Clipping de Esquerda E-mail de compilação para clipping-de-esquerda@googlegroups.com - 4 mensagens em 4 tópicos

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Feb 10, 2012, 9:17:25 PM2/10/12
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    "Mauricio David" <mauric...@terra.com.br> Feb 10 08:57PM -0200  

    O mitólogo
    Artista manqué e manipulador de narrativas, Lévi-Strauss foi um grande escritor na arte da retórica
     
    por Perry Anderson
     
    ·
     
    O antropólogo mais famoso do século XX poderia intimidar qualquer candidato a biógrafo. Claude Lévi-Strauss, que morreu há dois anos, negava que sua pessoa tivesse qualquer interesse. Dizia que lembrava pouco de seu passado e tinha a sensação de que não havia escrito os próprios livros. Segundo suas palavras, ele era apenas uma "encruzilhada passiva" onde "coisas aconteciam": "Eu nunca tive, e ainda não tenho, a percepção de sentir minha identidade pessoal. Eu me vejo como o lugar onde alguma coisa está acontecendo, mas não existe um 'eu'."
     
    Essas afirmativas tampouco eram meras confissões pessoais. Seu sistema intelectual baseava-se numa rejeição radical da significação do sujeito e até mesmo de sua realidade. Essa dupla barreira seria obstáculo suficiente para uma biografia. Mas há outro obstáculo, ainda mais difícil: paradoxalmente, Lévi-Strauss é também autor de um livro de memórias, Tristes Trópicos, uma obra-prima literária incontestável, na qual ele definiu as experiências que considerava decisivas de sua vida. Quem poderia fazer melhor? Com certeza, nenhum cronista convencional. Na cultura francesa, onde há muito tempo a arte da biografia é notoriamente fraca, a única tentativa de traçar um retrato de corpo inteiro do antropólogo, feita por Denis Bertholet em 2003, é testemunho suficiente dessa deficiência.
     
    Patrick Wilcken desafiou todas as dificuldades. Claude Lévi-Strauss: O Poeta no Laboratório, publicado pela editora Objetiva, é ao mesmo tempo uma biografia e um estudo crítico do pensador do mais alto nível. Gracioso e vívido como narrativa, é também um modelo de apreciação intelectual. Livre tanto do impulso reverencial como da tentação de desmascarar, Wilcken produziu um relato maravilhosamente tranquilo e lúcido da vida e do pensamento de seu biografado.
     

     
    história que ele conta pode ser dividida em cinco partes. Nascido em 1908, filho de um pintor - que logo ficou démodé- e apreciador de música, Lévi-Strauss foi um socialista militante em sua juventude. Atraído pelas artes, formou-se em filosofia numa época de fermento vanguardista e ausência de fronteiras disciplinares rígidas. Seu primeiro artigo publicado foi sobre Babeuf, o precursor do comunismo, e sua dissertação, sobre o marxismo. Aos 26 anos, era professor de um liceu provincial quando lhe ofereceram subitamente a oportunidade de se juntar a um pequeno grupo de estudiosos franceses, do qual fazia parte Fernand Braudel, que iria dar aulas na recém-fundada Universidade de São Paulo. O patrono deste convite foi seu ex-orientador, o sociólogo Célestin Bouglé, colaborador de Émile Durkheim, e a matéria que escolheu para lecionar em São Paulo foi sociologia.
     
    Mais tarde, ele iniciaria Tristes Trópicos, com as célebres palavras: "Odeio as viagens e os exploradores." Mas isso era pura provocação. Entediado e inquieto na França, como muitos intelectuais de sua geração (André Malraux e Paul Nizan já tinham feito seus nomes com façanhas no exterior), Lévi-Strauss confessou honestamente em entrevista a Didier Eribon: "Eu estava em um estado de excitação intelectual intensa. Sentia-me revivendo as aventuras dos primeiros viajantes do século XVI. Por minha conta, descobria o Novo Mundo. Tudo me parecia fabuloso: as paisagens, os animais, as plantas."
     

