o turismo e, recentemente, a do petróleo.
    Empresas privadas de outros países levaram anos negociando a
    entrada no setor de açúcar de Cuba, nacionalizado pouco depois da revolução
    liderada por Fidel Castro, em 1959. A abertura ocorre depois de profunda
    reestruturação na indústria, como parte dos esforços do presidente Raúl Castro
    de modernizar a economia do país.
    Segundo um executivo da indústria brasileira de açúcar com
    conhecimento do projeto, a Odebrecht também produzirá etanol e energia a partir
    de biomassa em Cuba. “Cuba está se abrindo à possibilidade de produzir etanol
    acompanhado de geração de energia, e a Odebrecht vai montar uma destilaria”,
    disse.
    “É um projeto similar ao que a Odebrecht está desenvolvendo em
    Angola”, acrescentou a fonte, em alusão à joint venture de US$ 258 milhões com
    a petroleira angolana Sonagol para produzir 260 mil toneladas de açúcar, 30
    milhões de litros de etanol e 45 megawatts de energia elétrica.
    A produção de etanol em grande escala em Cuba, no entanto, vai
    contra o que já disse o ex-presidente Fidel Castro, um feroz crítico da
    agroenergia, por sua concorrência com a produção de alimentos. Alguns
    especialistas acreditam que Cuba poderá ter ressuscitada a indústria de açúcar
    e poderia se converter no terceiro maior produtor do biocombustível do mundo,
    atrás de Estados Unidos e Brasil.
     
    Postado por Luis Favre
    http://blogdofavre.ig.com.br/page/2/

     

    clipping-d...@googlegroups.com Feb 02 01:37AM  

    =============================================================================
    Resumo do tópico de hoje
    =============================================================================
     
    Grupo: clipping-d...@googlegroups.com
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/topics
     
    - [Cubadebate] Boletín de noticias del 2012-01-31: Qua 01/02/12 04:00 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/64f285aa273edbe
    - AEPET DIRETO(02/02/2012) Qua 01/02/12 20:23 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/481642c6af13ae07
    - sul21: FST 2012 custou R$ 7,6 milhões e movimentou economia de Porto Alegre: Qua 01/02/12 21:31 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/6089e36fc663c52c
    - Professora fazendo as contas. - recado para Raimundo Colombo [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/57e89a959ba0d5b6
    - O capital engorda e a pobreza grassa, nos EUA. [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/cef4e7df8e9bb19c
    - Blog do Planalto: Qua 01/02/12 17:36 [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/e45764987826666
    - [ECONOMIA & POLÍTICA] Desenvolvimento [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/e8a21644e49dadff
    - FORUM PERMANENTE TVC Festa de Iemanjá / Brasil-Angola / Afro Party e mais... [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/5fff0148ed452932
    - [ECONOMIA & POLÍTICA] Rumo a uma sociedade da partilha? [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/7f65482e2c6c3aa8
    - FORUM PERMANENTE TVC Petição condena defesa de assassinatos feita por comentaristas da Globo [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/bf851bd1021dc57b
    - Dica de leitura : " Por que a América Latina não cresce como a Ásia ?" ( Gabriel Palma/Cambridge University) [1 atualização]
    http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/c9d1fb82944d3bf3
     
     
    =============================================================================
    Tópico: [Cubadebate] Boletín de noticias del 2012-01-31: Qua 01/02/12 04:00
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/t/64f285aa273edbe
    =============================================================================
     
    ---------- 1 de 1 ----------
    De: Ana Santanna <anapai...@gmail.com>
    Data: Feb 01 11:31PM -0200
    URL: http://groups.google.com/group/clipping-de-esquerda/msg/dcbb7b9973f44e1
     
    *Resumen diario de noticias del sitio CUBADEBATE*
    www.cubadebate.cu
     
    Fecha: *2012-01-31*
     
    ------------------------------
    *Dilma rinde honores a José Martí (+ Fotos)<http://www.cubadebate.cu/?p=142657>
    *
    En el segundo día de su visita oficial a Cuba, la presidenta de la
    República Federativa de Brasil, Dilma Rousseff, rindió tributo a la memoria
    del Héroe Nacional José Martí, al colocar una ofrenda floral al pie del
    monumento que se levanta en la Plaza de la Revolución. La jefa de Estado
    del inmenso país sudamericano recorrió además el Memorial que rinde
    permanente homenaje al Apóstol de la Independencia de Cuba, y donde recibió
    información acerca de su vida y consagración a la obra revolucionaria.
     
