Ciclo de vida das palavras - Hacker

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bárbara lopes

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Jul 25, 2011, 10:05:32 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Pati, 

eu procurei hacker e hackers (a segunda é mais precisa, por causa do sobrenome). Algumas curiosidades:

* a primeira ocorrência de hacker ligada à informática é em 1983, sobre um grupo que havia invadido os sistemas de algumas empresas (te mando os PDFs em PVT; quem quiser também, me avisa). Eles são chamados no título de "Robin Hoods da era eletrônica" e na matéria de "interceptadores de programas sofisticados". O tom é menos alarmista que nas matérias seguintes, mas já com esse questionamento sobre legalidade, segurança, etc.

* em 1984, na matéria sobre o julgamento desse grupo, a Folha inventou uma tradução para o termo: "furadores". Ou seja, a primeira vez que aparece já é com essa conotação criminalizada. E tem uma retranca com um personagem para explicar a motivação desses furadores e é na linha "não tinha nada pra fazer na faculdade". Mas não vi eles insistirem no uso desse termo. 

* Em 1985, hackers são "usuários que acessam ilegalmente computadores", "piratas da informática", "jovens piratas eletrônicos" e (o melhor, na minha opinião), "endemoniados garotos prodígio que têm penetrado indevidamente em todas as bases de dados americanas". 

* Depois aparece, em 1986, numa matéria sobre o primeiro roubo eletrônico no Brasil, cita o Hacker Handbook, de Hugo Cornwall, e a referência é "como são chamados os piratas eletrônicos nos EUA". Tem uma notinha, em outra edição, sobre o livro, mas a ideia também é de invasão de sistemas. 

*Em 1987, foi a primeira que eu encontrei que não vem numa matéria sobre crimes. A matéria sobre softwares para criação de músicas - sobre MIDI - e fala de uma mulher, cantora, bibliotecária, ex-funcionária da IBM e "hacker", mas sem definição dessa vez (será que a repórter achou que quem fosse ler sobre aquilo já entendia ou não quis explicar por causa da conotação negativa?).

* Em 1988, uma matéria sobre vírus de computador fala de hackers ("pronuncia-se réquer, pessoa que usa ilegalmente um computador por meio de telecomunicação"). Também em 88, é citada uma entrevista em que Bill Gates diz que tem uma alma hacker ("nome dos invasores de computador"). 

Enfim, numa olhada não tão meticulosa, dá até para dizer que há uma coerência no uso do termo, já que hoje o sentido mais comum na imprensa é esse de invasores e tal. Vou jogar depois no scraper e te mando os números.

beijos

Felipe Sanches

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Jul 25, 2011, 10:34:26 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
documentário gravado em 1984

Hackers: Wizards of the Electronic Age

http://www.youtube.com/watch?v=bl_1OybdteY


http://en.wikipedia.org/wiki/Hackers_Wizards_of_the_Electronic_Age

2011/7/25 bárbara lopes <babi...@gmail.com>
--
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Patrícia Cornils

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Jul 25, 2011, 10:45:18 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Massa, Juca! Comecei a ver, mas vou precisar de tempo para ver com calma. Louco é a diferença desse contexto e do que a Babi achou na pesquisa no jornal, né?

Nossa, Babi, muito bacana! Manda sim, os PDFs e os números. Vou colocar na matéria como uma pesquisa sua.

Ó, Juca, às três estou aí!
--
Patrícia Cornils
11 3124-7444 ou 8372-7473

Dony

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Jul 25, 2011, 12:31:02 PM7/25/11
to Transparência Hacker
Muito legal esse DOC, eu tenho ele e mais alguns, um muito bom é THE
SECRET HISTORY OF HACKERS:

http://www.youtube.com/watch?v=u18BAZjUHhE

Tem a participação de CAPTAIN CRUNCH uma lenda do hacking e do
phreaking, WOZNIAK da Apple e outros entre eles JOE EGRESSIA um rapaz
cego que fazia os tons de 2600hz com a boca e ligavam FREE pra
qualquer lugar do mundo.

Adoro colecionar esses docs sobre hacking...






