O texto relata acerca da Indústria Cultural, onde, na contemporaneidade, baseia-se na padronização e na produção em série. Ao longo do texto, Adorno e Horkheimer, fundamentam suas ideias em exemplos práticos e conhecidos, como as revistas e o rádio. Contudo, o exemplo mais marcante é o cinema. Nenhum meio de reprodução cultural é mais influenciável que este. Os autores explicam que o cinema não precisa mais ser chamado de arte. Os poderosos monopólios fizeram dele um negócio. Tudo verdade. Hollywood é o modelo prático desse cinema negociável. Apenas um seleto grupo de pessoas é capaz de fazer parte destas produções. E a partir dai ficam eternizadas. O cinema como negócio está imerso num sistema de dependências. Teoricamente, as produções cinematográficas dependem do público, pois sem ele não possui financiamento para garantir o lucro, objetivo primordial do negócio. Porém, Adorno e Horkheimer dizem que o público não depende do cinema, pois se ele fosse restrito ou não existisse, a população não sofreria com isso. Acho que se o cinema nunca existisse ou se, desde sua criação fosse restrito, essa teoria se aplicaria. Porém, estamos acostumados com esse tipo de entretenimento, acho que criamos uma dependência com o cinema, pois se tornou uma cultura global. Não importa mais a qualidade individual, pois antes da divulgação, uma equipe de pesquisas já define as expectativas para tal filme. E a massa acredita fielmente nessa verdade tachada. Sua vida a partir de então é uma continuação daquela vista nas telas. Os filmes que vemos são previsíveis e iguais, e a massa não se importa. O final hollywoodiano, mesmo visto milhares de vezes, é sempre esperado e aclamado pelo público.
Ao discorrer sobre industria cultural, o texto estabelece certa rima temática com o texto “Vanguarda e Kitsch”, estabelecendo a cultura mais popular, e por conseguinte a arte popular, como responsável pelo empobrecimento do caráter humano. O cinema é o grande vilão é deveria ser destituído do seu título de arte porque representa muito mais uma industria caça-níquel do que uma manifestação artística. Em certo trecho o cinema é condenado por adestrar o espectador: “Ultrapassando de longe o teatro de ilusões, o filme não deixa mais à fantasia e ao pensamento dos espectadores nenhuma dimensão na qual estes possam, sem perder o fio, passear e divagar no quadro da obra fílmica permanecendo, no entanto, livres do controle de seus dados exatos, e é assim precisamente que o filme adestra o espectador entregue a ele para se identificar mediatamente com a realidade” aqui, é a arte que engana, não o ser humano quem se deixa enganar. E disso poderíamos até forçar que não fosse o cinema, seríamos todos mais sábios e focaríamos no que realmente importa, mas penso que não funciona bem assim.
Os autores atacam o cinema por ser industrial, feito sob medida para atender as expectativas do público, tornando-se assim repetitivo e previsível. Mas que dizer então das histórias e lendas antigas, que também eram dramatizadas, das músicas feitas pelos menestréis para agradar a corte, dos contos de fadas em que o príncipe sempre casa com a princesa? Também não seriam repetitivos e previsíveis? E ainda assim não vejo como isso seja uma falha. As leituras de poemas, ou mesmo as tragédias e comédias, na Grécia antiga, tinha o mesmo objetivo do rádio ou do cinema, afinal sabemos que a arte acompanha o homem no seu desenvolvimento e naturalmente vai adequar-se aos modos de vida e à tecnologia. É fato que existe uma indústria em torno da arte. Não só o cinema, mas a música, a pintura, o romance, a arquitetura, todas as artes estão inseridas nesse contexto de dependência do consumidor, mas a arte é independente disso.