     
    Nesse ponto, Wilcken, autor de um belo estudo sobre a corte portuguesa no Rio de Janeiro, tem a enorme vantagem de ter um conhecimento profundo do país em que Lévi-Strauss desembarcou. Pela primeira vez, a experiência que o transformou em antropólogo é contextualizada de forma mais adequada. Na França, a sociologia de Durkheim, e depois a de Mauss, tratava indiferentemente de sociedades modernas e "primitivas" - isto é, pré-letradas -, de um modo que o trabalho de mentalidade mais histórica de Weber ou Sombart na Alemanha não se permitia. A etnologia era mais um campo frouxo da sociologia do que uma disciplina distinta. Desse modo, o estudo de tribos locais era, em certo sentido, o caminho óbvio para Lévi-Strauss, se ele quisesse capitalizar seu tempo no Brasil para avançar sua carreira na França. Também se sentia atraídopelas artes - não demorou para que ele e sua esposa passassem a frequentar a roda em torno de Mário de Andrade, poeta líder do Brasil modernista, de quem o casal se tornou amigo - e alimentava ambições políticas - embora indiferentes à cena local, onde um levante comunista explodiu após sua chegada e uma ditadura modelada nos regimes de Salazar e Mussolini se instalou não muito tempo depois. Em 1936, quando a Frente Popular chegou ao poder na França, ele ficou decepcionado por não ser chamado pelo Ministério socialista. Foi então que decidiu abandonar a ideia de uma carreira política. A exploração etnográfica do interior do Brasil tornou-se a alternativa.
     

     
    inte anos mais tarde, com a publicação de Tristes Trópicos, as incursões aos kadiwéu, bororo e nambikwara se tornaram lendárias. A reconstrução meticulosa que Wilcken faz dessas incursões, objetiva mas nunca insensível, mostra a realidade. Pelos padrões contemporâneos, foram visitas breves, itinerantes, que envolveram tanto um trabalho de conjectura quanto de pesquisa de campo, num sentido moderno. Pouco familiarizado com o português, Lévi-Strauss não conhecia nenhuma língua indígena e não passou muito tempo com qualquer dos grupos nativos que encontrou. Tampouco sua expedição principal, em 1938, teve alguma semelhança com a peregrinação solitária implicitamente sugerida por seu livro de memórias. Nas palavras de Wilcken:
     
    Quando o grupo e os equipamentos foram finalmente reunidos em campos dos arredores de Cuiabá, os animais de carga, as caixas, os sacos e as selas, os homens barbudos de calções folgados de algodão e botas de couro pareciam mais uma feira ambulante de interior do que uma expedição científica. Nas páginas de Tristes Trópicos, esse grande elenco de apoio muitas vezes desaparece no fundo da cena. Na realidade, a expedição da serra do Norte estava tão longe do padrão etnográfico de Malinowski - o solitário do início do século xx que aprendia meticulosamente a língua local e mergulhava em sua cultura - quanto possível. Em contraste com a jornada conradiana aos extremos da humanidade, na maior parte do tempo, o séquito de Lévi-Strauss era mais numeroso do que os nativos que ele tentava estudar.
     
    Mas o tom de Wilcken não é reprovador. Quaisquer que sejam suas falhas, a expedição não foi somente complicada e perigosa, mas produtiva, fornecendo a Lévi-Strauss uma quantidade de hipóteses imaginativas que lhe seriam muito úteis quando chegou ao seu verdadeiro campo de pesquisa, milhares de quilômetros longe dos arbustos ou da selva.
     
    De volta à França na primavera de 1939, com 30 anos recém-completados e o cérebro ainda ocupado com o que tinha visto, estava tão despolitizado que não percebeu a iminência da guerra na Europa, nem se deu conta das realidades da vitória nazista e do governo colaboracionista de Vichy: em 1940, tentou - e felizmente não conseguiu - voltar para a Paris ocupada como professor, quando os judeus já estavam em risco. Demitido pelo regime de Pétain, teve o visto de regresso ao Brasil negado, mas conseguiu um convite da New School for Social Research de Nova York, e (ajudado pelas conexões de uma tia rica nos Estados Unidos) partiu de Marselha em um navio onde estavam, entre outros refugiados, André Breton e Victor Serge, aventura retratada em um dos episódios mais saborosos de Tristes Trópicos. Ao chegar finalmente a Nova York, Manhattan foi, nas palavras de Wilcken, mais do que o Mato Grosso, "seu verdadeiro choque cultural".
     
    Ali, em meio a uma comunidade de expatriados franceses bem maior do que a de São Paulo, ele se incorporou ao ambiente vanguardista dos surrealistas - Max Ernst, Yves Tanguy, André Masson, Roberto Matta, para não falar do próprio Breton - para os quais a antropologia e a psicanálise eram as chaves para as fontes inconscientes da existência. Ele havia pintado quando menino; no Brasil, começara a escrever uma peça no espírito de Corneille; na França, iniciara um romance no estilo de Conrad. Em Nova York, desistiu dessas ambições, mas aprendeu a investir a sensibilidade que estava por trás delas (agora moduladas pelo novo cenário: "Os surrealistas enriqueceram e refinaram meu gosto estético") em formas que seriam discursivas, em vez de criativas.
     

     
    mudança decisiva, no entanto, veio de duas outras direções: o encontro com a riqueza empírica da etnologia americana, em grande parte reunida por Franz Boas, que ainda estava vivo em Nova York, e as perspectivas teóricas do círculo linguístico de Praga, trazidas para a América por Roman Jakobson, que se tornou seu amigo íntimo. Nada disso era conhecido na França. Enquanto dominava a primeira na Biblioteca Pública de Nova York, Lévi-Strauss absorvia a segunda, que passou a ser a estrutura fundamental de seu pensamento a partir de então.
     