    *Naciones Unidas rechaza impunidad para Duvalier en
    Haití<http://www.cubadebate.cu/?p=142706>
    *
    Naciones Unidas rechazó hoy la impunidad para los crímenes cometidos por el
    expresidente haitiano Jean Claude Duvalier y advirtió que no puede haber
    verdadera reconciliación sin justicia. Asimismo, exhortó a las autoridades
    de Haití a asegurar que la justicia, aunque de manera tardía, beneficie a
    las numerosas víctimas de los abusos de los derechos humanos cometidos
    durante el régimen de Baby Doc
     
    *Dilma Rousseff destaca importancia de integración
    regional<http://www.cubadebate.cu/?p=142703>
    *
    La presidenta de Brasil, Dilma Roussef, destacó hoy la importancia de la
    Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac) para el
    desarrollo del continente y el compromiso de su país con esa cooperación.
    Según Roussef, la I Cumbre del organismo regional, celebrada en diciembre
    pasado, constituyó una reunión necesaria, al contar con la presencia de los
    presidentes, primeros ministros o representantes de todas las 33 naciones
    desde México hasta la Patagonia.
     
    *Siete puntos <http://www.cubadebate.cu/?p=142619>*
    Se puede. Ése es el sentir general en Barcelona tras ver cómo el tropiezo
    en Villarreal distanciaba a los azulgrana del Real Madrid hasta los siete
    puntos. Las declaraciones de Pinto, los mensajes de los propios jugadores
    en twitter o el mensaje de ánimo que el propio club ha lanzado desde su web
    son un claro ejemplo de la fe que en Barcelona tienen en este equipo.
     
    *La Corte Suprema examina el último recurso de Julian Assange en el Reino
    Unido <http://www.cubadebate.cu/?p=142629>*
    El fundador de WikiLeaks, Julian Assange, comparecerá durante dos días a
    partir del miércoles ante la Corte Suprema británica que examinará el
    último recurso que le queda en el Reino Unido contra su extradición a
    Suecia como sospechoso de cuatro delitos de agresión sexual.
     
    *Noam Chomsky: "Julian Assange debería ser felicitado" (+
    Video)<http://www.cubadebate.cu/?p=142648>
    *
    A punto de dictarse sentencia sobre Julian Assange, Noam Chomsky declara
    CaTV que "Julian Assange debería ser felicitado por llevar a cabo las
    responsabilidades de un ciudadano en sociedades democráticas, en las que la
    población debería conocer qué hacen y qué están planeando sus
    representantes electos. Las revelaciones de WikiLeaks ciertamente han hecho
    avanzar ese conocimiento y comprensión, y por esa razón son una valiosa
    contribución."
     
    *Estadounidenses se refugian en Embajada de su país en
    Egipto<http://www.cubadebate.cu/?p=142606>
    *
    Varios estadounidenses que trabajaban para organizaciones no
    gubernamentales (ONGs), a quienes se les había prohibido salir de Egipto,
    se refugiaron en la embajada de Estados Unidos en El Cairo, confirmó hoy
    una funcionaria estadounidense. "Podemos confirmar que algunos ciudadanos
    estadounidenses han optado por permanecer en el recinto de la embajada en
    El Cairo mientras esperan recibir permiso para abandonar Egipto", dijo a
    reporteros la vocera del Departamento de Estado, Victoria Nuland.
     
