Um escândalo de fraude bancária parece estar prestes a atingir a Toshiba e deve resultar na saída de seu CEO, Hisao Tanaka, além de uma multa que pode variar de US$ 2,4 bilhões a US$ 3,2 bilhões. De acordo com fontes internas, que revelaram as informações à imprensa, a diretoria da companhia estaria sendo investigada por, supostamente, maquiar os números de forma a exibir lucros maiores do que os efetivamente obtidos por ela.
As denúncias seriam relativas aos resultados dos últimos seis anos. A modificação não seria uma prática constante, mas aplicada sempre que algum tipo de resultado que pudesse parecer desfavorável estivesse prestes a surgir. Em um dos casos, por exemplo, os lucros da Toshiba teriam sido multiplicados para ¥ 170 bilhões, mais do que o triplo da estimativa inicial, que era de ¥ 51 bilhões.
Uma empresa externa já teria sido contratada para investigar os registros da Toshiba e localizar exatamente onde a manipulação teria sido feita, se é que ela realmente existiu. Enquanto isso, em uma decisão que desagradou aos acionistas e executivos, o pagamento de dividendos e bônus foi suspenso enquanto o processo acontece, de forma a garantir que tudo seja feito da maneira devida de aqui em diante.
Além da maquiagem dos números em si, outro foco da investigação seria o papel desempenhado pelos executivos de alto escalão da Toshiba em toda a situação. A ideia é descobrir se eles sabiam o que estavam fazendo e tomaram atitudes deliberadas para melhorar os resultados da empresa. Os primeiros resultados sobre os trabalhos devem ser divulgados nas próximas semanas.
Apesar de a notícia sobre a investigação estar surgindo apenas agora, os indícios de que havia algo de errado com a contabilidade da Toshiba não são novidade e já datam de abril deste ano. As ações da empresa, desde então, já caíram mais de 27% e todo o caso surge em um momento bastante complicado, enquanto o próprio governo do Japão realiza uma série de esforços e publica normas para obrigar suas empresas a terem um foco maior na transparência e na governança corporativa.
Apesar de normalmente ser lembrada como uma empresa de tecnologia, a Toshiba opera também em diversos outros segmentos. Os atuais problemas contábeis teriam como uma de suas principais causas, por mais incrível que possa parecer, o incidente ocorrido em 2011 na usina nuclear de Fukushima, na ilha de Honshu, duramente afetada pelo terremoto e conseguinte tsunami que atingiu a região naquele ano, resultando em um acidente nuclear.
O caso chamou a atenção internacional e, na mesma medida em que governos e autoridades fecharam o cerco sobre essa forma de geração de energia, a Toshiba viu os resultados de sua divisão nuclear caindo. Isso a levou a fixar metas de faturamento e lucros mais altas para outros setores, como o de Internet das Coisas e outros produtos de tecnologia, como forma de compensar as perdas. As medidas acabaram encorajando, também, as fraudes contábeis de forma a fazer com que a companhia não perdesse mais e mais.
Além de Tanaka, a expectativa é que outros membros do topo da diretoria da companhia também deixem seus cargos. A saída do vice-presidente do conselho de acionistas, Norio Sasaki, também já seria recomendada pela firma responsável pela investigação, em mudanças que devem acontecer em setembro.
Oficialmente, porém, a Toshiba não confirmou nem revelou mudança alguma em seu quadro gerencial, afirmando apenas que vai aguardar a conclusão das investigações e a apresentação dos resultados para tomar atitudes. As informações sobre todo o caso foram divulgadas de forma extra-oficial, uma vez que todo o processo corre em segredo.
Fonte: Reuters
Graças a um nível de emprego recorde e ao aumento na renda, cada vez mais alemães podem fazer investimentos. Com isso, o patrimônio privado tem crescido rapidamente e chegou a valores nunca antes alcançados.
Somente em transações, o patrimônio cresceu 53 bilhões de euros na forma de dinheiro em espécie, ações, depósitos bancários e resgate de apólices de seguros. Graças a um mercado de trabalho sólido e salários crescentes, os alemães têm poupado cada vez mais. Além disso, lucros com participações em fundos de investimento e em ações geraram um aumento de ganho de 87 bilhões de euros aos lares alemães, em comparação com o último trimestre de 2014.
O estudo não levou em conta o valor de imóveis ou obras de arte, tampouco contabilizou a forma como o patrimônio está dividido. Apesar dos juros baixos, os alemães investiram seu dinheiro em aplicações de baixo risco, além de seguros e fundos de pensão.
Pagamentos de apólices de seguros e fundos de pensão tiveram também uma grande participação no aumento da fortuna, com um crescimento bruto de 26,5 bilhões de euros no começo do ano. De acordo com especialistas do Banco Central Alemão, o aumento da participação desses investimentos e da poupança – aplicações de maior segurança – no patrimônio dos alemães, mesmo com o atual baixo rendimento, aponta para um alto nível de aversão a risco.
Menos ações, quase nenhum crédito
Essa tese é reforçada pelo fato de as famílias alemãs continuarem investindo de maneira tímida nos mercados de capitais. Por um lado, houve compras em fundos de investimento, incluindo fundos mistos e de pensão. Porém, mesmo com um ambiente favorável, as bolsas de valores sofreram uma perda de 6,5 bilhões de euros no total – esse é o maior valor em vendas de ações desde a crise financeira de 2008.
A surpresa fica por conta do baixo volume de empréstimos, mesmo a juros baixos. Os alemães pegaram 4 bilhões de euros em empréstimos, principalmente em financiamentos para a construção da casa própria. Entretanto, o endividamento dos lares aumentou apenas 0,2% – para 1,5 trilhão de euros.
Por fim, o estudo também mostra que o patrimônio líquido dos alemães teve, no primeiro trimestre, um crescimento bruto de 137 bilhões de euros (3,9%) em relação aos três últimos meses de 2014, atingindo um total de 3,6 trilhões de euros.
FCA/dpa/rtr
Executivos financeiros de vários países se reunirão de 14 a 16 de outubro em Milão, na Itália.
O Congresso Mundial da IAFEI será regido neste ano pelo tema: “Inovação: a busca por competitividade”. O evento engloba tópicos de finanças corporativas, serviços financeiros, mercado de capitais, setor bancário, tecnologia entre outros.
A IAFEI é uma associação internacional que congrega mais de 12 mil executivos financeiros por meio de seus institutos membros.
“Será uma oportunidade para os ibefianos participarem de um networking internacional. Os resultados permitirão avaliarmos a inserção do IBEF-SP na IAFEI de modo mais prático”, destaca Luiz Roberto Calado. O vice-presidente de Relações Institucionais refere-se ao convênio firmado entre as duas instituições no final de junho.
Ao longo de três dias, altos executivos de multinacionais estarão reunidos para debater assuntos como computação em nuvem, business intelligence e pesquisa científica e aplicada aos negócios. Também serão discutidos modelos emergentes de gestão, regulação, políticas fiscais, sustentabilidade de dívida, investimentos internacionais, tesouraria inovadora, ética nos mercados globais, tributação internacional e muito mais.
Uma das palestras mais aguardadas é a do economista Romano Prodi, ex-presidente da Comissão Europeia e por duas vezes primeiro-ministro da Itália. Ele discutirá a dinâmica das economias globalizadas.
Para ver a programação completa do evento e iniciar o processo de inscrição, acesse: http://www.iafeiworldcongress.com
Outro bom motivo para visitar a Itália nessa época é que o evento será simultâneo à Expo Milão 2015, na qual 144 países têm apresentado, desde maio, inovações em torno do tema “Alimentando o Planeta, Energia pra a Vida” (Feeding the Planet, Energy for Life).
Serviço
45th IAFEI World Congress
Quando: 14 a 16 de outubro
Onde: Palazzo Mezzanotte, Milão, Itália.
Mais informações: secre...@iafeiworldcongress.com
Pelo menos de acordo com as primeiras horas de negociação, a decisão de separar o PayPal do eBay e transformar o meio de pagamento em uma empresa independente foi extremamente acertada. O movimento causou uma baixa nos preços de ações do site de leilão, enquanto o meio de pagamentos opera com um valor de mercado estimado de US$ 50 bilhões.
É um total superior ao do eBay, que acumula, nesta segunda-feira (20), US$ 33,6 bilhões e tem cotas sendo vendidas a US$ 27,61 cada, com uma pequena alta de 2,2%. Enquanto isso, a estreante PayPal já apresenta crescimento de 6,04% desde que as negociações foram iniciadas e tem um valor de US$ 40,71 por cota. Uma demonstração clara de que muita gente estava investindo no e-commerce como um todo, mas de olho apenas na ferramenta. Todas as operações acontecem na NASDAQ, Bolsa que concentra boa parte das empresas de tecnologia.
A ideia de separar as duas companhias já é antiga e data de setembro do ano passado. Já há alguns anos, o PayPal é visto como muito mais do que um suporte para pagamentos realizados no eBay e, tendo em vista o crescimento cada vez maior de sistemas desse tipo, principalmente focados no mundo mobile, a hora pareceu oportuna para que as empresas seguissem seus caminhos de forma independente.
A chegada de concorrentes disponíveis nos sistemas operacionais Android e iOS, por exemplo, foi apenas fortalecida depois que o PayPal fez uma parceria com a Samsung para criar uma plataforma de pagamentos nos celulares da linha Galaxy. Agora, dá para esperar mais movimentos do tipo, já que a separação do eBay permite que executivos tenham mais flexibilidade na hora de tomar decisões e desenvolvedores possam trabalhar de maneira mais direcionada.
Vale a pena citar, inclusive, que essa não é a primeira vez que o PayPal dá as caras na bolsa de valores. Em 2002, quando as tecnologias de pagamento online ainda eram incipientes – e a empresa já se mostrava como um grande nome do setor –, uma breve venda de ações teve início antes da aquisição pelo eBay, que deu origem a uma fusão entre as duas companhias.
Com US$ 235 bilhões em pagamentos processados durante todo o ano de 2014, o PayPal segue agora apostando em seu extenso portfólio de soluções, que vão desde opções para o mercado corporativo até simples aplicações que permitem o envio de dinheiro para um amigo, por exemplo. A empresa ainda não se pronunciou sobre a abertura de capital, mas dá para esperar que o clima seja de festa em seus escritórios.
Fonte: VentureBeat
Algumas das maiores empresas do Vale do Silício decidiram apoiar a Samsung em sua guerra de patentes contra a Apple. Gigantes como Facebook, Google, HP, Dell e eBay estão pedindo a um tribunal de apelações dos Estados Unidos que reveja uma decisão que obriga a Samsung a entregar os lucros totais de seus produtos da linha Galaxy que violam patentes da Apple.
Por meio de uma intervenção assistencial arquivada no dia 1º de julho, o grupo de empresas apontou que dispositivos como smartphones ou TVs são muito complexos e possuem milhares de pequenos pedaços de software e hardware diferentes. Isso significa que seu design é muito complicado para que uma fabricante seja considerada culpada por infração de uma determinada patente quando apenas alguns aspectos do dispositivo podem ter sido copiados do concorrente.
As empresas que decidiram pedir em favor da Samsung temem que essa decisão em favor da Apple estabeleça um precedente negativo.
"Sob o raciocínio do painel, o fabricante de uma smart TV que contém um componente que violou uma única patente de design poderia ser obrigado a pagar pelo dano com o lucro total da sua divisão de televisores, não importa quão insignificante o design violado seja". As empresas destacam ainda que os softwares e plataformas online enfrentam perigos semelhantes, uma vez que uma patente de design pode abranger a aparência de um único recurso da interface gráfica de usuário, tais como a forma de um ícone.
Essa característica será resultado de algumas linhas dentro de milhares presentes no código do software, mas com o precedente aberto pela briga entre Samsung e Apple, isso pode permitir ao proprietário da patente receber todos os lucros gerados pelo produto ou plataforma, independente de todo o seu trabalho para criá-lo.
A Apple já se manifestou e pediu à Corte que desconsidere o pedido do grupo de empresas, alegando que o Google tem interesse pessoal no caso, afinal a companhia é responsável pelo design do Android, o sistema operacional móvel utilizado pela Samsung. A guerra de patentes entre Apple e Samsung se arrasta há anos, com as duas empresas se atacando mutuamente devido a infrações de diversas patentes.
Originalmente, a Apple acusou a Samsung de copiar algumas características do iPhone. O Tribunal do Distrito Norte da Califórnia concedeu uma indenização de US$ 930 milhões à Maçã depois de um júri considerar que a Samsung violou seis das sete patentes de utilidade e design e as diluiu em seus produtos lançados ao longo dos anos. Em maio, um painel composto por três juízes do Tribunal de Apelações do Circuito Federal dos Estados Unidos concordou com o veredicto do júri sobre as violações de patente e design, mas reverteu parte da decisão que favoreceu a empresa de Cupertino pedindo que US$ 382 milhões do valor total fossem revistos.
Apesar do pedido de revisão do Tribunal de Apelações, US$ 548 milhões ainda deveriam ser pagos pela Samsung, que agora está pedindo um corte de mais US$ 399 milhões do saldo de indenização. O valor seria referente a uma concessão de todo o lucro obtido a partir de produtos que teriam violado patentes de design da Apple.
Um estudo criado pela empresa de análise HfS Research e patrocinado pela Accenture mostra que a forma que as empresas compram e recebem serviços para ampliar suas operações está passando por mudanças sem precedentes.
De acordo com o relatório "Beware of the Smoke, Your Platform is Burning", ou "Cuidado com a fumaça, sua plataforma está queimando", mesmo que a rentabilidade dos negócios seja sempre importante, ultrapassar a próxima barreira da geração de valor vai depender da transição para a "Economia as-a-service". Esse modelo se refere ao valor entregue sob demanda e por meio de serviços "plug-and-play" altamente escaláveis, que causam impacto nos resultados de negócios. A simplificação é caracterizada como essencial, pois elimina a complexidade, processos ruins e a intervenção manual a favor de um trabalho melhor por meio de operações simplificadas e mais inteligentes.
O relatório foi criado com uma pesquisa com 716 representantes do mercado de terceirização que incluem compradores, consultores e provedores de serviços. Entre os entrevistados, 53% dos executivos seniores consideram o "As-a-Service" essencial para a sua organização e 68% das companhias dizem que os seus principais processos comerciais não serão entregues como "As-a-Service" nos próximos cinco anos ou mais.
Michael Corcoran, diretor global de Crescimento e Estratégia da Accenture Operations, acredita que as empresas vêm enfrentando desafios na evolução comercial digital, além de outras forças competitivas que aumentam a receita e diminuem os custos ao mesmo tempo que melhora a experiência de seus clientes. "Mas a nossa pesquisa mostra que ainda não há empolgação - ou capacidade - suficiente com relação à plataforma para conduzir a mudança no curto prazo", diz.
Corcoran ainda comenta que na medida em que a terceirização ultrapassa a decisão trabalhista e a eficiência da transação a uma nova era de entrega de serviços, os fornecedores e compradores precisarão de um esforço conjunto para realizar a transição para um modelo "As-a-Service" e se manterem competitivos. "Ao aplicar a tecnologia, dados, análises e talentos de forma inteligente, os compradores ficam em uma posição mais adequada para inovar, criar serviços e explorar novas oportunidades de negócios para impulsionar os resultados comerciais palpáveis", finaliza.
O relatório ainda identificou oito maneiras de mudar o legado de operações para a economia as-a-service:
A pesquisa trouxe como principais resultados alguns fatos: a inteligência analítica, de automação e proativa são essenciais; os líderes seniores querem mudanças, mas as equipes de entrega não; os fornecedores de serviço reconhecem a importância do "As-a-Service"; e a nuvem é a maior promessa para a entrega do novo valor "As-a-Service".
O estudo também indica quatro recomendações: equilíbrio da desconexão entre a ambição de liderança e a inércia da operação; busca pela "mudança big bang"; a necessidade da colaboração; concentração no desenvolvimento de talento e engajamento da força de trabalho; e tirar vantagem da tecnologia para a simplificação das operações.
O relatório completo com dados e comparações pode ser visto aqui.
Contra os preços elevados de vários produtos eletrônicos, muita gente, mesmo pagando diversas taxas e impostos, opta por adquirir esses dispositivos em países onde os valores são bem mais acessíveis. No entanto, muito em breve não será necessário se mover para outra nação para comprar um tablet ou smartphone mais barato. Acontece que, até o final desta semana, oitenta países devem assinar a atualização de um acordo comercial que elimina a tarifa de mais de 200 produtos de tecnologia.
Esta é a primeira grande negociação para corte de tarifas na Organização Mundial do Comércio (OMC) em 18 anos e reduzirá em US$ 1 trilhão as tarifas cobradas sobre eletrônicos ao redor do mundo. China, Estados Unidos, Coreia do Sul e a União Europeia, que representam 97% do comércio mundial de itens de tecnologia da informação, fazem parte do tratado internacional (ITA, na sigla em inglês) que vai beneficiar produtos como GPS, videogames, cartuchos de impressoras, semicondutores e até aparelhos de ressonância magnética.
A má notícia? O Brasil ficará de fora do acordo, prejudicando não apenas os consumidores finais, mas também impedindo a modernização de hospitais e escolas por um custo muito menor.
Segundo Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, esse tipo de tratado poderia comprometer a indústria eletroeletrônica nacional. "Nunca quisemos participar do ITA. Se isso acontecesse, praticamente não teríamos mais indústria eletrônica no país", diz o executivo, destacando principalmente os preços dos itens chineses, os altos custos de produção no Brasil e o câmbio valorizado dos últimos anos.
Por outro lado, José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), afirma que a ausência do Brasil em um acordo que envolve 80 países, num setor com alto potencial de crescimento nas transações, reforça o isolamento do país no comércio internacional.
"Ou nos integramos ao mundo ou o Brasil ficará cada vez mais à parte. O país não pode pensar apenas na proteção de sua indústria, que já tem na taxa de câmbio atual uma barreira à invasão de importados, e deve considerar que o isolamento comercial também afeta a competitividade de outros setores", declara Castro.
A expectativa é que o tratado internacional de tecnologia entre em vigor a partir de julho de 2016. O comércio global de produtos desse setor movimenta cerca de US$ 4 trilhões por ano. Algumas das empresas beneficiadas pela medida são Samsung, Intel e Sandisk.
Fontes: Folha de S.Paulo, InfoMoney
Terceira maior economia do euro dá pequenos sinais de recuperação, mas observadores temem que isso se deva a fatores externos e não a reais mudanças estruturais. Alta taxa de endividamento também preocupa.
Há alguns poucos anos, a Itália ameaçava cair e arrastar toda a Europa para uma depressão por causa da sua economia estagnada, sua dívida mastodôntica e sua incapacidade de cortar a gordura do seu inchado setor público.
Embora o coro de vozes anunciando o apocalipse – e os investidores que apostaram contra uma reviravolta – tenha arrefecido, a terceira maior economia da zona do euro ainda está titubeando, incerta sobre seu futuro.
Cinzia, uma empresária que, junto com as irmãs, administra uma histórica confeitaria no norte de Roma, diz que está prestes a tirar férias curtas na Grécia e que voltará logo a Roma para trabalhar durante o resto do verão. Há alguns anos, a família dela acabou com a longínqua e sacrossanta tradição romana de fechar a loja durante todo o mês de agosto.
"As pessoas não viajam mais no verão", diz Cinzia. "E, com a crise econômica, nós não podemos nos dar o luxo de perder clientes caso a loja permaneça fechada por uma semana."
Acabaram-se os dias em que a confeitaria prosperava graças a uma base leal de clientes que gastava livremente em doces e bolos em qualquer ocasião especial. "Com a recessão, nós tivemos que trabalhar duro para expandir nossa base de clientes porque todos estão sendo muito, muito cuidadosos com seus gastos, selecionando somente alguns itens especiais e produzindo o restante em casa."
A nova normalidade?
Como muitos italianos, Cinzia se adaptou aos novos tempos – no seu caso, ela tem resistido à crise sem demitir trabalhadores – e não vê as mudanças como um revés temporário, mas como uma nova normalidade.
E isso tudo apesar dos sinais tímidos de que a Itália vem exibindo uma recuperação econômica. A produção industrial cresceu 3% no último trimestre, sobretudo por causa dos ainda importantes setores automobilístico e de maquinaria do país.
O primeiro-ministro Matteo Renzi saudou o crescimento como uma prova do funcionamento das reduções tributárias sobre investimentos, do bônus fiscal mensal de 80 euros para pessoas de baixa renda e do corte nos impostos introduzidos pelo seu governo como parte de uma política de emprego.
Ele também anunciou que o desemprego caiu e que os contratos de trabalho de longo prazo estão aumentando.
Mas muitos observadores dizem que isso não passa de marketing político: um número elevado de pessoas saiu permanentemente do mercado de trabalho e já não está mais sendo considerado na contagem de desempregados. E os contratos de longo prazo não representam novos empregos sendo criados, mas pessoas que estão apenas trocando a natureza dos seus atuais contratos de trabalho.
Mesmo o pequeno crescimento na produção industrial pode ser em grande parte explicado por fatores externos, como a queda no preço do petróleo, o euro mais fraco que ajuda as exportações, empréstimos mais facilmente disponíveis. Além das taxas de juros mais baixas devido ao influxo de dinheiro para os bancos graças a uma intervenção do Banco Central Europeu. São fatores que podem mudar do dia para a noite.
Um novo pacto
Ainda assim, o jovem e enérgico Renzi está retirando todas as barreiras para alavancar a ideia de que a confiança na economia italiana está em ascensão. Esta semana ele anunciou "um pacto com os italianos", com cortes de impostos no valor de mais de 50 bilhões de euros nos próximos cinco anos, incluindo a eliminação de um odiado imposto sobre propriedade na compra da primeira casa.
No entanto, a dívida pública da Itália continua a assombrar, representando 130% cento do Produto Interno Bruto (PIB) – a segunda maior taxa na Europa, atrás apenas da Grécia. E, apesar do apoio de Renzi aos apelos dos gregos por menos austeridade e mais ajuda voltada para o crescimento, quando a situação ficou crítica, ele instou a Grécia a aceitar a oferta da Europa. Ele estava bem ciente que a Itália poderia perder mais de 40 bilhões de euros em empréstimos diretos para o país se a Grécia desse o calote e deixasse o euro.
Efeito multiplicador
Mas, mesmo que muitos italianos continuem frustrados com a ineficiência do setor público do país, o fardo dos impostos e a corrupção persistente, eles não acreditam que a Itália pode ser a próxima Grécia.
"O único risco para a Itália é se as grandes instituições financeiras decidirem atacar o país", afirma o ex-membro do gabinete da coalizão de esquerda e comentarista Alfonso Pecoraro Scanio Pecoraro Scanio. "Isso aconteceu há alguns anos, quando acreditaram que não éramos fortes o suficiente. Agora que já fizemos algumas mudanças, o sentimento na Itália é de estabilidade porque nós dissemos 'sim' às mudanças que as instituições financeiras queriam que fizéssemos."
Ele, como muitos italianos, está mais preocupado com a crise grega sob a perspectiva de quais vão ser as consequências para a Europa. "O projeto da Europa era sobre solidariedade, sobre crescer juntos e evitar guerras. Agora estamos vendo uma espécie de guerra econômica entre Alemanha e Grécia", disse ele. "Mas, claro, precisamos dizer aos gregos, você têm que fazer reformas."
Cinzia concorda. Enquanto ela se prepara para suas férias anuais nas ilhas gregas, ela diz que não consegue se lembrar de receber um recibo em qualquer restaurante ou hotel do país. "A Itália tem seus problemas", diz ela, "mas a Grécia tem um longo caminho a percorrer para recuperar o atraso em relação ao resto da Europa, ou mesmo em relação à Itália".
China: Indicador antecedente registra nova desaceleração em junho
Ontem (21/07) o The Conference Board divulgou o Indicador Antecedente (Leading Economic Index - LEI) da China referente ao mês de junho. De acordo com a leitura, o indicador registrou alta de 1,0% na passagem mensal, chegando ao patamar de 329,6 pontos e mantendo o ritmo de desaceleração, tendo em vista os avanços de 1,1% em maio e 1,5% em abril.
Segundo economista da instituição, o resultado atual do LEI indicou, em junho, praticamente o mesmo crescimento que em maio, sendo que a principal contribuição para esse resultado adveio da criação de crédito. O crescimento da economia chinesa tem sido fortemente impactado pelo crédito bancário do que no melhor desempenho na economia real, causando, em última análise, maior fragilidade econômica ao país.
Por fim, também foi divulgado ontem (21/07) o Índice Econômico Coincidente (Coincident Economic Index - CEI) da China, o qual busca mensurar a atividade econômica atual do país. Apesar da alta de 0,4% na passagem mensal, o índice também demonstra desaceleração ante as taxas de variação de maio (0,5%). Vale salientar que, dentre os cinco indicadores que compõem o índice, quatro registraram contribuição positiva no mês de junho.

Zona do Euro: Dívida pública chegou a 92,9% do PIB no primeiro trimestre
Na manhã desta quarta-feira (22/07) a Eurostat, órgão estatístico da União Europeia, divulgou os resultados da dívida pública dos países da região. Segundo o relatório, a dívida pública da Zona do Euro chegou a 92,9% do PIB no primeiro trimestre deste ano (ou ? 9,4 trilhões), aferindo alta em relação ao resultado dos três últimos meses do ano passado (92,0%).
Deste resultado, cerca de 79,1% corresponde títulos de dívida (ou ? 7,4 trilhões), ao passo que os empréstimos atingiram 18,0% do montante (ou ? 1,7 trilhões) e as demais dividas foram responsáveis por 2,9% (ou ? 0,3 trilhões).
Dentre os países da região, destaque para o elevado patamar da dívida pública da Grécia (168,8% do seu PIB), seguida por Itália (135,1% do PIB) e Portugal (129,6% do PIB). Já as menores foram registradas por Estônia (10,5% do PIB) e Luxemburgo (21,6%). Por sua vez, Alemanha e França, as duas maiores econômicas da região, viram sua dívida pública atingirem 74,4% e 97,5% de seus produtos, respectivamente, neste primeiro trimestre de 2015.

Oficialmente, o Brasil possui contrato para classificação de seu risco de crédito com as seguintes agências:Standard & Poor´s (S&P), Fitch Ratings (Fitch) e Moody´s Investor Service. Adicionalmente, outras agências internacionais monitoram regularmente o risco de crédito do país, como a canadense Dominion Bond Rating Service(DBRS), as japonesas Japan Credit Rating Agency (JCR) e Rating and Investment Information (R&I), a coreana NICE Investors Service a a chinesa Dagong Global Credit Rating.
As agências de classificação de risco usualmente atribuem notas para as dividas de curto e longo prazo, em moeda local e estrangeira. A nota para a emissão de longo prazo em moeda estrangeira é a mais comumente usada como referência para definir a classificação de risco do país. As escalas usadas pelas agências podem ser representadas por letras, números e sinais matemáticos (+ ou -) e normalmente vão de 'D' (nota mais baixa) a 'AAA' (nota mais alta). Tais notas são classificadas, pelos participantes do mercado, em dois grupos: Grau Especulativo (D até BB+) e Grau de Investimento (BBB- até AAA).
Classificação de Risco da República Soberana do Brasil
Apesar de, tecnicamente, os ratings soberanos se aplicarem diretamente aos títulos de renda fixa, com implicações consideráveis sobre seus preços, sua importância se estende muito além disso. O rating soberano tem as seguintes implicações:
- À medida que impacta o custo de financiamento do soberano, os ratings podem afetar fortemente a flexibilidade fiscal de um governo;
- Na maioria dos casos, os ratings determinam um teto ou uma referência para o risco das empresas e do setor financeiro de um país, afetando os custos de financiamento do setor privado no mercado;
- É determinante para o apreçamento do risco dos empréstimos bancários (muitos bancos internacionais se baseiam nos ratings públicos para sua avaliação de risco) que, por sua vez, afeta os preços das linhas de crédito;
- Serve de guia para investidores institucionais regulados, como fundos de pensão e companhias de seguro, tendo em vista a alocação de recursos no país;
- O rating soberano, junto com a publicidade associada a ele, serve como referência comum para investidores estrangeiros e sua disponibilidade de investimento no país;
- É um componente importante da formação das percepções externas sobre o risco e suas tendências.
No plano de reestruturação da empresa, o CEO John Chen tem investido pesado em trazer novas soluções de segurança para dentro do portfólio da BlackBerry, com o objetivo de oferecer produtos seguros fim-a-fim para a empresa atuar em diferentes setores, todos conectados através das plataformas de comunicação da BlackBerry.
Só no último ano, foram ao menos três aquisições com foco na segurança: em setembro de 2014, foi a britânica Movirtu, com uma solução para ativação de múltiplos números em um único aparelho, por US$ 32,5 milhões; em dezembro, a alemã Secusmart, focada em criptografia de celulares, por US$ 82 milhões; e mais recentemente, o anúncio da aquisição da WatchDox, em abril deste ano, que desenvolve uma solução para compartilhamento seguro de documentos.
Com a AtHoc, agora a empresa canadense integra mais uma plataforma de comunicação segura entre suas soluções. Hoje, o software da AtHoc permite a troca de informações em tempo real de forma segura em momentos de crise, garantindo a continuidade de operações e manutenção de processos. O valor da aquisição não foi revelado.
"Quando há um evento de crise, pessoas precisam se comunicar. E a primeira coisa é enviar informação para seu pessoal: 'evacue um prédio' ou 'desligue os computadores, há um ataque'. As pessoas precisam de instruções", afirmou o CEO da AtHoc, Guy Miasnik, nesta quinta-feira (23) durante o BlackBerry Security Summit. "Seja um evento físico ou virtual, o sistema precisa ser seguro para informações que estão indo ou voltando".
Com a integração, a BlackBerry deverá agora complementar a solução da AtHoc às suas próprias plataformas de segurança, como o BBM Messaging e BBM Meetings. Isso permitiria aos clientes realizarem, por exemplo, conferências em vídeo ou trocar documentos em tempo real durante alertas, garantindo a colaboração entre os tomadores de decisão e o pessoal no local da crise.
Com a aquisição da AtHoc, a BlackBerry também ganha agora uma presença importante no setor governamental nos Estados Unidos. Hoje a AtHoc tem como duas de suas principais áreas de atuação a indústria militar e de saúde nos níveis federal, estadual e local do governo norte-americano. Entre os clientes que usam o sistema de comunicação de crise da AtHoc estão o Exército, Marinha e Força Aérea dos Estados Unidos, além da agência de segurança de aeroportos Transportation Security Administration (TSA) e a força de segurança no Pentágono.
Localizada no Vale do Silício, a AtHoc focava principalmente no mercado doméstico estadunidense, mas agora deverá alavancar a presença da BlackBerry em outros países para expandir seus sistemas de segurança para novos mercados. Em outubro do ano passado, a empresa fechou um de seus primeiros contatos internacionais, fornecendo sua tecnologia para o Parlamento do Canadá, após o tiroteio no local que deixou dois mortos em Ottawa e motivou novas medidas de segurança pelo governo canadense.
Em meados de 1994, Bill Gates já deixou claro o que pensa sobre os bancos: eles não são necessários. Antes que você pense que o executivo estava totalmente equivocado, é preciso destacar que ele acredita na necessidade do comércio bancário, mas tem uma visão diferente das instituições financeiras. A declaração ousada do cofundador da Microsoft tem sido associada com o início de uma transformação na tecnologia financeira.
Agora, duas décadas depois, nós estamos presenciando o desdobramento dessa revolução catalisada em grande parte pela crise financeira global de 2008 e 2009. A nova ordem financeira está estabelecendo uma forte concorrência para os bancos tradicionais, que agora precisam lidar com algo que não existia há alguns anos, como o mercado de empréstimos online, que oferece uma experiência de empréstimo mais humana por meio da tecnologia, transparência e confiança que os consumidores esperam de seus prestadores de serviços financeiros.
Alguns analistas da Goldman Sachs, uma das principais empresas globais de investimentos, estudaram a situação e criaram um relatório onde apontam que as alterações regulamentares e as novas tecnologias estão entre os principais fatores da remodelagem no setor bancário tradicional, permitindo o rápido crescimento do mercado de empréstimos.
O mercado de empréstimos online movimentou US$ 5,98 bilhões nos Estados Unidos e agora está ganhando espaço no Brasil. A ideia desse segmento é juntar quem precisa de recursos a potenciais investidores e credores, com a vantagem de tornar o processo mais rápido e fácil em comparação aos grandes bancos.
Em outros países, essas plataformas atuam sem a intermediação de uma instituição financeira, mas no Brasil isso não é possível. Para se adequar às regras do Banco Central, essas empresas precisam atuar com uma espécie de correspondente bancário que ajuda na hora de estruturar um empréstimo com bancos parceiros.
