Objetivo: Certificação

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Susana Valdez

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Mar 1, 2013, 4:08:53 AM3/1/13
to tradutore...@googlegroups.com
Bom dia a todos,

Em primeiro lugar, parabéns e obrigada à Margarida Vale de Gato e à Paula Ribeiro pela iniciativa.

De tudo o que foi discutido na reunião do CNT, pareceu-me que todos (ou a maioria) dos tradutores presentes sentem a necessidade de uma associação/ordem que promova a certificação dos tradutores. Por isso, início este tópico para que todos possamos expressar as nossas ideias quanto a este assunto.

Primeiro, parece-me que é preciso perceber se a maioria quer ou não a certificação e, em segundo, em que moldes. A meu ver também é preciso que fique claro que a certificação por parte de uma associação/ordem não se pode confundir com a figura do tradutor ajuramentado. Pelo que percebi, será o CNT (composto no futuro por esta associação/ordem, pelas faculdades e pelas empresas) que irá promover esse debate.

Deixo-vos de seguida uma sugestão (entre tantas outras) de certificação para ser discutida/pensada:

A associação ITI (http://www.iti.org.uk/become-a-member/membership-grades) apresenta 5 níveis/tipos de associação:
1.1. Student membership
1.2. Associate
1.3. Qualified Member
1.4. Fellow
1.5. Corporate Member

É a partir do nível de Qualified Member que o associado é certificado: "Qualified membership provides certification for experienced professional translators and interpreters."

Parece-me importante que, independentemente dos moldes que esta associação/ordem adote, se promova a certificação. Na minha opinião, se tivermos uma associação/ordem que não faz qualquer tipo de distinção entre tradutores profissionais e os amadores, não podemos avançar e lutar pelos nossos direitos.

Fico a aguardar a opinião de todos.

Um grande abraço,

Susana Valdez


ana yokochi

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Mar 1, 2013, 4:50:43 AM3/1/13
to tradutore...@googlegroups.com
Bom dia,

Parece-me uma ideia excelente. Aliás, havendo este tipo de associações já com história e bons resultados, na minha opinião não é preciso reinventar a roda. Esta (fundada em 1910) é a associação a que o nosso colega inglês Sean Linney pertence. Estive a dar uma vista ao site e parece-me que tem amplo material para reflexão e discussão.
Ora vejam.

http://www.iol.org.uk/Charter/cls.asp

[9:22:37 AM] Ana Yokochi: Sean?
[9:22:48 AM] Sean Linney: Hi
[9:22:52 AM] Ana Yokochi: You are a member of the Chartered institute of Linguists?
[9:23:00 AM] Sean Linney: Yes
[9:23:07 AM] Ana Yokochi: Does it cost you anything?
[9:23:26 AM] Sean Linney: Yes, around 130 euros per year
[9:23:49 AM] Ana Yokochi: Is it a governmental institution or is is an association?
[9:24:02 AM] Sean Linney: It's a professional association
[9:24:21 AM] Ana Yokochi: Because here in Portugal an association is being created
[9:24:36 AM] Ana Yokochi: And one of the aims is to certify translators in some way
[9:24:52 AM] Ana Yokochi: Do you think their process if ok?
[9:25:02 AM] Sean Linney: The IOL's?
[9:25:08 AM] Ana Yokochi: yes
[9:25:46 AM] Sean Linney: Yes, you have to apply for membership, send in your certificates and describe your experience
[9:26:00 AM] Sean Linney: Then they decide whether or not to accept you
[9:26:09 AM] Ana Yokochi: How do they do that?
[9:26:14 AM] Sean Linney: They also run the country's most recognized translation exams
[9:26:27 AM] Sean Linney: By assessing your experience and qualifications
[9:26:36 AM] Ana Yokochi: They have a juri?
[9:26:38 AM] Sean Linney: Usually not through an interview
[9:26:41 AM] Sean Linney: Yes
[9:26:48 AM] Ana Yokochi: ok
[9:26:50 AM] Ana Yokochi: thanks
[9:26:55 AM] Sean Linney: that's ok
[9:27:05 AM] Sean Linney: There's probably more info on their website
[9:27:28 AM] Ana Yokochi: I'll send the link with information to the group

Abrejos
AnaY

Ligia Dias Costa

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Mar 1, 2013, 7:16:13 AM3/1/13
to tradutore...@googlegroups.com

Bom dia a todos,

 

Obrigada pela iniciativa e pelos primeiros comentários.

 

Não preciso de salientar o quanto estas iniciativas são fundamentais para o prestígio e mesmo a profissionalização da nossa profissão, passo o pleonasmo, uma vez que deve ser das poucas onde toda a gente pensa que pode exercer, sem qualquer tipo de qualificação ou de experiência, como todos sabemos.

 

A sugestão da Susana parece-me boa, mas, na minha opinião, peca por ser complicada. Não seria preferível olharmos para outras profissões com ordens – advogados, médicos, engenheiros, enfermeiros? Não acham que todas estas categorias de membros podem ser perigosas e qualificar tradutores de primeira, segunda e terceira categoria? Não haverá depois lobbies?

 

Estas são apenas ideias que gostaria de colocar à discussão.

 

Tenham um excelente fim de semana!