    *Termina la búsqueda de desaparecidos del "Costa Concordia" en
    Italia<http://www.cubadebate.cu/?p=142639>
    *
    La búsqueda de los cadáveres de los desaparecidos del naufragio del "Costa
    Concordia" en la parte sumergida del barco terminó definitivamente este
    martes debido a amenazas para la seguridad de los buzos, anunciaron los
    bomberos y la protección civil italianos.
     
    *Pitones birmanas invaden el sur de la Florida y devoran los mamíferos de
    la zona <http://www.cubadebate.cu/?p=142632>*
    Las pitones birmanas que invaden las zonas silvestres del sur de Florida
    están devorando a gran velocidad los mamíferos que habitan en ese área de
    Estados Unidos, conocida por contar con un ecosistema único en el mundo,
    según la Academia Nacional estadounidense de Ciencias.
     
    *Primera reunión del G-20 a puerta cerrada<http://www.cubadebate.cu/?p=142677>
    *
    Apuerta cerrada, se llevó a cabo la primera reunión del G-20 que preside
    nuestro país, en la cual participan 10 organismos internacionales y
    funcionarios de nueve dependencias del Gobierno federal. Fuentes
    diplomáticas informaron que los resultados del encuentro se darán a conocer
    este martes, donde se discuten las tres prioridades anunciadas por el
    Gobierno mexicano en materia de desarrollo: infraestructura, seguridad
    alimentaria y crecimiento verde.
     
    *Cada cosa en su lugar <http://www.cubadebate.cu/?p=142579>*
    ¿Por qué Metropolitanos recibió a Matanzas en el Latinoamericano en vez de
    hacerlo en su habitual predio del Changa Mederos? ¿Acaso tienen los
    yumurinos, amén de su notable campaña, algún privilegio por encima de
    cualquier otro equipo que enfrenta a los rojos de la capital?
     
    *La verdad más escondida en Haití <http://www.cubadebate.cu/?p=142602>*
    Hace varios días circula en Internet una infografía que Cubadebate divulgó
    en su portal con motivo de la nueva campaña mediática anticubana y mostrar
    el respaldo de muchos ante las mentiras expuestas sobre la Isla. La imagen,
    publicada en varias páginas web, fue creada en abril del 2010 por el
    diseñador y bloguero madrileño Francisco Arnau. Con el título Haití: hay
    quien te ayuda y hay quien te USA, Arnau colocó en su blog Ciudad Futura y
    en la red social Twitter la ilustración que exterioriza lo que los
    periodistas Emily J. Kirk y John M. Kirk llamaron, en un artículo, uno de
    los secretos mejor guardados del mundo: la cooperación médica cubana en
    Haití.
     
    *Dilma se reunirá hoy con Raúl (+ Video)<http://www.cubadebate.cu/?p=142611>
    *
    La presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, será recibida hoy por las
    autoridades cubanas en una ceremonia oficial, con motivo de su visita de
    Estado para fortalecer las relaciones bilaterales entre su país y Cuba. La
    mandataria también rendirá homenaje al Héroe Nacional cubano, José Martí,
    además de reunirse con el presidente de los consejos de Estado y de
    Ministro, Raúl Castro.
     
    *Cursos para cuentapropistas con vasta aprobación
    popular<http://www.cubadebate.cu/?p=142651>
    *
    Amplia aceptación entre los trabajadores por cuenta propia tienen en esta
    capital los cursos organizados por la Asociación Nacional de Economistas y
    Contadores de Cuba (ANEC), sobre las principales herramientas de los
    sistemas contables y tributario. En la segunda quincena de enero,
    especialistas de Finanzas y Precios y de la Oficina Nacional de
    Administración Tributaria prepararon a los primeros 220 cuentapropistas ,
    quienes elogiaron la calidad de las clases y las consideraron muy oportunas
    y útiles para su desempeño diario.
     
