ÚLTIMA PARTE. Relato com fotos: Trekking Transmantiqueira + Serra dos Órgãos SP/MG/RJ.‏

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Tiago Korb

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Apr 15, 2012, 10:27:31 PM4/15/12
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7º DIA – 25/07/2011: BR 354 até Acampamento Massena.

Amanheceu meio nublado com temperatura amena de 7 ºC. Tomei o café da manhã, desmanchei o acampamento e parti por volta das 8h estrada acima.

A BR 354 neste trecho de Itamonte MG para a Garganta do Registro é bonita, porém não tem acostamento o que exige atenção de quem for caminhar lá.
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Por volta das 08:30 cheguei a Garganta do Registro, onde há a entrada para a parte alta do Parque Nacional Itatiaia e a divisa MG/RJ.
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Na Garganta do Registro há um local para comprar lance ou algo do genero. Facilmente se consegue alguma carona para Itamonte, RJ ou para a portaria do parque. Porém, eu decidi ir a pé até a portaria.
Exercício puro de sado masoquismo se levar em conta a possibilidade fácil de carona.
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A estrada compensa todo esforço extra! Caminhar com mata nativa de altitude em ambos os lados, ver a fauna e paisagens é muito gratificante.

Por volta das 10h parei em uma bica e resolvi que era o dia do banho e de fazer a barba! ::lol3::

Apesar dos 10 ºC de temperatura me meti embaixo da água que devia estar menos do que isso inclusive! ::Cold::

Eu estava na minha e vi o momento que uma Jaguatirica passeava tranquilamente pela estrada. Decidi tirar uma foto para registrar o momento, mas foi só o animal escutar o barulho do zíper que disparou mata adentro.

Após um belo de um banho (o último até chegar no RS 4 dias depois), segui a estrada com seus pontos mais conhecidos.
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O almoço foi no patio do antigo Hotel Alsene, o feijão com arroz que sobrou da janta do dia anterior que ganhei. ::otemo::
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Cheguei por volta de 12:25 na portaria do parquet com 1 dia de antecedência para minha reserva.
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No momento que cheguei ao posto da entrada do parque já pedi para carregar a bateria da câmera fotográfica (leva 90 min), então tive bastante tempo para conversar com os guardas parque.

Falei sobre de onde comecei a travessia e que tinha subido a pé desde a BR 354. Um dos guardas me disse que segundo uma portaria o acesso a travessia Rui Braga só poderia ser dado até 10h.

O outro guarda com quem eu conversava com um tom de desaprovação disse ao colega que:
- Olha o cara, tá com GPS e vem fazendo todas as travessias difíceis e sozinho. Você acha que ele vai ter problema de chegar no Massena ainda hoje?
::lol4::

Fiquei com a moral lá em cima já que elogio partiu de montanhista experiente como o guarda parque é. Efetuei o pagamento da taxa que é seguramente honesta pela utilização da trilha de 2 dias e acampamento selvagem. Cerca de R$ 18,00.

Sem dúvida que é muito barato perto do prazer de estar realizar uma travessia no parque nacional mais antigo com toda sua história no montanhismo nacional.

Me despedi do amigo que não lembro o nome, mas é o dono da caminhoneta da foto acima. Parti caminhando por volta das 14:15 pela BR mais alta do Brasil e diria uma das piores também. Infelismente a parte alta do parque esta abandonada, um verdadeiro descaso!
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Em 30 minutos de caminhada já estava no Abrigo Rebouças onde já é permitido pernoitar no seu interior ou acampar para quem quer fazer as trilhas/escaladas das Agulhas Negras ou Prateleiras.
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Não era meu caso de ficar acampado por ali, já que carregar cadeirinha, corda, mosquetões por todo caminho estavam fora de cogitação. Estes equipamentos são necessários e obrigatórios para a escalada segundo normas do parque. Ficará para uma próxima oportunidade.

Continuei pela precária estrada que tem vistas muito bonitas para cachoeiras, Agulhas Negras e Prateleiras.
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Na foto abaixo ao fundo Agulhas Negras 2789 metros.
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No detalhe da foto a erosão provocada ao longo de milhares de anos pela ação de vento, chuva e geleiras. O nome agulhas negras vem por causa dessa formação diferenciada.
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A região é muito parecida com as Dolomitas na Itália.

Segui a estradinha que faz a ligação entre a parte alta e baixa do parque, chamada de Travessia Rui Braga.
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No começo da descida já é possível ter alguma vista para Itatiaia RJ. E começam aparecer algumas antigas construções de abrigos.
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Antes de chegar no Abrigo Massena há o ponto de captação de água. Ao se deparar com o grande Abrigo Massena fiquei imaginando como teria sido seu passado já que o local é enorme. Imagine ele cheio na década de 60!
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Sem contar que deve ter sido dificil de contruí-lo! Uma verdadeira lastima este abrigo abandonado ao tempo!

