
As mais loucas:
- Esta obra entrará para os anais e menstruais de Sucupira e do país. - É com a alma lavada e enxaguada que lhe recebo nesta humilde cidade. - Vamos dar uma salva de palmas a esta figura trepidante e dinamitosa que foi o Seu Nono. - Isto deve ser obra da esquerda comunista, marronzista e badernenta (ao se referir às maracutaias descobertas pelos vereadores de oposição à respeito de sua administração).
A mais famosa: - Vamos deixar os entretantos e partirmos mais para os... finalmentes.
A mais debochada: - Como dizia o poeta Castro Alves: "Bendito aquele que derrama água, água encanada, e manda o povo tomar banho" (Isso dito durante a inauguração de uma bica em um vilarejo de Sucupira).
"Cachacistas Juramentados" - Quem falasse mal dele;
"Donzelas Praticantes" - As irmãs Cajazeira;
"Merecedência" - Por mérito;
"Talqualmente" - Tal e qual;
"Democratura"- Democracia (rimando com ditadura);
"Muambistas, cocainistas e maconhistas" - Contra eles, Odorico promoveu uma operação "desintoxicante".
O verdadeiro Odorico - por Sebastião Nery
Odorico Paraguassu nasceu em Guarapari. Antes de ser descoberta para a medicina pelo cientista e acadêmico Silva Melo, antes de os estrangeiros lastrearem navios com a areia monazítica de suas praias e também antes de o poeta Augusto Frederico Schmidt lá criar sua Orquima, Guarapari já despertava atenção pela longevidade de seus habitantes.
A inauguração do cemitério de Guarapari é que inspirou o magistral baiano Dias Gomes a criar seu verboso e barroco prefeito Odorico. A história verdadeira é que não havia defunto para estrear a primeira cova do cemitério de Guarapari. Foi preciso importar um da vizinha cidade de Benevente, hoje Anchieta. No discurso de inauguração, o velho prefeito, o verdadeiro, disse: "Este é um lugar calmoso e hereditário, onde se respira o ar por conseqüência, tendo de um lado o oceano marital e do outro o oceano matagal". Ainda irritado porque nenhum habitante havia colaborado corporalmente para a inauguração, o prefeito baixou uma portaria: "Todos os defuntos mortos, enterrados fora do cemitério, serão multados e recolhidos aos cofres municipais".
Dias Gomes
Dias Gomes, que por esses tempos ainda vivia com um pé lá pela nossa Bahia, inspirado na história do cemitério de Guarapari, escreveu em 1961, quando a TV Globo ainda não existia (nasceu em 1965), a peça teatral "Odorico bem-amado ou Os mistérios do amor e da morte", localizada em Sucupira, uma fictícia cidadezinha baiana à beira-mar. A peça foi levada ao palco inclusive por Procópio Ferreira.

As mais loucas:
- Esta obra entrará para os anais e menstruais de Sucupira e do país.
- É com a alma lavada e enxaguada que lhe recebo nesta humilde cidade.
- Vamos dar uma salva de palmas a esta figura trepidante e dinamitosa que foi o Seu Nono.
- Isto deve ser obra da esquerda comunista, marronzista e badernenta (ao se referir às maracutaias descobertas pelos vereadores de oposição à respeito de sua administração).
A mais famosa:
- Vamos deixar os entretantos e partirmos mais para os... finalmentes.
A mais debochada:
- Como dizia o poeta Castro Alves: "Bendito aquele que derrama água, água encanada, e manda o povo tomar banho" (Isso dito durante a inauguração de uma bica em um vilarejo de Sucupira).
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