On Jul 25, 11:45 am, Patrícia Cornils <patriciacorn...@gmail.com>
wrote:
> Massa, Juca! Comecei a ver, mas vou precisar de tempo para ver com calma.
> Louco é a diferença desse contexto e do que a Babi achou na pesquisa no
> jornal, né?
>
> Nossa, Babi, muito bacana! Manda sim, os PDFs e os números. Vou colocar na
> matéria como uma pesquisa sua.
>
> Ó, Juca, às três estou aí!
>
> Em 25 de julho de 2011 11:34, Felipe Sanches <j...@members.fsf.org>escreveu:
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> > documentário gravado em 1984
> > Hackers: Wizards of the Electronic Age
> >http://www.youtube.com/watch?v=bl_1OybdteY
>
> >http://en.wikipedia.org/wiki/Hackers_Wizards_of_the_Electronic_Age
>
> > 2011/7/25 bárbara lopes <babilo...@gmail.com>

eiabel lelex

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Jul 25, 2011, 12:37:19 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com

Pólis Virtual
Robin Hood no hiperespaço

Em tese polêmica, filósofo revela a ética de trabalho e a vida dos hackers.

Transformar a monotonia da sexta-feira em um ensolarado domingo, democratizar a informação, romper a jaula de ferro da disciplina e burocracia, criar arte e beleza através do computador. Esses são os valores de um verdadeiro hacker, expressos pelo filósofo finlandês Pekka Himanen, no polêmico livro "The Hacker Ethic. And The Spirit of The Information Age", recentemente publicado pela Random House (232 págs., US$ 25).

A obra de Himanen, professor das Universidades de Helsinque, Finlândia, e Califórnia, Berkeley (EUA), vai na contramão do senso comum sobre revolução digital. "O termo hacker vem sendo empregado incorretamente. Na origem, nos anos 60, e é isso o que enfatizo, significava apenas uma pessoa para quem programar era uma paixão. O hacker não é jamais um criminoso de computador", definiu Himanen, em entrevista ao Valor, concedida de Helsinque, cidade onde mora e leciona nos "verões".

Violar segredos de empresas, roubar números de cartão de crédito são ações de crackers; os hackers lutam pela liberdade de expressão e tiveram vital atuação na crise de Kosovo

A tese, que já foi tachada de extremamente original a puro romantismo por críticos americanos, está dando o que falar também na Europa, onde foi lançada nesta semana. Contra fatos, Himanen contrapõe argumentos filosóficos, sociológicos e históricos para sustentar a formação de uma ética dos hackers via "comunismo a cabo". Para ele, a criação do Linux, em 1991, é um dos melhores exemplos dos valores desses programadores, pois revela paixão pelo trabalho e extrema capacidade de abertura. O programa desenvolvido por Linus Torvalds, que inclusive prefacia o livro de Himanen, é um sistema gratuito, com código-fonte aberto e vários aplicativos compatíveis, que podem ser igualmente obtidos pela internet.

Pekka Himanen - Foto: Reprodução e divulgaçãoHimanen cita também o padrão MP3 - fruto de ação de hackers - que conquistou os ouvidos dos internautas do mundo inteiro e fez do Napster, que permite a troca de arquivos musicais na rede, um sucesso tão grande que chegou a forçar a biliardária indústria fonográfica a buscar um acordo para acabar com o que considerava pirataria. "Trata-se de extraordinários avanços na área de softwares abertos e que representaram movimentos reais contra a quebra do monopólio da Microsoft. Por isso, é preciso sublinhar a idéia de 'software aberto' ou 'plataforma aberta'. Sua ênfase não é o dinheiro, mas sim na liberdade e na abertura. Como diz um pensador mais radical, Richard Stallman, devemos ver o processo de abertura no sentido de 'liberdade de expressão', e não como o mero ato de dar uma 'cerveja grátis'", lembra o filósofo.

Outros exemplos da "socialização do conhecimento" são o modo como driblam a censura em diversos países, atuando mesmo de forma efetiva na crise de Kosovo, em 1999, e a formação de invasores do bem - os hackers que seriam pagos para entrar no sistema de empresas e testar suas vulnerabilidades. "Eles funcionariam como psicólogos para saber o que se passa na cabeça dos 'crackers', esses sim, os criminosos", aponta.