O texto relata acerca da Indústria Cultural, onde, na contemporaneidade, baseia-se na padronização e na produção em série. Ao longo do texto, Adorno e Horkheimer, fundamentam suas ideias em exemplos práticos e conhecidos, como as revistas e o rádio. Contudo, o exemplo mais marcante é o cinema. Nenhum meio de reprodução cultural é mais influenciável que este. Os autores explicam que o cinema não precisa mais ser chamado de arte. Os poderosos monopólios fizeram dele um negócio. Tudo verdade. Hollywood é o modelo prático desse cinema negociável. Apenas um seleto grupo de pessoas é capaz de fazer parte destas produções. E a partir dai ficam eternizadas. O cinema como negócio está imerso num sistema de dependências. Teoricamente, as produções cinematográficas dependem do público, pois sem ele não possui financiamento para garantir o lucro, objetivo primordial do negócio. Porém, Adorno e Horkheimer dizem que o público não depende do cinema, pois se ele fosse restrito ou não existisse, a população não sofreria com isso. Acho que se o cinema nunca existisse ou se, desde sua criação fosse restrito, essa teoria se aplicaria. Porém, estamos acostumados com esse tipo de entretenimento, acho que criamos uma dependência com o cinema, pois se tornou uma cultura global. Não importa mais a qualidade individual, pois antes da divulgação, uma equipe de pesquisas já define as expectativas para tal filme. E a massa acredita fielmente nessa verdade tachada. Sua vida a partir de então é uma continuação daquela vista nas telas. Os filmes que vemos são previsíveis e iguais, e a massa não se importa. O final hollywoodiano, mesmo visto milhares de vezes, é sempre esperado e aclamado pelo público.
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A indústria cultura tem como seu combustível sagaz o dinheiro. Porque é o dinheiro das altas classes da sociedade que controlam os meios de comunicação que planejam previamente o que será produzido para aquelas classes. Existem várias “classificações” de classes e produtos específicos para cada uma delas. Esses produtos são feitos para cada classes e para que haja uma identificação imediata da classe pelo produto. Seja uma identificação por ser algo presente no cotidiano daqueles ou por representar as aspirações desejadas por aquele grupo. A indústria de massa não produz “arte”, produz “massa para alimentar a massa”. A indústria de massa articula tudo de forma tão sútil que não percebemos que nossas escolhas, na verdade, já estão escolhidas. Tudo já está planejado. E essa suposta “liberdade de escolha” não é tão livre assim por estar relacionada fortemente com a economia. Por isso todas as vezes que escutamos uma música ou assistimos a uma peça de teatro ou filme podemos imaginar se gostaremos ou não deste. Imaginamos isso facilmente também quando vamos indicar algo, seja um filme ou música, para um conhecido, pois sabemos onde essa pessoa se encaixa, sabemos se será do agrado dessa pessoa ou não. Muitas das vezes quando as pessoas buscam algo que não foi a elas destinado, elas se encontram frustradas por não entender o que viram, ou por simplesmente não gostarem. Já sabemos do que vamos gostar, temos uma receita para o gosto individual de cada um. E os donos da indústria também e é por isso que a fazem tão personalizada mas ao mesmo tempo tão genérica para todos nos.
O autor expõe a verdade nua e crua à cerca do funcionamento da indústria cultural. O conteúdo apresentado nos ajuda na visualização dos bastidores da grande fábrica que rege e impõe tendências artísticas na modernidade. Para Adorno a "falsa consciência" é o objetivo central da indústria cultural e da produção de massa. Para mim, "manipulação" é a melhor palavra para intitular o quadro artístico atual em todo o planeta. Por exemplo, no setor musical brasileiro, quanto menos letrada for a música, maior é a chance dela obter sucesso. A intenção dos "comandantes" é no investimento pesado da alienação do povo, pois é um negócio muito mais vantajoso e enriquecedor. Sendo assim, a vontade de não querer pensar demais é o que move uma população robô, teleguiada pela mídia ditadora de estilos e gostos. A definição de Kitsch, esclarecida por Greenberg é um fenômeno que se encaixa no assunto proposto por Adorno, pois as maiores comandas artísticas são as que não possuem qualidade. A salvação sugerida por Theodor Adorno é a conscientização voltada para o que é a boa arte, ou seja, arte é a chave para a liberdade do ser humano, que o capacita a pensar, sentir e agir.
