Não sabia que já tínhamos um Tesla Model S no Brasil, bem-vindo!

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Sergio Neto

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Feb 23, 2015, 6:21:05 AM2/23/15
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Testamos o primeiro Tesla S do Brasil

Publicado em 19-11-14 às 15h42 por Marcelo Moura

Elétrico anda como Porsche, diverte como BMW e é silencioso como um... bosque

 
 
 

Por João Anacleto // Fotos: Leo Sposito

Quando Camile Jenatzy atingiu os 105 km/h em terra pela primeira vez, na França, em 1899, o mundo se espantou. Não pela velocidade em si – por mais que os três dígitos fossem uma marca histórica, já haviam chegado até os 93 km/h –, o grande feito de Camile foi alcançar a velocidade a bordo de um carro elétrico, o quase desconhecido La Jamais Contente. Ele superou o recorde de um bólido movido a recém-chegada gasolina, um novo subproduto do petróleo descoberto justamente porque a eletricidade, impulsionada pela corrente alternada de Nicola Tesla, substituiu os lampiões nas ruas, e por consequência o querosene.

Porém, o feito do La Jamais Contente não iluminou a história da locomoção por eletricidade, como pôde-se ver nas ruas nos últimos 115 anos. Karl Benz e Ferdinand Porsche foram duas figuras emblemáticas que tentaram subverter a lógica dos motores a combustão sem sucesso. Isso até 22 de junho de 2012, quando a Tesla – que não tem esse nome por acaso, diga-se – entregou os dez primeiros Model S aos compradores. E esses caras nunca mais foram vistos com outros carros. Sabe o por quê?

Porque o Tesla Model S é, sim, o melhor de todos os elétricos que o mundo já teve notícia. Não bastasse essa percepção, ele desafia a elite automotiva que queima gasolina em três pilares que os elétricos nunca se aventuraram: estilo, desempenho e autonomia.

O Tesla dessa reportagem é o primeiro Model S a desembarcar no Brasil. Seu proprietário é o empresário Dimas de Melo Pimenta, dono da Dimep, vanguardista no ramo de tecnologia. Dimas decidiu pagar US$ 132.670 (sem impostos) na versão P85 Performance, com todos os opcionais, porque para ele o Tesla é mais que o futuro, é o caminho mais inteligente para a mobilidade. “Como explicar para uma criança, que liga um tablet por um botão, que um motor funciona injetando combustível, e que uma faísca provoca a explosão, que empurra o pistão, gira o virabrequim... Não dá! Toda essa geração que nasceu depois dos smartphones só vai entender a simplicidade da eletricidade, e o Tesla é exatamente isso”.

ASTON, JAGUAR, MASERATI

Já a mistura de cupê e sedã desenhado por Franz Von Holzhausen, ex- Volkswagen e Mazda, faz com que o Tesla trilhe o caminho inverso ao de outros elétricos e híbridos. Ele não se destaca como Toyota Prius ou Honda Insight, que são reconhecidos por terem a beleza de um gnu. Já o Model S tem traços de desenho que poderiam pertencer a em um Jaguar, Aston Martin ou Maserati.

Essa fórmula lhe rendeu um coeficiente aerodinâmico de plástico bolha (Cx 0,24), o que ajuda qualquer massa a deslizar pelo ar, ainda mais com uma área frontal de apenas 0,57 m, a mesma do pavoroso Prius. Olhando assim, nem parece que o Tesla tem os cantos da carroceria e para-choques pronunciados para desviar o ar dos pneus – que calçam imensas rodas de 21 polegadas –, nem que o contorno mais saliente sob a grade frontal serve para manter o fluxo de ar preso ao carro continuamente sob o assoalho.

Mas o choque de realidade que a Tesla evita por fora, é inversamente proporcional ao que se tem lá dentro. Ao entrar seus olhos são guiados apenas para o imenso monitor de 17” que vai no meio do console e comanda todas as funções que nos outros carros você faz por botões. Como dois iPad emendados, ele é tão bem feito que depois de experimentar você passa a estranhar que outros carros não tenham um desses.

Tesla Model S

MERCEDES-BENZ

Com a mesma sensibilidade da tela do seu telefone, pode-se deslizar os dedos e regular coisas corriqueiras por ele, como a abertura do teto panorâmico, a altura da suspensão, desligar o controle de tração, escolher a firmeza da direção e até se quer que os freios recuperem a energia das frenagens para carregar as baterias, ou não, algo incomum a outro híbrido ou elétrico. Isso porque com os freios regenerativos o carro pode frear só de você tirar o pé do acelerador, algo que requer costume. A Tesla também sabe disso.