    *Irán inaugura oficialmente canal de TV por satélite en español (+
    Video)<http://www.cubadebate.cu/?p=142664>
    *
    Irán inauguró hoy de manera oficial su canal de televisión por satélite en
    español, HispanTV, en un edificio propio y con una programación de 24 horas
    al día, en un acto en el que intervino por videoconferencia el presidente
    del país, Mahmud Ahmadineyad. HispanTV, el primer canal en español de
    Oriente Medio y el Golfo Pérsico, inició su programación el pasado 21 de
    diciembre, con 16 horas diarias de emisión para América y Europa, desde las
    instalaciones de PressTV, la cadena iraní por satélite en lengua inglesa.
     
    *Londres enviará a las Malvinas un barco de
    guerra<http://www.cubadebate.cu/?p=142625>
    *
    El Reino Unido enviará a las islas Malvinas en los próximos meses uno de
    los barcos de guerra más modernos de la Royal Navy (Marina), informó hoy el
    Ministerio británico de Defensa. Se trata del destructor "HMS Dauntless",
    Tipo 45, que partirá en los próximos meses, sin fecha concreta, hacia el
    Atlántico Sur y que sustituirá a la fragata británica "HMS Montrose",
    agregó el Gobierno británico.
     
    *Vote por los jugadores para el Juego de las
    Estrellas<http://www.cubadebate.cu/?p=142676>
    *
    Como ya muchos saben, nuevamente el pueblo podrá elegir los mejores
    peloteros que participrán en el Juego de las Estrellas (19 de febrero) de
    esta serie nacional. Los periódicos nacionales Juventud Rebelde, Granma y
    Trabajadores ya publicaron la Planilla de Votación que debe enviarse a la
    dirección postal de estos periódicos o "depositarse en urnas habilitadas en
    los principales estadios de cada provincia".
     
    *Más de mil cubanos usan prótesis de pene colocadas
    gratuitamente<http://www.cubadebate.cu/?p=142747>
    *
    Más de 1.000 cubanos usan prótesis de pene colocadas gratuitamente en los
    centros de salud de su país, pero muchos hombres con problemas de erección
    ocultan su dificultad o desconocen la solución, afirmó este martes un
    especialista.
     
    *¿Qué importa no tener dinero si te lo puedes gastar en los Juegos
    Olímpicos? <http://www.cubadebate.cu/?p=142643>*
    Un país en la ruina aún tiene derecho a soltarse la melena para organizar
    el mayor show deportivo del planeta. La resaca puede ser durísima pero eso
    nunca ha acabado con las ganas de celebrar fiestas en este país. Se ahorra
    en muchas cosas superfluas (sanidad, educación, investigación
    científica...), pero siempre hay dinero para el jolgorio.
     
    *Refinerías europeas colapsan por embargo
    iraní<http://www.cubadebate.cu/?p=142729>
    *
    Setenta refinerías europeas cerrarán próximamente debido al reciente
    embargo de la Unión Europea (UE) contra el petróleo iraní, según el
    director de la asociación de refinerías de Italia, Piero De Simone. El
    empresario italiano ha precisado que actualmente cinco refinerías italianas
    están al borde del cierre, y existe la alta probabilidad de que alrededor
    de 70 refinerías de la UE queden en suspenso
     
    *Pierde Israel avión no tripulado más grande del
    mundo<http://www.cubadebate.cu/?p=142778>
    *
    Israel ha perdido unos 5 millones de dólares al estrellarse su avión no
    tripulado, el mayor del mundo. El incidente sucedió este domingo en un
    polígono de pruebas, en la parte central del país, sin causar víctimas,
    informaron emisoras de radio israelíes. Según las hipótesis preliminares,
    el avión, un Eitan, se precipitó por culpa de su operador. El aparato tiene
    un largo de 26 metros, que es similar a la del avión de pasajeros Boeing
    737-100.
     
    *Cilia Flores, nueva Procuradora General de
    Venezuela<http://www.cubadebate.cu/?p=142782>
    *
    El presidente de Venezuela, Hugo Chávez, designó este martes a la diputada
    Cilia Flores como la nueva procuradora general de la nación suramericana,
    luego de la muerte del abogado Carlos Escarrá el pasado viernes. "He
    nombrado a Cilia Flores como procuradora general de la República para
    continuar la labor que venía haciendo nuestro querido hermano Carlos
    Escarrá, que luchó por la historia plena y el nuevo estado social de
    derecho y justicia", señaló Chávez..
     