Com a aproximação do final do dia e sozinho no local resolvi acampar numa casa abandonada próxima do abrigo por este ter uma vista bela para a planície abaixo e represa de Furnas.
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Com o por do sol a temperatura despencou para 4 ºC, mesmo com o vento deu para curtir uma bela visão noturna após a janta para as cidades próximas como Itatiaia e Resende RJ.
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Dados do sétimo dia:
Distância percorrida: 33,49 Km
Altimetria acumulada aclive/declive: +1689 m/-1113 m
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8º DIA – 26/07/2011: Acampamento Massena até rodoviária Itatiaia RJ.

Essa noite foi a mais fria que enfrentei, certamente a temperatura baixo para próximo de zero grau. Acordei algumas vezes a noite com frio, não pelo saco de dormir que usei um Deuter Trek Lite 300 com extremo de -18 ºC. Mas sim devido ao isolante térmico de 6 mm que já não suportava mais isolar o meu corpo do chão frio.

Houve formação de geada fraca e a barraca teve o orvalho congelado.
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8h depois de um café da manhã rápido e muita prática já para desmontar o acampamento parti para a última parte da Travessia da Transmantiqueira, descida até a cidade de Itatiaia RJ.
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Ainda fui dar uma olhada no Abrigo Massena.
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Seguindo a trilha a partir do abrigo montanha abaixo curtir o último visual antes de entrar na floresta montana.
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A trilha na mata é bem nítida e por vezes bem batida, impossível se perder bastando seguí-la.
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Não dá muito tempo de caminhada e já se chega no Abrigo Macieiras.
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A trilha depois do abrigo Macieiras fica um pouco mais larga e começa a fazer zig zag para diminuir o aclive para quem sobe. Eu que estava descendo acabou ficando um pouco monótono, afinal já estava acostumado a ganhar e perder muita altitude em pouca distância.

Sozinho, não havia ninguém com quem conversar e o barulho que eu fazia me deslocando era mínimo. Acabei por encontar um bando de macacos Monocarvoeiros no meio da trilha. Fiquei parado os observando até que uns 4 minutos depois um deles me viu e o grupo todo então fez a maior baderna! ::lol4::
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A paisagem do local é bonita e com a proximidade do parque na parte baixa já escutava cachoeiras e via mais fauna como o caso de um grupo de Saguis na foto abaixo.
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Enfim 11:37 cheguei as piscinas do Maromba! Muito bonito o local e uma água clara num tom esmeralda. Show de bola!
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Essa parte baixa do parque é muito frequentada por casais e familias e eu era o único montanhista perdido por lá. ::lol4::

Chegava a ser insuportável ter que ficar fazendo a trilha até a Cachoeira Véu de Noiva atrás das pessoas “mais urbanas”, sem contar que eu estava com uma mega mochila e ia muito mais rapidamente de um lado pro outro.

Pelo menos valeu a pena enfrentar a fila indiana dos turistas!
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Quem vai nesta parte do parque na sua grande maioria é de carro. Indo a pé deu para curtir cada detalhe da fauna e flora do local. É um passeio agradável e belo, recomendo!
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Por volta das 13h cheguei ao centro de visitantes do parque, local bonito, recheado de informações sobre o parque, fauna e flora. Além da parte do histórica do montanhismo.
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Visitei o que me interessou e como já passavam das 13h decidi que o melhor local para fazer meu almoço seria ali no pátio do centro de visitantes. Escolhi um local a dedo, melhor impossível! Banco, gramado impecável e sombreado.

Já estava com a panela cheia de comida e pronto pra acender o fogareiro quando chegou um guarda parque dizendo que não era permitido fazer fogo de qualquer espécie no parque. Me admirei!

Na parte de cima do parque não havia nenhum problema quanto a isso e segundo relato do guarda parque da parte alta a temperatura mais baixa do ano foi -12 ºC. Fogareiro nesses casos é questão de sobrevivência.

Tentei argumentar que o fogareiro era muito seguro, etc. Porém, sem chance. Menos mal que ele me emprestou o fogão dos funcionários. Talvez uma falha de comunicação ou de conhecimento do guarda, mas ele foi muito gente fina no tratamento.

Inclusive ele me perguntou se eu era o tal famosos cara que estava fazendo a transmantiqueira toda a pé. ::otemo::

As noticias se espalhavam rápido por lá!

Enquanto isso reparei num ônibus amarelo que descia a estrada e perguntei para onde ia. Me disse que era o do parque e deixava em Itatiaia! ::prestessao::

Já era o busão! Pensei comigo, vai tudo a pé mesmo!

