Bom dia a todos,
Obrigada pela iniciativa e pelos primeiros comentários.
Não preciso de salientar o quanto estas iniciativas são fundamentais para o prestígio e mesmo a profissionalização da nossa profissão, passo o pleonasmo, uma vez que deve ser das poucas onde toda a gente pensa que pode exercer, sem qualquer tipo de qualificação ou de experiência, como todos sabemos.
A sugestão da Susana parece-me boa, mas, na minha opinião, peca por ser complicada. Não seria preferível olharmos para outras profissões com ordens – advogados, médicos, engenheiros, enfermeiros? Não acham que todas estas categorias de membros podem ser perigosas e qualificar tradutores de primeira, segunda e terceira categoria? Não haverá depois lobbies?
Estas são apenas ideias que gostaria de colocar à discussão.
Tenham um excelente fim de semana!
Lígia Dias Costa
Portuguese Translator
E-mail: ligia...@hotmail.com
Tel.: (351) 96 821 25 18
Skype: ligiapinho
Website: http://www.proz.com/profile/31332
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Susana Valdez
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Bom dia
Claro que o objetivo desta iniciativa é procurar um modelo de associação (a ITI parece um dos melhores) que promova a certificação e o reconhecimento da nossa profissão.
Sentimos que a atual APT nada faz (fez) nesse sentido e daí a nossa iniciativa.
Procuramos em primeiro a formação da dita Associação/Cooperativa ou até Ordem para promover (entre outras coisas) a certificação. A exemplo das muitas entidades existentes na Europa, deve a Associação promover formação, troca de ideias e apoio aos seus associados.
Quanto à certificação, queria ainda sublinhar que o membro certificado, não deverá ser apenas aquele que detém formação superior em Tradução… deverão ser todos os profissionais que, ao longo de anos de experiência demonstraram elevadas qualificações e prestações nesta indústria. Como todos sabemos a formação específica em Tradução e Interpretação é recente em Portugal, pelo que existem muito bons profissionais a trabalhar na área e que deverão poder ser certificados da mesma forma que os que possuem o diploma. Infelizmente, tal como em muitos outros cursos, a obtenção de um diploma não significa qualidade e profissionalismo no desempenho de uma profissão.
Depois de estabelecida a reunião dos possíveis associados devemos começar a trabalhar para a fundação da mesma, pelo que mais importante que a discussão, será mesmo arregaçar as mangas e começar a trabalhar já nesse sentido (desculpem mas sou uma pessoa muito prática, que acredita e se rege pelo fazer agora, quando existe vontade!).
Proponho que durante o mês de Março seja marcada uma mesa de trabalho (Porto ou Lisboa) com a presença de todos os que estiverem interessados em começar a trabalhar - para se dar início à delineação da proposta base de criação da Associação (estatutos, normas, objetivos, etc)e, como já alguém disse a roda já está inventada, pelo que apenas teremos de adequar o que existe à nossa realidade.
Ao falar com a Margarida, apontamos um primeiro encontro de trabalho para meados de Março - o que dará tempo a todos os que queiram participar de preparar e elaborar propostas e sugestões a discutir para a elaboração da proposta base.
Seria já essa proposta base que seria discutida e aprovada (ou não) durante a reunião do dia 30 de Março ou 6 de Abril. A partir daqui, seriam formadas as listas de candidatos à “governação” da Associação e consequente eleição para criação oficial da mesma (que ainda não tem nome!!).
Gostava ainda de informar a todos que na Conferência que estou a organizar no Porto, será incluído na pasta de todos os colegas portugueses um folheto informativo da Associação para que todos os que não tiverem tido ainda conhecimento da existência da mesma (que até lá já deverá estar criada), possam juntar-se a ela.
Obrigada e um grande abraço
Paula Ribeiro

Translation & Interpretation Atelier
Phone: +351 224 056 693
Mobile: +351 918 337 436
E-mail: paula....@crossingwords.com
Organizer of the 2013 ProZ.com European Internacional Conference in Porto, Portugal. More informations at: http://www.proz.com/conference/388

De: tradutore...@googlegroups.com [mailto:tradutore...@googlegroups.com] Em nome de Susana Valdez
Enviada: 01 Março 2013 09:09
Para: tradutore...@googlegroups.com
Assunto: Objetivo: Certificação
Bom dia a todos,
Olá novamente,
Concordo claramente com o facto do membro não poder ser apenas o detentor da licenciatura em tradução, até porque no meu tempo não havia e não a tenho. E era o que mais me faltava voltar à faculdade, com a minha idade… é que já sou um bocadinho “antiga”!