No Brasil, podemos destacar sites como Intoo, Broota, F e Biva que, juntos, movimentaram cerca R$ 475 milhões em recursos desde abril do ano passado. Outro exemplo de alternativa online para os empréstimos realizados diretamente com os grandes bancos é o site alemão Lendico, que depois de movimentar cerca de mais 1 bilhão de euros em transações na Alemanha e outros países da Europa, anunciou recentemente sua chegada ao Brasil.
Porém, devido às regulamentações do país, a empresa optou por iniciar suas operações em parceria com o Banco BMG, instituição credenciada a liberar os empréstimos aos usuários, mas seu plano é conseguir estabelecer o seu modelo principal de negócios no país em breve, o serviço de empréstimo usuário a usuário (P2P, na sigla em inglês).
"É um mercado bastante regulado no Brasil, então começamos dentro do modelo tradicional de empréstimos, alinhados com o BMG, mas já trazendo nosso modelo online e tecnologias de inteligência que empregamos internacionalmente", explica Marcelo Ciampolini, diretor da Lendico no Brasil.
O principal benefício das plataformas de empréstimos online está na oferta de um custo mais baixo do que os bancos tradicionais, impulsionado principalmente por empresas que trabalham exclusivamente online. Acima de tudo, essas plataformas estão servindo os consumidores, dando-lhes exatamente o que eles querem: produtos personalizados, tecnologia simplificada e ágil atendimento ao cliente – diferente do que acontece nas instituições financeiras tradicionais.
Na Europa, a Lendico oferece crédito pessoal a juros que variam entre 33% e 55% ao ano. A título de comparação, dentre os bancos grandes — Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, HSBC, Itaú e Santander — as taxas médias praticadas nessa mesma linha de crédito, também chamada de Crédito Pessoal ao Consumidor (CDC), partem de 59,98% ao ano (Caixa) e chegam a 92,15% ao ano (Bradesco).
Além disso, os bancos tradicionais parecem não saber lidar adequadamente com os seus consumidores. Um bom exemplo estatístico para isso é o resultado de uma pesquisa chamada Millennial Disruption Index, que apontou que 71% da geração Millennials prefere ir ao dentista do que ouvir o que os bancos tradicionais têm a dizer. Mais ainda: 33% acreditam que não precisam de um banco para tudo. Isso mostra que a nova geração de consumidores tende cada vez mais a se voltar para o mercado de empréstimos online para satisfazer suas necessidades financeiras.
O mercado de empréstimos online, especificamente, está humanizando as finanças ao responder diretamente às necessidades dos consumidores. Ao invés de enxergar essa relação como uma transação única, a maioria dos credores desse novo mercado está tratando-a como um relacionamento de longo prazo, onde é preciso construir confiança e definir o cenário para outras futuras transações.
Fato é que a tecnologia está mudando a economia em todo o mundo, e também o sistema bancário. Isso aponta para um futuro onde os produtos financeiros vão agregar valor à vida das pessoas. É claro que agora os bancos tradicionais precisam lidar com uma grande força emergente no mundo financeiro, e cabe a eles decidir se estão dentro ou fora – se querem reconhecer, se envolver e colaborar com esses novos operadores ou não.
Com informações: TechCrunch / Folha de S.Paulo / Baguete
Fitch Ratings - São Paulo/Nova York, 23 de julho de 2015: A Fitch Ratings acredita no efeito líquido positivo que o debate no Congresso Nacional referente às novas regras trabalhistas e à redução no programa de incentivos fiscais trará para empresas focadas em Gestão do Relacionamento com o Cliente (CRM) e em Terceirização de Processos de Negócios (BPO).
A criação de uma estrutura regulatória mais forte e favorável para prestadores de serviços terceirizados deverá beneficiar as empresas a médio prazo. Entre as companhias que podem se favorecer da medida estão a Contax Participações S.A. (Rating Nacional de Longo Prazo ‘AA(bra)’; Perspectiva Estável) e a Atento Brasil S.A., integralmente controlada pela Atento Luxco 1 (IDR – Issuer Default Rating (Rating de Probabilidade de Inadimplência do Emissor) ‘BB’; Perspectiva Estável).
O Governo Federal também discute mudanças no programa de incentivo fiscal do Plano Brasil Maior, que teriam impacto ligeiramente negativo no fluxo de caixa de empresas de CRM/BPO. O programa, implementado em 2012, reduziu a tributação incidente na previdência social em 20%, em troca de uma alíquota adicional de 2% nas vendas domésticas de companhias de CRM/BPO, o que contribuiu para a geração de EBITDA dessas empresas.
A ideia do Governo Federal é elevar este imposto para 3%, de 2%. A Fitch acredita que as discussões no Senado estarão concluídas no segundo semestre de 2015, e que esta medida entrará em vigor no início de 2016. Apesar da existência de cláusulas automáticas de transferência de aumento de impostos nos contratos, algumas renegociações de preços poderão ocorrer, pois os clientes de companhias CRM/BPO podem relutar em aumentar seus gastos, devido ao fraco ambiente econômico e aos ajustes na estrutura de custos em geral. Com base nos demonstrativos financeiros de 2014, a cobrança imediata de 3% reduziria o EBITDA da Contax Participações e da Atento Luxco 1 em 7% e 4%, respectivamente, se as empresas não repassarem este encargo ao consumidor final.
A ausência de uma legislação trabalhista específica para serviços terceirizados representa uma dificuldade a mais para empresas de CRM/BPO. Hoje, as companhias não podem terceirizar atividades-fim no Brasil. Entretanto, a regra não especifica que serviços são considerados essenciais. Além disso, uma disputa legal iniciada pelo prestador de serviço terceirizado pode incluir não apenas a empresa de CRM/BPO na qual ele atua, mas também a companhia que contratou o serviço. A falta de uma lei clara impede que algumas empresas terceirizem atividades, devido ao elevado risco de ações trabalhistas.
Caso sejam aprovadas pelo Congresso, as mudanças nas leis trabalhistas devem aumentar a demanda pelos serviços de empresas de CRM/BPO. É difícil mensurar os benefícios para as margens, embora a Fitch acredite que eles existirão, sobretudo a médio e longo prazos. A agência estima que cerca de 75% das funções inerentes a empresas de CRM, no Brasil, ainda são desempenhados internamente. Parte desta força de trabalho poderia ser absorvida por estas companhias e pelas empresas de BPO, gerando ganhos de escala. As novas regras propostas também beneficiariam os fluxos de caixa das companhias de CRM/BPO, tendo em vista a possibilidade de custos mais baixos e de despesas menores relativas a processos judiciais. O projeto de lei se encontra no Senado, e a data de sua aprovação é incerta.
A AT&T disse nesta segunda-feira (26) que vai comprar os ativos de telefonia celular da NII Holdings, controladora da operadora Nextel, no México, por US$ 1,875 bilhão, menos dívida líquida.
A NII Holdings, controladora da Nextel na América Latina, pediu proteção contra falência nos Estados Unidos em setembro, em meio a dificuldades como uma dívida de US$ 5,8 bilhões e concorrência acirrada no Brasil e no México. A NII Holdings afirmou em comunicado esperar que a venda seja concluída em meados deste ano.
O presidente-executivo da empresa, Steve Shindler, disse ainda que a transação representa uma "oportunidade para redução do risco operacional, entregar valor aos acionistas e dar liquidez que nos permita sair da recuperação judicial com um balanço financeiro saudável e financiar nosso plano de negócios no Brasil". A NII também tem operações na Argentina.
A AT&T planeja combinar a Nextel México com a Iusacell, comprada pela companhia norte-americana em novembro por US$ 1,7 bilhão. Enquanto a Nextel tem cerca de 3 milhões de clientes, a Iusacell, terceira maior operadora de telefonia celular mexicana, tem mais de 8 milhões de usuários.
O mercado de telefonia do México é basicamente dividido entre a América Móvil, que no Brasil opera a marca Claro, e Telefónica. A América Móvil tem cerca de 70% do mercado mexicano e a Telefónica quase 20%.
Alguns ativos da América Móvil foram colocados à venda e a AT&T tem sido apontada como possível compradora, mas a companhia norte-americana tem minimizado eventual interesse.
A transação da AT&T no México está sujeita a condições, incluindo aprovações por tribunal de falências, disse o grupo de telecomunicações.
NOVA YORK (Reuters) - A AT&T, que recebeu na sexta-feira a aprovação reguladora final dos Estados Unidos para comprar a DirecTV, oferecerá serviços de streaming de TV e vídeo para aparelhos móveis enquanto constrói sua tecnologia para anúncios, disse à Reuters o executivo da AT&T nomeado como chefe da divisão de internet e entretenimento da empresa, John Stankey.
"É uma aproximação em duas frentes - o ótimo conteúdo premium e a escala que a DirecTV traz, combinada com os avanços tecnológicos e os novos modelos nos quais a organização Chernin está focada em uni-las, para que possamos corresponder às necessidades dos nossos clientes ao longo do tempo", disse Stankey.
O acordo de 48,5 bilhões de dólares da AT&T para comprar a companhia de TV por satélite DirecTV criará a maior empresa de TV paga dos EUA, com mais de 26 milhões de assinantes e o segundo maior serviço de vídeos por assinatura, depois do Netflix.
A AT&T já tem os direitos para oferecer mais de 200 canais de TV como ABC, Disney, ESPN e CNN em que os usuários podem fazer streaming em aparelhos móveis, enquanto a DirecTV tem acordos de conteúdo exclusivo como o popular NFL Sunday Ticket.
A receita combinada de anúncios das duas companhias é de atualmente 2 bilhões de dólares, disse Stankey, que acrescentou: "Temos altas expectativas de que continuaremos a crescer e por isso temos um significativo negócio de anúncios."
(Por Malathi Nayak)
O Comitê Olímpico dos Estados Unidos fez o anúncio após o prefeito da cidade se negar a assinar contrato que seria "prejudicial aos contribuintes". Nova concorrente americana deve ser anunciada até o final de agosto.
O Comitê Olímpico dos Estados Unidos (Usoc, na sigla em inglês) retirou nesta segunda-feira (27/07) a candidatura da cidade de Boston para sediar os Jogos Olímpicos de 2024.
Boston foi selecionada para representar os EUA em janeiro deste ano, num processo de escolha que incluiu Los Angeles, Washington e São Francisco. O comitê deve apresentar uma alternativa até o final de agosto. Também concorrem Paris, Roma, Hamburgo, Budapeste e Toronto.
O anúncio foi feito depois de o prefeito de Boston, Marty Walsh, ter se negado a assinar um contrato com uma agência. Segundo ele, as custas do evento ficariam sob responsabilidade dos contribuintes. O valor estimado era de 8,6 bilhões de dólares.
"Não é um compromisso que posso assumir sem garantir que Boston e seus moradores serão protegidos. Temos cumprido com cada uma das demandas e metas desse processo, mas não podemos colocar os contribuintes em risco", afirmou Walsh.
"Eu me nego a hipotecar o futuro da cidade, me nego a responsabilizar Boston por sobrecustos e a assinar um contrato que comprometa os impostos dos contribuintes ao pagamento dos Jogos", ressaltou o prefeito.
O presidente-executivo do Usoc, Scott Blackmun, disse em comunicado que os cidadãos de Boston também não demonstraram apoio à candidatura de cidade: "O Usoc não acredita que o nível de apoio gozado pela candidatura de Boston permitiria que a cidade prevalecesse frente a grandes concorrentes como Paris, Roma, Hamburgo, Budapeste ou Toronto."
Natural de Sevilha, no sul da Espanha, Magdalena Martín Sevilla decidiu fazer do Chile a sua nova casa, depois de não ter conseguido encontrar emprego por meses. Em 2012, ela fez as malas e deixou a Espanha.
"A situação econômica tem sido terrível desde 2008", diz. "É impossível encontrar trabalho na própria área. As pessoas simplesmente acabam realizando trabalhos mal pagos e que não querem fazer."
Antes da crise, a jovem de 20 poucos anos estudou com o objetivo de ajudar famílias de baixa renda. Depois de se formar, ela passou cinco meses à procura de trabalho na Espanha. Quando uma fundação no Chile lhe ofereceu um emprego, ela não pensou duas vezes. Sevilla se mudou para a capital chilena, Santiago, para combater a pobreza na América Latina.
A mudança para o Chile e a adaptação foram fáceis, já que o espanhol é sua língua materna, mas ela diz que ainda tem de lidar com as saudades da família e de amigos. Além disso, ela sente que as pessoas na Espanha sabem aproveitar a vida um pouco melhor.
Escapando da crise econômica
Jorge Salgado-Reyes também se mudou para o Chile em busca de trabalho. Ele deixou o Reino Unido em 2010, quando, segundo ele, tudo ficou mais difícil. "Nossa renda bruta de 100 mil libras [por volta de 525 mil reais] foi reduzida a migalhas de um mês para o outro", conta.
Quando se mudou para o Chile, Salgado-Reyes voltou a ter esperanças, já que na Europa não havia trabalho para ele. Aos 48 anos de idade, ele trabalha como investigador particular e dirige a própria empresa.
De acordo com ele, a competição era difícil no Reino Unido. "Há cerca de 10 mil agências de detetives no Reino Unido. Já no Chile, há apenas umas dez", afirma.
Chile atrai milhares de europeus
Mais europeus estão se mudando para a América Latina e o Caribe do que o contrário, segundo um recente estudo realizado pela Organização Internacional de Migração (IOM, na sigla em inglês). E não são apenas as potências econômicas do bloco latino, como Brasil e México, que estão atraindo migrantes.
O Chile está se tornando cada vez mais popular. Aproximadamente 70 mil europeus – principalmente alemães, franceses, belgas, romenos e búlgaros – vivem hoje no país, de acordo com Gastón Parra González, especialista chileno em política de imigração.
Alguns profissionais já têm uma oferta de trabalho quando embarcam em suas jornadas, enquanto outros simplesmente vão até o Chile para tentar a sorte.
"As empresas chilenas muitas vezes olham para uma área específica de especialização na Europa", diz Parra. "Romenos e búlgaros estão sendo contratados para trabalhar no norte do deserto do Atacama no setor de energia sustentável, instalando painéis solares."
O Chile, um país relativamente pequeno com pouco mais de 17 milhões de habitantes, possui uma economia em expansão, o que atrai não somente europeus, mas também outros migrantes provenientes da América Latina.
"E há mais e mais empresas se deslocando para o Chile, o que significa mais clientes para nós", comemora o detetive Salgado-Reyes.
"Não é um paraíso"
Sevilla diz que muitos de seus amigos espanhóis também conseguiram empregos bem remunerados no Chile. No entanto, ela adverte que o país não é um paraíso. Parra concorda: "As pessoas que se mudam para cá não percebem quão caro é o Chile. Se você quer viver bem em Santiago, é quase tão caro como em capitais europeias, como Londres ou Berlim".
"Muitos imigrantes estão ficando desiludidos e reclamam que não sabiam que teriam de pagar tanto por coisas que eles consideram um direito adquirido, como educação e saúde, algo comum na terra natal", acrescenta Parra.
Os milhares de europeus que vêm a cada ano para tentar a sorte muitas vezes acabam em empregos de baixa remuneração, trabalhando em bares ou como operário em construções. Além disso, Parra afirma que muitos não conseguiram compreender que viver e trabalhar num país é muito diferente do que visitá-lo como turista.
Embora Sevilla e Salgado-Reyes afirmem que estão muito felizes com suas vidas profissionais no Chile, eles não descartam a possibilidade de voltar à Espanha e ao Reino Unido, respectivamente, se a situação econômica melhorar em seus países de origem.
Na tentativa de chegar ao Reino Unido pelo Canal da Mancha, migrantes ilegais se arriscaram na travessia clandestina a partir do norte da França. Governo britânico libera 10 milhões de euros para reforço da segurança.
Cerca de 2 mil migrantes tentaram chegar ao Reino Unido nesta terça-feira (28/07) através do Eurotúnel. A passagem sob o Canal da Mancha liga a região de Pas-de-Calais, no norte da França, ao sul da Inglaterra.
"Essa foi a maior tentativa de incursão no último um mês e meio", informou um porta-voz da companhia. Mais de 200 seguranças foram mobilizados para conter a travessia ilegal. Ninguém ficou ferido.
O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, afirmou que houve "algumas prisões" e que "tudo transcorreu sem problemas". Autoridades locais, no entanto, contestam o número de 2 mil migrantes informado pelo governo francês.
O incidente provocou atrasos na circulação dos trens. O tempo de espera chegou a uma hora do lado britânico.
Desde o início de junho, oito pessoas morreram na tentativa de acessar o túnel. Segundo estimativas oficiais, cerca de 3 mil migrantes vindos da Eritreia, Etiópia, Sudão e Afeganistão vivem em acampamentos na região de Calais, e tentam quase que diariamente alcançar o Reino Unido.
Desde que a segurança foi reforçada no porto de Calais, os migrantes têm sido impedidos de fazer a travessia ilegal a bordo de barcos e na traseira de caminhões. Por isso, eles têm se arriscado pelo Eurotúnel.
A ministra britânica do Interior, Theresa May, anunciou nesta terça que o Reino Unido pretende disponibilizar cerca de 10 milhões de euros para auxiliar a França no reforço da segurança no Eurotúnel.
"Iremos trabalhar juntos para deportar migrantes, particularmente do oeste da África, para garantir que as pessoas vejam que fazer essa jornada não significa que elas terão a possibilidade de permanecer na Europa", afirmou May após reunião com o ministro francês do Interior.
Para analistas, principal fator é o comportamento agressivo de jovens investidores, que têm uma participação cada vez maior no mercado de ações. Efeitos de um possível "crash" na chamada economia real seriam limitados.
Depois de três semanas de relativa calma no mercado financeiro chinês, uma forte queda nas bolsas de Xangai e Shenzen, na segunda-feira (27/07) e, em menor escala, nesta terça-feira (28/07), deixaram investidores e analistas novamente inseguros.
Depois de os índices recuarem mais de 8% na segunda-feira – a maior queda diária desde 27 de fevereiro de 2007 – o Estado anunciou a compra de ações para estabilizar os mercados. O Banco Popular da China (banco central) anunciou que garantiria "a liquidez adequada por meio de diversas medidas monetárias e políticas".
Ainda assim, os dois principais índices, CSI 300 e o Shangai Composite Index, voltaram a cair nesta terça-feira, respectivamente 0,2% e 1,7%.
Analistas duvidam que medidas intervencionistas e estabilizatórias por parte do Estado sejam uma solução de longo prazo para o mercado chinês de ações. O Estado já havia adotado essa estratégica durante a primeira queda vertiginosa, iniciada em meados de junho e que durou três semanas. Mesmo assim, as bolsas caíram cerca de 30%.
Entre as medidas então adotadas estavam redução de juros, flexibilização das regras para empréstimos destinados a investimentos em ações, e o anúncio de que o Estado ajudaria corretoras de valores com empréstimos. Nada disso impediu a contínua queda dos pregões.
Medidas adicionais foram anunciadas, como a limitação e até suspensão das ofertas públicas iniciais (IPOs, em inglês, ou a entrada de uma empresa na bolsa, com a sua primeira venda de ações), bem como uma ação combinada das 21 maiores corretoras de valores da China.
Elas concordaram em colocar o equivalente a 21 bilhões de dólares, ou 15% do seu patrimônio líquido, em fundos de investimentos negociados nas bolsas de valores. Elas anunciaram também que não venderiam ações em seu poder até que o Shangai Composite Index retornasse à marca de 4.500 pontos. Nesta terça, ele estava em 3.663 pontos, depois de ter se recuperado e chegado a 4.211 pontos em 13 de julho.
Essas medidas, somadas aos bilhões de yuans disponibilizados pelo banco central, mostraram resultado e levaram a uma estabilização a partir de meados de julho. As bolsas haviam se recuperado cerca de 15%.
Investidores jovens
Por que, então, essa nova queda nesta segunda-feira? Como sempre em situações assim, as explicações dos analistas são as mais diversas e mais parecidas com suposições do que com esclarecimentos sólidos, afirma a revista britânica The Economist. A respeitada publicação elege um fator até então esquecido como força motriz das repentinas quedas no mercado chinês de ações.
Segundo o semanário, em 2004 apenas 27,8% dos investidores tinham menos de 30 anos. Em 2013, eles eram 36,1%. No início de 2015, o mercado chinês de ações se encontrava no meio de um boom que o tornaria três vezes maior em apenas 12 meses. Ao mesmo tempo, 8 milhões de participantes entraram no mercado de ações no primeiro trimestre de 2015, e 62% deles nasceram depois de 1980. Apenas 5% tinham mais de 55 anos.
Analistas chineses veem uma relação entre essa situação e a forte volatilidade das bolsas, já que 80% das transações são feitas por pequenos investidores, e os jovens são especialmente agressivos quando se trata de comprar ações com dinheiro emprestado. Aparentemente, eles não conseguem se livrar da tentação do ganho fácil e rápido, como descrito no blog de uma jovem chinesa:
"A bolsa se comporta como o seu amante. Ele lhe traiu várias vezes, mas você acredita que ele vai melhorar e se manter fiel. Mas ele continua ultrapassando a linha vermelha que você lhe deu e lhe machucando. Mas fazer o que quando se está grávida dele!"
Efeitos limitados
Seja como for – os especialistas discordam tanto sobre as causas da queda vertiginosa nos mercados de ações como sobre os efeitos dela na chamada economia real e também sobre a economia mundial. A tese dominante é que os efeitos da turbulência serão limitados.
Para o analista Wei Yao, do banco francês Société Générale, é evidente que um crash das bolsas teria efeitos dolorosos, por exemplo uma desaceleração do crescimento entre meio e um ponto percentual nos próximos 12 meses. Ainda assim, as consequências imediatas seriam suportáveis, já que as ações têm uma participação pequena no patrimônio dos chineses (cerca de 6% em 2013).
Para a economia real, muito mais importante é a confiança do consumidor, avalia Wei Yao. "Enquanto o mercado de trabalho se mantiver estável, as famílias não vão gastar menos por causa de seus investimentos equivocados nas bolsas", afirma.
Entre os analistas há, porém, uma unanimidade: as lideranças chinesas terão que decidir, mais cedo ou mais tarde, se vão deixar as forças de mercado ditarem o rumo das bolsas ou se vão causar um caos ainda maior por meio de intervenções às pressas.
Até agora, parece que Pequim tem mais confiança na mão de ferro do Estado: "Diante dos relatórios de supervisão das bolsas e das queixas dos cidadãos, a autoridade regulatória iniciou hoje um inquérito penal. Essa ação mira principalmente as causas da venda em grande escala de papéis no dia 27 de julho", afirmou a comissão reguladora dos mercados financeiros.
Presidente da Sabesp acena com revisão tarifária e descarta rodízio este ano
Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp
A crise da água foi anunciada e é urgente um choque de gestão e planejamento, pois os obstáculos são vencidos com vontade política e determinação, mas sem a criação de novas tarifas e impostos. Com esta observação, Nádia Paterno, diretora da divisão de saneamento básico do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), abriu os trabalhos do Workshop de Saneamento Básico: soluções para a crise hídrica do Estado de São Paulo, realizado nesta quarta-feira, 22/7.
A crise é inédita e gravíssima e está apenas na metade, sinalizou Alceu Guérios Bittencourt, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental de São Paulo (Abes). “Não sabemos como ela irá evoluir, mas foram feitas algumas ações para o seu enfrentamento”, disse, citando o controle de pressão – que não havia sido usado antes -, a flexibilidade entre os sistemas, a ampliação de fontes de água bruta e o uso do volume morto da Cantareira.
“É preciso refazer o planejamento à luz de novos dados”, avaliou, sugerindo soluções combinadas, o uso de águas superficiais, melhor controle das águas subterrâneas, a revisão de outorgas individuais, além de novas modelagens com soluções combinadas, como o reúso.
“O país esqueceu de planejar”, criticou Newton de Lima Azevedo, um dos governadores do Conselho Mundial de Água. Há um “acordar bacana”, justificou, ao afirmar que sempre fomos educados que existe água em abundância e jamais pensaríamos em uma crise dessa magnitude.
“Nós conseguimos controlar o incêndio, mas não equacioná-lo. Haverá novos incêndios”, uma metáfora utilizada por Azevedo que apontou alternativas, como o reúso e a dessanilização da água, que depende de tecnologia. “Tudo isto não é novidade, mas não estava no cardápio e é preciso sair do prato feito e da água oferecida por São Pedro”. Outra saída é a parceria público privada (PPP) a fim de trazer os recursos privados para projetos, mas é preciso garantir segurança.
“A sociedade não tem ideia do custo da água”, disse, e citou os investimentos necessários para a universalização da oferta até 2033: R$ 20 bilhões/ano. Em 2014, foram investidos R$ 9 bilhões, no Brasil, menos da metade do necessário. Das 26 empresas estaduais, 20 têm receita menor do que as suas necessidades operacionais. Portanto, há uma grande equação a ser resolvida, na conclusão de Azevedo: “tem muita gente onde não tem água e muita água onde não tem gente”.
O último participante, Jerson Kelman, presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), criticou a estrutura tarifária antiga, herdada da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp). “Não faz sentido a tarifa de esgoto ser diferente da aplicada à água, por exemplo. Não tem sentido as prefeituras pagaram caro e ficarem inadimplentes. É preciso repactuar a tarifa com os usuários. Está na hora”.
Kelman enfatizou o incremento do reúso de água para a agricultura, a indústria e o consumo humano, em parceria com o projeto Aquapolo Ambiental. Para o presidente da Sabesp, a crise hídrica tinha “baixíssima” possibilidade de ocorrer, mas Nádia Paterno, do Deinfra, lembrou que já tinha havido alertas sobre a necessidade de reforço do sistema. “Há todo um histórico de projetos que mostravam a necessidade de obras de expansão que não foram feitas”, disse Nádia.
Kelman reforçou que não vê necessidade de rodízio em 2015 após ações como a utilização de reservas técnicas, transferência de água entre os sistemas e o bônus dado a quem conseguiu economizar em sua conta, além da diminuição da pressão nas tubulações. Outras ações citadas foram as obras sendo concluídas, como o Sistema São Lourenço e a conexão Jaguari e Atibainha (ainda em fase de licitação).
Kelman frisou que a água também está mais cara porque é buscada cada vez mais longe. Ele também defendeu a associação com a iniciativa privada e, questionado, negou que ocorram grandes perdas no sistema: “estão entre 28% e 29% as perdas totais (físicas e comerciais, como roubos e fraudes). A redução dessa perda é de 1% ao ano, índice igual ao do Japão”.

Em ano de recessão, a avaliação financeira pode ficar muito baixa para quem quer vender parte ou todo o negócio. Compradores devem observar não só o valor, mas as contingências
Em períodos de recessão econômica, a avaliação do valor das empresas – no jargão técnico, valuation – pode reduzir muito o valor de um empreendimento (ou parte dele).
É comum que um negócio à venda esteja com o faturamento reduzido na crise e tenha pendências –como dívidas com bancos e obrigações trabalhistas, previdenciárias e tributárias.
Quem está pensando em vender deve contratar pelo menos um contador ou advogado para acompanhar a negociação. E isso também, é claro, para as pequenas e microempresas em dificuldades.
“Já vi empresas perderem valor na avaliação de R$ 100 mil a R$ 200 mil por não recorrer a profissionais. De outro lado, consultorias cobram um preço acima do que as micro e pequenas podem pagar, de cerca de R$ 7 mil”, diz João Carlos Natal, consultor do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
Ele diz ter percebido um aumento na procura de informações sobre o valuation no atendimento do Sebrae-SP, principalmente de empresários que querem descobrir o valor da empresa para desfazer sociedades em conflito e pessoas físicas que querem comprar.
“Muitas pessoas estão sendo demitidas e, com o dinheiro, vão abrir novos negócios ou entrar como sócias. Para quem quer passar uma empresa para a frente não está fácil. A dica é procurar um cliente fiel e entusiasta da empresa”, diz Natal.
De acordo com o consultor, é mais difícil encontrar sócios por meio de fundos de private equity, já que estes investem em grandes ou, no máximo, em médias companhias. Já os fundos de Venture Capital costumam procurar empresas nascentes, as startups.
Tanto quem quer vender quanto quem quer comprar deve levar em consideração uma série de questões, que passam não só pela avaliação do valor financeiro do negócio, mas também por contingências – pagamentos em aberto de impostos, obrigações trabalhistas e previdenciárias dos funcionários e demais contratos.
Isto porque o montante que corresponde a essas contingências em aberto deve ser descontado do valor da empresa.
Foi observando os contratos que a fisioterapeuta Julieta Anbar desistiu de comprar uma clínica de estética em abril. Apesar da crise econômica, ela reuniu recursos próprios, os da irmã e do namorado para investir.
“O que a proprietária pedia estava abaixo do valor que calculei. Estava tudo em ordem com a documentação e ela tinha fluxo de caixa para os próximos seis meses. Mas desisti quando vi que o contrato de aluguel estava acabando e seria renovado com reajuste de 50%”, relata.
Julieta revela que o acordo previa o pagamento de uma entrada e o restante em dez parcelas, que ela quitaria com o faturamento projetado da clínica. Mas com o aumento expressivo no valor do aluguel e mais a crise, ficou temerosa de não conseguir arcar com essa dívida.
“Trabalho em outra clínica e vejo que a crise chegou à área de estética. Tive clientes que gastavam R$ 2 mil em tratamentos e que, agora, só chegam a R$ 1 mil. Vou voltar a pensar sobre a possibilidade de comprar uma clínica no ano que vem”, afirma.
MÉTODOS FINANCEIROS X ESTRATÉGICOS
O consultor do Sebrae-SP indica quatro métodos de avaliação para identificar faixas de negociação – preço mínimo, médio e máximo.
“Quem vai comprar precisa, no mínimo, fazer múltiplos de dois anos para calcular o retorno sobre o investimento. Se for uma startup, tem de multiplicar por cinco anos, que é a duração do ciclo do negócio”, afirma Natal.
Outra dica para quem quer vender é olhar o contrato social para verificar se há alguma cláusula determinando se a empresa deve ser avaliada pelo valor patrimonial caso o sócio queira sair.
Natal diz, porém, que os métodos pelo faturamento, fluxo de caixa e lucro podem não trazer um valor significativo para a empresa caso tenha perdido vendas ou está excessivamente endividadas com os bancos.
Neste caso, o empresário deve procurar um comprador estratégico, que pode ser o dono de uma empresa que atue em um ramo complementar.
Um exemplo ilustrativo: uma rede varejista de calçados que tem recursos para abrir lojas em outras cidades e identifica que é mais vantajoso adquirir pequenas empresas do ramo nas localidades do que montar estruturas próprias em cada local,
Nesse caso, complementa, a avaliação não fica restrita apenas ao aspecto financeiro, mas também à uma oportunidade de negócio.
Eduardo Shakir Carone, sócio-fundador da Nexto Investimentos, diz que situação semelhante pode ocorrer com uma empresa estrangeira, da mesma atividade, que quer entrar no mercado brasileiro. Nessas negociações, o valor é mais estratégico do que financeiro, como já ocorreu com o próprio Carone.
“Há alguns anos tínhamos participação em uma empreiteira forte em contratos públicos de rodovias, só que ela não tinha nenhuma obra de ponte em seu acervo técnico. Por isso, quando a licitação da rodovia tinha uma ponte no caminho, não podia participar", afirma. "Compramos então uma empresa que só fazia obras de pontes, porque complementava o serviço da empreiteira.”
O LADO DO INVESTIDOR
Essa seria a melhor situação para a pequena empresa, já que o investidor de capital de risco está exigindo retornos na faixa de 30% para comprar participações em empresas – considerando que poderia ganhar 15% numa aplicação de renda fixa de baixo risco e alta liquidez.
Para os fundos de private equity e venture capital, vale a máxima de que quanto maior o risco, maior deve ser o retorno.
Tradicionalmente, esses fundos compram uma parte do negócio e participam da gestão por um prazo que pode variar de quatro a sete anos.
Um investidor profissional vai descontar o retorno desejado do valor da empresa, o que significa que a redução de seu preço será expressiva.
“Se a taxa básica de juros estivesse a 7,5% ao ano, o investidor poderia pedir retorno de 15%. Mas com a Selic atual, espera-se o dobro desse percentual”, diz Carone.
Ele dá o exemplo de um salão de cabeleireiro que lucra R$ 1,2 milhão por ano. Se um investidor espera um retorno de 12% ao ano sobre esse lucro, a empresa vai valer R$ 10 milhões. Mas hoje, para ganhar o dobro desse retorno, ou 24%, o investidor vai aceitar pagar a metade do valor, ou R$ 5 milhões.
Carone fala com a experiência de quem observa as empresas que querem ser vendidas a investidores. Ele faz a gestão de um fundo que investe apenas em startups com recursos próprios no valor de R$ 2 milhões e do patrimônio de R$ 650 milhões de cinco grupos empresariais familiares.
