Comentários sobre "Regras da Arte"

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Thomaz Simões

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Feb 2, 2013, 1:19:32 PM2/2/13
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Comentários sobre "Regras da Arte" (em anexo o cap. "Um mundo
econômico às avessas"), de Pierre Bourdieu, devem ser feitos
respondendo a essa mensagem.
Regras da Arte_Mundo-as-Avessas_PBOURDIEU.pdf

duarteruas.arq

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Feb 5, 2013, 10:08:46 AM2/5/13
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O ponto principal da discussão criada pelo autor é o da arte como produto. Ele expõe um modo de pensar que diminui o artista que faz suas obras objetivando um lucro, ou tendo em vista um público comprador ou um mercado de arte. Bordieu cita alguns intelectuais e artistas que chegam a defender uma inferioridade intelectual dos artistas que alcançam sucesso imediato e ecônomico com suas obras. Esta discussão é muito interessante! Hoje em dia é fácil perceber como o mercado de arte se movimenta, como os grandes artistas cada vez ganham mais e mais economicamente. A profusão de eventos ligados ao comércio da arte destrói completamente o pensamento de que a arte não tem valor econômico para o artista. Assistimos a tentativa do mercado de arte em se aproximar cada vez mais do público para conseguir cada vez mais dinheiro. Daí talvez surjam os merchands e críticos, peças fundamentais no jogo econômico artístico. Vemos como uma simples assinatura pode fazer uma obra adquirir diversos zeros à sua "qualidade artística". Trazendo esta discussão para o contexto da arquitetura eu pessoalmente fico extremamente decepcionado com a maneira que os professores nos ensinam a projetar economicamente, pensando em custos e retornos financeiros dos projetos, usando a desculpa econômica como critério de avaliação de projetos e fora da Universidade vemos os arquitetos cada vez mais distantes da arquitetura se aproximando muito mais dos especuladores imobiliários. Não tenho opinião muito bem feita sobre o assunto, mas em primeira análise penso que arte deve estar afastada sim dos critérios econômicos, porém, não dissociada deles, pois o artista também precisa comer... O processo criativo deve fluir desligado da economia, mas nada impede que o artista venda seu trabalho. A Indústria Cultural de fato existe e deve existir, mas não podemos deixar que ela seja o objetivo da arte!

Camila Correia

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Feb 6, 2013, 5:24:58 PM2/6/13
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O autor começa falando da resistência ou dificuldade que as pessoas colocam ao iniciar o estudo de uma arte, ainda mais quando é uma pessoa que vive em uma realidade muito distante da arte, quando na verdade temos que parar de acreditar que a arte tem esses poderes infinitos, que a arte é algo sagrado, e prosseguir no estudo e compreensão da arte. Na verdade esse estudo tem um efeito positivo, pois mesmo que as pessoas não tenham conhecimento ou domínio da técnica, não deixam de gostar de arte. Ao mesmo tempo em que pessoas estreitam canais entre a arte através da análise da técnica, outras pessoas não possuem conhecimento nenhum também podem desfrutá-la.

O autor também faz a crítica que pessoas acham pejorativo quando tratar a arte como um negócio, pois ela perde seu valor, mas na verdade os artistas também precisam receber pelo trabalho e sobreviver. Existe também uma relação difícil entre os artistas e os clientes, na qual o artista quer o dinheiro, Quer trabalhar com o que você sabe fazer, mas não quer que o cliente interfira nas suas decisões desvalorizando o seu trabalho. Quando você pega a arte e coloca nesse pedestal, não existe dinheiro que pague essa qualidade tão especial, e acaba desaparecendo o mercado de quem quer fazer essa grande valorização. Se não existe nenhum dinheiro capaz de comprar, os artistas não têm para quem vender, o que adianta levar para vender um produto tão caro se não existe quem pague? Quando os artistas criaram que a arte deveria ser algo sem preço, não existe mais um parâmetro da qualificação da obra, pois ele é o único que pode realmente julgar e analisar a sua obra. Passa a haver uma inversão de valores, em que o artista que não vende nenhum quadro é muito melhor do que um que vende muitos quadros, e cai no gosto de pessoas não qualificadas o suficiente, segundo o artista, para julgar. Quanto mais o artista é autêntico e original, menos lucro ele tira no trabalho. Nota-se então uma obra é feita para um público que não existe, ele não pode reclamar, ou seja, e ele não possui uma base financeira independente do trabalho, ele provavelmente morrerá de fome. Economicamente ele é dominado, nunca esteve tão frágil, mas simbolicamente ele é dominante. O artista só pode triunfar na ideologia se perder no mundo material. Já aqueles que fazem sucesso e vendem muitas obras, passam a dizer que defendem uma opinião contrária, apesar de seu sucesso, adotando uma conduta bem contraditória.