 

                     Lígia Dias Costa
                Portuguese Translator

E-mail: ligia...@hotmail.com
Tel.: (351) 96 821 25 18
Skype: ligiapinho
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Susana Valdez

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Mar 1, 2013, 7:40:49 AM3/1/13
to tradutore...@googlegroups.com

Boa tarde, Lígia e todos os membros do grupo,

Obrigada pela resposta e sugestão. Quando escrevi pela primeira vez também pensei em sugerir o modelo da Ordem dos Advogados ou até o modelo do SNATTI para os guias-intérpretes.

Vou falar do caso dos guias-intérpretes que é o que conheço melhor. Até há bem pouco tempo para se ser guia em Portugal, o profissional tinha de ter obrigatoriamente a caderneta de guia que é obtida através de um exame realizado por um júri composto por professores e guias. Para se ter acesso ao exame, é necessário fazer o curso de guia-intérprete (que pode ser de bacharel ou licenciatura). Se estiver a passar alguma informação incorreta, por favor corrijam-me. Se alguém trabalhasse como guia e não fosse guia oficial (com a dita caderneta), a polícia passava multa ao guia e à empresa que o contratou.

Pessoalmente, parece-me que esta situação será mais adequada para o tradutor ajuramentado e irá excluir uma grande fatia dos tradutores do nosso mercado. Mas o que acham?

Quanto ao problema de classificar os tradutores, eu compreendo o que a Lígia está a dizer completamente. Quem irá determinar quem merece a classificação de "certificado" ou não? Mas, por outro lado, é isso que temos neste momento, não é? Hoje em dia, qualquer pessoa pode traduzir sem existir nada que distinga entre tradutores profissionais e amadores.

Também acho que é preciso que fique claro que, seja qual for o modelo, vamos precisar de uma estrutura grande, dispendiosa e com muita mão-de-obra. Precisamos de ter consciência disso e estar dispostos a investir.

Abraço e continuação de boa discussão. :)

Susana Valdez

margarida lopes

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Mar 1, 2013, 7:57:14 AM3/1/13
to tradutore...@googlegroups.com
Boa tarde a todos,

Saúdo a iniciativa e a discussão dos procedimentos. De facto, já há muito tempo me vinha questionando sobre a "justiça" desta profissão, em que o mais baixo preço parece estar a ganhar terreno à qualidade do trabalho... É tempo de agir, sim.

Quanto à questão das Ordens, confesso que nunca tive uma boa imagem das ditas. Parece-me um campo minado, com lobbies e procedimentos pouco claros, que dificultam a vida a muitos profissionais. O objectivo mais visível é o de proteger uma classe já estabelecida e não o de promover a qualidade dos serviços prestados. Não gostaria de ver estes procedimentos reproduzidos para os tradutores profissionais. Concordo em absoluto com a certificação. Considero contudo que devemos aprender com os erros dos outros e fugir deles a sete pés :)
Este meu contributo baseia-se no acompanhamento da situação de uma psicóloga em luta pelo reconhecimento pela Ordem dos Psicólogos portugueses, que tem feito exigências quase absurdas e muito dispendiosas.
Procedimentos claros e razoáveis é o que me parece que devemos almejar.

margarida



Susana Valdez

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Margarida Lopes

Paula Ribeiro

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Mar 1, 2013, 8:09:13 AM3/1/13
to tradutore...@googlegroups.com

Bom dia

 

Claro que o objetivo desta iniciativa é procurar um modelo de associação (a ITI parece um dos melhores) que promova a certificação e o reconhecimento da nossa profissão.

Sentimos que a atual APT nada faz (fez) nesse sentido e daí a nossa iniciativa.

 

Procuramos em primeiro a formação da dita Associação/Cooperativa ou até Ordem para promover (entre outras coisas) a certificação. A exemplo das muitas entidades existentes na Europa, deve a Associação promover formação, troca de ideias e apoio aos seus associados.

 

Quanto à certificação, queria ainda sublinhar que o membro certificado, não deverá ser apenas aquele que detém formação superior em Tradução… deverão ser todos os profissionais que, ao longo de anos de experiência demonstraram elevadas qualificações e prestações nesta indústria. Como todos sabemos a formação específica em Tradução e Interpretação é recente em Portugal, pelo que existem muito bons profissionais a trabalhar na área e que deverão poder ser certificados da mesma forma que os que possuem o diploma. Infelizmente, tal como em muitos outros cursos, a obtenção de um diploma não significa qualidade e profissionalismo no desempenho de uma profissão.

 

Depois de estabelecida a reunião dos possíveis associados devemos começar a trabalhar para a fundação da mesma, pelo que mais importante que a discussão, será mesmo arregaçar as mangas e começar a trabalhar já nesse sentido (desculpem mas sou uma pessoa muito prática, que acredita e se rege pelo fazer agora, quando existe vontade!).

 

Proponho que durante o mês de Março seja marcada uma mesa de trabalho (Porto ou Lisboa) com a presença de todos os que estiverem interessados em começar a trabalhar -  para se dar início à delineação da proposta base de criação da Associação (estatutos, normas, objetivos, etc)e, como já alguém disse a roda já está inventada, pelo que apenas teremos de adequar o que existe à nossa realidade.

 

Ao falar com a Margarida, apontamos um primeiro encontro de trabalho para meados de Março - o que dará tempo a todos os que queiram participar de preparar e elaborar propostas e sugestões a discutir para a elaboração da proposta base.