“Está difícil encontrar boas empresas”, afirma. Segundo ele, muitas são pegas no processo de due diligence, que é uma investigação e auditoria em contratos e contingências – que passam pelo endividamento da empresa com os bancos e inadimplência com obrigações trabalhistas, previdenciárias e impostos.
LEIA MAIS: 6 erros que o empreendedor deve evitar ao cuidar das finanças//Você está pronto para abrir o capital de sua empresa?
Se houver um volume grande de contingências, o valor de uma empresa pode diminuir muito na negociação ou até mesmo não valer a pena para o investidor.
O HSBC anunciou nesta segunda-feira (3) que vendeu sua subsidiária brasileira para o BancoBradesco em uma operação que movimentou US$ 5,2 bilhões, o equivalente a R$ 17,6 bilhões.
Com operação, o Bradesco encosta em seu maior concorrente, o Itaú, maior banco privado do país com ativos de R$ 1,20 trilhão.
De acordo com comunicado do Bradeso, com a aquisição, o banco assumirá todas as operações do HSBC no Brasil, incluindo varejo, seguros e administração de ativos, bem como todas as agências e clientes.
O HSBC manterá sua presença no Brasil para as grandes empresas.
O Bradesco informa que os clientes do HSBC continuarão a ser atendidos "da forma habitual" e, após a conclusão da operação, passarão a contar com todos os produtos, serviços e comodidades oferecidos pelo Bradesco.
"A aquisição proporcionará vários benefícios para os clientes de ambas as instituições, tais como o aumento da cobertura e da rede de atendimento em todo território nacional e acesso aos produtos distribuídos pelas duas instituições", afirma comunicado do Bradesco.
A venda ao Bradesco de sua filial "constitui uma etapa importante na execução das medidas anunciadas aos acionistas em 9 de junho", afirma o HSBC em um comunicado.
O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, havia anunciado em 17 de junho que o banco faria uma oferta vinculante pela unidade brasileira do HSBC em julho. Segundo a Reuters, a disputa pelo HSBC no Brasil avançou rapidamente desde que os planos da instituição foram anunciados.
A operação ainda terá de ser aprovada pelos órgãos reguladores.
HSBC
O HSBC Brasil conta hoje com 5 milhões de correntistas e está instalado em 529 cidades. São 851 agências, 464 postos de atendimento, 669 postos de atendimento eletrônico, 1.809 ambientes de autoatendimento e 4.728 caixas eletrônicos.
Após vários escândalos e resultados financeiros ruins, o HSBC, principal banco europeu,anunciou em junho a demissão de 50.000 funcionários em um plano de reestruturação global que inclui a venda de suas atividades no Brasil e na Turquia.
No primeiro semestre, o HSBC registrou um lucro líquido de US$ 9,618 bilhões, 1,31% a menos que no mesmo período de 2014. No segundo trimestre, o lucro líquido caiu 3,8%, a US$ 4,359 bilhões.
A queda do lucro foi provocada principalmente pelos custos totais de operação, que no primeiro semestre aumentaram 5% na comparação com o mesmo período de 2014, a 19,187 bilhões de dólares.
O HSBC atribuiu o aumento aos "investimentos para o crescimento futuro" e aos gastos legais para enfrentar os litígios com as autoridades de regulação no Reino Unido e outros países.
Além disso, os impostos pagos pelo HSBC na Grã-Bretanha alcançaram US$ 2,9 bilhões, um aumento de 44% em ritmo anual.
Bradesco
O banco Bradesco atingiu seu maior lucro trimestral na história, segundo levantamento da consultoria Economatica. A instituição financeira anunciou ter registrado lucro líquido contábil de R$ 4,473 bilhões no segundo trimestre de 2015, após atingir R$ 4,244 bilhões nos três meses anteriores - um aumento de 5,4%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, o lucro mostrou crescimento de 18,4%.
A um ano das Olimpíadas no Rio de Janeiro, ainda há dúvidas quanto ao legado que o evento deixará para a cidade. De elefantes brancos a grandes revitalizações, sedes anteriores ganharam e perderam com os Jogos Olímpicos.
Com um orçamento estimado em 24,6 bilhões de reais, o plano de legado das Olimpíadas do Rio de Janeiro conta com 27 projetos. O programa abrange obras urbanísticas, ambientais e, claro, esportivas. Carro-chefe da candidatura, o projeto despoluição da Baía de Guanabara, por exemplo, dificilmente será concluído até o ano que vem. Entretanto, outras iniciativas, como a linha de metrô que ligará Ipanema à Barra da Tijuca, deverão ficar prontas até julho de 2016.
Todas as quatro sedes anteriores dos Jogos Olímpicos também contaram com planos de legado. Os resultados, todavia, foram distintos em cada cidade. De elefantes brancos a importantes iniciativas de revitalização urbanística, confira abaixo o que sobrou das Olímpiadas nos últimos 15 anos.
Londres 2012
O leste da cidade foi a região que mais se desenvolveu, principalmente a área de Stratford. A antiga região industrial teve dois milhões de toneladas de terra descontaminadas e milhares de árvores plantadas.
Logo após os Jogos, com a inauguração de parques públicos, o número de cidadãos que praticavam esportes toda semana aumentou em 1,4 milhão. Por outro lado, no último ano, o número de pessoas que não praticam nenhum esporte subiu em 1,2 milhão, e 391 mil pararam de praticar natação, devido ao aumento no preço do ingresso nas piscinas públicas – o que põe em questão o legado "inspirador" prometido durante os Jogos e aclamado por alguns três anos depois.
O Parque Olímpico Rainha Elizabeth, que engloba o velódromo Lee Valley VeloPark e o Centro Aquático de Londres, é considerado por alguns um "elefante branco". Além disso, o fato de se ter gasto cerca de 13 bilhões de dólares do dinheiro público na construção do parque ainda inflama discussões na sociedade até hoje.
Pequim 2008
Os Jogos Olímpicos de 2008 anunciaram uma "nova China", moderna e tecnológica. Cinco novas linhas de metrô foram inauguradas em Pequim, e uma lei que reduzia a circulação de carros pela metade acabou promulgada. Nos anos seguintes, no entanto, o crescimento da cidade agravou os congestionamentos já existentes, enquanto problemas sociais e de poluição continuaram estagnados.
Projetado pelos arquitetos Herzog e de Meuron, o Estádio Nacional de Pequim, mais conhecido como Ninho de Pássaro, custou cerca de 430 milhões de dólares. Hoje, sedia de dois a três jogos por ano. Já o Centro Aquático Nacional de Pequim, conhecido como Cubo d'Água, custou 550 milhões de dólares e só é lembrado devido ao parque aquático construído em seu interior.
Estima-se que serão necessários cerca de 30 anos para que todos os gastos do evento – aproximadamente 32 bilhões de dólares, o orçamento mais caro da história dos Jogos Olímpicos – se paguem. Em 2022, a capital chinesa sediará os Jogos Olímpicos de Inverno.
Atenas 2004
A segunda edição dos Jogos modernos na Grécia contou com grandes investimentos em infraestrutura urbana. Novas estradas, ampliação do transporte público, obras urbanísticas e um novo aeroporto foram alguns dos projetos que saíram do papel.
A maior aposta do comitê, porém, foi a construção do Complexo Olímpico Helliniko, com cinco estádios. Onze anos depois, o local acumula "elefantes brancos", como o ginásio de tênis de mesa e ginástica, que está à venda, e os estádios de volêi de praia e softball, abandonados. O plano de transformar Helliniko em um parque metropolitano nunca foi efetivado.
Segundo o governo grego, os Jogos custaram 8,5 bilhões de euros aos cofres públicos – o dobro do orçamento original. Por outro lado, a indústria do turismo cresceu consideravelmente desde então. Em 2014, 24,2 milhões de turistas visitaram o país, mais que o dobro dos 11,7 milhões registrados em 2004.
Sydney 2000
A primeira Olimpíada do novo milênio colocou a metrópole australiana definitivamente na rota dos grandes eventos esportivos internacionais. O legado – que conta com o maior estádio olímpico do mundo, com 110 mil lugares – possibilitou à Austrália sediar outros eventos, como a Copa do Mundo de Rugby, em 2008, e o World Masters Game, em 2009.
Hoje, o Estádio Olímpico recebe cerca de 45 eventos por ano. Só em 2011, a vila olímpica local sediou 6 mil eventos e recebeu 12 milhões de pessoas. Depois dos Jogos de 2000, o parque esportivo se tornou um bairro residencial e comercial, com um fluxo de 12 mil pessoas, o que acabou por revitalizar um subúrbio de Sydney. O plano, contudo, só saiu do papel em 2005.
Foi também a primeira Olimpíada que contou com um plano de sustentabilidade efetivo, levando em conta o impacto ambiental. O legado trouxe o maior parque metropolitano da Austrália, com 430 hectares, e estabeleceu o primeiro sistema de reciclagem de água no país.
Financeiramente, porém, a história foi diferente. Segundo dados da Universidade de Melbourne, os Jogos de 2000 deixaram os cofres australianos com um rombo líquido de 2,1 bilhões de dólares.
O engenheiro mecânico Antônio Torquato, de 51 anos, é um profissional disciplinado. Diretor financeiro da Prati Donaduzzi, de Toledo (PR), trabalha a 1,2 mil km de distância de seus colegas, semana sim, semana não, em São José dos Campos (SP), onde mora a família. Em casa, ele se fecha numa sala e despacha pela internet, como se estivesse no escritório da empresa.
Passa horas grudado ao computador, das 7 da manhã às 7 da noite, com um pequeno intervalo para almoço. Não admite interrupções e os três filhos, de 11, 14 e 16 anos, foram avisados disso quando ele adotou o sistema home office, ou teletrabalho, há seis meses. Depois de sete dias isolado no escritório doméstico, Torquato pega um avião para dar expediente na sede da empresa, uma indústria nacional de produtos farmacêuticos.
“Sinto falta do contato direto com os colegas, do cafezinho no corredor, porque a interação é importante, mas recupero isso quando estou em Toledo”, diz Torquato, um sujeito expansivo que gosta de trabalhar em equipe. Ele conversa pelo telefone, troca mensagens pela internet e participa de frequentes videoconferências pelo Skype, uma maneira de estar presente.
“É como se eu estivesse usando um ramal interno, no mesmo prédio”, observa. A ligação é rápida e permite acesso seguro a todos os dados internos da Prati. O diretor controla o expediente quando está em casa, mas acaba trabalhando mais, porque está sempre de antena ligada para atender os colegas.
Disciplina, confiança e controle, como no caso de Torquato, são condições fundamentais para o home office. As empresas que aderem ao teletrabalho selecionam e monitoram com atenção os empregados, sempre voluntários, que aceitam trabalhar em casa. “Tem de haver confiança, pois o chefe sempre vai perguntar se o funcionário está mesmo trabalhando”, adverte a consultora Cristina Nogueira, sócia da Walking the Talk, que fundou há seis anos com Carolyn Taylor, residente em Londres. Com mais dois colaboradores nos EUA e na Austrália, a dupla é especializada em cultura de empresa e presta consultoria em três continentes, quase sempre à distância. “Posso estar num shopping e trabalhando, independentemente da diferença do fuso horário”, diz Cristina. A cada três meses, ela viaja para reuniões sobre o andamento dos negócios.
“O home office é uma tendência mundial e envolve 32,5% da população economicamente ativa, com cerca de 1 bilhão de pessoas utilizando esse método”, afirma Álvaro Melo, presidente da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades e da International Telework Academy na América Latina. “Nossa estimativa é de que 12 milhões de brasileiros trabalham em casa”, informa.
A tecnologia facilita as tarefas dos funcionários que utilizam dispositivos móveis, acessando aplicativos pela internet. Segundo Melo, a satisfação de quem trabalha em casa é grande e, ao contrário do que se poderia prever, o sistema não está gerando processos trabalhistas. Pesquisa feita em 2014 pela SAP Consultores Associados constatou que 36% das empresas brasileiras adotam práticas de home office – 75,12% delas localizadas em São Paulo.
O consultor Carlos Eduardo Altona, da Exec – Executive Performance, que trabalha com recrutamento de executivos, atribui o crescimento do home office, entre outras causas, ao alto custo dos imóveis e à difícil mobilidade nas metrópoles. “O metro quadrado em Alphaville custa metade do preço para montar um escritório em bairros nobres de São Paulo, mas o deslocamento de Alphaville para a capital toma quase duas horas das pessoas”, observa o consultor.
Diante dessas dificuldades, é mais prático o funcionário trabalhar em casa. Contanto que se tomem certos cuidados, adverte Altona, para medir a produtividade e controlar o expediente. Mecanismos paralelos substituem o cartão de ponto tradicional para comprovar o cumprimento da jornada.
Lançado em abril como projeto-piloto, o sistema home office do Banco do Brasil começou com nove funcionários da área de tecnologia. Esse número chegará a 150 no fim do ano. Os resultados têm sido excelentes, na avaliação do diretor de Gestão de Pessoas, Carlos Netto. “Constatamos um aumento de 15% na produtividade e alto índice de satisfação entre os colegas envolvidos”, disse o diretor, já planejando a extensão do sistema a outros setores do banco.
http://m.economia.estadao.com.br/noticias/geral,brasileiros-aderem-ao-home-office,1736785
São Paulo - Duas equipes de pesquisadores chineses conseguiram transformar células comuns de pele humana em células do cérebro, os neurônios.
As pesquisas podem revolucionar os tratamentos para o mal de Alzheimer, rejuvenescendo o tecido dos cérebros dos pacientes a partir de enxertos.
Os dois grupos usaram estratégias diferentes para converter células da pele em neurônios: uma equipe usou células da pele de ratos, enquanto o outro time usou a pele de humanos.
Os resultados dos estudos foram publicados em dois artigos, nesta quinta-feira (6), na revista científica Cell Stem Cell.
A equipe que trabalhou com células humanas retirou as amostras da pele de pacientes com Alzheimer, já que um dos objetivos da pesquisa era produzir neurônios que substituíssem as células danificadas nos cérebros das pessoas com demência.
A idéia é que, no futuro, quando um paciente manifestar os primeiros sintomas do mal de Alzheimer, os médicos possam usar essa técnica para retirar um pequeno pedaço da pele e gerar tecido cerebral saudável a partir dela.
Como os neurônios seriam construídos a partir do próprio corpo do paciente, não haveria risco de rejeição do organismo.
A técnica funcionou em testes feitos com ratos e humanos. Mas ainda deve demorar algum tempo até que ela seja usada como tratamento clínico para o Alzheimer. Ainda sim, os resultados são considerados animadores pelos cientistas.
Segundo o biólogo celular Hongkui Deg, professor da universidade de Pequim e um dos autores do estudo com ratos, o tratamento é barato e poderia ser feito com qualquer pessoa.
"[O tratamento] supera os desafios técnicos e as preocupações com segurança ligadas às manipulações genéticas, o que pode ser promissor em suas aplicações futuras", diz Deg.
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São Paulo - A fusão da Vivo com a GVT terá um símbolo importante, que representa menos ostentação e foco maior em resultados. Fisicamente, a sede da empresa mudará.
Amos Genish, CEO da companhia, explica que o prédio atual, na região da Berrini, em São Paulo, tem oferecido difícil acesso a funcionários (a avenida é uma das mais congestionadas da capital paulista), além de aluguel elevado.
"Hoje há propostas melhores", disse. O executivo está buscando uma nova sede, mas garante que o próximo local abrigará os mesmos 5 mil funcionários atuais, negando haver corte no quadro profissional.
Ao completar um ano, a incorporação da GVT pela Telefônica/Vivo começará a entrar em fase final.
Segundo o presidente da companhia, a partir de 1º de abril do ano que vem, a companhia passará a adotar a marca Vivo para todos os serviços. E a convergência completa em contas de serviços para o consumidor deverá acontecer em outubro.
As ofertas, contudo, já começam a convergir. O cross-selling com serviços móveis da Vivo já começou para os clientes da GVT. Além disso, a migração de infraestrutura alugada para a recém-adquirida já começou.
O líder da operadora espera que até 2016 a Telefônica consiga capturar as sinergias com a GVT, incluindo unificação de todo o sistema de TI e mudança de qualidade de nível de serviço de campo.
Amos Genish promete para o ano que vem um novo portfólio "com bastante inovações" e mais ênfase em produtos quadplay com o serviço móvel atrelado.
"Acho que, com isso, vamos poder ver as combinações que vão entregar resultados que prometemos ao mercado financeiro", declara.

Cultivar o espírito empreendedor de startup mesmo quando administra gigantes é um dos principais ingredientes do modelo de gestão forjado pela trinca que controla o fundo 3G Capital
Os empresários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles (da esq. para dir.), controladores do fundo de investimento 3G Capital Partners, são há tempos os mais internacionalizados capitalistas brasileiros.
Desde que a cervejaria Ambev se juntou à belga Interbrew, em 2004, um punhado de executivos do grupo passou a se deslocar para várias partes do mundo implantando um modelo que transformou radicalmente a gestão da cervejaria belga e a Anheuser-Busch, fabricante da marca Budweiser, e o Burger King, a segunda rede mundial de fast food.
Os princípios desse modelo foram forjados na década de 1970, época em que Lemann liderava o Garantia, então o mais bem-sucedido banco de investimentos. Partnership, com distribuição do lucro e propriedade, frugalidade e informalidade; rigor na seleção dos colaboradores, um sistema de metas claras e avaliação sistemática de desempenho são alguns dos elementos profissionais que permitiram ao 3G Capital alçar voo além-fronteiras e se replicar em outras culturas internacionais.
“É equivocado afirmar, como muitos fazem, que eles espalharam a cultura brasileira de gestão mundo afora”, afirma Guilherme Azevedo, professor de estratégia na Audencia, sediada em Nantes, e perfilhada na sexta posição entre as mais bem avaliadas faculdades francesas de administração.
Para Azevedo, o mais correto seria classificar o modelo da trinca como antibrasileiro, apoiado em uma meritocracia explícita e contrário ao paternalismo e ao jeitinho que caracterizam a cultura de negócios no país.
Azevedo deu um mergulho profundo na cultura do 3G, com base não apenas em pesquisa acadêmica. Ele diz ter entrevistado 32 executivos que trabalham ou trabalharam como diretores ou presidentes de operação, em busca de respostas para as seguintes questões: como transplantar uma cultura de gestão para diferentes regiões do mundo?
Uma das conclusões de seu trabalho mostra que um trunfo importante do pessoal do 3G é manter o espírito empreendedor de startup mesmo quando você se tornou um gigante dos negócios, como conta no depoimento a seguir.
PENSAR GRANDE
Não é porque sua empresa é pequena que você deve pensar pequeno. Você vai trabalhar duro e a empresa irá crescer. Mas, neste passo, deve se tornar uma empresa grande sem perder as vantagens das pequenas.
Manter o senso de dono, a transparência, a informalidade nas relações e a agilidade mesmo depois de crescer. O sentimento de dono é o que mantém a forma de ação muito próxima de uma startup.
Em cada uma das empresas do grupo, a base da cultura é muito próxima da estrutura da operação. É um dos segredos do crescimento deles: manter as pessoas com aquilo que chamam de ‘espírito de dono’. Tanto em relação à motivação como a liberdade de ação.
E muitos deles, de fato, saíram da empresa e com o dinheiro acumulado se tornaram novos empreendedores. Creio que o Marcel [Telles] costumava dizer: ‘Somos uma empresa de pessoas que amam o que faz. O dia em que você acordar e não tiver mais vontade de vir não quero que esteja aqui’. E quando adquirem uma nova empresa, seu primeiro ato é se livrar dos caras que eles já sabem não vão trabalhar da maneira deles.
Outra razão pela qual a empresa é mantida com uma estrutura a mais simples: para ninguém se esconder. Eles costumam dizer que a burocracia, com seu excesso de divisões, níveis, e procedimentos é o celeiro da malandragem.
Os espaços são abertos, assim como as conversas. A circulação de ideias se dá de uma maneira muito informal. Em um novo projeto, eles descrevem o processo e passam a debater violentamente até chegar a uma decisão. Dali em diante, se unem para executar.
Nos tempos da Brahma [adquirida em 1989] funcionava assim: ‘o projeto está 80% definido? Então bota na rua porque se for esperar o plano ficar 100% o concorrente já avançou. O resto a gente corrige quando está rodando’. Eles sempre tiveram muita confiança na capacidade de corrigir equívocos e falhas.
Se um colega fizer com que o outro não atinja determinada meta, também perde o bônus. Tudo é feito para que exista uma proximidade, traço herdado dos tempos do Garantia, a origem de tudo, na década de 1970.
O 3G INVESTIU EM EMPRESAS DE PRODUTOS ROTINEIROS, ENTRE ELES O BURGER KING E CERVEJARIAS NO BRASIL, ESTADOS UNIDOS, CANADÁ E AMÉRICA LATINA
DE OLHO NAS METAS
Frugalidade, muito trabalho e atenção permanente ao resultado financeiro. Os indicadores de bonificação por desempenho devem alinhar toda a empresa no sentido de todos trabalharem juntos para o crescimento e para melhoria da posição competitiva da companhia.
A frugalidade se reflete simbolicamente no gastar sola de sapato, o conhecido management by walking. Você deve andar pela operação, e usar as observações para corrigir e melhorar as atividades e processos.
Custo é como unha e tem de ser cortado toda a semana. Mas, atenção: corte de custo não é terra arrasada, mas pensar sempre em uma nova base. Cortar de maneira significativa, sem perder de vista as consequências do corte.
Em suas empresas, o grupo pratica o orçamento zero. Em cada setor se escolhe um ‘campeão’. Por exemplo, aquele que é responsável por material de escritório. Esse cara, em determinado momento, vai mergulhar fundo nos custos, mas ignorando os gastos do ano anterior. Sua missão é repensar todo o processo.
NÃO TRANSGREDIR
Adesão a uma prática de ética e respeito às regras formais e leis –contrariamente ao jeitinho, à informalidade e ao tráfico de influência. Não há favor, nem presente, nem jabá, nem sonegação, nem propina.
Eles possuem um senso de ética incorruptível. Recusam-se a dar propinas. Não tem caixa 2, almoço para distribuidor, nada disso. A relação com o distribuidor é preço. Posso melhorar o preço, mas não pagar almoço. Um gringo vai falar: eles cumprem a lei. Ponto. Mas é uma maneira diferente de fazer as coisas, o oposto do jeitinho brasileiro.
Essas práticas de semiformalidade que existem no Brasil podem parecer úteis para a sobrevivência de pequenas empresas mas impedem seu crescimento, contaminam a cultura e desviam o foco do núcleo do negócio.
É por isso que muitas delas não conseguem ultrapassar limites de crescimento. Como a origem do grupo foi um banco de investimento, operando em um setor muito regulado, eles criaram uma cultura de transparência com adesão às regras de uma maneira ortodoxa. Se existe uma lei, não discutem, cumprem.
É algo complexo para pequenas empresas, mas é o que irá permitir o crescimento. Do contrário, você fica prisioneiro de uma certa dimensão, uma vez que as coisas não podem ser replicadas. Tudo passa a depender de quem conhece quem, do caixa dois, etc. a empresa entra em uma patologia em que não existem regras, e cada decisão é tomada de acordo com um contexto específico.
E as empresas brasileiras muitas vezes não são capazes de avançar porque existe uma espécie de espaço cinza. Não são completamente legais, nem completamente informais.
FOCO EM GENTE
Manter foco em gente, mas isso vai além do discurso. Selecionam as pessoas certas, permitindo que elas cresçam e distribuem a propriedade da empresa com os que progridem na estrutura.
Há uma atenção permanente à manutenção da cultura e avaliação das pessoas; uma meritocracia clara e objetiva. Dividem a torta para fazer ela crescer mais rápido, assim todos ganham.
Os indicadores de cada unidade são públicos. Quando vai chegando o final do ano o funcionário já sabe qual será o resultado. Isso faz com que as pessoas se concentrem no que é fundamental. É o oposto do paternalismo. As pessoas valem pelo que entregam e pelos resultados que geram, não por quem são ou de onde vieram. E isso se traduz emn participação. A regra é cumprida, inclusive se os gestores responsáveis errarem a mão.
A ideia é fazer com que o bolo cresça mais velozmente do que se divide. Mas dividir realmente, algo que no Brasil poucas empresas fazem.
E o bônus é muitas vezes mais importante que o salário fixo. Quando compraram a cervejaria Brahma, os 20% de executivos que obtiveram melhor desempenho ganharam 14 salários adicionais.
Um terço obteve cerca de sete salários adicionais e um terço não ganhou bônus. Note que todos foram contratados por serem hiperativos, agressivos e competitivos.
Ao final do ano, se o executivo descobria que não teria bônus pedia demissão. Para ganhar bônus era necessário alcançar metas em três dimensões: o indicador que avalia o desempenho pessoal, o da unidade de negócios e o global. Se algum dos três zerar, o resultado é zero.
O MAPA REVELA AS TRANSFERÊNCIAS DE EXECUTIVOS DAS CERVEJARIAS DA INBEV DO BRASIL PARA PAÍSES DA AMÉRICA LATINA, CANADÁ E EUROPA; DA EUROPA OCIDENTAL PARA O LESTE EUROPEU, CHINA E CANADÁ E DOS ESTADOS UNIDOS PARA O MÉXICO
Pão de Açúcar, Carrefour, Makro e Formosa, de Belém do Pará (na foto), se destacam no setor de supermercados e atacado
Se alguém pedir para você tentar adivinhar quais são as empresas de supermercados mais eficientes do Brasil, muito provavelmente, você deve citar, entre elas, Pão de Açúcar e Carrefour, até porque elas são algumas das maiores redes deste setor, com faturamento de R$ 72,3 bilhões e R$ 37,9 bilhões, respectivamente, em 2014.
Se elas estão na sua lista, você acertou. O Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo) acaba de divulgar o ranking de eficiência das empresas de varejo e, no setor de supermercados, hipermercados e atacado, Pão de Açúcar, Carrefour e também a rede Makro aparecem no topo da lista.
Mas existe uma rede considerada pelo Ibevar tão eficiente quanto essas três gigantes e da qual, muito provavelmente, você sequer ouviu falar. Trata-se da Formosa Supermercados, uma empresa com apenas três lojas de Belém do Pará (PA), com faturamento anual de R$ 800 milhões, e que completa 40 anos em 2015.
Para criar o ranking de eficiência, o Ibevar considerou um grupo de 120 redes de varejo e fez uma relação entre o número de lojas e o de funcionários com o faturamento das empresas. Esse indicador revela, segundo Claudio Felisoni, presidente do Ibevar, a capacidade de uma empresa de varejo transformar o número de lojas e de funcionários em faturamento.
Há muitos outros indicadores que mostram a eficiência de uma rede, diz ele, como a capacidade de gerar lucro em relação ao faturamento, o que não está sendo considerado no atual indicador.
A rede Formosa, que pertence à família Oliveira, obteve a mesma pontuação máxima (1,000) obtida por Pão de Açúcar, Carrefour e Makro. A rede Walmart já está listada com uma pontuação menor (0,703), assim como a rede Záffari (0,847) e o atacado Roldão (0,800).
Com cerca de 3.000 funcionários, a rede Formosa informa que o grande diferencial da empresa, com área total de vendas de 23,7 mil metros quadrados, é a oferta de serviços que oferece ao cliente, além da variedade de produtos, que atende tanto ao público de menor (mais de dez marcas de arroz) como o de maior poder aquisitivo (vinhos chilenos e azeites importados).
“Quem vem às nossas lojas pode ainda abastecer o carro, comprar um medicamento na farmácia, consertar o pneu. Nós também alugamos uma parte do espaço para lojas de serviços, como lavanderias e oficinas de costura. Queremos ser cada vez mais eficientes para os clientes”, diz Rejane Andrade, gerente de marketing da rede.
O casal de portugueses José e Maria Oliveira, que chegou ao Brasil há cerca de 50 anos, e os três filhos, Rogério, Paulo e Américo, tocam a rede Formosa, que deve inaugurar a sua quarta loja neste ano. Por enquanto, diz Rejane, a concorrência é só com supermercados da região. As grandes redes, como Carrefour e Walmart, ainda não 'descobriram' a cidade.
ELETROELETRÔNICOS
No ranking de eficiência do setor de eletroeletrônicos e móveis também surgem nomes desconhecidos ao lado de gigantes. Na lista das empresas com pontuação máxima (1,000) estão Lojas Americanas, Via Varejo (Ponto Frio e Casas Bahia), Fast Shop, Tok & Stok, além de Fujioka Eletro Imagem e Lojas Koerich.
Grandes redes, como Magazine, Lojas Cem e Máquinas de Vendas já aparecem com um índice menor de eficiência, de 0,661, 0,541 e 0,435, respectivamente.
No setor de drogarias e perfumarias, as empresas que receberam a pontuação máxima foram O Boticário, Raia Drogasil, Drogaria São Paulo, Imed (Panvel), Drogaria Catarinense e Drogaria Onofre. No setor de moda e esportes, as líderes são Casas Pernambucanas, C&A, Renner, Grupo Guararapes (Riachuelo), Havan, Arezzo & Co e Lojas Avenida.
IMAGEM
O Ibevar também elaborou um ranking sobre as manifestações positivas das empresa geradas na internet e a capacidade de repercussão dessas boas notícias nas redes sociais. Quem ganhou como a rede mais bem falada na internet foi a Magazine Luiza, com uma pontuação de 100.
O segundo lugar ficou com a rede Leo Madeiras (91,4), seguida por O Boticário (89,3), C&C (37,2), Telhanorte (36), entre outras. As redes Walmart e Lojas Cem ficaram com as últimas colocações, com uma pontuação de 7,6 e 6,5, respectivamente.
“Temos uma equipe alinhada com o espírito da empresa para se comunicar com nossos clientes nas redes sociais. Também humanizamos essa relação com nossa personagem virtual, a Lu, que interage nos mais variados canais da internet com muita informação e conteúdo”, afirma Marcelo Silva, CEO da rede Magazine Luiza.
Desde 2008, a Leo Madeiras tem feito um trabalho com mídias digitais com o objetivo de fomentar o mercado de marcenaria e fortalecer a importância do setor no mercado imobiliário.
A rede possui a TV Leo no Youtube, com conteúdos para agregar valor aos projetos de marcenaria. “Hoje, disponibilizamos vídeos que abordam temas de gestão em marcenaria, treinamentos, cursos, lançamentos de produtos, novidades do setor e soluções sob medida para os clientes”, diz Andrea Seibel, diretora da Leo Madeiras.
Atualmente, diz ela, a demanda de imóveis com pequenos espaços aumentou. “E projetar um ambiente com restrição de medidas só mesmo um marceneiro, que inova, personaliza e cria móveis versáteis para atender qualquer tipo de projeto”, diz.
Para elaborar o ranking de eficiência e de imagem na internet, o Ibevar considerou 120 das maiores redes de varejo do país. Juntas, elas faturaram R$ 424,1 milhões no ano passado, 11,8% a mais do que em 2013, e participaram com 30,6% do consumo de bens.
Com o aperto no orçamento das famílias, o Ibevar identificou que o pagamento à vista praticamente não existe na maioria dos 11 setores do varejo considerados. O uso de cartão de crédito e carnê já ultrapassa 50% das vendas de carros, eletrodomésticos eletroeletrônicos e telefones celulares. No setor de vestuário, atinge 45% e, de material de construção, 38%.
Das 120 redes pesquisadas, 53% utilizam multicanais (lojas físicas e virtuais), 46%, multiformatos (lojas grandes, pequenas, quiosques) e 45%, multibandeiras. Apenas oito grupos operam mais de 1.000 lojas e apenas oito grupos possuem lojas em todos os 27 Estados do Brasil, “ o que revela a grande concentração do setor”, diz Felisoni.
A missão vai apresentar um panorama do mercado italiano e europeu em diversos setores, avaliar tendências de consumo e gerar oportunidades de negócios para as empresas brasileiras.
Participe e aproveite benefícios como:
- Visitas técnicas a centros de pesquisa e excelência;
- Seminário técnico sobre o mercado italiano;
- Visitas guiadas à Expo Milão 2015;
- Possíveis contatos com empresas dos 145 países presentes na Expo Milão 2015.