    *Acceso a Internet alcanza a un 30% de la población
    mundial<http://www.cubadebate.cu/?p=142709>
    *
    La cantidad de usuarios de Internet en 2011 alcanzó los 2.100 millones de
    personas. En otras palabras, un 30% de la población de la Tierra tiene
    acceso a la Red global, según el reciente informe del portal Pingdom. La
    mayoría de los internautas, unos 920 millones, vive en Asia y casi 480
    millones, en Europa. En tercer lugar está América del Norte, luego vienen
    América Latina y África, y concluye la lista la región de Australia y
    Oceanía. Casi la mitad de todos los que usan la Red son jóvenes de menos de
    25 años.
     
    *Danny Glover denuncia cerco de silencio en torno a los
    Cinco<http://www.cubadebate.cu/?p=142656>
    *
    Un nuevo video realizado por Danny Glover y colgado en su canal de Youtube,
    vuelve sobre la injusticia contra los Cinco cubanos presos en EEUU. Glover,
    activista estadounidense, visitó a Gerardo Hernández en varias ocasiones en
    una prisión de máxima seguridad de Victorville, California donde Gerardo
    cumple su injusta condena. En este video, el célebre actor se vale de la
    ironía para denunciar el silencio mediático que rodea el caso de los Cinco,
    y le pide a los medios alternativos que corran la voz sobre la injusticia
    cometida contra ellos.
     
    *Guerra psicológica: la forma habitual de comenzar una
    guerra<http://www.cubadebate.cu/?p=142790>
    *
    Los tambores de la guerra contra Irán suenan ya de forma atronadora tras el
    extenso artículo publicado este domingo en el NYT por el periodista israelí
    Ronen Bergman. Es uno de los periodistas de su país con mejor acceso a los
    servicios de inteligencia y a las altas esferas del Gobierno. En ningún

     

    fsiqueira fsiqueira <fsiq...@aepet.org.br> Feb 01 10:17PM -0200  

    Caros amigos
    Segue o discurso de transmissão do cargo de presidente. Há denuncias
    importantes sobre a questão dos royalties.
    Abraços
    Fernando

     

    gustavo santos <gustavoa...@gmail.com> Feb 01 04:51PM -0200  

    Por que a América Latina não cresce como a Ásia?Em 1980 o parque industrial
    brasileiro era maior que o da Tailândia, Malásia, Coréia do Sul e China
    combinados. Em 2010, a indústria brasileira representou pouco menos de 15%
    em comparação com esses países. Acho que o que tem que perguntar é por que
    o Brasil representa 75% do comércio mundial de ferro e só dois por cento do
    de aço em um país que tem a Embraer. E não é só o Brasil. Temos o caso do
    Chile, que hoje exporta muito mais cobre concentrado que fundido que há 20
    anos. A avaliação é de Gabriel Palma, professor chileno da Universidade de
    Cambridge, em entrevista à Carta Maior.
     
    Marcelo Justo - Correspondente da Carta Maior em Londres
     
    *Londres* - Ao fim de 2011 a economia brasileira teve crescimento nulo. No
    princípio deste ano, um prestigioso instituto britânico, o *Centre for
    Economic and Busines Research*, colocou o Brasil à frente do Reino Unido na
    lista das “top 10” economias do mundo e previu que, em 2020, sua economia
    superaria à da Alemanha, hoje segundo exportador mundial depois da China.
    Carta Maior dialogou com Gabriel Palma, acadêmico chileno da Universidade
    de Cambridge, na Grã Bretanha, especialista em política econômica
    comparada, que há anos procura desentranhar por que os países da Ásia têm
    um crescimento sustentável que não existe na América Latina.
     