 

Seria já essa proposta base que seria discutida e aprovada (ou não) durante a reunião do dia 30 de Março ou 6 de Abril. A partir daqui, seriam formadas as listas de candidatos à “governação” da Associação e consequente eleição para criação oficial da mesma (que ainda não tem nome!!).

 

Gostava ainda de informar a todos que na Conferência que estou a organizar no Porto, será incluído na pasta de todos os colegas portugueses um folheto informativo da Associação para que todos os que não tiverem tido ainda conhecimento da existência da mesma (que até lá já deverá estar criada), possam juntar-se a ela.

 

Obrigada e um grande abraço

Paula Ribeiro  

 

Descrição: C:\Users\Paula Ribeiro\Documents\PAULA_RIBEIRO\Atelier_Trad\CrossingWords\Assinatura Email\assinatura_ficheiros\rodap.png

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Phone: +351 224 056 693

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Web: www.crossingwords.com

 

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De: tradutore...@googlegroups.com [mailto:tradutore...@googlegroups.com] Em nome de Susana Valdez
Enviada: 01 Março 2013 09:09
Para: tradutore...@googlegroups.com
Assunto: Objetivo: Certificação

 

Bom dia a todos,

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Ligia Dias Costa

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Mar 1, 2013, 8:46:40 AM3/1/13
to tradutore...@googlegroups.com

Olá novamente,

 

Concordo claramente com o facto do membro não poder ser apenas o detentor da licenciatura em tradução, até porque no meu tempo não havia e não a tenho. E era o que mais me faltava voltar à faculdade, com a minha idade… é que já sou um bocadinho “antiga”!

 

Estarei disponível para discutir e trabalhar nisto o mais possível. Já fiz parte da Direção da Associação das Mulheres Empresárias e essa experiência pode ser de alguma valia.

 

Preocupa-me muito os lobbies, as pressões, os tipos de membros. Isso preocupa-me imenso. No entanto, da discussão faz-se a luz, como se diz.

 

Abraço a todos

 

                     Lígia Dias Costa
                Portuguese Translator

E-mail: ligia...@hotmail.com
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Maria Ivo

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Mar 1, 2013, 10:11:29 AM3/1/13
to tradutore...@googlegroups.com
Caros colegas,
Concordo em absoluto com a opiniao da Margarida. Deus nos livre de guerras maiores do que as ja existentes entre tradutores. Eu sou tradutora ha mais de 20 anos e nao tenho certificacao, contudo, estou pronta para estudar e submeter-me a um juri formado pelos melhores dos nossos pares.
Vamos por maos a obra o quanto antes.
Bom fim de semana
Maria Joao Ivo



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margarida lopes <maria....@gmail.com> wrote:
Boa tarde a todos,

Saúdo a iniciativa e a discussão dos procedimentos. De facto, já há muito tempo me vinha questionando sobre a "justiça" desta profissão, em que o mais baixo preço parece estar a ganhar terreno à qualidade do trabalho... É tempo de agir, sim.

Quanto à questão das Ordens, confesso que nunca tive uma boa imagem das ditas. Parece-me um campo minado, com lobbies e procedimentos pouco claros, que dificultam a vida a muitos profissionais. O objectivo mais visível é o de proteger uma classe já estabelecida e não o de promover a qualidade dos serviços prestados. Não gostaria de ver estes procedimentos reproduzidos para os tradutores profissionais. Concordo em absoluto com a certificação. Considero contudo que devemos aprender com os erros dos outros e fugir deles a sete pés :)
Este meu contributo baseia-se no acompanhamento da situação de uma psicóloga em luta pelo reconhecimento pela Ordem dos Psicólogos portugueses, que tem feito exigências quase absurdas e muito dispendiosas.
Procedimentos claros e razoáveis é o que me parece que devemos almejar.

margarida

Em 1 de março de 2013 12:40, Susana Valdez <valdez...@gmail.com> escreveu:

Boa tarde, Lígia e todos os membros do grupo,

Obrigada pela resposta e sugestão. Quando escrevi pela primeira vez também pensei em sugerir o modelo da Ordem dos Advogados ou até o modelo do SNATTI para os guias-intérpretes.

Vou falar do caso dos guias-intérpretes que é o que conheço melhor. Até há bem pouco tempo para se ser guia em Portugal, o profissional tinha de ter obrigatoriamente a caderneta de guia que é obtida através de um exame realizado por um júri composto por professores e guias. Para se ter acesso ao exame, é necessário fazer o curso de guia-intérprete (que pode ser de bacharel ou licenciatura). Se estiver a passar alguma informação incorreta, por favor corrijam-me. Se alguém trabalhasse como guia e não fosse guia oficial (com a dita caderneta), a polícia passava multa ao guia e à empresa que o contratou.

Pessoalmente, parece-me que esta situação será mais adequada para o tradutor ajuramentado e irá excluir uma grande fatia dos tradutores do nosso mercado. Mas o que acham?

Quanto ao problema de classificar os tradutores, eu compreendo o que a Lígia está a dizer completamente. Quem irá determinar quem merece a classificação de "certificado" ou não? Mas, por outro lado, é isso que temos neste momento, não é? Hoje em dia, qualquer pessoa pode traduzir sem existir nada que distinga entre tradutores profissionais e amadores.

Também acho que é preciso que fique claro que, seja qual for o modelo, vamos precisar de uma estrutura grande, dispendiosa e com muita mão-de-obra. Precisamos de ter consciência disso e estar dispostos a investir.

