Pedra do FaraóAs fotos estão em
https://picasaweb.google.com/1165318991 ... acuRJMai14.
O tracklog está em
www.mochileiros.com/pedra-do-farao-com-travessia-theodoro-macae-de-cima-cachoeiras-de-macacu-rj-mai-14-t96148.html.
Dificuldade técnica: alta
Dificuldade física: alta
A
subida da Pedra do Faraó por Macaé de Cima (bairro de Nova Friburgo) é
uma caminhada bastante difícil em termos de orientação dentro da mata
fechada, principalmente nas muitas travessias de riachos, e muito
exigente fisicamente já que a trilha encontra-se um pouco fechada pela
vegetação em grande parte do trajeto.
Mesmo com muito pouca
informação, resolvi fazê-la em forma de travessia para tornar a
experiência mais interessante. Assim, posso dividir a caminhada em três
etapas: a primeira começa em Theodoro de Oliveira, último bairro de
Friburgo antes da descida da serra em direção a Cachoeiras de Macacu, e
chega a Macaé de Cima; a segunda vai de Macaé de Cima ao cume do Faraó e
a terceira desce o Faraó em direção a Cachoeiras de Macacu. Das três
somente a primeira pode ser considerada fácil quanto à orientação já que
não tem bifurcações e a trilha está bem marcada. As outras têm muitos
trechos confusos em que a picada parece sumir, fato agravado pela
quantidade de árvores caídas e travessias de riachos em que a
continuação na outra margem não é óbvia.
Resumindo, essa é uma
travessia indicada apenas a trilheiros experientes e acostumados a
trilhas em ambiente de mata fechada. A trilha está lá, porém pouco
marcada em muitos trechos e encoberta muitas vezes pelas árvores caídas
que arrastam grande quantidade de vegetação consigo. Não arrisque
fazê-la sem uma pessoa bem experiente no grupo.
A Pedra do Faraó é também conhecida como Pedra da Visão e Pedra do Corcovado (ou Corcovado de Friburgo).
Vista da Pedra do Faraó na direção do litoral norte do Rio e região dos lagos1º DIA - DE THEODORO DE OLIVEIRA A MACAÉ DE CIMA E ACAMPAMENTO DA BASE DA PEDRA DO FARAÓ
Parti
de Cachoeiras de Macacu na van das 6h20 para Nova Friburgo e saltei 35
minutos depois no alto da serra, limite entre os dois municípios, no
primeiro ponto depois do posto da polícia rodoviária.
Do ponto de
ônibus avistam-se as antenas do Pico da Caledônia a noroeste, outra
montanha obrigatória já que tem uma das melhores vistas da região (e dá
para subir até de carro, vencendo depois uma pequena escadaria de 630
degraus...). Exatamente atrás desse ponto de ônibus, já no bairro
Theodoro de Oliveira, começa a travessia. Altitude de 1074m. Peguei a
rua de asfalto às 7h21, entrei na primeira rua à esquerda (sem placa e
não asfaltada) e na bifurcação subi à direita a Rua Edina Ribeiro, que
foi se tornando uma estrada de terra com casas cada vez mais esparsas
até que terminou às 7h44 numa porteira de madeira. A trilha para Macaé
de Cima começa exatamente à direita dessa porteira e dura 1h47.
No
geral essa trilha é bem fácil, sem dificuldade de orientação, porém uma
boa quantidade de galhos e bambuzinhos obstruem a passagem e enroscam
na mochila cargueira. A dica aqui é não deixar a cargueira muito alta
para tornar a passagem mais fácil.
Logo cruzei um riacho e cinco
minutos depois desci um pouco à esquerda para admirar a bonita
cachoeira formada por ele, com um largo poço logo abaixo. Esse local é o
mais aprazível dessa primeira etapa da caminhada.
O caminho
segue por uma subida bem suave e após cruzar mais dois riachos chego às
8h41 ao topo da trilha, onde há um portão de madeira e uma placa de
"propriedade particular", mas não há problema em passar. Altitude de
1287m. Do outro lado uma casa, que estava fechada, porém encontrei um
homem na porteira logo abaixo. A partir da casa começa uma longa descida
de 47 minutos até a igrejinha de Macaé de Cima. O caminho mais parece
uma trilha larga do que uma estrada realmente e tem dois pontos de água,
mas depois da porteira seguinte ele se abre como uma estrada mesmo.