PROGRAMA*
05 a 12 de setembro de 2015 – Itália
05 de setembro, sábado – São Paulo
Saída do Brasil
06 de setembro, domingo – Milão
Chegada à Milão
Encontro de Boas Vindas – Jantar
07 de setembro, segunda-feira – Milão
Visitas técnicas a centros de pesquisa ou excelência relacionados aos setores da delegação
08 de setembro, terça-feira- Milão/Parma/Emilia Romagna
Deslocamento da delegação à diferentes regiões da Itália
Visitas técnicas a centros de pesquisa ou excelência relacionados aos setores da delegação
Retorno dos grupos à Milão
09 de setembro, quarta-feira – Milão
Recepção à delegação empresarial no Pavilhão Brasileiro na EXPO (Apex Brasil)
Visita guiada à Expo Milão
Encontro institucional pela Planet Lombardia
Encontro de Relacionamento
10 de setembro, quinta-feira – Milão/Gênova/Brescia/Cremona
Deslocamento da delegação à diferentes regiões da Itália
Momentos de Formação
Visitas técnicas a centros de pesquisa ou excelência relacionados aos setores da delegação
11 de setembro, sexta-feira – Milão
Recepção à delegação empresarial no Pavilhão da Região da Lombardia
Visita à Expo Milão
12 de setembro, sábado – Milão
Reunião de encerramento
Retorno ao Brasil
Setores
Agroalimentar, metal-mecânico, tecnologia da informação, energias renováveis e biotecnologia, e cosméticos.
Benefícios da participação do empresário na missão:
Mais informações:
Área de Relações Exteriores, Promoção Comercial e de Investimentos
Contato: Laura Medeiros / Paula Pensak
Tel.: (11) 3549 4628 / 4769
E-mail: missao...@fiesp.com.br
Ressaltamos que as vagas são limitadas e que o prazo para inscrição é até dia 10 de agosto.
CLIQUE AQUI PARA REALIZAR A SUA INSCRIÇÃO:
http://www.equestiona.com/rede-cin/missao-a-italia-2015-inscricao.html
Pacote de viagem – Sugestão de Agência
• Passagem aérea em classe econômica São Paulo-Milão-São Paulo;
• Traslados aeroporto / hotel / aeroporto (nas datas e voos originais do grupo);
• 6 noites de hospedagem (05 a 12/09) no hotel STAR RITZ – 4 estrelas ou IBIS Milano Centrale - 3 estrelas com café da manhã;
Pacotes não incluem:
• Seguro Saúde (opcional: 45,00 EUR para o período mencionado);
• Gastos com alimentação e telefonia;
• Qualquer outra despesa que não esteja mencionada no programa;
Valores do pacote terreste STAR RITZ HOTEL (por pessoa):
Em acomodação dupla: 934 EUR
Em acomodação single: 1.549,00 EUR
Valores do pacote terreste IBIS Milano Centrale (por pessoa):
Em acomodação dupla: 774 EUR
Em acomodação single: 1.223,00 EUR
Valores do pacote aéreo por pessoa:
Sob consulta na agência Augustus Turismo
Formas de pagamento:
Essas informações estarão disponíveis na agência Augustus Turismo
Mais informações:
Augustus Turismo
Contato: Simonetta Occhionero
Tel.: (11) 3122-9999
E-mail: augu...@augustus.com.br / simo...@augustus.com.br
Importante:
• Verifique a validade de seu passaporte
*programa sujeito a alteração.
O Google anunciou nesta segunda-feira uma mudança em sua estrutura empresarial com o lançamento de uma holding, a Alphabet, que abrigará seus produtos e divisões de pesquisa e desenvolvimento. O movimento de reorganização corporativa separa o principal negócio da empresa - e o mais lucrativo -, que é o de buscas e publicidade, do restante das empreitadas. O objetivo é deixar a estrutura do Google mais dinâmica para que sejam criadas empresas de robótica, pesquisas científicas e carros com piloto automático. "Nossa empresa está operando bem, mas achamos que podemos torná-la mais sensata. Por isso, vamos criar uma nova companhia, chamada Alphabet", explicou o executivo-chefe da companhia, Larry Page, ao blog da companhia.
Page será o CEO, enquanto Serguei Brin, com quem ele fundou o Google, será o presidente. A Alphabet será, a partir de agora, a matriz que englobará o Google, a principal divisão da nova companhia. Vão se reportar ao Google empresas como Youtube, Chrome e Android. Com isso, as empreitadas financeiras, como Google Ventures e Google X, saem da estrutura da empresa de tecnologia e passam a responder apenas à holding. Com estas mudanças, Page e Brin passam a adotar formalmente papéis mais estratégicos dentro do conglomerado, enquanto Eric Schmidt passará a ser o chairman, atuando no conselho de administração. Como parte da reestruturação, Sundar Pichai será o executivo-chefe do Google, a empresa central da Alphabet, que gera receitas anuais de 60 bilhões de dólares.
Segundo Larry Page, a nova estrutura do conglomerado será parecida com a empresa de investimentos de Warren Buffett, Berkshire Hathaway, que, segundo ele, foi o modelo que inspirou a criação da Alphabet. "Gostamos do nome porque significa uma coleção de letras que representa a linguagem, uma das principais inovações da humanidade, que é o centro do nosso indexador de buscas", diz Page. O executivo disse ainda que a decisão de mudar a organização da empresa deriva da vontade de revigorá-la com uma cultura mais empreendedora, dando às divisões de inovação mais independência para tomarem suas próprias decisões.
Mais do que tudo, a intenção por trás da fundação da Alphabet é dar mais independência à divisão de investimentos de capital. "Isso sugere que o Google não diminuirá o ritmo de seus projetos experimentais, como os carros com piloto automático. Sugere que eles realmente tentarão ser um conglomerado de tecnologia combinado com venture capital," disse Michael Yoshikami, presidente da gestora Destination Wealth Management.
A Comissão da Bolsa de Valores dos Estados Unidos (SEC) foi informada sobre esta reorganização. A Alphabet será cotada sob os já existentes códigos GOOGL e GOOG. Após o anúncio, efetuado depois do fechamento de Wall Street, as ações da empresa no mercado contínuo subiam 5,41%, para 699 dólares o título.
Parece que foi ontem, mas há quatro anos a Netflix fazia sua estreia no Brasil. De lá para cá, o serviço de streaming de vídeos ganhou 2,5 milhões de usuários no país, um deles, inclusive, muito conhecido: ninguém menos que o homem do baú, Silvio Santos, que se tornou assinante vitalício. Os brasileiros já compõem o quarto maior mercado mundial da plataforma, atrás apenas dos americanos, canadenses e britânicos.
Tanto sucesso tem incomodado (e assustado) grandes emissoras de TV, incluindo gratuitas e pagas. Há quem chame a empresa de "Uber do audiovisual", referindo-se ao aplicativo de corridas particulares que tem gerado inúmeros protestos de taxistas em vários estados do Brasil. Para se ter uma ideia, a companhia é a segunda maior vilã da TV paga — só perde para a pirataria — e, no que diz respeito à TV aberta, deve superar neste ano as receitas da Band e da RedeTV, respectivamente quarta e quinta maiores redes abertas nacionais.
Outra constatação que mostra o poder da Netflix é que executivos de canais pagos e operadoras calculam que a entidade possa ter um faturamento próximo de R$ 1 bilhão no Brasil, o mesmo que o SBT. Mesmo sem revelar números, calcula-se que a empresa tenha aproximadamente 4 milhões de assinantes no país. Se fosse uma operadora de TV paga, a Netflix seria a terceira maior do Brasil — só teria menos assinantes do que Net e Sky.
O serviço de streaming e a competição da TV paga com as chamadas OTTs (over the top, que é a modalidade oferecida pela Netflix) foi um dos principais assuntos da feira e congresso da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), realizadas na última semana, em São Paulo. Para as operadoras e programadoras de TV paga, plataformas como a Netflix não pagam os mesmos tributos que elas, impostos estes que podem reduzir o custo operacional em 50%. De acordo com essas companhias, o setor cumpre com 1.600 obrigações tributárias e burocráticas e gera 135 mil empregos.
Por outro lado, os executivos da TV paga afirmam que a Netflix funciona com apenas algumas dezenas de funcionários no Brasil. Segundo os empresários do setor, a entidade não recolhe ICMS de 10% sobre o valor da mensalidade, o que daria de R$ 50 milhões a quase R$ 100 milhões neste ano, e não paga a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), uma taxa de R$ 3.000 sobre cada título de seu catálogo. Como tem 3.000 filmes, séries e programas, a Netflix economiza R$ 9 milhões.
Fontes do mercado de TV por assinatura também alegam que a empresa norte-americana não pagaria Imposto de Renda sobre remessas de royalties ao exterior, uma vez que o valor da assinatura, cobrado no cartão de crédito, seria remetido aos Estados Unidos como serviço. Dizem ainda que não recolhe o Imposto Sobre Serviços (ISS), de abrangência municipal, nem tem obrigações como a de exibir conteúdo nacional.
Empresas de TV paga justificam essa "manobra" da Netflix com base na própria modalidade de serviço que ela oferece: por se tratar de um conteúdo servido globalmente pela internet, onde tudo (ou quase tudo) é livre, a OTT fica difícil de ser regulamentada.
SÃO PAULO – O Uber é uma das startups de tecnologia mais famosas da história e já vale mais de US$ 50 bilhões – mais que 99,9% das grandes empresas brasileiras, incluindo aí Petrobras e Vale! Não sem razão, a empresa vem inspirando milhares de aplicativos similares – que apostam em “ligar” um prestador de serviço com uma pessoa interessada.
No Brasil, a febre do Uber se manifesta de diversas maneiras, como 99Táxis, 99Freelas e GetNinjas. A lista de empresas com modelo de negócios parecido é longa. Na Alemanha, acaba de sair inclusive um “Uber da Prostituição”, o Uhlala, que pretende expandir de Berlim para o mundo nos próximos meses e ligar garotas de programas e seus clientes.
A premissa de todos eles é quase a mesma: um profissional determina quando e quanto vai trabalhar, quanto vai cobrar e oferece suas próprias ferramentas para o trabalho – no caso do Uber, o carro, e do Uhlala, o corpo. O aplicativo, por sua vez, toma uma parcela do dinheiro por ter intermediado a operação.
Esse modelo de negócio pode ser extremamente lucrativo, mas também extremamente perigoso. No caso do Uber, além de diversos conflitos com taxistas e agências reguladoras, a justiça americana começou a considerar os trabalhadores associados do Uber como empregados – obrigando a empresa a cobrir com todas as regulamentações trabalhistas e jogando os gastos deles para o alto.
A controvérsia é tão grande que o Uber é tema de discussão da eleição presidencial norte-americana, com a candidata democrata Hillary Clinton avisando que esse modelo de trabalho precisa ser “olhado com mais cuidado”. Novas regulações deverão vir por aí e isso pode ser um golpe fatal neste tipo de empresa.
De uma empresa com valor de mercado de US$ 50 bilhões é esperado que ela tenha solidez para não ser destruída por um simples golpe regulatório – afinal, é mais do que Bradesco, Petrobras e Vale, gigantes nacionais que existem há décadas! A sobrevivência pode não ser o caso do Uber, o que frustraria diversos investidores e mostraria a fragilidade de um modelo de negócio que está apenas surgindo.
Mas o que tem permitido valuations tão esticados? No momento, além de uma frenética corrida por start-ups (que já levanta a palavra “bolha” na mídia), existe uma percepção de que a tecnologia está prestes a mudar tudo o que conhecemos e que quem largar na frente e fazer direito ganhará um mercado inteiro e muito dinheiro.
Basta ouvir os sonhos dos fundadores do Uber: transporte barato, eficiente e disponível a todos. Pode não ser esse modelo que vai garantir isso para todos, mas com certeza a tecnologia vai proporcionar mudanças gigantescas no nosso dia-a-dia. Vale o risco, vale o investimento e certamente vale toda essa febre que vemos hoje em dia.
Empresário participou do evento Day1, da Endeavor, nesta quinta-feira, 13, em São Paulo
Sua relação com o tênis, que começou a praticar com 7 anos, e a importância do esporte na carreira foi o primeiro assunto abordado. Ele ainda lembra que com 9 anos perdeu o jogo para seu principal rival. Aos 12, sofreu uma derrota para um jogador boliviano. "Todo esse fato que eu jogava tênis, me preparou para perder. Toda vez que eu perdia tentava analisar por que, ou o que não tinha dado certo e o que melhorar na próxima vez."
Aos 17 anos, os interesses de Lemann se concentravam no tênis e no surfe. Mas foi estudar no exterior. Especificamente em Harvard. "Lá estavam os jovens mais brilhantes do mundo e estava eu, tenista, surfista", disse. O começo na faculdade não foi fácil: Lemann quase foi expulso por soltar fogos no local. Com a ameaça, ele resolveu focar e encontrar a melhor maneira de completar o curso.
Além das quatro horas diárias de aulas, ele estudava mais seis. "Para um surfista do Arpoador, estudar seis horas por dia além das quatro era muito", contou. A situação o obrigou a desenvolver métodos para focar e ter bons resultados: ele criou uma técnica com cinco pontos básicos. Experiência hoje reproduzida em suas empresas, onde cada um tem cinco metas básicas. "Por causa das dificuldades, tive condições de superar e chegar lá."
Falência. Depois de passar um ano no exterior jogando tênis, ele retornou ao Brasil, onde montou uma financeira. A falência ocorreu depois de quatro anos. "Eu tinha 26 anos, me achava o máximo e descobri que não era tão esperto ou tão inteligente. Novamente as dificuldades me ensinaram muitas coisas."
A empresa faliu porque não tinha administração e os sócios eram muito parecidos. Todos queriam fazer negócios e ninguém cuidava da retaguarda. Lição: a sociedade não deve ter só pessoas parecidas com você e a necessidade de uma boa administração.
Momento certo. Outro fato que marcou a trajetória do empresário foi um especulador chamado Mendoncinha, que tinha decidido tomar o controle de uma siderúrgica. Ele comprava ações e dava letras de câmbio como garantia. Todo mundo achava que era um negócio bom. "O Mendoncinha foi empurrando essa posição, comprando mais e acabou estourando. Todo mundo que lidava com ele perdeu algum dinheiro". E as letras de câmbio dadas como garantias eram falsas.
A situação deu uma lição de "timing" para o empresário, com a importância de fazer as coisas certas na hora certa. "Seis meses depois que ele estourou, a bolsa se recuperou. Se ele tivesse aguentado alguns meses, seria o homem mais rico do Brasil."
Nova aposta. Depois da falência, Lemann trabalhou no mercado, juntou dinheiro e abriu uma corretora, mas um mês depois a Bolsa despencou e acabou com o negócio de corretagem de bolsa que o negócio pretendia ser. Uma solução foi trabalhar com obrigações reajustáveis do Tesouro Nacional (ORTN), onde o negócio prosperou. "A coisa nunca é uma linha reta, sempre tem altos e baixos. É importante estar sempre aprendendo com as dificuldades."
Depois, a corretora virou banco de investimento, quando Lemann aprendeu a lidar com gente e atrair as melhores pessoas para a empresa. Essa metodologia é utilizada até hoje, inclusive quando ocorre uma compra de uma empresa norte-americana, um time é enviado para introduzir a cultura do grupo na companhia.
O Garantia deu certo durante 27 anos, mas teve duas dificuldades no fim. "Não sobreviveu como pretendíamos porque era uma instituição com uma visão de curto prazo. Nos outros negócios que passamos a empreender, a visão de construção é de um prazo muito mais longo."
A mensagem do empresário durante o evento foi para os empreendedores não desanimarem na primeira dificuldade. E ainda deixou um recado para os pais, aqueles que sempre estão preocupados em dar tudo certo, colocam os filhos nas melhores escolas e exigem as melhores notas. Mas para Lemann, os pais devem se lembrar: deixem os filhos fazerem algumas besteiras e errarem, que isso será valioso no futuro.
“Dados sobre outros dados”, os metadados servem para catalogar e recuperar informações, e são fundamentais ao desenvolvimento do importante conceito de web semântica. Saiba mais sobre tudo isso aqui.
E lá vamos nós para mais um conteúdo que, embora um tanto técnico, é muito importante. Agora, falaremos sobre um assunto que é imprescindível para um novo momento da internet, em que a catalogação de informações vai ditar as regras. E que por isso você precisa conhecer: os metadados.
O que são metadados?
De acordo com este texto do site Metadados, os metadados são marcos – ou pontos de referência – que permitem catalogar e classificar uma informação sob todas as formas. Pode se dizer que são resumos de informações sobre a forma ou conteúdo de uma fonte.
O prefixo “meta” vem do grego, e significa “além de”. Assim, os metadados são informações que são acrescentadas aos dados, e que têm como objetivo nos informar sobre estes dados para que sua organização se torne mais fácil.
EM SUMA, SÃO DADOS SOBRE OUTROS DADOS. UM ITEM DE UM METADADO PODE DIZER DO QUE SE TRATA AQUELE DADO, GERALMENTE UMA INFORMAÇÃO INTELIGÍVEL POR UM COMPUTADOR.
Assim, metadados são costumeiramente vistos como separados do núcleo duro da informação. Ou seja, aquela informação que está relacionada com as transações de negócio – mas isso não quer dizer que não sejam importantes. Definições e regras de negócio, detalhes de segurança, informação de domínios, tags XML – tudo isso é metadado.
Não é de hoje que esse tipo de informação é usado para classificar, organizar e pesquisar. Na verdade, podemos encontrar metadados já na antiga Suméria, onde placas de argila eram identificadas por fios coloridos conforme o tipo, e arrumadas em prateleiras com indicações escritas ao lado. Os escribas romanos também os utilizavam, já que amarravam maços de documentos relacionados, etiquetavam-nos e penduravam-nos no teto.
O que agora é diferente é que a informação tornou-se predominantemente eletrônica e dispersa. E, claro, cresce a uma velocidade exponencial.
Como e para que se usa metadados?
Os metadados são utilizados sobretudo na gestão de arquivos e informações. No caso de dados físicos, por exemplo, servem para fornecer a localização, o número de caixa, etiqueta de pasta e sistema de classificação. No mundo da imagem documental, podem incluir o tipo de documento, a data e as entidades com que se relaciona.
Entretanto, a utilização de metadados se estende a outros campos além da gestão documental. Como, por exemplo, a tecnologia conhecida por data warehouse, que consiste em extrair e consolidar dados de múltiplas fontes numa base que possa ser consultada de várias maneiras pelos gestores. Neste contexto, os metadados são um instrumento essencial para a gestão do estoque, e incluem informações como lista de conteúdo, origem dos dados, transformações (como filtragens ou cálculos efetuados na transferência para a localização atual), versão, modelos de dados etc.
Quais são os tipos existentes de metadados?
Os metadados podem ser classificados como estruturados ou não estruturados. Exemplo de não estruturados são os índices produzidos por um sistema de indexação e pesquisa em texto integral.
Já os estruturados são, por exemplo, os sistemas de classificação de arquivo ou o dicionário de dados de um SGBD – Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados.
Outro exemplo é a troca estruturada de dados através de uma rede qualquer – conhecida como EDI. Com uma circulação diária de milhões de documentos entre empresas de todo o mundo, este processo jamais funcionaria se não fossem os standards rigorosos de identificação – se não houvesse metadados.
Podemos considerar, assim, que os metadados são instrumentos para a busca e recuperação da informação. Porém, no caso dos documentos, têm uma função adicional do ponto de vista de arquivos: atender aos requisitos de uma administração, como por exemplo a determinação do ciclo de vida, e portanto do prazo de retenção dos documentos. Esta será a base para decisões sobre localização e meio de armazenamento, migração etc.
Ouvi dizer que tem a ver com o web semântica, mas não sei o que é isso…
Ouviu bem, os metadados são fundamentais para este novo conceito denominado web semântica. O termo é recente, e se refere ao processo de interligação que permitirá que computadores e humanos trabalhem em cooperação. É a chamada web do futuro, já que se trata de aplicar conceitos inteligentes na internet atual.
De acordo com esta matéria do portal TecMundo, na web semântica, cada informação vem com um significado bem definido, e não se encontra mais solta no mar de conteúdo, o que permite uma melhor interação com o usuário. E essa definição só ocorre graças aos metadados.
Novos motores de busca, interfaces inovadoras, criação de dicionários de sinônimos e a organização inteligente de conteúdos são alguns exemplos de aprimoramento por meio dos dados sobre dados. Assim, você não vai mais precisar minerar a internet em busca daquilo que procura; toda a web vai passar a se comportar como um todo, e não mais como um monte de informação empilhada.
Algum exemplo de como isso funciona?
Ainda de acordo com o texto do TecMundo, o implemento da nova tecnologia é muito recente, e ainda vai levar mais alguns anos até que entre completamente em vigor.
Mesmo assim, já podemos conferir os primeiros resultados dos metadados em ação na web semântica. Por exemplo: no site do Google, digite a palavra “define:” seguida de qualquer outra palavra. Você verá que, ao invés de receber uma séria de páginas com resultados genéricos, o site exibe para você apenas páginas que definem a palavra que você escolheu.
Ou seja, é a utilização dos metadados servindo à inteligência artificial na internet para filtrar o que você procura. É uma revolução silenciosa que está em curso – e, quanto antes você a conhecer e souber utilizá-la a seu favor, melhor.
Onde posso me informar mais?
Esta página do IBGE traz mais informações sobre metadados.
E este texto do IBL também se presta a esclarecer o conceito.
Leia mais em Endeavor @ https://endeavor.org.br/metadados/
Aeroporto de Viracopos servirá como hub para as operações da empresa
O Teca Modern VCP, como é chamada a estrutura, deve empregar cerca de 30 profissionais, incluindo equipes terceirizadas. “O novo terminal conta com uma localização estratégica, atendendo à Região Metropolitana de São Paulo, Campinas e o interior do estado, altamente potencializados pelas diversas indústrias instaladas e pela excelente malha rodoviária, o que ajuda o desenvolvimento da proposta da empresa, que é integrar os modais”, destaca Hudson Reis, diretor executivo Comercial e de Operações Logísticas da Modern.
O aeroporto campineiro foi escolhido pela Modern como hub, e de lá devem partir, em algumas semanas, os primeiros voos da empresa com destino a Manaus e, posteriormente, ao Recife. A Modern aguarda somente a chegada do primeiro Boeing 737-400F de sua frota própria de cargueiros, capaz de transportar 20 toneladas, além da certificação da empresa, para iniciar as operações.
Até o fim do ano ela receberá um segundo Boeing do mesmo modelo. Em 2016, outros três aviões idênticos serão incorporados à frota. “Até 2020 serão 36 aeronaves na frota da Modern Logistics”, explica o CEO da empresa, Gerald Lee. A empresa vai oferecer serviços logísticos que englobam toda a cadeia de suprimento. Para isso, vai contar com transporte aéreo próprio, armazenagem em 15 centros de distribuição espalhados por todo o país e transporte terrestre com empresas parceiras.
Além dos CDs de Jundiaí, Campinas e Manaus, que já estão prontos, outros cinco estão em fase de escolha de local para implantação. O histórico dos profissionais que compõem a Modern faz da empresa especialista no desenvolvimento de projetos logísticos personalizados para indústrias como farmacêutica, eletroeletrônica, de componentes e insumos automotivos, entre outras.
Empresa de cabotagem passa a utilizar soluções tecnológicas de controle e gestão totalmente adaptadas ao transporte rodoviário de contêineres
A Aliança, unidade de cabotagem da Hamburg Süd, firmou um contrato com a OpenTech, empresa desenvolvedora de soluções tecnológicas focadas em gestão logística e gerenciamento de riscos no transporte, com o objetivo de aprimorar ainda mais o controle de suas operações rodoviárias.
O acordo prevê a renovação e a modernização das ferramentas e softwares voltados para a logística e a internalização do sistema de gerenciamento de risco, que até então ficava sob a responsabilidade dos prestadores de serviço. Vale lembrar que em 2013 a empresa criou a Aliança Transporte Multimodal (ATM) para operar no transporte terrestre.
A Aliança passará a utilizar o OpenSIL, solução de gestão que automatiza e controla os processos logísticos, com informações detalhadas da jornada, o OpenCadastro, que realiza a verificação de dados cadastrais de veículos da frota e de motoristas, o OpenGR, para o rastreamento de cargas e monitoramento de segurança, a Base UTI, serviço de monitoramento e rastreamento de cargas críticas, e o OpenUniversidade, para treinamentos e e-learning (aprendizado eletrônico).
Para centralizar os trabalhos e garantir que o potencial de todas as ferramentas contratadas seja explorado em sua totalidade, a OpenTech manterá um gestor dedicado exclusivamente às operações da Aliança, atuando na sede da empresa. “Teremos um profissional nosso operando in loco e em conjunto com a equipe da Hamburg Süd”, explica o diretor Comercial da OpenTech, Eduardo Oliveira de Sousa.
O gestor será responsável também pela elaboração de um Plano de Gestão Logística, que tem como objetivo garantir melhorias nos resultados do cliente, com foco na redução de custos e na otimização de processos. A implantação de controles diários, boletins, mapeamentos da operação e treinamentos também está no escopo, assim como a missão de fomentar o uso das ferramentas da OpenTech por toda a equipe da Aliança.
“As soluções de gerenciamento de risco e logístico da OpenTech serão ferramentas importantes para atender às necessidades da Aliança e da Hamburg Süd no que tange à confiabilidade, produtividade, visibilidade e qualidade de nossos serviços aos nossos clientes. Além disso, continuaremos a expandir nossas operações intermodais com robustez e consistência”, explica o gerente nacional de Operações Intermodais da Hamburg Süd, Fernando Camargo.
O diretor Comercial da OpenTech, Eduardo Oliveira de Sousa, explica que a capacidade da empresa de adequar os softwares e serviços de acordo com as regras específicas para o controle de contêineres da Aliança foi um dos pontos essenciais para o fechamento do negócio. “De forma inédita no Brasil, customizamos um software para fazer a gestão de contêineres e atender rigorosamente a necessidade do cliente. O processo profissional e bem estruturado para o desenvolvimento de soluções integradas, usando as melhores práticas e ferramentas, tanto em projetos quanto em produtos, comprova a nossa flexibilidade. E este foi um fator determinante para moldarmos os produtos de acordo com as exigências da Aliança e da Hamburg Süd”, diz
Segundo ele, o negócio apresenta ainda outros diferenciais, como na utilização do OpenUniversidade. “Além da contratação da ferramenta no formato atual, com os recursos já disponíveis, o cliente terá acesso a trilhas específicas para seus treinamentos. Vamos adaptar o produto para atender tanto às rotinas e procedimentos dos diferentes operadores que prestam serviço à Aliança no Brasil quanto às determinações e regras da própria empresa e de seus clientes”, informa Eduardo.
Com uma população de pouco mais de 3 mil habitantes, a pequena cidade paulista de Águas de São Pedro, localizada a 187 km de distância de São Paulo, é hoje um bom exemplo brasileiro do que podemos esperar para o futuro das chamadas Cidades Inteligentes, ou smart cities.
O projeto de Águas de São Pedro começou há pouco mais de um ano, quando a Telefônica-Vivo abordou pela primeira vez a prefeitura da cidade para realizar um acordo de colaboração com o plano de torná-la uma cidade digital — ampliando a oferta de conectividade do município.
A cidade então oferecia um cenário ideal para o projeto: além de ser o segundo menor município do estado de São Paulo, com área de 3,46 km², Águas de São Pedro tinha uma população pequena e predominantemente idosa (65% do total), com o segundo melhor IDH do país e com apenas uma área urbana de relevo pouco acidentado.
Com um investimento de R$ 2 milhões, a primeira fase do projeto começou a ser implementada pela operadora, que substituiu a infraestrutura de cabeamento de cobre para uma infraestrutura com fibra óptica. Com a nova conectividade, a média de 10 Mbps de conexão passou para 15 Mbps em 70% dos domicílos da cidade. Em quatro meses, a Vivo já começou a ver os primeiros resultados positivos do projeto para seu negócio. Cerca de 25% dos clientes da cidade fizeram upgrade de velocidade, de uma média de 3,8 Mbps para 9,2 Mbps, além de um aumento da base de clientes de 16%.
Após disponibilizar a conectividade, a segunda fase da iniciativa foi a implementação de sistemas inteligentes em outras áreas do município, com o objetivo de melhorar a eficiência de serviços públicos municipais. Em parceria com a chinesa Huawei, a cidade instalou 15 câmeras Full HD para monitoramento em tempo real de pontos estratégicos da cidade, como a entrada e o centro comercial.
Além de realizarem gravações e disponibilizarem as imagens em tempo real dentro do centro de monitoramento da prefeitura, as câmeras são carregadas com uma série de tecnologias que permitem buscas inteligentes nas imagens. É possível, por exemplo, realizar uma varredura por pessoas vestindo uma cor específica de roupa. Há também um sistema capaz de tirar fotos da placa dos carros que entrarem na contra-mão na estrada que leva à cidade.
Com a implementação dos pilotos, a cidade passou a incluir cada vez mais sistemas inteligentes. Atualmente, ela mantém um sistema de vagas inteligentes, que utiliza sensores para avisar para os moradores (e os cerca de 5 mil turistas semanais) onde há vagas disponíveis nas ruas do centro da cidade, através de um aplicativo.
Há também um sistema de iluminação pública no parque municipal que utiliza lâmpadas com sensores: além de avisarem quando estão prestes a queimar, as lâmpadas regulam sua luminosidade de forma independente, ficando mais fortes durante a noite e progressivamente menos brilhantes durante a madrugada até o amanhecer. O sistema levou a uma economia de 35% do consumo de energia do município.
Há também aplicativos que estimulam a participação popular na administração pública. Com a ajuda de um aplicativo para indicar possíveis focos de dengue com imagens, a cidade conseguiu no ano passado reduzir de 86 para 28 os casos da doença no município entre o ano passado e este ano, tornando-se uma das poucas cidades de região a observar uma queda.
Um outro aplicativo semelhante permite aos moradores enviarem notificações à prefeitura sobre problemas na cidade, como buracos na rua ou falta de manutenção de algum item público. Toda mensagem gera um protocolo e obriga a prefeitura a enviar uma resposta ao cidadão. De acordo com a prefeitura, 95% dos casos indicados são resolvidos.
Vitrine
Com os resultados positivos, Águas de São Pedro aos poucos se torna um case de cidade inteligente para outros prefeitos que buscam implementar iniciativas semelhantes em seus municípios. O caso também ajudou a Telefônica-Vivo a formatar suas ofertas de cidades inteligentes, e a companhia passou a contar com uma vitrine de expertise nacional nas disputas por licitações de projetos de outros municípios do país.
"Uma vez que a gente implementou, o benefício foi a possibilidade de trazer prefeitos, secretários... a gente trouxe aqui o Presidente da Anatel, e isso ajuda a contar a história e mostrar o que é o conceito", explicou o gerente da divisão de Smart Cities da Telefônica-Vivo, Eduardo Iha. "Nós criamos um ecossistema para mostrar o que se pode fazer com uma cidade inteligente".
Como exemplo de projetos que a Vivo só teve chance de participar por causa da atuação em Águas de São Pedro, Iha cita casos como a Parceria Público-Privada (PPP) de iluminação inteligente da cidade de São Paulo, que foi iniciada no ano passado e trocará 600 mil lâmpadas na capital.
Outro projeto foi a implementação de Wi-Fi público em Vitória, que também teve a participação da operadora facilitada pela experiência em Águas de São Pedro. No total, Iha afirma que a empresa já está participando hoje de "mais de dez" iniciativas que envolvem algum tipo de tecnologia para cidades inteligentes no país, todas facilitadas pelo projeto no interior de São Paulo.
Águas de São Pedro também estimulou o interesse de outros municípios na adoção dessas tecnologias. Segundo Fabio Pontes, secretário municial de turismo de Águas de São Pedro, os ganhos de eficiência e economia da verba pública estimularam mais de 70 prefeitos e gestores públicos a visitarem a cidade para conhecer o modelo adotado pela prefeitura local. "Ano passado dei cinco palestras sobre o caso de Águas de São Pedro. Só neste ano já foram quinze, até na França já estivemos", comentou Pontes. Entre eles, a prefeitura de Porto Alegre se mostrou interessada pelo sistema de vagas inteligentes para os arredores do estádio Beira Rio.
Os resultados positivos trazidos pela adoção de tecnologias também ajudaram na concientização de outros órgãos do poder público em relação ao investimento nesse tipo de inciativa. Pontes citou o caso do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que antes impedia a cidade de investir parte de seu orçamento de turismo em iniciativas como Wi-Fi público ou sistemas de segurança. "Agora, com o projeto aqui, nós já conseguimos fazê-los entender que nós podemos fazer uma licitação para uma prática de cidade inteligente", afirmou. "Não tinha caso nenhum, nós somos um piloto".
"Nós temos hoje um cenário bem mais favorável. Não quer dizer que está resolvido, muita coisa tem que ser trabalhada ainda", explicou o executivo da Telefônica. "Mas nosso papel não é só conceitual, a gente tem trabalhado com prefeituras mais próximas para acelerar esse processo".
Próximos passos
A cidade agora tem planos para implementar novos programas para tornar sua administração ainda mais eficiente através do uso de tecnologias.
