Motivados pela possibilidade de criar uma embarcação que não poluísse
o meio ambiente, alunos da Universidade Federal de SC (UFSC) criaram um
barco movido a energia solar. No primeiro ano, a turma foi campeã do
Desafio Solar Brasil. No segundo, participaram de uma competição na
Holanda e sagraram-se o melhor grupo novato não europeu.
A
equipe Vento Sul, inspirada em uma palestra na universidade, em abril de
2009, resolveu criar o Catamarã. A intenção era mostrar que um barco
elétrico é viável, não polui e não precisa de manutenção constante. As
placas fotoelétricas recebem a luz, repassam a um controlador de carga,
que distribui ao motor e à bateria. Quando não há sol, o motor usa a
energia armazenada na bateria.
O primeiro projeto, de fibra de
vidro, material considerado pesado, participou e venceu o Desafio Solar
Brasil, competição que aconteceu em Paraty (RJ), em julho do mesmo ano.
Com o fim do ano letivo de 2009, alguns alunos se formaram e a equipe
foi reformulada. Junto com novos integrantes, vieram novas ideias e uma
outra embarcação foi construída. Com custo de R$ 60 mil, financiados por
empresas, veio o Guarapuvu.
Consagração no maior evento mundial do setor
—
Precisávamos de um barco superior. Investimos em todas as tecnologias
possíveis, trocamos o material da carcaça, que agora é de fibra de
carbono, muito mais leve — conta Tássio Simioni, estudante de Engenharia
Química, coordenador da equipe.
Com a criação, o grupo de 20
estudantes estava pronto para participar do Frisian Solar Challenge, a
competição mundial de barcos solares, que aconteceu em julho, na
Holanda. Na seleção, dividida por classes, a equipe Vento Sul ficou na
17a posição entre 26, mas ganhou destaque como embarcação mais leve e a
melhor equipe novata não europeia.
— Tivemos problemas técnicos
por falta de testes, o que comprometeu a classificação. Mas ganhamos
elogios, por aplicar técnicas diferenciadas.