Alfred Gell começa seu texto dizendo que hoje em dia algo ou algum objeto é considerado arte se atribuímos a ele algum valor artístico devido à sua história ou cultura no qual está ou esteve inserido. A beleza que damos a ele depende se enxergamos nele algum principio de Verdade ou bem, e por isso o estudo de um objeto esteticamente valorizado serve como um caminho rumo à transcendência.
Um ponto interessante é quando ele defende que tal qual espera-se que um sociólogo que estuda uma religião não assuma os preceitos dessa religião para si (ou melhor, para o seu trabalho), os estudiosos da estética deferiam assumir uma posição de indiferença quanto a estética do objeto, já que admitir esse tipo de valor seria o mesmo que admitir que uma religião é verdade. A essa indiferença ele chama de filintinismo.
Mais pra frente, o autor defende a ideia de que a arte é na verdade um sistema técnico. Porque, a final, toda obra de arte resulta de um processo técnico, seja um pintor que assume um estilo de pinceladas, mesmo na sua mistura de cores há técnica, ainda que seja uma técnica diluída pela intuição; o mesmo acontece com os músicos, que se utilizam da largamente matemática muitas vezes sem nem saber, e com os demais artistas. Aqui, ele ressalta ainda mais esse caráter técnico da arte ao elucidar que achamos muitas coisas belas: o pôr-do-sol é belo, o cavalo é belo, a flor também é e que belo por belo, teríamos de considerar tudo arte, mas na verdade somente a arte é produzidamente bela. Isso funciona como uma crítica áspera aos artistas (principalmente os conceituais) e os críticos de arte, pois tira a arte do campo subjetivo e a trás para um campo mais lógico, técnico e palpável. E não deixa de ter certa lógica na sua ideia, pois por mais subjetiva que a arte possa ser, ou parecer ser, ela é um campo de atuação do homem, e, por assim dizer, artificial, e só é passível de entendimento e de ensinamento devido á sua natureza técnica, de outra forma não existiram escolas de arte.
Comentários sobre "A Tecnologia do Encanto e o Encanto da Tecnologia" de Alfred Gell (em anexo) devem ser feitos nesse tópico.
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Partindo da premissa "O objeto de arte personifica os processos técnicos, e aí reside seu poder de fascinação" Alfred Gell desenvolve seu texto.
O primeiro ponto que quero destacar do texto é que o autor defende que a arte hoje é como uma religião. Ele defende que a antropologia da arte deve ser tratada como a antropologia da religião: no lugar do ateísmo metodológico, necessário para o estudo impessoal das religiões, entra o filistinismo metodológico, ou seja, abandona-se todas as preferências estéticas antes do estudo da arte. De fato a arte é tida por alguns como uma religião cercada de dogmas e verdades universais, reverenciada, mistificada.
Gell defende que a o encanto da arte está presente na técnica do artista, na capacidade pessoal em transformar o real em encantado, por exemplo quando um artista transforma o pigmento comum ao qual todos temos acesso em uma bela pintura realista de uma paisagem; o artista tem o dom de fazer vermos o real de forma encantada. Neste ponto o texto se aproxima muito das ideias de gênio cunhadas por Kant.
Quando o autor defende que boa parcela da arte do mundo tenha o objetivo de ser um mecanismo de controle [“Há um caso exemplar óbvio que podemos considerar, no que diz respeito a uma boa parcela da arte do mundo existir como meio de controle. Em alguns casos os objetos de arte são criados com a intenção explícita de funcionar como armas na batalha psicológica”] imediatamente fiz conexão com o texto “Vanguarda e Kitsch” de Clement Greenberg que trata da arte informativa, arte de persuasão, de propaganda (utilizada inclusive por governos totalitários) como não arte, como kitsch.
Alfred Gell também cita que a arte emociona quando o espectador tem aproximação com a obra. Ele cita a sua experiência com uma maquete feita de palitos de fósforos e cola e diz que para ele aquilo era a obra de arte definitiva, pois ele reconhecia os materiais utilizados nesta obra e o magnífico esforço que o artista teve para transformar tais objetos cotidianos em arte.
Já na parte final do texto o autor liga a produção artística com o processo social e defende que a arte nasce da necessidade de criação de material de troca para por exemplo para legitimar um poder político. No texto "Imagens da região dos Pueblo" , de Aby Warburg, vemos a arte nascendo dos processos religiosos, existe a necessidade da criação de rituais mágicos que contam com danças, pinturas e encenações para se ter em troca a chuva. Tais objetos de arte produzidos pelos povos Pueblo são de extremo valor quando inseridos no contexto social em que foram criados, e para um observador alheio a tudo isto, esta arte não tem o menor valor.