Há previsão da instalação de identificação por biometria de 900 moradores para atendimento apenas de habitantes da cidade no serviço municipal de saúde de Águas de São Pedro. A "invasão" de moradores de cidades vizinhas é um problema frequente do município, que por ter uma população pequena, acaba oferecendo um serviço melhor do que a média da região e sobrecarrega os 12 médicos que deveriam atender apenas moradores locais.
Outro plano é integrar os serviços hoje disponíveis na cidade para aumentar ainda mais a eficiência das tecnologias empregadas. "A cidade, para se tornar inteligente, tem que começar a cruzar os dados", afirmou o secretário. Pontes afirmou que uma da ideias é que o sistema de câmera converse diretamente com a iluminação pública inteligente para que, no caso de alguma ocorrência, os postes possam ajudar a iluminar as imagens buscadas pelo sistema de vigilância em vídeo.
Engana-se quem acredita que as polêmicas envolvendo as práticas de espionagem dos Estados Unidos chegaram ao fim. O país voltou a ser alvo de mais discussões após documentos revelarem que o governo estava monitorando grandes volumes de tráfego de internet. E a situação ficou ainda mais complicada quando foi descoberto que isso foi feito com a ajuda de uma das maiores operadoras de telefonia do país.
De acordo com o jornal The New York Times, os documentos liberados por Edward Snowden revelam que a AT&T forneceu à Agência de Segurança Nacional — a famosa NSA — os meios e a assistência necessária para que o órgão vigiasse os dados de navegação que passavam pelo país. Como aponta a publicação, essa parceria era algo já conhecida do púbico, mas documentos recém-divulgados mostram que esse relacionamento era um pouco mais profundo do que se imaginava.
A agência de espionagem descreve o apoio da companhia de comunicação como algo único e especialmente produtivo. Outros documentos ainda vão além, afirmando que a aproximação da AT&T é altamente colaborativa ou destacando que a empresa estava extremamente desejosa em ajudar.
O mais assustador, no entanto, é que essa facilidade da NSA para monitorar os dados de tráfego não é algo recente, mas que perdurou ao longo de toda uma década. Segundo os documentos citados pelo The New York Times, a agência e a AT&T espionaram dados entre 2003 e 2013 — o que significa que muita coisa foi vista pelo governo dos Estados Unidos sem que você tivesse a mínima ideia disso.
Os documentos detalham ainda o funcionamento dessa parceria. Segundo consta, a operadora de telefonia acobertava a situação a partir de estratégias legais e fornecia acesso a bilhões de e-mails que circulavam a partir de redes domésticas.
Só que isso não envolve apenas os cidadãos comuns ou mesmo aqueles suspeitos de estarem envolvidos em atividades criminosas. Como aponta o jornal norte-americano, essa comunicação monitorada permitia que o governo dos Estados Unidos vigiasse empresas e demais órgãos internacionais que, porventura, utilizassem os serviços da AT&T. Um dos exemplos citados é da própria sede da Organização das Nações Unidas, a ONU.
Os documentos revelam ainda que o orçamento liberado pela NSA em 2013 para a parceria com a AT&T corresponde ao dobro do valor gasto no segundo maior programa desse tipo. Tanto era o cuidado em manter a companhia por perto que, em determinado momento da papelada, há uma recomendação aos oficiais da agência de espionagem para que eles sejam educados em suas visitas aos escritórios da empresa, uma vez que aquilo era uma parceria e não um acordo meramente contratual.
Diante disso tudo, foi revelado que a operadora instalou equipamentos de monitoramento em pelo menos 17 hubs de internet nos Estados Unidos. Esse número corresponde a um total bem maior do que o apresentado pela Verizon, sua principal competidora no país. Além disso, é descrito que os engenheiros da AT&T ainda tentaram instalar novas tecnologias de espionagem criadas pela NSA.
Questionada sobre o assunto pelo The New York Times, a companhia telefônica se negou a responder e disse que não comenta sobre assuntos de segurança nacional.
Diante disso, como o próprio jornal aponta, é difícil saber se a parceria ainda existe e se ela funciona da mesma maneira como descrito nos arquivos. Desde que Snowden liberou vários documentos que revelavam as práticas de espionagem do governo norte-americano, muita coisa mudou e essa parceria pode ter sido uma delas.
Ainda assim, a briga continua. O governo tenta na Justiça fazer com que a identidade de seus parceiros permaneça incógnita. Ao mesmo tempo, vários clientes da própria AT&T entraram com uma ação contra a NSA alegando que o monitoramento feito pela agência viola a Quarta Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que protege a população exatamente contra buscas arbitrárias.
As chamadas Soluções de Inteligência Comercial estão disponíveis nas federações de indústrias de todos os estados e no Distrito Federal. Conheça os serviços oferecidos que podem impulsionar os negócios no exterior
A Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN) auxilia empresas de todo o país para que possam exportar e fazer parcerias em mercados internacionais. Em todas as federações de indústrias brasileiras, você pode contar com ajuda das Soluções de Inteligência Comercial (Soluções IC), que reúnem serviços que subsidiam a estratégia de exportação das empresas, independente de seu porte e do estágio de interação que possuem ou não com os mercados globais. Aqui vai uma breve descrição de cada um desses serviços:
1. ENCONTRE POTENCIAIS MERCADOS NO EXTERIOR 
O serviço ajuda a identificar potenciais mercados para a internacionalização do seu produto ou setor. Os analistas da Rede CIN desenvolvem estudos de desempenho econômico de mercados estrangeiros para o produto ou setor com análise de dados macroeconômicos, balança comercial e fluxo de comércio. Além disso, o cliente também recebe uma análise comparativa entre o Brasil e os mercados identificados para apontar os cinco principais países de destino para os seus produtos.
2. ANALISE O MERCADO ALVO 
Este tipo de estudo reúne informações aprofundadas de um determinado país, com dados econômicos, sociais, culturais e de comércio exterior, bem como as informações das barreiras tarifárias e não-tarifárias para o produto da empresa. O foco é levantar informações relevantes para que o empresário entenda a cultura e a economia de um país de interesse.
3. AVALIE A COMPETITIVIDADE DO BRASIL E A CONCORRÊNCIA DO SEU PRODUTO NO MERCADO ALVO
Nessa modalidade de serviço, é feita uma análise detalhada do setor desejado no mercado para qual se deseja exportar, apresentando os principais diferenciais da exportação brasileira em tributos, logística, preços, qualidade, comparando com outros concorrentes internacionais. Há também um levantamento de informações sobre segmentação do consumidor, indicadores demográficos, hábitos de consumo e questões culturais da região.
4. ESTABELEÇA SEUS PREÇOS PARA O MERCADO GLOBAL
A ideia é orientar os empresários sobre como formar o preço do produto para o mercado externo. Com alguns passos, o empresário saberá quais custos devem ser eliminados para exportação, a partir do preço praticado no mercado interno. Em seguida, inclui as despesas exclusivas da exportação e decide a moeda na qual será feita a negociação.
5. IDENTIFIQUE CLIENTES LÁ FORA 
O Soluções IC traça um perfil dos potenciais consumidores do produto exportado e também aspectos gerais da cultura do país e modelos de negociação. Isso é possível por meio de consultas a fontes de informações no país-alvo, diretórios especializados e redes de contatos para validação da lista de potenciais clientes no exterior. O serviço ajuda os empresários a entender melhor como fazer negócios nesse país, regras de etiqueta e técnicas de abordagem para negociação.
Fatia dos produtos destinados ao mercado externo sobe 0,6 p.p e chega a 19,2%. Na contramão, aumento de custos com importação mantém alta na participação de bens importados no consumo doméstico
As exportações brasileiras têm reagido gradualmente à depreciação do real. No segundo trimestre de 2015, o Coeficiente de Exportação, que mede a fatia da produção industrial destinada ao mercado externo, atingiu 19,2%, alta de 0,6 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre do ano. O valor aponta recuperação da rentabilidade das exportações pelo segundo trimestre consecutivo, conforme aponta o estudo Coeficientes de Abertura Comercial, divulgado nesta sexta-feira (14), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), feito em parceria com a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex).
Abril/Junho 2015

A visita conta com uma comitiva de sete ministros e cinco secretários de Estado e inaugura um processo de "consultas intergovernamentais" entre os dois países.
Dessa forma, o Brasil entra para um seleto grupo de parceiros mais próximos da Alemanha – a maior economia europeia só mantém esse tipo de relacionamento com oito países: França, Itália, Espanha, Polônia, Israel, Rússia, China e Índia.
A partir de agora, a previsão é que a cada dois anos uma comitiva de peso de um dos países visite o outro. Ou seja, o plano é que em 2017 a presidente brasileira vá a Berlim acompanhada de alguns ministros. Nesses encontros, deve ser discutido o plano de cooperação entre os dois países em diversas áreas.
A comitiva alemã chega na noite desta quarta-feira e participa de um jantar no Palácio do Alvorada com a presidente Dilma Rousseff e ministros brasileiros. Ao longo da quarta-feira haverá mais de 20 encontros entre as autoridades dos dois países.
Segundo o diretor do departamento da Europa no Itamaraty, Oswaldo Biato Júnior, o fato de o governo alemão estar vindo em peso ao Brasil em meio a um momento delicado para os dois países reforça a importância do encontro.
"Não só a visita acontece num momento difícil para eles, com negociações extremamente complexas sobre a Grécia, como a comitiva vem só para isso", afirmou, destacando que Merkel e seus ministros não aproveitarão a viagem à América Latina para visitar outros países na região.
Biato observou que os alemães não são "marinheiros de primeira viagem" – os investimentos no país já têm um século e atravessaram outros momentos difíceis, como as crises dos anos 1980 e do governo de Fernando Collor de Mello (1990-1992).
"Se não acreditassem no êxito do governo, não estariam vindo. Teriam cancelado meses atrás. Isso demonstra que há realmente um interesse estratégico, de longo prazo (no Brasil)", reforçou.
Os países têm interesses comuns em diversas áreas, como meio ambiente, reforma do Conselho de Segurança da ONU, privacidade da internet, ciência e tecnologia, direitos humanos e investimentos produtivos. Porém, a expectativa é de que a visita não resulte em anúncios bilionários, como ocorreu na passagem do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, em maio.
"Esse não é o estilo alemão. Eles atuam de forma mais discreta e com visão de longo prazo", nota Roberto Abdenur, embaixador em Berlim por seis anos durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
Saiba quais as principais áreas que devem ser destaque na relação mais póxima entre Brasil e Alemanha nos próximos anos.
Área de colaboração histórica entre os dois países, a questão ambiental terá especial importância durante a visita de Merkel a Brasília, quando é esperado um comunicado conjunto das duas presidentes sobre a Conferência do Clima, a COP21, que acontece no final do ano em Paris.
Segundo o Greenpeace, a cooperação na área ambiental se consolidou no início dos anos 90 com a criação do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais (PPG7), visando o desenvolvimento e a criação de áreas protegidas no Brasil. A Alemanha foi o principal parceiro e investidor do programa, tendo contribuído também para outras iniciativas como o Fundo Amazônia.
Nesta quarta-feira, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e sua equivalente alemã, Barbara Hendricks assinam acordos de cooperação de 54 milhões de euros (cerca de R$ 210 milhões). Os recursos serão utilizados na redução das emissões de gases de efeito estufa e em atividades de proteção da Amazônia e de áreas de transição para o cerrado.
Outros 23 milhões de euros (R$ 89 milhões) serão doados à Caixa Econômica Federal, destinados à implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) – registro de terras que se tornou obrigatório com o Novo Código Florestal.
Reforma da ONU
Ambos os países não fazem parte do Conselho de Segurança da ONU – criado após a Segunda Guerra Mundial - e atuam juntos na tentativa de reformar o órgão.
Segundo o embaixador Abdenur, Rússia e China são os principais focos de resistência à ampliação do órgão, que conta ainda com outros três membros permanentes – França, Estados Unidos e Reino Unido.
Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais na Fundação Getulio Vargas (FGV), nota que Brasil e Alemanha têm pontos de convergência na área de segurança internacional. As duas nações compartilham "uma relação ambígua com os Estados Unidos" e uma postura de "ceticismo" com relação às intervenções do país.
"Ambos se abstiveram da resolução que possibilitou a intervenção militar na Líbia em 2011 e tiveram as mesmas críticas sobre a forma como ela foi conduzida. Também foram céticos sobre a invasão no Iraque", exemplifica.
A revelação de que Dilma e Merkel foram monitoradas pela NSA – Agência de Segurança Nacional dos EUA – aproximou os dois países na área de segurança da internet.
Desde 2013, duas propostas conjuntas de resolução sobre o tema foram apresentadas à ONU solicitando que a organização promovesse o direito à privacidade na internet em todos os países. Adotadas por consenso, resultaram na criação de uma relatoria especial para supervisionar a evolução do tema.
A expectativa é de que a Alemanha, que conta com tecnologia mais avançada, colabore com o governo brasileiro para a melhora da proteção de dados no país.
Educação, ciência e tecnologia
A visita prevê assinatura de alguns acordos para promoção de pesquisa, outra área já tradicional de cooperação entre os dois países, de acordo com o embaixador Biato Júnior.
Ele detalhou que serão firmadas declarações conjunta de intenções para desenvolvimento de pesquisas sobre biotecnologia, energias renováveis, a parte sul do Oceano Atlântico e para exploração das chamadas “terras raras”, entre outros estudos.
"Terras raras são matérias-primas estratégicas necessárias para produtos de alta tecnologia como smartphones. Nos últimos anos, por questões econômicas, a exploração acabou sendo quase que exclusivamente feita na China, o que levantou uma preocupação de um monopólio", explicou.
"Os alemães, assim como japoneses e coreanos, estão interessados em ampliar o leque de fornecedores, e o Brasil, junto com Rússia e Mongólia, tem jazidas importantes ainda não exploradas", acrescentou.
Além disso, o governo alemão tem intenção de ampliar as aulas de alemão para brasileiros que vão estudar no país, o "Alemão sem fronteiras". Hoje, há cerca de 6 mil brasileiros estudando na Alemanha, um dos principais países receptores de alunos do programa Ciências Sem Fronteiras.
A Alemanha é o quarto maior parceiro comercial brasileiro – atrás de China, Estados Unidos e Argentina. A soma das exportações e importações entre os dois países chega a US$ 20 bilhões – valor que ficou mais ou menos estagnado nos últimos anos.
Segundo o Itamaraty, o país é historicamente um dos que mais investe no Brasil, havendo cerca de 1,6 mil empresas alemãs instaladas no território brasileiro.
Não são esperados anúncios de investimentos durante a visita de Angela Merkel, mas a presidente Dilma Rousseff deve fazer uma apresentação do Programa de Investimento em Logística (PIL), pacote de concessões que prevê gastos de R$ 198 bilhões na área de infraestrutura.
“A arte de perder não é difícil de dominar; há tantas coisas que parecem preenchidas com a intenção de serem perdidas, que a perda delas não é nenhum desastre. Perca algo todos os dias. (…) Então pratique perder melhor, perder mais rápido: lugares e nomes, e até mesmo onde é que você queria viajar.” O poema de Elizabeth Bishop, One art, deveria ser leitura obrigatória e diária para aqueles pais que se recusam a perder seus filhos para o mundo. Em vez de acompanhá-los nessa viagem, que não é em princípio desastrosa, eles querem ampliar o tamanho do mundo que eles mesmos controlam. O mundo em forma de família. O mundo em forma de prisão.
Na arte de imbecilizar crianças, os currículos autocráticos, as seleções baseadas em exercícios mnemotécnicos e as rotinas escolares pouco significativas concorrem fortemente com o receituário oligofrênico dos pais. Nesse sentido, a primeira tática para imbecilizar crianças consiste em protegê-las discursivamente de problemas. Evitar contato com as verdades dolorosas. A bruxa e a madrasta malvada devem ser banidas com o lobo mau. Em cima do piano não há mais copo de veneno, mas suco azedo. A morte é apenas uma viagem. A forma afirmativa, pessoal e direta “Atirei o pau no gato” deve ser vertida para o mais sóbrio e correto “Não atire o pau no gato porque isso não se faz”. Corta-se assim o suporte imaginário necessário para que a criança elabore seu sadismo, bem como o masoquismo social que a cerca. De fato, a palavra “imbecil” provém do latim baculum, bastão de pastor. Alguém sem bastão é alguém que deve ser pastoreado pelos outros; alguém que não fará uso algum de seu bastão para se defender será, pois, um fraco e frágil... Sem pau para atirar.
A segunda tática para não perder os filhos para o mundo consiste na sua cretinização. Os cretinos eram crianças que habitavam os vales da Suíça, onde o sal continha pouco iodo. Sem iodo elas desenvolviam uma deficiência cognitiva associada à disfunção da tireoide. Como não podiam mais ser educadas pelos pais, elas eram transferidas para as comunidades religiosas, daí o termo chrétien (cristão). E assim fazem os pais que entregam seus filhos para a escola como se ela tivesse não apenas de os ensinar, mas educar, controlar, disciplinar, cuidar e assim por diante. E assim ocorre com os que terceirizam a educação dos filhos.
A terceira técnica na arte de não perder as crianças para o mundo consiste em mantê-las isoladas, em situação de indivíduo privado ou, como os gregos chamavam, estado de idiotés. A escola é um obstáculo para o novo espírito do neoliberalismo, que advoga que cada um de nós é uma espécie de livre empresa que deve escolher livremente seus fornecedores e aplicar seus investimentos segundo os princípios de otimização de resultados. Esses pais empreendedores sentem-se, segundo a prerrogativa de pagantes e clientes, no direito de elevar os princípios individuais e privados à dignidade da coisa pública. Educação é um empreendimento público, não é uma associação privada de interesses ampliados da família. Contudo é assim que agem os que querem proteger a criança da norma, da lei e da regra, cuja razão de ser é pública.
A arte de imbecilizar crianças, como se vê, é o contrário do que nos recomendava a poeta americana. Ela consiste em reter para nós o que devia ir para o mundo, em temer desastres quando o pior desastre já está a acontecer. É uma vida sem bastão, sem sal ou sem via pública. Quando percebemos o quanto dominamos essa arte, geralmente já é tarde demais, e nossas crianças já se foram, da pior maneira possível. De modo mais lento, para um mundo que as condenou a uma minoridade penal perpétua.
Este artigo foi originalmente publicado na edição de Agosto de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento: http://bit.ly/1ORuiNB
Clima e valor baixo da aposentadoria levam alemães com mais de 65 anos de idade a se mudarem para lugares como Tailândia e Maiorca, na Espanha. Mas muitos retornam quando necessitam de serviços de saúde.
Cada vez mais aposentados alemães estão se mudando para o exterior. De acordo com os últimos dados do Fundo de Previdência da Alemanha, em 2014, foram transferidos para o exterior 225.568 pagamentos de aposentadoria – um aumento de 1,7% em relação a 2013.
Um desses aposentados é Ute Schulz, que afirma não gostar mais de viver no país natal. "A certa altura, para mim ficou claro que eu não viveria mais na Alemanha. O clima não me agrada, eu não entendo a mentalidade que está se desenvolvendo entre as pessoas, e a Ásia é um lugar onde ainda se pode viver bem com algum dinheiro", disse no documentário Grandma wants to go to Thailand(Vovó quer ir para a Tailândia, em tradução livre), de 2010.
Países de língua alemã, como a Suíça e a Áustria, são os destinos prediletos da terceira idades, para onde foram transferidas por volta de 48 mil pensões em 2014. A ilha espanhola de Maiorca abriga cerca de 20 mil aposentados alemães, enquanto os Estados Unidos são hoje lar para 25 mil pensionistas do país europeu.
Novos moradores bem-vindos
Alessandro Arcaro, natural da cidade de Rimini, na Itália, para onde alemães têm se mudado desde os anos 1980, afirma que muitos hotéis e vilarejos têm adaptado a sua oferta para as necessidades de turistas e aposentados alemães.
"Os alemães gostam de ir à praia, relaxar, sair para jantar e assim por diante, de forma que os moradores estão contentes em recebê-los", diz Arcaro. A cidade é conhecida por sua natureza acolhedora e pela capacidade de fazer com que os hóspedes se sintam em casa.
Na Ásia, países como Tailândia e Camboja atraem migrantes aposentados devido ao custo de vida relativamente baixo.
A Turquia também é vista como uma boa opção para muitos idosos alemães, especialmente porque a chegada de trabalhadores turcos para a Alemanha após a década de 1950 aproximou os alemães da vida e dos hábitos na Turquia. Para aposentados à procura de locais mais baratos, o país de origem da maior população de imigrantes da Alemanha é um paraíso.
Serdar Özalp, professor que vive na cidade de Edremit, no oeste da Turquia, afirma que as pessoas de sua região não têm problemas em acolher aposentados alemães. "Este é um lugar seguro. Frutas e verduras são muito mais baratas do que na Alemanha, e os aluguéis também são bem mais baixos", diz.
Mais barato é melhor?
Emigrar para um país diferente após a aposentadoria é uma decisão difícil, mas a situação financeira de muitos alemães com mais de 65 anos de idade é apontada frequentemente como a principal razão para a saída do país.
Na Alemanha, a aposentadoria média é de 766 euros por mês (por volta de 2.980 reais), segundo dados do Fundo de Previdência da Alemanha. "Em média, a pensão estatal para os homens varia de 1.000 a 1.200 euros (cerca de 3.900 e 4.670 reais). Para as mulheres, esse valor gira em torno de 400 a 600 euros (por volta de 1.550 a 2.300 reais). Com esse dinheiro mal dá para levar uma vida decente", afirma Jürgen Wuttke, presidente do Sindicato dos Aposentados da Alemanha.
Já funcionários públicos aposentados recebem pensões relativamente altas, destaca Wuttke. Em tais casos, uma aposentadoria de 2.000 euros mensais (cerca de 7.790 reais) poderia dar a impressão de que os pensionistas levam uma vida boa em Maiorca.
No entanto, "os chamados 'aposentados de Maiorca' estão voltando para a Alemanha", afirma o sindicalista. "Porque quando se fica mais velho, precisa-se de mais cuidados de saúde e, num país estrangeiro, percebe-se que os serviços de saúde não são tão bons quanto na Alemanha, especialmente quando se trata do aspecto financeiro e da tecnologia médica de ponta."
Sair da Alemanha pode ser uma boa opção de curto prazo, mas para Wuttke, os idosos alemães precisam mesmo de um sistema social que cuide melhor deles.
Andernach, no oeste da Alemanha, aproveita canteiros, terrenos baldios e até rotatórias de trânsito para plantar frutas e verduras. Enquanto moradores enchem a sacola, iniciativa reduz vandalismo e atrai turistas.
As abobrinhas acabaram – quase todas colhidas. Só sobraram uma ou outra meio amareladas. Para compensar, a abóbora é gigantesca. "Não colheram ainda", diz a senhora Pfeiffer, que aproveitou o dia ensolarado para passear com o cão. "Espero que eu possa beliscar umas uvas", diz, piscando, e sai apoiada no andador. O cachorro cheira algumas plantas, mas, antes de tentar levantar a perna, sua dona dá um puxão na coleira e o faz desistir da ideia.
Ao longo das históricas muralhas da cidade de Andernach, prosperam os pés de ameixas, marmelo e caqui – quase esquecidos perto dos tradicionais morangos e vagens. A alguns metros de distância, entre o repolho e couve-rábano, uma placa avisa que os vegetais ainda não estão prontos para serem colhidos.
"Não temos mais nenhum problema com vandalismo desde que plantamos vegetais comestíveis nos canteiros", conta Karl Werf, funcionário do Juizado de Menores de Andernach e co-organizador do projeto Cidade Comestível.
Colheita autorizada
Brilhando no sol, as uvas verdes dão água na boca para quem passa por ali, mesmo que só estejam boas para colher dentro de algumas semanas. "Com nossa Cidade Comestível, captamos a tendência do momento", diz Werf. "As pessoas têm cada vez mais prazer em explorar a cidade e mexer na terra."
Qualquer um pode plantar hortas em terrenos baldios, rotatórias de trânsito e faixas de grama. Seja acelga ou repolho, os diversos vegetais servem não apenas para embelezar a cidade às margens do Reno, mas também para torná-la mais ecológica. Em pequenas praças e à beira de alguns edifícios, é possível encontrar caixas de madeira com várias espécies de ervas. Os moradores colhem o que a cidade planta.
"Já levei alface e couve-rábano", conta uma mulher que aproveita a pausa de almoço para tomar um pouco de sol em um banco perto dali. Enquanto isso, uma mãe leva o filho em um carrinho pela trilha de terra. Ela considera incrível a ideia de que cada um pode se servir do que quiser.
Quando passeia, ela conta que sempre presta atenção para ver se acha alguma fruta madura. Questionada se a sujeira dos animais que passam por ali diminui o apetite pelos vegetais e frutas frescas, ela discorda. "Mesmo se isso acontecesse, não. Gatos e doninhas frequentam o meu jardim. Os fazendeiros também usam fertilizantes – qualquer coisa, é só lavar", afirma.
Mais turistas
O interesse pela "Andernach Comestível" é enorme. Karl Werf acompanha equipes de reportagem e delegações internacionais pelas ruas, para atrair mais atenção às hortas da cidade. Em uma área longe do centro, vegetais e frutas são cultivados comercialmente – sem estufa, em consonância com as estações do ano.
Trata-se de um jardim utilizado para ensino, um modelo para a chamada permacultura. Espécies raras e ameaçadas de porcos, galinhas, vacas e ovelhas também são criadas ali. E esses produtos regionais e sasonais ainda rendem dinheiro.
Além disso, o conceito atrai turistas. "Viemos a Andernach especialmente para conhecer a Cidade Comestível", diz um casal da região da Renânia-Palatinado. "A gente se interessa muito por arbustos. Nosso jardim é cheio deles. Não temos rosas, só cardos e repolho", explicam.
Vestindo chapéus e levando mochilas, eles caminham pelo portão da cidade e seguem a rota sinalizada. Os canteiros urbanos precisam de muitos cuidados, porém, economiza-se tempo através do projeto integral, explica o co-organizador Karl Werf. Orgulhoso, ele conta sobre turistas que perguntam pelo nome das plantas floridas nas hortas da cidade – e que, na verdade, são batatas ou ervas aromáticas.
No meio dos canteiros, alguns homens capinam e aram a terra. O projeto também tem um aspecto social: pessoas há muito tempo sem emprego e refugiados preparam-se para uma vida de trabalho – o que é uma abordagem sustentável e holística, explica Karl Werf.
"Gosto de trabalhar aqui porque assim posso ter um dia a dia regrado", conta um funcionário que prefere se manter anônimo. Mesmo que todo mundo possa vê-lo ajoelhado diariamente por entre flores e verduras, ele não se sente confortável para falar sobre o fato de estar desempregado. Mas com o trabalho, afirma ele, é possível devolver algo à sociedade que o apoia financeiramente nos tempos difíceis.
Com a ajuda das novas ferramentas digitais, os negócios que surgem na era da conectividade ganham o consumidor por conseguirem oferecer uma melhor qualidade de serviço por um menor preço. Os antigos problemas estão sendo solucionado e as empresas tradicionais que nada fizeram para se adaptar e trazer novidades, perdem para a jovem concorrência e ficam para trás.
Esse fato já foi comprovado pelo relatório Digital Vortex: How Digital Disruption is Redefining Industries, apresentado pelo DBT Center (Global Center for Digital Business Transformation), que mostrou que aproximadamente 40% das atuais empresas de 12 setores do mercado irão desaparecer nos próximos 5 anos. A locadora de filmes Blockbuster e a enciclopédia Barsa são exemplos de gigantes do mundo dos negócios que perderam a disputa e já não se encontram mais neste cenário.
Em outras palavras: preparem-se porque "winter is coming". Confira 7 casos que comprovam que a guerra mundial entre diferentes gerações de negócios está apenas começando:
Muita coisa mudou desde que o aplicativo de troca de mensagens instantâneas disponibilizou a opção de realizar chamadas de voz. Indiscutivelmente, se o usuário estiver conectado a uma rede Wi-Fi, as ligações pelo WhatsApp são bem mais econômicas -- ou praticamente gratuitas, já que o valor mensal da internet não será taxado. No entanto, testes já comprovaram que fazer uma ligação pelo WhatsApp usando o 3G custa menos que fazer uma chamada convencional para uma outra operadadora de telefonia.
Para qual time você torce: Uber ou taxistas? A regulamentação do serviço no Brasil foi muito além do âmbito jurídico e criou clima de uma verdadeira guerra em cidades como Belo Horizonte, São Paulo e Brasília. Tudo isso porque o Uber conquistou o cliente pela qualidade de seu serviço. Além de ter carros selecionados e novos, oferece mais comodidade e conectividade ao usuário durante o trajeto, que pode consumir guloseimas e escolher a música que deseja ouvir no momento. A empresa também conquistou por sua sinceridade, já que garante ao cliente bom tratamento pelos funcionários, que podem ser avaliados, e que o valor cobrado ao final da corrida será justo -- ou seu dinheiro de volta (coisas que nem sempre são garantidas pelos taxistas convencionais).
Encontrar quais são as justificativas para uma traição e elaborar um plano de vingança: essa poderia ser a sinopse do conflito entre as emissoras de TVs e a Netflix. Quem antes só assistia à programação da TV aberta ou precisava desembolsar no mínimo R$ 70 por um pacote de canais por assinatura, hoje pode pagar uma mensalidade de R$ 20 e ter acesso a um catálogo de mais de 3 mil séries, filmes e programas infantis. Essa preferência já está causando incomôdo nas grandes redes televisivas, que querem explicações do porquê o baixo custo das mensalidades e pedem que o governo aplique mais taxações no serviço.
4 - Netflix x Locadoras de DVDs
E antes, quando não havia a alternativa além da TV aberta, as locadora eram o "point" de encontro. Quem nunca alugou dezenas de VHS para o assistir durante o final de semana? Elas até se modernizaram, acompanharam o lançamento dos DVDs e, mais recentemente, dos Blu-Ray e 3D, mas poucas resistiram. O embate contra as locadoras começou com as TVs por assinatura, passou pelos downloads ilegais da internet e terminou com o serviço de streaming da Netflix -- que, até o momento, mantém-se como campeã invicta.
Para quem não quer atolar o computador de vírus com os downloads de filmes e séries, a segunda opção é ir atrás dos vendedores de DVDs piratas. Parece ser mais econômico negociar com o camelô de fazer 5 filmes por R$ 20, até você parar para pensar melhor. Com R$ 20 por mês dá pra pagar o plano mensal do Netflix e ter acesso a um catálogo repleto de clássicos e lançamentos, séries, programas e conteúdo exclusivo. Mais uma, a Netflix sai ganhando.
Aqui está mais um capítulo dessa guerra entre antigos e novos negócios: as livrarias contra a Amazon. O problema, assim como nos outros casos, é a concorrência e oferta dos mesmos produtos por um preço abaixo do mercado tradicional. No mês passado, as organizações The Authors Guild, Authors United e a Associação Norte-americana de Livrarias pediram que o Departamento de Justiça dos EUA investigasse as vendas da gigante da internet -- "como a Amazon consegue preços tão baixos?˜, perguntam as livrarias que durante muito tempo foram a única opção para quem queria encontrar livros.
Imagine uma plataforma que reúna milhares de opções de quartos ou imóveis para locação em mais de 200 países, livre de troca de e-mails ou ligações para confirmações de dados, pagamento de reserva e toda aquela burocracia que um viajante precisa resolver com os hotéis. Econômico, prático, transparente e, ainda por cima, gera renda para a pessoa que aluga sua casa ou parte dela. A verdade é que todos saem ganhando, pois o turista economiza e o proprietário consegue um dinheiro extra, ficando ele assegurado pelo serviço caso um eventual dano seja causado pelos inquilinos.
Uma pergunta rápida: se você está planejando uma viagem e quer economizar o máximo possível com hospedagem e traslado, buscaria essas informações na internet ou procuraria uma agência de turismo? Para a geração de milleniuns, viajar se tornou uma rotina e, por isso, deve ser prática, econômica e, preferencialmente, precisa ter informações acessíveis a um clique ou toque na tela. Em sites como Decolar.com, Booking.com, Hotel Urbano, é fácil pesquisar passagens, hotéis, quartos, imóveis e até mesmo pacotes turísticos para qualquer lugar do mundo, utilizando filtros para selecionar aqueles que se enquadram em suas condições e ainda ter acesso a fotos e demais informações do serviço.
A pirataria digital de CDs foi combatida pela comodidade oferecida pelos serviços de streaming como o Spotify. No entanto, sua chegada ao mercado da música, mesmo tendo sido benéfica por um lado, não agradou às gravadoras e artistas. Diferentemente dos outros serviços, que surgiram para concorrer diretamente com os negócios tradicionais, o Spotify surgiu para ser parceiro e oferecer maior conectividade com os consumidores. Aqui, o motivo da briga é justificado pela pouca lucratividade do Spotify, que, com uma mensalidade a um preço acessível, oferece ao usuário uma variedade de CDs, entre lançamentos e discos remasterizados, que antes eram vendidos cada um a R$ 20 no mínimo.