Continuei descendo sempre em direção ao fundo do vale do Rio Macaé de
Cima, cruzei uma porteira com trinco (diferente essa!) e cheguei enfim à
graciosa igrejinha do bairro exatamente às 9h31. A primeira etapa da
travessia estava cumprida. Altitude de 978m.
Três Picos de SalinasO
bairro Macaé de Cima me surpreendeu pela beleza e tranquilidade, com
muito verde, poucas casas e muita água, aliás essa região serrana é
farta em rios, riachos e cachoeiras e por onde se caminha ouve-se o som
agradável das águas, com fartura para saciar a sede. Quer lugar melhor
para fazer trilhas?
Segui pela rua de terra à esquerda da
igrejinha (para quem a olha de frente), atravessei a ponte do Rio Macaé
de Cima (com poços convidativos se não estivesse tão fria a água) e
segui pela estradinha tendo o rio à minha direita. Às 9h49, numa curva à
esquerda, avisto a bonita Cachoeira do Roncador bem à frente. Assim que
a estrada dobra à direita, uma trilha meio escondida desce até ela.
Após algumas fotos, segui por mais 10 minutos e resolvi parar na Pousada
Amantes da Natureza, onde conheci o atencioso Cláudio, que me mostrou o
agradável e tranquilo lugar, com barulho de rio e de pássaros, e ficou
um pouco apreensivo por eu ir sozinho para a Pedra do Faraó já que a
trilha não é fácil. Fiquei com seu número de telefone por segurança.
Parti
então para a segunda etapa da travessia às 11h08. Continuei pela
estrada de terra me mantendo sempre na principal e ignorando as entradas
de sítios e às 11h35 cheguei a uma grande porteira no fim da estrada,
com placas de "entrada proibida" e "cão bravo". Passei à direita dela e
caminhei 160m, quando avistei uma casa amarela aparentemente sem
ninguém. Antes da casa entrei numa estradinha mais estreita à esquerda
que subiu 350m até uma outra porteira de madeira trancada, com passagem
estreita nas laterais (tive que tirar a cargueira para conseguir
passar). Depois dela uma boa descida. Todo esse trecho estava com marcas
recentes de máquinas de terraplanagem, com a terra mexida e grossos
pneus. Logo depois que as marcas cessaram surgiu a última casa no alto à
direita, de tijolos aparentes, também deserta. A estradinha estreita um
pouco, desce e cruza duas pontes de madeira. Às 12h25 ela termina na
mata e consegui localizar o início da trilha à direita. Agora sim
começaria a aventura!
Parei para um lanche e calcei as perneiras
pois não sabia o que iria encontrar pela frente. Às 12h44 entrei na
mata, na altitude de 1095m. De cara topei com uma árvore caída e não
conseguia ver se a trilha seguia para a direita ou esquerda. Subi no
tronco e vi meio escondida a continuação para a esquerda. Cruzei o
primeiro riacho (de muitos) e vi uma fita amarela amarrada numa árvore.
Bom sinal!
Mas as dificuldades de uma trilha pouco usada dentro
de uma floresta densa foram surgindo. Bambus entrelaçados obrigam a
passar arrastado ao chão, vegetação caída sobre o caminho requer a
procura da continuidade da picada, capim cortante fere os braços, galhos
e cipós prendem-se à cargueira.
Corcovado e Pedra da Gávea, no RioNa
primeira bifurcação (13h05) fiquei em dúvida se subia à direita pela
trilha mais aberta ou se seguia a fita amarela à esquerda. Na verdade
tanto faz, mas sugiro subir à direita pois o caminho está um pouco mais
marcado e menos obstruído. A trilha sobe mais e depois desce forte ao
fundo de um vale, onde me deparei com outra bifurcação com bastante mato
caído. Ali pulei o tronco à esquerda e segui.
Depois de dois
pontos de água alcancei um afluente do Rio Macaé às 14h12. Peguei água e
gastei algum tempo procurando a trilha do outro lado, mas acabei a
encontrando bem visível à esquerda do ponto onde cheguei, sem atravessar
o rio. Pouco mais de 100m depois um trecho confuso me fez perder quase
uma hora procurando a continuação da trilha em meio a muita vegetação
caída. O caminho mais pisado me levava ao rio e não havia continuação do
outro lado. Depois de muito procurar ali, resolvi voltar aos poucos e
vi uma bifurcação à esquerda que me lançou ao rio também porém tinha
continuidade na outra margem. Para falar a verdade, havia visto essa
bifurcação no princípio (à direita), mas esqueci dela e segui pelo
caminho que parecia mais aberto e pisado. Ao cruzar esse riacho, é
preciso ter cuidado com o profundo buraco que aparece bem no meio da
trilha.