Há um GPS ali, e quando você abre o aplicativo imagina a sensação que os seus avós tinham quando paravam na estrada e estendiam o mapa sobre o capô do carro. A marca também oferece de um roteador para que você acesse a internet, tanto no monitor, como no seu celular, já que o carro passa a emitir sinais wi-fi em 3G.  Ele traz bancos esportivos decentes, dignos de estarem em uma missão espacial, acabamento em fibra de carbono e som hi-end com 12 alto- falantes.

Tesla Model S P85+

  • + Aceleração de foguete, estilo, espaço e autonomia

  • -  Tempo para emplacamento, manutenção, sensação dos freios

  • Faz tudo o que os concorrentes fazem gastando 80% menos

Nos detalhes, O Model S volta ao mundo real. Os botões de acionamento dos vidros elétricos, a haste de seta e o seletor de marcha são de Mercedes-Benz Classe C. A fibra de carbono no painel também já existe na concorrência. O espaço interno é como o de um sedã grande e ele ainda tem dois lugares extras no porta-malas traseiro (há outro na frente) para crianças, contudo, o Denatran não permite que você os use. O painel é de TFT, com grafismos próprios, mas para quem já dirigiu um Classe S ou um Range Rover Vogue, não há tanta novidade. Ao lado do velocímetro há um mapa com o consumo de energia, para que você saiba até onde pode chegar.

R$ 23,90 POR... TANQUE

Mas essa é uma preocupação boba, afinal são 426 km de autonomia com o sistema 100% carregado, na estrada e 338 km na cidade. A estrutura que abriga as baterias de 10 cm de altura, e compostas por sete mil células de íon de lítio (as mesmas do seu celular), fica no assoalho e é separada do habitáculo por uma camada de borracha de 17 mm. A recarga é feita pelo carregador de série, que deve ser plugado a uma tomada 240V e leva 10 horas para “encher o tanque”, ou em um sistema opcional, com carregador duplo que reduz o tempo para 4 horas e meia. O Tesla necessita de 85 kWh, o que significa que a cada recarga completa um morador de São Paulo pagaria R$ 23,90, valor de 8,5 litros de gasolina, o suficiente para rodar uns 60 km com um BMW M5.

A terceira parte da revolução elétrica do Model S foi feita para nós, que nos acostumamos a tratar a emoção aliada a borbulhas, estampidos e roncos que parecem abrir as portas do inferno. Ele consegue ser extremamente rápido sem alarde. O Model S P85 gera potência equivalente a 422 cv, o torque dessa usina de força é de 61,3 mkgf a partir do momento em que você toca no acelerador. Isso faz com que o P85 entregue uma aceleração parecida à de uma queda livre, onde a força empurra você constantemente em acelerações ou retomadas. Não à toa conseguiu chegar aos 100 km/h em 4,6 s, mesmo pesando 2.170 kg. A velocidade máxima não passa dos 214 km/h, mas não é exatamente uma decepção, porque você chega até lá sem gastar praticamente nada. E sem poluir. 

Tesla Model S

BOSQUE

No entanto, ao volante você ouve tudo o que está à sua volta. Dá até para achar que ele não tem um acabamento assim tão bom, pois se escuta demais o atrito dos pneus, cada solavanco da suspensão, e o vento que bate nas janelas lembra a chegada de uma chuva de verão. Como se você estivesse em um bosque, ouvindo seus passos, o vento nas folhas e cada topada que der em uma pedra. Se isso acontecer, não se engane, é que você já se acostumou com o silêncio.

A capacidade dinâmica também impressiona. Equipado com o pacote extra de desempenho, ele vem com um sistema que entende o que você precisa depois de algum tempo em movimento. Se você estiver rodando tranquilo na cidade, ele ergue a suspensão e deixa motor e transmissão mansos para economizar energia. Em uma pista, ele enrijece os amortecedores e o controle de tração fica bem mais esperto .

Apesar do peso elevado, o carro pendula pouco, ajudado por uma distribuição de peso de 47% na frente e 53% no eixo traseiro. Mas é capaz de escapadas de traseira dignas dos Classe E AMG da geração anterior e de queimar pneus quase na mesma proporção. Quase porque o controle de estabilidade não desliga, mas permite com que a traseira escape até um ponto em que você abusou da física e não controlou direito tanto torque chegando de uma vez só.

Nessas condições, você percebe que a direção elétrica não disfarça o peso do carro nem consegue filtrar tudo de ruim que o carro encara lá fora. Os freios também são pesados e, apesar de eficientes, exigem mais força para parar. Detalhes que não merecem críticas e que a Tesla deve corrigir em poucos anos.  Sim, ou você acha que tudo começou com o nome La Jamais Contente à toa?

É fácil ter um?