Ao tratar da Indústria Cultura, o texto de Adorno e Horkheimer mostra o lado negativo que existe por trás deste meio que rege todas as tendências contemporâneas e que segundo eles, faz com que as pessoas sejam manipuladas e fiquem totalmente alienadas ao mundo em que vivem. O exemplo mais marcante é o do cinema e da televisão. O texto diz que a massa fica presa ao que o meio de comunicação retrata. Sendo assim, ele conclui que a sociedade tem pensamentos escravizados e está perdida. A “falsa consciência” é gerada a partir da produção em série que se dá neste setor, o povo é guiado pela mídia e perdeu a capacidade de pensar. A única forma de salvação existente é a conscientização da população do que realmente é a boa arte.
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INDÚSTRIA CULTURAL
Adorno faz uma crítica árdua ao que chama de indústria cultural, não no sentido de massificação da arte, mas no sentido de interesses econômicos diretamente relacionados aos movimentos artísticos. O desenvolvimento de técnica, padronização, produção em série, munido à sociedade alienada, facilitaram a divulgação e consumo de diversos meios de comunicação e expressões artísticas. O que se resumia a apreciação de uma parcela intelectual sobre as artes, se multiplicou. Não que isso tenha destruído todo o conceito do verdadeiramente artístico, mas acabou por se misturar. O que pode ser considerado arte por um processo artesanal, demorado, com várias intenções expressivas, pode sumir em meios aos grandes espetáculos, efeitos do cinema, grandes máquinas. Tudo fomentado por investimentos pesados. Adorno cita a força da imagem e dos meios de mercado na influência do meio artístico. O autor também descreve o ponto mais forte do texto, ao atribuir o caráter publicitário da cultura, atribuindo os valores da palavra e da comunicação na manifestação dos meios artísticos. Apresenta a palavra e a força da linguagem como fonte de manipulação, capaz de reunir multidões, cita até Hitler.
A “Dialética do Esclarecimento” traz um tom de pessimismo quando expõe uma posição totalmente crítica adotada por Theodoro Adorno e Horkheimer frente à indústria cultural, bem como à vida do indivíduo que passou a reger-se mecanicamente pela razão e a lógica econômica do capitalismo. No texto, indústria cultural se coloca como um termo a definir a cultura das grandes massas, que se colocando como tal espelha uma cultura forçada e própria ao consumo.
Para os autores, a extrema racionalidade teria levado a sociedade moderna à uma dominação pelos princípios econômicos – de maneira a ditar os seus desejos e vontades, até os produtos tidos à sua diversão. As relações sociais se tornaram mecânicas quando o indivíduo passa a ter funções padronizadas e relativamente repetitivas no mundo. Ou seja, o mesmo pode ser visto mais como um refém da sociedade exposta ao processo de “esclarecimento”.
A indústria cultural com todo o seu poder de dominação sobre o indivíduo, o impede de uma formação autônoma e o coloca como um ser “genérico” manipulado ao consumo. Pois tanto adapta seus produtos como determina o próprio consumo das massas. Um exemplo colocado é o do cinema, que deixa de ser visto como arte e passa transpor a imagem de um negócio. Porque estaria expondo um mundo “irreal” a ser cobiçado por todos. As imagens passaram a ser comercializadas para ceder aos interesses econômicos do mercado.
O texto, a meu ver, pode ser entendido quase como um apelo dos autores que entendem e veem o indivíduo como um ser dominado pela indústria cultural e sucumbido aos seus princípios econômicos.