Abraço e continuação de boa discussão. :)
Susana Valdez

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Margarida Lopes

Sónia Maia

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Mar 1, 2013, 10:27:33 AM3/1/13
to tradutore...@googlegroups.com
Boa tarde a todos,

Depois de ler tudo o que aqui foi dito, tenho de dizer que, a meu ver, o mais importante numa ordem profissional é ter como política orientadora a defesa dos interesses dos associados. Neste sentido, parece-me que a Ordem dos Advogados é o perfeito exemplo de tudo aquilo que deve ser evitado: uma Ordem que, pelo menos actualmente, tem como objectivo fundamental dificultar o acesso à profissão devido ao excesso de licenciados que saem das universidades, obrigando os interessados a passar por processos de selecção morosos e difíceis de transpor, e na qual não existe qualquer vestígio de união, antes pelo contrário, havendo mesmo casos de profissionais que dedicam grande parte do seu tempo a interpor processos contra colegas por alegadas más práticas.

Julgo que é importante garantirmos que a Ordem que vamos criar não vai funcionar nestes moldes. O processo de certificação parece-me importante, mas temos de zelar para que não seja usado de forma viciada. O que se pretende é certificar a qualidade de tradutores com habilitações, experiência e competência e não afastá-los da profissão. 

Além disso, tendo em conta a actual situação do mercado, também acho importante que a inscrição de um tradutor na ordem não acarrete para esse tradutor encargos demasiado pesados. Sabemos bem que muitos tradutores ganham pouco e não devem ficar excluídos da ordem por esse motivo.

Estou ao dispor para ajudar na preparação do que for preciso.

Cumprimentos a todos,
Sónia Maia

Ligia Dias Costa

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Mar 1, 2013, 10:35:12 AM3/1/13
to tradutore...@googlegroups.com

Sónia,

 

Concordo inteiramente consigo quando diz que o processo de certificação não deve ser usado de forma viciada!

 

 

 

                     Lígia Dias Costa
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Paula Ribeiro

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Mar 1, 2013, 11:08:05 AM3/1/13
to tradutore...@googlegroups.com

Olá a todos

 

Como podem ver pelas normas de funcionamento da ITI – as “regras” de acesso à certificação estão perfeitamente definidas e exequíveis em Portugal. Como já se disse, apenas será necessário adequar o que existe por esse mundo fora à nossa realidade – e sem complicações!

Quanto ao pagamento de cotas, como disse hoje uma colega os membros da ITI pagam 130€ por ano. A nossa Associação, Instituto, Cooperativa ou outro, terá uma cota, sim, mas adequada à realidade portuguesa.

A criação da Ordem (que penso não ser fácil), do Instituto (porque não?), Associação (não gostaria, dada a imagem que tem a existente) ou a Cooperativa (porque não, também?) tem um objetivo muito bem definido desde o início – certificar os profissionais e valorizar esta profissão – que entendo por muy nobre! Fomentar formação específica e a preços mais baixos para os membros e não membros (que pagam mais por isso), obter condições especiais de compra de software, hardware e outros (ginásios até, que a gente tb precisa de espairecer)…e um leque de outros apoios e condições especiais para os seus membros. Apoiar, juridicamente quando necessário, algum membro em dificuldades, recomendar procedimentos, fiscalizar e puxar para si e para os seus membros o que de melhor existir para melhorar a nossa presença neste mercado Global!!

 

Todos os vossos contributos e opiniões são de grande importância, pelo que agradecia que perdessem um pouquinho de tempo a ver com que regras se regem as outras Instituições para que na primeira reunião de trabalho (em Março) possamos, em conjunto, elaborar uma proposta base de criação daquela que, acredito, irá ser uma Instituição de e para tradutores.

 

Agradecia ainda que todos os que pudessem estar na reunião de Março em Lisboa nos contactassem diretamente (Paula ou Margarida) para que possamos saber quantos seremos e arranjar a sala.

 

Grande abraço

Paula

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De: tradutore...@googlegroups.com [mailto:tradutore...@googlegroups.com] Em nome de Sónia Maia
Enviada: 01 Março 2013 15:28
Para: tradutore...@googlegroups.com
Assunto: Re: Objetivo: Certificação

 

Boa tarde a todos,

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Jairo Neto

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Mar 1, 2013, 12:21:53 PM3/1/13
to tradutore...@googlegroups.com
Boa tarde a todos,

Li com atenção os comentários que publicaram relativamente a este assunto, e gostaria apenas de fazer uma pequena chamada de atenção quanto a denominações. Daquilo que consegui aferir acerca da constituição de associações profissionais (definida pela Lei n.º 2/2013 de 10 de Janeiro - em anexo) o Artigo 11.º distingue  "ordens profissionais"  de "câmaras profissionais"; e distingue-as com base no critério da obrigatoriedade da obtenção de um diploma de licenciatura:

Artigo 11.º
Denominações
1 — As associações públicas profissionais têm a denominação "ordem profissional" quando correspondam a profissões cujo exercício é condicionado à obtenção prévia de uma habilitação académica de licenciatura ou superior e a denominação "câmara profissional" no caso contrário.

