Comentários sobre "Experiência e Pobreza"

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Prof. Thomaz

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Dec 6, 2012, 11:40:44 AM12/6/12
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Comentários sobre "Experiência e Pobreza" (em anexo), de Walter Benjamin, devem ser feitos respondendo a essa mensagem.
ExperienciaPobreza_WBENJAMIN.PDF

Prof. Thomaz

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Dec 6, 2012, 11:42:48 AM12/6/12
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A propósito, vejam:

Mickey Mouse, "Karnival Kid" (1929)

http://www.youtube.com/watch?v=fIa1Tvbh1qo

Camila Castro

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Dec 9, 2012, 8:14:21 PM12/9/12
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No texto Experiência e Pobreza podemos refletir sobre como o ser humano de hoje em dia “herda” certos hábitos, costumes, e tende a mantê-los pela simples facilidade de se preservar o que já existe, por ser mais fácil continuar com o rotineiro do que buscar o novo e que talvez seja o mais apropriado para o agora. A nossa experiência está limitada ao que nos foi passado. Temos uma “experiência passiva”. Não buscamos nos passar pela mesma experiência que vem de tempos atrás para garantir a continuidade de seu uso, nem passar pela mesma experiência e comprovar que não nos tem mais serventia. Somos pobres de experiência mas isso já é fato consumado. Um exemplo é quando alguém sai desse marasmo e resolve buscar o novo e acaba criando algo novo, que não existia antes e outras pessoas dizem “Como vivíamos sem isso antes?”. A resposta é clara: se não experimentamos o novo (e porque não, o antigo de novo) não iríamos pensar em algo novo porque isso a cinquenta, cem anos atrás, estaria impossibilitado de acontecer, seja pelas limitações tecnológicas, sociológicas e outras. Já que não podemos “apagar nossos rastros” definitivamente, deveríamos buscar a experiência diária de tudo que já existe e ver se o que já existe poderia ser melhorado ou reinventado para assim deixarmos essa pobreza. 


Em quinta-feira, 6 de dezembro de 2012 14h40min44s UTC-2, Prof. Thomaz escreveu:

natalia.lia15

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Dec 11, 2012, 8:45:01 AM12/11/12
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Em a "experiência e pobreza" Benjamin faz uma análise das consequências das mudanças históricas do início do século 20 no comportamento social. O autor defende que neste período a humanidade deixou de compartilhar suas experiências transmitidas de boca a boca (como as histórias passadas dos mais velhos para os mais jovens) pois ainda estava à sombra da guerra e crises e das memórias desagradáveis que estas haviam deixado, paralelo a isso, é colocado o avanço da técnica e o sentimento  de abandono que, para o autor, as pessoas que acompanharam este avanço desde seus primórdios sentiam, o que parece ser algo sentido também pelo autor mas que não coloca isso, assim como não coloca a pobreza, como algo necessariamente negativo, ele coloca a sociedade como vítima da técnica e que quer se libertar das experiencias, gerando um comportamento novo, onde não se tem mais os rastros/vestígios pessoais, onde através da projeção dos sonhos há uma compensação de frustrações, uma fuga, uma simplificação da vida como nos desenhos animados, como pode-se ver na clareza do uso do vidro em contraste com o opaco, deixando de lado o mistério. Com seu modo de escrever, Benjamin deixa um contraste de sentimentos e novas formas de se entender palavras como "pobreza", que através do contexto ganham um novo caráter, assim o próprio texto em sua linguagem se mostra uma ferramenta de compreensão do tempo a que se refere.


Em quinta-feira, 6 de dezembro de 2012 14h40min44s UTC-2, Prof. Thomaz escreveu:

Leonardo Campos Barreto

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Dec 11, 2012, 12:45:31 PM12/11/12
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O texto expõe que a sociedade abandonou as ações da experiência, como se por causa de um trauma. O autor relaciona essa “falta de experiência” às vivências desmoralizantes que as pessoas tiveram de passar: guerra, fome, inflação, e por isso não seria de se estranhar que estivéssemos “pobres” de experiências e desmotivados a compartilhá-las.

