Paulo, tudo bom? Muito bom o seu artigo!
Paulo, já tivemos aqui uma discussão boa e extensa sobre a qualidade ser ou não um item negociável de um projeto.
Neste seu artigo, você mostra um novo triangulo com duas vértices focadas em qualidade (interna e externa). Como balancear isto se para muitos neste grupo qualidade não é negociável? O que você acha?
E você diz também que o plano para o PMBOK é uma camisa de força. Não é. Nunca foi. Nunca será. Ele diz que se precisar mudar algum requisito do projeto, o plano DEVERÁ ser mudado e aprovado por todos os stakeholders do projeto ou por um comitê de mudança. Simples. Ações corretivas são para ajustar desvios em relação ao planejado. Se um escopo/prazo/custo/qualidade foi acertado com o cliente, espera-se que se entregue o que ele pediu. Até no Scrum é assim. Entregar valor!
Rodrigo Almeida de Oliveira, PMP, CBTS®
Gerente de Projetos/Gerente de Qualidade e Processos
Project Manager Professional - PMP
Certificado em Testes de Software - CBTS
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E você diz também que o plano para o PMBOK é uma camisa de força.
Me parece inevitável uma revisão da definição de fracasso pelo Standish Group. Assim como espero um PMBoK mais orientado para a adaptação do que para ações corretivas (que visam a colocação do trabalho nos “trilhos” de um plano). Como insiste Jim Highsmith em mais de um trecho do livro,“planos (e arquiteturas) devem funcionar como guias e não como camisas-de-força”.
Eu não revi porque acho que não está errado.
Peço desculpas por ter escrito o que eu escrevi. Deveria ter escrito que você citou o autor Jim Highsmith.
Porém, fiquei sem saber se você concorda com o que você escreveu e sustenta no artigo, que teremos que balancear o novo triangulo.
Atc.
Rodrigo
Flavio, na minha opinião qualidade tem haver com escopo sim.
Mas vamos a um outro exemplo.
Duas geladeiras feitas com os mesmos insumos, tendo as mesmas funcionalidades. Uma é Brastemp. Outra é feita na China. Qual você compraria?
No seu exemplo, eu ainda prefiro a Ferrari, que tem um processo artesanal de fabricação e é feita quase que sob medida e que é testada unidade por unidade (cada Ferrari). Obviamente se eu puder pagar por uma Ferrari.
Um Uno ainda que muito bem feito e sem defeito algum, possui componentes de sua fabricação, por exemplo o freio, feito de de materiais inferiores ao de uma Ferrari.
Atc.
Rodrigo
De: an...@googlegroups.com [mailto:an...@googlegroups.com] Em nome de Flavio Clesio
Enviada em: sábado, 19 de dezembro de 2009 19:03
Para: an...@googlegroups.com
Flavio, eu sou muito pragmático, focado em resultados. E todo dia eu tenho que negociar com clientes e equipe interna o nível de qualidade que vamos entregar. Muitas vezes o escopo não permite investir mais em qualidade. Muitas vezes é o tempo/prazo que é curto. Outras tantas é custo que é limitador. Por estas restrições é que eu acho que a qualidade é negociável. E o artigo do Paulo dá a entender isto.
No PMBOK quarta edição, na página 190, tem os seguintes conceitos: “Qualidade e grau não são a mesma coisa. Qualidade é grau com que um conjunto de características
inerentes atende aos requisitos. Grau e uma categoria atribuída aos produtos ou serviços que tem a mesma utilidade funcional, mas diferentes características técnicas . Embora um nível de qualidade que não cumpra os requisitos de qualidade seja sempre um problema, um grau baixo pode não ser. Por exemplo, um produto de software pode ter alta qualidade (sem defeitos óbvios, manual de fácil leitura) e um grau baixo (numero limitado de funcionalidades), ou ter baixa qualidade (muitos defeitos, documentação do usuário mal organizada) e um grau alto (varias funcionalidades). O gerente do projeto e a equipe de gerenciamento do projeto são responsáveis por gerenciar as compensações envolvidas para entregar os níveis necessários de qualidade e grau.”
Acho que estes conceitos são bem claros e expressam o que eu entendo sobre qualidade.
Eu sei na prática e concordo com o que você falou, mas para tudo tem um preço. E qualidade para mim está ligada diretamente ao escopo do produto e do projeto que se está fazendo. E também ligada a processos e principalmente pessoas. É este conjunto de fatores que se funcionar harmonicamente, irá gerar valor para o cliente.
Rodrigo, agora eu fiquei intrigado. Como você negocia a qualidade? É
dito ao cliente que um produto pode vir a falhar em algumas tarefas?
Ou que determinadas evoluções possam ser custosas (em virtude de um
teste de regressão manual)? Ou que pelo orçamento será possível contar
apenas com um time júnior?