Quando o artista trabalhava para a nobreza ele tinha uma renda oferecida por eles, era valorizado, e tinha liberdade nas suas criações, posteriormente o artista teve que se submeter à opinião da burguesia, e às condições de mercado, para continuar utilizando a arte como sua fonte de renda. O que passa a ser valorizado nesse contexto pelo artista é a herança, pois aquele que tem não depende da arte para ganhar dinheiro, ele pode sempre explorar a questão simbólica.

Essa dependência ou sonho do artista que tenha uma base econômica suficiente para não precisar da arte como fonte de renda, não assume uma atitude ideológica muito clara.Vejo que esse dilema ainda continua até hoje em muitas áreas relacionadas à arte, mas também à arquitetura. Concordo com que o colega falou... que muitas vezes na universidade temos oportunidade de aprender o que é menos impactante ao meio ambiente, à sociedade, etc. e o que é aliar várias diretrizes que compõem a arquitetura, porém quando é colocada em prática, na maioria das vezes, não obedece a essas diretrizes por pressão imobiliária, o projeto deve obedecer o que “é chique” e mais aceito pela população, ao mesmo tempo que tenha sempre o menor custo, deixando de ser uma arquitetura de tanta qualidade.


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Prof. Thomaz

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Feb 7, 2013, 4:15:18 AM2/7/13
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Camille Paglia: How Capitalism Can Save Art


"The routine defamation of capitalism by armchair leftists in academe and the mainstream media has cut young artists and thinkers off from the authentic cultural energies of our time. (...) Thus we live in a strange and contradictory culture, where the most talented college students are ideologically indoctrinated with contempt for the economic system that made their freedom, comforts and privileges possible."

http://online.wsj.com/article/SB10000872396390444223104578034480670026450.html?mod=WSJ_hp_mostpop_read

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Caroline Albergaria

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Feb 13, 2013, 1:12:27 PM2/13/13
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Pierre Bourdieu em seu texto revela uma imagem estereotipa do artista. Uma figura de empreendedor intelectual que tem como única finalidade vender sua obra de arte com um preço alto, como se o valor de mercado transmitisse o valor estético e artístico. Vale lembrar que há outro estereótipo para o artista contemporâneo. Aquele que faz suas obras sem fins lucrativos, apenas para engrandecimento pessoal, sua imagem abatida demostra que passa por dificuldades, principalmente financeiras, mas mesmo assim, não admite a arte como profissão.

Dessas duas imagens antagônicas sobre o mesmo tema é possível perceber diversas opiniões. O que é mais frequente? O que é o certo? O que se deve fazer? A meu ver, o artista é sim um profissional, e deve ser pago por aquilo que faz. Imaginemos a vida do segundo artista descrito, ele será cada vez mais dependente de algum outro meio para conseguir sobreviver, deixando de lado a arte. Em contrapartida, o problema do primeiro artista estereotipado é a ambição financeira e não a cultural. O artista deve ser pago pela grandeza de sua arte, sua intenção artística, pela emoção transmitida, e não pelo nome assinado na obra. A obra faz o artista e não o artista faz a obra.

Millena Montefusco

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Feb 14, 2013, 7:57:35 AM2/14/13
to Caroline Albergaria, turma-arte...@googlegroups.com

AS REGRAS DA ARTE – Gênese e estrutura do campo literário - BOURDIEU

 

Bourdieu, em sua introdução, acaba por lembrar o argumento de Gell, abordando as questões da tecnologia e “encanto” por trás das artes. Porém, como visão de sociólogo, considera a resistência que colocam ao estudo da arte, qualquer análise é sempre insuficiente, por que não ser mais simples? Ele expõe a visão de abrir mais o canais para o estudo da arte, ou pelo menos, se ter mais mecanismos, sem muita afetação. Mas o ponto principal de Bourdieu é a questão do papel do dinheiro em relação a arte. Ele apresenta uma evolução simbólica, primeiramente, depois compara a Arquitetura em relação ao cliente e bota em xeque a liberdade do artista. Para o autor, ao colocar a arte num pedestal, a arte é tão valorizada que não tem preço, não há dinheiro que pague. Ou seja, desaparece o mercado. Mas se não há mercado, se tudo é muito caro, não há quem consuma a art. Existe então a necessidade da arte sem preço. Mas há uma indagação: não se tem mais parâmetro? Não há critério? Quando um artista não vende ele é um gênio, ou se considera um gênio?