Penso que o texto traz uma visão bem pessimista do mundo e das pessoas. Chega a comparar a pobreza do ser humano moderno com aquela do mendigo medieval, personificando-a dessa forma, numa analogia interessante, porém desesperançosa. As pessoas aqui retratadas são vazias e desligadas do mundo, não entendem mais o valor das coisas e das experiências. Vangloriam-se de todo patrimônio surgido da História, como se o possuíssem, mas sem o possuir, pois não há nada que o ligue a elas, não há valores e nem importância: a vida aconteceria intacta mesmo se as pirâmides deixassem de existir, apesar de toda uma comoção generalizada que acometeria o mundo, ela seria apenas falsa.

E nessa morbidez as pessoas continuam passando pela vida, como que adormecidas, ou acorrentadas no fundo de uma caverna escura, sem sabê-lo, tomando por vida apenas as sombras projetadas na parede.


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Caroline Albergaria

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Dec 11, 2012, 8:51:51 PM12/11/12
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O que mais me chama atenção no texto Experiência e Pobreza é como a experiência antigamente era valorizada. O autor cita a Primeira Guerra Mundial, um dos marcos mais importantes para a experiência humana. E o que foi aprendido com esse período foi passado durante as gerações e adquirido como forma de cultura.

Um dos provérbios mais ditos atualmente é “Ninguém mais inventa a roda”, ou seja, não há mais nada de novo, tudo é uma imitação de algo já existente. Engano nosso. Por mais que o marasmo da vida cotidiana não dispõe de guerras para termos experiências, ou ninguém mais vê necessidade de invenção - pois a humanidade já está servida - existem pessoas motivadas para acrescentar algo. Essas podem ser consideradas gênios, pois além da invenção de algo, ainda foi capaz de passar do obstáculo atual da acomodação. A experiência, por mais difícil que seja alcançada hoje em dia, é capaz, e deve ser levada à diante para constituir mais tarde uma cultura.

Bruna Trivelli

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Dec 12, 2012, 4:42:08 AM12/12/12
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O texto foi escrito num tempo em que a herança da experiência de pai pra filho era uma coisa muito comum, até que a guerra silencia a transmissão dessas experiências de boca em boca. O autor passa então a apresentar a pobreza de experiencia humana como algo triste e monótono e não é necessariamente assim, tanto que hoje podemos ver isso claramente.
Talvez a experiência do vinhedo não seja útil atualmente, visto que antes os filhos aprendiam ainda criança o trabalho dos pais e viviam daquilo para depois transmitir aos seus próprios filhos. Hoje, um filho não segue necessariamente a mesma profissão do pai, como já foi tão comum, isso não significa que toda a convivência durante a vida não deixe marcas nos dois. Aqui a experiência não é apenas passada, é também trocada. Sem contar que não aprendemos com a vida dos outros, mas com a nossa própria vida, os erros e acertos dos mais velhos podem ser inspiração, mas não é deles que vamos viver. Experiência se obtém na prática.

Millena Montefusco

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Dec 12, 2012, 11:26:29 AM12/12/12
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Benjamin critica a sociedade do séc XX, fazendo uma relação entre experiência e pobreza. A experiência no sentido de vivenciar todo o desenvolvimento de algo e pobreza no sentido pessoal e intelectual (considerando que a mesma resulta em problemas economicos). Ele inicia o texto exemplificando suas ideias a partir com a parábola onde o velho transmite suas experiencias para seus descendentes e assim deixa seu melhor legado, permitindo o desenvolvimento de sua obra.Na segunda parte do texto, o autor cita os fatos principais do séc. XX, todos relacionadas a experiencias negativas. A partir daí, já é colocada a questão principal da mudança de comportamento da sociedade, para uma construção de um pensamento pobre e “galvanizado”.Depois de contextualizar o texto, Benjamin já inicia suas críticas, citando o desenvolvimento da técnica e colocando ideias que, antes consideradas geniais, para ele servem como “galvanização”, ou seja, fatores absolutamente superficiais que não fomento o melhor desenvolvimento da sociedade. Muito pelo contrário, a partir daí, há um certo comodismo social. A sociedade se contante com o pouco e com as facilidades da vida técnica.  Ele desenvolve sua critica com várias exemplos do que hoje consideramos avanços, mas bate na tecla da falta de desenvolvimento pessoal.