São Paulo - Na semana passada, o Google anunciou que se tornou mais enxuto e que criou uma nova empresa para cuidar de seus negócios não relacionados à internet, a Alphabet.
Na prática, o Google Inc. se transformará em Alphabet Inc. Com a mudança, Larry Page deixa de comandar o Google, que será presidido por Sundar Pichai, e assume a direção da holding.
Além do site de buscas, continuam sob a administração do Google o Ads (braço de anúncios para web), os aplicativos (como o Chrome), o Android e o YouTube e o Google Maps.
As demais divisões passam a ser geridas diretamente pela Alphabet, que também supervisionará o Google.
Veja como ficou o organograma da nova empresa e, abaixo da ilustração, entenda o que faz cada uma das subsidiárias que deixam de integrar o Google.

Nest
A Nest é o braço da Alphabet com foco na internet das coisas, ou seja, no desenvolvimento de dispositivos conectados à internet. ela foi criada por Tony Fadell, um dos criadores do iPod. Depois de deixar a Apple, Fadell construiu a empresa, que teve destaque ao criar um termostato inteligente. Ele continua no comando da companhia.
A Nest protagonizou uma das maiores aquisições da história do Google. O negócio foi fechado por 3,2 bilhões de dólares, no ano passado.
Calico
Com estudos e pesquisas sobre a genética e o DNA, a Calico tem o objetivo de entender o envelhecimento e aumentar a longevidade das pessoas.
Segundo a empresa, esse é um dos maiores mistérios científicos. A companhia continuará sendo administrada por Art Levinson.
Sidewalk
Um dos projetos mais recentes do Google, o Sidewalk Lab foi fundado em junho deste ano para criar ambientes melhores em centros urbanos.
Sua primeira missão será substituir orelhões de Nova York por totens de alta tecnologia. Seu presidente é Dan Doctoroff, que já comandou a Bloomberg e assumiu cargos públicos em Nova York.
Acces and Energy
Criada em junho, a Access and Energy é a divisão da Alphabet responsável por levar o acesso à internet a todos os cantos do mundo.
Fazem parte dela, por exemplo, o Google Fiber, que oferece internet banda larga por meio de fibra ótica e o Project Link, que constrói redes desse tipo na África; além do Project Loon, que quer levar a web a lugares remotos com a ajuda de balões e do Google Green, programa de energia renovável da empresa.
A Access and Energy é presidida por Craig Barrat, que já comandou a Atheros Communications, que hoje pertence à Qualcomm.
X
O "Google X" é a incubadora de projetos da Alphabet. O laboratório de desenvolvimento continuará sendo administrado por Sergey Brin, que fundou o Google ao lado de Larry Page.
Lá, nasceram experimentos como o Google Glass e o Loon, programa que quer levar internet a lugares remotos por meio de balões. O Loon agora é administrado pela Access and Energy.
Também é dentro do X que fica a divisão de saúde "Life Sciences", onde foram criadas lentes de contato inteligentes sensíveis à glicose capazes de detectar o diabetes, por exemplo.
Capital
Fundo de investimentos da Alphabet, o Capital tem como missão "investir pessoas apaixonadas pelo potencial da tecnologia de mudar o modo como vivemos".
Seu presidente é David Lawee. A empresa já investiu em startups como o Duoling (para ensino de idiomas) e Survey Monkey (voltada à criação de pesquisas online.
Ventures
Outro braço de investimentos da Alphabet, o Ventures tem o objetivo de financiar o crescimento de empresas de todos os ramos.
O fundo já alocou capital em mais de 300 companhias como o Uber, a Nest (que agora também pertence ao grupo) e organizações na área de saúde. O ventures oferece a elas apoio nas áreas de design, engenharia, recrutamento e marketing, por exemplo. Seu presidente e fundador é Bill Maris.
Tópicos: Alphabet, Gestão de negócios, Gestão, Google, Empresas, Tecnologia da informação, Empresas americanas, Empresas de tecnologia, Empresas de internet,Infográficos, Tecnologia
Na contramão da inflação, e dos efeitos da crise, a Red Boutique Gourmet, no Jardim Paulista, reformulou o seu cardápio e também seus preços. A modificação fez com que alguns valores caíssem em até 40%, aumentando o volume de vendas e dobrando a receita do negócio.
Na dúvida entre comer fora de casa, ou cozinhar a sua própria refeição, a rotisserie é o meio-termo para quem quer economizar sem abrir mão da comodidade e de um cardápio diferenciado.
“Após um ano de funcionamento, entendemos melhor o fluxo de nossas vendas, e o perfil do nosso público. Nossa proposta era oferecer alta gastronomia para se comer em casa”, diz Daniel Cohen, 34 anos, sócio da Red.
Também proprietários de um buffet, os sócios David Deutsch, 33 anos, e Cohen decidiram ter um ponto físico para que seus clientes tivessem a opção de levar a comida para casa. “Estávamos habituados a ouvir dos clientes, que eles queriam comer no dia a dia, a mesma comida que serviram no casamento”, diz Deutsch.
REFORMULAÇÃO
Após um ano de funcionamento, eles perceberam que era preciso mudar. Além de reformular todo o cardápio, eles pensaram em novas apresentações, adaptações e também, em novos preços.
“Estávamos trabalhando com valores mais altos porque não sabíamos o volume, e nem os pratos que seriam mais procurados – e com baixo volume, o poder de barganha com o fornecedor era diferente”, explica Deutsch.
Pedidas tradicionais da casa como a cheesecake com base de biscoito de chocolate e cobertura de doce de leite, e que era oferecida por R$ 95,00, hoje baixou para R$ 67,00 o quilo. O pão de calabresa passou de R$ 19,80 para R$ 12,00.
Durante o processo de reformulação, a dupla tinha como objetivo chegar a tarifas que os clientes estavam dispostos a pagar. Segundo Cohen, negociar valores e volume com os fornecedores foi indispensável para chegar à fórmula atual. “Conseguimos fazer algumas boas parcerias e realmente reduzir os custos.”
Não só os alimentos passaram por novas negociações, como também todo o material utilizado pela rotisserie. Um dos mimos que a loja oferece é uma embalagem que pode ir ao forno convencional ou ao microondas, além de poder ser levado à mesa, e causar boa impressão.
Para a dupla, além de garantir qualidade, e oferecer bons preços, inovar é fundamental.“Buscamos inspirações em viagens”, diz Cohen. Na última viagem à França, eles observaram uma nova tendência, a defumação artesanal, e a trouxeram para a boutique do jeito que viram lá. “A defumação é totalmente caseira. Trouxemos o conceito, e hoje, temos essa prática no salmão e no pastrami”, diz Deutsch.
BALANÇO
A mudança foi vital para o sucesso da loja, que viu seu faturamento dobrar com a primeira alteração de valores (2014), e crescer mais 50%, desde a última alteração feita em 4 de junho, quando algumas receitas foram mudadas e os preços foram reduzidos ou mantidos sem aumento.
“No geral, o último cardápio foi a melhor fórmula a que chegamos – porque tudo sai muito, então acertamos no fluxo para não ter despedício. A primeira reformulação foi importante para a definição de preço”, diz.
Com oito funcionários, a loja acabou de completar dois anos, e já detém 25% do faturamento do negócio (buffet e boutique). “Tivemos muito feedback nos primeiros seis meses, atendíamos pessoalmente os clientes para saber o que eles queriam, e o quê poderia melhorar.”
CRISE
Cohen e Deutsch garantem que a crise foi benéfica para o negócio. "As pessoas estão evitando de comer fora, mas os preços nos supermecados também não compensam. Por isso, nos tornamos a melhor opção", diz Cohen.
Esse ano, o Dia dos Paisregistrou um volume de vendas equivalente ao Natal do ano passado, que sempre foi a melhor data da boutique.
Numa comparação com o Dia dos Pais do ano passado, a data de 2015 triplicou as vendas. “Se o Natal fizer duas vezes a mais o que foi o Dia dos Pais já está excelente. Foi um movimento completamente inesperado. A expectativa é boa, e natal é natal”, diz Deutsch.
“As pessoas cada vez mais curtem convidar as pessoas para virem em casa. Oferecemos uma qualidade de comida ótima com um preço incrível. Não compensa ir até o supermercado e produzir a própria comida”, comenta Cohen.
Porém, nem tudo são flores. Assim como outros lojistas, Cohen e Deutsch sentem o peso da alta do dólar. Habituado a utilizar um papel absorvente para substituir o pano de prato, Deutsch deu preferência ao item importado, que saia 50% mais barato que o nacional. Hoje, a comparação já sai igual, mas a qualidade ainda segura o investimento. “Vamos ver como vai ficar. O jeito é correr atrás de alternativas”, diz.
Em 2013, a Microsoft anunciou seus planos de adquirir a divisão de telefonia móvel da Nokia por US$ 7,17 bilhões. Dada a magnitude e as implicações da aquisição, muitos reguladores em todo o mundo julgaram necessário averiguar as negociações e os procedimentos de venda.
Nos Estados Unidos, a venda foi oficialmente concluída e aprovada pelos órgãos reguladores do país em abril de 2014. No entanto, na Coreia do Sul, o acordo só foi aprovado agora. A aprovação foi realizada pelo conselho regulador sul-coreano e pela Fair Trade Commission.
Apesar da aprovação, no entanto, algumas restrições foram impostas pelos órgãos reguladores. Nos próximos 21 meses a Microsoft estará sendo avaliada pela FTC contra o abuso de patentes da Nokia. Caso a empresa de Redmond infrinja as restrições impostas pela FTC neste período, a aprovação da compra poderá ser revogada no país.
Considerando o período de 21 meses de avaliação, a aprovação definitiva da aquisição da Nokia pela Microsoft só será feita em 2017. Vale lembrar que, em várias partes do mundo, o negócio foi fechado com aprovação dos órgãos reguladores em 2014, assim como nos EUA.
O receio da FTC visa evitar que empresas como a Samsung e a LG sejam prejudicadas pela uso de patentes indevidamente pela Microsoft. Apesar disso, a FTC negou as acusações de protecionismo às empresas do país.
Sucesso inegável no mercado dos EUA, o MMN, ou Marketing Multinível, ainda dá os primeiros passos aqui no Brasil. Por isso, quanto antes você conhecer e entender essa ferramenta, melhor.
Eis aqui, caro empreendedor, mais uma sigla para a nossa já volumosa e consistente sopa de letrinhas. Mais uma para se juntar às de 5W2H, IPO, KPI, SKU, PDCA, e por aí vai. Mas essa se refere a um modelo comercial – a um “canal de vendas estratégico”, de acordo com este artigo do portal Gestor Atual: o marketing de rede, ou marketing multinível, mais conhecido como MMN.
O que é MMN?
Ainda que você não conheça o termo, certamente conhece exemplos de como ele é praticado. Herbalife, Natura, Amway, Mary Kay… todas essas empresas utilizam o MMN como estratégia de vendas.
Pois, de acordo com este texto do blog MMN Expert, o Marketing Multinível é exatamente isso: uma estratégia empresarial de distribuição de bens e serviços, na qual a divulgação dos produtos se dá por meio do “boca a boca” realizado por distribuidores independentes.
EM SUMA, O MMN FUNCIONA ASSIM: UMA REDE DE DISTRIBUIDORES DE UM PRODUTO OU UM SERVIÇO, ONDE CADA DISTRIBUIDOR PODERÁ RECRUTAR NOVOS DISTRIBUIDORES. AO REALIZAR ESTE TRABALHO, ELE RECEBERÁ BÔNUS.
É importante observar que se trata de uma decisão estratégica, já que este capital poderia ser utilizado em milionárias campanhas publicitárias tradicionais. E, além de indicar e vender os produtos, os distribuidores poderão sugerir outros distribuidores. Desta forma, constrói-se uma organização de escoamento de produtos com possibilidades de ganhos praticamente ilimitados.
Por que tem esse nome?
Porque o MMN permite que que uma empresa pague comissões em vários níveis de distribuição – ao contrário do “mononível”, ou o tradicional, em que o distribuidor só recebe no valor da revenda dos produtos.
No caso do MMN, o “marketing” implica o trabalho de venda de um produto ou serviço a ser realizado pelo distribuidor que entra no negócio; e o “multinível” é a forma como este distribuidor será remunerado.
Um exemplo prático de como a coisa funciona (ainda de acordo com o texto do MMN Expert): imagine que você se interesse em ingressar no MMN de uma empresa. Então, ao se cadastrar, você se encarregará de construir uma organização através de seu trabalho de marketing. E o movimento de produtos realizado por meio dessa organização hierarquizada em vários níveis é o que vai gerar os bônus que você receberá da empresa. Ou seja, as pessoas que você indicar serão seu primeiro nível; as pessoas indicadas por quem você indicou serão seu segundo nível, e assim por diante.
Por que é tão importante conhecer o MMN?
Porque se trata de uma poderosíssima estratégia de vendas para muitas empresas. Para você ter uma ideia, o MMN já responde por 96,7% dos US$ 32,18 bilhões de faturamento do setor de vendas diretas nos Estados Unidos (os dados são do DSA – Direct Selling Association).
No Brasil, embora a prática ainda não seja tão difundida, o crescimento do setor é notável: de acordo com o último levantamento realizado pela ABEVD (Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas), o MMN vem crescendo a uma média de 18% ao ano.
Aqui vão alguns outros dados que indicam a relevância do MMN no mercado atual:
• De cada oito lares americanos, pelo menos um desenvolve uma atividade de MMN;
• Universidades Americanas já oferecem cursos de Marketing Multinível em suas grades curriculares; e
• Nos Estados Unidos, gigantes como Coca-cola, Colgate Palmolive, Citibank e outras, ou têm suas próprias divisões de Marketing Multinível, ou se utilizam da estrutura de empresas do setor para escoar algumas de suas linhas de produtos com características pertinentes a esse sistema de vendas.
MMN é o mesmo que pirâmide financeira?
Não; na verdade, as duas práticas se aproximam somente pela promessa de retornos rápidos e volumosos. Porém, a pirâmide financeira é um esquema ilegal que redistribui uma determinada quantia de dinheiro – e geralmente o redistribui de um grande grupo de pessoas a um grupo menor.
Geralmente não há produto ou serviço envolvido: o esquema só funciona quando há novos investidores. Pois, em uma pirâmide, deve-se pagar para entrar no negócio, e é o dinheiro dessas pessoas que nele ingressam que remunera as que já estão lá.
E quando não há novos investidores, não se pode cobrir os retornos, e a atividade entra em colapso. O caso mais famoso é o do americano Bernard Madoff, que tinha uma corretora que pagava juros a clientes antigos com dinheiro de clientes mais novos.
Ora, isso é diferente do conceito de MMN. No segundo caso, existe um produto real, que sustenta o negócio. O sistema de marketing multinível é apenas uma das formas de remunerar os revendedores, já que eles ganham não somente em função do que vendem, mas da captação de novos vendedores formando uma rede.
E no Brasil?
Aqui, a ABEVD é o órgão responsável por sugerir as boas práticas ao setor. E adotou, como referência, o código de conduta da World Federation Direct Selling Association (WFDSA).
Embora se considere que o país ainda está dando os passos iniciais na questão do MMN, já é possível perceber um crescimento exponencial do setor. Em 2013, dos 166 bilhões de dólares movimentados em todo o mundo com vendas diretas, o país respondeu por 38,8 bilhões, ficando em quarto lugar do ranking, de acordo com a ABEVD.
A prova de que este crescimento continuará é que, além da atuação das gigantes do setor, como Natura, Herbalife, Mary Kay e Amway, outras empresas estão entrando no mercado com significativo êxito, como a marca de cosméticos Jequiti.
Ao olharmos para a Natura, por exemplo, conseguimos entender porque a prática vem ganhando tantos adeptos no Brasil. Ao trabalhar por meio do MMN, a empresa se tornou líder em vendas diretas no país, com 63 milhões de consumidores. Porque se trata de um modelo sólido, em que mais distribuidores implicam mais produtos vendidos – e receita que garante os bônus para novas indicações. É ou não é um negócio promissor?
Leia mais em Endeavor @ https://endeavor.org.br/mmn/
São Paulo – O Brasil está vivendo uma epidemia de pirâmides: atualmente, o Ministério Público investiga mais de 30 empresas por supostamente promoverem o esquema. O caso recente mais notório é o da TelexFREE, que está com bens de seus sócios bloqueados pela Justiça. As empresas se defendem, dizendo que praticam marketing multinível, mas, afinal, o que é isso, e por que é tão difícil diferenciá-lo de uma pirâmide?
Diversas empresas trabalham com um sistema em que produtos são repassados para vendedores que tem uma relação direta com um fornecedor central, como no caso da Natura. As vendas diretas como um todo movimentaram 50 bilhões de reais em 2011, o equivalente a 0,75% do produto interno bruto do país, de acordo com a FGV (Fundação Getúlio Vargas). Mais de 4 milhões de brasileiros estão cadastrados como revendedores.
O marketing multinível é um modelo de venda direta que inclui também o recrutamento indireto de vendedores e participação nos resultados dos recrutados. Não há nada de ilegal nisso. O problema ocorre quando a rede é a própria sustentação do negócio, o que configura pirâmide – ilegal em vários países, inclusive no Brasil e nos Estados Unidos.
Definições
Em linhas gerais, pirâmide é um esquema de marketing multinível sem lastro real – quando o serviço ou produto oferecido ou não existe de fato ou não é a fonte principal dos recursos obtidos pela empresa.
“O marketing multinível estabelece relações contínuas de consumo com pessoas fora da estrutura. Na pirâmide, há um processo restrito aos indivíduos que estão dentro dela, e o que você está comercializando é a troca dos próprios recursos internos”, explica Silvio Laban, coordenador dos cursos de MBA do Insper e professor de marketing.
De acordo com material da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas, a pirâmide também se caracteriza pela falta de treinamento para vendedores e ausência de continuidade nos processos. Ao contrário da venda direta legítima, quando há pagamento de impostos e a recompensa é proporcional ao esforço de cada um, na pirâmide ganha mais quem está no topo da hierarquia.
Como não há leis regulamentando a venda em rede no país, os associados da ABEVD se orientam por um código de ética próprio baseado no modelo mundial da World Federation of Direct Selling Association (WFDSA).
De acordo com a Comissão Federal de Comércio, agência do governo americano responsável por coibir práticas anticompetitivas e proteger o consumidor, “se o dinheiro é baseado em vendas para o público, pode ser um esquema de marketing multinível legítimo. Se o dinheiro é baseado no número de pessoas que você recruta e suas vendas para elas, então não: é um esquema de pirâmide”.
Há quem afirme que não existe modelo de marketing de multinível sustentável. Eles apontam números mostrando que a grande maioria dos revendedores nunca consegue lucrar de fato e argumentam que a internet teria tornado obsoleta a ideia de divulgar e distribuir um produto por esse sistema. Mas, pelo menos por enquanto, as agências regulatórias ainda usam a diferenciação.
História
Há controvérsias sobre quando surgiu o conceito de marketing multinível, mas seu primeiro empreendedor de destaque foi o americano Carl Rehnborg. Ele viveu na China nos anos 20, onde começou a formular suas ideias sobre a ligação entre nutrição e saúde, e quando voltou aos Estados Unidos, criou uma linha de suplementos nutricionais que batizou de Nutrilite.
Para vender seus produtos, ele formou uma rede de revendedores e entrou na mira da agência do governo americano responsável pela segurança da comida e de medicamentos, que o impediu de alardear curas milagrosas. Carl Rich DeVos e Jay Van Andel estavam distribuindo a marca havia 10 anos quando fundaram aAmway em 1959.
A empresa vende produtos da Nutrilite até hoje, apesar de ter diversificado seu portfólio para produtos de limpeza e beleza. Em 1979, a Comissão Federal de Comércio ordenou que a Amway parasse com a fixação de preços, mas concluiu que ela não promovia um esquema de pirâmide porque não cobrava taxa de entrada e exigia que os produtos fossem vendidos para consumidores finais e não só dentro da rede de revendedores.
Herbalife
Famosa pelo selo “Quer emagrecer? Pergunte-me como”, a Herbalife é outra empresa com décadas de história que continua tendo que justificar a validade do seu modelo de negócios.
A polêmica ressurgiu no final do ano passado, quando o bilionário Bill Akman iniciou uma campanha pública para provar que a empresa é uma pirâmide e levar o valor de suas ações a zero.
Outros investidores organizaram um contra-ataque e por enquanto, a empresa tem disparado na bolsa e não está sendo investigada. Por meio de sua assessoria, a Herbalife informa que é associada da ABEVD e que não há ganhos só com recrutamento: é preciso que a venda do produto efetivamente aconteça.
Se você está questionando se algum negócio que você conhece é uma pirâmide, vale responder este questionário. Na dúvida, basta uma regra simples: se parece bom demais para ser verdade, a chance maior é que seja mesmo.
A Qualidade da Banda Larga no Brasil
O acesso às tecnologias está cada vez mais presente no cotidiano e o tráfego gerado pelos usuários cresce vertiginosamente, sendo necessário uma infraestrutura robusta capaz de suprir com qualidade os serviços prestados.
O Workshop discutirá a atual qualidade da Banda Larga no Brasil, a fiscalização dos serviços prestados, as novas prerrogativas e instrumentos dos órgãos para defesa do consumidor. Na oportunidade serão lançadas as novas versões do aplicativo Monitor Banda Larga. Participe!
PROGRAMA*
09h00 – Abertura
Moderador (a): Milton Kaoru Kashiwakura, Diretor de Telecomunicações do Departamento de infraestrutura da FIESP
Sandro Almeida Ramos, Gerente Executivo da ANATEL na Regional do Estado de São Paulo
Fabrício Tamusiunas, Gerente de Projetos do NIC.br
Alexandre Fernandes Barbosa, Gerente do Cetic.br
Ewerton Madruga, Pesquisador do INMETRO
12h00 – Perguntas e Respostas
Edifício-sede da FIESP - Av. Paulista, 1313 - São Paulo/SP
Criador do conceito de ‘modernidade líquida’, forjada pelas relações efêmeras do presente, o célebre filósofo fará uma conferência magna no encontro Educação 360. Nesta entrevista, ele reflete sobre o aprendizado e os desacertos da sociedade em relação ao ensino
Qual a diferença entre educar na era pré-moderna e na modernidade líquida dos dias atuais?
Muita coisa se transformou no trabalho dos professores. Como o educador E. O. Wilson observou, “estamos nos afogando em informação e, ao mesmo tempo, famintos por sabedoria”. A cada dia, o volume de novas informações excede milhões de vezes a capacidade do cérebro humano de retê-las. A mudança da sociedade moderna de sólida para um estágio líquido coincide, segundo a terminologia de Byung-Chul Han (teórico sul-coreano), com a passagem da “sociedade da disciplina” para a “sociedade de desempenho”. Esta última é, principalmente, a sociedade de desempenho individual e da “cultura de afundar ou nadar sozinho”. Mesmo indivíduos emancipados descobrem que eles mesmos não estão à altura das exigências da vida individualizada.
Então, é preciso mudar esse pensamento individualizado?
Nosso sistema educacional é um poderoso mecanismo de, cada vez mais, reproduzir os privilégios entre gerações. Nos Estados Unidos, 74% dos estudantes que frequentam as universidades mais competitivas vêm das famílias mais ricas, e 3%, das mais pobres. Além disso, muitas escolas e universidades induzem à fácil ideologia de que empregos bem remunerados são os únicos objetivos da universidade. Esses são apenas uns dos desafios, erros e negligências da educação contemporânea.
E como será no futuro?
Uma coisa certa é que, num cenário líquido, rápido e de mudanças imprevisíveis, a educação deve ser pensada durante a vida inteira. O resto vai depender de nossas escolhas dentro do que é possível para essa obrigação. E deixa eu enfatizar que esse “nós” que faz as escolhas não é limitado aos profissionais de educação. Para citar Will Stanton (professor australiano), que nos mantém alerta de que há muitos que pretendem ensinar nossos filhos apenas a obedecer: “Devemos aceitar autoridade como verdade em vez da verdade como autoridade”. Ele ainda diz: “O que é a mídia mainstream se não outra plataforma de ‘educação’ defendendo a autoridade como verdade? Nós sentamos em frente ao noticiário noturno e escutamos âncoras e repórteres nos dizendo o que pensar, a quem apontar nossos dedos, porque nosso país precisa ir para a guerra e com o que a gente deve se horrorizar”. Considere ainda o tremendo impacto da indústria da publicidade em nós mesmos ou no que as crianças aprendem ou no que elas foram levadas a esquecer. Por exemplo, crianças não nascem inseguras. A publicidade é que as deixa apavoradas com o que as outras pessoas pensam delas.
O sucesso mundial das redes sociais é um produto da modernidade líquida ou aspecto transformador dela?
As duas coisas. Nós estamos seduzidos pelos recursos das mídias digitais por causa do nosso medo de sermos abandonados. Mas uma vez imerso na rede de relações on-line, que tem uma falsa ideia de ser facilmente manuseada, nós perdemos ou não adquirimos habilidades sociais que poderiam (e deveriam) nos ajudar a extirpar as causas dos medos que vêm do mundo off-line. Assim, as redes sociais são, simultaneamente, produto da modernidade líquida e a sua válvula de escape.
O senhor afirma que o fato de a educação superior não garantir mais ascensão social é um problema para a educação tal qual conhecemos. Qual a solução para esse problema?
Ascensão social é uma sinfonia, não um canto gregoriano monofônico. A educação superior é apenas um dos muitos sons que se fundem na melodia, e um dos muito poucos instrumentos que contribuem para sua evolução. Nós configuramos o problema e torcemos por soluções, como o ensino superior, porque alguns desses “nós” que se preocupam, pensam e escrevem sobre o problema têm ensino superior e passaram anos sendo ensinadas que vivemos em uma “sociedade do conhecimento” que continua sendo transformada pelo tipo de conhecimento definido, armazenado e distribuído por universidades. Isso não é necessariamente correto — pelo menos até quando isso permanecer sem ressalvas. O que nós percebemos como ascensão social é um rio cuja trajetória resulta de vários afluentes. Mais e mais pessoas por trás das mudanças sociais que chamamos de “ascensão” desistiram da universidade ou nunca entraram nela.
Em seu novo livro, “A riqueza de poucos beneficia todos nós?”, o senhor reflete sobre as desigualdades sociais. Qual é o papel da educação nesse contexto?
O sistema universitário de hoje foi incorporado pela economia de mercado capitalista. Ele serve como um outro mecanismo na reprodução de privilégios e aprofundamento das desigualdades sociais. Como diz Fareed Zakaria (escritor americano), enquanto um rapaz de 18 anos da Califórnia recebia a melhor educação possível nos anos 60 “sem qualquer custo”, no ano passado os alunos precisavam pagar uma taxa de matrícula de US$ 12.972 se tivessem nascido no estado; se não, o valor sobe para US$ 22.878 (sem incluir custo de moradia e alimentação; o valor total do momento da matrícula até o diploma ficaria perto de US$ 50 mil por ano para não residentes). Poucos entre os milhões de pais amorosos e cuidadosos têm possibilidades de garantir um valor dessa magnitude. (*Do “Extra”)
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Participaram do encontro empresas como Ambev, Martins, Honeywell e HighJump
A Otimis, empresa de consultoria em supply chain, promoveu hoje, dia 19 de agosto, a 6ª edição do Supply Chain Intelligence, em São Paulo. Durante o evento, foram apresentados cases de sucesso e um panorama das necessidades e avanços da tecnologia em logística. Participaram das palestras empresas como Ambev, Martins, Honeywell e HighJump.
Na primeira parte do evento, Hélcio Lenz, CEO da Otimis, e David Houser, vice-presidente internacional de Vendas da Highjump, abordaram temas como mão de obra, e-commerce, omnichanel, personalização de operações e os desafios de entregas feitas em grandes centros.
As duas empresas trabalham em parceria há dez anos e atuam em vários países. “Acredito que faz parte do nosso papel, como fornecedores de tecnologia, investir nesse tipo de evento, trazer as novidades do mundo para o Brasil, fomentar a troca de informações e informar os formadores de opinião”, diz Lenz. As empresas divulgaram crescimento do faturamento, neste semestre, de 40% em relação ao mesmo período no ano passado na HighJump e de 44% na Otimis.
Durante o evento, foi apresentado o case “Como a maior cervejaria do mundo se modernizou de forma otimizada”, por Fernanda Lia Mazzi, gerente de Projetos Corporativos da Ambev; “Omnichannel – geração de valor com canais de distribuição integrados e ganhos de produtividade”, por Rafael Loth, gerente de Contas, e Alan Ogliari, gerente de Projetos da Otimis; “Redução de custos por meio da flexibilidade e aprimoramento dos processos”, por Arley Mariano da Silva, executivo de Negócios em TI da Martins; e “O aumento da acuracidade nos centros de distribuição com voz”, por Paula Abe Saldanha, Channel Business manager da Honeywell e consultora da Otimis.
Com a integração das tecnologias, empresa prevê a criação de uma plataforma em nuvem global, com domínio e visibilidade de todas as fases da cadeia produtiva
A Infor anunciou ontem, dia 19 de agosto, que firmou um acordo de aquisição com a GT Nexus, operadora de uma plataforma global baseada em nuvem – que leva o mesmo nome da empresa – responsável por gerenciar pedidos para aproximadamente 25 mil companhias. A negociação está avaliada em US$ 675 milhões e deve ser concluída dentro de 45 dias.
Na lista de empresas que utilizam a solução da GT Nexus estão gigantes da logística, como DHL, UPS e Maersk, além de companhias como Adidas, Caterpillar, Electrolux, Levi Strauss, Nestlé, Pfizer e Procter & Gamble. Todos os anos são gerenciados mais de US$ 100 bilhões em bens na plataforma em nuvem da GT Nexus.
Como fornecedora de software ERP, a Infor observou que se tornou comum que um único produto seja projetado, fabricado e fornecido por empresas diferentes, exigindo uma plataforma comum para a coordenação dos processos. A solução em nuvem foi projetada para permitir essa colaboração. A GT Nexus oferece um sistema global de que facilita a gestão por parte das várias empresas que participam do processo.
A rede em nuvem é integrada diretamente com o sistema de gestão de pedidos dos compradores e fornecedores. Os compradores transmitem as informações dos pedidos para os fornecedores, instituições financeiras, transportadoras de carga e prestadores de serviços logísticos. A plataforma da GT Nexus se transforma, assim, em um sistema de gestão de pedidos que abrange toda a rede.
A tecnologia também facilita os pagamentos realizados entre comprador e fornecedor em 90 países e em oito moedas diferentes. Compradores e instituições financeiras oferecem pré e pós-financiamento de exportações, além de um sistema de pagamento protegido na nuvem.
“Juntas, a Infor e a GT Nexus vão oferecer aos clientes uma visibilidade sem precedentes em suas cadeias de suprimentos, para gerenciar e monitorar a produção de mercadorias em trânsito e em repouso”, destaca Charles Phillips, CEO da Infor. “Em uma cadeia de suprimentos complexa e de alta velocidade, todos os parceiros precisam saber o que foi solicitado, quando foi desenvolvido, sua posição atual, se o pedido mudou e se já passou pela alfândega. Especialização e velocidade estão levando o futuro da manufatura para a nuvem de comércio”.
De acordo com as empresas, a combinação das soluções da Infor com a plataforma GT Nexus representa o futuro da indústria multiempresarial, pois a crescente especialização e as novas tendências criam cadeias de suprimento mais complexas, que exigem um serviço unificador em substituição aos sistemas de ERP tradicionais. O objetivo é criar a primeira nuvem de comércio global com domínio e visibilidade em todas as fases da cadeia.
Boidak Logística oferece serviços de armazenagem geral, transporte, distribuição e montagem de kits, entre outros
Em julho deste ano, o mercado logístico recebeu um novo operador. A Boidak Logística, sediada na cidade de Barueri (SP), presta serviços de armazenagem geral, transporte, distribuição, montagem de kits, logística promocional, logística reversa, transporte de materiais sensíveis, transporte aéreo, gestão de operações e consultoria. A empresa atende os segmentos de tecnologia, telecomunicações, bancário, eletrodoméstico, eletroeletrônico, metalúrgico e de móveis residenciais e corporativos.
Juntamente com a abertura da empresa, foi inaugurado um centro de distribuição na mesma cidade. O CD está localizado em um condomínio logístico, próximo da Rodovia Castello Branco e com fácil acesso ao Rodoanel e às principais rodovias da região. A estrutura possui 2.600 m² de área, pé-direito de 10 metros e capacidade do piso de seis toneladas. O CD ainda não está verticalizado, mas o projeto é de que sejam montadas 1.500 posições-palete até o final deste ano. Também há segurança 24 horas, 50 vagas de estacionamento, salas para clientes e refeitório.