INDÚSTRIA CULTURAL
Adorno faz uma crítica árdua ao que chama de indústria cultural, não no sentido de massificação da arte, mas no sentido de interesses econômicos diretamente relacionados aos movimentos artísticos. O desenvolvimento de técnica, padronização, produção em série, munido à sociedade alienada, facilitaram a divulgação e consumo de diversos meios de comunicação e expressões artísticas. O que se resumia a apreciação de uma parcela intelectual sobre as artes, se multiplicou. Não que isso tenha destruído todo o conceito do verdadeiramente artístico, mas acabou por se misturar. O que pode ser considerado arte por um processo artesanal, demorado, com várias intenções expressivas, pode sumir em meios aos grandes espetáculos, efeitos do cinema, grandes máquinas. Tudo fomentado por investimentos pesados. Adorno cita a força da imagem e dos meios de mercado na influência do meio artístico. O autor também descreve o ponto mais forte do texto, ao atribuir o caráter publicitário da cultura, atribuindo os valores da palavra e da comunicação na manifestação dos meios artísticos. Apresenta a palavra e a força da linguagem como fonte de manipulação, capaz de reunir multidões, cita até Hitler.
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No texto "Indústria Cultural", Adorno e Horkheimer fazem uma crítica à massificação da arte em meio à padronização e à produção em série. Os autores citam vários exemplos, mas falam do cinema como o mais significativo. Monopólios fizeram do cinema um negócio, e ele já não pode mais ser chamado de arte. Cinema já não é mais representação artística, mas sim uma máquina geradora de lucro. O objetivo é ter audiência e gerar lucro, o filme então tem que agradar e atender as expectativas do público, tornou-se então uma produção repetitiva e previsível, com abordagens de temas que representam algo do cotidiano ou aspirações do seu público alvo.
O autor
apresenta uma visão completamente pessimista com relação a produção cultural,
ele associa os meios, como o radio e o telefone, a politicas democratas e
liberais, associa a produção cultural à produção industrial, acreditando ser a
segunda a grande responsável por ditar a primeira, pois é a responsável
econômica, acreditando que a produção cultural e essa relação com a industrial,
levam um produto já “mastigado “ conforme as necessidades da massa, assim esta
aceita e se aliena com o produto lhe oferecido.
Concordo com o autor e com seus contra argumentos a aqueles que criticam sua tese, mas acho que seria um exagero associar toda esta produção a mecanismos de controle de poder e alienação de maneira tão fervorosa como o autor parece acreditar, talvez porque esta indústria está um pouco diferente, sem o mesmo controle que antes ( com a internet principalmente), talvez porque eu mesma seja cliente desta indústria.
Ao desmembrar o tema Indústria Cultural ao longo do texto, Adorno passa por diversos aspectos do mundo moderno, não só arte, publicidade e massificação da cultura, mas diversos aspectos da influência dessa indústria, a que o autor atribui responsabilidade por aspectos muito negativos, de decadência e de caos em certos momentos.
Artistas, espectadores, publicidade, valor e linguagem fazem parte da discussão do autor, a ligação e mudanças socioculturais promovidas pela indústria cultural e pelo capitalismo de massa, com o ápice das más consequências e transformações acontecendo no fascismo.
Com ideias forte o autor trata dos temas acima de maneira pessimista, colocando a maioria dos exemplos de arte e comportamentos sociais de maneira muito negativa e os poucos que se salvam da sabatina são colocados como esforços com pouco força ao lado da esmagadora indústria cultural.
De maneira muito interessante ao fim do texto o autor faz duas colocações interessantes, que a popularização da arte e sua perda de valor de troca com a era moderna faz com que o espectador perca o interesse que tinha quando aquilo teria um valor monetário representativo, e que a influência da indústria cultural e a destruição causada por ela pode ser identificada na linguagem, na comunicação.
Os argumentos do autor são muito bem embasados e cada um deles vem com exemplos concretos, porém a caminho quase que apocalíptico do texto parece representar uma época com pouca esperança e que à vista de uma realidade em parte tão cruel mostra-se difícil mesmo para quem pode analisar a situação de forma tão analítica ver possibilidades melhores.