Se estou a interpretar este artigo de forma correcta a criação de uma Ordem dos Tradutores tornaria obrigatória não apenas a certificação por parte da ordem  mas também a obtenção de um diploma de licenciatura de forma a poder exercer na área. Acho que isto excluiria muitos tradutores que têm já provas dadas não apenas da sua competência na área, mas também do seu profissionalismo e respeito pela profissão. Não sei se esse é o critério de que precisamos para regulamentar o mercado (é isso que se pretende, não é?). Acho que a questão que temos de colocar é se queremos que o acesso à profissão seja mediado completamente por uma única entidade, de idoneidade reconhecida (se não pela comunidade inteira, pelo menos por uma maioria representativa, e sempre seguindo uma lógica inclusiva como a Sónia Maia nos lembra). Isto pode ser conseguido através desta mesma obrigatoriedade que a criação de uma ordem/câmara traria; ou pelo reconhecido mérito de uma associação cujos altos padrões de avaliação tornam virtualmente forçosa a integração dos tradutores nas suas listas. Pessoalmente não sei se esta alternativa resultaria. Acho que a lógica económica irá sobrepor-se a uma lógica que se pretende que seja de qualidade (integridade, responsabilidade, sustentabilidade...) dado o contexto.

Mas independentemente do formato que seja escolhido também concordo que os procedimentos conducentes à creditação dos membros sejam o mais transparente possível, e realistas, mas confesso que não tenho o conhecimento suficiente acerca da melhor forma de abordar o assunto. Contudo talvez não seja má ideia analisar o caso da Ordem dos Advogados, mesmo que dela não se tenha uma boa opinião, pelo menos saberemos aquilo que não queremos.

Claro que é preciso sempre ter em mente o esforço, e a grande empreitada que a constituição de um tal organismo implica, como a Professora Susana bem nos avisa! Será sem dúvida precisa uma certa dose de investimento pessoal. Mas será talvez o sacrifício que teremos de fazer em nome da dignificação da profissão.

Perdoem-me os disparates, e por favor contrariem-me se não concordarem.

Melhores cumprimentos,
Jairo Neto


2013/3/1 Paula Ribeiro <paula....@crossingwords.com>
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LEI QUADRO ORDENS PROFISSIONAIS.pdf

Paula Ribeiro

unread,
Mar 1, 2013, 1:45:52 PM3/1/13
to tradutore...@googlegroups.com

Olá Jairo

 

Pois, como eu pensava, uma Ordem tem algumas exigências que não nos interessam.

O objetivo é reunir profissionais de tradução – com e sem diploma superior, mas com provas dadas na execução da sua profissão! Atualmente, existem vários cursos de tradução, mas quando muitos de nós começaram, essa não era a realidade. Por este motivo, existem e vão continuar a existir, muitos e bons profissionais sem diploma, não querendo isto dizer que sejam piores que os outros. Aliás, conheço alguns que, com diploma, poderiam ser considerados bem mais amadores que os mais amadores!

 

Este seu contributo é o que buscamos para tentar criar uma entidade que agregue o que de melhor existe nesta nossa profissão…. Uma entidade que depois, por ser uma entidade, nos ajude a nós, tradutores a obter reconhecimento e a tão pretendida certificação.

 

Obrigada e um abraço.

Paula   

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ana yokochi

unread,
Mar 2, 2013, 3:50:00 AM3/2/13
to tradutore...@googlegroups.com
Bom dia :)
Teria muito gosto em participar na reuniao em Lisboa. Mas so regresso da Holanda dia 20. A partir dessa data contem comigo. Como acabei de acordar com uma ideia fresquinha aqui deixo a sugestao. Achei melhor partilha-la ja antes que me esqueca por isso vai mesmo daqui sem acentos cedilhas e os demais caracteres especiais que este tablet nao tem.

Que tal um teste de traducao com avaliacao "em dupla ocultacao" pelos pares "aleatorizados" como um primeiro nivel correspondente a "aprovado pela ..." (Teste que pode ser repetido periodicamente em caso de nao aprovacao porque a pessoa pode sempre esforcar-se para melhorar) e como segundo nivel uma "membership" com base em avaliacao curricular e cartas de recomendacao?
A dupla ocultacao destinar-se- ia a reduzir a probabilidade de preferencias - nem o avaliado sabe quem sao os examinadores nem os examinadores sabem quem e o avaliado. Com "pares aleatorizados" refiro-me a que os avaliadores fossem escolhidos aleatoriamente entre todos os membros do grupo/associacao/ordem/cooperativa/instituto e a aprovacao fosse do tipo das bolas brancas e pretas dos doutoramentos. Escolhia-se um painel de membros ao acaso e essas pessoas dariam o seu input que no final resultaria numa aprovacao ou nao aprovacao. A vantagem e que ninguem ficaria sobrecarregado com o trabalho e a responsabilidade seria partilhada por todos. Quanto a "membership" nao tenho ideias especiais alem das que ha publicadas de outras associacoes que ja as tem.

Para terminar, permitam-me que me junte a todas as chamadas de atencao dos post anteriores de que devemos ter todo o cuidado para criar um grupo/associacao/ordem/cooperativa/instituto que promova a dignificacao da profissao e o acesso a mesma por todas as pessoas de qualidade independentemente de raca, credo, orientacao sexual, nacionalidade, etc, etc, etc (todas as outras qualificacoes imaginaveis) incluindo o curso que fez. Se traduz bem deve poder faze-lo como profissao! Como la chegou e irrelevante...