A partir daqui a picada segue por quase uma hora pelo
fundo do vale, bem junto ao rio, obrigando a cruzá-lo ainda mais onze
vezes! Isso se não errei na marcação. Nenhuma das travessias chega a ser
difícil pois basta pular de pedra em pedra (considerando que não tenha
chovido forte), porém esse trecho é o mais confuso em termos de
orientação pois várias vezes tive que procurar a continuação da picada
do outro lado, gastando muito tempo nisso.
Às 16h21 consegui sair
do fundo do vale e me afastar do rio. Na primeira bifurcação fui para a
esquerda. Às 16h46 (já bem cansado) tive de encarar mais uma árvore
caída com grande quantidade de vegetação fechando o caminho e não me
permitindo ver a continuação, mas passei. Continuei subindo e na dúvida
procurava o caminho para cima. Cruzei mais um riacho e às 17h25 (já com
pouca luz natural) cheguei enfim a uma bifurcação importante: à esquerda
a subida final para a Pedra do Faraó e à direita o acesso à clareira de
acampamento da base da pedra, a apenas 50m dali. Cheguei exausto e
desabei, com a luz se esvaindo dentro da mata fechada. Mesmo assim pude
vislumbrar a enorme pedra por entre as árvores. Altitude de 1396m.
A
subida da Pedra do Faraó ainda levaria cerca de 1h30, com alto grau de
dificuldade pela forte inclinação e desnível de 367m. O ponto de água
mais próximo desse acampamento foi o riacho que atravessei 13 minutos
antes de alcançar a clareira.
Nesse dia caminhei 17,2km.
Serra dos Órgãos2º DIA - DO ACAMPAMENTO DA BASE AO CUME DA PEDRA DO FARAÓ E DESCIDA PARA CACHOEIRAS DE MACACU
Sem
nenhuma informação sobre a trilha de descida para Cachoeiras de Macacu,
tratei de começar cedo o ataque à pedra e a terceira etapa da
travessia.
Às 7h11 voltei 50m até a bifurcação e tomei a direita
para subir a Pedra do Faraó. Escondi a cargueira no meio do mato e
segui. A subida já começa forte, bem inclinada, mas com a trilha bem
aberta e marcada, bastante diferente do que enfrentara no dia anterior.
Às 7h42 o terreno nivela e numa abertura da mata é possível ver
perfeitamente a pedra-mãe e a cabeça do faraó em destaque. Mas logo se
alcança a crista da pedra-mãe e aí a inclinação fica realmente bem
forte, com escalaminhada de raízes e a necessidade de apoio nos troncos
ao redor para ascensão. Mas não é necessário o uso de corda e até aqui
não há exposição ao abismo.
Às 8h17 enfim saí da mata e passei a
ter maior visão do horizonte. A vegetação passa a ser de arbustos e um
tipo de capim alto. Em 7 minutos alcancei o primeiro mirante, com vista
para Cachoeiras de Macacu, Pedra do Colégio, Serra dos Órgãos e bem ao
fundo a Baía da Guanabara. O dia estava espetacular! A partir desse
primeiro mirante a trilha torna-se mais estreita e passa a percorrer uma
fina crista, com grande quantidade de bromélias no chão. À direita
alguns arbustos me separam do abismo e depois o paredão do rochedo onde
se encontra o cume. Às 8h30 parei num segundo mirante para fotos do Pico
da Caledônia e dos Três Picos de Salinas, ambos em Friburgo. Às 8h36
alcancei o cume da Pedra do Faraó, com seus 1763m de altitude, junto a
um mirante espetacular para o litoral e região dos lagos, com destaque
para o Morro São João, em Casimiro de Abreu. Mas também à direita era
possível distinguir perfeitamente, para minha admiração e deleite, o
Corcovado e a Pedra da Gávea, no Rio. Incrível!!! Mais 3 minutos e a
trilha finda na clareira de acampamento do cume, onde ventava bastante
apesar da proteção das árvores.