Depois da despedida ali do centro do visitante continuei estrada abaixo e parei no belo Mirante do Último Adeus.
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Novamente na Estrada encontrei uma bica legal e aproveitei para abastecer o reservatório com água e mais abaixo ver um Jacú caminhando calmamente na estrada.
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Emfim cheguei a portaria do parque Nacional de Itatiaia e segui adiante já que meu rumo era a rodoviária de Itatiaia.
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Da portaria do parque até a cidade de Itatiaia são alguns poucos quilômetros sem dificuldade de orientação. Cheguei na rodovia Dutra e ali do meu lado já era a rodoviária.

Próximo ao local, cerca de 500 metros há dois mercados onde eu comprei mais comida para os outros dias que seriam na Serra dos Órgãos.

Retornei a rodoviária, comprei a passagem para 17h para a Rodoviária Novo Rio – Rio de Janeiro e aguardei cerca de 1 hora até o ônibus chegar.

Por volta das 20:20 cheguei na rodoviária Grande Rio e já comprei passagem para Petropólis daqui 10 minutos já tinha a partida do próximo ônibus. Há ônibus a cada 15 ou 30 minutos para Petropólis.

Se não me engano cheguei a Petropólis por volta das 22h. Na rodoviária mesmo comprei uma passagem de um ônibus municipal para a rodoviária de Correias e de lá embarquei em outro ônibus para Bonfim.

Cheguei às 23h lá em Bonfim sem conhecer nada, o local era muito mal iluminado e ninguém na rua. Sorte minha que tinha no GPS a direção para onde ir e a lanterna de cabeça para iluminar o caminho.

Fui direto até a portaria do Parque para ver se conseguia um local para acampar, mas não havia ninguém lá. Tentei as pousadas e campings que existem ali por perto, mas estavam todos com as luzes apagadas e portões fechados com cadeados.

A topografia do local também não ajudava em nada para acampar, por fim achei uma plantação de bananas num barranco para cima e lá em cima dele uma parte mais plana.

Enfim, morto de cansado e já era meia noite decidi bivacar embaixo de uma bananeira! Pelo menos era macio! ::lol4::

Todas as fotos da Travessia Transmantiqueira Completa toda a pé de Piquete SP até Itatiaia RJ:
http://www.flickr.com/search/?s=rec&ss= ... ira&m=text

Dados do oitavo dia:
Distância percorrida: 30,98 Km
Altimetria acumulada aclive/declive: +365 m/-1822 m
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9º DIA – 27/07/2011: Portaria do PARNASO Petropólis até o Abrigo 4.

A madrugada teve temperatura muito amena perto do que enfrentei na Mantiqueira. Às 05:30 acordei tendo em vista que queria sumir da propriedade de alguém antes de alguém me ver.

Recolhi os equipamentos, tomei o café da manhã e às 06:36 já estava defronte a portaria do parque esperando ele abrir. O que aconteceu somente às 07:30.
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Apesar de ser no meio da semana achei um pouco pouco salgado o preço da entrada, principalemente para os estrangeiros. Imagina o turista da Argentina, Uruguai e Paraguai que tem moeda desvalorizada pagarem 2,5 vezes mais que um brasileiro comum?
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Fica meio caro para eles...

Na portaria fui perguntado quantos dias eu ficaria dentro do parque, estava em dúvida entre 2 ou 3 dias. Mas me lembrando dos relatos que eu li que a travessia clássica levaria 3 dias e eu estava bem mais rápido que isso, resolvi pagar por apenas 2 dias. No final das contas foi a decisão mais certa, pois levei um dia e 1 manhã da portaria do parque em Petropólis até a rodoviária de Teresopólis (+- 35 Km).

A caminhada inicia-se na portaria do parte em trilha muito bem marcada e sinalizada. Não há dificuldades para percorrer ela. Algumas recomendações são sempre bem vindas.
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A trilha vai subindo a serra e praticamente não há muito o que fazer pausas até o Mirante do Queijo, senão por uma bela cachoeira no meio da mata:
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Belíssima vista do Mirante do Queijo:
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A partir do Queijo já dá para ter uma noção da subida que ainda há pela frente via Ajax onde há o último ponto de captação de água antes dos Castelos do Açu.
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Durante a subida é possivel ver o morro Alcobaça, 1800m.
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Depois da subida mais desgastante da travessia já se esta no “topo” da serra, a navegação fica mais difícil. É necessário seguir os poucos totens de pedra nas lages de pedras e o capim batido das trilhas entre essas lages.
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Logo se esta de frente ao Castelo do Açu e ao lado da Cruz do Açu. É importante frisar que no local desta ocorreu há muito anos atrás a morte de um grupo de pessoas atingidas por um raio.
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Na travessia normal de 3 dias o primeiro acampamento é no Castelo do Açu ou no novo Abrigo 2. Porém, como acabei chegando ao Castelos do Açu às 10:43 considerei que era muito cedo e cansativo esperar e acampar ali.

