YOGA EM VOGA |
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GURUPURNIMA – PARTE I I I – FINAL Posted: 23 Jul 2013 07:00 PM PDT
SWAMI DAYANANDA TRADUÇÃO: HUMBERTO MENEGHIN
Em um texto é dito que o Gurudeve ser uma pessoa com uma quantidade extra de compaixão, pois a compaixão pura e simples não é suficiente. Qualquer ser humano terá empatia quando ele ou ela vê uma pessoa em dor e assim pode começar a ajudar a pessoa da melhor maneira. Esta é a compaixão humana natural. No entanto, se alguém vê um outro alguém sofrendo por nenhuma razão que se justifique, a empatia pura e simples não será evocada.
É através da porta da empatia que a compaixão e o desejo de ajudar são evocados. Mesmo que uma pessoa que sofra por nenhuma razão aparente possa não evocar empatia, somente alguém com uma quantia extra de compaixão que é escolhida para ajudar essa pessoa.
Vamos supor que esse homem erroneamente acredita que uma serpente o mordeu. Se uma serpente realmente o tivesse mordido, você poderia ajudá-lo levando-o ao hospital para tomar uma injeção antiveneno. Talvez, você até possa administrar o primeiro socorro com um pedaço de pano a cima da mordida e fazendo uma abertura para o sangue envenenado saía. Esses são os passos práticos que você poderia fazer, tudo isso induzido pela sua empatia.
Mas, o que você pode fazer pelo ajnana-sarpadasta quando ele grita: “Ajude-me, ajude-me! Eu fui mordido por uma serpente!” Quando você lhe pergunta onde ele foi mordido, ele aponta para o pé, dizendo: “Lá!” Ele até mesmo se recusa em olhar na direção em que ele sente ser uma ferida mortal. No entanto, quando você olha para o pé dele você vê apenas um espinho alojado lá, o qual você o remove e então você pergunta: “Você se sente melhor agora?” “Não, não!” – ele grita – “Eu fui mordido por uma serpente!”
Na verdade, ele meramente pisou num espinho e quando ele olhou para baixo perto dos seus pés, ele viu uma mangueira e seu pânico criou uma serpente na mangueira e a presa mortal no espinho. Ele manifestou todos os efeitos do medo, suando, coração acelerado e ele até podia morrer de medo, meramente devido a sua crença de que uma serpente o havia mordido.
Verdadeiro ou não, desde que ele pense desse modo, isto é verdade para ele. E, ainda sabendo que ele não está em perigo, você não pode ajudar, mas vai sentir alguma diversão ao invés de empatia.
Então, como você ajudaria essa pessoa? Desde que não haja perigo, você poderia ir embora; no entanto, você o vê sofrendo. E, é por isso que uma quantia a mais de compaixão é necessária. Esta compaixão vem da realização: “Eu já passei por isso; já tive esta experiência também.” Se eu tivesse passado pela mesma coisa abençoada, eu poderia facilmente apreciar muito a pessoa e eu poderia ser uma ajuda.
E, é por isso que o Guru é descrito como ahetuka-dayasindhuh, um oceano de daya, compaixão, sem qualquer razão. Não há razão. O estudante pode perguntar: “Por que você é tão compassivo? Por que você me ensinaria tudo isso? O que eu fiz?” “Nada.” “O que você espera de mim?” “Nada.” Você pergunta por que eu o ensino. “Por que eu não deveria ensiná-lo? Você precisa ser ensinado, então eu ensino.”
O MÉTODO DE ENSINO
O método de ensino é necessário porque o problema é muito peculiar. Esse conhecimento não é como um dado assunto acadêmico que você pode aprender simplesmente lendo um livro. É uma completa revelação e a conexão professor-estudante é necessária a fim de fazer com que o conhecimento trabalhe para o estudante. Isto é similar a uma relação com um terapeuta, onde a confiança e o tempo são necessários. O Gurué como um super-terapeuta. Ele deve re-orientar o estudante num período de tempo, diretamente ou indiretamente; e, desta forma, o estudante vê através do erro de suas auto-crenças enraizadas que o Ser é totalmente aceitável.
No amor que se experiência, você tem aquele tipo de sentimento porque quando alguém diz, “eu te amo”, você se sente totalmente e incondicionalmente aceito. Tudo sobre você, sua altura, seu nariz e sua mente são aceitos. Essa experiência lhe dá uma abertura interior para ver que você é aceitável, pelo menos, para uma outra pessoa.
Isso não é uma auto-aceitação real porque é baseada na aprovação do outro de você. Você acha que está tudo bem com você só porque a outra pessoa diz, “eu te amo”. A aprovação não vem através dos seus próprios olhos, mas dos olhos do outro. Mais tarde, ambos podem descobrir muitas coisas sobre cada um que não são aceitáveis de todo. Então você se depara com a outra pessoa colocando cláusulas para o “eu te amo.” “Eu te amo, muito embora ...” “ Eu ficaria feliz amar você, se você pudesse acordar um pouquinho mais cedo, se você pudesse pensar um pouquinho diferente, se você não fosse um republicano..”
Mais tarde, nós estamos presos a condições e a aceitação incondicional de que eu preciso não é ganho através dos olhos dos outros. Ainda, desde que eu não me sinta totalmente aceitável aos meus próprios olhos, eu continuo buscando isso nos olhos dos outros.
É muito importante ter um discernimento sobre você como totalmente digno de amor e aceitável. É isso que o Guru faz; ele o ajuda se ver como digno de amor. Ele o liberta. Então essa visão é sua e você se torna uma fonte de amor para todos. E, é por isso que a relação guru-sisyaé inteiramente diferente de qualquer outra relação, razão pela qual, ao Gurué dada muita importância no sastra e na tradição.
Gurupurnima é, então, um dia muito importante para todos os buscadores. No dia do Guru, nós buscamos as bênçãos de todos os Gurus no parampara, a tradição, sustentando na mente que o Guru supremo é o Senhor Daksinamurti,a fonte de todo-conhecimento. Portanto, nós o louvamos e o veneramos, buscando a graça do Guru.
Om tat satGurupurnima– partes I e II estão em
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Posted: 23 Jul 2013 06:16 PM PDT SWAMI DAYANANDA TRADUÇÃO: HUMBERTO MENEGHINQuando você venera a forma de Sri Daksinamurti,no templo, não é a forma que você está venerando, mas sim o Senhor. Você invoca e venera o Senhor numa forma especial e similarmente, quando você louva a pessoa que o ensina e pela qual você tem sraddha, não é a pessoa individúo em si que você louva, mas o ensinamento que ele transmite e que não está separado dele.
Louvar o Guru é louvar pela verdade do ensinamento.
Akhandamandalakaram vyaptam
Yena caracaram
Tatpadam darsintam yena tasmai Srigurave namah
Minhas saudações ao Guru que me
mostrou aquilo que deve ser conhecido
cuja forma é o Universo inteiro e que permea tudo o que se move e tudo o que não se move
Tasmai srigurave namah, para o Guru, meu namaskara, minha saudação; tatpadam darsitam yena, cujo pada, o fim ou permanência, foi mostrada muito claramente, darsitam.
Mas, o que é pada? Yena padena caracaram vyaptam, cujo pada todo Universo é permeado. Aqui, pada é Brahman. Yena, pelo qual Brahman, este Universo inteiro, akhanda-mandalakaram, de seres vivos e coisas inertes, caracaram, é permeado, vyaptam. Minhas saudações ao professor que me mostrou o Senhor (o vastu, a realidade) na forma do grande Universo.
O ganho de qualquer conhecimento é o maior milagre de todos. Mas, como a mente e capaz de compreender um novo fato ou conceito? Se você é ignorante por natureza, você não pode conhecer e se você conhece por natureza, você não precisa ser ensinado.
O fato é que você não pode ver mais do que você conhece, mesmo assim você continua aumentando seu conhecimento existente; você continua repelindo a ignorância. É porque sob certas condições, você é capaz de ver.
O professor é aquele que cria essas condições. Ele faz isso usando a razão e citando suas próprias experiências. Desse modo, ele o ajuda enxergar, ver. Na verdade o professor cria um ambiente interno no qual você, com certeza, vê. É assim que o ensino funciona. É um milagre, uma impossibilidade que acontece. Você não pode ver mais do que você já sabe; ainda que você sempre o possa. E é assim que você conhece mais e mais. Como isso acontece? A resposta é muito simples: você é todo-conhecimento.
Nós dizemos que o Senhor é todo-conhecimento; que todo-conhecimento está no Senhor. Então, quem é este Senhor? Se o Senhor fosse dizer: “Eu sou o Senhor”, esse “Eu sou” não vai ser diferente do significado da sua afirmação, “Eu sou”. Quando você diz “Eu sou” é exatamente o mesmo que o “Eu sou” do Senhor.
Há uma única consciência ilimitada. E a consciência não pode ser limitada porque é única e sem forma. O Senhor é um Ser consciente e a consciência ilimitada é a mesma para o Senhor e para você.
Eu sou limitado apenas com referência a meu corpo, mente e órgãos dos sentidos. Como consciência, eu sou ilimitado. O senhor também é consciência ilimitada. Ser ilimitado, há apenas uma única consciência. Se o senhor é todo-conhecimento, este todo-conhecimento permanece na consciência que é única, que é ilimitada, que é você. Isto significa que todo-conhecimento permanece em você.
CONHECER IMPLICA REMOVER FATORES INIBIDORES Se todo-conhecimento permanece em mim, por que eu não conheço tudo? Com referência ao indivíduo, o conhecimento é inibido. Com referência ao Senhor, ele não é inibido. Esse fator de inibição é que nós chamamos de avarana, algo que cobre o conhecimento.
Quando nós criamos as condições para que o conhecimento ocorra, o avaranase vai. Esse avarana, o véu, desaparece, então o conhecimento é revelado.
Curiosamente, a palavra inglesa que se refere a qualquer novo achado é “dis-covery”, descobrir, dissipando o que cobre, destituindo o que cobre. Se intencionalmente construída desta forma, a palavra é incrivelmente apta. O que cobre é o véu, avarana. O conhecimento precisa apenas ser descoberto, porque já está lá. Qualquer conhecimento é do Senhor, mesmo que seja o conhecimento de se fazer uma pizza ou o conhecimento de um objeto quântico. Toda forma de conhecimento está no todo-conhecimento. E, a remoção do fator que inibe é o que nós chamamos de conhecer.
Como um cirurgião que remove a catarata para que você veja o mundo, o Guru cria as condições para que a ignorância seja dissipada, para que então você possa ver a verdade sobre si mesmo e do mundo.
Há dois tipos de cegueira: uma não é tratável e a outra é. Como um exemplo para o processo de conhecimento, este segundo tipo de cegueira é apresentado neste verso que segue:
ajnanatimirandhasya
janananjanasalakaya,
caksurunmilitam yena tasmai srigurave namah
Minha saudação ao Guru cujo olho (do conhecimento)
está aberto para o que é cego pela ignorância,
aplicando o bálsamo do conhecimento. Aqui, o exemplo é de uma pessoa cega, andha: Qual é a causa da cegueira? Timira, catarata. Devido à catarata, a pessoa não é capaz de ver; ele é timira-andha. O que deve ser feito? O cirurgião remove a catarata.
Na Índia, nos dias em que esse verso foi composto, ele pareciam ter um remédio na forma de pomada para remover a catarata. Anjana, significa pomada. Anjana-salakaya, aplicando essa pomada, o problema era resolvido. Similarmente, aqui, mesmo que você seja uma pessoa que conhece, essencialmente uma pessoa todo- conhecimento, esse conhecimento é coberto pela ignorância. Portanto, todo mundo é ajnana-timira-andha, cego devido à catarata da ignorância.
A ignorância por si só é a catarata pela qual se torna cego, ajnanam eva timiram tena timirena andhah bhavati.
A ignorância por si só é timira, a catarata, cujo conhecimento é inibido. A ele, tasmai, minha saudação, namaskara, pelo qual, yena, o olho interno do conhecimento, caksuh, é aberto (removendo o fator que inibe), unmilitam.
Portanto, o Guru realmente não “entrega” nada. Ele apenas remove aquele fator que inibe e assim o ajuda ver. Isto é uma função de muita responsabilidade, pois somente aquele que conhece a verdade e o método de ensiná-la, pode fazer isso. Se o professor não sabe, não conhece; então, ele apenas confundirá os outros com as suas palavras.
(continua)
Om tat satGurupurnima – parte I está em http://yogaemvoga.blogspot.com.br/2013/07/gurupurnima-parte-i.html
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Posted: 21 Jul 2013 01:02 PM PDT SWAMI DAYANANDA TRADUÇÃO: HUMBERTO MENEGHIN
Assim como nós temos o dia dos pais e o dia das mães, Gurupurnima é o dia do Guru; que também é chamado de vyasa-purnima, o aniversário do Bhagavan Vyasa que ocupa um lugar de destaque na hierarquia dos professores. No entanto, embora haja Gurus para o Veda Vyasa, nós consideramos o Veda Vyasa como uma ligação entre os professores de agora com os professores que nós não conhecemos.
CATURMASYA-VRATANesse dia especial, os sannyasins aceitam um vrata, um voto para permanecer num lugar por dois meses e ensinar. Gurupurnimaacontece no começo da estação das chuvas, na Índia, quando há muitos insetos pequenos pelo chão. No momento de se comprometer com o sannyasa, os sannyasinsfazem um voto de não machucar qualquer ser vivo e a fim de evitar matar até mesmo um pequeno inseto em seus caminhos, os sannyasins não viajam durante esses dois meses, começando do dia de Gurupurnima. Muito embora viajem de um lugar para outro, eles permanecem num único lugar durante esse período e ensinam. Tradicionalmente, o lugar que eles escolhem é localizado numa área entre dois rios, ou entre um rio e um córrego. E, eles se movem nessa área sem cruzar o rio ou os córregos.
O voto é chamado de caturmasya-vrata. Um masaé um mês ou uma quinzena, pakso vai masah iti. Então, um voto por dois meses é chamado caturmasyam, quatro quinzenas.
Nesse dia de Gurupurnima, o começo do caturmasyam, eles invocam a linhagem dos professores, guru-parampara. Todos os Gurus no parampara, na tradição, especialmente nos mathas, lugares tradicionalmente monásticos de aprendizado, são invocados.
Há muitos mathas, incluindo os sankara-mathas. E, o comando de cada matha é como um pontífice e há uma certa sequencia, pois cada um desses comandos realizam um puja diário para invocar os Gurusna hierarquia. Há pelo menos 16 Gurus no parampara e a graça de cada um é invocada num recipiente contendo água. Esta é a aparência do ritual.
UM GURU REVELA O CONHECIMENTO ESPIRITUALA palavra “Guru” tem um grande número de significados. Aquele que ensina é um Guru; aquele que aconselha também é um Guru. No entanto, nesses dias a palavra “Guru” também é utilizada na língua Inglesa. Na impressa americana, nós encontramos “Guru” sendo utilizado de um modo muito amplo pelos jornalistas. Eles dizem, por exemplo: “ele é o guru do automóvel”, ou, “ele é o guru do mercado financeiro”. Até mesmo na Índia é utilizado neste sentido.
Quando eu era um menino, eu quis aprender uma forma complexa de arte marcial em que um bastão era usado. Era uma excelente disciplina que ensina a coordenação e outras habilidades. Um dos trabalhadores da nossa família era um professor dessa arte. Quando eu lhe pedi para que me ensinasse, ele disse que eu tinha que formalmente solicitá-lo com o gurudaksina, a oferenda tradicional ao professor. Eu lhe dei um coco, frutas, flores e uma pequena quantia em dinheiro. Então, somente assim, ele começou a me ensinar. Seu respeito por essa arte foi tão grande que ele se nominou um Guru, e eu o respeitei muito por isso.
Quando uma pessoa pensa em si mesmo ou em si mesma como um Guru, aquele que aprende dele ou dela também considera a pessoa do mesmo modo. Ele ou ela invoca naquele que quer ser estudante o sentimento de um discípulo. Além dos professores de arte marcial, mestres da música clássica e os músicos também insistem em serem chamados de gurus. Muitos professores de todas as formas de arte que devem ser ensinadas diretamente são considerados Gurus.
Embora eu não tenha nada contra tal uso, a palavra “Guru” pode somente ser utilizada por uma pessoa que dê o conhecimento espiritual. Um Guru é aquele que revela o conhecimento que você é pleno, que não é separado do Senhor. Um Guru é o upadesa-kartr, aquele que é o professor do maha-vakya, a equação que revela que você é pleno.
A plenitude que você busca não está separada de você; pois, a busca em si é que você já é pleno; você quer ser o que é. Aquele que ensina é um Guru. Esta é a definição final. Ele é o maha-vakya-upadesa-kartr, aquele que ensina a afirmação que revela a identidade do indivíduo em relação ao Senhor, o todo, o pleno.
NÓS INVOCAMOS O SENHOR NO GURU O Guru é um ser humano. Quando o Gurué louvado, contudo, como no seguinte verso, o elemento humano não é levado em consideração.
gururbrahma gururvisnuh
gururdevo mahesvarah gurureva param Brahma
tasmai srigurave namah
O Guru é Brahma, o Guru é Visnu,
O Guru é Mahesvara (Siva), o Guru é o ilimitado auto-revelado de Brahman.
Saudações ao venerado Guru.
Apenas o elemento verdade é levado em conta porque o Guru ensina que você é Brahman. Que você é ilimitado. Quando ele ensina “você é ilimitado”, ele não quer dizer que: “eu sou limitado; você é ilimitado”. Na verdade você é ilimitado e ele é ilimitado. O ilimitado é Brahma, o ilimitado é Visnu, o ilimitado é Rudra, ou Siva, e o ilimitado é você.