Abracos a todos
AnaY

Maria João dos Santos Ivo

unread,
Mar 2, 2013, 5:43:57 AM3/2/13
to tradutore...@googlegroups.com
Bom dia meninos e meninas,
Concordo em absoluto com a AnaY (é mesmo assim ou o tablet "asneirou"?)
Um abraço a todos(as) e votos de um óptimo fim-de-semana.
Maria João Ivo

Paula Ribeiro

unread,
Mar 2, 2013, 10:27:05 AM3/2/13
to tradutore...@googlegroups.com
Boa tarde

É mesmo isso que se pretende Ana...

Eu, porque 90% dos meus clientes são estrangeiros, senti necessidade de me
certificar por uma entidade reconhecida internacionalmente e, depois de
muita leitura, optei por fazê-lo junto da ITI, cujo lema e objetivo maior é
"‘Promoting the highest standards in the profession’ to a global community
with integrity and professionalism.".

Neste momento, decorre o meu processo de certificação para Qualified Member
MITI (translator), um processo a que todos os candidatos são submetidos
(independentemente de ter ou não um diploma):
Tal como podem ver no site do ITI - http://www.iti.org.uk/about-us:
"Qualified translator members are entitled to use the ITI seal to produce
official certified translations which are accepted by all government bodies
and major organisations, both in the UK and around the world.
Qualifications – A degree or equivalent qualification. Applicants will be
considered without a degree if they can demonstrate a minimum of 6 years’
relevant professional experience in translation.
Experience - A minimum of 3 years’ relevant professional experience in
translation.
References* - Recommendations regarding ability and good reputation
Assessment - Translators - a Pass in the ITI Membership Examination "

O exame a que espero vir a ser submetida é anónimo, para o examinado e
examinador, o que vai de encontro ao que diz a Ana e com o que concordo
totalmente!

Esta é uma organização que foi fundada em 1986 pela vontade de tradutores e
intérpretes que, tal como nós, procuravam a dignificação da sua profissão.
Atualmente, é a principal fonte de profissionais a que recorrem grandes
empresas e organismos públicos quando pretendem contratar um
tradutor/intérprete.

É este, creio eu, o nosso objetivo! E como a roda já está inventada por esta
e por organizações similares, apenas será necessário adequar esta forma de
fazer à nossa realidade e intenções.

Como sempre defendi, esta é uma profissão digna e que deve ser reconhecida
como tal... por isso, vamos ao trabalho! Cá te esperamos AnaY e a todos para
fazer parte da reunião de trabalho em Março.

Grande abraço
Paula

Translation & Interpretation Atelier
Phone: +351 224 056 693
Mobile: +351 918 337 436
E-mail: paula....@crossingwords.com
Web: www.crossingwords.com

Organizer of the 2013 ProZ.com European Internacional Conference in Porto,
Portugal. More informations at: http://www.proz.com/conference/388





-----Mensagem original-----
De: tradutore...@googlegroups.com
[mailto:tradutore...@googlegroups.com] Em nome de ana yokochi
Enviada: 02 Março 2013 08:50
Para: tradutore...@googlegroups.com
Assunto: RE: Objetivo: Certificação

Manuel SANT'IAGO RIBEIRO

unread,
Mar 12, 2013, 4:20:54 PM3/12/13
to tradutore...@googlegroups.com

...não acerto mesmo no sítio onde posto ;-) aqui vai outra x o que escrevi num outro thread.

PS: posso fazer um pedido? Please não usem tradutor/intérprete, entre nós percebe-se mas para fora só aumenta a confusão entre duas actividades que podendo embora coincidir na mesma pessoa são obviamente distintas... e o maldito "/" só ajuda à confusão dos que tratam indistintamente as duas coisas, partindo do errado princípio que quem faz uma faz necessariamente a outra... de combinações linguísticas, nem falemos! Não custa nada quem fizer as duas coisas ou quiser referir ambas usar por ex. & em vez de /, como faz quem seja concomitantemente, por exemplo, arquitecto E engenheiro, não arquitecto/engenheiro... bem-hajam! :-)

alguns comentários a duas passagens do que tinha escrito a Paula e citou agora a Susana:

 
• Certifique esses mesmos profissionais e que, à imagem de outras entidades (ATA, ITI. IoL, IAPTI, e ASETRAD), faça com que os seus membros certificados sejam reconhecidos e considerados internacionalmente pelo facto de serem certificados por essa instituição; Exemplos: ATA-certified corporate and financial translator (German>English); A member of IoL, Associate of ITI, member of IAPTI and ASETRAD, que são usados por colegas nossos e que lhe dão alguma primazia sobre os seus pares no momento de serem selecionados para algum projeto.