Se o artista então é tão extraordinário, o valor de sua arte é proporcional a sua pobreza. O artista, logo, deve morrer de fome. Quem pode ser artista sossegadamente? Ele destaca então o valor da herança. Cria-se uma zona de conforto para aqueles que simplesmente querem ser artistas. É muito interessante como se coloca essa questão. Pois, muito do que se vê hoje são dúvidas relacionadas a verdadeira arte, o que o artística por princípio ou simplesmente por comodidade. Exemplo daqueles que se vivem às margens e usam arte como fonte de renda, ou vice versa (aí está a dúvida). Um ponto que o autor destaca é a dependência velada do artista em relação a falta de lucros e o distanciamento das questões políticas, atribuindo seus desprezo por tudo e por todos. Legal, quando coloca as falsas vanguardas de esquerda, considerando os artistas como simples interessados em patrocinadores (os herdeiros levam considerável vantagem). 



Jana Castro

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Feb 14, 2013, 12:19:25 PM2/14/13
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Em As regras da arte”, Bourdieu traz para o centro da discussão a relação da arte para com a economia. Como introdução cita então Flaubert, quando diz que arte “não tem valor comercial e por isso não pode ser paga”. Pois o mesmo entendia que a arte no momento em que não se dirige a multidão é justo que a multidão não pague por ela.


Bourdieu entende que a “antinomia da arte moderna como arte pura” se faria em razão da defasagem temporal entre a oferta das obras de arte e sua procura, já que se estabelece um intervalo entre a obra e sua percepção pelo público.


A economia paradoxal como é colocada no texto, explica que o artista não conseguiria alcançar o triunfo tanto no campo simbólico como econômico (principalmente a curto prazo). Já que quanto mais o artista se doa e melhor é seu trabalho menos lucro é obtido. Assim se mostraria o valor da “herança” como uma condição de sobrevivência frente à ausência do mercado da arte.


Dessa maneira, a renda herdada teria um papel fundamental na vida bem como na criação do artista, já que esta na medida em que assegura a liberdade do dinheiro – mais como uma liberdade objetiva – favorece também uma liberdade subjetiva, ou seja confere “audácia” ao artista. No entanto, essa não seria uma condição suficiente para a “indiferença para com as seduções mundanas”.


A leitura coloca uma questão pertinente à arte: como reconhecer o seu valor, e principalmente se à mesma pode ser atribuído um valor comercial. A discussão a cerca dessa questão é longa, mas pode se destacar que o artista precisa sobreviver de seu trabalho, como qualquer outra pessoa na sociedade; e que uma razão forte para o seu insucesso, na minha opinião, seria uma falha na comunicação entre o artista e seu trabalho, e o seu público. E que a herança não seria a única causa a prestigiar um artista como bom.


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Camila Castro

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Feb 16, 2013, 1:31:06 PM2/16/13
to turma-arte...@googlegroups.com
A questão abordada no texto por Pierre é uma questão bem polêmica no mundo das artes. O fato da arte produzida por um artista ter um preço e o que esse preço representa. Acredito que todo artista deve receber sim pelo trabalho que faz, afinal temos que ver a profissão do artista como qualquer outra profissão existente no mundo. Alguém produz e/ou executa algum serviço para alguém e essa outra pessoa retribui com dinheiro. Muitas vezes acontece de um artista que vende sua arte ser criticado por outros que não fazem o mesmo. Dizem que esse artista está se vendendo porém um artista precisa de dinheiro para sobreviver e para continuar produzindo sua arte pois muitos tipos dela exigem um gasto financeiro com materiais para produção de uma nova peça, seja essa um quadro, uma escultura...O que não pode acontecer é o fato de que uma vez reconhecido pelo seu trabalho, um artista colocar um valor exorbitante em sua obra por ela ser simplesmente sua e não pelo que ela representa. E muitas vezes quem compras essas peças está mais interessado em quem fez do que o que a obra representa. Esse é um grande problema do mundo das artes hoje em dia devido ao tipo de mundo em que vivemos. Não se pode deixar de ganhar dinheiro pois precisamos dele para nossa sobrevivência mas também temos que manter o pé no chão e lembra que estamos comprando um quadro e não uma assinatura.