Dei uma volta para conhecer o local que tem um abrigo construído com pedras para poucas pessoas (é bem apertado), no labirinto de pedras cabem mais pessoas e o espaço em volta tem algumas clareiras para barracas. O local tem um pára raios para proteção das pessoas que ali acampam.
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Depois de encontrar com um grupo de bombeiros que realizavam um Curso de Resgate em Montanha no Castelos do Açu fui conhecer o novo Abrigo 2.
Contruído rapidamente com boa parte dos materiais trazidos de helicóptero ele estava com poucos hospedes, afinal era durante a semana. Só o cara que cuidava do abrigo me perguntou o que eu fazia ali naquele horário das 11h da manhã. Muito cedo para acampar! ::lol4::
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Como tinha tempo batemos um demorado papo sobre o local e abrigo que agora conta com banheiros para que todos montanhistas façam suas necessidades ali e evitem de poluir o solo.
Me despedi e fui na direção do Vale da Luva, onde fui informado que encontraria mais água e seria um bom local para fazer o almoço. E não tive dúvidas que foi ali antes de começar a subida que fiz o meu almoço com uma bela vista.
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Fiz o meu almoço bem demorado (1 hora), com tempo deu para secar o saco de dormir e a barraca que se encontravam úmidos dos acampamentos dos últimos dias.
A subida da Luva é cansativa, mas o visual do seu topo é sensacional!
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Um pouco mais adiante tem aquele famoso ponto com a melhor vista da travessia!
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Recentemente soube que minha foto abaixo foi escolhida entre as mais bonitas no I Concurso de Fotografia do PARNASO:
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Se dúvida que este mirante é o mais espetacular da travessia e que a vista para o Pico do Garrafão é a mais bela!
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Agora basicamente eu tinha uma longa descida até antes do famoso Elevador. Um conjunto de inúmeros degraus de ferro colocados na rochas que não chegam a dar medo, mas dão uma canseira de subir com mochila cargueira!
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Após o Elevador chega-se no Vale das Antas onde há água potável e algumas pequenas clareiras de acampamento de emergência. O visual durante o Elevador até o Vale das Antas continua belo.
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Depois deste belo trecho vem a cansativa subida do Morro da Baleia! Subida razoavelmente acentuada e muito longa, bem desgastante.
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Depois do topo do Morro Baleia há uma pequena descida que exige atenção na navegação e cuidados redobrados já que existe uma rampa íngreme. Quanto a navegação eu tinha o meu GPS que me indicava a proximidade com o famoso Cavalinho e pelo visual adiante já estava esperando por ele asiosamente.
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Na foto abaixo já se tem uma noção de onde a trilha passará, que é pelo local mais difícil e subindo é claro (trecho de mata verde subindo o morro a direita).
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Durante a descida e começo da subida encontrei com um grupo de 10 pessoas, uma familia interia fazendo a travessia. Sensacional, visto que no RS nunca vi nada parecido. Alguns deles tinham grande experiência com os quais troquei uma idéia rápida.

Já que o grupo andava mais devagar passei a frente deles para esperá-los no topo do Cavalinho (foto abaixo).
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Subi o Cavalinho sem dificuldades e soube o por que do nome: pois na parte superior há a pedra que você monta e fica igual a uma pessoa em cima de um cavalo. Pelo relatos que li e comentários achava que fosse alguma coisa muito difícil, mas sinceramente foi até uma decepção. Para que tem experiência com trilhas e não tem medo de altura é muito fácil!

Bom, fiquei no topo dele para observar o grupo subir. Alguns com o medo estampado no rosto! ::lol4::

Já a pessoa mais experiente do grupo ao saber que sou de Santa Maria RS me disse:
- Quem escala em arenito sobe qualquer coisa!

Bom, não sou escalador mas vivo realizando trilhas no basalto molhado e escorregadio igual a um sabão! O granito seco então era literalmente uma lixa, poderia subir rampas de 70º de inclinação facilmente.
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Após o Cavalinho ainda há uma subida bem inclinada até o topo da Pedra do Sino (2263 metros).

E que se diga que o visual lá do topo vale todo esforço!
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No topo da Pedra do Sino ventava muito, já era 16h a temperatura era de 9 ºC fora a sensação térmica. Só fui notar a temperatura por causa de um casal (1 carioca e uma francesa), muito agasalhados que estavam com frio lá. E eu de camiseta dry fit e calção de banho... ::lol3::
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Fiquei mais uns 20 minutos parado apreciando a paisagem e comecei a descer a trilha até o Abrigo 4. Encontrei o casal perdido na trilha, isso que estavam com um belo modelo da Garmim (se não sabe usar um GPS não adianta nada levá-lo). Ajudei-os guiando até o Abrigo 4 sendo que nunca fiz esta travessia. Mas após 9 dias me guiando tudo era tão intuito!