Na última semana, o FBI anunciou dados oficiais do maior ataque hacker criminoso da história: só nos Estados Unidos, mais de 1 milhão de números de cartões de crédito foram violados por grupos que exploraram as vulnerabilidades do sistema Microsoft, em 2000. Dados secretos de grandes empresas foram burlados. Essas seriam ações dignas dos Robin Hoods do espaço ou estariam mais para um Robinson Crusoé, símbolo da literatura burguesa? "Eles não passam de crackers. Ser um hacker é ter um título de honra, significa ter uma ética própria, na qual o dinheiro é mera conseqüência e não a causa do trabalho", argumenta.

Para um hacker, disciplina representa autopunição. Dinheiro é para ser gasto, trabalho deve ser prazer e não obrigação. No novo capitalismo, a estrutura burocrática que racionaliza o uso do tempo seria totalmente dispensável. O filósofo vai contrapondo, um a um, os estatutos da ética dos hackers à protestante, à essência do próprio capitalismo preconizado por Max Weber (1864-1920).

"Hackers crêem que a revolução digital deve ser traduzida em um tempo lúdico para a humanidade; a sexta-feira deve virar um domingo"

Himanen, autor de diversos livros de filosofia da tecnologia e uma espécie de guru de CEOs, acadêmicos e artistas, se define como um "humilde filósofo". Embora admita já ter feito suas ações como hacker e passar dias inteiros navegando pela rede, explica que suas paixões hoje são escrever e lecionar. Ele já está preparando um novo livro, em parceria com o sociólogo Manuel Castells, sobre revolução digital e, é claro, os hackers. Tema preferido, porque, "se os hackers são aqueles que não têm medo do prazer, então, nos sonhos de todos, há um desejo secreto de ser apenas um bom hacker". Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

Valor: Em seu livro, os hackers aparecem de maneira bastante idealizada. Contrariando o sendo comum, ciberpunks, piratas virtuais, criadores de vírus, crackers e hackers não seriam, então, "farinha do mesmo saco"?

Pekka Himanen: Não, embora essas definições se mesclem no imaginário das pessoas comuns, e sejam utilizadas, muitas vezes, indistintamente pela imprensa. O que procuro ressaltar no livro é a origem do termo: hackers são somente programadores apaixonados que trocam suas descobertas livremente com os seus parceiros. Nos anos 80, começou um movimento de deturpação desse sentido, associando-se hackers a criminosos de computador. Mas o seu sentido permanece através da ação de hackers como Steve Wozniak (criador do primeiro computador pessoal, o PC) ou Linus Torvalds (inventor da plataforma Linux). Quanto mais se tornar conhecido que foi através da ação e paixão individual dos hackers (e jamais das corporações) que a base tecnológica do que é a internet hoje foi disseminada, mais os hackers voltarão a ganhar a credibilidade na opinião pública.

Valor: Autodisciplina e automodelação vinham juntas na ética do trabalho proposta por Max Weber. Segundo a sua tese, os hackers preferem o lema "esta é a minha vida", em vez do "time is money". Como se constrói e se propaga, na prática, essa nova filosofia virtual?

Himanen: A ética protestante incluiu a idéia do "time is money". Governada por essa ética, muito de nossa economia se tornou mais e mais veloz. Nosso tempo de lazer está diminuindo e se tornando apenas obrigação, um processo que poderia ser chamado de "Fridayzation of Sunday". Pessoas estão constantemente correndo de um compromisso a outro, tentando sobreviver dentro dos prazos, do "deadline", expressão que é significativa do nível de emergência e exaustão a que se chegou. Da perspectiva de um hacker, esse é um resultado estranho do progresso tecnológico. O aspecto mais interessante da ética dos hackers é se opor frontalmente à velha ética protestante. Os hackers crêem que a revolução digital deve ser traduzida também em um tempo lúdico para a humanidade. Trata-se de reverter o processo, transformar a sexta-feira no domingo ("The Sundayization of Friday"). Uma relação mais livre é também necessária na economia informal cuja base principal é a criatividade: você precisa permitir a formação de estilos individuais se deseja que se criem coisas interessantes. Na ética protestante, a idéia do dinheiro era um valor em si mesmo. Isso não significa que os hackers sejam ingênuos ou anticapitalistas. Na nova economia, a idéia de propriedade se estendeu para a noção de informação em uma escala jamais vista anteriormente. A própria história do hardware dos computadores é um reflexo disso. A Apple perdeu para o IBM PC sobretudo porque esta apresentava uma arquitetura mais flexível. Os padrões da internet venceram porque eles foram desenvolvidos contra as regras oficiais de padronização. Os protocolos da rede bateram os do Gopher devido a rumores de que o Gopher poderia se tornar, digamos, propriedade privada. Há muitos outros casos semelhantes, cuja lição permanece: se você quer vencer na competição, a melhor estratégia é a abertura e não rigidez. Mas, claro, como argumento em meu livro, as principais razões para tais abertura são éticas, e não comerciais.