Baseio essas perguntas também na discussão anterior:
http://groups.google.com/group/an-br/browse_thread/thread/7f381be46f18eed7/7806fab88bc82384
[]s
Shigueru
On Dec 21, 8:52 am, "Rodrigo Almeida de Oliveira"
> 2009/12/19 Rodrigo Almeida de Oliveira <rodrigoalmeidadeolive...@gmail.com>
> 2009/12/18 Paulo Vasconcellos <pfvasconcel...@gmail.com>
>
> Olá Rodrigo, tudo bem. E contigo?
>
> Meu caro, não tenho boas lembranças daquele debate não. E temo que este vá
> pelo mesmo caminho.
>
> Se bem me lembro, naquele papo você disse que a mudança de um Uno (ou algo
> parecido) para uma Ferrari representava mudança da qualidade. Eu e outros
> colegas afirmamos que se trata de uma mudança de escopo, não de qualidade.
> Para discutir o tema, preciso saber se você reviu seu entendimento sobre
> *Qualidade*.
>
> Outra coisa que me desagrada demais é ver minhas palavras totalmente
> distorcidas. Você escreveu:
>
> E você diz também que o plano para o PMBOK é uma camisa de força.
>
> Lá no meu artigo está escrito assim:
>
> Me parece inevitável uma revisão da definição de fracasso pelo Standish
> Group. Assim como espero um PMBoK mais orientado para a adaptação do que
> para ações corretivas (que visam a colocação do trabalho nos “trilhos” de um
> plano). Como insiste Jim Highsmith em mais de um trecho do livro,“planos (e
> arquiteturas) devem funcionar como guias e não como camisas-de-força”.
>
> Por essas e outras, e se for para seguir neste rumo, não creio na
> produtividade e utilidade do debate para ninguém.
>
> Contando com sua compreensão agradeço.
>
> Abraços,
>
> Paulo Vasconcellos
>
> 2009/12/18 Rodrigo Almeida de Oliveira <rodrigoalmeidadeolive...@gmail.com>
> Paulo...
>
> read more »
Atc.
Rodrigo
-----Mensagem original-----
De: an...@googlegroups.com [mailto:an...@googlegroups.com] Em nome de
Shigueru
Enviada em: segunda-feira, 21 de dezembro de 2009 10:51
Para: Análise de Negócios . br
Assunto: Re: RES: [an.br :: 4833] [Artigo] Fracasso 2.0
Bom dia pessoal,
[]s
Shigueru
--
Olá,Eu não gostaria de conhecer e muito menos negociar com um cliente que diga: "ah, então forma uma equipe com 'moleques' e me entrega um sistema meia-boca. Assim ganho um descontinho de 40%, certo?".Confirmo também, pela citação do Rodrigo, que o PMBoK segue confuso. Agora, além de qualidade, pintou ali um "grau". Sempre vi "grau" associada a outra coisa qualquer. Graus célsios, por exemplo. Sei lá a razão daquela confusão, mas prefiro não mexer mais nela.Highsmith é muito didático ao falar de Qualidade Externa e Interna. A externa é imediatamente percebida pelo cliente ou usuário. Refere-se a apresentação da aplicação como um todo (telas, manuais etc), performance, escalabilidade etc etc. Cada tipo de aplicação requer um balanceamento próprio de todos os atributos de qualidade. Não faz sentido, por exemplo, que o cliente exija a capacidade de atender milhões de usuários simultâneos se ele está comprando uma intranet para sua empresa de 100 funcionários.A qualidade interna é percebida durante todo o ciclo de vida de um produto. Se sua manutenção é cara, diz-se que sua qualidade interna é ruim. Se o cliente está comprando um tipo de 'hot site' que irá para o lixo depois de uma curta vida (uma promoção, por exemplo), então a qualidade interna não exigirá muita atenção.Negociam-se tais atributos e características, mas nunca a possibilidade de entrega de um produto inferior. Não no mundo onde vivo.Agora, sobre a confusão com escopo. O exemplo do Camilo é legal - com grandes requisitos indicando o produto mais adequado. Faltou a conclusão, né Camilo? Você concorda que os grandes requisitos definiram o escopo do projeto (produto), certo?Abraços,Paulo
Agora, sobre a confusão com escopo. O exemplo do Camilo é legal - com grandes requisitos indicando o produto mais adequado. Faltou a conclusão, né Camilo? Você concorda que os grandes requisitos definiram o escopo do projeto (produto), certo?
Eu não gostaria de conhecer e muito menos negociar com um cliente que diga: "ah, então forma uma equipe com 'moleques' e me entrega um sistema meia-boca. Assim ganho um descontinho de 40%, certo?".