Fwd: MST Informa: Solidariedade aos indígenas em luta no Mato Grosso do Sul

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jose w guajajara

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Jun 10, 2013, 8:16:10 AM6/10/13
to poslatosen...@yahoogrupos.com.br, uzeenga...@googlegroups.com


--- Em sáb, 8/6/13, Kena Urrestarazu <kena...@gmail.com> escreveu:

De: Kena Urrestarazu <kena...@gmail.com>
Assunto: Fwd: MST Informa: Solidariedade aos indígenas em luta no Mato Grosso do Sul
Para: "Ricardo Marcianesi" <rmarc...@ibest.com.br>
Data: Sábado, 8 de Junho de 2013, 21:06

Car@s Tod@s, creio que é importante ter acesso ao entendimento sobre o que está em jogo na situação no Mato Grosso do Sul, desde uma perspectiva de quem vivencia a resistência sem trégua aos embates propinados pelo agronegócio e outros negócios correlatos, e que castiga e se espalha pelo hemisfério sul em detrimento dos territórios ocupados pela população produtora de riqueza material e imaterial, e empobrecida pela prática econômica predadora do Capital Transnacional ...

---------- Forwarded message ----------
From: Letraviva <letr...@mst.org.br>
Date: 2013/6/7
Subject: MST Informa: Solidariedade aos indígenas em luta no Mato Grosso do Sul
To: kena...@gmail.com


SOLIDARIEDADE AOS INDÍGENAS EM LUTA NO MATO GROSSO DO SUL

 

O MST manifesta solidariedade aos indígenas que lutam no Mato Grosso do Sul em defesa dos seus territórios e contra a apropriação das terras pelo agronegócio.

O Estado brasileiro, com a decisão de expulsar os indígenas da fazenda Buriti e a ação da Polícia Federal para fazer a reintegração de posse no município de Sidrolândia, age para defender o direito dos fazendeiros, em vez de cumprir o que está previsto na Constituição.

O governo federal prioriza o atendimento dos interesses do agronegócio, que ameaça a vida dos camponeses, indígenas, quilombolas e povos tradicionais. A omissão diante da morte dos indígenas em luta revela a falta de sensibilidade das autoridades.

O agronegócio, enquanto modelo dominante de organização da agricultura e do meio rural no Brasil, é sustentado na aliança dos fazendeiros capitalistas com empresas transnacionais, que avançam para controlar as nossas terras e a produção agropecuária.

As políticas implementadas para fortalecer as empresas do agronegócio aprofundam os problemas históricos do nosso país, como a concentração de terra, a desigualdade social, a violência contra os povos que vivem do cultivo da terra e a subordinação econômica aos interesses do capital internacional.

Por isso, a consolidação desse modelo não representa desenvolvimento, mas a dilapidação das bases econômicas do Brasil para a organização da agricultura dentro de um modelo que atenda as necessidades do povo brasileiro no campo e nas cidades.

Para alcançar seus objetivos e realizar seus interesses econômicos, os latifundiários capitalizados pela grande burguesia financeira e internacional atuam para impedir os cumprimentos das leis que determinam a reforma agrária, a demarcação de territórios indígenas e a titulação de áreas quilombolas.

Com sua força no Congresso Nacional, paralelamente o agronegócio faz uma movimentação para mudar essas leis, “legalizando” o descumprimento da Constituição. Com isso, fazem uma campanha ideológica para desmoralizar os órgãos responsáveis pelo cumprimento dessas leis

Um dos exemplos mais representativos dessa estratégia foi a discussão em torno do Código Florestal. Os ruralistas, que descumpriam a lei que determinava a manutenção de reserva legal e das áreas de preservação permanente, fizeram antecipadamente um movimento para descredibilizar a legislação ambiental (que não corresponderia às necessidades econômicas do país) e a atuação do Ibama (que seria politizado). Logo depois, passaram a fazer pressão pela modificação da lei e pelo perdão às dívidas aplicadas pelo desmatamento.

O agronegócio repete a mesma fórmula para transformar em letra morta o artigo 231 da Constituição brasileira: “As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes”.

Os indígenas, assim como os sem-terra, os quilombolas e as florestas, representam um obstáculo para a expansão e consolidação de um modelo de produção agrícola, que concentra a terra para produzir monoculturas valorizadas no mercado para exportação, coloca nosso território e agricultura sob controle do capital internacional, expulsa a população do meio rural, destrói o meio ambiente e envenena as lavouras, lençóis freáticos e rios com a utilização excessiva de agrotóxicos.

Os movimentos de luta pela reforma agrária, a resistência dos indígenas e quilombolas e camponeses e os setores preocupados com a preservação do meio ambiente fazem campanhas e lutas em defesa dos interesses da sociedade brasileira. No entanto, não temos força suficiente para enfrentar a ofensiva do capital na agricultura.

Apenas com a organização e mobilização do conjunto da sociedade, especialmente da classe trabalhadora, será possível derrotar os responsáveis pelas mortes dos que lutam no campo, pela desnacionalização das nossas terras e pela submissão da nossa economia aos interesses do capital financeiro internacional.

Vamos intensificar as nossas mobilizações e realizar atividades por todo o país, em solidariedade aos povos indígenas em luta e, dessa forma, pavimentar na prática a unidade das forças progressistas em torno de um novo modelo de organização da agricultura e por mudanças estruturais no Brasil.

SECRETARIA NACIONAL DO MST

Leia nota da Via Campesina: Estado é o culpado pelos conflitos por terra

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Sonia Ortiz

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Jun 11, 2013, 11:49:16 AM6/11/13
to uzeengaruirahu
Quantas vezes eu posto o relatório figueiredo, quantas vezes ele some sem deixar vestígeos. Acho que tenho um vírus setetivo aqui.. então , se alguém tem, poste no face de novo.. Devemos postar toda  hora. Bjs


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