Para um hacker, disciplina representa autopunição, dinheiro é para ser gasto, trabalho deve ser puro prazer e não uma obrigação

Valor: Muitos argumentam que essa flexibilidade e a proeminência do agora geram angústia, incerteza e corrosão de caráter, certa incapacidade de se relacionar com algo/alguém além do computador. O sr. concorda?

Himanen: Essas são posições alarmistas e, em certo sentido, saudosistas. Devido à ligação fundamental entre criatividade e economia da informação, a relação do hacker com o tempo está aos poucos se espalhando para profissionais de outros ramos da informação. E a tendência é aumentar cada vez mais. É um erro achar que o hacker está isolado do mundo e das pessoas, relacionando-se apenas com o computador. Hackers de computador têm enfatizado ultimamente que ser um hacker não significa necessariamente ter de trabalhar com computadores. Há algum tempo, conheci uma pessoa que era um hacker de tratores, outros tipos surgirão em breve.

Valor: O sr. escreve que a crise de Kosovo em 1999 foi um exemplo modular da ação democrática dos hackers, que espalharam pela rede notícias que se opunham à versão oficial dos fatos. Dessa forma, os hackers seriam politizados?

Himanen: No livro, enfatizo que a liberdade de expressão tem sido um valor vital dos hackers. Não se pode dizer que eles foram sempre passivos e que somente na crise de Kosovo deixaram claro o seu potencial contra o militarismo. Na China, além de ser importante ferramenta para os negócios, a internet tem sido muito usada para contornar a censura. Em Kosovo, os hackers ajudaram os dissidentes a usar a internet com o objetivo de espalhar informação e enviar reportagens para fora de seu país. O governo de Slobodan Milosevic praticamente fechou toda a mídia de oposição, incluindo a mais proeminente, a Rádio B-92. Entretanto, os hackers ajudaram a estação de rádio a continuar a sua transmissão pela internet. Rádios estrangeiras pegavam os sinais da rede e iam retransmitindo-os dentro da própria Iugoslávia, o que tornou os censores não só ridículos, como também ineficientes. Essa é ação dos hackers em um de seus melhores momentos.

Valor: 78% dos cerca de 130 milhões de usuários da Web no mundo se limitam aos EUA e à Europa. Com um acesso tão restrito e sabendo que milhões de pessoas no mundo são privadas ainda de direitos básicos, como a educação, não seria um enorme exagero considerar a internet uma mídia de massa?

Himanen: De fato, é precoce dizer que a internet já é uma mídia de massa porque, segundo as últimas estatísticas, apenas 5% da população mundial tem acesso à rede. Há mais pessoas morando no Vale do Silício do que conectadas à rede na África e no Oriente Médio somados. De forma que a revolução digital é desigual e ainda há muito a ser feito. Alguns grupos de hackers como o Internet Society e o Net Day tentam lutar contra a exclusão digital, ensinando princípios de conexão e navegação, o que é importante simbolicamente. Mas isso deve ser um esforço que precisa partir dos governos e que deve considerar um investimento maciço em educação. Os governos precisam entender que em nossa economia global e digital o acesso das nações à internet e à alfabetização - também digital - é fator preponderante para o sucesso. Devemos muito o que ocorre aqui (Finlândia) a uma ação efetiva do Estado.

Valor: Como a revolução nas tecnologias de comunicação está mudando o próprio conceito de informação na sociedade?

