O primeiro ponto: é óbvio que é muito importante estar atento o que um conjunto de cidadãos estão a dizer em novos canais de comunicação, no caso, as redes sociais. Assim, parabenizo pelo desejo da Câmara em ter uma instrumento para ouvir as redes. Isso ajuda qualquer processo participativo a melhorar.
O problema: as ferramentas existentes, privadas e de código fechado, não é customizável. Assim, todo mundo é tratado da mesma maneira. Caso a Câmara precisar de receber dados modelados em torno de interesses específicos, a entrega não acontecerá, pois o sistema de gerenciamento de conteúdo de redes sociais possui baixa capacidade de adaptabilidade ao ecossistema informativo dos seus clientes.
Penso que não seja necessário licitar esse tipo de serviço. Mas é preciso desenvolver uma ferramenta, menos de monitoramento da rede, algo típico do marketing digital. E mais de Comunicação Integrada com Redes Sociais. Para isso, é preciso criar um dashboard (nada tão complicado) com tecnologias livres já prontas. Hoje, por exemplo, tudo que o termo que ampara o processo licitatório pede nós fazemos aqui no Labic em tempo real. Nós trabalhamos no acompanhamento das redes do ENEM 2013. Trabalhamos com algo que ninguém oferece: redes temporais. Por que isso acontece? Porque é preciso muita inteligência interpretativa já na saída do dado. Acrescentamos: a topologia dos perfis na rede, métricas da teoria dos grafos, grafos de redes temporais em streaming, geolocalizaçao de dados e plots em sistemas de mapeamento, Análise semântica (as nuvens de tags, mas tb de hashtags, frases, imagens, timeline), a partir de scripts em Python (todos licenciados em GPL); e análise das imagens a partir de scripts em Java (todos públicos). E há ainda muito mais cooperações possíveis acontecendo em torno de mais e mais funções.
Mas hoje não temos ainda um dashboard pronto, eis nossa desvantagem agora. Mas talvez uma cooperação com outros grupos pode agilizar a produção desse painel e aglutinar ainda mais novas funções. Começamos a fazer um dashboard, está em teste, chama-se Unlacer. E também estamos trabalhamos para complexificar ainda mais as coisas na clusterizaçao de apalavras usando técnicas de redes neurais. Para que isso serve? Serve para agregar palavras co-ocorrentes em grupos. Cada grupo representa, é claro, um tema. Assim, hoje podemos definir, numa rede específicos, temas e subtemas preponderantes. Isso em tempo real.
Esses aspectos não estão contido no termo licitatório, por exemplo. E vale à pena estarem. Mas caso estiverem, não haverá ninguém (acho) no mercado a oferecer o serviço de modo maduro. :)
Caso precisem, estamos à disposição para cooperar.
Abraços,
Fábio MAlini