Cheguei no abrigo e já repassei meu nome ao Geovani (Nômade Trilhas), que é um dos que cuida do local. Montei minha barraca e tentava explicar de onde eu era e o que estava fazendo para espanto geral de todos, menos deste cara. Pois depois que vi as aventuras que ele fez me tirou o título de louco, ainda bem! ::lol4::

O mais legal de ter acampado ali no Abrigo 4 é que você encontra montanhistas experientes ou não. Por não ter muita gente lá pode trocar idéias com todos. O que é excelente! Gostei bastante das conversas que tive, é uma pena que aqui no RS não exista nada parecido.

Durante o final da tarde a temperatura caiu para 4 ºC, alguns foram olhar o por do sol. Eu já havia me cansado de ver tanto por do sol e o da Pedra da Mina já tinha sido inesquecível. Fui conversar dentro do abrigo com sua fraca luz alimentada por um gerador eólico! ::lol3::

Lá pelas 20h fiz minha janta e conversei com um grupo que estava chegando vindo de Teresopólis, bem iniciantes, cheio de vontade, inexperientes e querendo fazer a travessia completa. Não tive dúvidas e dei meus Xerox do livro do Guilherme Cavallari sobre a travessia. Tomará que tenha ajudado! ::lol3::

A noite foi de um belo sono!

Dados do nono dia:
Distância percorrida: 19,84 Km
Altimetria acumulada aclive/declive: +1898 m/-728 m
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10º DIA – 28/07/2011: Abrigo 4 até a rodoviária de Teresópolis RJ.

Em mente eu tinha que chegar cedo na rodoviária de Teresópolis neste dia para embarcar para o Rio de Janeiro o quanto antes. Pois, precisava ir para o RS ainda.

Pelas 07:40 eu já estava partindo, bem antes do que todos!

O tempo estava bom e havia algumas nuvens que nada prometiam. Enfim estava só preocupado com o tempo da descida que são 3 horas na passada mais rápida.

A trilha para descer é bem batida, bonita e suave (para quem desce).
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Volta e meia havia turistas que sobem até a Pedra do Sino por esta trilha, me perguntando: quanto falta, falta muito? ::lol3::

Com o altímetro no pulso, meu tempo de deslocamento e 9 dias de prática. Já ia dizendo a todos a distância e quantos metros para subir na vertical que faltava para o objetivo, claro que os deixando pensativos com informação diferenciada. Afinal é mais comum alguém dizer +- quanto tempo falta.

Com tempo bom dá para ver a morraria que há na região e ao fundo o Parque Estadual dos Três Picos.
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Descendo um pouco mais há uma cachoeira na qual apeteceria um banho se estivesse mais quente.
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Na parte baixa do parte há diversas opções de trilhas. Encarei a trilha que vai para o Mirante do Dedo de Deus e valeu muito a pena!
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Ao final da trilha da Pedra do Sino cheguei num ponto onde as pessoas se preparavam para subir e realizar a travessia. Me vi "9 dias antes" na cara de receio de alguns antes de subir a montanha...
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No centro de visitantes (muito bonito e cuidado), aproveitei para ir ao banheiro (limpo), dar uma tapa no visual e fazer a barba antes de pegar a estrada por 40 horas até em casa.

Perguntei para que direção era a rodoviária e não perdendo o costume fui a pé. Deu 5,3 Km da portaria até a Rodoviária, na qual cheguei por volta das 12h.

Tratei comprar a passagem para o Rio de Janeiro que era vendida de 30 em 30 minutos. Almocei num restaurante pequeno ali por perto.
Finalizei meu trekking com a certesa de dever cumprido e sensação que foi uma das melhores aventuras da minha vida, inesquecível!

Posso dizer que ao final desta grande travessia eu me sentia muito melhor do que quando comecei, cheio de dúvidas e incertesas se conseguiria. Fisicamente no final dela eu me sentia muito melhor do que quando comecei tive a impressão que poderia repetir a travessia por mais 3 vezes sem problema! ::otemo::

Talvez por que perdi 3 Kg durante esses dias e a mochila já pesava alguns quilos a menos! ::lol4::
Para quem tem vontade de fazer a mesma travessia, meu conselho: VÁ! São algumas das melhores travessias da América do Sul e não devem nada para Torres del Paine e El Chaltén!

Todas as fotos da Travessia Petropólis x Teresópolis - Serra dos Órgãos RJ:
http://www.flickr.com/search/?q=serra+%C3%B3rg%C3%A3os+clube+trekking&z=e&ss=2&s=rec

Dados do décimo dia:
Distância percorrida: 20,06 Km
Altimetria acumulada aclive/declive: +506 m/-1772 m
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Chegando na rodoviária Novo Rio fiquei sabendo que havia perdido o único ônibus do dia para Porto Alegre... ::carai::

Tive que embarcar no ônibus para Florianópolis e lá esperar por 11 horas por um ônibus para Santa Maria RS. Menos mal que havia um bom local para esperar e brindar a viagem! ::otemo::
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Acabei por chegar em casa só na manhã do outro dia. Cansado e feliz pela realização desta viagem!