Himanen: No passado, associávamos informação a conhecimento, mas o que em grande parte se encontra na rede hoje não é conhecimento, mas um complexo de trocas de emoção e experiência. Sem dúvida, pode-se ter acesso mais rápido e fácil a livros, enciclopédias, dicionários, dados, estatísticas. Mas, por outro lado, a internet deixou claro que a informação não é tudo. O que se requer, agora, é a habilidade para criar um filtro pessoal, selecionando questões e problemas, e se posicionando frente a eles. E é essa a filosofia educativa dos hackers: fazer com que as pessoas aprendam a aprender.

Valor: O que um historiador no ano de 2020 vai escrever quando analisar os hackers do nosso tempo? Quem vai prevalecer no tempo: os hackers do bem ou os do mal?

Himanen: Eu me atrevo a dizer que em 2020 a internet já será uma mídia universal, entretanto, isso requer trabalho consciente e a formação de novos heróis. Via de regra, tendemos a celebrar os feitos de CEOs e outros que basicamente só se movem pautados pelos interesses de suas companhias. Mas a rede não pode existir sem a ação individual e, por vezes, anônima, dos bons hackers, nomes como os de programadores, verdadeiros "heróis da generosidade", porque dividiram seus conhecimentos com os colegas - como fizeram Vinton Cerf e Tim Berners-Lee, os pais da internet na rede, entre outros. Os nomes de criminosos e dos piratas virtuais vão simplesmente se perder na poeira da história.

Sheila Grecco é jornalista, editora-assistente de Opinião do jornal Valor Econômico, onde esta entrevista foi publicada originalmente, no suplemento EU&.


 

himanen50.jpg (1741 bytes)Palavra de filósofo

"Mas, por outro lado, a internet deixou claro que a informação não é tudo. O que se requer, agora, é a habilidade para criar um filtro pessoal, selecionando questões e problemas, e se posicionando frente a eles. E é essa a filosofia educativa dos hackers: fazer com que as pessoas aprendam a aprender "

"Mas a rede não pode existir sem a ação individual e, por vezes, anônima, dos bons hackers, nomes como os de programadores, verdadeiros "heróis da generosidade"

" O governo de Slobodan Milosevic praticamente fechou toda a mídia de oposição, incluindo a mais proeminente, a Rádio B-92. Entretanto, os hackers ajudaram a estação de rádio a continuar a sua transmissão pela internet. Rádios estrangeiras pegavam os sinais da rede e iam retransmitindo-os dentro da própria Iugoslávia, o que tornou os censores não só ridículos, como também ineficientes. Essa é ação dos hackers em um de seus melhores momentos"

"Alguns grupos de hackers como o Internet Society e o Net Day tentam lutar contra a exclusão digital, ensinando princípios de conexão e navegação, o que é importante simbolicamente. Mas isso deve ser um esforço que precisa partir dos governos e que deve considerar um investimento maciço em educação. Os governos precisam entender que em nossa economia global e digital o acesso das nações à internet e à alfabetização - também digital - é fator preponderante para o sucesso. Devemos muito o que ocorre aqui (Finlândia) a uma ação efetiva do Estado"

Pekka Himanen, filósofo finlandês


Se você não concordar, não posso me desculpar...

... aprendi a me virar sozinha e se estou te dando linha é prá depois te abandonar..

"Pode se remoer, se penitenciar eu encontrei alguém que só quer me beijar"(Calcanhotto)

"isso você não pode evitar por aqui - disse o gato - todos somos malucos, eu sou, você é."

Com todo o perdão da palavra, eu sou um mistério pra mim. E eu suponho que me entender não seja uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. E nem eu me entendo, pois sou infinitamente maior que eu mesma, eu não me alcanço. Mas eu fui obrigada a me respeitar, pelo fato de não me entender. Qual palavra me representa? Uma coisa eu sei: eu não sou o meu nome. Meu nome pertence aos que me chamam.
(Clarice Lispector)

Bruno Freitas

unread,
Jul 25, 2011, 1:16:04 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Não dá pra fazer um negócio do tipo freedocumentaries.org de filmes hackers que vamos achando por ai? Será que já tem?