 

duarteruas.arq

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Jan 2, 2013, 8:08:57 AM1/2/13
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Walter Benjamin afirma que a sociedade está pobre. Pobre no sentido de não carregar consigo (ou talvez não valorizar) as suas experiências de vida, a sabedoria adquirida. aquela mesma sabedoria que extraímos das fantásticas histórias de nossos avós ou bisavós. Talvez esta pobreza em que estamos imersos seja fruto da experiência massacrante, desmoralizadora da guerra. A guerra calou a sociedade. Mas esta pobreza de experiências não é algo totalmente ruim, ela permite que nós façamos testes e mais testes em busca de novas experiências; estamos experimentado, temos muitas possibilidades de caminhos. Talvez por isso a arte esteja hoje tão afastada de seu público, os artistas estão buscando coisas novas, correndo atrás, criando sua bagagem de repertório. Chegou a hora das mentes expandirem para todos os lados, recomeçar do zero. 


Em quinta-feira, 6 de dezembro de 2012 14h40min44s UTC-2, Prof. Thomaz escreveu:

Bianca

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Jan 5, 2013, 1:29:50 PM1/5/13
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O texto é uma crítica sobre a sociedade do século XX, sobre experiência, o aprendizado a partir da vivência, e pobreza, intelectual e cultural. O autor dá o exemplo das gerações anteriores, onde os mais velhos passavam suas experiências verbalmente aos mais jovens. Segundo ele, esse costume de contar as experiências boca a boca perde o efeito depois que a sociedade passa por experiências desmoralizantes, como por exemplo, após a Primeira Guerra. Uma geração que sofreu tanto com a guerra teria muito o que contar para as próximas, mas não consegue, foi uma experiência tão radical que deixou-os desmoralizados, preferindo o silêncio. Benjamin propõe então assumirmos essa pobreza cultural e começarmos a construir do zero. 


Em quinta-feira, 6 de dezembro de 2012 14h40min44s UTC-2, Prof. Thomaz escreveu:

barbarasoutoo

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Jan 15, 2013, 3:46:10 PM1/15/13
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No início do texto, Benjamin extraiu da  parábola do tesouro escondido do  moribundo, um conceito de herança de valores, no qual infere que o tesouro não é  o bem material, mas sim, a sabedoria. Devido às graves consequências da guerra , o homem viu-se incapaz de  narrar suas próprias experiências. Quando autor menciona sobre a busca do artista em recriar, ele conta sobre o aperfeiçoamento de técnicas místicas e espirituais ( ex: yoga) que fugiam do real sentido de experiências pois eram irrelevantes para a criação de novas obras. Partindo da noção de que mudanças causadas por grandes revoluções são observadas numa longa escala temporal, acredito que Benjamin conseguiu observar tais mudanças e quis ressaltar a pobreza da humanidade para dar ênfase à falta de percepção artística num momento histórico repleto de acontecimentos que poderiam servir de inspiração.  Segundo Benjamin, apesar do redemoinho que desvinculou a sociedade das tradições culturais, havia  um lado positivo, no qual os novos artistas poderiam recriar a cultura do zero.


Em quinta-feira, 6 de dezembro de 2012 14h40min44s UTC-2, Prof. Thomaz escreveu:

Camila Correia

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Jan 16, 2013, 3:24:11 PM1/16/13
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          Benjamin fala sobre uma geração que passou por grandes experiências, como a 1ª Guerra Mundial e a revolução nos meios de transporte e nos sistemas de produção, fome, inflação, porém não consegue transmiti-las. O autor defende que essa passagem foi tão radical e traumática, que extinguiu a base necessária para que as pessoas achassem importante transmitir umas para as outras. A experiência antigamente tinha papel importante de tradição, realização, enraizamento maior das pessoas que geravam uma relação mais autêntica entre elas, entretanto, as experiências ruins causaram uma mudança de pensamento e comportamento da sociedade, e ao invés de uma experiência tão poderosa, teve efeito inverso, as pessoas não falam mais sobre a historia.