A TECNOLOGIA DO ENCANTO E O ENCANTO DA TECNOLOGIA
A arte é um componente da tecnologia e a tecnologia é componente da arte, a essa dicotomia se dá o nome de tecnologia do encanto. Interessante como o autor considera não só o artista e o produto final, a obra em sim, mas principalmente o processo de realização da arte. Ou seja, o ponto principal do texto se refere às técnicas usadas na confecção de uma obra de arte, diretamente relacionada à tecnologia. Em meio a esse processo há a “magia” da transformação do material em arte, o que o artista idealizou e que consegue transmitir emoções. Nesse ponto de vista é possível inferir que o autor considera a Arte algo mais generalizado, ao dizer que o artista é o técnico e que a função de arte varia de sociedade para sociedade, a obra é um objeto, mas ao mesmo tempo resultado de um instrumento técnico e mágico.
O autor faz também uma crítica á antropologia social. A forma como o estudo de arte foi tratado ao longo dos anos talvez não seja a que melhor a caracteriza e expressa. Considerar obra de arte como algo que concerne a algum determinado grupo ou cultura e divida-la de forma sistemática e cronológica acaba por limitar o próprio conceito. Ele também faz uma crítica ferrenha ao fato da religião ser levada com tanta importância nos contextos antropológico e histórico. Como para Gell, o fazer arte é resultado de um processo mágico de utilização da técnica, seria a religião a única merecedora de importância na formação e desempenho de uma cultura ou até mesmo formação política?
É interessante como o autor brinca com tecnologia do encanto e encanto da tecnologia. O fazer obra de arte e o produto arte (fruto da tecnologia) acabam por causar efeitos a quem a faz e principalmente a quem a vê e usa. O autor acaba atribuindo valores artístico a peças incomuns, mas que em seu entendimento, uso e representação, encanta e se faz arte. Posso cita um exemplo dúbio. Recentemente na UnB, houve uma exposição de mestrado de uma aluna de Artes Plásticas. Seu trabalho foi resultado do uso de tecnologia robótica com arte. Com a ajuda de engenheiros alunos de engenharia, a estudante produziu sua obra. Claro que é um exemplo sugestivo, mas podemos considerar o grande domínio da técnica para a realização da obra de arte.
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A partir da leitura do texto é possível desprender o objeto de arte como uma personificação dos processos técnicos. É interessante a forma como o autor coloca e discuti ao longo do texto a ligação entre os três conceitos: o de tecnologia, o da arte e da magia.
O autor dá início ao seu ensaio quando mostra que para estudar e compreender a antropologia da arte é necessário dissolvê-la, da mesma forma que aconteceria com a religião por exemplo, como objetivo da antropologia em geral. Seu discurso então se desenvolve colocando a arte numa posição próxima à religião, “a arte é nossa religião” diz Gell.
O texto culmina no entendimento de que o valor é atribuído a obra de arte em razão da sua técnica e forma como esta nos encanta, ou seja, o poder sobre nós é tido mais propriamente pelo processo de formação do que do objeto em si mesmo. Para tal é dado o exemplo da Catedral e de sua maquete – que feita de palitos de fósforos – encantou mais ao menino de 11 anos do que a própria igreja.
Gell ainda introduz o argumento de Simmel que sugere que o valor do objeto se dá pela dificuldade de obtê-lo. Chega-se a conclusão de que a tese não pode ser aceita sem ser modificada já que nem sempre a fascinação está ligada ao desejo de obter o objeto. O poder do objeto reside nos processos simbólicos que ele provoca no admirador que independe do fato de que ele pode ou não ser possuído ou trocado.
É válido perceber a forma como o autor expõe a tecnologia e o processo de magia que se encontram na arte. Esta que implica numa relação de interior e exterior do artista com o meio e o espectador – desperto, então ao fascínio.
Comentários sobre "A Tecnologia do Encanto e o Encanto da Tecnologia" de Alfred Gell (em anexo) devem ser feitos nesse tópico.
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No texto ‘A tecnologia do encanto e o encanto da tecnologia’, Alfred Gell faz uma análise da arte. Segundo ele, a arte é um conjunto de técnicas componente da tecnologia e que essa transformação do material agrega valor ao objeto. Ele generaliza e propõe uma análise da arte vista como um objeto, assim como a religião, tirando-a de um pedestal.
O autor sustenta a tese de que a arte é uma forma de técnica que visa causar encantamento no espectador e alcançar a excelência como produto de técnicas. Ele fala então na tecnologia do encanto e no encanto da tecnologia. Para a arte alcançar seu objetivo maior, a arte não deve encantar apenas como resultado final de uma bela técnica, mas sim como um encanto preliminar de uma técnica. O observador tem uma noção prévia da técnica, mas não tem seu domínio, então para ele, é como se a pessoa que fez a arte tivesse acesso a algum tipo de ‘magia’.