2011/7/25 eiabel lelex <eiabel...@gmail.com>



--
"hay hombres que luchan un día, y son buenos
 hay otros que luchan por un año, y son mejores
 hay quienes luchan muchos años, y son muy buenos
 pero hay los que luchan toda la vida, estos son los imprescindibles"
****************************
Bruno Marçal de Freitas

bárbara lopes

unread,
Jul 25, 2011, 1:38:29 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Dei uma olhada também no acervo da Veja. O número de ocorrência é baixo (mesmo em anos mais recentes). Interessante que a primeira matéria, em 1984, é positiva, fala do Steve Jobs e do brasileiro que fez uma placa pra adaptar o teclado da Apple pro português. Depois, vem pirataria, jovens geniais e maníacos, obcecados por descobrir senhas, etc. Pati e quem mais quiser, mando os arquivos em PVT.

Acho que o interessante de ir nessas fontes é ver como veículos brasileiros não especializados começaram a usar o termo hacker - começaram nos anos 1980, quando a informática passou a ser considerada um assunto de interesse geral e esse começo já foi com a conotação criminosa. Esse outro aspecto do jovem, muito inteligente, meio sem rumo na vida, que invade sistemas apenas pelo desafio e pela diversão, também já aparece e é uma imagem que desconfio que persista até hoje.

Evandro Oliveira

unread,
Jul 25, 2011, 2:05:06 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
O termo caiu nas graças da mídia a partir da computação em
plataformas denominadas "baixa" (com advernto do PC).

Antes disto o termo já se fazia presente no mundo de TI,
aliás, o termo vem do mundo das telecomunicações que 
adotaram a derivação phreak.

Somente a título de exemplo:

"1. O que é phreaking?

Phreaking é basicamente fazer o hacking pelo telefone, com a ajuda de boxes e dicas. A boxes não funcionam aqui no Brasil, mas nós temos as nossas dicas e acessórios para fazer um bom phreak.

2. Por quê phreak ?

Pela mesma razão da qual fazemos hack. Somente pela informação, não pela destruição."

By Google



Em 25 de julho de 2011 14:38, bárbara lopes <babi...@gmail.com> escreveu:
Dei uma olhada também no acervo da Veja. O número de ocorrência é baixo (mesmo em anos mais recentes). Interessante que a primeira matéria, em 1984, é positiva, fala do Steve Jobs e do brasileiro que fez uma placa pra adaptar o teclado da Apple pro português. Depois, vem pirataria, jovens geniais e maníacos, obcecados por descobrir senhas, etc. Pati e quem mais quiser, mando os arquivos em PVT.

Acho que o interessante de ir nessas fontes é ver como veículos brasileiros não especializados começaram a usar o termo hacker - começaram nos anos 1980, quando a informática passou a ser considerada um assunto de interesse geral e esse começo já foi com a conotação criminosa. Esse outro aspecto do jovem, muito inteligente, meio sem rumo na vida, que invade sistemas apenas pelo desafio e pela diversão, também já aparece e é uma imagem que desconfio que persista até hoje.

--
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--
abs,

Evandro Oliveira
Beagá - MG
(31) 9982-0221
Brasília - DF
(61) 9299-6229

Pedro Markun

unread,
Jul 25, 2011, 2:48:32 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
http://scraperwiki.com/scrapers/thacker-arquivofolha-contadordepalavras/

rodei o contador de palavras pra 'hacker' e agora estou rodando pra 'hackers' :D

abs,
pedro markun

2011/7/25 Evandro Oliveira <pyx...@gmail.com>

Evandro Oliveira

unread,
Jul 25, 2011, 2:59:30 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Só para contribuir com 2 centavos....

Segundo o Houaiss....

Hacker
 IMPRIMIR
Datação
sXX

Acepções
 substantivo masculino 
Rubrica: internet. 
ver ciberpirata 


Etimologia
ing. hacker (sXIV) 'aquele que corta, retalha, com pouca habilidade; pessoa inexperiente ou pouco habilidosa em uma atividade'; 
inf  'entusiasta de computador; aquele que é perito em programar e resolver problemas com o computador; pessoa que acessa sistemas computacionais ilegalmente', 
do v. (tohack 'fazer cortes ou talhos, entalhar, picar, recortar, dar golpes constantes, golpear, cavar (terra) com picaretas ou enxada'

Gramática
pl.: hackers

Interessante observar que o termo vem de maneira pejorativa ou
que denota algo que somente destroi, do século XIV, bem antes
da revolução industrial.

Com o advento do processamento de dados, e o aparecimento
desta figura, que deu a impressão de ser destrutiva, alguém deve
ter se apropriado do termo antigo do século XIV.

