Olá a todos!
Esta semana venho esclarecer algumas dúvidas que me foram colocadas sobre o Palco Aberto Medieval que estou a produzir, o Jardim do Al-AndaLuz, que irá decorrer no Domingo, dia 3 de Maio, às 17h, na Feira Medieval de Benfica, no Parque Silva Porto (Mata de Benfica), em Lisboa.

Este Palco Aberto de Dança Oriental & Fusão está a ser criado numa Feira Medieval, o que (apesar deste tipo de eventos não ser uma recriação histórica pura e cem porcento fidedigna e sim, uma recreação histórica) obriga a um bom senso em termos da escolha do vestuário e da música gravada a ser utilizada pelas bailarinas!
Sim, há bailarinas que dançam em Feiras Medievais por Portugal afora que utilizam adereços com leds, que usam trajes modernos do século XXI, que usam asas de Isis de lamé, mas nesta situação temos de usar o bom senso. Se estamos a representar personagens de fantasia, somos assumidamente uma fantasia e está tudo bem! Cada uma é sabe das suas personagens. Eu contrato artistas para as Feiras que fazem personagens de fantasia e usam asas de Isis de lamé, mas, neste caso, trata-se de um espectáculo dentro do Projecto “Flor do Al-AndaLuz”, o qual, não querendo ser uma recriação histórica, tem como paradigma o relembrar da única época da História Medieval da Península Ibérica em que as mulheres foram mais livres e viveram de forma mais paritária em relação aos homens, sobretudo as mulheres artistas.
Esse contributo que as mulheres do Al-AndaLuz deram para a História do Mundo, que não vem nos livros da escola, muito foi queimado, mas muito também foi registado e chegou-nos aos dias de hoje. O meu trabalho nos eventos históricos não é ser simplesmente ser uma bailarina de Dança Oriental, é representar as mulheres artistas de cada época e o seu contributo para a História do Mundo, então, não faz sentido ir com uma roupa que seja imediatamente associada às bailarinas da Era Dourada egípcia ou ao estilo de dança oriental da Europa de Leste. Temos de adaptar o guarda roupa a algo que faça sentido à situação: uma dança de rua, feita com técnicas modernas, cuja roupa tem de ser vistosa, mas não demasiado moderna! Por essa razão, escrevi no email anterior que tanto o guarda roupa, como a música têm de ser aprovados previamente. Não é para “cortar as pernas às pessoas”, é para as fazer tomar consciência do que é ou não sensato e essa “aprovação” é uma mentoria, mais do que uma reprovação! :D
Há também, muita mocinha, que vai dançar às Feiras Medievais vestida com as piores roupas que tem em casa e… isso também não dá! Então, bom senso, fusão e criatividade, é tudo o que é preciso! Vou deixar-vos aqui alguns exemplos aceitáveis, mas se o vosso estilo for mais fusão tribal, também se adapta. O Al-AndaLuz é a excelência da fusão e eu estou cá para ajudar!



No que diz respeito à música, não, não podes usar o típico Baladi, nem um Mejancé, a menos que seja tocado com instrumentos acústicos (há muita música clássica árabe só em acústicos e é da minha favorita)! Podes usar um Saidi ou outro estilo folclórico, desde que não tenha sons sintetizados ou, se sim, que estejam muito bem disfarçados! 😃 Podes usar um Drum Solo, desde que esteja limpo de música electrónica. Podes usar músicas de fusão, desde que façam sentido. Eu cá estarei para ouvir as vossas músicas e vos orientar!
Por último, não precisas ter uma coreografia, podes vir dançar em puro improviso. O Palco Medieval não será um palco previsível e seguro de um auditório onde já sabes de antemão como as coisas vão decorrer porque fizeste um ensaio! Aqui não há ensaios, há momentos que são vividos uma vez e nunca mais esquecidos!
Uma pérola que te estou a oferecer com vagas muito limitadas! Aproveita!
Desejo a todos uma excelente semana!
Volto na próxima segunda feira com mais novidades!
Sempre ao mais alto nível!
Yolanda Rebelo
YolandaDance - Academia de Dança & Produção de Espectáculos
Empoderamento e Desenvolvimento Pessoal através da Dança

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