No local, serão armazenados eletrodomésticos, equipamentos de tecnologia e de telecomunicações, caixas eletrônicos e mobiliário em geral, entre outros itens. Os investimento realizados pela empresa não foram divulgados. A Boidak possui uma frota composta por 25 veículos, entre pesados, semipesados, médios, leves e semileves. A empresa conta também com uma filial no Rio de Janeiro, dedicada somente à atividade de cross-docking.
Para Mauro Henrique Pereira e Sérgio Gomes, sócios fundadores da empresa, o período de instabilidade econômica é propício para novos investimentos. “Acreditamos que toda crise gera oportunidades. Devido à forte queda nas vendas e na produção, os embarcadores estão revendo seus custos logísticos e reduzindo estoques. Com isso, grandes áreas de armazenagem são substituídas por áreas menores, mais adequadas aos níveis de estoque atuais. Já em transporte, vemos que estruturas otimizadas, foco em gestão, entregas assertivas e qualidade de informação trazem eficiência e satisfação ao cliente”, diz Pereira, que ocupa o cargo de diretor de Negócios.
Dentre os clientes da Boidak estão as empresas Direct Shopping, Mobile, Flexform, Metalúrgica São Raphael e Tutto Moto. A empresa atende todo território nacional.
Para Andrei Shleifer, professor de Economia de Harvard, país deve diminuir a burocracia. O economista John Taylor (foto), de Stanford, defende a transparência na política monetária como direcionador do crescimento
Eles não são tão pessimistas em relação ao Brasil, mas trouxeram recomendações importantes, apesar de não serem peritos no país, mas mestres em seus respectivos ramos da economia.
Para Andrei Shleifer, o professor de Economia da Universidade de Harvard, que ministrou uma palestra sobre as finanças no século 21 durante o 7º Congresso Internacional dos Mercados Financeiro e de Capitais da BM&FBovespa, o extremo pessimismo em relação ao Brasil não é justificável porque o país ainda tem bons fundamentos e instituições fortes.
Segundo afirma, o país atravessa uma recessão mas -em um contexto mais amplo- não está pior do que a Rússia, que passa por um período de queda econômica sem controle; é diferente da Índia, que cresce pouco mas ainda é pobre, e da China, onde o nível de volatilidade tem causado problemas ao mundo todo.
Na visão de Shleifer, o Brasil pode voltar a crescer em dois anos mas não na mesma taxa que a chinesa, por exemplo. "O fato é que os Brics não deram muito certo e a parede deles está caindo", afirmou.
Ele explicou que os países com renda média não crescem totalmente sem limites, oscilando entre o crescimento e períodos de desaquecimento. Por outro lado, as instituições de outros países não são muito perfeitas.
"É importante que vocês lembrem que os fundamentos do Brasil continuam bons e o país tem instituições mais fortes do que os Brics. Essa conversa que ouço aqui sobre impeachment não poderia acontecer na China, na Rússia, na Índia e na Argentina", destacou.
Também disse que as imperfeições no sistema brasileiro estão concentradas nas leis complicadas e onerosas. "No passado eu trabalhei com o sistema jurídico e de regulamentos e sei que o Brasil está muito mal nisso. Além da prioridade de mudar isso, é preciso melhorar infraestrutura e a educação - que ajuda a desenvolver melhores práticas de gestão de negócios e empresas, o que gera crescimento econômico".
A burocracia brasileira, a seu ver, faz com que os mecanismos de empréstimos sejam muito burocráticos e o de entrada em negócios, bastante regulados. "Não estou fazendo um argumento de que a regulação seja zero, mas reformas jurídicas e regulatórias precisam ser centralizadas. No Chile, por exemplo, houve melhoria no clima regulatório", afirma.
TRANSPARÊNCIA
O professor de Economia da Stanford University, John Taylor, que ministrou a última palestra de sábado (28/08) no evento da BM&FBovespa, destacou que quanto mais as regras da política monetária forem transparentes, melhor será para o crescimento econômico.
Este, inclusive, foi o grande erro do governo nos últimos quatro anos: a condução dos juros e o controle da inflação ocorreu com sinais difusos pelas autoridades, o que trouxe incertezas ao mercado.
Taylor também foi secretário de Tesouro dos Estados Unidos e na década de 1970 e elaborou a Teoria das Expectativas Racionais, estudo sobre fixação de preços e salários.
Em sua palestra, que versou sobre mercados livres, políticas nacionais e a economia global, o professor lembrou que participou de uma experiência bem-sucedida de transparência no Brasil em 1999, quando ministrou uma palestra no Banco do Brasil.
"Estive aqui para implementar uma política desse tipo. Estabelecemos uma meta inflacionária e depois melhoramos o desempenho, o que contribuiu para a estabilidade global. Eu estava naquela época deixando claro o que o FMI estava fazendo em relação às políticas, com estratégia e continuidade, no governo de Fernando Henrique Cardoso e junto de Pedro Malan e Armínio Fraga. Foi feito de forma a reduzir a incerteza e por isso deu certo", afirmou.
O sucesso da condução de uma política transparente, segundo ele, sustentou o crescimento durante os mandatos do ex-presidente Lula. A recessão, completa, veio junto com as incertezas em relação ao rumo da política monetária.
Ele também comentou o fato de dois terços da oferta de crédito brasileira estar concentrada em bancos públicos. Para Taylor, o governo tem uma função, no caso brasileiro, que é a de financiar a infraestrutura.
"Quanto mais o governo se distanciar da alocação de capital, melhor. Não conheço o caso específico do Brasil, mas sei que a experiência de alocação de capital pelo setor público não é boa. Disso, surge corrupção e a escolha de setores - que não necessariamente são os que mais precisam de dinheiro. O crescimento será maior e a pobreza cairá se o governo não agir desta maneira", disse.
Encontro do Conselho Temático de Micro e Pequenas Empresas (Compem) debateu possibilidades de financiamento para pequenos negócios
O cenário de ajuste fiscal e econômico do país tem dificultado a tomada de crédito por parte de micro e pequenas empresas. Mas há alternativas que podem ser melhor exploradas, como os fundos constitucionais e de fomento regional, além de novas modalidades de linhas de financiamento. As opções foram apresentadas aos integrantes do Conselho Temático de Micro e Pequenas Empresas (Compem) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), nessa segunda-feira (24).
"O shopping regional, que é focado nas lojas âncora e é o modelo que mais estamos acostumados a ver, está perto da saturação em muitos mercados", afirma executivo
O presidente da administradora de shoppings Aliansce, Renato Rique, acredita que o setor de shoppings está perto do saturação do modelo de empreendimento tradicional e regional, focado em oferta de lojas âncora e de vários segmentos do varejo.
Durante participação em congresso de varejistas em São Paulo, o executivo avaliou que os empreendimentos que têm maior oferta de serviços de lazer, como restaurantes, cinema e parques, permitem mais oportunidades de crescimento.
"Não antevejo nos próximos anos perspectivas de crescimento como vinha acontecendo nos últimos anos, mas acredito que é possível explorar nichos que não estão sendo atendidos", declarou. "O shopping regional, que é focado nas lojas âncora e é o modelo que mais estamos acostumados a ver, está perto da saturação em muitos mercados na minha visão", disse.
Rique considerou que em anos anteriores o setor viveu um período de abundância de capital e, com isso, houve desenvolvimento de projetos inadequados.
Para ele, o crescimento do segmento nos próximos anos estará atrelado a empreendimentos que promovam uma mistura de serviços que atraia as famílias para reuniões e não apenas para compras.
Já o presidente da Associação Brasileiro de Shoppings Centers (Abrasce), Glauco Humai, minimizou as preocupações em torno de uma saturação de shoppings centers no mercado brasileiro, mas afirmou que há um excesso de projetos ruins.
Para ele, o mercado nacional ainda tem espaço para crescer, principalmente, se comparado a países desenvolvidos e algumas nações em desenvolvimento.
De acordo com o executivo, o setor passou por um processo de amadurecimento nos últimos anos e há uma concorrência mais qualificada atualmente. "Vinte anos atrás, se fosse construída uma caixa preta, sem nada, o shopping iria estourar. Mas hoje se não fizer um projeto com custo baixo, acesso agradável, mix adequado de lojas, o shopping vai fracassar", disse.
Esse movimento, para o presidente da instituição, é algo saudável, pois deixa as empresas mais preparadas para a concorrência. O executivo apontou que, nos últimos anos, o crescimento dos shoppings está descolado do varejo. "Shopping está dois ou três níveis acima do varejo como um todo", disse.
Para Rique, muitos empreendimentos foram feitos em mercados que já estavam bem servidos, por isso houve uma tendência de fracasso para alguns. O executivo afirmou que o sucesso de um shopping depende das especificidades de mercado e de cidade. "Recomendo que o lojista sempre procure qual a condição de viabilidade de cada shopping", afirmou.
Como exemplo, o executivo disse que foram observadas cidades com 200 mil habitantes que fizeram três shoppings centers simultaneamente. "Só tem um jeito de dar certo, fechar dois", brincou. No entanto, ele ressaltou que os shoppings são uma alternativa natural de crescimento do varejo.
Que não houve política industrial nos últimos 12 anos são os números que mostram. Segundo dados do UN Comtrade Database, a participação das exportações brasileiras de bens manufaturados em 2003 era de 1,02% do total mundial. A tendência era de que crescesse, o que, de fato, deu-se pelo menos até 2008, quando o índice chegou a 1,27%. Desde então, a porcentagem do Brasil nas vendas mundiais tem caído, chegando em 2013 a 1,08%. O índice de 2014 ainda não foi anunciado, mas estima-se que deve ter baixado para menos de 1%.
Diante disso, o governo que começou a 1º de janeiro reconheceu o desastre que foi a política externa nos últimos três mandatos, a partir da ideologização da diplomacia comercial e a consequente satanização dos Estados Unidos, o maior mercado do planeta. A justificativa estapafúrdia era de que havia uma excessiva dependência econômica do Brasil em relação à nação norte-americana que precisava ser reduzida. Diminuiu-se a dependência, mas, em compensação, o parque fabril nacional começou a ficar sucateado e o País entrou num processo de desindustrialização.
Para recuperar os estragos, o governo agora anuncia um chamado Plano Nacional de Exportações, que engloba um conjunto de medidas que visam à facilitação, promoção e inteligência comercial, redefinição de instrumentos oferecidos ao setor exportador, financiamento, seguro e garantias, além de desburocratização, redução do tempo de despacho aduaneiro e do trânsito de mercadorias. Ainda bem.
Só que, antes disso, o governo já cortou as desonerações sobre a folha de pagamentos, que deverá elevar o custo Brasil, que inclui aumento nos combustíveis, o custo elevado da energia elétrica e altas taxas de juros. Ao mesmo tempo, cortou o índice de 3% do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), limitando-o a um terço do potencial vigente. Para piorar, ainda ameaça dificultar as liberações de recursos pelo Programa de Financiamento às Exportações (Proex). A favor dos exportadores, até agora, só houve a desvalorização do real, que se dá pela perda da confiança na moeda.
Na verdade, se quisesse reverter essa situação, o governo teria de seguir as recomendações da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) no sentido de que mantenha e amplie os instrumentos de desoneração tributária das exportações e seja adotada uma política cambial neutra. Sem deixar de realizar uma campanha no exterior mostrando o Brasil como um país industrial. E mais: que volte a considerar os Estados Unidos como parceiro prioritário, inclusive organizando missões naquele país. E busque acordos comerciais com outros países e blocos, além de avaliar o Mercosul.
Em seu plano de revitalização das exportações, a AEB defende ainda o fortalecimento do apoio às micro, pequenas e médias empresas, com a criação de mecanismo equivalente ao Exporta Fácil, porém via marítima, além da reforma do sistema tributário e da legislação trabalhista. Tudo isso o governo deveria fazer, além de investir mais em infraestrutura, o que ajudará a reduzir os custos de logística.
A propriedade intelectual é o dispositivo legal que garante que uma inovação será protegida, e que o responsável por ela, recompensado. Conheça mais aqui.
Hoje em dia, a questão da propriedade intelectual vem sendo cada vez mais discutida. Afinal, trata-se de um aspecto fundamental de inovação, tanto na indústria como no mercado em geral, e por isso merece toda a nossa atenção. Assuntos como proteção de propriedade intelectual vêm se tornando centrais em debates – como foi o caso recente do 6º Congresso Brasileiro de Inovação, em que se discutiu, entre outros temas, a morosidade dos procedimentos antiquados do país, que inibem a publicação de novo conhecimento. O longo tempo necessário para que o Brasil reconheça uma patente também esteve em pauta.
Tudo isso indica que, assim como ocorre em países mais desenvolvidos, a questão da propriedade intelectual receberá cada vez mais atenção por aqui. E é uma questão fundamental para as micro e pequenas empresas, já que estas são consideradas os principais agentes da inovação de uma economia. Ou seja, provavelmente diz muito respeito à sua atividade; por isso, quanto antes você conhecer mais a respeito de propriedade intelectual, melhor.
O que é exatamente a propriedade intelectual?
Encontramos uma definição precisa no site da ASPI (Associação Paulista de Propriedade Intelectual):
A PROPRIEDADE INTELECTUAL É A ÁREA DO DIREITO QUE, POR MEIO DE LEIS, GARANTE A INVENTORES OU RESPONSÁVEIS POR QUALQUER PRODUÇÃO DO INTELECTO – SEJA NOS DOMÍNIOS INDUSTRIAL, CIENTÍFICO, LITERÁRIO OU ARTÍSTICO – O DIREITO DE OBTER, POR UM DETERMINADO PERÍODO DE TEMPO, RECOMPENSA PELA PRÓPRIA CRIAÇÃO.
Isso posto, de acordo com a definição da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), o dispositivo da propriedade intelectual se divide em duas categorias:
Propriedade Industrial que inclui as patentes (invenções), marcas, desenho industrial, indicação geográfica e proteção de cultivares;
Direitos Autorais que abrangem trabalhos literário e artísticos, e cultura imaterial como romances, poemas, peças, filmes, música, desenhos, símbolos, imagens, esculturas, programas de computador, internet, entre outros.
Mas, por que é importante que eu entenda disso?
Porque a propriedade intelectual está muito relacionada à inovação; e inovação, como você deve saber, tem tudo a ver com empreendedorismo – seja inovação em relação à forma de comércio, desenvolvimento ou uso de tecnologias novas ou inovadoras.
Assim sendo, você, como empreendedor, deve entender que uma eventual inovação que você proponha pode gerar direitos de propriedade intelectual. Neste artigo, Gabriel Di Biasi, conselheiro fiscal da ABF, pondera sobre o assunto. Ele afirma que, mesmo que o seu empreendimento não seja inovador, você precisa ter consciência de que suas atividades no mercado podem impactar diretamente no direito de propriedade intelectual de terceiros, concorrentes ou outros agentes do mercado.
Di Biasi assevera que produtos, serviços e nomes inovadores podem ser protegidos. E é aí que entra a questão da propriedade intelectual, já que, ao obtê-la, você conquista a titularidade sobre uma certa disposição de cores conjuntas e/ou imagens, por exemplo, o processo garante que nada disso possa ser copiado.
Vamos agora entender um pouco mais sobre as duas categorias de propriedade intelectual mencionadas acima, a partir das reflexões de Gabriel Di Biasi.
Propriedade industrial
Como vimos, os direitos de propriedade industrial são relacionados basicamente às criações voltadas para indústria - todas essas são protegidas por patentes. Desenhos industriais, marcas, nomes comerciais, indicação geográfica de produtos e serviços e o segredo empresarial: todos são protegidos pela Lei 9.279/96. É importante lembrar que esses direitos dependem de requisição e análise do Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI.
Direitos autorais
Já os direitos autorais são relacionados basicamente à proteção das obras intelectuais literárias, artísticas e científicas, assim como os programas de computador (essas questões são regidas pelas Leis 9609 e 9610/98). A proteção dos direitos autorais não depende de registro, e poderá ser comprovada por documentos, fotos e outros materiais. É possível fazer o requerimento do registro de obras de direito autoral perante alguns órgãos, como a Biblioteca Nacional e a Escola de Belas Artes, para comprovar suas autorias.
O que acontece se há uso indevido de propriedade intelectual?
O uso indevido de direitos de propriedade industrial e intelectual de terceiros pode gerar muitos problemas. O principal deles talvez seja a indenização por eventuais danos morais e materiais.
Além disso, o uso proposital de direitos de terceiros para confundir ou desviar consumidores, ou mesmo associar-se indevidamente aos direitos de terceiros, pode ser considerado crime contra a concorrência. Neste caso, além da indenização, poderá ser aplicada uma pena criminal.
Proteção também ao consumidor
Em seu texto, Gabriel Di Biasi lembra que, além de proteger os direitos relacionados à indústria, comércio e as artes, a propriedade intelectual também se ocupa de preservar o bem estar do consumidor. Afinal, este deve ter sua livre escolha garantida, sem a interferência de confusão entre marcas, produtos, serviços ou de publicidades enganosas.
E com a concessão de seus direitos, o empreendedor tem exclusividade na sua exploração. Em outras palavras, tem a garantia de que suas criações são disponíveis e as protege contra o uso indevido por terceiros.
Algum exemplo de mau uso de propriedade intelectual?
Claro. Olhemos para o caso recente da Diageo: a fabricante do uísque Johnnie Walker foi processada ao lançar uma série da bebida denominada “Explorer Club” - que é o mesmo nome de um clube de Nova Iorque de 120 anos. Ao utilizar essa expressão, a Diageo acabou por associar a bebida que produz ao clube, que possui imensa tradição e reputação. Ou seja, reproduziu a marca sem as autorizações necessárias, mesmo que a intenção original não tenha sido essa – o que resultou no processo.
Já em Terra Brasilis, a própria Diageo entrou em uma contenda judicial acerca de propriedade intelectual. A empresa acabou de obter judicialmente o direito de impedir os donos da cachaça mineira João Andante de usar essa marca no rótulo de suas garrafas. Afinal, trata-se de uma tradução literal do nome marca de uísque. Como se isso não bastasse, o rótulo da cachaça traz a ilustração de um personagem muito semelhante ao da Johnnie Walker.
Por tudo isso, é fundamental que você, como empreendedor, respeite os direitos dos consumidores e tente se destacar no mercado por seus próprios méritos. Que você se empenhe em criar seu próprio valor e disseminar inovação, sem ferir direitos de terceiros. E que saiba que, sempre que tiver uma nova ideia e ela der certo, a propriedade intelectual está aí para proteger a sua autoria, os seus direitos sobre ela.
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Eram muitas as expectativas criadas em torno da Web na década de 90. Quanto mais espetaculares as possibilidades, mais inflacionadas eram as esperanças e maiores foram as frustrações (e prejuízos!). Mas, quase uma década após o estouro da bolha, a Web chega ao seu plateau de produtividade, trazendo para qualquer empreendedor, em qualquer estágio do negócio e em qualquer setor, a possibilidade de fazer muito mais, com muito menos.
Tal estágio de produtividade é fruto da combinação do contínuo barateamento dos custos de hardware, capturado pela lei de Moore, e dos custos de software, capturado pelo movimento do software livre. Estes, em conjunto, aceleraram também o advento da computação em nuvem e, conseqüentemente, o surgimentos dos modelos freemium e de crowdsourcing, multiplicando as possibilidades, e trazendo benefícios concretos, imediatos e ao alcance de todos os empreendedores.
Tanto a computação em nuvem, quanto os modelos freemium – que permitem experimentar serviços de graça – e crowdsourcing – que permitem a produção coletiva, trazem escalabilidade e elasticidade a todas as atividades da cadeia produtiva e aos modelos de negócio de qualquer empresa. Ou seja, você só investe recursos conforme você cresce seu negócio!
Sob a perspectiva do Canvas de Modelo de Negócio do Alex Osterwalder, podemos elencar algumas dessas possibilidades:

1) Segmentos de mercado: como seria se você pudesse saber o que os consumidores pensam, suas tendências e o que estão buscando? O Google tem várias ferramentas gratuitas que permitem ser muito mais preciso na segmentação de mercado;
2) Proposta de valor: e se você pudesse testar a idéia de um novo produto e consultar potenciais clientes para refinar sua proposta de valor antes de investir no lançamento? Serviços como o SurveyMonkey, permitem isso e muito mais, quase de graça;
3) Canais de distribuição: já imaginou poder distribuir seu produto ou serviço em inúmeros canais em qualquer lugar do mundo? Ofertas como a do zferral, permitem começar sem custo nenhum, um programa de afiliados;
4) CRM: e se você pudesse engajar seus clientes em qualquer plataforma, seja telefone, Internet, celular, etc., e prestar um suporte diferenciado e eficiente? Plataformas como o Zendesk, permitem testar gratuitamente e escalar a baixo custo,o CRM de qualquer empresa;
5) Fontes de receita: qual seria o impacto no crescimento se você pudesse criar novas maneiras de seus clientes testarem e pagarem por seus serviços, customizado por diferentes segmentos de mercado? Empresas como Spreedly permitem estruturar maneiras de aumentar o faturamento de graça até você ter certeza da eficácia do serviço;
6) Atividades produtivas: e se você pudesse gerenciar melhor sua equipe e seus recursos aumentando a produtividade? Serviços como Engagee Basecamp permitem gerenciar equipes e projetos de maneira rápida e barata;
7) Recursos: quão mais produtivo seria se você pudesse contar com milhões de pessoas disponíveis para trabalhar para você por horas ou minutos, acelerando a execução de tarefas criticas? Plataformas como o Vwork permitem acessar talentos e recursos em qualquer lugar do mundo;
8) Parceiros: e se você pudesse contar com os fornecedores com os menores custos (leia-se chineses!)? No Alibaba, por exemplo, você pode encontrar e estabelecer parcerias com fornecedores de praticamente qualquer produto físico;
9) Estrutura de custos: preocupado em como reduzir custos de infra-estrutura e suporte administrativos? Existem inúmeros serviços como a Amazon Web Services, Prestus e muitos outros que permitem ter assistentes ou servidores virtuais capazes de se adequar a quase qualquer orçamento.
Essas são apenas algumas das inúmeras possibilidades. Para uma lista mais extensa de ferramentas disponíveis, o Startup Tools, por exemplo, é um excelente repositório de alternativas para praticamente qualquer atividade de qualquer empresa – pequena, media ou grande.
Essa revolução permite empreendedores em qualquer estágio testar mercado, lançar produtos, alcançar clientes muito mais rápido e com muito menos capital. Ou seja, fazer muito mais com muito menos. E você, vai esperar o quê para turbinar seus negócios?
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Só em 2015, despesas públicas com refugiados podem chegar a 10 bilhões de euros, mas impacto sobre o orçamento federal ainda é pequeno. Desafio maior, segundo governo, é integrar recém-chegados ao mercado de trabalho.
Fatos contra o preconceito, esse é o título que o renomado diário Süddeutsche Zeitung deu a uma reportagem publicada nesta semana sobre o peso da imigração sobre a economia da Alemanha. Segundo o texto, o governo do país gastou em 2013 cerca de 1,5 bilhão de euros com requerentes de asilo.
Considerando que os governos estaduais e locais estariam gastando 12,5 mil euros por ano com cada refugiado, em 2015 a quantia pode chegar a 10 bilhões de euros. No entanto, esse montante já não parece tão grande, em comparação com o orçamento total do governo federal, de 301 bilhões de euros – corresponde a apenas 3,31%.
Mas a ministra alemã do Trabalho e Assuntos Sociais, Andrea Nahles, considera necessários no próximo ano de 1,8 a 3,3 bilhões de euros adicionais para subsistência, aprendizado da língua e qualificação dos refugiados.
Estes custos aumentariam para cerca de 7 bilhões de euros em 2019, previu a ministra na terça-feira (01/09), em Berlim, lembrando que muitos dos refugiados recém-chegados estarão registrados ano que vem nos serviços públicos para obtenção de emprego.
Ela afirmou ter discutido o assunto com o ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, e que ele não se espantou com os números. Nahles assegurou que no governo alemão todos concordam com a amplitude da tarefa e a necessidade de gastos. O assunto será, segundo ela, parte dos próximos debates sobre orçamento.
Até 460 mil desempregados adicionais
Entre 240 mil e 460 mil pessoas entrarão nas estatísticas alemãs dos que ainda não encontraram ou não são capazes de obter um emprego. Entre 175 mil e 335 mil delas são capazes de trabalhar, de acordo com essa previsão.
Nahles prevê que em 2019 um milhão de pessoas poderiam obter benefícios sociais. Isso, dependendo de, entre outras coisas, quantos membros das famílias dos requerentes de asilo ainda devem chegar e do sucesso da Agência Federal do Trabalho da Alemanha (BA). A previsão é baseada na suposição de que 800 mil refugiados chegarão anualmente, dos quais entre 35% a 45% terão asilo concedido.
A BA também espera que uma onda de refugiados chegue aos serviços de aconselhamento de emprego no próximo ano, conforme anunciado em Nurembergue. Em julho, segundo a agência, 161 mil pessoas dos dez principais países de origem dos imigrantes da última década estavam desempregadas.
"Nós também nos beneficiaremos disso. Porque nós dependemos da imigração", observou, fazendo referência à falta de trabalhadores em algumas áreas de emprego no país. "As pessoas que vêm como refugiados devem rapidamente se transformar em vizinhos e colegas de trabalho."
Mais verbas para integração
Nahles pediu que haja um esclarecimento rápido sobre um possível aumento das verbas para financiamento da integração dos refugiados ao mercado de trabalho, de modo que a BA possa expandir seus esforços em todo o país.
Segundo ela, os cursos de integração para os asilados não estariam fornecendo a eles suficiente conhecimento da língua alemã. Ela acredita que os cursos de línguas devem ser expandidos e ser inteiramente financiados com fundos federais.
"Um conhecimento pleno da língua alemã é chave para a entrada dessas pessoas no mercado de trabalho", avaliou.
Na reportagem, o Süddeutsche Zeitung se baseia num estudo realizado pelo Centro de Pesquisa Econômica Europeia (ZEW, na sigla em alemão) para a Fundação Bertelsmann. Segundo ele, os estrangeiros que vivem na Alemanha aliviam o caixa do Estado de bem-estar social em bilhões de euros. De acordo com a pesquisa, em 2012, as cerca de 6,6 milhões de pessoas sem passaporte alemão foram responsáveis por um superávit total de 22 bilhões de euros.
Steffen Angenendt, consultor do governo e da indústria há mais de 50 anos, alerta para que não seja feita uma pura "análise custo-benefício" no contexto de refugiados. "Deveríamos dizer, então, que aceitamos o refugiado se ele nos der um lucro líquido de, por exemplo, 2 mil euros por ano e, caso contrário, não? Para mim, todo esse debate é bastante suspeito", afirma o especialista do instituto SWP.
Angenendt sublinha ser extremamente difícil quantificar o que os refugiados custam e com que eles podem contribuir para o mercado de trabalho, para a segurança social ou para outras áreas. "Recentemente, tivemos um debate bastante intenso entre economistas, que chegaram a estatísticas completamente diferentes. E isso só em referência aos imigrantes", avisa, ressaltando que em se tratando de refugiados, esse cálculo é ainda mais difícil.
"Claro, devemos tentar colocar os refugiados no mercado de trabalho o mais rapidamente possível", diz o especialista. "Mas também temos que considerar que não estamos recebendo essas pessoas somente porque são mão de obra, mas porque elas precisam de proteção. E isso deve estar acima de tudo."
Departamento será responsável pela setor, que até então dividia espaço com outras modalidades no Departamento de Transportes Públicos
A Prefeitura e a Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo assinaram ontem, dia 31 de agosto, um decreto para a criação da Divisão de Transportes de Cargas do Departamento de Operações do Sistema Viário (DSV), que tem como objetivo tratar das demandas específicas do setor.
De acordo com comunicado da Secretaria Executiva de Comunicação da prefeitura, a medida atende a uma antiga reivindicação do segmento de cargas, que até então se reportava ao Departamento de Transportes Públicos (DTP). “Nós temos que considerar a carga como um subtipo de transporte coletivo. Se esse abastecimento não ocorrer da melhor maneira possível, toda a cidade é impactada”, justificou o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.
A divisão terá como atribuições o planejamento e a proposição de ações para a melhoria do tráfego de caminhões e da logística de abastecimento, em parceria com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Caberá a ela mapear, regulamentar e adequar todas as atividades de trânsito e transporte de carga, estipulando não somente os melhores horários, mas também as vias mais apropriadas.
Fica também sob responsabilidade da Divisão de Transportes de Cargas as entregas noturnas, cujo projeto-piloto aconteceu entre outubro de 2014 e março de 2015, em um perímetro da Região Oeste da cidade, formado pelas marginais Tietê e Pinheiros, as pontes da Freguesia do Ó e da Casa Verde e as vias Marquês de São Vicente, Pompéia, Heitor Penteado, Dr. Arnaldo e Pacaembu.
O sistema de entregas aplicado nessa região foi desenvolvido por um grupo técnico criado em 2013, em conjunto com os players do setor, em especial os transportadores e as grandes redes de comércio. A implantação foi realizada em parceria com 15 empresas, entre lojas de rua, shopping centers e home centers. As entregas eram realizadas das 21h às 5h.
“Uma das funções desse departamento é estudar uma melhor circulação desses veículos na cidade, o que passa pela discussão dos horários de circulação e pela ampliação ou não dos veículos urbanos de carga”, disse o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto. A previsão é de que o projeto seja ampliado nos próximos meses.
Por Rodrigo Schiavini*
Para quem ainda duvida de que o m-commerce terá cada vez maior espaço no varejo online, apresento um dado. De acordo com um estudo realizado pela Coupofy, líder em banco de dados de cupons online, o m-commerce cresce 300% mais rápido do que o e-commerce. A pesquisa sugere que até 2016 as compras por dispositivos móveis irão crescer 42%, enquanto o comércio eletrônico tradicional tende a apresentar crescimento de 13% até o próximo ano.
Dinamarca, Suécia, Noruega, China e Espanha são os países que apresentam o maior crescimento no m-commerce. Contudo, países emergentes como Índia e Taiwan também possuem números animadores para o mobile commerce – em média, 60% de crescimento, impulsionado, sobretudo, pelo aumento da popularidade de smartphones e tablets. O Brasil inclui-se neste mesmo contexto de países emergentes. Por aqui, a modalidade já representa 10% das compras online.
A Amazon, como sempre, é exemplo para o resto do mundo quando o assunto é comércio online. A marca viu seu m-commerce crescer 100% em 2014 e tornou-se a líder neste segmento, seguida pela Apple e pela chinesa JingDong Mall.
E o que os usuários preferem comprar pelos dispositivos móveis? De acordo com a pesquisa, a categoria preferida é a de TV/computadores/multimídia, com ticket médio de US$ 212, seguida pela de livros/música/jogos (ticket médio de U$ 198) e pela de móveis/utensílios domésticos, com ticket médio equivale a U$ 148.
O estudo da Coupofy também mostra o ticket médio por dispositivo, por sistema operacional e por gênero. O valor médio de compra no tablet é de U$ 132, enquanto nos smartphones é de U$ 96; a média de compras pelo IOS chega a U$ 115 e no Android a U$ 100. Quanto ao gênero, os homens tende a gastar mais no m-commerce: U$ 120, enquanto as mulheres ficam com U$ 96 de média de compra pelos dispositivos móveis.
Agora vem a pergunta: por que o m-commerce vive um cenário tão positivo no mundo do varejo online? Podemos resumir todos os motivos em uma única palavra: praticidade. Para o usuário, que é multitarefa e está sempre realizando diversas atividades ao mesmo tempo, contar com um aplicativo no qual ele pode realizar uma compra em poucos toques é muito conveniente. No quesito simplicidade, os modos de pagamento se destacam. Os mais populares entre os usuários, segundo a pesquisa da Coupofy, são os Google Wallet, Stripe, Dwolla e PayPal.
Diante desses dados, o varejista virtual que ainda não preparou sua loja virtual para os dispositivos mobile está perdendo tempo e dinheiro. A estimativa é que até 2018 o m-commerce lucre mais de U$ 600 bilhões mundialmente. Em tempos de crise, esta é uma oportunidade que não se deve desperdiçar. Portanto, um dos investimentos certeiros é o mobile commerce.
*Rodrigo Schiavini é diretor da FBITS eCommerce One Stop Shop.
Após quase um ano e meio atendendo no balcão de uma loja de importados no Rio de Janeiro, Geraldo Junior Carneiro, de 25 anos, ficou desempregado em julho, quando ele e outros três funcionários viram o negócio fechar as suas portas. A escalada do dólar em 2015 encareceu os produtos, que não couberam mais no orçamento dos consumidores, cada vez mais cautelosos nas compras. A saída dos donos foi encerrar as atividades para evitar prejuízo maior.
