A maior parte das
obras previstas para os aeroportos da Copa de 2014 serão insuficientes
para atender à demanda de passageiros já em 2016, apenas dois anos
depois do evento esportivo.
A conclusão faz parte de um estudo
coordenado pelo professor Elton Fernandes, do Programa de Engenharia de
Produção da Coppe/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e
Pesquisa de Engenharia).
De acordo com o estudo, ao menos 12
aeroportos das cidades-sede permanecerão com gargalos depois do Mundial
de futebol. O motivo é a demanda crescente de passageiros, que poderá
dobrar nos próximos sete anos. As exceções são os aeroportos de
Brasília, Fortaleza, Manaus e Rio de Janeiro (Galeão).
A
Infraero, estatal que administra os aeroportos brasileiros, projeta
investimento de R$ 5,4 bilhões em 16 terminais da Copa, mas vem
enfrentando problemas para começar as obras (leia mais).
O
estudo da Coppe se baseia em padrões internacionais de medição. Um
terminal aeroportuário confortável deve ter ao menos 23 m2 por
passageiro doméstico no horário de pico, e mais 14 m2 por passageiros
internacionais.
No entanto, os pesquisadores cariocas concluíram
que, depois de terminadas as obras para a Copa, ainda haverá carência de
366 mil m2 para atender à demanda.
“A média internacional, que
levantamos em 114 aeroportos, é de 29,98 metros quadrados por passageiro
na hora-pico, enquanto, no Brasil, a maioria está abaixo de 23 metros
m2. E essa situação não irá melhorar com as obras previstas pela
Infraero”, afirma Fernandes.
A Coppe estima que, mesmo antes do
Mundial de futebol, os aeroportos das cidades-sede já estarão operando
acima do limite. Com isso, os três milhões de visitantes (brasileiros e
estrangeiros) esperados para o evento podem enfrentar problemas para se
deslocar durante a competição.
Números defasados
De
acordo com os pesquisadores, a demanda prevista pela Infraero para os
aeroportos está subdimensionada. Em 2014, os 16 terminais analisados
devem receber 187,48 milhões de passageiros, número que representa
crescimento de 46,7% em relação à demanda de 2010, que foi de 127,72
milhões.
De acordo com o estudo, o acréscimo de 60 milhões de
embarques e desembarques é bastante superior ao número levado em conta
pela Infraero no planejamento da expansão do setor.
Os aeroportos que deverão ter a maior taxa de crescimento são Viracopos (Campinas-SP), com 91%, e o Galeão, com 73%.
http://www1.folha.uol.com.br/turismo/893405-voos-semanais-brasil-espanha-sobem-para-42-em-junho.shtml
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