    Cerca de sete anos mais tarde - era então adido cultural francês, instalado numa mansão da Quinta Avenida - sua fusão das duas rendeu As Estruturas Elementares do Parentesco, publicado logo após seu retorno a Paris, em 1948. Nesse enorme compêndio, que procurava sistematizar em um conjunto de padrões inter-relacionados uma vasta gama de sistemas de matrimônio do mundo pré-letrado conhecido, ele sustentava que o tabu do incesto era um universal antropológico que marcava a ruptura entre a natureza e a cultura que tornava possível a sociedade humana. Embora nem todos os achados sobre os quais o livro se baseava fossem corretos, e nem todas as suas interpretações fossem sempre confiáveis, nada como as Estruturas Elementares havia sido tentado antes. Nas palavras de Wilcken: "Sua originalidade, a firmeza de suas afirmações, o senso de uma reorientação teórica há muito tempo necessária fizeram dele um ponto de referência de seu tempo."
     

     
    A maior parte dessa obra talvez fosse impenetravelmente técnica, mas sua tese central era de fácil compreensão, por incrível que pareça. Demoraria algumas décadas para que sua premissa básica se mostrasse errada: historicamente, não houve proibição universal do incesto e algumas sociedades, como a Pérsia e os Egito antigos, até mesmo o fruíam.
     
    Quando Estruturas Elementares foi publicado, Lévi-Strauss ainda era, do ponto de vista acadêmico, um estranho na França. O livro ganhou fortuna pública graças a uma resenha brilhante feita em Les Temps Modernes por Simone de Beauvoir, outrora colega de Lévi-Strauss, que havia consultado o manuscrito ao escrever O Segundo Sexo. Sua aceitação acadêmica foi mais lenta. Tendo sido rejeitado duas vezes pelo Collège de France, Lévi-Strauss mudou seu foco do parentesco para os mitos e, em 1952, publicou seu primeiro ensaio voltado diretamente para um público mais amplo, Raça e História. Nele, esvaziava a pretensão ocidental de superioridade cognitiva sobre as sociedades pré-letradas; a chegada da indústria e da ciência modernas era resultado de combinações aleatórias na mesa de roleta do tempo, em vez de consequência de alguma dinâmica interna histórica.
     
    Três anos depois, veio a revelação de seu excepcional talento literário, com os soturnos fogos de artifício de Tristes Trópicos- uma meditação filosófica tanto quanto, ou mais do que, um livro de memórias antropológicas. Sob o signo de Lucrécio e Rousseau, em vez de Durkheim, ele mostrava seu período no Brasil como uma destruição implacável de ilusões românticas, mas que era também um rito de passagem fabuloso para verdades sobre a humanidade e seu lugar no universo, reprimida pela húbris metropolitana. De sua segunda e mais significativa formação como etnólogo, em Nova York, ele não dizia nada. Para o método, reconhecia três "amantes": Marx, Freud e a geologia, cada um explorando estratos escondidos sob a superfície da realidade. Em 1955, tratava-se de um credo que não diminuía o charme de seu livro. Por unanimidade, e compreensivelmente, Tristes Trópicos foi saudado como um clássico das letras francesas.
     

     
    Naquela época, impressiona como eram íntimos os laços - por mais paradoxal que possa parecer, tendo em vista o antagonismo entre o estruturalismo e o existencialismo - que ligavam Lévi-Strauss à usina da cultura de esquerda liderada por Sartre. Não foi somente Simone de Beauvoir que se esforçou para pôr Estruturas Elementares no mapa. O Les Temps Modernes publicou um capítulo prévio de Tristes Trópicos, assim como textos posteriores bem conhecidos, como "A gesta de Asdiwal".
     

     
    entrada de Lévi-Strauss no Collège de France, dez anos após sua primeira tentativa, foi orquestrada por Merleau-Ponty. A sensibilidade de Lévi-Strauss para perceber de onde sopravam os ventos desempenhou sem dúvida um papel nisso. Mas era também uma configuração intelectual não rara da Quarta República, marcada por alianças muitas vezes imprevisíveis e debates calorosos, que cairiam abruptamente em declínio com a instauração da Quinta República e a ascensão de De Gaulle ao poder.
     
