Basildes Santos Martins
convida para o pré-lançamento do livro
KRAKA - O DOMÍNIO DA CLASSE RAPINANTE
a realizar-se às 19:00h do dia 17 de setembro
no mezanino da
CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA
Basildes bem que poderia fazer o que fez Thomas Morus. Tecer uma estória ambientada em um país livre dos KRAKAS.
Mas, Basildes não está aí para utopias. Nem quis, aqui, contar estória. Prefere as lições da História. Insiste em recontá-la, identificando em muitos de seus episódios e em alguns de seus protagonistas, um esforço imenso na busca de um objetivo viável: levar a sociedade a romper com a condição KRAKAL e, definitivamente, deixar de ser uma KRAKÔNIA.
A KRAKA e a KRAKÔNIA – assim mesmo, grafadas sempre em maiúsculo, porque identificadas nominal e topicamente – foram, antes, denunciadas com veemência por personagens que têm muito em comum, embora ela, a KRAKA, nos faça crer sejam antagônicos: Jesus de Nazaré e Karl Marx, Adam Smith e Lênin, Mao-Tsé-Tung e Bill Gates. Movimentos como a Revolução Industrial, a Revolução Francesa, o Manifesto Comunista e a Revolução Cultural Chinesa fizeram ecoar apelos de: “Fora a KRAKA”. Ela não tem lugar nem no verdadeiro capitalismo, muito menos no autêntico socialismo. Mas, no Terceiro Mundo, o Poder, manipulado pela KRAKA, segue provocando a entropia do Estado. Basildes vê isso com clareza, mas, se nega a crer seja isso definitivo. E, com Vinicius, permite-se sonhar: “Ai quem me dera ver morrer a fera/Ver nascer um anjo/Ver brotar a flor”. A flor que já brotou alhures, pode - por que não? – nascer também aqui sobre o estrume da KRAKA.
Milton R. Medran Moreira