    *No Brasil o copo está meio vazio ou meio cheio?*
     
    *Gabriel Palma* – Que a economia brasileira em termos de Produto Bruto
    Interno tenha passado a do Reino Unido não é tão significativo como
    pareceria à primeira vista porque o Brasil tem três vezes a população
    britânica. Se for comparado este dado com outras estatísticas brasileiras
    como a desaceleração, a desindustrialização, a "commoditificação" da
    economia, o panorama muda. Meu ponto de partida é outro. O que venho me
    perguntando faz tempo é por que os países da América Latina não podem
    crescer como os da Ásia. Na Coréia, Singapura, Taiwan, Malásia, Tailândia,
    Indonésia e China, o crescimento foi de dois dígitos durante décadas. Na
    América Latina não. Dá-se um crescimento de dois dígitos que dura uns anos
    e depois se esvazia. E não acontece só no Brasil. Acontece no Chile, na
    Argentina, no resto da região.
     
    *E qual é a resposta a essa pergunta?*
     
    *Gabriel Palma* – Como você pode imaginar é muito complexa. Mas os dados
    são muito claros. Em 1980 o parque industrial brasileiro era maior que o da
    Tailândia, Malásia, Coréia do Sul e China combinados. Em 2010, a indústria
    brasileira representou pouco menos de 15% em comparação com esses países.
    Acho que o que tem que perguntar é por que o Brasil representa 75% do
    comércio mundial de ferro e só dois por cento do de aço em um país que tem
    a Embraer. E não é só o Brasil. Temos o caso do Chile, que hoje exporta
    muito mais cobre concentrado que fundido que há 20 anos. O caso do México,
    que nos anos 80 se propôs um desenvolvimento exportador com as montadoras.
    Hoje tem a mesma proporção de montadoras que 30 anos atrás.
     
    A China, que também teve este modelo exportador nos anos 80, hoje exporta a
    metade de sua produção com produtos de alto valor agregado. Há uma ambição
    econômica na Ásia que contrasta com a inércia que se sente na América
    Latina. Isso não quer dizer que não há tentativas. Na Argentina se está
    experimentando algo diferente. No Brasil, Mantega está tentando, mas se
    choca com o Banco Central. Na Ásia todos parecem querer se superar.
     
    *Entretanto, no caso do Brasil se calcula que uns 13 milhões de pessoas
    saíram da extrema pobreza na última década, sinal de que houve avanços.*
     
    *Gabriel Palma* – No Brasil como no Chile e na Argentina, houve avanços,
    tanto neste sentido como na redução do desemprego. No Brasil temos o
    salário mínimo e o bolsa-família que dará a 11 milhões de famílias
    subsídios que lhes permitam baixar os níveis de pobreza. A questão é que
    todo este bolsa-família é 0,5% do PIB. Agora, se com 0,5% do PIB se
    consegue esta redução da pobreza, por que não se tenta com 1% do PIB que
    não é nada do outro mundo e que reduziria em 11 milhões mais a pobreza?
    Segundo um estudo da CEPAL, há seis países latino-americanos, entre eles a
    Argentina, o Brasil e o Chile, nos quais custaria menos de 1% do PIB
    terminar com a pobreza. Se falarmos da Índia, com 500 milhões de pobres, a
    tarefa é titânica: custa 10% do PIB terminar com a pobreza. Na América
    Latina não. No Chile, com 20 anos de governo da Concertação se reduziu
    primeiro a pobreza de 40% a 20% e, uma década mais tarde, 10%. Hoje voltou
    a dar um salto a 15%. Inclusive com governos progressistas, que têm uma
    vontade política neste sentido, com contas fiscais em ordem e um boom de
    commodities, o avanço é muito menor do que poderia ser.
     
    *Há um assunto que trata do desenvolvimento também. A pobreza está
    inevitavelmente vinculada com o modelo econômico que se aplica. *
     
    *Gabriel Palma* – Não resta dúvida. No Brasil há uma crescente
    "commoditificação" da economia. Há 10 anos as commodities representavam 25%
    do total. Hoje constituem 50%. Há um grande desenvolvimento das
    commodities, mas com poucos produtos processados e com um abandono da
    indústria manufatureira que é lamentável. O atual modelo econômico, que
    começou nos anos 80, aprofundou-se com Cardozo e continuou com Lula, se
    baseia em um tipo de câmbio sobrevalorizado e na entrada de capital, o que
    vem causando a desindustrialização do país. Não há país asiático que siga
    esta política macro.
     
