Servidor declara greve de fome pela URP
Marcelo Parise parou de comer às 8h30 desta quinta-feira e
está acampado na praça Chico Mendes. Decisão foi anunciada
em assembleia
Francisco Brasileiro - Da Secretaria de Comunicação da UnB
http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=3856
Sob uma faixa “Greve de fome contra a redução de 1/4 do
salário” o servidor Marcelo Parise, do Instituto de
Física, permanece sentado na praça Chico Mendes. A decisão
foi anunciada durante assembleia do Sindicato dos
Trabalhadores Fundação Universidade de Brasília (Sintfub),
nesta quinta-feira, 9 de setembro. Parise garante que
permanecerá sem se alimentar até o pagamento da URP, valor
correspondente a 26,05% do salário dos servidores. A
última refeição dele foi às 8h30.
Parise ficará acampado na praça Chico Mendes, local que
julga ideal para realizar o ato pela grande circulação de
pessoas. “Aqui a comunidade pode ver que eu realmente não
estou comendo”, disse ele durante a reunião. Membros do
Comando de Greve defendem, contudo, que o protesto deve
ser feito na reitoria da UnB. “Lá é o coração da
Universidade e onde vai chamar mais atenção”, defende o
servidor Mauro Mendes.
Preocupados com a saúde do servidor, os grevistas
providenciaram apoio médico para Parise. “Temos que dar
apoio ao companheiro, garantido inclusive assistência
psicológica”, afirmou Maurício Sabino, membro da Comissão
de Imprensa do Comando de Greve. Para Cosmo Balbino,
coordenador-geral do Sintfub, “é preciso deixar claro que
a greve de fome é uma iniciativa pessoal”.
Para José Wagner, advogado do Sintfub, a ação do servidor
não será usada contra o movimento. “A greve de fome
representa a própria dificuldade de se manter que os
servidores estão passando”.
UNIDADE - A palavra de ordem na assembleia foi a
manutenção da unidade. Os servidores defenderam que a
coesão do movimento não pode ser quebrada, mesmo que
alguns estejam conquistando liminares favoráveis em
processos individuais, como uma servidora que conquistou
recentemente o direito à URP na Justiça. José Wagner
acredita que os caminhos individuais não levarão ao
resultado favorável. “Quem vai julgar esses processos vai
ser o Tribunal Regional Federal (TRF), o mesmo que julgou
contra nós”, observou o advogado.
O servidor Mauro Mendes, por outro lado, ressalta que o
resultado da ação mostra que “o movimento está correto e
nossa luta é legítima”.
A greve dos servidores completou 178 dias nesta
quinta-feira sem perspectivas para terminar. O Comando de
Greve busca alternativas para manter vivo o movimento até
uma resposta da Ministra Carmem Lúcia, do Supremo Tribunal
Federal, sobre o processo que pede o pagamento da URP aos
técnicos até o julgamento do mérito na corte.
Durante a tarde, o Comando de Greve se reuniu com o
presidente da Central Única dos Trabalhadores do Distrito
Federal (CUT-DF), José Eudes, para pedir apoio nas
negociações pelo pagamento da URP. A próxima assembleia da
categoria está marcada para a próxima terça-feira, 14 de
setembro.
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ianni em riseup.net
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Se a revolução pela qual estamos lutando é antropocêntrica, não me enxergo lutando ao lado de vocês, a liberdade em que vocês tanto falam é uma farsa.