Segundo o DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito) o processo de homologação “é baseado no atendimento ao que determina a Portaria nº 190/09”. Nela “o procedimento para permitir que o cidadão importe um carro 100% movido a energia elétrica é exatamente o mesmo exigido aos demais veículos movidos a outros tipos de propulsão”, segundo o departamento. O DENATRAN afirma que não há uma legislação específica para a importação dos carros elétricos. Contudo, entre a entrada do processo e a emissão do Certificado de Adequação ao Trânsito (CAT), que permite o emplacamento, o órgão levou 66 dias, 30 dias a mais do que a média do processo normal.

Tabela teste Tesla Model S

 
 
 
 



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"E as pessoas dizem: Nossos pensamentos estão ligados à clareza das coisas, nossos pensamentos se mantém fiel ao poder das coisas comuns, mas se ainda sim alguns deles estiverem abertos para nós, nossos pensamentos não estarão completos" [Karol Wojtyla]

Kepler Chaves Tiburcio

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Feb 23, 2015, 7:12:59 AM2/23/15
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Parabéns ao Dimas. 

Só que pra gastar só R$ 23,90 POR… TANQUE tem que gastar primeiro  US$ 132.670 (sem impostos) pra importar.

Ainda tá um pouquinho além das minhas expectativas. Hihihihi...


Claudio Câmpara

unread,
Feb 23, 2015, 12:34:07 PM2/23/15
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Só pra fazer um cálculo bobo!

O luxo de um carro destes é o mesmo que uma BMW ou Mercedes que custam em média 300 mil reais.
Mas vamos comparar com uma BMW série 5 que tem um desempenho pequeno perto da Tesla com 442 cv e 61,3 kgfm de torque.
A BMW série 5 tem "apenas" 306 cv e torque de 40,7 kgfm na versão 6 cilíndros e custa R$ 310 mil reais!
A BMW séria 5 gasta em média 8 km/l ou 0,125 litros por km. Se a gasolina custar 3,25 gasta 0,40 por Km.

No Brasil o carro anda em média 30 mil km por ano.

Na BMW gastaria: R$ 12.000,00 por ano

A autonomia do Tesla é 426 km, com uma recarga de R$ 23,90. Ela gasta apenas 23,90 / 426 = 0,056

No Testa gastaria: 0,056 * 30.000 = R$ 1.680,00 por ano

Somados os impostos, o Dimas deve ter pago 550 mil reais no Testa.

Ao final de 10 anos com uma forma básica e seca, sem inflação, sem depreciação. Calculo bobo:

BMW = 310+(10*12.000) = 430 mil
Tesla = 550+(10*1.680) = 566,8 mil

Quem tem 430 mil, é preferível apertar um pouco pra ter um carro elétrico, ecológico, único, exclusivo, bonito....

Qualquer rico tem uma BMW ou um Range Rover Evoque, mas não é fácil ter um Tesla elétrico!

Claudio



Date: Mon, 23 Feb 2015 08:21:03 -0300
Subject: Não sabia que já tínhamos um Tesla Model S no Brasil, bem-vindo!
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Testamos o primeiro Tesla S do Brasil

Publicado em 19-11-14 às 15h42 por Marcelo Moura

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Jonson Cordeiro de Oliveira

unread,
Feb 24, 2015, 10:48:01 AM2/24/15
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Qb..po..

Kasuo Miyake

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Feb 24, 2015, 12:09:00 PM2/24/15
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eu já dirigi o Tesla S normal e o P85D 4x4 novo q é ainda mais animal
essa conta é bem interessante mas temos q levar em conta troca de oleos, e manutenção. O Tesla não precisa de revisão. Não tem cambio, os freios pouco gastam pois ele breca regenerando, não tem velas, bobinas, correias etc

Mesmo assim acho q com esse preço, o Tesla fica mais caro. 

Acho q o ideal então é ter a BMW e o Tesla! 

Abs

Kasuo

Henrique R

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Feb 24, 2015, 6:32:32 PM2/24/15
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Depois que entrei para o grupo VE comecei a acompanhar as notícias da Tesla de perto, cheguei a ler outro dia sobre esse Model S brasileiro hehe tem um vídeo no youtube dele...

Sobre essa conta aí do Custo x Benefício envolvendo o Tesla Model S, lembrem-se que o Dimas comprou a versão top com todos os opcionais, portanto ela saiu bem mais cara que o normal (quase o dobro do valor de referência do model S).

Essa conta envolve muitos outros fatores, especialmente porque quem compra carros nesse valor dificilmente está pensando em economizar combustível (sim sempre há exceções, mas enquadro estas como a grande minoria).

Quem sabe quando a Tesla lançar o Model E nós não tenhamos os grandes SEED da http://www.vezdobrasil.com.br/

=]
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