Tudo é esse Brahman ilimitado. Então, quando você louva o Guru, o elemento humano é completamente absorvido no total. Você até relega o elemento humano em segundo plano ou você o absorve no total; pois é o total que é cultuado.
Desse modo, o Guru, a pessoa com um corpo humano que ensina, se torna um tipo de altar de veneração, mas o que está sendo invocado é o Senhor.
(continua)
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MINHA AMIGA PRATICA YOGA, EU TAMBÉM! – PARTE DEZESSEIS Posted: 15 Jul 2013 06:15 PM PDT HUMBERTO MENEGHIN
Para começar a purificar meu Karma acabei dando um cheque de R$ 200,00 para o Arnoldo: R$ 150,00 pela reflexologia que a Nandinha fez nos meus pés e mais R$ 50,00 para o ashramque eles estavam abrindo na Índia. Ele achou pouco, pois franziu o rosto. Então, depois que a Simone saiu e também deixou uma contribuição, resolvermos tomar um café num lugar chique da cidade: a Confeitaria Romana, para depois darmos uma passadinha lá no Espaço de Yoga. Por mera coincidência ou não (!?), enquanto a Simone relatava o encontro com a nossa Mestra, comecei a perceber que o que ela havia dito para ela tinha sido o mesmo que havia dito para mim! “Somos parecidas, fia”.– dizia Simone – “Nossos destinos se cruzam”.
A Confeitaria Romana ficava em pleno Cambuí e era um local muito badalado de Campinas, dando a impressão que estávamos em plena Itália. Ocupamos uma mesa bem de canto e quem pela calçada passava podia nos ver e perceber que tínhamos dinheiro para estarmos lá, tomando um bom café ou degustando do buffet e das sopas.
Mesmo sendo bem distante de Barão Geraldo, naquela noite tinha muita gente da Unicamp por lá, alguns professores e pesquisadores, conhecidos da Simone, pois ela trabalhava num departamento importante desta Universidade Campineira. A mocinha atendente bem uniformizada trouxe a nossa ficha com código de barras junto com os cafés e os sequilhos que pedimos. Retornando a falar, Simone olhou bem no fundo dos meus olhos e disse: “Vamos para Índia, a Mestra está nos convocando. Precisamos ir pra Índia, fia”.
Sem que tivesse tempo para responder, notei a Claudinha entrar na Confeitaria Romana acompanhada pelo Paulo Roberto! Eles me viram e os dois se aproximaram da mesa onde eu estava com a Simone e ficamos sabendo que tinham acabado de sair de uma aula de Yoga. Não sabia que o Paulo Roberto estava praticando Yoga com a Claudinha!
Simone os convidou para se sentar com a gente, mas ambos decidiram ficar noutra mesa, na quebrada de cotovelo da parede, de onde mal podíamos vê-los. “Aí tem coisa, fia. Eles estão tendo um caso.” – anotou Simone.
E, foi só antes de irmos embora, indo para o caixa pagar, passando por eles, é que vi nitidamente Paulo Roberto segurar a mão da Claudinha e ambos rirem. Para quem tinha acabado de tirar licença para tratar da saúde, a Claudinha até que estava muito bem e ainda sendo cortejada pelo Paulo Roberto numa confeitaria chique da cidade, após uma prática de Yoga! Fomos embora sem ao menos dizer “tchau”.
Até chegar ao espaço foi um sufoco, pois a Simone dirigia muito mal, era uma grande barbeira no volante e ainda quase bateu o carro ao deixarmos o pequeno estacionamento da Confeitaria Romana.
Faltavam dez minutos para as nove da noite e a última aula do dia no espaço estava para terminar daqui a pouco. Por surpresa encontramos a Kika, amiga da Simone que tinha assistido a palestra da nossa Mestra naquele auditório antigo do Centro de Ciências e Artes (lembram?) ...
Pois é, fiquei sabendo que a Kika tinha conseguido um emprego no espaço como recepcionista. Então, falei para ela que queria recomeçar com o Yoga, que era aluna antiga e queria me rematricular.
“Não temos taxa de matrícula, rematrícula,“escambau”. Agora você adquire um cartão, querida. Um cartão pré-pago com prazo de um mês para você fazer as aulas que planejar. Fica bem mais prático assim. Quantas aulas vai querer?”
Calculei que faria oito aulas no mês, mas acabei comprando nove. E como estava retornando, Kika me deu a décima aula como brinde! Hoje não daria para praticar pois a turma já estava saindo. Alguns parando para tomar chá, outros vendo os produtos da lojinha e, a Neuzinha!
A Neuzinha, amiga antiga que tinha ido me visitar no escritório, sumida por muito tempo e renascido do nada após uma depressão brava! (Lembram? Lembram da Neuzinha?)
Menos falante a Neuzinha parecia noutra sintonia: “Estou adorando Yoga, muito, muito mesmo! Me sinto outra! Nova, renovada, limpa!” Então, a Neuzinha se aproximou da minha orelha com a mão em concha e começou a me contar uma coisa.
Harih Om!
Relembre o capítulo anterior aqui: http://yogaemvoga.blogspot.com.br/2013/06/minha-amiga-pratica-yoga-eu-tambem.html
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KATE MIDDLETON SE PREPARA PARA O PARTO COM YOGA E DEMI MOORE QUER SE TORNAR PROFESSORA Posted: 14 Jul 2013 10:51 AM PDT HUMBERTO MENEGHIN Ficou grávida? Recomendável praticar se o médico autorizar. É o que a Duquesa de Cambridge, Kate Middleton, esposa do Príncipe William da Inglaterra, prestes a dar a luz ao (a) mais novo (a) integrante da linha sucessória britânica está fazendo. Mas, se praticar não é o suficiente e o desejo de ensinar está fervilhando no Ser, tornar-se professor(a) de Yoga pode ser uma boa opção; Demi Moore que o diga.
Revelaram no mês passado que Kate Middleton se predispôs a praticar Yoga Pré-Natal para que o parto de seu bebê seja natural e não por cesariana.
Já há algum tempo praticando Yoga para mulheres grávidas com uma instrutora expert neste tipo de prática, o bebê do casal real está previsto para nascer em meados de julho/2013.
E, para que esteja bem preparada física e mentalmente para o nascimento do(a) primeiro(a) filho(a) Kate Middleton ainda está se submetendo a uma técnica de hipnose (hypno – brithing), no sentido de evitar a dor durante o trabalho de parto, além de técnicas para relaxamento propriamente ditas; o que pelo menos tem se tornado bem popular entre as gestantes do Reino Unido.
Já está mais do que confirmado que a Duquesa irá dar a luz ao bebê real numa área particular do St.Mary’s Hospital em Paddington– Londres onde o marido e o cunhado nasceram.
Que as súditas e as admiradoras de Kate Middleton que estiverem grávidas e ainda não conhecem e não experimentaram os benefícios do Yoga Pré-Natal e/ou Yoga para Gestantes comecem a praticar, no tempo certo, sob a orientação médica e com uma boa professora ou professor igualmente especializado nesse estilo de Yoga, tudo para que o parto se torne um acontecimento natural, acolhedor e inesquecível.
Que o bebê de Kate e William seja bem vindo, bem como as outras crianças que no mesmo dia nascerem e que serão indiscutivelmente lembradas por terem nascido no mesmo dia do bebê real. E, se algum dia esse herdeiro(a) do trono britânico assumir o reino dos ingleses, que tenha a justeza necessária para governar.
Não grávida, mas certificada em Kundalini Yoga, surgiu um boato na mídia de que a Demi Moore estaria abandonando a sua promissora carreira de atriz para se tornar exclusivamente professora de Yoga. Segundo consta após ter participado desse curso de formação com ênfase em técnicas respiratórias e posturas físicas e por praticar por duas horas pelo menos cinco dias na semana, Demi Moore estaria propensa apenas a se dedicar ao magistério yóguico, uma vez que já faz algum tempo que os convites para atuar em filmes não aparecem.
Mesmo que a indústria cinematográfica pareça ter se esquecido de Demi, por enquanto, e na verdade prefira investir em atrizes mais novas do que ela, Demi Moore desmente o boato de que abandonou a carreira como atriz para ser apenas professora de Yoga.
No entanto, nada impede que essa nova aptidão se torne uma segunda opção profissional, pois muitas das professoras e professores de Yoga que nos deparamos por aí, hoje em dia, exercem outra profissão, em paralelo, para sobreviver. Quem sabe Demi Moore retorne às telas interpretando o papel de uma professora de Yoga num filme. Está bem familiarizada e preparada.
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Posted: 11 Jul 2013 06:43 PM PDT HUMBERTO MENEGHIN Não há nada de errado se deixar fotografar ou fotografar-se quando se está executando uma postura de Yoga. No entanto, quando as imagens são exageradamente exibidas via Instagram ou noutras redes sociais de uma forma incontrolável, a prática de um ásana até que bem feito acaba por ceder lugar a uma vaidade incontrolada de quem a isso se propõe. Vaidade à parte, o que realmente pretendem as “Asaneiras do Instagram”?
Aparecer. Sim, este é o principal motivo de alguém que diariamente “posta” fotos suas em ásanas nas redes sociais e que comumente são seguidas por amigos ou pessoas completamente desconhecidas que adotam o Instagram como um meio de comunicação social.
Mas, aparecer por quê? Aparecer para suprir uma carência, uma falta de atenção, para suprir a solidão, aparecer para se tornar uma pessoa conhecida e reconhecida, famosa, capaz de executar uma postura de Yoga difícil cuja imagem pode ser até compartilhada. Aparecer para quem sabe ser notícia e aparecer mais ainda.
Ou até mesmo, se a “asaneira” ou “asaneiro” for instrutor (a) de ásanas, usar essa ação é mero “marketing” pessoal; muitos fazem isso, as celebridades como a Gisele, a Britney fazem isso e são notícia. Por que não fazer o mesmo, mesmo que não se é uma celebridade? Isso pode dar um bom retorno como: mais alunos, aquela tão sonhada capa de revista ou se a sorte estiver do seu lado a participação num anúncio de uma roupa para praticar Yoga ganhando-se um bom cachê.
Celebridades de uns tempos para cá, geralmente que vivem na Terra do Tio Sam, postam tudo o que fazem inclusive a pratica de ásanas. Mas, essa simples mortal e até então desconhecida adotando a mesma linha, vai postando e postando suas fotos de Yoga e por consequência torna-se cada vez mais seguida por admiradores que sequer conhece.
Isso, num primeiro momento, faz muito bem para o ego da “Asaneira do Instagram”, pois jamais poderia imaginar que faria tanto sucesso nesse “Big Brohter” auto-virtual que se propõe cuja promoção foi até matéria do NYTimes!
Bem vestidas, produzidas propositalmente, algumas das “Asaneiras do Istagram” apareceram no jornal nova-iorquino num artigo específico onde houve destaque.
Dentre elas está @LauraSykora, com mais de 257 mil seguidores, usando e abusando do armário embutido e até do marido para performaros ásanas. Pelo menos ela afirma que já pratica há dezesseis anos e que trabalha numa empresa de software, dizendo-se espantada com a súbita popularidade.
Outra “Asaneira do Instagram” é @masumi_g, que por coincidência é amiga da anterior. Com o mesmo esquema, afirmando que o que faz a diferença é uma boa câmera, Masumi já está com mais de 41 mil seguidores. Ela começou a praticar para aliviar uma dorzinha nos quadris e deu no que deu!
Como não poderia faltar, @GypsetGoddess uma das “Asaneiras do Instagram” que mereceram destaque é instrutora de Yoga em Scottsdale, Az. Contando com mais de 44 mil seguidores ela já se fotografou em cenários como as Ilhas Galápagos no Equador e Chiang Mai na Tailândia. Tudo feito com seu iPhone e é claro com a ajudinha de alguma pessoa que por perto passava.
E para aquelas que gostariam de dar um upgradenas suas instaphotos, se tiverem cacife o suficiente poderão contratar o serviço de um fotógrafo profissional que saberá enfatizar os melhores ângulos.
Será que você já viu ou conhece alguma “Asaneira do Instagram”?
Harih Om!
Para saber mais sobre assunto similar: http://yogaemvoga.blogspot.com.br/2013/06/quadradinho-de-oito-e-asana.html Curta https://www.facebook.com/ADOROYOGA. |
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NORONHA: UM DOS LUGARES MENOS INDICADOS PARA UM YOGI Posted: 07 Jul 2013 11:25 AM PDT HUMBERTO MENEGHIN fotos pelo autor Parece contraditório afirmar que o arquipélago de Fernando de Noronha, situado nas águas brasileiras do Oceano Atlântico, não seja um dos lugares mais indicados neste planeta para quem se dedica aos estudos e a prática do Yoga. Indiscutivelmente com paisagens de tirar o fôlego, águas límpidas e transparentes em suas conhecidas e famosas praias, paraíso dos surfistas, Noronha já pode ter sido um lugar propício para um Yogi, num passado muito distante; no entanto, hoje em dia, esse arquipélago ecologicamente preservado e em parte sustentável na verdade tornou-se um local onde a indústria do turismo impera.
Não há nada de errado em explorar o turismo em lugares extremamente atrativos, mas, no caso de Noronha, vários pontos podem desanimar muito o visitante que não terá a mínima vontade de retornar. Dentre eles:
Preço abusivo da passagem aérea e para voar com milhas o requerente ainda tem que ter a sorte de encontrar a data que deseja viajar.
A altíssima taxa de preservação que se paga logo no desembarque no aeroporto, na base de quase R$ 40,00 por dia.
A nova taxa referente ao Parque Nacional que foi criada em 2012, para brasileiros está em R$ 65,00, estrangeiros o dobro, válida por dez dias. E, ainda para ir à Praia do Atalaia só pagando um tour à parte, pois essa taxa que deveria permitir a visita não é levada em conta e o visitante fica à mercê das operadoras locais cujos guias lá se encontram para impedir drasticamente o acesso.
Pousadas absurdamente caras em suas diárias, preços comparados a um bom hotel em Londres e nem sempre correspondem ao que se paga e a água para o banho pode faltar.
Passeios na base de R$ 240,00, seja em barco, Ilhatour, etc, sem contar o batismo-mergulho que beira os trezentos para mais.
Refrigerantes, água e produtos alimentícios com preços na base de Euro. Os restaurantes por kilo nas imediações da praça Flamboyant adotam o mesmo valor/kilo de um bom restaurante self-service de São Paulo. A variedade não é muita no bufet, a reposição fica bem a desejar e um prato atrativo que foi oferecido no início e terminou raramente retorna.
Muita gente, isto é, muitos turistas, apesar de tudo; que num passeio de barco disputam lugares para fotografarem um grupo de golfinhos.
E o barulho dos motores dos buggys dirigidos pelos turistas doem aos ouvidos.
Logicamente quem vai a Noronha pela primeira vez pode ficar muito deslumbrado e não ligar a mínima para os gastos e o incômodo. Mas, para quem já foi algumas vezes e retorna, o ponto de vista se modifica muito e a expectativa de antes não é a mesma de agora.
A Vila dos Remédios poderia ser uma localidade melhor tratada e pavimentada pelo tanto de tributos que arrecadam. No entanto, não desprezando as belezas naturais de Fernando de Noronha, aquele que se dedica à prática do Yoga e também ao estudo, se os pontos listados acima não forem considerados tão relevantes assim, poderá encontrar alguns lugares na ilha que irá facilitar a introspecção e a meditação.
Protegendo-se devidamente do Sol, esses points são indicados:
Praia do Leão – a maioria dos turistas não adentram até o final da praia, pois permanecem lá em cima, no início, apenas observando a paisagem, fotografando e ouvindo o discurso decorado dos guias. Mas, para aquele que deseja ter um local privilegiado em contato com a Natureza e, sobretudo o Mar, se for bem para o final da praia poderá se isolar próximo a algumas rochas ou à cabana do Ibama, que parece estar sempre fechada, para aproveitar a sombra.
E, estando por lá, o praticante além de contemplar o Mar por algum momento pode realizar alguns pranayamas, concentrar-se nos sons das ondas e de alguns pássaros para tentar buscar a meditação.
Praia da Conceição – mesmo sendo uma praia central, se você procurar permanecer nas proximidades da estátua de Iemanjá, poderá encontrar um local adequado para retirar-se. A vantagem da Conceição é que o boiar nas suas águas pode trazer um relaxamento agradável, pois as ondas não são tão fortes quanto das outras praias. No entanto, os turistas-banhistas estão por lá.
Buraco da Raquel/Air France – próximo ao porto e o museu do Tubarão, indo mais para frente, apesar de vez em quando aparecer um ou outro turista, aquele que busca o contato com si mesmo poderá se refugiar numa área coberta, não conservada, para sentir a brisa, respirar, contemplar o Mar e ainda ouvir o soprar do vento nas flautas bambus colocadas no grande gramado. E, se tiver tempo subir a colina até à capela.
Muitos que praticam Yoga, em especial as yoginis, utilizam vários cenários de Noronha para tirarem várias fotos enquanto demonstram posturas de ásanas.
A paisagem realmente é propícia e muitos poderão achar o máximo. Mas, se formos considerar racionalmente os pontos que provocam certa agitação na mente daquele que busca o sossego, ir para Noronha não vale a pena; a não ser que se tenha muita vontade de conhecer o arquipélago; caso contrário viável é tomar outro destino. O Hawaii não é lá de jeito nenhum.
