![]()
SOLIDARIEDADE AOS
INDÍGENAS EM LUTA NO MATO GROSSO DO SUL
O MST manifesta solidariedade
aos indígenas que lutam no Mato Grosso do Sul em
defesa dos seus territórios e contra a
apropriação das terras pelo
agronegócio.
O Estado brasileiro, com a decisão de expulsar os
indígenas da fazenda Buriti e a ação da
Polícia Federal para fazer a
reintegração de posse no município de
Sidrolândia, age para defender o direito dos
fazendeiros, em vez de cumprir o que está previsto na
Constituição.
O governo federal prioriza o atendimento dos interesses do
agronegócio, que ameaça a vida dos camponeses,
indígenas, quilombolas e povos tradicionais. A
omissão diante da morte dos indígenas em luta
revela a falta de sensibilidade das autoridades.
O agronegócio, enquanto modelo dominante de
organização da agricultura e do meio rural no
Brasil, é sustentado na aliança dos
fazendeiros capitalistas com empresas transnacionais, que
avançam para controlar as nossas terras e a
produção agropecuária.
As políticas implementadas para fortalecer as
empresas do agronegócio aprofundam os problemas
históricos do nosso país, como a
concentração de terra, a desigualdade social,
a violência contra os povos que vivem do cultivo da
terra e a subordinação econômica aos
interesses do capital internacional.
Por isso, a consolidação desse modelo
não representa desenvolvimento, mas a
dilapidação das bases econômicas do
Brasil para a organização da agricultura
dentro de um modelo que atenda as necessidades do povo
brasileiro no campo e nas cidades.
Para alcançar seus objetivos e realizar seus
interesses econômicos, os latifundiários
capitalizados pela grande burguesia financeira e
internacional atuam para impedir os cumprimentos das leis
que determinam a reforma agrária, a
demarcação de territórios
indígenas e a titulação de áreas
quilombolas.
Com sua força no Congresso Nacional, paralelamente o
agronegócio faz uma movimentação para
mudar essas leis, “legalizando” o descumprimento
da Constituição. Com isso, fazem uma campanha
ideológica para desmoralizar os órgãos
responsáveis pelo cumprimento dessas leis
Um dos exemplos mais representativos dessa estratégia
foi a discussão em torno do Código Florestal.
Os ruralistas, que descumpriam a lei que determinava a
manutenção de reserva legal e das áreas
de preservação permanente, fizeram
antecipadamente um movimento para descredibilizar a
legislação ambiental (que não
corresponderia às necessidades econômicas do
país) e a atuação do Ibama (que seria
politizado). Logo depois, passaram a fazer pressão
pela modificação da lei e pelo perdão
às dívidas aplicadas pelo desmatamento.
O agronegócio repete a mesma fórmula para
transformar em letra morta o artigo 231 da
Constituição brasileira: “As terras
tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a
sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das
riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas
existentes”.
Os indígenas, assim como os sem-terra, os quilombolas
e as florestas, representam um obstáculo para a
expansão e consolidação de um modelo de
produção agrícola, que concentra a
terra para produzir monoculturas valorizadas no mercado para
exportação, coloca nosso território e
agricultura sob controle do capital internacional, expulsa a
população do meio rural, destrói o meio
ambiente e envenena as lavouras, lençóis
freáticos e rios com a utilização
excessiva de agrotóxicos.
Os movimentos de luta pela reforma agrária, a
resistência dos indígenas e quilombolas e
camponeses e os setores preocupados com a
preservação do meio ambiente fazem campanhas e
lutas em defesa dos interesses da sociedade brasileira. No
entanto, não temos força suficiente para
enfrentar a ofensiva do capital na agricultura.
Apenas com a organização e
mobilização do conjunto da sociedade,
especialmente da classe trabalhadora, será
possível derrotar os responsáveis pelas mortes
dos que lutam no campo, pela desnacionalização
das nossas terras e pela submissão da nossa economia
aos interesses do capital financeiro internacional.
Vamos intensificar as nossas mobilizações e
realizar atividades por todo o país, em solidariedade
aos povos indígenas em luta e, dessa forma,
pavimentar na prática a unidade das forças
progressistas em torno de um novo modelo de
organização da agricultura e por
mudanças estruturais no Brasil.
SECRETARIA NACIONAL DO
MST
Leia nota da Via Campesina: Estado
é o culpado pelos conflitos por terra
---
ACESSE WWW.MST.ORG.BR
SIGA-NOS NO TWITTER @MST_OFICIAL
CURTA A NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK
---
INDIQUE O MST INFORMA PARA UM AMIGO OU AMIGA!
Cadastre-se por meio de letr...@mst.org.br
Para sair da lista, envie um e-mail para
letr...@mst.org.br com a palavra SAIR no
assunto
