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A geoespeleologia compreende o estudo do conjunto de processos envolvidos na gnese de cavernas, ou espeleognese (BOGLI 1968, apud SUGUIO 2011). Segundo este autor, estudo geolgico fundamental para identificao de reas favorveis a formao de cavernas e relevos crsticos. Um exemplo prtico disto a exigncia de estudos geoespeleolgicos nas etapas de aquisio de Licena Prvia no processo de licenciamento ambiental (EIA/RIMA) de empreendimentos, devendo ser analisados: o contexto paisagstico de insero das cavernas, a litologia, a estrutura, a morfologia, a hidrologia, e a sedimentao clstica, qumica e orgnica, incluindo o potencial paleontolgico (PIL; AULER 2013).
A Petrografia, a Geologia Estrutural, a Estratigrafia e Geologia de Campo so conhecimentos indispensveis para identificar os diversos elementos geolgicos presente em uma caverna e sua rocha hospedeira (TEIXEIRA-SILVA; SANTOS, 2017). Estes e outros conhecimentos mais especficos a cada tipo de rocha fornecero subsdio terico para interpretao da evoluo da cavidade no espao-tempo at sua morfologia atual, ou seja compreender a sua espeleognese.
A natureza dos processos espeleogenticos to diversa que necessrio analisar cada classe gentica de caverna separadamente e estabelecer critrios de classificao com base nas suas caractersticas e funes essenciais, como por exemplo as cavernas formadas por dissoluo, compreendidas como elementos crsticos (GUN, 2003, p.1421). Segundo o autor, a evoluo de sistemas de condutos para cavernas de dissoluo so divididos pelos modelos espeleogenticos mais atuais em 3 fases: inciao, gestao e desenvolvimento/crescimento rpido, as quais resultam de mecanismos induzidos por equilbrio qumico, cintica de dissoluo e dinmica de fluxo entre gua e a rocha.
O estgio inicial da espeleognese marcado pelo desenvolvimento da porosidade secundria, que viabiliza transmisso lenta de fluidos atravs do macio rochoso, condicionada por qualquer divergncia fsica, litolgica ou qumica presente das fcies de uma sequncia de rochas, em camadas ou horizontes quimicamente propcios a dissoluo (GUN, 2003, p.944). Nas rochas sedimentares, os processos diagenticos podem promover mudanas discretas na permeabilidade das rochas antes mesmo da formao de porosidade secundria por estruturas tectnicas ps deposicionais, e tem grande importncia no desenvolvimento de estruturas espeleogenticas (GUN, 2003, p.1422).
O segundo estgio se instala medida que a dimenso do sistema de vazios interconectados aumenta tornando o fluxo laminar, e se completa quando o fluxo torna-se turbulento. O incremento nas taxas de dissoluo geradas pelo aumento do fluxo de descarga desencadeia o terceiro estgio, o qual inicia quando a condio de sub-saturao do fluido se mantm e a ampliao dos condutos passa a ser independente da descarga do volume de descarga. Neste ltimo estgio o sistema de condutos evolui para passagem de cavernas e para vazios destrudos ou abandonados (GUN, 2003 p.1422.)
A medida que as cavernas se dissociam do seu ambiente de formao, instala-se o estgio de estagnao dominado pelo processo de fragmentao e preenchimento por sedimentos qumicos e clsticos. Esta configurao de sistema parcial ou totalmente fossilizado, chama-se paleocarste. A deteriorao e obliterao esto presentes no ciclo de existncia de uma caverna e suas causas podem estar relacionadas a diversos fatores de evoluo do relevo como inciso erosiva e denudao por soerguimento da superfcie da Terra. De acordo com GUN (2003, p.1194), paleocarste um fenmeno que ocorre em todos os continentes desde o incio do proterozico ao holoceno.
Os espeleotemas so os depsitos de minerais precipitados formados sob controle da circulao hdrica no sistema crstico e do microclima interno da cavidade influenciado pela sua geometria, pelas propriedades do aqfero e dos microclimas externos (FAIRCHILD, et. al. 2006). O termo refere-se a forma que o mineral ocorre em uma caverna, independente da sua composio, tendo-se cerca de quarenta tipos de espeleotema j catalogados (GUN, 2003, p. 1093).
Minerais de caverna so um tipo mineral secundrio que derivam da reao fsico-qumica dos minerais da rocha e deposio em cavidades naturais subterrneas a partir de condies especficas do ambiente caverncola (GUN, 2003. p. 1093). De acordo com o esquema de classificao de mineralgica do Manual de Mineralogia Dana, os minerais de caverna mais comuns podem ser subdivididos em: carbonatos, sulfatos, fosfatos, xidos e hidrxidos, silicatos, haletos e nitratos.
Os tipos de reaes de deposio destes minerais podem ser subdivididos em cinco categorias: dissoluo ou precipitao, reaes cido e base, transies de fase, hidratao ou desidratao, e reduo ou oxidao (WHITE & CULVER; 2005, p. 383). A radiografia, fluorescncia de raio-x, espectrometria de massa, microssonda eletrnica, microssonda de varredura, istopos estveis so um conjunto de tcnicas para investigar a mineralogia de depsitos minerais.
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