Harih Om! |
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QUAIS MOTIVOS LEVAM O(A) PRATICANTE “PARAR COM O YOGA”? Posted: 01 Jul 2013 05:43 AM PDT HUMBERTO MENEGHIN Vai chegando dezembro, aquela correria de final de ano com as festas, férias escolares e a praticante que até então era assídua resolveu parar de vez de ir às aulas de Yoga. Simplesmente pára porque é um costume preguiçoso que a massa adota e como ela faz parte da massa, vai no embalo e desiste de praticar Yoga; mas, promete ao professor e à recepcionista do espaço que retornará só depois do carnaval. Não parando por aí, há várias outras razões, além desta bem manjada, que levam um (a) praticante desistir do Yoga e nunca mais retornar. Mas, por que isso acontece?
Partindo do princípio que quem se interessa em praticar Yoga pelo menos tenha participado de uma aula experimental e gostado, se identificado com a prática e com o professor ou professora e a partir daí assumiu o compromisso de praticar, uma desistência que possa se apresentar meses depois tem suas razões concretas e também os responsáveis.
Então, quais medidas efetivas os professores e as professoras, estúdios e espaços de Yoga podem adotar para que o número de dissidentes praticantes cesse ou diminua e para que na medida do possível haja maior comprometimento com a prática por parte dos alunos e alunas que alimentam a idéia de parar com o Yoga?
Os motivos mais comuns que se tem conhecimento que levam alguém parar de vez com o Yoga, ou seja, um aluno ou aluna parar definitivamente de praticar numa aula que freqüentava em um espaço ou com um personal pagando-se por isso podem ser vários.
Ninguém pode obrigar alguém a fazer o que não quer. Se aquele ou aquela que pratica decide se dedicar à prática de ásanas de Yoga e alguns deles até mesmo se aprofundar no estudo das escrituras e também do Vedanta, isso geralmente acontece de forma natural, sem forçar.
Com exceção do motivo exposto na introdução deste artigo, da desistência costumeira que os brasileiros adotam em relação a seus compromissos quando chega o final do ano e ainda que se estende para os meses de janeiro e fevereiro para somente começar a levar a vida à sério após o carnaval, os demais motivos elencados abaixo, alguns deles podem até ser evitados. Se não, vejamos:
1. O valor da mensalidade ou hora aula que se pagava subiu muito e como o praticante não teve aumento de salário e as despesas também subiram, teve que fazer cortes e então parou com o Yoga.
Numa situação como essa em que a desistência de seguir com a prática se justifica porque houve um aumento no valor da mensalidade ou da hora aula e o salário não acompanhou, o praticante pode perfeitamente tentar pedir um desconto e continuar praticando; mas, se o espaço aumentou de forma abusiva o que arrecada pelas aulas e ainda paga mal os professores, recomendável que essa determinação mude, pois não só um mas outros alunos mais poderão parar com o Yoga e depois para reconquistá-los será muito difícil. O espaço terá a tendência de ficar às moscas e encerrar as atividades. Se tiver que aumentar, que o aumento seja sensato.
2. A professora com quem praticava deixou de ministrar aulas de ásanas e como gostava muito dela e de suas aulas resolveu parar com o Yoga, pois quem a substituiu não tem a mesma competência e aquele jeitinho atencioso com os praticantes.
A valorização do bom profissional que ministra aulas de ásanas num espaço é de suma importância para que a qualidade da prática não decaia. Do que adianta ter um celeiro de professoras formadas pelo curso de formação da própria escola, pagando-se um honorário baixo, se a qualidade e a eficiência da aula fica a desejar. A maioria dos alunos percebe muito a diferença e por não valorizar o suficiente a (o) bom profissional que ministrava aulas achando que uma novata inexperiente pode perfeitamente substituir quem tem muita tarimba na arte de ensinar, o espaço perde feio com isso, mesmo que no início não leve esse resultado em consideração. Então, valorizar o (a) professor (a) que cumpre o seu papel com muita competência é uma forma de não perder alunos.
3. Preguiça, estava chovendo e fazendo frio, então resolveu parar com o Yoga.
É verdade que quando chove ou faz frio alguns praticantes preferem ficar embaixo da coberta em frente à TV, comendo alguma coisa, do que ir para o espaço praticar Yoga. Mas, chegar a ponto de parar com o Yoga por causa disso, não justifica. Ou seja, pois pode fazer Sol ou chuva, esse tipo de praticante não voltará mais, seja por que não se identificou com o estilo da aula, muito menos com quem a ministra. No entanto, legal seria o espaço tentar saber qual o real motivo da desistência telefonando para a praticante e ainda convidando essa desistente para uma nova aula com uma outra professora.
4. O marido pediu que parasse com o Yoga, pois não estava gostando nenhum pouco de ela deixar os afazeres domésticos em segundo plano e muito menos ele. Então, parou com o Yoga.
É verdade que os compromissos com o Lar e a família não podem ser deixados em segundo plano. O melhor então é praticar no horário em que o marido trabalha e as crianças estão na escola. Mas, se não for possível e ir para o Yoga à noite estiver criando uma situação muito desconfortável para o casal, a praticante poderá convidar o marido para aderir à prática, mas se em último caso a situação ficar negra, desistir, por enquanto, do Yoga pode ser uma opção inevitável.
5. A professora com quem estava costumava a praticar ásanas do Yoga foi pra Índia por mais de um mês e mesmo ela tendo voltado cheia de ânimo e com muitas estórias para contar, perdeu o pique, aquela vontade de retornar à prática, então, parou com o Yoga.
Sim, quando alguém se acostuma muito em praticar só com aquela professora e ela resolve se afastar alguns dias ou por um mês e outra professora assume suas aulas, quem muito apegado é a “teacher”, notará a diferença e poderá perder a vontade de continuar com a prática. Então, com o retorno da professora oficial, as praticantes poderão estar noutra e ainda desmotivadas em reiniciar as aulas. Nesta situação, não há muito que se fazer, pois o professor ou professora também precisam de férias. Que essas alunas não fiquem mal costumadas e entendam e se quiserem continuar a praticar as portas estão abertas como sempre estiveram.
6. Sinceramente as aulas do professor de Yoga não saiam da mesmisse, aquelas posturas repetitivas, nenhuma inovação e isso acabou por desmotivar de vez a praticante em continuar tendo aulas de ásanas, pois achava que podia perfeitamente fazer as posturas em casa, por conta própria, ao invés de pagar por isso. No entanto, não teve a mínima disciplina para levar a prática pessoal como deveria. Então, parou com o Yoga.
Profissionais que não são bem capacitados existem em todas as áreas. Não adianta querer colocar uma professora de Pilates ou de Educação Física ou até mesmo alguém que acha que está muito preparado para ministrar aulas de Yoga, se não tem competência para isso; seja ministrando aulas repetitivas, sem presença e liame que podem desmotivar quem pratica e ainda colocar em risco a saúde do aluno e passar a idéia que se fizerem as posturas em casa não precisam mais ir as aulas de Yoga e nem gastar com isso. No entanto, a maioria dos praticantes entediados que pensam assim, dificilmente praticarão em casa.
7. Problema de saúde. Parece que aquela dor nas costas só piorou ao invés de melhorar desde que começou a praticar; então, foi ao médico e ele lhe recomendou que parasse com o Yoga e fosse fazer Hidroginástica. Por isso, parou com o Yoga.
Acontece realmente de alguém começar a praticar ásanas e aquela dor nas costas ou no nervo ciático piorar. Por isso que o professor, num primeiro contato, deve saber quais são as limitações de cada aluno praticante para assim preparar e adaptar a prática de acordo com a realidade do aluno-praticante. Não adianta querer impor posturas difíceis e desgastantes a quem não consegue executá-las. Sim, o corpo do praticante irá se danificar com os ásanas, como disse aquele escritor que causou polêmica num artigo do NYTimes. Mais uma vez aqui conta a competente preparação e experiência do professor (a) que irá ministrar aulas de ásanas. No entanto, se o praticante deve ficar afastado das aulas por um motivo de saúde que seja delicado, parar com o Yoga deve ser adotado e quem sabe mais para frente quando estiver melhor poderá retornar se não houver impedimento. Mas, trocar Yoga por Hidroginástica? Pode sim a Hidroginástica ser um bom complemento à prática.
8. As amigas pararam de praticar Yoga e correram para o Pilates onde os resultados parecem ser mais evidentes; então, se elas pararam e foram para o Pilates, também parou com o Yoga e foi fazer aulas de Pilates com as amigas. Se todo mundo está fazendo, deve ser bom, né?!
“Maria vai com as outras” há em todos os lugares. Gente insegura que se guia muito pela opinião alheia. Se as amigas param com o Yoga e correm para o Pilates, seguir o mesmo caminho só por causa das amigas é muita tolice, o que revela uma grande dependência e medo inerente de ser repudiada pelas amigas da “panelinha”. Fazer Pilates para se ter um corpo esculpido pode até ser bom, mas Pilates jamais substitui os efeitos de uma boa prática de Yoga.
9. Por falta de alunos o espaço de Yoga fechou as portas ou quem praticava mudou de cidade. E, por isso, parou com o Yoga.
Se o espaço onde tinha aulas de Yoga fechou as portas, deve haver um bom motivo para que isso acontecesse. No entanto, pode haver um outro espaço na cidade onde se possa praticar ou até mesmo continuar praticando com aquela professora legal que dava aula no espaço que fechou, como personal. Mas, se a praticante mudou de cidade, também poderá investigar se há algum espaço que se identifique, na nova cidade, onde possa dar continuidade ao que começou: praticar Yoga.
10. Muito trabalho, levando serviço para casa, entrando mais cedo saindo mais tarde, mesmo que a empresa tenha um programa de Qualidade de Vida para o inglês ver, cobram produção e prazos, sem tempo para mais nada, nem para respirar; então, por isso, resolveu parar com o Yoga.
Pois é, parece que certas empresas adotam um programa que visa melhorar a qualidade de vida de seus funcionários, para que no fundo sintam-se felizes e produzam mais. No entanto, há certas companhias que começam o programa, mas não dão continuidade e se dão continuidade não há comprometimento da chefia para que os associados continuem participando do programa, cobrando prazos e produção. E, mesmo que por fora o empregado começou uma atividade física ou até praticar Yoga, a falta de tempo e por estar muito atarefado e preso a mostrar serviços e cumprir prazos, continuar com o Yoga torna-se não primordial.
11. Concluiu que Yoga é religião, o que vai contra seus princípios e então resolveu parar com o Yoga.
A equivocada conclusão de que Yoga é religião é um preconceito que pode ser transmitido por algum dirigente religioso, pois este tem receio de perder o “controle” que tem sobre algumas pessoas se vierem a “abrir a cabeça” praticando o Yoga e passando adotar aqueles Deuses Hindus como Deus e tudo mais. Pois, durante algumas práticas, cantam mantras, veneram esses Deuses. Então, quem pára com o Yoga por este motivo tem que, por si só, entender que não está abdicando da religião que adotou se praticar Yoga, que não é religião.
Sempre haverá alguém que irá parar com o Yoga, alguns definitivamente, outros não e outros sequer irão se interessar. Medidas preventivas e efetivas existem, tanto para serem aplicadas por parte do espaço que oferece as aulas como pelo professor (a). No entanto, mais vale praticantes interessados e comprometidos com tudo o que o Yoga pode oferecer do que aqueles que tem um interesse apenas transitório.
Harih Om!
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GISELE BÜNDCHEN, FERNANDA LIMA E BRITNEY SPEARS: COMPROMETIDAS COM A PRÁTICA? Posted: 24 Jun 2013 05:52 PM PDT HUMBERTO MENEGHIN Está se tornando mais do que comum às celebridades que praticam ásanasdivulgarem ou terem divulgado pela mídia o compromisso que parecem ter assumido com prática. É, o que acontece com a übermodelGisele Bündchen, a atriz-apresentadora Fernanda Lima e a cantora pop Britney Spears.
A primeira, há pouco, divulgou pelo Instagran uma foto meiga onde aparece em marichyásanapraticando ao lado da pequena filha. Fernanda Lima, por sua vez, se destacou ao ministrar uma aula a algumas crianças na Cidade de Deus; e, Britney Spears confessou que começou a ficar menos ansiosa a partir do momento que se entregou ao Yoga. Mas, será que esse compromisso realmente está sendo levado a sério por essas estrelas?
Tirar uma foto ou se deixar fotografar e dizer que pratica ásanas do Yoga e que isso tem feito uma grande diferença na vida, de um modo geral, é bem fácil e não é novidade para ninguém. No entanto, no caso específico dessas três celebridades, quem as observa pode concluir que estão colhendo ao que dão causa, isto é, os efeitos benéficos que a dedicação ao Yoga, ao longo do tempo, proporciona a qualquer praticante, seja famoso ou não.
Das três, salvo mero engano, a que mais tempo está praticando é Fernanda Lima. Pelo que consta a ex VJ da MTV iniciou a sua jornada no Yoga com o Ashtanga Vinyasa Yoga e inclusive até serviu de modelo-praticante em um dvd que gravou para o instrutor com que praticava há anos atrás.
No entanto, hoje em dia conforme se pode notar nas imagens da visita que fez às crianças, alunas do Grupo de Teatro “Os Arteiros”, na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, RJ, Lima deve estar noutra; pois parece que está investigando o Hatha Yoga e nada de Ashtanga(?!).
Com a ajuda de um professor, ela ministrou uma prática de ásanas aos “Arteiros” trazendo um pouco da sua vivência e experiência e com esse nobre ato contribuiu karmicamente para despertar novos e futuros praticantes. Por a fama de Gisele Bündchen ser maior do que a sua conterrânea sulista é evidente que a influência também o é. E, diante dessa dádiva, o estilo de vida que a über modeladota, o que faz ou deixa de fazer, acaba por ser, por tabela, também adotado por quem a admira ou quer tentar ser igual a ela.
Como no país em que vive a prática de ásanas é bem mais popular do que em Terras Tupiniquins, Gisele parece que entrou mesmo de coração no Yoga; e que bom que continua indo em frente, passando desde cedo um bom exemplo a sua pequena filha.
Mais recentemente, Bündchen instagrou outra imagem onde aparece em meditação, diante de um belo pôr do Sol junto ao Mar, com o propósito de apoiar a onda de manifestações que acontecem no Brasil, acompanhada da seguinte mensagem:
"Mandando muita luz e amor a todos no meu lindo país. Espero que a voz do povo seja ouvida para que possamos ter um Brasil mais justo. Tenho orgulho de ser brasileira. #mudabrasil #semcorrupcao #semviolencia #ogiganteacordou #omelhorpovodomundo".
E numa outra mensagem:
"Não são só os vinte centavos. É a corrupção, é a falta de condições na saúde, na educação, na segurança e no transporte. Muita coisa precisa mudar no nosso país. Vamos continuar a lutar civilizadamente pelos nossos direitos, porque todos nós merecemos um Brasil melhor”.
Não se espante se dentro de algum tempo Gisele vier a lançar uma linha de roupas específicas para prática de ásanas, yoga pants, acessórios, etc. Com certeza quem trata da sua bela carreira já teve esta ideia. Só falta colocar em prática.
Milagre não se faz da noite para o dia; a bad girl Britney Spears declarou abertamente: “I love my Yoga!”, em pouco tempo de prática! Mas, mesmo adotando a prática de ásanas como mais uma ferramenta para ativar a performanceartística, Britney Spears confessou que por estar praticando muito, a ansiedade tem ido embora bem rápido.
Mas o que muitos não sabiam é que quando praticou pela primeira vez, Brit não gostou nenhum pouco, pois ficava impaciente e não via a hora de a aula terminar. Hoje em dia a estória é outra, tanto que chegou à conclusão que a chave para se dar bem na prática é fazê-la com o instrutor certo, cuja aula não seja enfadonha e que traga bons resultados para o corpo.
Nos dias atuais, ninguém está imune à ansiedade, que aparece naqueles cuja condição de vida é favorável como desfavorável. Mesmo assim, parece que a cantora pop ainda não conseguiu dispensar o cigarro e o refrigerante cola. Que o Yoga continue fazendo maravilhas para ela.
Harih Om!
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YOGA NA TIMES SQUARE: TRANQUILIDADE E TRANSCENDÊNCIA? Posted: 21 Jun 2013 05:49 PM PDT HUMBERTO MENEGHIN Como acontece todos os anos, muitos praticantes e entusiastas do Yoga se reuniram hoje, 21/06/13, no meio da Times Square em NYC para participarem de aulas de ásanas com a boa desculpa de comemorarem o Solstício de Verão no hemisfério Norte; no entanto, todos estão carecas de saber que o motivo principal dessa grande prática é meramente mercadológico. Mesmo assim, muita gente que pratica Yoga gostaria de ter estado lá; e quem sabe até você.
A grande patrocinadora do evento de 2013 foi a Athleta, marca de roupas e acessórios esportivos incluindo Yoga pants, com muitas lojas espalhadas pelos Estados Unidos. Além dela, a Coca Cola, a P&G, a Luna que produz barras de cereais, a Tampax Pearl Active, especializada em absorventes íntimos femininos, a Tribe Hummus que produz pasta de grão de bico e a BodyLogix, uma nova linha de proteína natural sem glúten e algumas mídias locais que também deram suporte ao evento.