    Com essa mudança de regime, nasceu o estruturalismo propriamente dito. Em 1958, Lévi-Strauss publicou seu manifesto, na coletânea de ensaios intitulada Antropologia Estrutural. "Durante séculos as humanidades e as ciências sociais se resignaram a contemplar o mundo das ciências naturais e exatas como uma espécie de paraíso onde nunca entrariam", ele declarou, mas "de repente, há uma pequena porta que se abre entre os dois campos, e é a linguística que fez isso". Não apenas mitos ou lendas populares, mas, em princípio, qualquer fenômeno do mundo social ou cultural poderia ser mapeado e decodificado com o rigor dos fonemas. Desde Comte, o pensamento francês sempre teve uma vertente significativa de cientificismo. Ao anunciar uma antropologia equipada com a autoridade da linguística, Lévi-Strauss tentava torná-la dominante.
     
    Por um tempo, ele fez isso com considerável sucesso, enquanto espíritos empreendedores se esforçavam para emular ou estender seu programa a uma ampla gama de áreas do conhecimento, enquanto ele consolidava sua hegemonia a partir de seu posto de comando no ápice da erudição francesa. Em uma performance de virtuose, O Pensamento Selvagem (1962) pretendia mostrar, simultaneamente, o estruturalismo inato dos sistemas classificatórios das sociedades pré-letradas e a futilidade das pretensões do marxismo - para não falar do existencialismo -, na pessoa de Sartre. Tratava-se, no entanto, de um edifício teórico que repousava sobre um alicerce frágil: a noção de que a linguagem oferecia uma analogia para o estudo de qualquer outro campo da vida social.
     

     
    O próprio Saussure, criador da linguística estrutural, havia expressamente advertido contra essa ilusão. Assim como a genética de hoje gerou esperançosos aplicadores da teoria da evolução a todos os campos imagináveis ??das humanidades e ciências sociais, independentemente da falta de qualquer outra conexão entre elas que não seja metafórica, do mesmo modo, há meio século, a linguística cativou uma ampla gama de entusiastas que viram nela o "abre-te, sésamo" para a compreensão do mundo.
     
    A contribuição do próprio Lévi-Strauss para essa expansão foi Mitológicas (1964-71), sua monumental tetralogia sobre os sistemas de mitos nas Américas: cerca de 2 mil páginas que supostamente põem a nu as propriedades universais da mente humana, idênticas nos mitos e seus analistas, desdobradas por ele em uma composição científica, melódica e autorreferente

     

    CMA Hip-Hop <djbran...@yahoo.com.br> Feb 10 02:05PM -0800  

    CMA HIPHOP INFORMA
     
    ÍNDICE:
    - Niggaz e Eleitos
    lançam música no @evolucaohiphop deste sábado (11/02)  
    - Prêmio
    Centenário de Luiz Gonzaga
    - Inscrições
    abertas: Conferência da Juventude (para a Rio +20)
    - Rapper
    catarinense é preso injustamente acusado de tráfico
    - Ilê Aiyê
    | Que Bloco é Esse?  
               
     
     
     
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    “A arte é uma saída
    em meio à violência, a arte mobiliza e uni as pessoas…”, diz Bob Fernandes
     
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    Niggaz e Eleitos
    lançam música no @evolucaohiphop deste sábado (11/02)  
     
    Neste sábado (11/02), tem lançamento inédito da música “3 Vozes”, no programa Evolução Hip-Hop, que vai ao “AR” às
    17h, na 107.5 Educadora FM. A música que será lançada é resultado da parceria dos
    grupos Niggaz e Eleitos, e para falar sobre o projeto recebemos no studio os
    rapper’s Don Diego e Mc Lord. Ainda nesta edição temos um
    convidado especial (surpresa), que ira falar sobre o Carnaval de Salvador 2012.
    Leia mais aqui...
     
     
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    Prêmio
    Centenário de Luiz Gonzaga
     
    Funarte abre edital para seleção de projetos em homenagem ao compositor
    pernambucano
     
    O edital que regulamenta o Prêmio Centenário de Luiz Gonzaga foi publicado na ultima quinta-feira, 2, no Diário
    Oficial da União (seção 3, páginas 13 e 14). O concurso será desenvolvido pela
    Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cultura, e as inscrições
    estarão abertas até 19 de março.
    Leia mais aqui...
     
     
    ________________________________

      

    Inscrições
    abertas: Conferência da Juventude (para a Rio +20)
     
    Milhares de jovens líderes de todo o mundo irão convergir
    sobre aConferência da Juventude para a
    Rio+20, no Rio de Janeiro (Brasil), para compartilharem suas experiências e
    se prepararem para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento
    Sustentável (Rio+20).
    Leia mais aqui...  
     