Check list do equipamento que utilizei:

- Mochila Aircontact 70+15L Deuter: confiável (não vai deixar na mão), resistente, confortável para carregar bastante peso e possui todos ajustes.
- Barraca Nepal Azteq: confiável, leve (2 Kg), resistente (aguentou de tudo), confortável (1 pessoa e todo equipamento com folga), não tive problema para montar ela em nenhum lugar.
- Saco de dormir Trek Lite 300 Deuter: leve (de plumas com 900 g), conforto de -2 ºC e extremo de -18 ºC (não passei frio), não pode molhar senão perde a eficácia.
- Isolante térmico aluminizado 6mm Guepardo: leve (180 g), suportou bem a temperatura, carreguei ele dentro da mochila para não rasgá-lo.
- Lanterna de cabeça Tikkina Petzl: confiável, leve (78 g com pilhas), boa potência e ótima duração (até 140 h).
- Relógio de Pulso Guepardo: além do horário, barômetro e altimetro (funcional desde que aferidos com regularidade).
- GPS Garmin E-trex Legend: mesmo não tendo antena de alta sensibilidade funcionou perfeitamente e utilizei apenas 2 pares de pilhas durante os 10 dias.
- Fogareiro Gravity II MF Primus: confiável, versátil (reabastei ele 2x em posto de gasolina), tem aparador de vento e econômico (mas pesado +- 500 g). Levei fosforos e isqueiro.
- Panela Eta Power Pot 1,2L Primus: melhora o desempenho através de um radiador economizando combustível, anti aderente (fácil de limpar mesmo com capim), e leve (alumínio e titânio).
- Prato Lexan Sisters Outdoor: leve, ideal para uma pessoa e não esquenta demais as mãos.
- Talheres de policarbonato Sea to Summit: leves e funcionais.
- Faca Tramontina: boa para cortar algumas das taquarinhas que trancavam a trilha.
- Canivete Suiço 11 funções: confiável, boas funções como abridor de lata e perfurador.
- Sacos estanques Sea to Summit: confiaveis, usei 1 de 35L para minhas roupas e objetos e outro de 13L para o saco de dormer.
- Câmera digital Casio EZ9: compacta, cumpriu a função, levei o carregador da bateria e 2 cartões de memória.
- Streamer 3L Deuter + reservatório de 1,5L: práticos, confiável (Deuter), usei para o transporte de água nas travessias Marins x Itaguaré e Serra Fina.
- Flight Cover Deuter: protege a mochila durante o transporte e serve como uma capa de chuva interna para proteção dos objetos na mochila.
- First Aid M Deuter: bom organizador, levei um kit de primeiros socorros com as tralhas básicas.
- Kit de reparos: linha, agulha, cola super bonder, pedaço de alumínio improvisar tala na vareta da barraca, tecidos de poliéster para remendo da barraca ou mochila e fita silver taipe.
- Bastão de caminhada Carbon Azteq: leve, confiável, ajudou muito durante a travessia.
- Óculos de solar Spy: confiável, necessário e leve.
- Apito Kailash: leve e potente, obrigatório se fores se aventurar só.

Check list do vestuário que utilizei:
- 2 Bonés: 1 de poliéster para a trilha (resistente), e 1 de telinha mesh para acampamento e viagens.
- Segunda pele Thermoskin Curtlo: levei 1 blusa que usei na trilha e acampamento, 1 calça que usei só no acampamento (dispensável), 1 par de luvas que nem usei (dispensável).
- 2 camisetas mangas curtas: 1 dry fit para o trekking (secagem rápida), e 1 para o acampamento e viagem.
- Jaqueta de fleece Lafuma 250g: usei só no acampamento (dispensável).
- Fleece Soto Kailash 180g: usei só no acampamento, leve.
- Anoraque Timberland: confiável e necessário.
- Luvas impermeáveis: de motoqueiro que se compra em câmelo (R$ 20,00), boa para uso em caso de trilha com chuva e frio.
- Gorro Ear Gear Kailash: leve, quente e adequado aos locais.
- Roupa de baixo: 1 sunga para o trekking (secagem rápida), 1 cueca para viagens e acampamento.
- 2 Meias: 1 par de meia Light Hiker Lorpen para o trekking (evita bolhas, resistente, secagem rápida), e 1 par de meia Heavy Trekker Lorpen para acamapemento e viagens (muito quente).
- Calça impermeável Upsala Conquista: confiável, boa para uso pela manhã para não molhar a bota por dentro por causa do orvalho.
- Calça Thermofleece Curtlo: boa para acampamento.
- Calça bermuda Bigwall: boa para viagem e acampamento, porém não usei muito (dispensável).
- Bermuda: usei na trilha, pois é leve, de secagem rápida e confortável.
- Altus Gaiter Deuter: boa para uso na chuva ou campo com orvalho evitando que a água entre na bota, porém quente demais para uso durante a tarde.
- Bota Dynamic Chiruca: confiável, confortável, impermeável e com ótimo grip (solado Vibram).
- Toalha Drylite XS Sea to Summit: leve e de secagem rápida.