Este ano a Times Square Alliance, organizadora do evento, abriu as pré-inscrições para o “Athleta Mind Over Madness Yoga – Solstice in Times Square” na última semana de maio e as primeiras 1.200 pessoas que participaram de cada uma das cinco práticas de ásanas ganharam Yoga mats, ou seja, foram cerca de 6.000 tapetinhos para a prática distribuídos pela Athleta gratuitamente e cada praticante ainda levou uma sacola com brindes dos outros patrocinadores. Só não praticou quem não se inscreveu a tempo, não quis ou não se identifica nenhum pouco com o Yoga.
Acontecendo em plena Broadway entre as ruas 43 e 48 e contando com vários telões, logo às 7:00hs da manhã a yogini Tao Porchon-Lynch, uma das professoras de Yoga mais querida da América, com 94 anos de idade e ainda na ativa, abriu o evento ministrando uma meditação por cerca de meia hora, para que logo em seguida Drisana Carey, instrutora de Yoga e garota propaganda da Athletaministrasse a primeira aula de ásanasque foi até às 8:30hs da manhã.
Enquanto a segunda prática não vinha, mesmo em meio a um trânsito parcial que não deixou de circular nas imediações, os praticantes presentes e o público em geral tiveram a oportunidade de visitarem o Yoga Village, stands/market, que na verdade estava lá para promover e vender uma infinidade de produtos voltados ao Yoga, logicamente produzidos pelos patrocinadores.
Das 10hs às 11:15hs, mesmo alguns praticantes terem saído para mais um dia de trabalho, a professora Paula Tursi ministrou a sua prática. Pausa para o almoço, lunch time, muitos que por lá ficaram se alimentaram das barrinhas da Luna e de outros brindes comestíveis oferecidos no Yoga Village.
Na parte da tarde, das 13hs às 14:30hs foi a vez da turma do Bikram, sob o comando da professora Donna Rubin, aquecer os corpos dos presentes mesmo que a grande sala de prática a céu aberto não pudesse ter a temperatura regulada em torno de quarenta Celsius.
Com a intenção clara de realmente “fazer acontecer”, a Athleta promoveu três Yoga Fashion Shows, nas horas em que as práticas de ásanas ao ar livre não aconteciam, onde alguns dos consumidores e instrutores de Yoga desfilaram e executaram ásanas demonstrando a mais recente linha de roupas para prática e acessórios. E, ainda, nas outras cidades da América as lojas da Athleta deram a chance de os praticantes participarem de práticas com professores locais.
Como nos outros anos, o concurso de fotos via Instagram, “Seize the Solstice”, foi aberto aos participantes e ao grande público, dias antes do grande evento.
A boa novidade é que para celebrar o Solstício de Verão na Times Square, vários hotéis nas proximidades concederam descontos na tarifa da hospedagem para os praticantes que se hospedaram com o objetivo de participar do evento.
No final da tarde, por apenas uma hora, das 17:30 às 18:30 aconteceu a prática mais concorrida do dia sob a batuta do professor Rodney Yee e sua primeira dama Colleen Yee, para somente das 19:45hs às 21:00hs o professor Douglass Stewart, um dos organizadores do evento, terminar o dia mais longo do ano com a última prática. Só faltaram os fogos de artifícios.
Pelo Livestream qualquer pessoa, seja praticante ou não, pôde acompanhar ao vivo as práticas que aconteciam na Times Square, em qualquer parte do planeta.
No entanto, para se obter tranquilidade e transcender-se não basta apenas participar de um grande evento como esses, no meio do cruzamento mais famoso do mundo; pois, o que mais vale a quem se entrega de corpo e alma ao Yoga é saber que um dia reconhecerá que é Livre, independendo se está lá ou aqui.
Harih Om!
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Posted: 18 Jun 2013 05:42 AM PDT HUMBERTO MENEGHIN No decorrer da prática de ásanas é muito comum e correto o professor proceder os ajustes necessários nas posturas que os praticantes executam; ajustes para que os ásanasse tornem mais perfeitos no sentido de evitar desconforto e até dano para quem os faz. No entanto, alguns praticantes abertamente não gostam de serem tocados, em especial os de origem americana e canadense; brasileiros, nem tanto. Então, como o professor deve agir se porventura se deparar com uma situação como essa?
Em Terras Tupiniquins o toque é um ato muito normal entre quase todos. Aqui as mulheres se cumprimentam com beijinhos, mesmo quem se vê pela primeira vez; costume que raramente é adotado nos Estados Unidos e Canadá, com a exceção de alguns que por lá vivem e tem sangue latino nas veias.
Ajustar um aluno ou aluna que na frente do professor executa um ásana de forma incorreta é o mais sensato a fazer, sem dúvida nenhuma. E, assim, a maioria dos professores realiza o acerto aproximando-se do (a) aluno (a) e “pedindo licença” ou não, ajusta-o (a), corrige a postura ou dá um toque, sem forçar, para que se caminhe um passo a mais noásana.
No entanto, quando isso é feito tocando-se o corpo e ainda estando o professor ou professora bem próximo ao aluno (a), essa ação deve ser realizada de um jeito sutil e técnico, no sentido de o praticante não se sentir constrangido e quem estiver assistindo a cena não captar qualquer indício de violência, malícia ou assédio.
Por sua vez, há quem ajusta o praticante apenas com o toque dos dedos das mãos e outros somente instruindo através da voz, sem que haja qualquer proximidade ou toque.
Do contrário, alguns outros sequer fazem isso e permitem que os que estão sob a sua guarda façam as posturas de qualquer jeito, por mero relapso, falta de preparo ou talvez porque a iluminação da sala não seja suficiente
Mas, para aqueles que não querem ser tocados ou tocadas de forma alguma durante uma aula de ásanas, a solução ideal e mais óbvia é transmitir o ajuste, a correção, pela voz, o que irá demandar uma boa tarimba por parte do professor ou professora.
No entanto, em alguns estúdios que estão localizados acima da linha do equador, antes da prática iniciar é muito comum quem ministra a aula perguntar: “quem não quer ser tocado?”.
Havendo uma resposta, geralmente um levantar de braço, aquele ou aquela que tem aversão a toques é identificado e então o professor não o tocará durante o desenrolar da prática.
Isto pode parecer tolo, mas hoje em dia com essa onda de assédio que ocorre no meio do Yoga, para os (as) precavidos (as) todo o cuidado é pouco. No entanto, há alguns professores ou professoras que realmente abusam e alguns outros até aplicam Reik.
No Brasil, parece que não há este problema; mas buscando uma solução para esse entrave, de uma forma criativa, um estúdio de Yoga canadense chegou a ponto de criar dos tipos de cartões, a serem colocados pelo praticante na frente do tapetinho com o intuito de identificar quem quer ser ou não tocado durante a prática.
Esses cartões dizem: “Yes, please” – Sim, por favor (da cor verde);
“No, thank you” – Não, obrigado (da cor roxa).
Será que algum dia essa providência será necessária por aqui?
Harih Om!
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“QUADRADINHO DE OITO” É ÁSANA? Posted: 17 Jun 2013 05:04 AM PDT HUMBERTO MENEGHIN Foi a Renatinha, integrante do grupo “Bonde das Maravilhas” quem diz ter inventado o passo funk“Quadradinho de Oito” feito da forma invertida, de pernas para o alto, de cabeça para baixo. Mas, será que esse “Quadradinho de Oito” é um ásana? Assim diz a letra:
As irmãs metralhas vêm lançando um jeito novo
Fica de pernas pro alto faz quadradinho de oito
Faz quadradinho de oito faz quadradinho
Faz quadradinho faz quadradinho de oito
Febre nos bailes funks cariocas, espalhando-se pelo Brasil com milhões de acessos no Youtube,o “Quadradinho de Oito” do grupo funk“Bonde das Maravilhas” mostra que, por enquanto, veio para ficar.
Diferente do Tchan da Carla Perez e nada a ver com o rebolado da Gretchen, com uma coreografia mais do que ousada, as cinco integrantes do “Bonde das Maravilhas” mexem e remexem os quadris e os glúteos de um jeito peculiar, onde na verdade o movimento vai desenhando a forma de um quadrado. Fazem agachamentos, descem até o chão e judiam muito dos joelhos. A forma tradicional é executada em pé; no entanto, a Renatinha e a irmã, apelidadas de “as irmãs metralhas”, decidiram fazer isso “de pernas pro alto” e para quem as vê, pratica ou já praticou ásanas do Yoga, pode visivelmente concluir que parece que executam a Viparita Karani ou uma variação de sirshásana com as pernas abertas, também parando com as mãos, enquanto mexem e remexem os quadris-glúteos fazendo o tal “quadradinho de oito”, onde a posição das pernas acaba lembrando o número 8 cuja parte superior é quadrada. Não se trata de rebolado, como já deixaram bem claro as “performers” nos inúmeros programas de televisão por onde passaram. Mas, fazer esse “quadradinho de oito” querendo aproveitar algumas posturas de inversão adotadas no Yoga, não pode de forma alguma ser considerado uma variação, muito menos um novo ásana, o ásana da invertida do “Quadradinho de Oito”.
Será que as “irmãs metralhas”, ou melhor, a Renatinha já participou de alguma prática de Yoga e então se inspirou para criar esse novo “passo”? Ou o “Quadradinho de Oito” de pernas para o alto teve a mãozinha de algum coreógrafo que resolveu aproveitar as invertidas?
Para que não haja qualquer confusão e alguém comece achar que o “Quadradinho de Oito” é um novo ásana, lembramos a definição clássica que o sábio Patañjali nos oferece sobre ásana, no Yoga Sutra: “ásana é a postura, firme e confortável” (sthirasukham ásanam, YS,II:46).
Então, não se enquadrando nesse conceito, o “Quadradinho de Oito” performado da forma invertida pelas funkeiras do “Bonde das Maravilhas”, quando cantam o “Aquecimento das Maravilhas”, jamais poderá ser considerado uma nova postura, mesmo que a primeira vista os olhos podem se enganar e ver que executam a Viparita Karani ou sirshásana.
Remexer os quadris e os glúteos estando de “pernas pro alto” no “Quadradinho de oito invertido” pode, ao longo do tempo, mesmo que seja sexy e bonito de se ver, trazer um grande desconforto nestas partes do corpo, além de possivelmente criar alguma lesão na região cervical das meninas do “Bonde das Maravilhas” ou das pessoas que se puserem a copiá-las.
Então, para as que pensam adotar o “Quadradinho de Oito” seja da forma tradicional ou na invertida, todo cuidado é pouco. Ortopedistas e Fisioterapeutas em “plantão”.
Harih Om!
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MINHA AMIGA PRATICA YOGA, EU TAMBÉM! – PARTE QUINZE Posted: 10 Jun 2013 05:22 AM PDT HUMBERTO MENEGHIN Por um milagre cheguei ao hotel onde a mestra Indianira Shanti Ma recebia os que agendaram um encontro. Fui recebida pelo Arnoldo e fiquei sabendo que ela estava atrasada, pois repórteres a entrevistavam. Nandinha quis fazer reflexologia nos meus pés enquanto aguardava; concordei e fomos para uma sala de espera. Após quinze minutos, os repórteres saíram e Arnoldo me falou que poderia entrar, mas: “A massagem que a Nandinha fez em seus pés é R$ 150,00. Vai acertar agora ou na saída?” Sem que pudesse responder, minha mestra apareceu na porta, pegou a minha mão e disse: “Entra filha, entra; depois você paga a Nandinha”.
Mestra Indianira Shanti usava roupa branca, poderiam dizer que seria uma mãe de santo, mas não era. Ela se acomodou numa poltrona grande e eu na ponta de um sofá. Olhando-me profundamente, disse:
“Fique a vontade, mesmo que seus problemas ocupem sua mente. Sim. Você tem problemas, muitos problemas e veio até mim buscar uma Luz, uma Luz preciosa que lhe vou oferecer. Sabe, vou montar um ashram na Índia, em Rishikesh, sou uma guru com muitos seguidores e lá na Índia vou me estabelecer, as divindades me pedem isso. De ante-mão já está convidada por mim para ir para Índia e passar uma temporada no meu ashram, um pedacinho do Brasil lá na Índia para receber todos de braços abertos, muita música e sabedoria. Logo, logo meu ashramvai ficar pronto, na beira do Ganges, o rio sagrado. Você tem que ir pra lá. Vou aguardar você, seus amigos para tomarmos um chá. No meu ashram, na Índia, gente de todo mundo vai estar lá, aos pés do Himalaia ... Você vai, eu sei disso, você vai, filha. Mas, antes de tudo seus problemas, seus problemas irão se resolver e tudo se renovará. Por que você não se dá bem com seu chefe ou chefa? Sim tem alguém que prejudicou você mas que agora está te dando uma chance, mas olha que parece que você não quer isso! E, sua vida afetiva está estagnada, não tem homem na sua vida, o trabalho não é tudo na vida filha, você tem que voltar pra Yoga, fazer Yoga, muita Yoga. Fazer Yoga é tudo filha, você vai se limpar, você vai se sentir mais calma, a ansiedade vai passar longe, os problemas irão se diluir. Volta pra Yoga, sei que você já fez Yoga junto com uma amiga, mas parou. Você tem que voltar pra Yoga, é o seu dharma, filha!” – e o celular da mestra tocou.
Tocou enquanto eu ainda mergulhada estava nas palavras que ela havia me dito ... e minha mestra falava ao celular com alguém, mas eu não entendia o que dizia, parecia que falava em inglês, um inglês com sotaque brecado e os minutos se passavam, sem que conversássemos mais ...
Alguém bateu à porta e logo entrou. Era Arnoldo, dizendo que o encontro estava esgotado e que a próxima pessoa agendada já estava lá. Olhei no meu relógio e ainda faltavam cinco minutos para o tempo expirar ... minha mestra percebeu isso e me disse: “Você tem potencial, vai subir na vida, encontrar a sua cara metade, vai pra Índia passar uma temporada comigo no meu ashram; mas volta pra Yoga, faça Yoga, filha. Faz Yoga! Om Shanti!”
Minha mestra uniu as mãos ao peito e depois para o alto e simplesmente fechou os olhos enquanto Arnoldo me fazia um sinal com as mãos para que saísse. Na sala de espera, Nandinha aplicava reflexologia nos pés da Simone. E a Simone me pediu que a aguardasse, que a esperasse até o final do encontro com a mestra, pois queria muito falar comigo.
Simone entrou e Arnoldo se colocou a minha frente dizendo:
“R$ 150,00, são R$ 150,00 pela reflexologia nos pés; mas se você quiser reforçar a doação isso é bem vindo. A mestra lhe falou do ashram na Índia, precisamos de muitas doações, fique a vontade para doar mais, pedir para que seus amigos doem. Assuma este compromisso, pois quanto mais der, teu karma será mais purificado”.
Harih Om!
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ROUPAS PARA PRATICAR YOGA: SÃO CARAS? Posted: 14 Jul 2013 04:35 AM PDT HUMBERTO MENEGHIN
A maioria das mulheres que são praticantes assíduas de ásanas, necessariamente, se vestem a caráter para tanto. Não há segredo; a roupa feminina para prática muito sempre é composta por uma calça tipo colante/ou leg, camiseta ou top e quando mais uma bermuda curta. No entanto, identificando um nicho de consumidoras que não seguram muito o dinheiro para gastar, algumas confecções resolveram investir na produção de roupas específicas para elas praticarem Yoga. Roupas que trazem um conceito, que propagam ter personalidade, uma marca; mas, será que essas roupas são condizentes ao preço que se paga por elas?
Hoje em dia, mesmo apertando o cinto do orçamento, há praticantes que querem por que querem ter uma peça de roupa para praticar ásanas feita pela marca X; pois além da pressuposta qualidade e daquela bonita modelo que viu no anúncio num ásana de inversão usando-a e por no fundo desejar imensamente se sentir inserida num “grupo que pode”, a consumidora compra a roupa quase que de olhos fechados.
Não se trata de uma compulsão por comprar, mas sim uma necessidade inerente de se sentir mais segura por pertencer a um grupo seleto de praticantes que vestem a marca X, seja durante uma aula de Yoga ou no dia a dia para levar os filhos na escola ou ir ao supermercado.
A média de preços que se paga por uma peça de roupa que desenharam e fabricaram especificamente para se praticar ásanas varia de R$ 60,00 reais para mais e algumas chegando o absurdo de ultrapassar o valor de R$ 200,00. Será que são feitas com fios de ouro?
Grandes marcas internacionais como Adidas, Nike, Calvin Klein, A.Fitch e a famigerada canadense Lululemon conhecida especificamente pela a funcionalidade e designdas yoga pants que produzem já deixaram de ser o sonho de consumo das consumidoras que vivem acima da linha do Equador, pois apesar de também serem caras, vendem muito às inúmeras praticantes de ásanas que vivem na Terra do Tio Sam e Canadá, onde a prática é mais intensa do que aqui e continua em franco crescimento, mesmo que sustentada por uma indústria muito preparada.
Adidas, Nike, Calvin Klein e A.Fitch, além de terem lojas específicas que vendem seus inúmeros produtos, por lá os vendem igualmente nos grandes outlets; só que nestes quem compra tem que ter o olho muito aberto para não levar gato por lebre, ou seja, produtos que já saíram de moda, considerados de segunda linha (refugo) ou que apresentam pequenos defeitos.
Por aqui a venda das poucas roupas para Yoga se concentram nas lojas de materiais esportivos, quase sempre colocadas em araras nas proximidades de roupas para ginástica, o que pode confundir quem as consome. No entanto, as roupas que elas usam nas academias para malhar servem perfeitamente para yogar e de repente podem ter o preço mais convidativo.
Ainda, há uma marca e outra cujas peças são vendidas em seus próprios estabelecimentos, o que pode encarecer mais o custo da roupa que vendem para elas praticarem.
