--
Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "Parceria para Governo Aberto" dos Grupos do Google.
Para cancelar a inscrição neste grupo e parar de receber seus e-mails, envie um e-mail para ogp-br+un...@googlegroups.com.
Para postar neste grupo, envie um e-mail para ogp...@googlegroups.com.
Visite este grupo em http://groups.google.com/group/ogp-br.
Para obter mais opções, acesse https://groups.google.com/groups/opt_out.
Minha amiga Elda Mariza Valim Fim,
Meus irmãos,
Podes sim repassar meus emails...
Já falei algumas vezes sobre esse assunto, mas não perco a oportunidade de ratificar minhas percepções advindas da experiência como servidor público concursado do executivo municipal...
Precisamos entender que temos duas frentes... Uma é de abrir as bases de dados... A outra é a de assumir A GESTÃO DA INFORMAÇÃO!
Acho bem importante a primeira frente, atitudes como a citada pelo Pedro Markun referente lei do software livre e dados abertos que passou no Uruguai e que entre outras coisas especifica que se o governo for contratar o desenvolvimento do sistema ele tem que ser livre.
Mas acho essa a ponta do iceberg...
Se quisermos fazer o que o Lucas propõe referente a "discutir uma métrica (podemos usar como base os 8 princípios: completos, atuais, primários, processáveis por máquinas, não discriminatório, formatos livres e licenças livres)..." chegaremos a conclusão de que hoje, no modelo atual de gestão da informação, é INVIÁVEL CONSEGUIR IMPLEMENTAR OS 8 PRINCÍPIOS!
EM NENHUMA BASE DE DADO PÚBLICA EXISTEM DADOS COMPLETOS, ATUAIS, PRIMÁRIOS!
Porque? Porque cada ente, órgão, secretaria, companhia... de todas as esferas, trabalha de forma isolada.
A informação transcende a um ente!
Não cabe mais transformar processos obsoletos em plataformas computacionais!
Devemos sim é observar a informação como um todo e remodelar os processos de atualização das bases de dados públicas!
A sociedade civil tem que participar da gestão da informação, não apenas dizer que os órgãos públicos tem que adquirir softwares livres, não apenas cobrar pela abertura dos dados, mas participar da modelagem das bases de dados, participar na definição das competências na manutenção das bases de dados, participar no desenvolvimento dos softwares... ou seja participar ativamente no planejamento e gestão deste essencial patrimônio público, a informação.
Eu não conheço algum país que tenha permitido a participação da sociedade civil neste nível...
E porque não? Porque não interessa?
Porque não interessa a quem está no poder, não interessa ao capital, em nenhuma parte do mundo, assim como não interessa no Brasil, saber quem vem se beneficiando com esse modelo excludente de convivência, não interessa saber quem vem ficando cada vez mais rico em detrimento a grande maioria que a cada dia está mais pobre, no mundo todo...
Sempre dou esse exemplo: NÃO EXISTE NO BRASIL UMA BASE DE DADOS QUE NOS DIGA QUEM SÃO OS VERDADEIROS PROPRIETÁRIOS DO SOLO BRASILEIRO!
E só teremos essa informação se a administração desta informação passar a ser em conjunto com a sociedade civil, revendo processos, competências, recadastrando etc.. Ou seja, os cartórios não podem continuar a ser essa caixa preta bagunçada, desatualizada, corrompida etc..
Podem imaginar o quanto poderá ser recuperado de patrimônio usurpado se fizermos esse recadastramento e DEPOIS cruzarmos com o declarado no Imposto de Renda?!?!?!
Mas a quem interesse? Ao governo?!?!?!? Ou a sociedade civil?!?!?!
Não interessa registrar em nenhuma base de dados (em nenhuma parte do mundo) os dados, valores etc. referente a quem vem ficando com os lucros da indústria do petróleo, das armas, do tráfico, da indústria farmacêutica e etc..
Sei que esse processo é trabalhoso, é tirar da mão do poder (do capital) o CONTROLE! É passar o CONTROLE a sociedade civil!
Mas hoje nos temos recursos para mobilizar e transformar a sociedade civil, o até então pequeno grande grupo, em um poder determinante dos rumos da sociedade!
A Consocial abril portas para a sociedade quando priorizou a proposta: "Criação de conselhos de Transparência Pública e Controle Social em âmbitos municipal, estadual, nacional e em órgãos públicos... de caráter consultivo e deliberativo, trabalhando em conjunto no planejamento, definição, fiscalização e controle da gestão da informação pública...".
Achei também que o texto que escrevemos no 2º Encontro Nacional de Dados Abertos no grupo que discutiu o empoderamento da sociedade civil bem esclarecedor:
O centro gravitacional do processo de gestão da informação pública brasileira não pode ser exclusivo do poder público, devendo ser gerido e gestado junto com a sociedade civil. Esta, deve ter um papel ativo no estabelecimento dos parâmetros, modelagem de banco de dados, definição de padronizações, prioridades, definição de competências, etc. Nesse sentido a gestão da informação, enquanto patrimônio público, enquanto rés publica, se dá como partilha do poder democrático. Ou seja, a partilha do direito de constituir a informação. Com isso, supera-se o estágio da transparência/accountability com a ideia de uso público da razão. Igualmente, supera-se o conceito de cidadà £o enquanto cliente, com a ideia de cidadão autônomo e responsável. Abertura de dados enquanto abertura do estado.
Mas... Sem querer me prolongar... E sendo um tanto que repetitivo... rs
Desejo a TODOS uma vida TRANSPARENTE!