     
    ________________________________

     

    Rapper
    catarinense é preso injustamente acusado de tráfico
     
    É difícil para uma sociedade preconceituosa aceitar
    que um jovem da periferia possa viver da música.
     
    A história de MC BB Gigante é
    parecida com a de milhares de jovens brasileiros que nascem e crescem nas
    periferias, onde o descaso do poder público reina. A falta de oportunidade faz
    com que ainda na adolescência muitos se envolvam com o crime. E com BB Gigante
    não foi diferente, mas os erros cometidos no passado, e já pagos para a
    justiça, o fizeram enxergar outro caminho.
    Leia mais
    aqui...  
     
     
    ________________________________

     

    Ilê Aiyê
    | Que Bloco é Esse?  
     
    Religião, fé, tradição e muito
    ritmo: o Ilê Aiyê é a cara da Bahia
     
    A Petrobras apresenta o primeiro mini-documentário do
    projeto ´Que Bloco É Esse?´, que conta um pouco da história do´mais belo dos
    belos" Primeiro bloco afro da Bahia, fundado em 1974, o Ilê foi
    um dos primeiros grupos a dar uma conotação política ao Carnaval e é, até hoje,
    um dos grandes responsáveis pelo fortalecimento da identidade e do orgulho
    negro, mantendo viva a história de nossas raízes através da música e do som dos
    seus tambores.
    Leia mais aqui...
     
     
    ________________________________

     
     
     
     
     
     
     
    “Diversidade
    cultural patrimônio comum da humanidade, educação pela comunicação para
    democratizar as oportunidades, a estrada é muito longa cheia de sinais, mas
    nunca apague o farol dos seus ideais ” 
                                                                          Dj
    Branco.
     
    “Por todos os
    meios necessários” Malcom X.
     
    Comunicação,
    Militância e Atitude - CMA HipHop
    E-mail: cmahip...@gmail.com /
    Twitter: @evolucaohiphop 
    Blog: WWW.educadora.ba.gov.br/evolucaohiphop 
    Tel: 55 (71) 9151-0631/ DJ Branco / Skype: DjBranco007
    ...Salvador – Bahia – Brasil...

     

    Ana Santanna <anapai...@gmail.com> Feb 10 12:33AM -0200  

    *Resumen diario de noticias del sitio CUBADEBATE*
    www.cubadebate.cu
     
    Fecha: *2012-02-08*
     
    ------------------------------
    *De Madre a Patria: La mano de Sabadell <http://www.cubadebate.cu/?p=143971>
    *
    En el número 5 de la calle Sant Antoni radica el pequeño despacho del Casal
    de Amistad con Cuba de Sabadell, municipio barcelonés con poco más de
    doscientos mil habitantes. "Desde el comienzo de la cooperación hasta ahora
    hemos enviado unos diez contenedores, incluyendo todo el soporte técnico de
    una ludoteca y dos autobuses que ahora mismo transportan pasajeros en la
    capital cubana. Todo sea por Cuba, que es una llamita de conciencia en este
    mundo".
     
    *Zuleica Romay: "Ese libro fue creciendo dentro de mí desde que
    nací"<http://www.cubadebate.cu/?p=143978>
    *
    Zuleica Romay Guerra, escritora, investigadora y presidenta del Instituto
    Cubano del Libro, obtuvo en el recientemente celebrado Premio Casa de las
    Américas, el lauro Extraordinario de Estudios sobre la presencia negra en
    las Américas y el Caribe contemporáneos, con su libro "Elogio de la altea o
    las paradojas de la racialidad". "Una de las más exitosas operaciones de
    marketing que el capitalismo ha hecho es inferiorizar a todos los que no
    caben en el modelo blanco, anglosajón y centrista, ya sea Europa o
    Norteamérica, todo lo que no esté ahí es inferior. Pero esa operación de
    marketing comenzó cuando salieron las carabelas de Colón y todavía estamos
    en eso."
     
    *Fundamentalistas contra Cuba en el Congreso de EEUU piden mantener
    bloqueo<http://www.cubadebate.cu/?p=143982>
    *
    Legisladores estadounidenses del grupo anticubano abogaron por mantener el
    bloqueo contra Cuba, a cinco décadas de decretarse una medida criticada por
    la inmensa mayoría de la comunidad internacional. En un comunicado
    conjunto, los congresistas republicanos Ileana Ros- Lehtinen, David Rivera
    y Mario Díaz Balart, y el demócrata Albio Sires insistieron en el
    mantenimiento de la política encaminada a dificultar la vida de los cubanos
    y tratar de desmontar el sistema político del país.
     