Algumas outras confecções que não tem a mesma estrutura de uma marca concorrente que tem o cacife para manter loja própria para a venda de seus produtos, vendem as roupas para Yoga pela Internet, através de um comércio eletrônico que cada vez mais vem ganhando espaço.
Escolher a roupa certa para praticar ásanasnão é tão difícil assim: uma dica é que o tecido seja de boa qualidade, extensivo, preço condizente, não importando o quesito marca e se é fabricado aqui, ali ou na China. Pois, ao invés de se pagar um preço considerado elevado por uma peça reluzente, esse valor pode ser perfeitamente empregado na compra de um bom livro ou se a praticante quiser expandir o conhecimento usá-lo pagar um workshop ministrado por um competente professor estudioso do Yoga. Por isso, pense racionalmente antes de abrir a carteira para comprar uma roupa que se vai usar comumente para praticar ásanas.
Se quiser saber mais sobre este assunto é só conferir o artigo: “Praticar? Com que Roupa?”
Harih Om!
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YOGA PARA INICIANTES DA JANE FONDA Posted: 02 Jun 2013 09:48 AM PDT HUMBERTO MENEGHIN Estrela de inúmeros filmes nos anos sessenta e setenta parece que só agora é que Jane Fonda descobriu o Yoga com seriedade, apesar de muitos anos atrás já ter feito um vídeo com ásanas. Para quem não se recorda, foi na década de oitenta que a carreira da eterna Barbarella tomou um novo rumo ao participar de mais de vinte vídeos VHS sobre aulas de aeróbica e exercícios físicos de alto impacto. Agora, muitos anos depois, ela retorna ao mundo fitness workout de um jeito bem diferente: produzindo e estrelando um vídeo sobre Yoga, ou melhor, um DVD sobre ásanas do Yoga que leva o nome de “Prime Time AM/PM – Yoga para Iniciantes”.
Com o avanço da idade e notando que o físico já não é o mesmo desde quando dava aquelas aulas de aeróbica nos VHSs, Jane Fonda foi diagnosticada com osteoartrite, o que afetou os joelhos, quadris e as costas e talvez isso tenha sido a forte razão para adotar a prática de ásanas do Yoga.
De olho no mesmo público que com ela se entregava aos exercícios aeróbicos e de alto impacto demonstrados em seus vídeos, Jane Fonda busca reconquistá-lo com o DVD “Prime Time AM/PM – Yoga para Iniciantes”, uma vez que como ela esse público também está na mesma faixa etária.
Com dois discos, o DVD está dividido nos seguimentos: AM, ásanas para serem feitos pela manhã e PM, onde há ásanas para serem realizados à tarde.
Diferentemente daqueles exercícios aeróbicos, as seqüências parecem ser leves e utilizam props, ou seja, acessórios e também cadeiras. No entanto, Jane Fonda afirma que alguma coisa do Pilates também está presente nas aulas com o evidente objetivo de construir músculos e ossos fortes, proteger as juntas para que aquelas que praticam se tornem mais flexíveis.
E, por tudo isso, o que vale para ela é ter os quadris, as costas e as pernas fortes para se sentir livre e independente. No entanto, Jane Fonda dedica-se a praticar ásanaspor duas horas diárias, numa prática mais forte, diferente das que são apresentas nos DVDs.
Mesmo que as suas aulas possam em determinado momento não parecer Yoga, talvez a consciência corporal e o modo de pensar de Jane Fonda agora sejam outros.
Harih Om!
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Posted: 25 May 2013 03:10 PM PDT HUMBERTO MENEGHIN Star Trek, Jornada nas Estrelas, é uma série de ficção científica que dispensa apresentações. Spock, um dos personagens mais populares representado pelo ator Leonard Nimoy, desde muito adotava um gesto peculiar para saudar os Vulcanos; esse gesto que consistia e ainda consiste em elevar a mão direita na vertical, mostrar a palma enquanto os dedos mínimo e anular estão juntos e se mantém separados dos dedos médio e indicador, também unidos, e o polegar estendido. Acompanhando-o esta frase: “Vida longa e próspera”. Mas, será que este gesto vulcânico pode ser considerado um mudra?
Mudra, gesto de poder, selo que marca um momento, situação, um gancho que posteriormente pode ser repetido e buscado que tem significado, efeito energético e psíquico, história e misticismo envolvidos em cada um deles. Muitos são utilizados na dança indiana, bem como na prática do Yoga e em especial durante a meditação.
De origem judaica, a saudação vulcana, na verdade, foi inspirada num gesto de bênção utilizado pelo kohanim durante o serviço de adoração que Nimoy presenciou numa sinagoga ortodoxa onde esteve com seu avô na infância e que acabou sendo aproveitado na composição do personagem Spock.
No entanto, a bênção genuína adotada pelos sacerdotes judaicos que serviram no Templo de Jerusalém é realizada com ambos os braços em posição horizontal em frente ao corpo, ao nível dos ombros, com as mãos se tocando e formando a letra hebraica "shin", (ש), representando a palavra hebraica "Shaddai" que significa "Deus Todo-Poderoso". E, por analogia, podemos inferir que o gesto também pode ser considerado uma representação do Om.
Saudar alguém com o “mudra do Spock” e desejar que tenha uma “Vida longa e próspera” pode parecer piegas e até fora de época; no entanto, embora Nimoy o tenha modificado para apenas uma mão posicionada na vertical, na verdade manteve-se a essência e a nítida similaridade com a saudação original, ou seja, a saudação vulcana mesmo não sendo totalmente idêntica ao gesto judaico, sua semelhança é mais do que suficiente para ser identificada pelos judeus como sendo a da benção divina.
Harih Om!
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Posted: 25 May 2013 03:07 PM PDT HUMBERTO MENEGHIN
Presente nos humanos desde que o mundo é mundo, o ciúme e a inveja parecem ser inevitáveis em qualquer meio onde se é querido e admirado. Algumas pessoas na Comunidade do Yoga chamam a atenção pelo talento, simpatia, influência, carisma, competência, liderança, determinação, beleza e sabedoria; e por terem essas características muito marcantes na personalidade são alvo do ciúme e da inveja dos que se sentem diminuídos com o destaque e o sucesso alheio.
O ciúme pode acontecer porque para a professora Fulana de Tal foram concedidas mais aulas no horário dito nobre, ou seja, no final da tarde e no começo da noite, e a outra professora que já estava há muito tempo ministrando aulas no espaço de Yoga e queria essas aulas para ela, permaneceu nos horários não tão importantes assim, onde há menos praticantes. E, além do mais, a professora Fulana de tal é mais jovem, esguia e bonita e ela que se sentiu rebaixada já passou dos quarenta e se acha mais gorda do que a Fulana de Tal. Então, o ciúme se fez presente nesta situação.
Outra situação de ciúme, por sua vez, pode ocorrer por parte do namorado da professora Fulana de Tal, que testemunhando o grande sucesso da namorada como professora de Yoga, sente ciúme, principalmente sabendo que na sala há praticantes homens que acham-na bonita e que nos horários noturnos quando costumavam estar juntos, agora ela não está mais disponível.
Se a professora Fulana de Tal realmente faz jus à posição que ocupa, tem competência e carisma, não só a beleza de uma Barbie produzida e a colega de Seara Yóguica se sentiu enciumada, paciência. Há um destaque da professora Fulana de Tal pelo seu próprio mérito e então a que teve ciúme deverá trabalhar-se para não se deixar abater por essa situação e reconhecer que é uma professora de Yoga tão boa quanto a que agora ocupa horários ditos nobres e que pode se melhorar ainda mais.
Já para o namorado, ele poderia se entusiasmar, praticar e se unir às aulas da professora namorada que sente ciúme ou pelo menos participar de algumas aulas para se fazer presente, sentir o ambiente e mostrar abertamente que a sua namorada tem um namorado.
Paralelo ao ciúme está a inveja. A inveja porque determinado professor ou professora tem muitos alunos particulares que pagam super bem; por a aula que ministra no Espaço onde está vinculado estar sempre lotada. E, a inveja se agrava mais se esse ou essa professora ministra workshops pelo Brasil a fora, é influente e popular, com muitos seguidores no FB.
Alguns outros nutrem inveja negra porque determinado professor foi para a Índia ou para os Estados Unidos, fez várias Formações com professores importantes e apareceu numa revista especializada seja num artigo que escreveu ou num ensaio fotográfico onde demonstra ásanas. Ou, porque ostenta uma tatuagem legal e ainda executa ásanas muito difíceis. E, além de ter dom para ministrar aulas, ainda canta e toca instrumentos musicais em kirtans e surfa como ninguém e mantém a persistência no estudo das escrituras, não demonstrando ser uma pessoa fútil.
Outros até invejam porque aquela professora finalmente abriu o próprio espaço para ministrar aulas de Yoga, tem um site popular na Internet, saiu na capa de uma revista e ainda gravou um dvd sobre Ashtanga Vinyasa Yoga que está vendendo como água.
Por incrível que pareça, não raro encontrar pela frente aquele que sabe que é excessivamente invejado e aprecia isso, achando que ninguém lhe é superior. Com o ego altamente inflado, este tipo, muito inseguro, sente inveja até mesmo de alguém inofensivo que lhe parece ameaçar a posição.
Decorrente da inveja surgem os comentários que o invejoso, ávido por encontrar um defeito ou deslize, faz sobre as qualidades ou as conquistas daquele que inveja; comentários destrutivos até sarcásticos, que na realidade só demonstra que se sente diminuído em relação à pessoa que chama mais atenção, denotando que no fundo gostaria de ser igual a ela; no entanto, não consegue devido ao comodismo ou por falta de recursos.
E, por não conseguir ser igual a quem inveja, quer destruir quem incomoda para que não exista parâmetro de comparação; e, alguns até buscam aliciar outros para compactuarem da sua opinião no sentido de se sentirem mais seguros.
É natural sentirmos uma ponta de inveja de alguém que na verdade admiramos. Pode ser a inveja branca, aquela que declaramos abertamente ou não a quem invejamos, que na verdade não vem acompanhada de uma energia ruim.
No entanto, o que não pode acontecer é deixar se dominar pelos sentimentos negativos e destrutivos que a inveja traz e muito menos se sentir diminuído por que o Fulano ou a Fulana conquistou algo que ainda não se tem ou tem uma aptidão passível de ser invejada. Pois até mesmo aquele ou aquela que é alvo constante da inveja alheia também sente inveja, no seu grau, porque é um ser humano em franca evolução.
Harih Om!
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YOGA EM VOGA ENTREVISTA – CAROL LANGOWSKI Posted: 18 May 2013 11:25 AM PDT HUMBERTO MENEGHIN
YV –São nas aulas que você ministra sobre Anatomia do Yoga, em alguns cursos de Formação, que a maioria das pessoas que pretendem se formar professores de Yoga tem um contato inicial com você. Você acha que o ensino dos conceitos que envolvem a Anatomia voltada ao Yoga é um tema demasiadamente difícil de se transmitir aos estudantes? Quais são as ferramentas que você usa em suas aulas, além daquele simpático esqueleto, para que esse assunto seja absorvido pelos estudantes de uma forma eficaz onde a didática irá facilitar a compreensão sobre a função e desempenho dos músculos, articulações, tendões, ossos e vértebras?
CAROL– Realmente acho anatomia um tema difícil de ser transmitido, pois são muitos nomes complexos, e na maioria das vezes é o primeiro contato que os alunos estão tendo com esses termos. Gosto muito de trabalhar com o “Magrela” meu esqueleto, e também com data show, pois acredito que visualizando tudo o que estamos falando facilita bastante a compreensão. E claro, tentar vivenciar ao máximo o conteúdo dentro dos ásanas, para que não fique uma aula apenas teórica.
YV –Em termos de Brasil, você acha que a matéria Anatomia do Yoga é transmitida nos cursos de Formação de Professores de Yoga de uma forma que pelo menos condiz com os conceitos estabelecidos pela ciência contrabalançados aos do Yoga; ou, esse tema ainda passa batido e não recebe a devida atenção em algumas Formações que nos deparamos por aí?
CAROL - Lamentavelmente poucos cursos dedicam a atenção necessária a esse tema. Acho muito difícil ensinar como nosso corpo funciona e como mantê-lo saudável durante os ásanas em apenas algumas horas. E quando os cursos tem o formato de finais de semana, acho cansativo para os alunos uma imersão de um dia todo em anatomia.
YV –Se você se re-encontrar com os alunos e alunas que tiveram aulas sobre Anatomia do Yoga com você, muitos deles podem se lembrar de uma forma vaga sobre alguns conceitos que foram transmitidos; isso é natural. Na apostila do curso de Formação de Professores de Yoga de Pedro Kupfer há muitas páginas onde o assunto Anatomia do Yoga é apresentado de uma forma bem didática, incluindo figuras explicativas, que foi organizado por você. Dentro deste universo, Anatomia, o que você considera o essencial a ser transmitido aos estudantes? Será que já não está na hora de a Carol Langowski lançar um livro sobre Anatomia do Yoga?
CAROL– Prefiro entregar um material bem completo aos alunos, acredito que minhas aulas acabam sendo uma introdução ao universo que é o corpo humano, então assim poderão continuar estudando e consultando. Gosto de pensar que estou dando sementes de conhecimento, que podem com o tempo gerar frutos.
Quanto ao livro, é um sonho antigo. Acredito que em algum momento irá se realizar. Como tenho um curso de uma semana toda de Anatomia do Yoga na Montanha Encantada, a apostila que preparei já é o primeiro passo desse projeto.
YV –No começo de 2012, o jornal The New York Times, apresentou um artigo escrito por William Broad, dizendo que a prática do Yoga pode danificar o corpo do praticante, tema esse que também foi abordado no livro The Science of Yoga: The Risks na the Rewards, escrito pelo mesmo autor. De modo geral, as alegações do articulista abalaram a Comunidade do Yoga de tal forma que tudo dava a entender que praticar àsanas é muito perigoso, que pode até levar à morte. Como você vê essa alegação? No seu ponto de vista, você acha que o autor do artigo e livro exagerou? Ou, ele tem o seu pingo de razão? E, ainda, você pode citar algumas posturas que realmente podem fazer muito mal a quem as pratica se não receberem a devida atenção e cuidado? E, você acha que os propscomo bloquinhos, fitas, bolsters, cobertores, etc, hoje em dia são indispensáveis para que uma boa prática de ásanas flua corretamente bem?
CAROL– Realmente esse assunto gerou muita polêmica. Lembro que na época expliquei aos alunos que qualquer atividade que façamos com nosso corpo, gera alguma sobrecarga, consequentemente risco de lesão. Por exemplo, a corrida sobrecarrega os joelhos, o surf a lombar, o tênis sobrecarrega o cotovelo... nem por isso iremos parar de praticar e ficar sentados assistindo TV para não corrermos riscos.
Mas um pingo de razão existe, alguns ásanastrabalham nos extremos das amplitudes articulares, gosto de pensar que se nos lesionarmos praticando ásanas, foi uma armadilha do nosso Ego, pois se houver consciência, se praticarmos Yamas e Nyamas, evitamos qualquer risco de lesão!! Ásanas que considero perigosos são, shirsasana para problemas na cervical, se praticado incorretamente pode gerar uma hérnia. E padmásana, que se o praticante não tiver uma boa rotação externa de quadril, comprime seus meniscos do joelho, causando micro lesões. E claro, nosso ego adora esses ásanas.
Mas sempre temos antídotos, como você mencionou, podemos nos proteger muito utilizando props. Eu pratico invertidas apenas “pindurada no morcego” com sling (kurunta), evitando assim compressões na cervical e enfatizando todos os benefícios do ásana.
YV – Muitos praticantes de hora em vez se deparam com professores despreparados no ensino de ásanas do Yoga, ou seja, que não dispensam a devida atenção se o praticante está executando determinado ásana de uma forma que não traga algum desconforto ao corpo. E, ainda, existem algumas escolas onde ordens são dadas para o professor de Yoga não corrigir o ásanaque é executado de forma errada pelo praticante. Adaptações não existem. O que você acha desta situação? O que você pode dizer àqueles que nenhum pouco ligam para que o aluno praticante execute as posturas de uma forma correta, dentro do seu devido conforto e segurança?
CAROL – Que difícil, nem consigo imaginar essa situação. Acredito que um bom professor de Yoga deva ensinar ásanas como eles devem ser. Confortáveis e estáveis, para isso há necessidade de ajustes e adaptações. Caso contrário acredito ser uma distorção desse ensinamento sagrado.
YV –Uma compressão excessiva aqui, uma torção indevida ali, um desconforto no joelho, na coluna vertebral e uma dor insistente pela região lombar, sem falar do nervo ciático que às vezes pinça. Como o praticante ou professor de Yoga pode ao invés de se lesionar conseguir um certo equilíbrio no corpo para que esses distúrbios não ocorram? E, de que forma os conceitos aplicados pela Medicina Tradicional Chinesa e da Fisioterapia em si podem contribuir para um maior equilíbrio no corpo daquele ou daquela por que passou por um revés decorrente de uma execução equivocada de um ou vários ásanasque lhes trouxeram desconforto e alguma lesão?
CAROL– Usar nossa respiração como termômetro de prática é uma boa dica. Se praticarmos de forma confortável, ouvindo nossa respiração e nossa consciência, evitamos riscos de lesão. Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, qualquer doença vem de um acúmulo ou deficiência de energia, e o trabalho que fazemos com os ásanas e pranayamas, faz com que nossa energia vital (prana) flua pelo nosso corpo, indo de encontro ao equilíbrio do corpo e mente. Gosto sempre de lembrar que onde há comprometimento físico, como dor, não há benefício sutil!