    *O governo lançou o programa Brasil Maior para revitalizar a indústria. O
    caminho pode ser este?*
     
    *Gabriel Palma* – Se parar a decadência já me conformo. Ao olhar a taxa de
    investimento total – nacional, estrangeira, pública e privada – por
    trabalhador no Brasil, se percebe que hoje são menores do que nos anos 80.
    Ao comparar com a China se percebe que o investimento aumentou 12 vezes com
    respeito aos anos 80. O Brasil vem há 30 anos com um investimento público
    menor que 3% do PIB. Hoje a infra-estrutura está caindo aos pedaços. E as
    taxas de juro são usurárias. No último estudo da Federação de Comercio de
    São Paulo, a taxa de juros média do cartão de crédito batia em 230 % anual.
    Fala-se muito da criação de una nova classe média graças ao acesso ao
    crédito, mas além de acesso ao consumo o que eu vejo é um grande
    endividamento com taxas de mora muito altas.
     
    *Há uma bomba-relógio no setor financeiro do Brasil?*
     
    *Gabriel Palma* – Não acho que seja como a dos Estados Unidos e Europa. Há
    problemas, mas as contas fiscais são sustentáveis, a dívida externa caiu, o
    setor produtivo não tem grandes dívidas. O melhor que se pode dizer do
    Brasil é que não há nenhuma bomba-relógio financeira nos próximos cinco
    anos. Mas também está claro que não vai haver um crescimento de mais de
    três ou 4 % e terá um grande desenvolvimento do setor financeiro e das
    commodities. O último informe global do Banco Santander é muito
    interessante neste sentido. No Brasil estão 15% de seus ativos e 30 % de
    seus lucros mundiais. Por isso todos receberam Lula como um herói em Davos.
     
    *Que impacto pode ter esta situação do Brasil em seus vizinhos em meio à
    atual crise econômica?*
     
    *Gabriel Palma* – A grande vantagem dos países latino-americanos é que a
    demanda das commodities vai continuar. Isto amortiza o impacto de uma crise
    externa. Acho que a atual crise mundial vai deixar lembranças, não tanto
    pela profundidade, mas pelo tempo que vai custar para sair. Neste sentido,
    a América Latina teria que se preparar para cinco ou dez anos de
    dificuldades no setor externo e se concentrar mais em potencializar seu
    mercado doméstico.
     
    *Tradução: Libório Junior*
    --
    Leia:
    www.desenvolvimentistas.com.br
     
    Visite São Bartolomeu – Distrito mais antigo de Ouro Preto
    http://saobartolomeu.com/

     

    Marcello Barra <marcell...@gmail.com> Feb 01 03:58PM -0200  

    Compareça e divulgue.
     
    -
     
    Amanhã, ato em solidariedade a Pinheirinho. Será no mesmo horário de ato
    nacional que ocorrerá em SJC.
     
    Quinta-feira (amanhã, 2/2). A concentração é a partir das 9h no Hospital
    Regional da Asa Sul - HRAS, na 607Sul.
     
    --
    __._,_.___*Marcello Barra* <http://www.marcellobarra.com.br/>
    "Em Bataguassu, no Mato Grosso do Sul, 28 trabalhadores foram intoxicados.
    Quatro morreram neste frigórifico, mostrando o descaso dos capitalistas com
    a saúde e as condições de trabalho do povo. É uma vergonha o que ocorre no
    país: prédios desabam do dia para noite, boeiros explodem e matam pessoas
    de uma hora para outra, desastres ecológicos se produzem e tudo isso fica
    por isso mesmo, sem punições, sem consertos, e ainda hoje, infelizmente,
    sem mobilizações fortes de protestos. Por enquanto..." Roberto Robaina -
    PSOL Batagua

     

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