    *La Nueva Trova y la nueva trova <http://www.cubadebate.cu/?p=143986>*
    El Movimiento de la Nueva Trova (con mayúsculas) fue fundado por los
    participantes en el II Encuentro de Jóvenes Trovadores, que se celebró en
    la ciudad de Manzanillo, en diciembre de 1972. Por eso este año
    celebraremos el 40 aniversario de aquella agrupación, posible por la
    masividad que llegó a alcanzar la trova en nuestro país. Viendo la cantidad
    de muchachos con guitarras que surgía en todas partes, la Unión de Jóvenes
    Comunistas decidió apadrinar aquella suerte de comunidad que, si bien sus
    componentes eran guitarreros, también tuvo colaboración de poetas,
    escritores, artistas plásticos, periodistas, dirigentes, filósofos,
    directores de televisión y de cine.
     
    *Continúa ciclo de películas para espectadores
    invidentes<http://www.cubadebate.cu/?p=144054>
    *
    El ciclo de películas con audiodescripción para espectadores invidentes,
    continúa en el cine La Rampa, de esta capital, con el filme "Fresa y
    Chocolate", de Tomás Gutiérrez Alea. Ese proyecto cultural comenzó en julio
    último y ha exhibido ya 15 cintas cubanas, incluidas "Lista de espera",
    "Los dioses rotos" y "Miel para Oshún", las cuales han ganado el interés de
    un público poco acostumbrado al séptimo arte.
     
    *Aguas sangrientas: Récord de muertes por ataques de tiburones en el
    2011<http://www.cubadebate.cu/?p=144085>
    *
    El número de muertes por ataques de tiburón en todo el mundo alcanzó en el
    2011 la cifra más alta de las dos últimas décadas, según un reciente
    estudio de la Universidad de Florida. En total durante el año fueron
    atacadas 75 personas (un poco menos que en el 2010), 12 de la cuales
    murieron, duplicando la cifra del 2009. Tres de esas muertes se registraron
    en Australia; dos tuvieron lugar en la isla de la Reunión, al igual que en
    las Islas Seychelles y en Sudáfrica; y una en Costa Rica, los mismo que en
    Kenia y Nueva Caledonia.
     
    *Leo Messi inspira a la industria del vino<http://www.cubadebate.cu/?p=144037>
    *
    El astro del fútbol mundial, el argentino Lionel Messi, será la imagen del
    vino que lanzará la bodega, Valentín Bianchi de San Rafael, con la
    colaboración de la Fundación Leo Messi. La linea de vinos llevará por
    nombre Leo, en honor al jugador, y pretende recaudar fondos con fines
    benéficos.
     
    *"Radio Martí": la impotencia de la potencia<http://www.cubadebate.cu/?p=143995>
    *
    Uno de los proyectos de ley que más preparación, análisis y discusión ha
    tenido en la Cámara y Senado norteamericano es sin dudas el presentando a
    principio de los años 80 del siglo pasado, que contemplaba la creación,
    financiamiento y operación por parte del gobierno de Estados Unidos, de una
    estación de radio destinada a transmitir exclusivamente hacia Cuba.
     
    *Acción política en el Ciberespacio, una reflexión
    necesaria<http://www.cubadebate.cu/?p=143999>
    *
    El pasado noviembre de 2011 se desarrolló en La Habana el Taller
    Internacional "Medios alternativos y redes sociales, nuevos escenarios de
    la comunicación política en el ámbito digital" con la presencia de
    participantes llegados de 15 países y pertenecientes a todos los ámbitos
    del espectro que podemos llamar genéricamente, digital.
     
    *Tatuajes de aficionados implican riesgo de hepatitis C:
    estudio<http://www.cubadebate.cu/?p=143992>
    *
    Si está planeando tatuarse, asegúrese de hacerlo con un profesional y no
    con un amigo porque el trabajo de los "amateurs" conllevaría cierto riesgo
    de contraer hepatitis C, según revela un nuevo informe. En un análisis de
    varias docenas de estudios previos, expertos de los Centros para el Control
    y la Prevención de Enfermedades de Estados Unidos (CDC, por su sigla en
    inglés) hallaron que los tatuajes que realizan personas no profesionales
    aumentarían el riesgo de padecer la infección hepática.
     
    *Noventa por ciento de los griegos rechazan gestión del
    gobierno<http://www.cubadebate.cu/?p=143991>
    *
    En Grecia, nueve de cada diez personas rechazan al Gobierno de coalición,
    encabezado por el primer ministro Lucas Papademos, quien se hizo con las
    riendas del país tras la dimisión del socialista George Papandreu en
    noviembre pasado. Según una encuesta publicada este miércoles por la
    empresa, Public Issue para Skai, el 91 por ciento de los 1.200 consultados
    está descontento con el desempeño de la administración. En cuanto a la
    figura de Papademos, el 48 por ciento tiene una opinión negativa del primer
    ministro.
     