YV – Você acha que a prática do Ashtanga Vinyasa Yoga não é para qualquer um? O que acontece que muitos se lesionam praticando as séries do Ashtanga,enquanto outros não passam por isso, como por exemplo o Yogi David Swenson? E, diante disso, como se processa uma leitura corporal completa que tem por finalidade integrar um entendimento das limitações de cada praticante? CAROL– Na verdade adoro a prática de Ashtanga Vinyasa Yoga, é uma prática intensa de ásanas, então exige como pré requisito um corpo saudável e com um bom nível de força e flexibilidade. As lesões ocorrem quando pessoas despreparadas querem fazer o que seu corpo ainda não consegue, ou que não tenham um bom professor para adaptar os ásanas as suas condições. A leitura corporal é simples, se pegássemos um sedentário e colocássemos para correr uma maratona, se lesionaria com certeza, se pegarmos alguém que nunca praticou ásanas, sem consciência corporal, ou sem alguma atividade física prévia, e praticar asthanga, a proporção é a mesma. Existem muitos estilos de práticas, nenhuma delas é para todos, pois cada indivíduo é único, e encontrará o estilo de prática que mais se familiariza.
YV –É muito bonito quando participamos de uma aula de Yoga onde o professor transmite alguns detalhes sobre a anatomia do corpo, contudo, sem exageros e sem linguajar prolixo. No entanto, são raros os professores que assim o fazem. De um modo geral a aula é dada e o quesito anatomia não é muito destacado, apenas algumas orientações básicas. Nos Estados Unidos notamos que alguns bons professores de Yoga prezam muito os ensinamentos de anatomia e se você pratica com algum deles isso é bem visível. Você acha que aqui no Brasil falta mais estudo e entendimento sobre Anatomia do Yoga por parte de alguns dos professores e professoras? O que você acha dos cursos sobre Anatomia do Yoga que são oferecidos on line, pela Internet, muito comuns nos States; são válidos?
CAROL – Acredito que o aprofundamento no conhecimento do nosso corpo sempre será bem vindo. Adoro estudar tendo meu corpo como meu laboratório durante as práticas e assim se torna prazeroso compartilhar o que nos faz bem.
Quanto a cursos pela internet, super recomendo. Temos pouquíssimo material no Brasil sobre o tema, portanto precisamos procurar fora do país. Eu mesma já fiz um curso pela internet com uma professora do Canadá e achei excelente. Inclusive me inspirei a montar video aulas e trabalhar da mesma forma, para que mais pessoas possam ter alcance a esse conhecimento.
YV – A partir do momento que se trabalha com Anatomia do Yoga é importante entender que o corpo físico está agregado tanto ao corpo emocional e espiritual. Desde que os músculos, os ossos e a fisiologia do corpo vai se integrando durante a prática, memórias e emoções muitas vezes são trazidas à tona. Por que isso acontece e qual é a melhor forma de se integrar o lado psicoemocional com a prática física de um modo harmônico? É verdade que quando o corpo se alinha através do estudo de sua estrutura, também ocorre um alinhamento da pessoa em todos os níveis? CAROL - Ao falarmos de emoções no corpo físico, o lugar onde habitam é a fáscia muscular, que "abraça" praticamente todos os músculos do nosso corpo. Ali fica um nó energético, ao movimentarmos a musculatura; respirando de forma consciente, fazemos fluir, emoções afloram, lágrimas vem, e traumas se dissolvem. Para que essa limpeza ocorra, a respiração faz toda diferença. Se o corpo estiver bem alinhado, coluna ereta, peito aberto, inevitavelmente alinhamos nossos centros de energia, dissolvendo assim, escudos e máscaras, ouvindo mais o coração e nos conectando com uma força divina, da forma que cada um interpreta.
YV - Há quanto tempo o Yoga está presente na sua Vida? Você já se dedicava à prática e ao estudo do Yoga desde os dias em que você estudava Fisioterapia na Puc/PR ou isso somente se iniciou a partir do momento que você participou do curso de Formação com Pedro Kupfer e Camila Reitz? Como aconteceu essa atração pelo Yoga e posteriormente pelo ensino da Anatomia voltada ao Yoga?
CAROL– Quando estava na faculdade tive meu primeiro contato com Yoga, com o Rapha, meu marido. Me formei e saimos de Curitiba para morar em Mariscal, e aí sim veio a necessidade de se aprofundar. Foi quando fomos a Floripa procurar por mais fontes, foi aí que conhecemos o Pedro Kupfer e a Camila Reitz, que se tornaram grandes amigos e professores.
Foi durante o módulo II do curso, quando o professor de Anatomia convidado não muito bem aceito pela turma, por não relacionar anatomia ao Yoga, que fui convidada a estudar e ensinar Anatomia Aplicada ao Yoga, os dois foram meus grandes incentivadores, inclusive trazendo livros de fora para meu aperfeiçoamento.
YV –Além de se dedicar ao estudo e ao ensino da Anatomia do Yoga e o Yoga propriamente dito, você é esposa do Rapha, agora é mãe da Mila e administra a Pousada Vila Boa Vida, na Praia de Mariscal, em Bombinhas/SC. Muitos que a conhecem mais de perto sabe da sua grande preocupação com o meio-ambiente visando preservá-lo e a sustentabilidade, além de defender as boas causas. Você seria uma ótima vereadora em seu município. Como seria a Carol Lamgowski vereadora em Bombinhas? Isto está em seus planos? Ou a Política passa longe de você?
CAROL– Que engraçado, já ouvi muitas vezes essa sugestão. No momento, pelo fato de a maternidade ser minha prioridade, não consigo me imaginar na política, alguns anos atrás acho que até iria gostar da idéia. Prefiro agora fazer o bem aos que estão por perto, como se fosse plantar sementes do Yoga, sem mencionar a palavra Yoga, somente com atitudes, tocando o coração dos funcionários, hóspedes, familiares e quem mais nos permitir. Pois a grande beleza do Yoga está no dia-a-dia e não somente nos ajustes emcima de um tapetinho. CAROL MARTINS LANGOWSKI– É formada em fisioterapia pela PUC-PR, com especialização em Medicina Tradicional Chinesa. Fez sua formação em Yoga com Pedro Kupfer e Camila Reitz, dá aulas de Yoga ha dez anos em Mariscal SC, onde vive com seu marido e administra sua Pousada (www.mariscal.com.br).
Há dez anos vem se dedicando a estudar Anatomia aplicada ao Yoga, com o grande objetivo de evitar lesões na prática de Yoga. Vem ministrando aulas de anatomia nos cursos de Formação de Adrian Vilas Bôas (BA), Andrea Porto (SC), Camila Reitz (SC), Espaço Hermógenes Curitiba (PR), Lygia Lima (SP) , Pedro Kupfer (SC), Rô Pacheco (SC), Unipaz (PR), Marco Shultz (SC).
E agora sua maior conquista, ser Mãe da Mila, que chegou com um parto humanizado na água, de uma forma única, onde a prática de Yoga fez toda a diferença. |
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BRITNEY SE RENDE AOS ÁSANAS E BÜNDCHEN COMEÇA O DIA PRATICANDO Posted: 14 May 2013 04:51 PM PDT HUMBERTO MENEGHIN
É fato que quando uma celebridade pratica ásanas, isso vira notícia imediatamente. A mais nova aficionada é a cantora popBritney Spears que resolveu incluir ásanasna rotina de exercícios físicos. No mesmo barco, só que praticando há mais tempo que Brit, a top das tops, Gisele Bündchen, postou foto no Instagram onde aparece “fazendo Yoga”.
É louvável saber que pessoas talentosas como Britney e Gisele se dediquem à prática de ásanas, pois pouco a pouco a conseqüência é que irão se redirecionando e se descobrindo como Seres que fazem parte de um todo.
Britney Spears está praticando ásanas como complemento à preparação física referente à temporada de shows que irá performar em Las Vegas, por dois anos consecutivos.
Muitos podem achar que o Yoga da Britney é uma simples malhação, sem que ocorra qualquer interesse por parte da cantora em se aprofundar e quando a maratona de showsacabar, talvez essa prática, mesmo que seja só de ásanas, seja deixada de lado.
No entanto, parece que Britney está adorando praticar pois já elegeu a Navasana e o dhanurásana como algumas das posturas que mais aprecia, conforme imagens publicadas na revista Shape.
Ainda, no seu repertório de ásanas estão incluídos alguns dos guerreiros para lhe proporcionarem a força suficiente durante os ensaios e nos showsque terá pela frente.
Gisele Bündchen, por sua vez, seguindo o protocolo das celebridades, prefere por conta própria divulgar o que de interessante faz. Outro dia, publicou imagem em que mostrou o passeio a cavalo que fez. E, saindo do forno, em 14/05/2013, instagrou uma foto retratando a prática de ásanas pela manhã em companhia de uma boa amiga, seguida desta mensagem: “Uma linda maneira de começar o dia, praticando yoga com a minha amiga, Cristina Kalyani Paes. Desejo a todos um dia cheio de alegria!".
Sim, o dia fica mais belo e cheio de alegria e se sente vontade de compartilhar essa alegria com todos se a prática de ásanas do Yoga foi realizada com a presença necessária para sentir os seus efeitos. Claro que o cenário junto às plantas de um jardim que possa lembrar a Costa Rica também contribui para que o prana se intensifique e a praticante se sinta renovada.
Quem sabe os admiradores de ambas as estrelas vendo-as praticarem ásanas, passem a se interessar pelo que fazem e assim despertem o interesse em procurarem um bom professor ou professora para investigarem o que de bom a essência do Yoga pode lhes oferecer.
Harih Om!
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MINHA AMIGA PRATICA YOGA, EU TAMBÉM! – PARTE QUATORZE Posted: 13 May 2013 05:44 PM PDT HUMBERTO MENEGHIN Paulo Roberto encostou-se à mesa oposta a minha, cruzou os braços e me olhando diretamente disse: “Precisamos da sua ajuda em um trabalho inacabado. Walquiria quer conquistar mais clientes e me sugeriu que você cuidasse do projeto que a Claudia estava administrando...” Fiquei intrigada com isso. Será que a Claudinha não estava dando conta e então resolveram me passar esse “projeto”? Continuando, ele revelou: “A Cláudia vai tirar uma licença para tratar da saúde ...” A Claudinha tirando licença para tratar da saúde? Eu não sabia disso! O que será que aconteceu?
Sem mais enrolação, Paulo Roberto falou para eu subir e me inteirar de tudo sobre o “projeto”. Mas, antes disso, aproveitei para lhe pedir para sair meia hora mais cedo.
Movimentando a cabeça de modo afirmativo, ele concordou com o meu pedido e eu lhe disse que reporia essa meia hora no dia seguinte. Sim. Hoje o dia do meu encontro com a minha mestra querida, Indianira Shanti Ma; no hotel onde ela está hospedada, no final da tarde. Já está tudo acertado, estou muito ansiosa, mesmo que a doação obrigatória tenha sido muito salgada pra mim, R$ 450,00!
Subi e logo notei que a mesa da Claudinha estava vaga. Computador desligado, cadeira encostada, nada por cima da mesa. De um canto, Miriam Mitiko apareceu usualmente trajando roupa preta, desembrulhando um chocolate fino. Me ofereceu um pedaço; eu aceitei pois era importado, suíço.
Emendando uma degustação rápida do chocolate a um copo de água, Miriam Mitiko apontou uma prateleira abarrotada com pastas e documentos, dizendo que tudo aquilo fazia parte do “projeto” e que Walkiria estava pedindo muita urgência.
“Você vai ter que levar trabalho para casa, abolir seus finais de semana, entrar mais cedo e ficar até mais tarde. Eu já me acostumei com isso. É o jeito da Walkiria trabalhar.” Me informou Miriam Mitiko.
“Como?!” Me perguntei. “Uma bomba para mim que ninguém quer pegar!” A japonesa deu as costas sem falar mais nada e sumiu do ambiente.
Ouvi uma das secretárias se aproximar e me contar que a linha ali era dura e que não adiantava amolecer. Então, perguntei sobre a Claudinha, o que tinha acontecido com ela por ter pedido uma licença saúde.
De volta a Marinice me disse: “Pressão, muita pressão. Por um fio ela não se demitiu. Parece que ela está com um quisto no ovário, sei lá, ouvi dizer...” Disse Marinice se afastando rápido para a sua mesa, sem falar mais nada, pois o telefone tocava.
Passei a tarde toda mexendo naquela prateleira abarrotada, tentando buscar um fio da meada. Sem perceber, notei que já estava na hora de eu ir para o meu encontro com a minha mestra; mas, quando me virei, dei de cara com Walkiria, me olhando com superioridade.
Ela me disse: “Venha até a minha sala. Preciso falar com você.” Olhei no meu relógio, pensando em lhe dizer que já estava de saída, mas aboli isso e acompanhei Walkiria até a sala dela.
Desta vez, sem qualquer chá, ela começou a discorrer sobre o projeto, num palavreado difícil e demorado. Os minutos começaram a passar rápido e agora faltavam apenas quinze minutos para o meu encontro agendado com a minha mestra!
E Walkiria continuou a falar, dizia que contava comigo, que eu era inteligente, uma boa funcionária, que daria conta do serviço como ninguém... E continuou falando e falando... e eu sem jeito de ir embora. Perderia os R$ 450,00, já pagos se não comparecesse ao encontro com a minha mestra como o Arnoldo havia me advertido.
Por um milagre, faltando cinco minutos para o encontro acontecer, a mulher me liberou e eu saí correndo para me encontrar com a minha amada mestra, Indianira Shanti Ma!
Harih Om!
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Posted: 13 May 2013 05:47 PM PDT HUMBERTO MENEGHIN “Surtadas na Yoga” é o título da nova comédia de situações, que vai estrear quarta-feira, oito de maio (2013), no canal GNT, às 23:00 hs e provavelmente será reprisada noutro horário. Escrita e roteirizada pela escritora, atriz, apresentadora e entrevistadora Fernanda Young e Alexandre Machado, a nova série do canal a cabo mais preferido pela elite brasileira promete descrever as situações inusitadas e constrangedoras que três amigas-praticantes irão vivenciar durante as aulas de ásanas de Yoga que frequentam. Provavelmente a audiência fiel do programa será dos, ou melhor, das que adoram praticar Yoga, https://www.facebook.com/ADOROYOGA. Mas, será que o público vai se identificar e apreciar as situações surtantes?
Para fazer rir, vale qualquer coisa. Um mantra entoado de forma incorreta, posturas feitas de modo inadequado, pequenos escândalos, ataques histéricos, assédios, desentendimentos e gritos. Algo incomum de se ver numa prática real e regular de ásanas seja num espaço ou numa aula particular. No entanto, uma cena equivocada não está isenta de acontecer em qualquer lugar que seja, mesmo dentro de uma sala de prática.
Do dicionário, “surtar” significa enlouquecer, perder o controle, passar dos limites diante de uma situação. Pois bem, mesmo que as yoginis em desenvolvimento que serão representadas pela própria Fernanda Young (Jéssica), Flavia Garrafa (Ana Maria) e Anna Sophia Folchi (Marion), hinduístas e péssima praticante como se declara Young, sejam minimamente desequilibradas a ponto de surtarem na Yoga, será que a prática realmente é o mais indicado para elas, para as personagens?
Ou será que terapeuticamente falando uma opção adequada seria o Muay Thai, outros tipos de lutas marciais e até mesmo o boxe para descontarem toda a raiva e consequentemente evitarem o surto?
A prática consciente de ásanas do Yoga e a meditação aliadas ao estudo das escrituras decorrentes do conhecimento védico tem a precípua finalidade de auxiliar aquele que pratica e estuda a dissipar a ignorância e reconhecer que é um Ser livre.
Surtar na Yoga, ao pé da letra surtar numa aula de ásanas, não é assim um lugar tão adequado para tanto e se isso porventura ocorrer numa prática real, provavelmente o professor ou professora saberá lidar com a situação e inclusive com a ou as que surtarem.
Tudo bem que as “Surtadas na Yoga”, que podem estar em TPM, será uma comédia de situações cuja finalidade é fazer as pessoas, os telespectadores, rirem, o que é uma arte, nada fácil; no entanto, mesmo que o propósito das personagens seja buscar uma “conexão interior” para se ter uma vida mais equilibrada, esperamos que esse humor seja inteligente, sem que haja situações indevidas que possam trazer um conceito equivocado e desacreditar o público sobre os preceitos lídimos adotados pela Tradição do Yoga, desmotivando a prática.
Descrever situações cômicas que podem ocorrer numa aula de ásanas de Yoga que são produzidas e filmadas para que um público consumidor assista, não é uma grande novidade assim; pois nos Estados Unidos, onde há muitos praticantes e uma indústria organizada que promove a prática a seu modo, algumas sitcoms já colocaram personagens que praticam ásanas e ainda certas produtoras exibiram na web episódios engraçados que personagens praticantes vivem numa sala de prática ou na vida.
“Surtadas na Yoga” terá inicialmente 13 episódios de 30 minutos e com certeza algumas das situações cômicas serão comentadas nas salas e nos corredores dos espaços de Yoga e ainda no FB. Você vai assistir?
“Minha Amiga pratica Yoga, eu também!”, aqui no blog.http://yogaemvoga.blogspot.com.br/2013/05/minha-amiga-pratica-yoga-eu-tambem.html
Harih Om!