André Weinmann Carneiro
skype erdnac...@hotmail.com
(82) 9973-5068 (tim)
(82) 8890-5068 (oi)
André: a transparência é a informação verdadeira, que pode acabar com a corrupção. Aumentaram, ao longo dos anos, uma série de capacitações técnicas. Processamento, armazenamento, etc. Porque não houve a melhoria da cultura de gestão, a partir disso? Ele fez um cruzamento das empresas do setor de financeiros, com a junta, com a receita do estado. A prefeitura sozinha não tem como manter uma base das empresas. Há que se ter um cadastro real das informações públicas. Bases de Informação do Estado. Definir competências, atribuições. Qualificar as bases de dados. Para isso, precisa se tirar a autonomia do governo de gerir a informação. Isso tem que ser feito junto com a sociedade civil. Hoje, a informação é uma moeda de troca dentro das instâncias de poder. A fiscalização precisa ser automatizada. Há que se checar os patrimônios, os enriquecimentos ilícitos, etc. Há que se organizar e estruturar sistemicamente a gestão da informação que, além dos governos, devem contar também com a participação da sociedade civil, tais como universidades, ONGs, etc. criar uma entidade ‘mista’ de gestão da informação pública brasileira.
Transparência, definição dicionário: Qualidade ou condição do que não é ambíguo, do que não desperta dúvidas. As bases de dados públicas despertam dúvidas?
Hoje temos condições técnicas (capacidade de armazenamento, processamento, transmissão dos dados etc.) suficientes para modelarmos o modelo de gestão da informação pública que desejarmos para o Brasil.
Observamos que as bases de dados públicos hoje estão desatualizadas, despadronizadas, desqualificadas, duplicadas em vários órgãos espalhados pelo Brasil.
As empresas perceberam a necessidade de integrar seus sistemas (folha de pagamento, contas a pagar/receber, contabilidade etc.), a necessidade de unifica suas bases de dados, implantando assim sistemas integrados (ERP).
Porque o Estado brasileiro trabalha como se fosse várias empresas?
Cada ente, secretaria, órgão, ministério, empresa de serviço (água, energia, gás, correios, cartórios etc.) etc. mantém suas bases de dados de forma isolada!
Se quisermos qualificar as bases de dados públicas necessitamos eliminar as redundâncias e para tal necessitaremos tirar a autonomia que cada ente possui no trato da informação.
A informação é um patrimônio público e deve ser tratado como tal.
A sociedade deve participar da gestão da informação pública brasileira.
Vamos criar um órgão, empresa, companhia, seja o que for, mas que tenha em sua composição a participação da sociedade organizada (universidades, MP, OAB, ONGS... e governo) que venha redefinir a gestão da informação pública, redefinir as competências, o fluxo de dados, a modelagem das bases de dados públicas etc. criando e gerindo uma base de dados única através de um sistema integrado, através de uma ERP brasileira.
Ou nas suas palavras:
Há que se organizar e estruturar sistemicamente a gestão da informação que, além dos governos, devem contar também com a participação da sociedade civil, tais como universidades, ONGs, etc. criar uma entidade ‘mista’ de gestão da informação pública brasileira.
Meus irmãos, amigos, companheiros de caminhada,
Pegando o "gancho" da Beatriz quando diz: "Tem muita gente interessada na construção de ferramentas para uma prática de dados abertos.".
Pois é... Vejo muita gente interessada, e muita gente fazendo, ganhando prêmios no Brasil e no exterior...
Mas o que estamos falando é um pouco mais do que isso...
Até quando vamos permitir, por exemplo, que o TSE mantenha os programas das urnas eletrônicas em sigilo?
O questionamento é maior do que esse...
Quando vamos questionar a nossa participação na gestão deste importante patrimônio público (a informação)?
Eu concordo com a Beatriz quando diz: "Não sei se não devemos ampliar muito o debate, para fora destas listas, divulgar muito a ideia, antes de decidir com quem faremos, de que forma, etc."...
Mais ainda... Eu tenho certeza que devemos!
Mas entendo que devemos sim é debater, não APENAS a "construção de ferramentas para a prática de dados abertos", mas PRINCIPALMENTE:
· Como fazer com que o processo de gestão da informação pública brasileira deixe de ser exclusivo do poder público?
· Ou seja, como fazer com que a sociedade civil organizada participe ativamente da gestão da informação pública?
· Detalhando: como fazer com que a sociedade civil organizada tenha um papel ativo no estabelecimento dos parâmetros, modelagem de banco de dados, definição de padronizações, prioridades, definição de competências, etc. da gestão da informação pública brasileira?
· Resumindo: como abrir as caixas pretas dos cartórios, do TSE, dos órgãos e companhias públicas etc., mas não APENAS abrir os dados, mas PRINCIPALMENTE, como PARTILHAR O DIREITO DE CONSTITUIR A INFORMAÇÃO?
Essa sim é a discussão que deva ser disseminada com a sociedade brasileira, esse sim deve ser o debate a ser estimulado nas redes sociais, nos grupos, com a sociedade brasileira, ou seja:
Vamos prover a conscientização da importância de partilhar com a sociedade civil organizada o direito de constituir a informação!
Que tenhamos TODOS uma semana bemmmmmmmmmm boa e do Bem!
Para ver esta discussão na web, acesse https://groups.google.com/d/msgid/thackday/52e670a0d1986_14d1bf7802c3738d%40a4-winter14.mail.