Depois de algum tempo
identifiquei também o grande vale por onde havia caminhado no dia
anterior, ladeado por duas montanhas desconhecidas nomeadas na carta
como Pedra de São Caetano e Pedra Bicuda.
Permaneci um bom tempo
fotografando e admirando a paisagem de cada um dos mirantes e só
comecei a descida mesmo às 10h20. Resgatei a mochila e alcancei a
clareira de acampamento do cume às 11h47. Passei rapidamente e tomei a
trilha que desce diretamente no sentido do vale do Rio Boa Vista, a
sudoeste.
Pedra do Faraó vista da trilha para Cachoeiras de MacacuEssa
trilha inicia bem limpa e marcada, porém mais à frente alterna trechos
mais fechados e confusos com outros mais abertos e fáceis. Havia menos
árvores e vegetação caída, assim como um número bem menor de riachos
para atravessar, o que a torna bem mais fácil do que a do dia anterior. O
que incomoda nela é a quantidade de taquarinhas atravessadas no
caminho, que se agarram à roupa e ferem a pele como uma lixa.
Às
12h21 me deparei com o primeiro riacho e gastei algum tempo para
perceber que deveria descer por ele uns 10m para reencontrar a trilha do
outro lado, num local sinalizado por uma fita branca. Cerca de 10min à
frente segui à direita numa bifurcação também marcada por uma fita
branca. Cheguei a pensar que todo o trajeto estaria sinalizado com elas,
mas depois de um tempo sumiram. O que foi constante em quase todo o
caminho foram as marcas de facão nas árvores. Às 12h52 outro riacho que
tive de descer à esquerda alguns metros e logo depois uma árvore caída.
Às
13h08, após um regato, encontrei uma nova clareira com sinais de uso
por caçadores, com a infalível bancada de varas já caída. Depois desse
ponto a trilha fica menos pisada e um pouco confusa. Às 13h26 ela desceu
diretamente a um rio à minha esquerda e novamente nada de trilha do
outro lado. Procurei e encontrei a continuação um pouco escondida uns
10m à esquerda, rio acima, sem nenhuma sinalização. Uma subida forte e
ao nivelar a trilha tem um longo trecho mais fácil e bem marcado. Mais
um riacho para atravessar e às 14h02 tive que passar com cuidado por um
terreno alagado pois não estava nem um pouco a fim de viajar à noite com
a bota e o pé molhados.
Daí para a frente o caminho se torna
cada vez mais aberto e fácil e às 14h25 saio da mata e me deparo com a
primeira casa, de taipa, deserta, mas com alguns pés carregados de
mexericas maduras que encheram meus bolsos e depois minha barriga. A
saída está bem à direita da casa, é só seguir a cerca nessa direção que
se encontra um caminho bem largo que levará ao Rio Boa Vista em 6
minutos, passando próximo a uma outra casa, essa de tijolos. Depois do
rio não há mais nenhuma dificuldade na trilha pois ela se torna caminho
habitual dos moradores, permanecendo por isso bem marcada e aberta.
Altitude de 761m.
Poção no Rio Boa VistaLogo
após o rio uma outra casa de taipa à direita e em seguida uma saída
para a direita que deve ser ignorada. Às 15h11 outra saída larga à
esquerda leva também a uma casa, portanto deve-se continuar descendo à
direita. Às 15h27 uma trilha à esquerda leva à Cachoeira do Escorrego,
mas não havia tempo para visitar nenhuma das cachoeiras do caminho. Com
mais 3 minutos a trilha termina junto a uma ponte de troncos sobre o Rio
Boa Vista à esquerda, na cota dos 503m. Aqui há duas opções: pode-se
continuar mais 4,4km por trilha para depois cair numa estrada ou pode-se
tomar diretamente a estrada de Santa Fé. Os dois caminhos levam ao
bairro Boa Vista, onde toma-se a kombi-lotação para Cachoeiras de
Macacu. Se o horário estiver um pouco avançado e você não quiser
caminhar por trilha na mata (onde escurece mais cedo), sugiro seguir
pela estrada, que fica à esquerda, logo depois da ponte.