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JENNIFER ANISTON E DEMI MOORE: CONTINUAM SENDO INVEJADAS PORQUE PRATICAM YOGA Posted: 14 May 2013 05:52 PM PDT HUMBERTO MENEGHIN
Já faz um bom tempo que as atrizes Jennifer Aniston e Demi Moore praticam ásanasdo Yoga. A primeira adota uma prática híbrida envolvendo ásanas e exercícios aeróbicos. Moore por sua vez, como Gaga, é adepta do Hot Yoga de Bikram. Ambas tiveram seus relacionamentos amorosos balançados, no entanto Aniston prepara-se para se casar novamente e Moore foi vista deixando um estúdio de Yoga em LA acompanhada por um cara louro de boa aparência. Será que a prática está ajudando ambas a se darem bem no campo afetivo?
Seane Corn tem uma prática chamada Yoga For a Broken Heart, Yoga para o Coração Ferido, partido pelas decepções da vida, incluindo as amorosas. No entanto, mesmo que a prática de Seane seja voltada para diluir as dores emocionais dos corações que se encontram partidos, parece que Aniston e Moore não precisaram desta aula.
Demi Moore praticando a modalidade calorífica que é o Hot Yoga, uma seqüência de ásanas que se desenrola numa sala-sauna ostenta um corpo físico de dar inveja a muitas mulheres. E, mesmo tendo se divorciado de Ashton Kutcher, há algum tempo, Demi não deixou a peteca cair e continua “malhando”. E a prática do Yoga essencialmente se acoplou a sua vida definitivamente, pois de longe não parece que já está na casa dos cinquenta.
Jennifer Aniston, a eterna amiga da América, parece que está conseguindo diluir o desgaste como os preparativos de seu casamento com o ator e escritor Justin Theroux, mantendo a sua prática regular de ásanas fusionada com exercícios cárdios, dentre eles a caminhada, a corrida ou musculação.
Aniston é muito grata a sua instrutora e treinadora Mandy Ingber, a quem credita o resultado da tonificação obtida em seu físico, em especial nas pernas, pois bem antes de se dedicar à prática seu corpo era muito diferente.
Diante disso, ainda confessa que: “Yoga alonga meus músculos e me dá uma grande sensação de paz e calma; e, também, melhora minha respiração e me centra.”
Perfeito para Jennifer e Demi, celebridades invejadas que são modelos de beleza e influência para muitas mulheres do mundo todo, pois conseguem, a seus modos, despertarem o interesse de suas seguidoras pela prática de ásanas. No entanto, nem só de ásanas vive quem pratica, pois o Yoga engloba muito mais e está presente em todos os momentos da vida.
Harih Om! |
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QUAIS AS CIDADES NO BRASIL ONDE MAIS SE PRATICA YOGA? Posted: 01 May 2013 05:48 PM PDT HUMBERTO MENEGHIN A revista americana Forbes, especializada em evidenciar quem são as pessoas mais ricas do planeta dentre outros assuntos ligados às finanças, destacou as dez cidades nos Estados Unidos onde mais se pratica Yoga. Baseado em pesquisas mercadológicas, concluiu-se que o Yoga tornou-se uma atividade muito popular entre os americanos acima dos dezoito anos de idade, pois no último ano foi praticado por cerca de vinte milhões deles. E no Brasil? Será que podemos deduzir quais são as dez cidades brasileiras onde as pessoas mais praticam ásanas do Yoga? Nos Estados Unidos, as dez cidades onde mais se pratica são:
1. San Francisco-Oakland-San Jose, CA
2. Seattle-Tacoma, WA
3. Philadelphia, PA 4. Washington DC
5. New York City, NY 6. Baltimore, MD
7. Boston, MA 8. Portland, OR
9. San Diego, Ca
10. Boise, ID Boulder no Colorado, LA e Santa Monica na Califórnia, onde o número de espaços são muitos, ficaram de fora.
Logicamente, por aqui, se desconhecem pesquisas que tenham por objetivo mensurar o universo de quem são, quantos são e de onde são as pessoas que caíram de cabeça na prática de ásanas do Yoga; pois, a grande maioria ainda não desenvolveu esse bom hábito.
No entanto, tomando-se por base a densidade populacional, costumes e interesses evidentes, podemos arriscar que as cidades brasileiras abaixo listadas podem ser alguns dos lugares onde as pessoas mais se dedicam à prática de ásanas do Yoga:
1. São Paulo – a capital paulista, locomotiva do Brasil, se destaca em qualquer área que se preze e no Yoga, não poderia deixar de ser. Contando com muitos espaços espalhados pela metrópole, diversos cursos e workshops voltados à prática, a formação e ao estudo do Yoga que por lá acontecem, os praticantes da terra da garoa estão na primeira colocação. Torcemos para que continuem fiéis à prática e que a nova geração desperte o interesse, pois a cidade tem muitos professores e professoras aptos a transmitir a Tradição.
2. Rio de Janeiro – como diz a canção, “o Rio de Janeiro continua lindo...” e apesar de muitos cultuarem a boa forma física, o Professor Hermógenes já está lá há muito tempo e com certeza foi o responsável por despertar o verdadeiro interesse pelo Yoga em muita gente em terras Cariocas e de todo o Brasil. Ainda, os Cariocas tem a boa dádiva de contarem com a presença da professora Glória Arieira sempre disponível no Vidya Mandir para transmitir o puro ensinamento Védico.
3 .Florianópolis – Poderia ser a San Francisco brasileira, pois a velha ponte talvez dê essa impressão. Surfistas são muitos em Floripa e quem é dado ao Surf está a um fio de praticar Yoga. Bons espaços oferecem quase todos os estilos de Yoga e de hora em vez workshops e cursos voltados a prática e ao estudo do Yoga acontecem por lá ou em outras cidades do litoral catarinense.
4. Porto Alegre – Os gaúchos parecem que apreciam muito praticar Ashtanga Vinyasa Yoga, talvez seja por que se transpira muito e assim a sensação térmica de quando o clima está muito frio é diluída. Mas, falando sério, a ascendência germânica da maioria dos praticantes contribui para que a prática do Yoga seja levada com mais determinação. E, por isso, Porto Alegre se destaca entre as cidades onde se praticam mais ásanas do Yoga.
5. Belo Horizonte – Os mineiros são ativos e quando põem na cabeça que querem alguma coisa, conseguem. E, praticar ásanas do Yoga é uma boa teimosia dos mineiros. Estudos voltados ao Ayurveda e da linhagem do Yoga de Satyananda estão presentes em Minas Gerais; aliados ao bom clima de algumas cidades nas montanhas que contribuem para que o prana seja bem absorvido.
6. Salvador – Terra do misticismo, da boa energia e da Natureza exuberante, a Bahia está de braços abertos para a prática de ásanas do Yoga. Apesar do clima quente, que às vezes pode desmotivar, o Yoga praticado contribui para centrar os praticantes no momento presente. Meditar na Terra de Todos os Santos deve ser uma experiência única, pois os filhos de Gandhi estão lá.
Sim, por aqui não poderíamos alongar esta lista que infelizmente para na sexta colocação, considerando-se números sócio-econômicos mais expressivos e por dedução. Mas, poderíamos supor que as outras quatro colocações poderiam ser divididas entre as cidades de Curitiba, Fortaleza, Alto Paraíso e Recife. Será?
Quem quiser pode completar a lista:
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8. ______________ 9. _______________
10. _______________ Harih Om! |
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QUAL A MELHOR DESIGNAÇÃO PARA O LUGAR ONDE SÃO OFERECIDAS AULAS DE YOGA? Posted: 28 Apr 2013 12:38 PM PDT HUMBERTO MENEGHIN Talvez a primeira dúvida que vem à mente de muitas professoras e professores de Yoga que se propõem a abrir e gerir um lugar próprio onde se oferecem aulas de Yoga é como esse lugar vai ser chamado. Várias designações podem ser adotadas, dentre elas: Espaço, Escola, Estúdio ou Studio, Academia, Centro, Casa, Instituto, Shala ou Sala, Loft, Morada, Cantinho, nome do professor (a) antes da palavra Yoga ou nome em sânscrito ou de Deidade Hindu seguido de Yoga. Muitas são as possibilidades, as mais comuns são essas; no entanto, escolher um nome ou uma designação para o lugar onde serão oferecidas aulas de Yoga é como escolher o nome para o próprio filho (a).
Tomemos por exemplo algumas designações:
Espaço Marli Yoga ou Espaço de Yoga da Professora Marli
Marli – Escola de Yoga Marli Yoga
Estúdio Marli Yoga ou Estúdio de Yoga da Marli
Marli Yogashala Instituto Marli Yoga ou Instituto de Yoga da Professora Marli
Marli - Morada da Yoga
Cantinho de Yoga da Marli Shiva Yoga
Shanti Yoga
Jaya Marli Yoga Método Marli Yoga
Academia Marli Yoga
Centro de Yoga Marli Casa Marli Yoga
A opção Loftnem passa pela cabeça da Marli, pois é muita frescura no seu modo de ver.
Muitas são as possibilidades, mas na hora de escolher a designação para o lugar onde serão oferecidas aulas de Yoga é que são os quinhentos. O mais comum é adotar a terminologia Espaço, “Espaço de Yoga Marli”.
A palavra Espaço é muito difundida, pelo menos no Brasil, quando se quer designar um local onde serão ministradas aulas de Yoga. Espaço, um lugar livre, uma sala. Geralmente existem espaços culturais, espaços artísticos, meu espaço, para ir mais longe a o nome da rede social MySpace. Espaço é uma designação simples, que no entanto, deve vir seguido de uma palavra que revele para que serve o espaço.
Então, “Espaço Marli Yoga”, é uma ótima opção, pois denota que é o lugar onde a Marli, professora de Yoga, dá as suas aulas. No entanto, adotar a nomenclatura “Espaço de Yoga da Professora Marli” é um nome que precisa se tomar um fôlego mais longo para se pronunciar, denota o que é, mas é um nome grande demais para ser pronunciado e pode se tornar enfadonho.
“Marli – Escola de Yoga”, o termo escola é o lugar onde aprendemos, aqui há uma associação que se reporta a mais tenra idade, de quando íamos à Escola, aprendíamos as matérias e respeitávamos ou não a “mestra” ou a “tia” que nos ensinava. “Marli – Escola de Yoga”, acaba por trazer uma essência puramente escolar, onde há a figura da professora que manda e dos alunos que obedecem. Então, este nome pode não ser assim tão interessante para ser adotado.
“Marli Yoga” é um nome rápido, simples, direto, objetivo. Fácil de ser guardado e passado para frente em termos de propaganda boca a boca. Mas, isso não quer dizer que a Marli é a bam-bam-bam do Yoga.
“Estúdio Marli Yoga”, traz um ar nova-iorquino ao nome, levando a crer que a Marli aprecia os ícones do Yoga americano, tem alguns dvds, está antenada em tudo e definitivamente é assinante da Yoga Journal. É uma nomenclatura moderna que pega fácil e flui bem.
Já “Estúdio de Yoga da Marli”, denota que a Marli é quem manda e não tem conversa.
“Marli Yogashala”, se a Marli já foi pra Índia muito provável que tenha pego o termo Shalade lá e, ainda , é adepta e praticante do ashtanga vinyasa Yoga. E se o lugar onde ministra aulas de Yoga tem um toque originalmente hindu essa designação está absolutamente correta.
“Instituto Marli Yoga” ou “Instituto de Yoga da Professora Marli”. O termo instituto pode impressionar os incautos e logo nos reporta ao “Instituto Pasteur”, onde pesquisas científicas foram ou são realizadas. No entanto, para se adotar este termo, o instituto tem que fazer jus ao conteúdo; pois, do que adianta denominar um local onde se ministram aulas de Yoga de instituto, se estudos e pesquisas relativas ao Yoga não são realizadas? Fica algo vago, apenas para o inglês ver e trazer uma grandiosidade que não é real.
“Marli - Morada da Yoga”. O termo morada é muito adotado por Centros Espíritas. Morada da Yoga, pode não ser o ideal e nem soar bem aos ouvidos de quem possa pensar em freqüentar esse lugar para ter aulas de ásanas do Yoga.
“Cantinho de Yoga da Marli”. Usar a palavra cantinho pode transmitir um certo ar de acolhimento, de carinho; no entanto essa palavra seria melhor empregada se fosse para designar um berçário ou um jardim da infância ao invés de um lugar onde se oferece aulas de Yoga.
“Shiva Yoga”. Que poder! Trazer o nome de Shiva na frente da palavra Yoga pode dizer que quem cuida do lugar é devoto de Shiva ou simplesmente busca a sua força para que o empreendimento vá em frente, o mesmo vale para “Ganesha Yoga” e similares. Um toque hindu que pega bem, mas algumas pessoas firmemente religiosas podem não se interessar em praticar ásanas de Yoga num lugar assim.
“Shanti Yoga”. O lugar da paz. Onde aqueles que frequentam tem um oásis de paz, um refúgio para as horas atribuladas jungido as aulas de Yoga, relaxamento. Shanti Yoga, um nome fácil, comum e com uma vibração boa. Om Shanti!
“Jaya Marli Yoga”. Se no lugar do nome Marli estivesse o nome de uma deidade Hindu, a designação desse lugar onde se pratica ásanas do Yoga estaria perfeitamente correto. Jaya é uma saudação; a proprietária do espaço não precisa ser saudada sobremaneira a toda hora. Jaya Ganesha Yoga poderia se uma boa alternativa.
“Método Marli Yoga”. Seguir um método às vezes pode se tornar muito chato apesar de talvez apresentar aspectos positivos. Mas, será que a Marli está bem capacitada para criar seu próprio método de Yoga? Ou isso é apenas uma repaginação do que já existe?
“Academia Marli Yoga”. Designação talvez inspirada na Academia do Professor Hermógenes, esse nome pode até pegar. No entanto, o termo academia está ligado à prática de musculação e a malhação propriamente dita.
“Centro de Yoga Marli”. O cerne, onde tudo converge e acontece, o centro, o ponto onde o Yoga é ensinado, praticado e divulgado. A referência do Yoga na cidade, provavelmente é um lugar onde se ministra curso de formação para professores de Yoga e workshops.
“Casa Marli Yoga”. De uns tempos para cá o termo Casa parece que virou moda. Casa reporta a algo que é familiar, onde se é bem acolhido, onde se pode ficar à vontade e as visitas podem tomar um bom cafezinho. Com um ar amistoso o termo casa é uma boa pedida para designar um local para se praticar e ensinar Yoga.
“Yoga Loft Marli” ou “Marli Yoga Loft”. Mesmo que essa opção não seja a favorita da Marli, o termo Loft, que na verdade é um lugar onde antes funcionava um armazém ou um galpão ficaria melhor adotado se o espaço da Marli fosse situado numa cidade como San Francisco ou Nova York. No interior de São Paulo esse termo pode não combinar. Do contrário, numa grande cidade como São Paulo pode dar certo e pegar.
“Yoga Ribeirão Negro”. Outra designação que visa marcar território e dizer abertamente que neste pedaço nós é quem ditamos as regras é colocar o nome da cidade onde está situado o lugar que se ministra aulas de Yoga, na frente da palavra Yoga. Pode soar bem associar o nome do espaço com a cidade; mas se a cidade não se destaca na região geográfica onde está e não possui um nome marcante e não está numa situação positiva em termos econômicos e políticos, isso pode não soar bem para o nome do espaço.
Gosto não se discute, no entanto, escolher bem o nome do lugar onde serão ministradas aulas de ásanas do Yoga, oferecidos cursos, formações e estudos seja sobre Yoga ou Vedanta é uma tarefa bem delicada que demanda boa reflexão de quem se propõe fundar o espaço.
Alguns podem recorrer à numerologia, à astrologia védica, ao feng shui, procurar um lugar onde o número da rua que irá designar o espaço some nove e ainda que os números que compõe o número do telefone também somem nove. No entanto, para aqueles que estão profundamente ligados ao Yoga e seguem na medida do possível suas prescrições o nome do lugar onde serão oferecidas aulas de Yoga virá naturalmente.
Harih Om!
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YOGA EM VOGA ENTREVISTA – PAULA SABOYA Posted: 27 Apr 2013 02:17 PM PDT HUMBERTO MENEGHIN YV – Você já está no caminho do Yoga desde 1998 quando começou a se dedicar à prática. Antes disso, qual era o conceito que você fazia sobre Yoga e as pessoas que praticavam?
PAULA – Eu lembro vagamente que anos atrás minha mãe me levou ao espaço “Sivananda” dentro do Shopping da Gávea no Rio de Janeiro, espaço que já não mais existe , da Profa. Maria Augusta F. Cavalcanti, por ser asmática minha mãe teve a boa ideia e intenção de me ajudar mas na época eu achei chato, mal eu sabia que foi uma oportunidade de ter começado mais cedo…
YV – Quem a convidou para o Yoga a tal ponto de você continuar nesse caminho até hoje sem ter a mínima vontade de retroceder ao ponto inicial?
PAULA – Foi com a professora Lygia Lima que eu comecei a praticar Hatha Yoga e a gostar muito do que estava acontecendo. Em seguida fui estudar Vedanta com a Gloria Arieira o que definitivamente selou este caminho.
YV – Como e onde foi a sua primeira prática?