          Dessa experiência radical, houve uma “angustiante riqueza de ideias”: várias correntes que tentavam de certa forma resolver esse problema, mas não funcionavam. As teorias foram jogadas em cima das pessoas, não vinham a partir de um censo da comunidade. Esse movimento acabou marcando uma época de vazios, em que as experiências passaram a ser algo descartável.

        A fim de preencher um vácuo, as pessoas vão à busca de identidades de emergência, mas que não apresentam nenhuma profundidade. Ele explica que essa grande oferta de correntes, ao invés de retratar um enriquecimento, demonstra o nosso desespero, em busca de informações que exerçam um papel que enriqueçam o nosso conhecimento.  A todo momento estamos assumindo personalidades diferentes, demonstrando uma pobreza de experiências: o excesso de experiências, portanto, deixa de cumprir o objetivo inicial.

          Benjamin defende que vivemos numa sociedade prejudicada, e a primeira atitude deve ser assumir a pobreza em experiências, ao comparar-se com as gerações anteriores, e a segunda é começar do zero, trabalhando a partir da pobreza.

Camila Abrahão

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Jan 16, 2013, 8:12:35 PM1/16/13
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Walter Benjamin, em Experiência e Pobreza, começa seu texto mostrando o significado e o valor da experiência gerada pelo tempo de trabalho na vida de um homem, e de como ela teria sido passada dos mais velhos para os mais jovens antigamente, ato que acaba entrando em desuso. A geração da Primeira Guerra Mundial não pôde receber experiências positivas de quem a viveu, já que essas eram negativas e por isso, desmoralizadas. Com o desenvolvimento das técnicas uma nova miséria surgiu aos olhos do homem do século XX, e essa miséria se apoderou dele. Assim a sociedade se tornou cruel, desmotivada e superficial.

            O autor cita diversos exemplos para afirmar que tal sociedade passou a se contentar com pouco. E aí ele entra no conceito de que até as melhores cabeças estavam desiludidas com o tempo em que viviam, mas ainda assim eram leais a ele, provavelmente por não fazerem nada para mudar a realidade que viviam e a história que estavam construindo. O tradicional, solene, dotado de adornos foi deixado de lado e deu espaço às obras cruas e despidas do modernismo, e eu acho que essa é a principal ideia do texto: a de que modernidade produz degradação, pobreza e perda da experiência.

            Ao citar a frase de Bretch, “Apaguem os rastros!” e também a frieza e a falta de mistério do vidro, material tão utilizado no modernismo, ele ratifica sua crítica. A nova criação é guiada para que nela não haja rastros e nem hábitos, liberta de experiências, e a sociedade a acompanha com sua pobreza. 


Em quinta-feira, 6 de dezembro de 2012 14h40min44s UTC-2, Prof. Thomaz escreveu:

abel escovedo

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Mar 1, 2013, 2:22:44 AM3/1/13
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Benjamim evidencia a clara diferença da era moderna com as anteriores, colocando o séc XX em outro patamar, marcado por suas guerras, seu desenvolvimento tecnológico, e segundo ele a decadência da experiência.

O cenário descrito por Benjamim retrata uma realidade totalmente nova, uma de pobreza de experiência, possibilitando um estado de liberdade, solto  das velhas amarras de séculos passados.

As vanguardas, a arquitetura moderna, e tantas outras vertentes modernas  são fruto dessa pobreza e inexperiência, abraçaram o estado que a época e sociedade ocidentais se encontravam enquanto a maioria dela continuo presa ao passado.

Benjamim termina com uma alusão para que esses indivíduos passem esse entendimento e que outros embracem a pobreza e  os resultados tão distintos que ela pode gerar.


Em quinta-feira, 6 de dezembro de 2012 14h40min44s UTC-2, Prof. Thomaz escreveu:
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