Depois vieram as "especializações"... a mídia contemporânea 
utiliza somente com a acepção dada a partir dos últimos 40
anos.


Em 25 de julho de 2011 15:48, Pedro Markun <pe...@esfera.mobi> escreveu:
http://scraperwiki.com/scrapers/thacker-arquivofolha-contadordepalavras/

rodei o contador de palavras pra 'hacker' e agora estou rodando pra 'hackers' :D

abs,
pedro markun



bárbara lopes

unread,
Jul 25, 2011, 3:03:57 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Eu rodei também, Pedro. Se quiser, eu junto aqui as duas.


Haydee Svab

unread,
Jul 25, 2011, 3:10:03 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Rola fazer um gráfico disso direto no scraperwiki?

Em 25 de julho de 2011 15:48, Pedro Markun <pe...@esfera.mobi> escreveu:



--
Haydée Svab
http://blog.hsvab.eng.br/

Pedro Markun

unread,
Jul 25, 2011, 3:48:15 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com, Julio Boaro
Rola,

mas acho que é mais fácil fazer no OpenOffice mesmo.

Alô, Boaro?

abs,
Pedro Markun
ps: Vou tentar fazer com processing.js quando chegar em casa :D

2011/7/25 Haydee Svab <hayde...@gmail.com>

Haydee Svab

unread,
Jul 25, 2011, 3:52:45 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com, Julio Boaro
Tô pensando em pegar esses dados, gerar os gráficos e publicar no site do PoliGNU - td bem?

Dony

unread,
Jul 25, 2011, 4:22:55 PM7/25/11
to Transparência Hacker
Na buena sobre documentários hackers eu acho que o que deveria ser
feito é um documentário sobre a THACKER isso sim...rs. ;-)

Voltando aos hackers.

Estou tentando achar uma matéria do qual tinha recortado da revista em
1988 ou 1989 falando sobre hackers no Brasil, pelo que lembro os
moleques (que na época só rico pra ter computadores ainda mais com fax-
modem!!!) tinham um clube de computadores onde cada um levava os seu
(pc-xt, apple IIe, apple III e clones) e trocavam softwares e dicas,
teve até uma história de um ou uns deles que subornaram um cara da
TELESP para fazer ligação no computador e discar para BBS no exterior
sem pagar... fazendo uma ligação no apartamento que estava vazio e
depois veio uma conta astrônomica (imagina ligar pro exterior no
Brasil em 1988/89) algo assim, putz só não lembro se era da veja ou de
outra... tentei achar nos arquivos das revistas na internet mas nada!
pior que não estou com o recorte aqui e nem sei se ele existe ainda!

Se alguém conseguir resgatar isso...

Era meu sonho saber fazer um programinha inocente... tipo ping pong
italiano e sexta-feira 13...rsrsrsrs mas eu era um garoto pobre sem
pc que só pegava carona nos synclair clones (tk85 tk90x) dos amigos e
nos aplle IIe IIc da escola de basic...

Seria legal resgatar esse periodo dos anos 80 no Brasil...



























> > 2011/7/25 Haydee Svab <haydee.s...@gmail.com>
>
> >> Rola fazer um gráfico disso direto no scraperwiki?
>
> >> Em 25 de julho de 2011 15:48, Pedro Markun <pe...@esfera.mobi> escreveu:
>
> >>>http://scraperwiki.com/scrapers/thacker-arquivofolha-contadordepalavras/
>
> >>> rodei o contador de palavras pra 'hacker' e agora estou rodando pra
> >>> 'hackers' :D
>
> >>> abs,
> >>> pedro markun
>
> >>> 2011/7/25 Evandro Oliveira <pyxi...@gmail.com>
>
> >>>> O termo caiu nas graças da mídia a partir da computação em
> >>>> plataformas denominadas "baixa" (com advernto do PC).
>
> >>>> Antes disto o termo já se fazia presente no mundo de TI,
> >>>> aliás, o termo vem do mundo das telecomunicações que
> >>>> adotaram a derivação phreak.
>
> >>>> Somente a título de exemplo:
>
> >>>> "1. O que é phreaking?
>
> >>>> Phreaking é basicamente fazer o hacking pelo telefone, com a ajuda de
> >>>> boxes e dicas. A boxes não funcionam aqui no Brasil, mas nós temos as nossas
> >>>> dicas e acessórios para fazer um bom phreak.
>
> >>>> 2. Por quê phreak ?
>
> >>>> Pela mesma razão da qual fazemos hack. Somente pela informação, não pela
> >>>> destruição."
>
> >>>> By Google
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bárbara lopes