    *Argentina denunciará militarización de Las Malvinas ante Naciones
    Unidas<http://www.cubadebate.cu/?p=144003>
    *
    Argentina decidió llevar ante Naciones Unidas la militarización de las
    Islas Malvinas por parte del Reino Unido, según anunció este martes la
    presidenta del país sudamericano, Cristina Fernández. Fernández hizo el
    anuncio ante veteranos de la guerra que sostuvo Argentina con Gran Bretaña
    en 1982 por la soberanía de las Malvinas y tras la decisión de Londres de
    enviar al sur del Océano Atlántico a uno de sus barcos de guerra más
    avanzados, el destructor HMS Dauntless.
     
    *Muestra fotográfica de Benedetti en Feria del Libro de
    Cuba<http://www.cubadebate.cu/?p=144049>
    *
    Una muestra fotográfica del escritor Mario Benedetti forma parte de las
    actividades que presentará Uruguay en la Feria Internacional del Libro de
    La Habana que se inaugura mañana, informaron hoy fuentes oficiales.
    Benedetti, que falleció en mayo de 2009, escribió más de 80 libros de
    poesía, novelas, cuentos y ensayos, así como guiones de cine, y fue
    galardonado con el Premio Reina Sofía de Poesía Iberoamericana (1999), el
    Premio Iberoamericano José Martí (2001) y el Premio Internacional Menéndez
    Pelayo (2005), entre otros.
     
    *Cuba y Colombia reafirman apuesta por la
    CELAC<http://www.cubadebate.cu/?p=144063>
    *
    Los cancilleres de Cuba y Colombia, Bruno Rodríguez y María Angela Holguín,
    respectivamente, coincidieron hoy aquí en el compromiso de aprovechar las
    potencialidades de los vínculos bilaterales en diversos sectores. "Estamos
    seguros de que su visita dará un impulso a las satisfactorias relaciones
    bilaterales (...) para avanzar en un potencial promisorio en todos los
    ámbitos: económico, comercial, turismo, inversiones, intercambio
    científico, cultura y deporte", afirmó Rodríguez.
     
    *Johana Tablada: "Si es una excusa de Cuba, ¿por qué EEUU no levanta el
    bloqueo? <http://www.cubadebate.cu/?p=144067>*
    Johana Tablada, Subdirectora de la Dirección de América del Norte del
    Ministerio de Relaciones Exteriores de Cuba, nos concedió una entrevista
    para hablar sobre el Embargo Económico de los EEUU contra Cuba, que acaba
    de cumplir sus 50 años y una decena de presidentes. "Lo esencial es que le
    ha impedido a Cuba desarrollarse a su máxima capacidad. Nos impide tener
    relaciones con los estadounidense y tampoco nos permite interactuar con el
    resto mundo en condiciones normales. Porque el bloqueo tiene una dimensión
    extraterritorial presionando a terceros países con el fin de hacer colapsar
    al sistema cubano para imponer otro de su agrado."
     
    *Roberto Chile exhorta a artistas a crear por el
    Che<http://www.cubadebate.cu/?p=144072>
    *
    Roberto Chile, reconocido realizador audiovisual cubano, convocó este
    martes a los artistas de la plástica y trovadores del país, a realizar
    obras propias para homenajear a Ernesto Che Guevara. Chile llamó a los
    jóvenes artistas a "inventar su propio Che" a partir de obras de las artes
    plásticas o la nueva canción, a propósito del aniversario 45 de la caída en
    combate del Guerrillero Heroico, en Bolivia, y los 15 años de su retorno al
    frente del Batallón de Refuerzo.
     
    *Rusia no aceptará injerencia alguna en Siria, afirma
    Putin<http://www.cubadebate.cu/?p=144075>
    *
    El primer ministro ruso, Vladimir Putin, afirmó el miércoles que Rusia no
    aceptará ninguna forma de injerencia en Siria, y pidió a países árabes y
    occidentales "que no se comporten como un elefante en una tienda de
    porcelanas" con ese país. "Condenamos, evidentemente, toda forma de
    violencia, de donde quiera de venga. Pero no es necesario comportarse como
    un elefante en una tienda de porcelanas. Es necesario dejar que los sirios
    decidan su propia suerte", dijo.
     
