camila salazar
unread,May 9, 2012, 9:15:34 AM5/9/12Sign in to reply to author
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to turmainfinito
Pessoal, bom dia!
Acabo de ler essa notícia e gostaria de compartilhar com vocês.
O caminho para a felicidade- Economista discute modelo econômico
incomum no Butão
O modelo econômico do Butão, na Ásia, promete chamar atenção na Rio
+20. Tuo por causa de uma meta política incomum: a felicidade da
população. Segundo o economista alemão Johannes Hirata, professor da
Escola Superior de Economia Osnabruck e autor do livro “Happiness,
Etchics and Economics”, o Butão é pioneiro de um movimento sobre novos
critérios para a avaliação do progresso.
A matéria fala que a avaliação do progresso de um país não pode ser
apenas baseado nos avanços da economia, ou seja, a riqueza não é um
fator decisivo para avaliar o bem estar da sociedade. Obviamente, a
prosperidade econômica é importante, mas não é tudo. ( aleluia, olha a
luz tranformando a cultura!)
Aliás, o Rio + 20 está chegando aí, poderíamos compartilhar notícias e
formar um arquivo dos Johvens, revolucioários de Meishu Sama, com
noticias quentinhas sobre iniciativas maravilhosas!
Segue a entrevista na íntegra!
BERLIM - O modelo econômico do Butão, na Ásia, promete chamar atenção
na Rio+20. Tudo por causa de uma meta política incomum: a felicidade
da população. Segundo o economista alemão Johannes Hirata, professor
da Escola Superior de Economia de Osnabrück e autor do livro
“Happiness, Ethics and Economics”, o Butão é pioneiro de um movimento
sobre novos critérios de avaliação do progresso. Em entrevista ao
Globo, Hirata disse que a Rio+20 deve acenar com novos caminhos de
crescimento.
O Globo: O Butão vai apresentar um novo modelo econômico na Rio+20. Na
sua opinião, isto significa que esse pequeno país encravado nos
Himalaias atingiu sua meta de prosperidade através da felicidade dos
seus cidadãos?
Johannes Hirata: Certamente a meta ainda não foi atingida. Trata-se de
um longo caminho e nem tudo é perfeito no Butão. A população ainda não
tem uma participação plena no processo democrático, por exemplo. Mas
mesmo assim o Butão, que é um país pobre, está a caminho de uma
verdadeira revolução no sentido de melhorar a qualidade de vida da sua
população. O plano prevê a realização da meta da felicidade até o ano
de 2014. Na conferência do Rio, os representantes do Butão deverão
expor o que têm feito até agora e o que planejam ainda fazer. O que
não significa que o governo obrigue todo mundo a ser feliz, mas que a
sua política tem como objetivo central aumentar o grau de satisfação
da população.
O Globo: Nos anos 90 já se apontava o Indice de Desenvolvimento Humano
(IDH) como um critério mais importante para a avaliação da
prosperidade do que o Produto Interno Bruto (PIB). Por que até agora
as discussões sobre o assunto têm sido tão lentas?
Hirata: Uma mudança de conscientização do mundo é um processo que só
pode acontecer ao longo de décadas. Eu me lembro da Conferência do Rio
de 1992. Muita gente criticou dizendo que o evento não trazia medidas
concretas. Mas hoje, 20 anos depois, podemos avaliar como a cúpula do
Rio mudou o mundo. Foi a partir desse megaencontro que os países
começaram a admitir que a Terra não era uma fonte interminável de
recursos, ideia que predominava até os anos 70. O processo de
conscientização de que os recursos, os alimentos, a água, os minerais,
tudo é limitado, surgiu aos poucos e adquiriu contornos mais concretos
com a Rio-92.
O Globo: No caso do Butão, a felicidade da população de fato ajuda a
melhorar seu padrão de vida?
Hirata: Eu passei dois meses no Butão e pude registrar durante a minha
estadia, para uma pesquisa sobre o assunto, que a população
participava ativamente, muito interessada no programa. Como explico no
meu livro, isto não significa que a prosperidade econômica deixe de
ser meta. Apenas que o crescimento econômico não é tudo e que a
qualidade de vida e diversos fatores que contribuem para a felicidade
das pessoas são igualmente importantes. Um outro exemplo é o da Costa
Rica, que tem apenas um terço da renda econômica per capita dos
Estados Unidos, mas assim mesmo uma alta qualidade de vida e um índice
de satisfação da população muito maior.
O Globo: O Prêmio Nobel de Economia de 2002 Daniel Kahnemann afirmou
que as pessoas $ão mais satisfeitas quando têm uma renda maior, mas
quando a renda é maior aumentam também as suas aspirações. Até que
ponto o dinheiro é importante para o bem-estar do cidadão?
Hirata: Temos uma tabela que indica que o dinheiro é importante para o
bem-estar até um certo limite. Quando a renda de uma pessoa aumenta, é
maior também o grau de satisfação, mas isso acontece apenas até US$ 80
mil por ano. Se uma pessoa começa a ganhar mais do que isso, o
dinheiro já não é um fator tão importante para a avaliação da
satisfação.
O Globo: Uma das metas oficiais da conferência Rio+20 é a criação de
uma relação entre os pilares econômico, social e ecológico. Isso já
sinaliza uma mudança de conscientização para uma $que não viverá mais
em função do PIB?
Hirata: É um começo, mas não é um caminho pronto. É um exagero dizer
que em breve o mundo vai deixar de perseguir a meta do crescimento
econômico. Mesmo sem grandes crises, o PIB vai continuar sendo um tema
importante das políticas dos países e das reuniões internacionais. O
que está acontecendo é que começamos a refletir, também no âmbito da
ONU, que além da economia há o social, o ecológico, e o bem-estar, que
definimos também como a felicidade.
O Globo: O senhor já viveu dois anos trabalhando no Brasil. Nessa
época pesquisou também a felicidade como um fator econômico?
Hirata: Eu estive em São Paulo, onde $com o professor Eduardo
Giannetti, autor, entre outros, do livro “Felicidade” (Companhia das
Letras), que aborda a felicidade humana como um aspecto tão importante
quanto a economia.
O Globo: O lema da conferência do Rio é “o futuro que queremos”. Na
sua opinião, a definição do lema já não é uma prova de que a
conferência será mais evento e menos uma negociação onde os
participantes deverão assumir compromissos?
Hirata: Nós costumamos definir conferências desse tipo como 50% evento
e os outros 50% como algo concreto, que gera decisões. Eu espero que a
reunião indique o caminho a ser seguido pela Humanidade nas próximas
décadas. Com certeza esse encontro trará mudanças importantes.