Em sábado, 2 de fevereiro de 2013 16h19min32s UTC-2, Prof. Thomaz escreveu:

Bruna Trivelli

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Feb 17, 2013, 9:34:06 PM2/17/13
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O texto discute uma questão que também é levantada em "Indústria Cultural": a comercialização da produção cultural; mas enquanto o texto de Adorno e Horkheimer enfoca a alienação do público em relação à arte como produto, esse texto de Pierre Bourdieu enfoca a postura do artista diante da sua produção. O fato é que o mercado econômico de arte já é uma realidade e é complicado simplesmente condenar o artista que vende sua obra, é preciso ver os dois lados. 
Um artista claramente tem necessidades de consumo assim como qualquer outro profissional, por isso, apenas o fato de vender a obra não é motivo de condenação. O problema está nas consequências do sucesso econômico do artista, que pode começar a se limitar a continuar produzindo apenas o que "já deu certo" ou, pior ainda, mudar seu estilo e se adaptar ao que está na moda, com o único objetivo de lucrar com o produto final. A marca ou o nome do artista também agregam valor ao produto e essa é uma questão a se pensar, não que o nome não deva ser reconhecido, já que o sucesso profissional é gratificante e justo, mas se perde a noção de pelo que estamos pagando, afinal quanto vale o produto, a qualidade, o tempo ou o material gastos e quanto vale um nome, uma assinatura ou uma etiqueta? 

Bianca

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Feb 19, 2013, 12:38:03 PM2/19/13
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Em seu texto ‘Regras da Arte’, Bourdieu faz uma argumentação sobre a arte como produto, economicamente falando.

Ele começa a falar do estudo da arte, que é uma coisa complicada. Existe bastante resistência quanto a isso pelas pessoas, alguns acreditam que estudar a arte pode tirar a sua ‘mágica’, vulgariza-la. O autor, pelo contrário, incentiva isso. Segundo ele, estudar arte pode ter um efeito positivo, se abrisse esse canal de forma mais objetiva, as pessoas conseguiriam ter mais contato e entender melhor movimentos artísticos e quebrar o exagero da sacralização da arte.

Ele chega então ao ponto principal do texto, a discussão sobre o valor econômico da arte. Segundo ele, tratar a arte com dinheiro pode sujá-la, a arte é mais que o dinheiro, é o encontro com o ‘eu’ ou até mais, não tem dinheiro que pague. Ele cita alguns autores que criticam e consideram inferiores os artistas que tem esse prestígio e sucesso econômico. Para o autor, é fundamental para o artista já ter uma renda e não depender de vender seus trabalhos. Logo, o artista se dedica e vive apenas para a arte.


Em sábado, 2 de fevereiro de 2013 16h19min32s UTC-2, Prof. Thomaz escreveu:

Bárbara Souto

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Feb 20, 2013, 9:21:35 AM2/20/13
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O que o autor ressalta claramente é uma sociologia da arte, pois ele examina não só a essência do significado da obra de arte, mas também a criação progressiva artística e política. O fato de  ter havido o acréscimo da autonomia no campo artístico, no fim do século XIX fez como que o o mito do criador “puro” desse lugar à historias do campo da arte.  Logo, para compreender a produção e recepção da arte, precisamos compreender não apenas a singularidade da  obra e do artista, mas a singularidade histórica . Bourdieu também deixa claro que existe o tom debochado “posando” de artista e público, que enfocam no sucesso da obra e no padrão culto.O autor infere que não há muito apoio quanto a inovação radical , pois afirma que o campo tem lacunas que se assemelham a um conjunto de possibilidades pré-existentes.  Ele também afirma que “revolução” artística é a rotina atual do campo, e parece encerrar com a noção de que a nova geração está isolada do verdadeiramente novo.  Ele conseguiu explicar seu método de fazer trabalho teórico por meio da investigação empírica precisa e admitiu que prefere autores que sabem misturar questões teóricas num estudo atento na antiguidade.  Achei que a repetição constante no final da obra, foi para enfatizar  se o “novo espírito científico”  é  adequado para a produção de trabalhos. Para mim o ponto levantado pelo autor de que economicamente o artista  é dominado, mas simbolicamente ele é dominante é fundamental para quebrar alguns mitos até hoje existente sobre a remuneração do artista, pois é como Bourdieu designou, os resultados de valorização cultural e econômico são semelhantes com a mesma forma: ambos são tipos de "capital", respectivamente cultural ou financeira. 