...como já tinha escrito, convém atentar no significado dos termos... ainda por cima quando, a este respeito, não é infrequente/inocente alguma imprecisão quanto ao seu exacto significado e alguma liberdade artística na sua utilização, contra um pano de fundo de ausência de legislação específica; assim, sem pretensões de exaustividade ou absoluto rigor

- experiência: na actividade/profissão em questão, ie antiguidade na práctica, ambas reconhecidas

- formação: aprendizagem mais ou menos escolar de um saber ou saber-fazer, se bem que os títulos que dela resultam nem sempre sejam claros...; anyway, tal título - ie grau, a haver, pois há formações que o não dão - não é profissional mas "académico": quem tem uma licenciatura em arquitectura, por exemplo, é... licenciado em arquitectura:-), arquitectos são  SÓ os membros da ordem respectiva cuja admissão depende, além neste caso do título académico, da satisfação de outros requisitos

- associado, membro, filiado etc. em x, não sendo x uma associação profissional de drtº público: terá o prestígio que tiver a entidade em questão, acrescido ou abatido da eventual triagem/falta dela que exista à entrada/na permanência; algumas entidades, ie sindicatos, estão impedidas por lei de fazer seja que triagem for além da verificação da real pertença à actividade em questão, comprovada só por formação (para quem começa) ou por experiência se não for principiante

- acreditação: termo muito abusado, deveria apenas querer dizer que a entidade (pública ou privada) que assina o instrumento de acreditação faz saber que o seu portador é por ela reconhecido como detentor da qualidade que tal instrumento patenteia, por ex. acreditação de segurança/proteção (security), regra geral a título de corolário de algum mecanismo de verificação

- certificação: não se deveria confundir com a mera  pertença a uma colectividade, como descrito na entrada anterior e aqui sim, há uma validação de competências profissionais, cuja modalidade pode ser uma de várias ou ser mista, entre documental/curricular e/ou por provas/exames/trabalhos etc, regra geral por um júri de pares... pode ser pública ou privada, ie por uma agremiação, com ou sem delegação de poder público... esta etapa "equivale" à admissão numa associação profissional de drtº público (câmara, ordem, etc)

> a este respeito,deixem-me citar o caso sui generis dos PIT: no final da formação, além e depois do exame final da dita, havendo-o, há/havia uma dita "finalíssima" (onde o SNATTI tem/tinha assento obrigatório, além da entidade oficial competente cujo nome tem variado + jurados académicos) cuja passagem era indispensável para a obtenção da carteira profissional, emitida por essa entidade ou pelo SNATTI

- finalmente, revalidação: como o nome indica - mas trata-se de uma práctica recente - uma vez obtida a certificação ela não deverá ficar adquirida, dependo antes a sua subsistência/renovação da observância validada de uma série de requisitos, que podem abranger ulterior formação, investigação, ensino,  participação em actividades, publicações, ie CPD

 
• Trabalhe no sentido de regulamentar a profissão e os respetivos profissionais para que sejam reconhecidos e para que a profissão, por exemplo de tradutor, passe a existir; 


...pois, aqui dois casos se podem dar: ou tentar avançar pela via do reconhecimento/tutela/regulamentação/proteção oficiais, com os constrangimentos sabidos (e o indispensável reconhecimento prévio de interesse público) o que é exequível pela entidade profissional, graças a uma delegação de competências... ou pelas próprias autoridades públicas, para as profissões não tidas como idóneas para o fazerem ao abrigo de tal delegação.... ou - muito embora sem a força da autoridade - pela produção associativa de um corpo de regras que se imponha ao reconhecimento mais ou menos universal...

Hoy por hoy, como dizem aqui ao lado, as coisas não estão fáceis para seja o que for que cheire a "regulamentação" oficial, pois o actual Zeitgeist vai no sentido contrário...

...e pronto, espero ter contribuído para a reflexão :-)

Ah, a colecta fiscal/contribuição para a Segurança Social enquanto profissional disto ou daquilo não tem nada a ver com tudo isto, qualquer se pode colectar/declarar como entende :-(... assim como a ajuramentação ad-hoc enquanto TA ou IA tb não!...






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Martin Brückmann

unread,
Mar 20, 2013, 11:32:21 PM3/20/13
to tradutore...@googlegroups.com

Em relação à certificação dos tradutores, queria só fazer um pequeno comentário acerca da distinção entre "carolos, curiosos e profissionais" já referidos noutras mensagens por aqui.

Muitos de nós não têm formação formal nenhuma em tradução, por diversos motivos começaram talvez por ser "carolos" e/ou talvez "curiosos" em tradução, e mesmo assim chegaram a ser e consideram-se e são considerados hoje como tradutores profissionais, sem perder nenhum mérito no título por causa deste percurso não conforme às normas.

Tendo este facto em mente, onde é que devemos / podemos estabelecer o limite entre tradutores profissionais e os outros, em aceitar membros numa organização ou não, em certificar um membro ou não, eventualmente cortando as pernas a quem se iniciar nesta profissão pelos mesmos trilhos não conformes às normas que muitos outros antes deles ?

De qualquer forma, penso que o perigo não vem dos "curiosos" que estão a começar uma nova carreira ou mesmo um segundo emprego em paralelo em tradução, até nem dos "curiosos" que fazem uma tradução de vez em quando (desde que respeitem minimamente algum tarifário tabelado, oficial e conhecido de todos, para não estragar o negócio - e ganha-pão muitas vezes único - dos que vivem desta profissão).

O perigo, ao meu ver, vem das pessoas que traduzem "just for fun" para passar o tempo e/ou ganhar mais umas coroas mas que não necessitram mesmo deste rendimento para viver, e que se dão ao luxo de fazer essas traduções quase de borla, numa concorrência desleal que evidentemente é boa para o cliente (sobretudo nestes tempos difíceis, nomeadamente particulares que precisam dessas traduções para encontrar trabalho no estrangeiro... Também temos de ter um coração para essas situações, mas não se pode fazer de excepções hábitos, ou seremos os próximos a ter de seguir esse caminho...) mas é péssima para os outros tradutores, os profissionais em exclusividade e a tempo inteiro.