O autor exemplifica essa ideia ao contar sua visita a Catedral de Salisbury aos onze anos de idade. Ele ficou perplexo não com a construção em si, mas com a maquete, pois ele próprio já tinha tentado e não conseguido. O observador teve o contato prévio com a técnica, mas mesmo assim não tinha domínio sobre ela, sua ‘magia’.
O autor inicialmente faz uma interessante relação entre arte e religião, defendendo que o conceito de arte só é complicado, pois no fundo somos devotos dessa religião chamada arte, porém ele defende que é importante um distanciamento, para que haja uma contribuição mais objetiva. Além disso, devemos também tirar a arte do pedestal sagrado para que saibamos reconhecer seu real significado.
A arte, segundo o autor, é uma forma de técnica, uma tecnologia que gera encanto nas pessoas: mesmo possuindo conhecimento da técnica, se surpreendem com o resultado final inusitado, e não com a simples aparência que a obra transmite. O fato de a arte surpreender, apresentando uma influência psicológica, vem também da sua característica de ser uma união entre a magia e a tecnologia.
O autor também fala que o valor da obra, e sua mágica, são dados de acordo com a dificuldade de realizá-la, assim como a dificuldade de reprodução (por isso a comum tendência da nossa sociedade de desvalorizar a tecnologia e valorizar a arte). Esse contraste que gera surpresa ao observador ocorre por uma relação assimétrica entre expectador e objeto, pois o esforço para a produção da obra vai além da sua capacidade humana.
O conceito de arte é comparado posteriormente à arte moderna. Apesar de esta utilizar objetos simples para a composição, a conformação final gera significados diferentes dos originais, gerando a surpresa também de como o artista conseguiu gerar um produto final inusitado. O papel da arte moderna, segundo o autor, é dar outro significado ao que existe, ou seja, o que não tinha o menor valor artístico, após a manipulação do artista, gera um novo valor.
Contudo, é destacado que o valor atribuído à obra depende do meio social: para cada sociedade existe uma reação. A ideia é exemplificada ao comparar a arte indígena e a moderna. Enquanto os índios valorizam uma transformação radical dos materiais, a qual a arte é vista no próprio objeto, a nossa sociedade valoriza um objeto que passa a impressão de ser algo além dele mesmo, e depende da nossa manipulação intelectual para gerar o novo sentido.
É analisado também o processo criativo da obra de arte, que no texto, é visto como um ritual de imitação por cada artista, o qual incorpora as características de um modelo existente, e para criar o vínculo entre sujeito e objeto deve haver uma fluidez, entre a mente do artista, seu corpo e o material a ser manipulado, entre os membros do artista e a obra.
Por fim, o autor afirma que o limite que classifica a obra como tecnologia (ciência) ou mágica não é claro e definido. Nós nos comportamos muitas vezes igualmente diante das duas, e possuímos uma crença tanto na ciência quanto na mágica; por exemplo, a forma ideal de trabalho para o ser humano é aquela em que o esforço não é necessário (algo mágico, hoje considerado impossível), e a todo o momento a ciência tenta atingir.
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Em “A tecnologia do encanto e o encanto da tecnologia” Alfred Gell explica sua visão da arte por meio de analogias, o que torna o texto mais didático e compreensivo. A arte é comparada com a religião. Acho importante essa escolha do autor, pois é algo que sempre esteve presente na vida da humanidade, e é possível refletir a opinião de cada um. Assim mesmo como a arte. Gell, em um ponto do texto explica sobre o filistinismo metodológico. O autor esclarece o termo como “em assumir uma atitude de indiferença resoluta no que diz respeito ao valor estético das obras de arte – o valor estético que elas possuem, seja do ponto de vista local ou do esteticismo universal. Porque admitir esse tipo de valor é o mesmo que admitir, por exemplo, que a religião é verdade”. É muito difícil uma obra de arte não causar nenhuma emoção no espectador. Sendo essa positiva ou negativa, o público, na maioria das vezes, expressa uma opinião. Aqueles que saem vazios são os ateus da arte, não admitem sua existência como obra e veem aquilo como objeto vago e sem sentido.
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Em A tecnologia do encanto e o encanto da tecnologia Alfred Gell coloca a arte como componente da tecnologia, e assim denomina esse componente como a “tecnologia do encanto”, mostrando a arte como objeto não só de valor, mas também como um objeto carregado de magia. Isso ocorre quando a existência do objeto ultrapassa a explicação e fascina o espectador. O valor dado a esse objeto depende da sociedade em que ele está inserido.
Colocando a arte como componente da tecnologia, o autor dá exemplos para fundamentar sua teoria, como o uso da matemática no estudo da música, que as vezes passa despercebido. Acaba que o processo de construção do objeto final está amarrado em uma metodologia, e evolui de acordo com os recursos que vão se desenvolvendo com as descobertas no campo da tecnologia.