Em sábado, 2 de fevereiro de 2013 16h19min32s UTC-2, Prof. Thomaz escreveu:

Camila Abrahão

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Feb 20, 2013, 1:40:38 PM2/20/13
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            Em seu texto As regras da arte, Boudieu questiona a postura das pessoas - críticos, filósofos, escritores etc – ao rotular a experiência da obra de arte como algo que não se pode explicar, ou seja, que não se define. Assim a definição da arte como algo que “transcende” acaba sendo utilizada de forma banal, na verdade não para expressar seu valor e sua capacidade de emocionar, mas sim para justificar uma tentativa ineficiente de se fazer um estudo eficaz. E assim há uma resistência àqueles que tentam fazer evoluir o conhecimento no campo da arte, desconectando-o do mundo da racionalidade e impossibilitando oportunidades de aprofundamento em sua análise. 


Em sábado, 2 de fevereiro de 2013 16h19min32s UTC-2, Prof. Thomaz escreveu:

natalia.lia15

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Feb 20, 2013, 6:39:37 PM2/20/13
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A arte e a sua relação com dinheiro são discutidas no texto. O autor dá ênfase na literatura mas pode-se ver de modo geral que se fala sobre a visão romântica de que a arte e o dinheiro são inimigos, o senso comum do artista boêmio que vive de suas heranças ou é pobre, como se fazer a arte requeresse todo o tempo e disposição do artista.

O artista romântico em seu estereotipo parece tratar a arte como um sacrifício vital, e a riqueza ou pobreza viria do berço, não seria algo mutável, pois mesmo que alcance o sucesso, ele tende a ter uma postura rebelde quanto a este sucesso, parecendo blasé ou se mostrando partidário a causas anti burguesas.

Essa relação tem tido exceções a algum tempo, mesmo que  ainda permaneçam no senso comum, me lembrei de Warhol e da sua fama, suas festas e de como era um tipo de mecenas da banda Velvet Underground, além de fazer e obter sucesso com sua própria arte, também pode-se comparar essa relação de arte e dinheiro em Duchamp como vimos em outros textos.

abel escovedo

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Mar 1, 2013, 2:19:25 AM3/1/13
to turma-arte...@googlegroups.com

Em sua introdução, Bourdieu, quebra com um dos paradigmas mais fortes na arte, o seu caráter místico e elevado, propondo a análise científica da arte, como o filistinismo  metodológico de Alfred Gell. Esse olhar crítico sobre a relação quase que religiosa sobre a arte proporciona uma experiência menos interessada com a arte, aonde pode se lembrar do desinteresse no objeto e em sua função pregado por Kant. Mas para Bourdie diferentemente do filósofo alemão esse desinteresse é o caminho para a compreensão da arte, não para a ocorrência de uma experiência estética, e interessante também a aproximação com Ortega nessa trecho final em que se abre mão de um prazer contemplativo da obra para poder realmente entende-la.

Como Simmel, Bourdie usa em texto a realidade econômica para destrinchar seus conceitos, nesta ocasião tratando da relação do artista com sua remuneração, com a venda de seu trabalho.  Cita Flaubert, que por sua vez esclarece uma questão contrastante da arte moderna e romântica, seu direcionamento ao público  e por sua vez sua remuneração ou não. E com a modernidade veio a liberdade aos artistas, de não fazerem uma arte para ninguém e  de não serem pagos por ninguém, e assim pode se chegar a ver na venda de uma obra imediatamente ou com facilidade um sacrifício à arte, defende Leconte de Lisle segundo o autor.

A pobreza material a que artista que não são afortunados por heranças, não os serve como argumento para uma obra de arte de baixa qualidade ou dar a ela um valor comercial. Enquanto os abastados poderiam manter sua liberdade e produzir sem preocupações artistas como Gautier teriam que escrever resenhas para um jornal. E às críticas de colegas por seu berço social levam Fleubert a combater outros artistas nesse argumento, dizendo que se cada artista que tem pressa para ver seu trabalho terminado tinham interesses que não eram puros à sua arte,  e sugere que façam sacrifícios por sua arte e ao mesmo tempo não se vendam, façam sua arte e deixem que alguém a compre como ela é. Argumentos válidos em ambos os artistas, procurando não se perder o motivo de fazer sua arte, e mesmo assim não se vender aos interesses, muitas vezes menores de um cliente, em um mundo moderno pode representar um grande desafio, mas como atestou Fleubert, seria só mais um desafio junto aos tantos outros de produzir seu trabalho. 


Em sábado, 2 de fevereiro de 2013 16h19min32s UTC-2, Prof. Thomaz escreveu:
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