Outros itens:
- Protetor solar Sundown FPS 15: protegeu bem o branquelo aqui.
- Água sanitária: para tratamento da água, econômico, levei num frasco de colírio (pequeno).
- Protetor labial: para evitar que a pele dos lábios rachasse.
- Money Belt Deuter: ótimo para transportar o dinheiro e documentos com segurança.
- Guia de Trilhas vol 1 e 2 – Editora Kalapalo: usei o Xerox dos roteiros do livro (Marins x Itaguaré, Serra Fina e Serra dos Órgãos), como backup de segurança se o GPS falhasse.
- Comida Liofoods: prática, leve e boa para variar o cardápio durante trekking longo.
- Higiene: papel higiêncio, escova de dentes, barbeador, pedaço de sabonete, desodorante, liquido e estojo de lentes, shampoo.
- Celular: item de segurança (há sinal no topo das montanhas).

Att.
Tiago de Pellegrini Korb

55 3317 3400
55 8407 1646 (Oi)
www.lojaclubetrekking.com.br
Facebook
Skype: tiagokorb
MSN: tiag...@hotmail.com


 

Angelo

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Apr 16, 2012, 12:02:00 PM4/16/12
to trekking_e...@googlegroups.com

Tiago, vou inflar mais o seu ego: parabéns por ter vencido sozinho esse longo desafio, bastante exigente fisicamente. Parabéns pela capacidade de planejamento, preparativos e equipamentos corretos e, principalmente, parabéns pelo relato super bem documentado, algo raro, que exige paciência e muita boa vontade. Mesmo para quem conhece de cabo a rabo esses trajetos vale muito a pena ler o relato e rever as fotos dos locais mais significativos,  que voce destacou muito bem. Para quem não conhece, então,  o relato pode dar uma ideia bem precisa do que encontrará pela frente.

Espero que voce divulgue também relatos semelhantes  das travessias do sul, principalmente na região dos canyons, itaimbezinho e outros..

Abç e boas trips!

 

Angelo

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Tiago Korb

unread,
Apr 16, 2012, 1:29:58 PM4/16/12
to trekking_e...@googlegroups.com, ange...@gmail.com
Muito obrigado Angelo!
 
Foi a vontade de conhecer essas famosas travessias que me motivou a prosseguir mesmo sozinho. E valeu muito a pena!
 
Publicarei relatos aqui do RS e SC assim que possivel.
 
Abraço



Att.
Tiago de Pellegrini Korb

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From: ange...@gmail.com
To: trekking_e...@googlegroups.com
Subject: RES: [T&T] ÚLTIMA PARTE. Relato com fotos: Trekking Transmantiqueira + Serra dos Órgãos SP/MG/RJ.‏
Date: Mon, 16 Apr 2012 13:02:00 -0300

Rafael Santiago

unread,
Apr 16, 2012, 4:23:50 PM4/16/12
to trekking_e...@googlegroups.com
Oi, Tiago
Não conhecia essa marca de bota Chiruca. Você disse que vive "realizando trilhas no basalto molhado e escorregadio igual a um sabão". Qual foi o melhor solado que você já experimentou nessa situação, que te deu mais segurança? Algum tipo específico de Vibram?

Interessante que os tênis dessa marca também têm solado Vibram, coisa rara. Aliás, vários tipos de Vibram.

Estou experimentando o solado Amazonas da bota Vento (Nômade) Finisterre, que o fabricante diz ter grip melhor que o Vibram Outdoor, mas ainda não tenho um veredito, preciso caminhar mais por pedras molhadas para decidir qual é melhor.

E parabéns também pela longa jornada e pelo ótimo relato. Você viajou mais de mil km para fazer algo que 99% dos trilheiros daqui não têm disposição para fazer. Ainda caminhando por intermináveis estradas de terra... parabéns!

Abraço.
Rafael Santiago
http://lrafael.multiply.com


De: Tiago Korb <tri...@clubetrekking.com.br>
Para: trekking_e...@googlegroups.com
Cc: ange...@gmail.com
Enviadas: Segunda-feira, 16 de Abril de 2012 14:29
Assunto: RE: RES: [T&T] ÚLTIMA PARTE. Relato com fotos: Trekking Transmantiqueira + Serra dos Órgãos SP/MG/RJ.‏

Tiago Korb

unread,
Apr 16, 2012, 10:19:58 PM4/16/12
to trekking_e...@googlegroups.com, lrafa...@yahoo.com.br

Muito obrigado Rafael!