Achei bastante pertinente a parte em que o autor fala do filistinismo. Ele defende que os que estudam a arte deveriam ser indiferentes à sua estética, assim como quem estuda a religião não pode estar ligado a ela. Assim o estudo fica mais consistente e impessoal, o que faz com que os dados sejam mais técnicos e mais úteis, para que a partir daí cada um possa ter sua própria opinião sem partir de uma premissa corrompida ou que gere alguma tendência influenciável.
Inicialmente o
texto parece tratar a arte racionalmente, o que às vezes parece até certo
descaso, mas a medida que se lê essa ideia de descaso some. Falar sobre arte
como uma tecnologia do encanto é interessante pois ressalta que neste texto ela
é apresentada como uma analise geral que não se baseia necessariamente em algum
estilo de arte ou de alguma opinião particular sobre ela, esta analise da
influencia da arte no homem, do objeto no animal é bastante interessante e
ajuda a entender símbolos do imaginário do homem, como por exemplo na arquitetura
de Brasília e o monumental, o poder. Este encanto no homem é esclarecido de maneira
racional, ironicamente, acredito que o autor use estas ferramentas de encanto
no próprio texto, pois seu discurso as vezes me pareceu exagerado,
principalmente no inicio como quando ele compara o público amante da arte com
uma religião e após dar este tipo de argumentação polêmica, ele se explica e “suaviza”
o que disse anteriormente, o que pelo menos no meu caso, chamou a atenção para o texto,sem que eu concordasse ou discordasse completamente do autor.
Gell declara que uma das consequências da tecnologia é o encanto do público. Onde a reação do observador diante da obra de arte é condicionada pela noção que ele tem dos processos técnicos que deram forma a obra somando a habilidade do artista. O autor delimitou a arte como técnica de encantamento onde a mágica é a impressão de dificuldade. Gell utiliza o termo “tecnologia do encanto” para designar objetos projetados para provocar um certo efeito psicológico, explorando certas características sensoriais. Acredito que o autor conseguiu ressaltar bem o processo de descobrir como um objeto passou a deter um determinado valor, ou seja, ele varia de acordo com as especificidades de sua criação, uso e valor final.
O Texto de Alfred Gell começa seu texto com uma discussão metodológica da antropologia em relação ao estudo da arte e em comparação ao estudo da religião, levantando pontos importantes em seu método o no de outros em geral. A comparação da arte com a religião é feita no decorrer de sua introdução e ao fim dela afirma que para o estudo antropológico da arte é necessário que haja o filistinismo metodológico, tanto para a religião como para a arte me parece um ponto de partida muito interessante que busca afastamento para compreensão da arte, busca também feita por Ortega.
Então com o desenvolvimento do texto traz a arte com resultado de um sistema técnico, contrário a autores que elevam a arte a algo totalmente místico. Misticismo que não é perdido por total quando o fator do encanto é colocado na equação, um diferencial de informações entre artista e sua obra e até mesmo o espectador, assim se colocando em uma posição que é formada parte por racionalidade técnica e parte por misticismo subjetivo.
O autor exemplifica esse encanto numa tradução que coloca o espectador no lugar do artista e mesmo estando em posição de executar a obra que está a sua frente os desafios técnicos são tão grandes que faz com que se perceba uma magia, um ato espetacular que proporcione ao artista realizar algo pensado impossível pelo espectador. E assim entra em maiores detalhes baseados em seu entendimento, da pintura tão perfeita que se confunde com uma fotografia, e do desprezo ao que não é conhecido, portanto não se pode colocar no lugar e medir esse encanto, simplesmente é diminuído como arte, fala-se da arte moderna, que aqui novamente traça-se um paralelo com a incapacidade do espectador para que o encanto da técnica aconteça. Fazendo assim um ligação muito forte com o espectador, como Duschamp, mas desta vez traçando um paralelo social entre os dois. Terminando com um novo jogo de magia em sua afirmação “fazer o que não existe do que e fazer o que existe do que não existe” sobre a arte.
Novamente em análise, agora da arte da tribo Kula, constata-se que a arte mesmo em sociedades em que não há tradição erudita a o encanto pela técnica, junto aos encantos descritos normalmente de viés mais subjetivos, que em nossa sociedade se ignora por causa da transformação da arte numa espécie de semi-religião.
Finalmente Gell expõem seu entendimento desta magia discutida em meio a técnica, a magia com a forma perfeita de execução de técnica, a execução perfeita da técnica conhecida de forma impossível criando o encanto defendido no decorrer do textos. A busca desse caminho mágico pelos povos indígenas e também da religião e , segundo o autor da arte, é o caminho inverso, ou melhor oposto, ao caminho buscado pela perfeição técnica, mas com o mesmo objetivo final.