Eu
tinha tempo suficiente de luz natural ainda e prefiro sempre a trilha à
estrada. Subi à direita então por uma canaleta escavada pelas motos e na
bifurcação à frente segui à esquerda, pelo caminho mais estreito (à
direita fica um sítio). Esse é o chamado caminho do bonde pois contam
que por ali passava um trenzinho de carga com produtos vindos de Santa
Fé. Nem parece verdade que um dia um trem passou por aquele caminho
estreito no meio da mata, porém é só prestar atenção que estão lá os
cortes na rocha para a passagem dos trilhos, dos quais não restou nem
sinal.
A trilha continua acompanhando o Rio Boa Vista e o som de
suas quedas é a trilha sonora da caminhada. Às 16h passei pelo acesso
ao Poço do Jequitibá à esquerda, a trilha desceu bastante e fui para a
direita na bifurcação, desci até o riacho, atravessei-o (havia um pedaço
de trilho fincado entre suas pedras) e alcancei uma trilha mais larga
acima, onde fui para a esquerda. Às 16h14 passei pelo acesso ao Poço
Tenebroso e às 16h38 a trilha desce forte até um riacho com uma grande
cachoeira à direita. Na subida seguinte já se atinge o final de uma
estrada. Já era possível admirar à esquerda toda a imponência da Pedra
do Colégio (que subi em 2011), com suas paredes a pique lindamente
iluminadas pelo sol do final de tarde.
Uma vez na estrada,
deve-se desprezar uma saída à direita e seguir em frente no local onde
há um fusca queimado (!?). Às 17h uma bifurcação onde ambos os caminhos
levam ao ponto final da kombi, porém o da esquerda é mais curto. Tomada a
esquerda, tanto faz pegar a primeira à direita ou seguir em frente e
quebrar à direita no final da rua. Eu escolhi essa última opção e
cheguei ao ponto às 17h11. Altitude de 83m. A última lotação do domingo
sai dali às 17h30.
Nesse dia caminhei 15,9km.
Informações adicionais:Para
chegar ao bairro Theodoro de Oliveira a partir de Cachoeiras de Macacu,
pegue o ônibus da 1001 ou a van para Nova Friburgo e peça para saltar
no primeiro ponto após o posto da polícia rodoviária do alto da serra.
A
passagem Cachoeiras-Friburgo custa R$8,85 e os ônibus partem a cada
meia hora, mas é bom verificar no guichê da 1001 pois eles costumam
cancelar horários sem aviso prévio, o que causa revolta nos usuários.
Já
se você vier de Nova Friburgo é só descer no ponto final do ônibus
405-Theodoro, justamente no posto da polícia rodoviária, e voltar pela
rodovia 200m até o primeiro ponto de ônibus à direita. É um ponto
coberto, bem visível.
A kombi-lotação sai do bairro Boa Vista
para Cachoeiras de Macacu de hora em hora de segunda a sábado até 19h30.
Nos domingos e feriados os horários são os seguintes: 8h30, 11h30,
14h30 e 17h30. Se você perder a kombi, são mais 3km de caminhada até a
rodoviária da cidade.
Desníveis da travessia:
. do ponto de ônibus do bairro Theodoro ao portão da casa: 213m
. do portão da casa à igrejinha de Macaé de Cima: -309m
. da igrejinha de Macaé de Cima ao cume do Faraó: 785m
. do cume do Faraó ao ponto final da lotação no bairro Boa Vista: -1680m
Muito
cuidado: se chover no dia ou no dia anterior, não recomendo fazer essa
travessia pois é preciso cruzar rios e riachos dezenas de vezes e
sabemos que nessas condições mesmo pequenos riachos se transformam em
rios de forte correnteza.
Em todo o trajeto de 4h40 do início da
trilha (do lado de Macaé de Cima) à clareira da base da Pedra do Faraó
não há nenhum local apropriado para acampamento, portanto é recomendável
começar a caminhada o mais cedo possível.
Encontrei muito lixo e
restos de coberturas de plástico na clareira de acampamento da base da
Pedra do Faraó, com sinais de uso do local por caçadores. Novamente
venho pedir para não deixar lixo nas trilhas e se possível faça como eu,
recolha todo o lixo que encontrar, descartando em local adequado na
cidade, onde há coleta regular.
O acampamento do cume do Faraó
estava impecável, muito limpo e sem sinais de uso por caçadores. Tomara
que permaneça sempre assim.
Carta topográfica de Nova Friburgo:
http://biblioteca.ibge.gov.br/visualiza ... B-II-4.jpgRafael Santiago
http://trekkingnamontanha.blogspot.com.brmaio/2014