 

O melhor tênis com solado que já tive para trilhas onde realmente é escorregadio foi o Salomon Sport Amphibian:

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É um tênis muito díficil de achar para venda, pois acabou saindo de linha. 2 anos depois que comprei por R$ 125,00 eu ainda o uso. Esta com mais de 1500 Km de trilhas e já fiz diversas travessias com ele.

 

Sobre os calçados da marca espanhola Chiruca (www.botanatrilha.com.br), eles são de excelente qualidade. Mas a caracteristica principal é que são muito confortaveis. Recebi a bota (modelo Dynamic) que usei para fazer a mega travessia do relato na semana que viajei e nem precisei amaciar, pois já tive 2 outras botas (Portillon e Estepa), da marca e ainda tenho um tênis com solado Vibram (Vent).

 

Abraço

Att.
Tiago de Pellegrini Korb

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Date: Mon, 16 Apr 2012 13:23:50 -0700
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Subject: Re: RES: [T&T] ÚLTIMA PARTE. Relato com fotos: Trekking Transmantiqueira + Serra dos Órgãos SP/MG/RJ.‏
To: trekking_e...@googlegroups.com

Léo Rebello

unread,
Apr 17, 2012, 10:22:53 AM4/17/12
to trekking_e...@googlegroups.com
Rafael,

Concordo com o Tiago sobre o solado Contagrip da Salomon, tem maior
aderência em vários terenos. Eu tive uma bota Salomon Authentic Trek
que durou uns 5 anos de uso intenso. Só a aposentei depois que ela
rasgou a lateral. O solado depois desses anos, e com uns 1000 km de
trilhas e caminhos, estava praticamente como novo, quase intacto. O
solado Contagrip é mais duro que o Vibram e por isso dura mais.
Os solados Vibram são bons, também, e mais confortáveis, por serem mais
moles, mas a durabilidade, dependendo do modelo, é menor. O que vale é
a relação que você almeja, conforto x durabilidade. De qualquer forma
nenhum solado é perfeito e vale a preferência e adaptabilidade de cada um.
Um abraço,

Léo

Rodrigo Rodríguez

unread,
Apr 20, 2012, 6:55:15 PM4/20/12
to trekking_e...@googlegroups.com
Minha experiencia com solados:

O solado contagrip e bom mas assim como o vibram e uma marca e isso e muito genreco.

As duas possuem varios tipos de solados sendo que estas se dividem principalemente em aderencia da sola no seco e em terreno umido, resistencia a abrasao, flexibilidade e resistencia a corrosao quimica.

As duas possuem uma ampla gama de compostos so que a contagrip so possui compostos para usao esportivo e nao possui como a vibram compostos militares e profissionais.

Geralmente as pessoas tendem a escolher o calçado mais leve possivel ou algo mais leve para a atividade proposta, eu sou diferente e sempre prefiro um modelo mais para o pesado.

O solado contagrip das salomon mais comuns no brasile  mais usados tem uma otima relacao aderencia e desgaste mas ate hoje so tive um contagrip que aguentou bem eu uso botas no dia dia pelo menos 4 vezes por semana senao mais.

Os solados que mais aguentaram foram os vibrans mais duros de botas mais pesadas que a media e o melhor de todos foi de uma bota militar da Bestard espanhol com solado vibram cube pro.

Ele tem resistenica ao calor e a hidrocarbonetos e a vatagem dele e manter uma aderecia concideravel

Aqui no Brasil pela pessima qualidade das botas militares temos muito preconceito mas esta aqui eu gostei muito pelo conjunto:

 http://www.bestard.com/ficha_bota.php?id_bota=480

Alias somente completando ja que falaram da marca chiruca, a espanha possui tres boas fabricas de botas de montanhismo a chiruca que a mais basica a Boreal mais conhecido nbo Brasil que foi importada pelo M arnaud por um tempo e a bestard.

Como ditoa  chiruca tem a linha mais basica mas nem por isso mau construida. Eu gosto mas nunca tive nenhuma, acho a Boreal e principalmente a Bestard melhor.

A Boreal faz botas de otimo nivel em toda grade de alta montanha +8.000 ate calçados leves. Algumas linhas nao sao produzidas na espanha e sim filipinas tailandia e hungria ou leste europeu assim como as salomon e outras, Tem construcao muito boa seu sistema de transpiracao e dryline um similar ao goretex porem sem tanto glamour. Eu gosto dela...

Porem a espanha tem uma marca realmente BOA de botas a Bestard ela e feita 100% na espanha e tem construcao perfeita. Nunca vi ou tive uma bota dela com qualquer erro de desenho ou concepção. A marca usa materias primas de melhor qualidade sendo uma das poucas marcas que usa couro Perwanger considerada o melhor curtume de couros para montanhismo, seu preço nao e caro na espanha mas aqui no Brasil nao tem representação.

Essa marca eu aconselho q quem tiver chance de comprar.

2012/4/17 Léo Rebello <leore...@gmail.com>
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