Posso citar como exemplos de "concorrentes desleais" desses, que encontrei mesmo :

- empregados de uma empresa que "sabem um pouco da língua X, Y ou Z" e que se atrevem e/ou são solicitados pelas chefias para darem um jeitinho e fazerem umas traduções para essa empresa, trabalho esse que muitas vezes não é pago como extra mas é feito durante as horas normais de trabalho, claro.
(ainda por cima, muitas vezes os chefes dessa empresa só vêm a poupança imediata e não vêm que, ao publicarem uma tradução não controlada por profissionais, dão uma imagem péssima da sua empresa face a interlocutores estrangeiros...)

- advogados e notários que "fazem umas traduções" porque a Lei lhes permite isso, sem nenhuma garantia do resultado, e que se dão ao luxo de "oferecer" este serviço a preço extremamente baixo, já que depois podem recuperar algum lucro pelas certificações dessas mesmas traduções que vão cobrar a preço de ouro (~20 Euros para um carimbo e uma assinatura num papel que diz que "sim senhor, esta tradução é mesmo fiel ao original" ou "certifico que Fulano Tal disse que esta tradução era fiel ao original")

- pessoas que por exemplo trabalham numa instituição e/ou organização potencialmente habilitada a prestar serviços de tradução mas da qual a tradução não faz parte do "core business", e que aceitam este trabalho extra para "dar um jeito" e/ou passar o tempo, sei lá, e que pedem valores ridículos tais como 8 a 10 Euros por página (por exemplo de diplomas e certificados, com formatação igual ao original e tudo mais...), o que se o trabalho for bem feito demora o seu tempo, tempo esse que assim fica a ser pago "amendoins"

- ... há mais, muito mais exemplos, infelizmente...


E há ainda outra forma de concorrência eventualmente desleal, essa vinda de instituições ou empresas de tradução que por vontade própria ou pressionadas pelo "mercado" fazem "dumping", vendem traduções a preço abaixo do "normal", porque podem, porque de alguma forma conseguiram arranjar mão-de-obra barata, estagiários, alunos, empregados que é preciso ocupar com alguma coisa em tempos de menor procura, etc...



Nunca poderemos impedir estas situações, mas para podermos combater esta forma de concorrência desleal, será incontornável a iniciativa que se pretende pôr em marcha conseguir impor um "selo de garantia" de "traduções certificadas", certo, mas também conseguir publicar e impor, quase, um tarifário tabelado, conhecido e respeitado por todos, mesmo os não-membros e os clientes, e que poderá servir de guião para os novos na profissão terem uma ideia dos valores usuais e não serem tentados de acreditar logo na conversa do cliente "esperto" que faz "bluff" e lhes diz que arranjou mais barato noutro sítio para os incentivar a baixar o valor da proposta inicial.

(Diga-se de passagem que uma tal tabela chegou a existir em tempos, publicada pela APT, mas que logo descobrímos que mesmo alguns dos membros mais eminentes e antigos da mesma não respeitavam, fazendo propostas bem mais aliciantes aos clientes e iniciando assim a "espiral recessiva" que ameaça, já há montes de tempo, a nossa profissão).

Manuel SANT'IAGO RIBEIRO

unread,
Mar 21, 2013, 1:00:17 PM3/21/13
to tradutore...@googlegroups.com
...duas observações, com a devida vénia:

- o próprio dos profissionais é... o profissionalismo, não a qualidade :-) que infelizmente (?) varia tanto dentro como fora dos grupos profissionais; o que o Martin escreve - e bem - acima, ilustra os "perigos" da regulamentação: somos todos com certeza capaz de citar nomes de ilustres prácticos de tradução, inclusive para passar o tempo, "for fun", sem precisarem dos rendimentos... com brilhantes resultados qualitativos... não são é profissionais.
A certificação terá que basear-se no binómio formação/habilitação (geral e específica) + experiência, ambas comprovadas e com ou sem mínimos estipulados,sendo "exigida" tanto menos de uma quanto maior for a outra, isto para acesso, se for esse o caso, à validação de conhecimentos - cujo resultado será o que for - e que terá que incluir um elemento deontológico, de muito mais difícil regulamentação, aliás :-).

- SÓ são legais as tabelas colectivas (chamem-se o que se chamarem e independentemente da sua alegada natureza vinculativa) negociadas com um interlocutor adquirente dos serviços/produtos e válidas para os períodos e nas condições aí definidas , tudo o mais não o é, à luz do drto PT e internacional da concorrência, uma vez que o moderno entendimento é que qualquer concertação sobre preços fere a liberdade de concorrência, cujo benefício para os consumidores se entende hoje suplantar os demais que de tal concertação pudessem resultar: isto não é uma opinião, é um facto, comprovável ad libitum com n legislação e jurisprudência.
As excepções são, obviamente, as tabelas pessoais, nada me impede de fazer saber a que preço entendo vender os meus serviços, dentro ou fora do contexto de uma concreta oferta/procura... e - no âmbito colectivo - as retrospectivas estatísticas... mas que o sejam realmente, com provas - que a todo o tempo podem ser exigidas - de se tratar de facto do resultado de uma recolha entre prestadores quanto a períodos passados.
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