"Os proprietários foram sinalizando que o quadro estava ruim nos últimos meses e chegou ao ponto em que precisaram fechar", conta Carneiro, que agora revê alguns hábitos. "Já no começo do ano diminuí o valor do meu pacote de internet e da TV a cabo e mudei meu celular de pós para pré-pago. Estou em busca de outro emprego, porque a situação está preocupante."
O comércio e os serviços são os setores que mais empregam no Brasil e adiaram por um bom tempo o ajuste no pessoal ocupado.Mas nem eles suportaram a pressão da inflação elevada, do aumento dos juros e, principalmente, da queda na renda das famílias. Com a recuperação ainda distante, os dois segmentos caminham para ter, neste ano, o primeiro corte de vagas formais após mais de uma década sustentando o crescimento do mercado de trabalho do País.
Só o comércio vai fechar quase 181,3 mil postos com carteira assinada, prevê o economista Fabio Bentes, da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). A entidade leva em conta a evolução do varejo ampliado (que inclui veículos e materiais de construção) e do atacado no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Nos serviços, as demissões de trabalhadores formais devem totalizar 106 mil.
Nos dados do IBGE, que incluem empregos com e sem carteira assinada, os dois setores cortaram 62 mil vagas em julho na comparação com igual período de 2014, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, que investiga as seis principais regiões metropolitanas do País (São Paulo, Rio, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Salvador). Um mês antes, as demissões haviam atingido mais de 208 mil no mesmo tipo de comparação.
LOJAS FECHADAS
Em muitos casos, a situação é tão dramática que inviabiliza o negócio. Na cidade do Rio, 1.280 lojas fecharam nos primeiros cinco meses deste ano, alta de 33% em relação a igual período de 2014, segundo levantamento do Sindilojas Rio. "Considerando a média de funcionários, isso significa entre 13 mil e 20 mil demissões", afirma o presidente da entidade, Aldo Gonçalves.
Nem o comércio popular escapa do mau momento. No Saara, tradicional centro de compras no centro carioca, pelo menos 100 lojas estão à venda, algo incomum para a região. "A economia do Rio tem um agravante, é muito voltada para o petróleo, e o preço está em queda. E ainda tem a corrupção na Petrobrás", diz Gonçalves.
Em São Paulo, a situação também é ruim, com o fechamento de 57 mil postos ao longo dos últimos meses. "Nunca tivemos um início de ano tão ruim para o mercado de trabalho do comércio como em 2015", conta o economista Jaime Vasconcellos, assessor econômico da FecomercioSP.
As grandes empresas não ficam fora desse cenário. A Via Varejo, dona das Casas Bahia e do Ponto Frio, informou que demitiu 4,8 mil pessoas no segundo trimestre deste ano. "Para manter a estrutura da companhia adequada ao atual cenário econômico, a empresa está gerenciando as reposições de forma mais seletiva", disse em nota. Já o Grupo Pão de Açúcar, dono das bandeiras Pão de Açúcar e Extra, informou que dispensou 7 mil trabalhadores entre abril e junho.
SERVIÇOS
O quadro nos serviços tampouco é alentador. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), estabelecimentos com preço médio entre R$ 30 e R$ 70 são os mais afetados, com queda de 20% a 30% do faturamento nos últimos meses. Os únicos que crescem têm preço médio abaixo de R$ 20.
"As pessoas estão buscando lugares mais baratos para comer. O serviço de alimentação fora do lar é essencial hoje para muitos brasileiros, que não têm como cortar esse custo, mas estão buscando readequá-lo", explica Paulo Solmucci Júnior, presidente da entidade.
O comércio e os serviços geralmente são os últimos a demitir, mas o ajuste no mercado de trabalho desses setores tende a ser mais rápido e profundo, segundo economistas. "Não há perspectiva de recuperação em 2015 e 2016, até 2017. Enquanto houver retração de vagas formais, o ciclo vai piorar", aponta Vasconcellos.
Conheça a experiência de um restaurante que adotou tablets e usou recursos digitais para evitar fraudes, controlar estoques e eliminar desperdícios
Há 20 anos, o modelo tradicional de comércio passou por uma reformulação com a chegada do e-commerce. Ao longo dos anos, novas lojas virtuais surgiram, e grandes redes aderiram à modalidade.
O conforto e a praticidade do ambiente online seduzem muitos consumidores, que já não sabem lidar com as filas nos caixas, abordagens indesejadas, e a falta de informação de muitos vendedores.
Para não perder a força e a competitividade, o varejo físico podealiar tecnologia ao conteúdo para manter o cliente dentro da loja por mais tempo, e passar a sensação de modernidade.
Gerar interação, transmitir mensagens informativas e envolventes,trazer inovação, promover integração entre canais, e aportar valor ao consumidor. Essas são algumas das possibilidades de transmitir informação aos consumidores em cada momento de experiência de consumo, de acordo com Cristiane Osso, head de inteligência da Enox On-Life Network, uma empresa que se propõe a melhorar a experiência de consumidores no varejo.
Oferecer wi-fi como cortesia, ter um menu digital divulgando um cardápio, uma campanha, uma coleção, ou um lançamento; e transmitir alguma dica durante a jornada na loja física estão entre as alternativas citadas por Cristiane.
“O interessante é utilizar a tecnologia para criar experiências diferenciadas aos consumidores finais”, diz.
Reunir o melhor dos dois mundos, segundo Cristiane, é o caminho para se destacar, e entregar uma experiência física diferente da digital. Segundo afirma, as grandes redes de varejo estão atentas ao movimento e muitas já implantaram a integração dos canais para melhorar o potencial de vendas nesses ambientes.
TECNOLOGIA X MÃO-DE-OBRA
Quando Edilson Nascimento, 48 anos, sócio do Kensei Sushi Bar, decidiu instalar tablets em todas as mesas de seu novo restauranteoriental, ele não imaginava o retorno financeiro que isso lhe traria. O investimento em 50 tablets, servidor, equipamento para caixa, impressora fiscal e não fiscal, 7 impressoras, e um aplicativo consumiu R$ 50 mil.
“Queria algo inovador porque existe uma infinidade de restaurantes iguais ao meu. Queria um diferencial. Sabia dessa opção que já funciona muito bem nos EUA e Europa, e apostei.”
Em busca de agilidade e inovação, Nascimento abriu as portas em dezembro de 2013. No primeiro mês de funcionamento, o empresário percebeu que a quantidade de funcionários no salão (12), estava acima do que era preciso.
“Não imaginava que a presença dos tablets no salão seria tão funcional, e atraente. Logo, reduzi o número de funcionários para nove”, diz. “O tablet não tira férias, não pede aumento, nem fica doente. Contabilizando somente os custos dos funcionários que deixei de contratar já obtive uma economia de R$ 300 mil.”
O aparelho dá ao cliente total autonomia. Segundo Nascimento, o acesso ao cardápio completo – com fotos, descrição, e a possibilidade de adicionar observações e preferências se torna umalívio para muitos clientes, que muitas vezes se veem perdidos diante de tantos nomes de pratos diferentes.
“Além de deixar o cliente em uma situação desconfortável, pois nem todo mundo está familiarizado com esse universo a ponto de saber o nome dos pratos, o garçom perde muito tempo nesse tipo de atendimento presencial”, diz. Chamar o garçom, pagar a conta, e pedir o valet são outras opções que complementam o serviço.
Aos poucos, o dono do restaurante percebeu que além da redução de mão-de-obra, o sistema lhe permitia maior comodidade aos clientes, monitorar qualquer tipo de fraude no caixa, e evitar erros e desperdício.
“A margem de erro é quase zero. Só não é zero porque tem a intervenção humana, do contrário o sistema seria infalível. Às vezes o cliente esquece de uma observação, ou o próprio funcionário não se atenta a uma particularidade.”
CONTROLE DE ESTOQUE
Cerca de 95% da demanda do restaurante provêm do festival. Ou seja, a rotatividade de alimentos não é muito alta. Sem o aplicativo, a loja seria obrigada a seguir o método utilizado em outros estabelecimentos: os famosos combinados, que muitas vezes não agradam aos clientes, e vão direto para o lixo.
“Com esse programa, cada pessoa determina o ingrediente, e a quantidade. Assim, em vez mandar dez fatias de sashimi, mando a quantia solicitada. A sobra é muito menor, e o desperdício quase eliminado”, diz.
Outra vantagem apontada por Nascimento: com base no histórico de pedidos do aplicativo, ele consegue controlar melhor as compras com base na média de consumo. Assim, reduziu o estoque, e eliminou compras excessivas.

Clientes de operadoras de telefonia serão beneficiados, a partir desta quinta-feira (10), com a entrada das novas regras referentes ao atendimento de "combos", ao atendimento unificado presencial e aos estabelecimentos das prestadoras de serviço. As normas foram estabelecidas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e fazem parte do RGC, Regulamento Geral de Direitos do Consumidor.
A partir de agora, o atendimento de ofertas conjuntas, mais conhecidas como "combos", deverá acontecer em um canal comum para todos os serviços disponíveis no pacote que foi contratado pelo consumidor. Além disso, o setor de Atendimento Presencial deve estar apto a atender todos os serviços e modalidades prestadas pelo grupo dentro da região. O tempo de espera no atendimento não poderá passar de 30 minutos e dependerá da entrega de senhas.
De acordo com a Anatel, as operadoras de telefonia fixa ainda devem disponibilizar, segundo o artigo 40, ao menos um local de atendimento que possibilite ao consumidor registrar e encaminhar as suas demandas à prestadora.
O regulamento também obriga as empresas a oferecerem atendimento a todos os consumidores que forem aos estabelecimentos relacionados, como em quiosques de shoppings. O atendimento pode ser realizado em terminais eletrônicos ou por registros de protocolo.
Caso alguma regra seja descumprida, a agência irá multar as companhias em até R$ 50 milhões. As operadoras de pequeno porte, no entanto, possuem regras menos exigentes e mais flexíveis.
O monitoramento será feito por um Grupo de Implantação criado pela Anatel, que vai se certificar de que as novas regras sejam implantadas dentro do prazo previsto e adequadamente.
Em março de 2016, mais duas regras do RGC entrarão em vigor: o artigo 74, que implementa o campo "Mensagens importantes" junto com a cobrança mensal, e o artigo 80, que deve avisar o consumidor quando o seu consumo está se aproximando da franquia contratada. Empresas de pequeno porte não contarão com esta última regra.
A resolução completa pode ser vista aqui.

A Abisemi, Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores, fez uma avaliação do mercado do setor no país. O resultado mostrou que o fim do incentivo para a compra de smartphones, tablets e computadores, anunciado na semana passada pelo governo, pode prejudicar de maneira significativa o mercado de eletrônicos.
A pesquisa afirma que o setor será afetado com a queda de empregos, competitividade da indústria local, além de aumentar o retorno do mercado cinza. A medida ainda deve prejudicar a continuidade dos projetos de inclusão digital que são feitos no Brasil.
A associação diz que o encolhimento do PIB, juros crescentes e a elevação natural de preços vai diminuir ainda mais o consumo dos produtos eletrônicos, computadores, smartphones e tablets, principalmente em relação à instabilidade cambial.
"Por outro lado, este cenário tende a elevar o já altíssimo déficit na balança comercial do País, que atingiu US$ 6 bilhões em 2013 apenas com relação à importação de componentes semicondutores, e que chegou a US$ 36,3 bilhões no conjunto da indústria eletroeletrônica", comenta Rogério Jacomini Nunes, presidente da Abisemi.
A Medida Provisória 690 foi editada na semana passada pelo governo, suspendendo a isenção do PIS/Cofins incidente na compra de equipamentos de microeletrônica, como tablets, smartphones e computadores. A Abisemi diz que a Lei do Bem criou um ambiente propício para o investimento e para o desenvolvimento da indústria local e que, hoje em dia, já existem empresas brasileiras investindo fortemente tanto no desenvolvimento quanto na produção de semicondutores de alta tecnologia. Nunes afirma que, no entanto, "o esforço está sendo colocado em risco pelo Governo Federal".
A Abisemi tem como maior preocupação a velocidade na qual o governo altera as regras e princípios que foram construídos ao longo de vários anos. Em nota, a direção da entidade diz que em qualquer mercado com investimento necessita de normas claras e previsibilidade. "Caso contrário, a cadeia produtiva se enfraquece e prejudica sobremaneira a segurança (e, por tabela, a atratividade) para novos investimentos no Brasil", afirma.
Para evitar todos esses prejuízos, a associação diz considerar de extrema importância que o governo reverta a decisão de extinguir, ou ao menos diminuir, os benefícios relacionados ao setor de TI e microeletrônica que são estabelecidos pela Lei do Bem.
"Defendemos também que qualquer mudança nas regras tributárias do setor de informática e de microeletrônica somente ocorra após ampla discussão junto aos diferentes segmentos envolvidos, com vistas à preservação da indústria, dos empregos por ela gerados e dos avanços muitíssimo significativos obtidos com políticas positivas levadas a efeito nos últimos anos", finaliza o comunicado.
O grupo Palletways acaba de incorporar a Bulgária e a Roménia à sua rede. Esta incorporação consolida a Palletways como "a mais extensa de toda a Europa", somando actualmente 20 países, dos quais Portugal.
A Palletways gere 30.000 paletes por dia e prevê-se que o crescimento do seu volume internacional seja superior a 50% durante este ano.
Desde o início de 2015 a rede incorporou a Polónia, os Países Bálticos, a Bulgária e a Roménia, e prepara-se brevemente para aumentar a sua presença geográfica na Hungria, Suiça e países escandinavos.
Rachel Alpha, directora gerente da Palletways Europa GmbH, explica que "desde a sua integração na UE em 2007, a Roménia e a Bulgária converteram-se em importantes zonas para a distribuição de mercadoria paletizada. Naturalmente, vimos esta região como o seguinte passo lógico a dar nos nossos serviços pan-europeus".
Gregorio Hernando, director-geral da Palletways Iberia, também comentou que "a nossa expansão no Mar Negro abre novas oportunidades e novos mercados internacionais para a Palletways e para os nossos membros na Península Ibérica. Este desenvolvimento permitirá aos nossos clientes enviar a sua mercadoria a diversos países".
O Grupo Palletways conta com uma rede de mais de 400 membros repartida por toda a Europa, e que está formada por companhias de transporte e logística independentes, que operam em 12 hubs e em 20 países, incluindo Áustria, Bélgica, Bulgária, República Checa, Dinamarca, Estónia, França, Alemanha, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Holanda, Polónia, Portugal, Irlanda, Roménia, Espanha, Eslováquia e Reino Unido.
O Porto de Leixões foi seleccionado para uma lista restrita de 3 portos mundiais candidatos ao prémio Seatrade Cruise Awards na categoria de Melhor Porto do Ano. A lista final é composta pelo Porto de Leixões, pelo Porto de São Francisco (E.U.A) e pelo Porto de Amesterdão (Holanda).
Este é um dos mais prestigiados prémios na indústria mundial de cruzeiros que, nesta categoria, visa distinguir o porto que no último ano mais se destacou pelos investimentos realizados no sector dos cruzeiros e na promoção do turismo. O vencedor será anunciado hoje, 9 de Setembro, durante o jantar anual da CLIA (European Cruise Lines International Association) por ocasião da Seatrade Europe 2015 que começou e prolonga-se por dia 10 e 11 de Setembro em Hamburgo, na Alemanha.
Recentemente inaugurado, o novo Terminal de Cruzeiros é a mais recente aposta do Porto de Leixões na promoção do sector dos cruzeiros na Região Norte de Portugal, assumindo-se cada vez mais como um porto de cruzeiro.
http://eurotransporte.pt/noticia/1680/porto-de-leixoes-nomeado-para-premio-internacional/
En 100 países alrededor del mundo, las mujeres tienen prohibido realizar ciertos trabajos solo por ser mujeres. Más de 150 países tienen al menos una ley que discrimina contra las mujeres. Apenas 18 países están libres de toda ley discriminatoria contra las mujeres.
Esto es solo la punta del iceberg de barreras legales a las que se enfrentan las mujeres para alcanzar su máximo potencial económico. Una nueva investigación del Grupo del Banco Mundial del informe Mujeres, Negocios y la Ley 2016 muestra que en 32 países las mujeres no pueden solicitar un pasaporte de la misma manera que los hombres, o que en 18 países no pueden conseguir un empleo si sus esposos sienten que no será beneficioso para sus familias.Jordania e Irán están entre ellos.
En 59 países no existen leyes contra el acoso sexual en el trabajo. Myanmar, Uzbekistán y Armenia están entre los 46 países que carecen de protección legal contra la violencia doméstica. En resumen, la lectura del informe es deprimente si a uno le preocupa la inclusión y la erradicación de la pobreza.
Los países cuyas leyes discriminan a la mujer y no promueven la igualdad de género sufren en materia económica. Investigaciones previas indican que la brecha de género en capacidad emprendedora y participación laboral deriva en pérdidas de ingreso que se estiman del 27 por ciento en Medio Oriente y África septentrional (i), 19 por ciento en Asia meridional (i), 14 por ciento en América Latina y el Caribe y 10 por ciento en Europa (i). Estas son pérdidas que muchos de estos países no pueden permitirse, en particular aquellos que enfrentan niveles elevados de pobreza.
También hay buenas noticias: países como Bangladesh están fomentando la participación femenina en la fuerza laboral. Si mantienen el rumbo, su fuerza laboral femenina crecerá de 34 a 82 por ciento en la próxima década, agregando 1,8 puntos porcentuales a su PIB. En la década de 1990 muy pocos países tenían leyes que protegían a las mujeres de la violencia; ahora 127 las tienen, aunque sea parcialmente, ya que el mundo tiene más conciencia del costo humano y económico del maltrato a la mujer.
Cuando se les permite a las mujeres trabajar en una profesión de su elección, cuando tienen acceso a servicios financieros y cuando están protegidas, por ley, de la violencia doméstica, no solo se encuentran empoderadas económicamente, sino que viven más. Cuanta más influencia tengan sobre el ingreso del hogar y cuanto más participen de la economía, cuanto mayor será la cantidad de jovencitas que asisten a la escuela secundaria y los beneficios para sus hijos, comunidades y países. De hecho, cada año adicional de escuela primaria eleva el salario ulterior de una joven de 10 a 20 por ciento, mientras que un año adicional de escuela secundaria lo hace entre 15 y 25 por ciento.
Los críticos argumentarán que algunos países con leyes específicas de género tienen muy poca capacidad de hacerlas cumplir. Si bien esto es cierto, tener un mayor número de leyes de igualdad de género se asocia a un mejor estado de derecho. Las cortes especializadas en casos de violencia de género pueden ayudar a brindar una acción judicial efectiva. En Brasil (i), la Ley María da Penha estableció la creación de juzgados para la violencia doméstica y familiar.
Montadora alemã espera que a venda de caminhões em outras regiões compense a retração da demanda no Brasil. Executivo afirma que crise foi produzida internamente e que "escândalos paralisam tudo".
A montadora alemã Daimler prevê uma crise de longo prazo para seus negócios no setor de caminhões no Brasil. "Não espero nenhuma recuperação significativa nos próximos anos", disse Wolfgang Bernhard, membro do Conselho Administrativo da empresa, nesta quinta-feira (10/09).
Bernhard acredita que a situação vá ficar ainda pior até que o Brasil comece a se recuperar. Para ele, o país sofre de uma crise produzida internamente, e a grande questão é se o governo vai recuperar a capacidade de ação. "Os escândalos paralisam tudo", afirmou.
Segundo o executivo, grandes projetos de infraestrutura foram afetados, e, como resultado, a montadora verifica uma queda na demanda por caminhões. No primeiro semestre deste ano, a retração chegou a 44%.
Devido à crise de vendas, a Daimler, que produz caminhões da marca Mercedes fez um acordo com os representantes dos trabalhadores para a redução de horas de trabalho e pagamento proporcional na fábrica de São Bernardo do Campo, que tem 10 mil funcionários. Assim, a montadora com sede em Stuttgart evitou a demissão de 1,5 mil trabalhadores.
Bernhard acredita que provavelmente o mercado brasileiro leve três anos para se reaquecer. Também na China, o mercado está em retração, porque o governo não está implementando grandes projetos de infraestrutura no momento, disse. A expectativa é de que a demanda por caminhões caia de 30% a 40% no país.
Embora não existam sinais de melhoria no curto prazo no Brasil e na China, o mercado está favorável à Daimler nos Estados Unidos e na Europa. A líder mundial de caminhões prevê crescimento de 15% nos mercados europeu e americano neste ano e espera, assim, compensar as perdas em outros países.
Área exclusiva de 1.560 m², dentro do Teca do aeroporto, deve ser entregue em fevereiro de 2016
Seis meses depois da assinatura da parceria para a construção do primeiro terminal de alta segurança para cargas de alto valor, a Brink’s e o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), anunciaram nesta semana o início das obras do projeto. A previsão é que o terminal comece a operar em fevereiro de 2016.
A área exclusiva de 1.560 m², localizada dentro do Terminal de Cargas (Teca) do aeroporto será destinada a abrigar a estrutura de segurança especial para cargas de alto valor. O local contará com toda a infraestrutura física e tecnológica de segurança utilizada em operações similares nos mais importantes aeroportos de todo o mundo, incluindo área especial com temperatura controlada, para abrigar produtos farmacêuticos e outros que demandem esse ambiente.
O terminal de alta segurança de Viracopos será construído e operado pela Brink’s, que já atua nesse segmento em vários países, garantindo o adequado gerenciamento logístico das cargas de alto valor. Com a implantação da filial Brink’s Viracopos, os órgãos anuentes passarão a ter mais uma área de conferência segregada, completando o ciclo de segurança da carga.
Ampliação do cais e modernização dos equipamentos permite o recebimento de embarcações cada vez maiores
O aumento na capacidade operacional do TCP fica evidente quando comparadas as características dos navios que já passaram pelo terminal. O MV MOL Columbus, primeira embarcação operada, possuía 345 metros de comprimento, 32 metros de boca e tinha capacidade para 3.000 TEUs. Já o MV MSC Naomi apresenta 300 metros de comprimento, 48 metros de boca e conta com capacidade para transportar 8.800 TEUs.
“Para acompanhar a tendência mundial por navios cada vez maiores, o TCP investiu em constantes melhorias. Nos últimos anos, os investimentos foram intensificados com a ampliação do cais de atracação, que hoje conta com 879 metros, além da aquisição de modernos equipamentos como portêineres e transtêineres”, destaca Juarez Moraes e Silva, diretor-superintendente Comercial do TCP. Hoje, o terminal está apto a receber, simultaneamente, até três navios de grande porte.
Os constantes investimentos também resultaram em um maior número de operações anuais de navios. Entre os meses de julho de 2002 e julho de 2003 foram registrados 577 navios atracados no terminal. Já entre julho de 2014 e julho de 2015, o número saltou para 838 embarcações.
Nos próximos anos o terminal colocará em prática um novo plano de investimentos de R$ 1,1 bilhão, que vai aumentar ainda mais suas capacidades técnica e operacional.
A NASA, agência espacial dos Estados Unidos, vem trabalhando já há algum tempo na pesquisa de materiais que se autorregeneram. A mais recente novidade do setor vem direto do Centro de Pesquisa de Langley, onde cientistas da agência estão testando um material capaz de se curar sozinho em menos de um segundo.
De acordo com o TechCrunch, a pesquisa é levada em conjunto pela NASA e por um estudante associado da Universidade de Michigan. Segundo a agência, a autocura funciona como a regeneração da pele após uma ferida, porém é um processo muito mais rápido do que o natural em um tecido humano.
A ideia é que o material seja capaz de se restaurar sozinho após ser atingido por balas ou mesmo por detritos espaciais — servindo como revestimento para espaçonaves e aeronaves. Ele é composto de polímeros orgânicos que respondem de maneira imediata sempre que algo o atinge. E, de fato, vale reiterar: a recuperação termina em menos de um segundo.
Os testes que vêm sendo realizados pela NASA envolvem, justamente, a realização de disparos de armas de fogo contra uma superfície composta por este material. Ele nada mais é do que um líquido especial revestido por material sólido. Quando o revestimento é perfurado, o líquido vaza e solidifica ao entrar em contato com oxigênio.
Além disso, após ser atingido, todo o composto permanece intacto. Isso acontece graças ao polímero, que responde ao calor e age rapidamente para reparar o dano em menos de um segundo. Logicamente que danos de maiores proporções devem consumir mais tempo, porém, vale lembrar que o produto ainda está em fase de testes.
É comum que pesquisas espaciais e militares venham, um dia, servir a humanidade de maneira útil e prática em seu dia a dia. A NASA aposta que sua recente descoberta pode seguir o mesmo caminho, com materiais que se autorregeneram sendo aplicados no cotidiano de seres humanos comuns.
Talvez um dia vejamos materiais como estes aplicados em latarias de veículos, pneus e outros equipamentos em que a autorregeneração possa ser aplicada. Contudo, a agência espacial estadunidense reconhece que as pesquisas ainda estão em fases iniciais e há muito o que fazer para aprimorar o funcionamento desta nova tecnologia.
O funcionamento do comércio internacional é sutil, com custos invisíveis e também visíveis
Em artigo recente da New York Times Magazine, Adam Davidson discorre sobre as práticas comerciais documentadas nos arquivos encontrados em Kanesh, um sítio arqueológico da Turquia moderna, e diz que o volume de comércio entre Kanesh e seus vários parceiros comerciais parece caber em uma "equação de gravidade": o comércio entre suas economias regionais é aproximadamente proporcional ao produto do seu produto interno bruto e está inversamente relacionado à distância. Ótimo.
Contudo, o que a aplicação aparentemente universal da equação da gravidade nos diz? Em seu artigo (leia aqui) Davidson afirma que ela é uma indicação de que a política não pode fazer muita coisa na hora de dizer como o comércio deve funcionar. Não é o que eu diria, e não é também o que diz quem estudou de perto o assunto.
O que eu penso é o seguinte: imagine duas cidades com o mesmo PIB per capita (vamos admitir esse pressuposto por enquanto). As cidades farão comércio entre si se os residentes da Cidade A encontrarem as coisas de que necessitam sendo vendidas pelos moradores da cidade B, e vice-versa.
Portanto, qual a possibilidade de que um morador da Cidade A encontre um morador da Cidade B que tenha algo que ele deseje? Se aplicarmos o que um dos meus velhos professores costumava chamar de "princípio da razão insignificante", um palpite inicial razoável seria o de que a probabilidade é proporcional ao número de vendedores em potencial — isto é, a população da Cidade B.
E quantos serão os compradores que desejam fazer uma aquisição? Novamente, aplicando o princípio da razão insignificante, um bom palpite é que esse número é proporcional ao número de compradores em potencial — isto é, a população da Cidade A. Portanto, mantendo-se iguais as demais coisas, é de se esperar que as exportações da Cidade B para a Cidade A sejam proporcionais ao produto de suas respectivas populações.
Mas, e se o PIB per capita não for o mesmo? Podemos imaginar uma situação em que a população "de fato" aumentou, tanto no que diz respeito aos produtores quanto aos consumidores. Portanto, a atração agora é o produto dos PIBs.
Existe alguma coisa de surpreendente no fato de que essa relação funciona tão bem? Mais ou menos. Antes de 1980, a teoria tradicional do comércio rezava que os países deviam se especializar segundo fossem suas vantagens comparativas — por exemplo, a Inglaterra devia fabricar tecidos; Portugal, vinho.
Esses modelos mostram o quanto o comércio dos países deveria estar voltado para o que havia de semelhante, ou não, entre eles. Os exportadores de tecidos deveriam intensificar seu comércio com os exportadores de vinho e diminuir o comércio entre si. Na verdade, porém, não há sinal algum de um efeito desse tipo: mesmo os países aparentemente semelhantes fazem tanto comércio quanto a equação da gravidade diz que deveriam fazer.
Há tempos os modelos de comércio calibrados lidam com essa realidade — de forma um tanto inadequada — recorrendo à "suposição de Armington", que parte simplesmente do princípio segundo o qual um mesmo bem de diferentes países é visto pelo consumidor como produto diferenciado — uma banana, por exemplo, não é apenas uma banana, é uma banana do Equador ou de Santa Lúcia, as quais são substitutos imperfeitos.
Uma nova teoria do comércio introduzida por nós e por outros na década de 1980 — ou, conforme alguns preferem, uma "velha nova teoria do comércio" — foi um pouco além disso ao acrescentar a concorrência monopolística e os retornos crescentes para explicar por que até mesmo países similares fazem produtos diferentes.
Há ainda um enigma no que diz respeito ao efeito da distância e das fronteiras, ambos os quais parecem maiores do que os custos concretos podem explicar. O trabalho prossegue.
Tudo isso, em algum momento, aponta para a insignificância da política comercial? De modo algum. As mudanças na política comercial têm, é claro, efeitos óbvios sobre o volume de comércio dos países. O gráfico mostra o que aconteceu quando o México se abriu para o comércio, no fim dos anos 80, em comparação com o que aconteceu ao Canadá, que sempre esteve muito aberto o tempo todo — e que, a exemplo do México, faz comércio principalmente com os EUA.
Portanto, o que nos diz a gravidade? Que essa simples vantagem comparativa ricardiana está evidentemente incompleta; e que o funcionamento do comércio internacional é mais sutil, com custos invisíveis e também visíveis. Isso não é pouco, mas não é também nada muito preocupante. Os modelos de gravidade são muito úteis como parâmetros para avaliação de outros efeitos.
Brasília – A balança comercial da segunda semana de setembro de 2015, com quatro dias úteis, registrou superávit de US$ 888 milhões, resultado de exportações de US$ 3,246 bilhões e de importações de US$ 2,358 bilhões. Na semana, foi registrada a exportação da plataforma de petróleo P-67, no valor de US$ 394 milhões, para a China.
No ano, as exportações totalizaram US$ 134,759 bilhões e as importações US$ 126,015 bilhões, o que gerou um superávit US$ 8,744 bilhões. Os dados foram divulgados hoje (14) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Na semana, a média diária das exportações somou US$ 811,5 milhões, valor 2,5% acima da média diária de US$ 791,5 milhões da primeira semana do mês. O resultado foi consequência do aumento nas exportações de produtos manufaturados (25,5%) – especialmente uma plataforma para extração de petróleo, aviões, laminados planos, polímeros plásticos, veículos de carga e óleos combustíveis.
Por outro lado, caíram as vendas de semimanufaturados (-33,9%) – destaque para açúcar em bruto, couros e peles, celulose, óleo de soja em bruto, ouro em forma semimanufaturada –, e básicos (-4,3%), por conta de soja em grão, minério de ferro, carne de frango e suína, café em grão, milho em grão.
A média diária das exportações até a segunda semana de setembro deste ano (US$ 801,5 milhões) registrou alta de 8,7% no comparativo com o resultado de agosto de 2015 (US$ 737,4 milhões) em virtude do aumento nas vendas de produtos: manufaturados (22,7%) e básicos (1,8%). Entretanto, houve queda nas vendas de semimanufaturados (-5,2%). Já no comparativo com setembro do ano passado (média diária de US$ 891,6 milhões), houve retração de 10,1%.
Do lado das importações, houve retração de 9,7% no comparativo entre a média da segunda semana (US$ 589,5 milhões) e a média da primeira semana de setembro (US$ 653 milhões), explicada, principalmente, pela queda nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, veículos automóveis e partes, produtos químicos orgânicos e inorgânicos, adubos e fertilizantes e farmacêuticos.
Nas importações, a média diária até a segunda semana de setembro de 2015, ante a média diária do mês passado, registrou crescimento de 2%, pelos aumentos de desembarques de adubos e fertilizantes (+41,5%), farmacêuticos (+36,7%), instrumentos de ótica e precisão (+12,9%) e produtos químicos orgânicos e inorgânicos (+6,1%).
Na comparação com a média diária de setembro de 2014 (US$ 934,5 milhões), houve redução de 33,5% em virtude de gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (-76,4%), siderúrgicos (-40,3%), aparelhos eletroeletrônicos (-29,8%), veículos automóveis e partes (-28,7%) e equipamentos mecânicos (-24%).
Ano
Até a segunda semana de setembro, as exportações totalizaram US$ 134,759 bilhões e as importações, US$ 126,015 bilhões, gerando um superávit US$ 8,744 bilhões. As exportações acumularam média diária de US$ 774,5 milhões, valor 16,2% menor que o verificado no mesmo período de 2014 (US$ 924,7 milhões).
As importações apresentaram desempenho médio diário US$ 724,2 milhões, 21,9% abaixo do registrado no mesmo período de 2014 (US$ 927,6 milhões). No ano, a corrente de comércio soma US$ 260,774 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 1,498 bilhão. O valor é 19,1% menor que o verificado em 2014 (US$ 1,852 bilhão).