unread,
Jul 25, 2011, 5:20:40 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Dony, se for da Veja dá para encontrar, o acervo está integralmente online (veja.abril.com.br/acervodigital). Infelizmente o site é todo em flash. Eu passei por matérias sobre hackers nos anos 1980, não me lembro de ter visto essa especificamente, mas com palavras-chave mais específicas dá para tirar a dúvida. 

Pedro Markun

unread,
Jul 26, 2011, 12:02:38 AM7/26/11
to thac...@googlegroups.com, Julio Boaro

Claro! Claro! Claro! Toca ficha haydee :)

Em 25/07/2011 16:53, "Haydee Svab" <hayde...@gmail.com>escreveu:

Tô pensando em pegar esses dados, gerar os gráficos e publicar no site do PoliGNU - td bem?

Em 25 de julho de 2011 16:48, Pedro Markun <pe...@esfera.mobi> escreveu:


>
> Rola,
>
> mas acho que é mais fácil fazer no OpenOffice mesmo.
>
> Alô, Boaro?
>
> abs,

> Pedro...





--
Haydée Svab
http://blog.hsvab.eng.br/

--

Você está recebendo esta mensagem porque se inscr...

Igor Hercowitz

unread,
Jul 26, 2011, 7:41:51 AM7/26/11
to Transparência Hacker
Acho bem interessante também o texto do Paul Graham que compara a
atitude hacker a de pintores - Hackers and Painters (inclusive o livro
dele tem o mesmo nome e eu recomendo fortemente a leitura)
http://www.paulgraham.com/hp.html

Um pequeno trecho do texto:
"What hackers and painters have in common is that they're both makers.
Along with composers, architects, and writers, what hackers and
painters are trying to do is make good things. They're not doing
research per se, though if in the course of trying to make good things
they discover some new technique, so much the better."

Abs
Igor

Capi Etheriel

unread,
Jul 26, 2011, 11:18:46 AM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
barbara, quem é esse brasileiro? o jecel?

Capi Etheriel

unread,
Jul 26, 2011, 11:21:45 AM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
o http://www.paulgraham.com/gba.html é ótimo também, recomendo.

bárbara lopes

unread,
Jul 26, 2011, 11:42:33 AM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
É o Ivan Nazarenko. As placas que ele fez foram batizadas de Ivanitas. Se quiser, te mando esta página.

2011/7/26 Capi Etheriel <barra...@gmail.com>
barbara, quem é esse brasileiro? o jecel?

--
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Para ver esta discussão na web, acesse https://groups.google.com/d/msg/thackday/-/AjXaWLgTxdMJ.

Capi Etheriel

unread,
Jul 26, 2011, 11:49:31 AM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
quero :)

Patrícia Cornils

unread,
Jul 26, 2011, 11:50:48 AM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
queremos :))

Em 26 de julho de 2011 12:49, Capi Etheriel <barra...@gmail.com> escreveu:
quero :)

--
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bárbara lopes

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Jul 26, 2011, 11:58:42 AM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Subi os arquivos:

(a do Nazarenko é a 1984)

beijos

Bruno Gola

unread,
Jul 26, 2011, 12:38:12 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
2011/7/26 Igor Hercowitz <iherc...@gmail.com>:

> Acho bem interessante também o texto do Paul Graham que compara a
> atitude hacker a de pintores - Hackers and Painters (inclusive o livro
> dele tem o mesmo nome e eu recomendo fortemente a leitura)
> http://www.paulgraham.com/hp.html

+1 :-)
--
Bruno Fialho Marques Gola <brun...@gmail.com>
http://www.brunogola.com.br
Cel: (11) 9294-5883

Haydee Svab

unread,
Jul 31, 2011, 11:55:36 AM7/31/11
to thac...@googlegroups.com
Brincadeiras no arq anexo ;-)
Bjs

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