    *Diviértase con las erratas y colabore con
    Cubadebate<http://www.cubadebate.cu/?p=144008>
    *
    Un e-mail que circula por estos días entre periodistas nos invita "A reír
    con estas meteduras de pata en periódicos españoles" y muestra errores
    realmente increíbles y jocosos comentarios. Cubadebate, que no escapa a
    esta plaga de los errores y horrores ortográficos, comparte esta divertida
    y aleccionadora nota con sus lectores, que son nuestros más entusiastas y
    necesarios cazadores de gazapos. De paso, les agradecemos a todos ustedes
    la colaboración para hacer del sitio un lugar libre de "herratas". (Es
    broma, claro)
     
    *Cepeda, el más popular para el juego de las estrellas del béisbol
    cubano<http://www.cubadebate.cu/?p=144077>
    *
    El ascenso del espirituano Frederich Cepeda a la cima de la votación
    popular (4 034 simpatizantes) para el venidero Juego de Estrellas del
    béisbol cubano, matizó el cuarto corte parcial realizado este lunes, a una
    semana del cierre oficial del sufragio, advirtió el sitio digital Cubasí.
    Tras el conteo de las primeras centenares de planillas impresas, el
    jardinero izquierdo superó al hasta entonces líder del sufragio, el
    torpedero de Metropolitanos, Roberto Carlos, segundo ahora de mayor
    preferencia con 4 009.
     
    *Roy Brown recuerda a Sara González: "Se nos fue una
    amiga"<http://www.cubadebate.cu/?p=144090>
    *
    Murió una amiga y tengo una pena. Creo que fue en el 1973 que compartí por
    primera vez y en serio con Sara González, una de las voces más importantes
    de la Trova Cubana. La dirección del Partido Socialista Puertorriqueño
    (PSP) me pidió que me transfiriera a La Habana para participar en la
    musicalización de un documental sobre Puerto Rico que realizaba EGREM. Sara
    me mostró la vieja Habana. Desde entonces le tuve admiración y estima por
    su calidad humana. Tuve la suerte de estar en Cuba unos dias hace dos años
    para el Festival de Cubadisco dedicado a Borinquen.
     
    *Diana Fuentes protagoniza filme
    ecuatoriano-cubano<http://www.cubadebate.cu/?p=144094>
    *
    En "Criaturas abandonadas", filme de drama-suspenso, las vidas de los
    personajes y sus actos influenciarán la vida de los demás. Y estas
    vivencias se desarrollan en una antigua casona del Centro de Quito. Ahí
    conviven, entre otros, María (Diana Fuentes), la protagonista, que reside
    en este espacio desde hace unos 20 años. Las viejas casonas quiteñas
    permitían alojar a varias familias. A esta familia quiteño-cubana se les
    unen un escritor peruano y su padre convaleciente.
     
    *El Pentágono analiza el potencial militar sirio y prepara una nueva
    guerra<http://www.cubadebate.cu/?p=144100>
    *
    El Pentágono está analizando el potencial del Ejército sirio con el
    objetivo de preparar una operación militar contra este país. Según revela
    la cadena estadounidense CNN, el Departamento de Defensa de EE. UU. busca
    desarrollar una lista completa de todas las Fuerzas Armadas de Siria y
    averiguar tanto las tareas como objetivos concretos que tiene el ejército
    sirio, así como los riesgos que correrían las tropas norteamericanas en
    caso de que Washington decida desatar un nuevo conflicto armado.
     
     
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    Ana Santanna <anapai...@gmail.com> Feb 10 12:33AM -0200  

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    ¡Todo el poder al pueblo!
     
     
    *Invitación abierta al lanzamiento del FRP-LIBRE*
    *
    ** *
    *Este sábado 11 de febrero el Frente Nacional de Resistencia Popular lanza
    su corriente interna en el partido Libertad y Refundación (Libre), la
    Fuerza de Refundación Popular (FRP).
     
    Lugar: Sede del Instituto Central Vicente Cáceres en Tegucigalpa
     
    Fecha: sábado 11 de febrero
     
    Hora: Desde las 9 de la mañana
     
    Para mayor información puede comunicarse a:
     
    Teléfonos 33761059 y 99329306.
     
    Correo electrónico: f...@resistenciahonduras.net*
     
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    ¡El Pueblo Financia su Partido!
     
    *C**El FRP - Libre pone a disposción sus Bonos de Solidaridad para
    financiar la campaña política que nos llevará a la victoria electoral y la
    Refundación.*
     
    *Los bonos son distribuidos por los cooordinadores departamentales en todo
    el país, así como en las sedes oficiales de la Resistencia Popular.*
     
    *Cada bono está sellado y tiene un código único que puede ser verificado
    para comprobar su entrada.*
     
    *Los bonos salen en denominaciones de L.10.00, L.20.00, L 50.00, L,100.00 y
    L 500.00.*
     
    *Comprueba la entrada de su bono escribiendo al corre electrónico
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    *Para mayor información información comuníquese al teléfono 33761059*
     
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    Informativo del FRENTE NACIONAL DE RESISTENCIA POPULAR
     
     
    ¡RESISTIMOS Y VENCEREMOS!
     
     
     
     
     
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