PAULA – Foi no studio da professora Anne Marie Bruno, no Leblon, uma aula da Lygia Lima recém chegada de Nova York que ali começou a dar aulas no Rio. A minha primeira aula foi de Power Yoga, depois comecei a fazer as aulas da Anne também. O Power Yoga era uma novidade aqui no Rio pois com a dinâmica e vigor da prática foi uma experiência que muito me agradou e para muitas outras pessoas também, foi uma guinada na divulgação do Yoga de tal forma que até hoje encontro pessoas que também começaram a praticar nessa época. Acho que foi o início de uma boa moda que veio para ficar.
YV – E, de que forma o Yoga e a meditação podem contribuir para mudar significativamente a vida de uma pessoa?
PAULA – Isso é muito pessoal. De preferência que o primeiro contato seja prazeroso e não traumático. Generalizando pode ser um lindo encontro e transformador para a pessoa. Digamos que você é “mordido” pelo “bichinho” do Yoga tornando-o um hábito desejado!
Primeiro num nível físico pois produz bem estar e saúde , e depois com a meditação uma interessante descoberta sobre si mesmo, sobre a sua mente, que pode ser divertido e assustador, a mente é um “Ser” independente e precisamos ficar amiguinho dela.
YV – Em você, como aconteceu esse processo?
PAULA – Esse é um processo ainda em andamento, acontecendo agora pois devido a impermanência das coisas ao meu redor a dentro de mim preciso ficar atenta, focada e relaxada. O que não vem assim tão fácil para mim. Não cheguei aonde quer que se imagine mas estou no caminho, em algum caminho pelo menos.Devo chamar a atenção para o fato de eu continuar meus estudos com Pedro Kupfer (já fiz módulos III,IV,V…rsrs, pois cada vez que retorno a Mariscal é um novo modulo!), ir ao Vidya Mandir com Gloria Arieira, praticar no Nirvana com meus colegas, viajar quando posso para Índia ou qualquer outra viagem percebo que continuo no processo de aprendizado SEMPRE, para o estudo não tem fim não! YV – Posteriormente, em julho de 1999, você foi iniciada em meditação Mantra Yoga e teve como Mestre Espiritual Swami Guru Devanand Saraswati Ji Maharaj. Como foi essa experiência?
PAULA – Foi muito agradável e enriquecedor. Não tinha ideia do que era um Guru, um Swami, uma meditação, foi mágico.
YV – Você ainda mantém contato com esse mestre ou apareceram outros na sua jornada?
PAULA – Mantenho contato com ele e com vários outros mestres. São todos da mesma linhagem, faz sentido pois admiro a obra e vida deles. Swami Dayananda, Swami Sivananda, Swami Satyananda. Isso sem mencionar os meus mestres ocidentais.
YV – Você acha que o apego excessivo de um estudante a um mestre na verdade pode ao invés de promover a dissipação da ignorância pelo conhecimento tornar o discípulo mais cego?
PAULA – Na sua pergunta já temos a resposta, sim , sim e sim! É uma pena a manipulação de certos mestres e a fraqueza do indivíduo de pensar que ali está a “salvação”. Mas muitas vezes a pessoa uma hora entende que estava “cego”, de repente desperta e passa andar com suas próprias pernas conscientemente.
YV – O que você acha de certos Gurus, brasileiros ou não, que de uma forma sutil e dissimulada arrebanham “devotos” para o fim de colocar um cabresto neles e os dominarem a seu bel prazer?
PAULA – Patético! Foge completamente do verdadeiro propósito do Yoga: LIBERDADE!
Criar novas amarras, condicionamentos, vícios isso é uma violência. Oposto ao primeiro valor e pilar do Yoga: AHIMSA, não violência.
YV – Ultimamente na senda do Yoga tem vindo à tona muitos escândalos envolvendo “mestres” e/ou professores renomados que abusaram indevidamente de seus alunos e seguidores. No seu ponto de vista, por que isso ocorre?
PAULA – Desde que o mundo é mundo haverá manipuladores e manipulados. Creio que faz parte da nossa natureza esse jogo de poder.
YV – Será que essa situação acontece por esses “mestres” e/ou professores terem uma certa influência e poder aparentes sobre seus alunos e seguidores?
PAULA – De novo vejo a resposta na sua própria pergunta. Exatamente devido ao poder e sua influência naquele que é mais fraco ou vulnerável.
O aluno procura resposta com o professor e acredita/pensa que ele sabe tudo. Ele, o professor, tem e é a verdade absoluta! Isso é um equívoco. Uma relação onde um alimenta o outro, é intoxicante, nociva mas que parece ser pura e linda até a pessoa ter uma tomada de consciência e ver que não é assim que as coisas são.
YV – Você participou da Formação do Integrative Yoga Therapy (IYT), com Joseph Le Page, em 2000 e do Curso de Formação Livre em Yoga pelo Instituto Dharma, com Camila Reitz e Pedro Kupfer de Florianópolis, em 2003 e neste mesmo ano foi para o Sul da Índia onde passou uma temporada e praticou sob a supervisão da professora Saraswati Ragaswami, filha de Pattabhi Jois, no Astanga Yoga Nilayam, em Mysore. E, lá também participou de um curso básico de Hatha Yoga com o Acharya Vankatesh. Posteriormente, ao retornar ao Brasil, fundou o Shiva Shankara Centro de Yoga. Hoje em dia você ministra aulas no Espaço Nirvana, no Rio de Janeiro e ainda a vários alunos em aulas personalizadas. De que forma essas formações e vivências contribuíram para formar a professora de Yoga que você é hoje?
PAULA – Eu não seria a professora que sou sem essas formações, seria outra com sei lá que outras características.
Sou fruto do que pratiquei, pratico, aprendi e continuo aprendendo. Não posso deixar a formação de teatro de fora pois muito me ajudou e antecede o Yoga.
YV – O que você pode citar de importante em cada uma dessas formações? Formação do Integrative Yoga Therapy com Joseph Le Page :
PAULA –Maravilhoso o IYT. Engloba ensinamentos diversos e complementares. Joseph nos dá liberdade e aprendi que o que você gostar, se identificar use, aproveite, o que você não gostar delete!
YV – Curso de Formação Livre em Yoga pelo Instituto Dharma, com Camila Reitz e Pedro Kupfer: PAULA –Meus queridos mestres! Que momento inesquecível, cada módulo, cada temporada em Floripa foi fundamental para minha experiência como facilitadora do Yoga. São meus amigos e eternos professores. Respeito e admiro cada um e sua generosidade ao passar o conhecimento com profundidade e ao mesmo tempo leveza.
YV – Sul da Índia onde passou uma temporada e praticou sob a supervisão da professora Saraswati Ragaswami, filha de Pattabhi Jois, no Astanga Yoga Nilayam, em Mysore.
PAULA –Foi intenso a nivel fisico principalmente. Foi o ano que Pattabhi inaugurou o novo Shala. Por isso foi interessante estar praticando com Saraswati que tinha bem menos alunos e acabei tendo aulas particulares ou com poucas pessoas na sala. Com ela tive tempo para conversar e tirar dúvidas sobre o método pois não foi um curso de formação, foi como você bem colocou e no final das contas aprendi que “no problem madam”. Rsrs!
YV – Curso básico de Hatha Yoga com o Acharya Vankatesh:
PAULA – Com Acharya uma experiência com uma similaridade com o Ashtanga. Era uma série fixa também mas sem a dinâmica do Asthanga, e não havia ajustes de qualquer tipo, sem contato físico. Bem estruturado e didático.
Estudei também com a esposa de Vankatesh um pouco de canto de mantras e Sutras de Patanjali o que foi uma delicia.
YV – Você acha que no Brasil possuir um espaço próprio para ministrar aulas de Yoga dá muito trabalho e ainda envolve certa burocracia e comprometimento por parte do proprietário, que às vezes dá vontade de desistir?
PAULA –Na época que tive o meu centro de Yoga tudo me pareceu e foi muito fácil. Boas lembranças!
YV – O brasileiro é um povo que está aberto ao Yoga ou ainda falta mais ânimo para se praticar e buscar o autoconhecimento?
PAULA– O povo brasileiro tem muitas outras prioridades e a prática do Yoga está longe da vida deles. Cabe a nós divulgar o Yoga, levar para lugares onde as pessoas passem então a conhecer essa jóia. É para todos, pertence a todos, apesar de nem todos saberem disso.
YV – Estudar Vedanta enobrece o homem? Ou, é muito difícil de se compreender?
PAULA– Com a professora Gloria Arieira fica fácil de compreender e sim enobrece aquele dá uma chance ao conhecimento.
YV – Como Personal Yoga Instructor, você tem muitos alunos e alunas. Muitos vieram até você por uma boa propaganda de boca a boca, tipo: “A Paulinha é uma ótima professora de Yoga, vale a pena praticar com ela”. No entanto, às vezes o santo do professor ou da professora de Yoga não bate com o do aluno ou aluna que quer ter aulas com. O que um professor ou professora pode fazer para criar uma boa afinidade com o aluno?
PAULA– Empatia é fundamental: “Capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa imaginando-se nas mesmas circunstâncias”. Se isso não rolar acho bom estimular o praticante a buscar uma outra aula com um outro professor de forma sincera e educada. Pois na vida nem sempre a gente se identifica com X ou Y mas podemos dar mais uma chance se estivermos aberto e quem sabe o encontro acontece.
YV – Ou, será que em último caso um aluno ou aluna cujo santo não bate o recomendável é não ministrar aulas, ou seja, dispensá-lo, mesmo que se pague bem? “Sair à francesa” é uma opção?
PAULA – Melhor dispensar, indicar um colega, sair educadamente e deixar claro que ele não é o problema, que o dinheiro não é o fundamental, mas que deve se ter uma experiência boa de verdade nesse tipo de relação e prestação de serviço.
Eu agendo uma aula experimental sem compromisso para ver se existe “empatia”. Assim ambas as partes ficam a vontade de dar continuidade ou não às aulas. Se houver gatos na casa eu não posso assumir pois sou SUPER alérgica e uma crise asmática pode acontecer em minutos. O ambiente vai influenciar minha capacidade de trabalhar.
YV – Cada aluno que chega até você para praticar Yoga tem um corpo diferente uns são mais flexíveis, outros nem tanto. E, em alguns casos, ainda possuem certas limitações em termos de saúde, como dores nas costas, nos joelhos, pressão alta, etc. Como você lida com as limitações desses alunos para que a prática de ásanas e meditação seja uma boa aliada na dissolução desses reveses?
PAULA – Se eu me sentir capacitada para facilitar a prática e assim melhorar esse indivíduo ótimo. Se for um caso mais específico e no qual eu me sinta insegura prefiro indicar outro profissional para ele/a. Nas aulas em grupo apesar de haver um nivelamento procuro olhar e entender cada corpo com suas habilidades e limitações com uma mesma atitude. Acredito que o “Yoga se adapta a cada corpo e não o contrário”, essa é a beleza do Yoga, é para todos e com boa orientação e bom-senso o grupo flui com Santhosha , satisfação, alegria, felicidade…
YV – No seu carro há vários ícones, sejam imagens ou pequenas estatuetas do Deus Hanuman. Há quanto tempo você é devota de Hanuman?
PAULA – De verdade eu mudo ou melhor ainda eu vou upgrading a decoração do meu carro. O Hanuman estava lá mas agora já tenho uns outros acessórios. Tenho várias estatuetazinhas de deuses diversos coladas no painel : Ganesha, Durga, Sita e Rama, Krishna, estão todos lá. Eu sou simpatizante, rsrsrs, das deidades hindus. Gosto do simbolismo, da imagem, das cores, das histórias, mas não tenho “devoção cega” per se. YV – Algum episódio especial ocorrido em relação a Hanuman que a marcou sobremaneira?
PAULA – Comprei um lindo quadro de Hanuman que o querido amigo e pintor Rafael Langowski fez e confesso que essa pintura me fez ter uma grande admiração por Hanumam e sua devoção a Rama. Que linda história é o Ramayana. Isso me marcou e sou feliz de saber que o meu quadro está no espaço de Yoga de uma amiga minha, www. espacodharma.pro.br, a Márcia Veloso, no Méier, Rio de Janeiro.
YV – Para quais lugares na Índia um rickshaw a levaria? PAULA – Adoraria conhecer a Cidade Azul, também conhecida como Jodphur, Udaipur, Jaipur, Goa, varias cidades!
YV – Ser vegetariano, não consumir bebida alcoólica é recomendável àqueles que estão seriamente mergulhados no Yoga. No entanto, alguns praticantes e professores não dispensam um sushi, comem peixe e frutos do mar, bebem um limoncello ou vinho e indo mais longe até fumam. Tudo bem quanto a isso?
PAULA – No problem Sir! Tudo bem! Estou mais interessada no que as pessoas colocam para fora do que elas colocam para dentro. O que essa pessoa me diz e como o faz me revela mais sobre o caráter e verdadeira essência dela do que as folhas verdinhas e cenoura que ela consome. Conheço pessoas que tem uma alimentação exemplar, saudável, natural e uma mente extremamente POLUÍDA, um coração duro, uma língua afiada negativamente. Eu já fiquei anos sem beber álcool e comer carne por livre espontânea vontade e nem praticava Yoga. Depois por causa do Yoga dei continuidade a essa opção. Um belo dia meu deu vontade de voltar a comer sushi e assim o fiz. Voltei a beber álcool também. Fumar nunca fumei e acho terrível pois a industria do tabaco é cruel e torna as pessoas viciadas. A indústria de alimentos e bebidas também criam vícios com aditivos. Cabe a cada pessoa experimentar e ver o que é realmente bom para si mesmo. Por saber dos truques das indústrias sou eu e somente eu responsável pelo o que faço com o meu corpo. Não sou exemplo para ninguém, isso eu afirmo, e nem quero ser thank you very much!
YV – Ou esses praticantes e professores ainda não estão preparados para viverem sem esses prazeres apesar de praticarem e estudarem sobre o Yoga?
PAULA – Eu não estou preparada. Gosto do Yoga. Gosto de uma taça de vinho.
YV – Sem condenação porque são livres, não é?
PAULA – Espero que sim, LIBERDADE é em grande parte a FELICIDADE!
YV – Algum dia chegarão lá?
PAULA – Quem chegar por favor me conta, divida comigo a sua experiência, pelo menos vou escutar feliz essa conquista desta pessoa. Eu estou na busca.
YV – O que você acha da prática de ásanas que envolve a participação de animais de estimação, como o Doga, uma aula onde o dono e seu cão participam?
PAULA – Fofo! Divertido, Rsrsrsrs… Nada contra se for bom para você e seu melhor amigo, o cãozinho. Já soube de práticas bem mais duvidosas entre seres humanos, portanto woof woof!!
YV – Será que isso não ultrapassa os limites do bom senso ou acaba sendo válido, pois o emocional do dono do pet é melhor acionado?
PAULA – Eu não posso dizer qual o efeito disso pois nunca passei por essa experiência. O meu emocional nunca foi acionado por um pet. Apesar de agora ter um “sobrinho-cão” na minha vida que é adorável. Você já deve ter visto fotos no facebooko cão Haroldo.
Sei que nós, seres humanos somos carentes e que um pet tem o poder de te amar e assim tornar a pessoa mais feliz, preenchida, com um propósito.
O amor que nós humanos sentimos é egoísta. “all we need is love” certo?
YV – Uma filha pratica Yoga, a mãe não e ainda desaprova que a filha pratique. A filha insiste em continuar praticando e até estudando Vedanta, mas às vezes não aguenta as críticas da mãe. Você acha que o relacionamento entre essa mãe e filha tende a melhorar por uma delas se dedicar ao Yoga e ao Vedanta?
PAULA – Deve ajudar sim. Aceitar o outro como ele é não é “um pedaço de bolo” (essa foi infame!!) e exige paciência, amor, respeito. O que não conhece o Yoga, o Vedanta muitas vezes pode ter aversão por exatamente ser algo desconhecido e estranho. Uma sugestão talvez seja oferecer uma experiência direta, somente assim ela/e saberá o sabor. Dar uma chance lembra?
Mas não há nada errado as pessoas terem desejos e gostos distintos. É até bom, a diversidade de assuntos e interesses engrandece a troca de experiências e ponto de vista.
Nada errado com isso. Basta um não tentar forçar no outro a gostar disso ou daquilo. Pregar… Isso é muito inconveniente. Respeite o outro e seja feliz.
YV – Além de ser uma professora de Yoga muito ativa, você agora é atriz. Como você descobriu este novo talento?
PAULA – De verdade primeiro sou atriz e depois veio o Yoga. YV – Você acha que o Yoga lhe traz um bom suporte para exercer de forma distinta qualquer papel que se apresente?
PAULA – O teatro preparou o terreno, o Yoga me trouxe mais firmeza e clareza na representação dos papéis que temos ao longo da vida. Sou filha, Sou amiga, Sou facilitadora do Yoga, Sou mulher, Sou uma série de personagens dependendo do local e situação que vivo. Eu acho que isso vale para todos que eu observo e conheço.
YV – Algum projeto em andamento tanto nesta área como em relação ao Yoga?
PAULA – Teatro continuará na gaveta até segunda ordem. Yoga num momento estável, mas eu poderia estar mais, mais, mais…
Jornalismo é uma paixão, radioalismo principalmente. Concluí a faculdade mas preciso entregar a monografia para ser graduada. Quero ser locutora.
PAULA SABOYA – Ministra aulas no Espaço Nirvana e aulas particulares.
Coordena a supervisão de Yoga e Pilates do Projeto Rio Nextel , uma ação nas praias do Rio de Janeiro.
Organiza as vindas do Professor Pedro Kupfer ao Rio de Janeiro. Esse ano ele virá 3 vezes. OBA!!!!
Quer despertar o seu blog e criar podcast com Yoga e senso de humor elevado!
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