Estarei disponível para discutir e trabalhar nisto o mais possível. Já fiz parte da Direção da Associação das Mulheres Empresárias e essa experiência pode ser de alguma valia.
Preocupa-me muito os lobbies, as pressões, os tipos de membros. Isso preocupa-me imenso. No entanto, da discussão faz-se a luz, como se diz.
Abraço a todos
Lígia Dias Costa
Portuguese Translator
E-mail: ligia...@hotmail.com
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Skype: ligiapinho
Website: http://www.proz.com/profile/31332
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Boa tarde, Lígia e todos os membros do grupo,
Obrigada pela resposta e sugestão. Quando escrevi pela primeira vez também pensei em sugerir o modelo da Ordem dos Advogados ou até o modelo do SNATTI para os guias-intérpretes.
Vou falar do caso dos guias-intérpretes que é o que conheço melhor. Até há bem pouco tempo para se ser guia em Portugal, o profissional tinha de ter obrigatoriamente a caderneta de guia que é obtida através de um exame realizado por um júri composto por professores e guias. Para se ter acesso ao exame, é necessário fazer o curso de guia-intérprete (que pode ser de bacharel ou licenciatura). Se estiver a passar alguma informação incorreta, por favor corrijam-me. Se alguém trabalhasse como guia e não fosse guia oficial (com a dita caderneta), a polícia passava multa ao guia e à empresa que o contratou.
Pessoalmente, parece-me que esta situação será mais adequada para o tradutor ajuramentado e irá excluir uma grande fatia dos tradutores do nosso mercado. Mas o que acham?
Quanto ao problema de classificar os tradutores, eu compreendo o que a Lígia está a dizer completamente. Quem irá determinar quem merece a classificação de "certificado" ou não? Mas, por outro lado, é isso que temos neste momento, não é? Hoje em dia, qualquer pessoa pode traduzir sem existir nada que distinga entre tradutores profissionais e amadores.
Também acho que é preciso que fique claro que, seja qual for o modelo, vamos precisar de uma estrutura grande, dispendiosa e com muita mão-de-obra. Precisamos de ter consciência disso e estar dispostos a investir.
Abraço e continuação de boa discussão. :)
Susana Valdez
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Sónia,
Concordo inteiramente consigo quando diz que o processo de certificação não deve ser usado de forma viciada!
Lígia Dias Costa
Portuguese Translator
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Olá a todos
Como podem ver pelas normas de funcionamento da ITI – as “regras” de acesso à certificação estão perfeitamente definidas e exequíveis em Portugal. Como já se disse, apenas será necessário adequar o que existe por esse mundo fora à nossa realidade – e sem complicações!
Quanto ao pagamento de cotas, como disse hoje uma colega os membros da ITI pagam 130€ por ano. A nossa Associação, Instituto, Cooperativa ou outro, terá uma cota, sim, mas adequada à realidade portuguesa.
A criação da Ordem (que penso não ser fácil), do Instituto (porque não?), Associação (não gostaria, dada a imagem que tem a existente) ou a Cooperativa (porque não, também?) tem um objetivo muito bem definido desde o início – certificar os profissionais e valorizar esta profissão – que entendo por muy nobre! Fomentar formação específica e a preços mais baixos para os membros e não membros (que pagam mais por isso), obter condições especiais de compra de software, hardware e outros (ginásios até, que a gente tb precisa de espairecer)…e um leque de outros apoios e condições especiais para os seus membros. Apoiar, juridicamente quando necessário, algum membro em dificuldades, recomendar procedimentos, fiscalizar e puxar para si e para os seus membros o que de melhor existir para melhorar a nossa presença neste mercado Global!!
Todos os vossos contributos e opiniões são de grande importância, pelo que agradecia que perdessem um pouquinho de tempo a ver com que regras se regem as outras Instituições para que na primeira reunião de trabalho (em Março) possamos, em conjunto, elaborar uma proposta base de criação daquela que, acredito, irá ser uma Instituição de e para tradutores.
Agradecia ainda que todos os que pudessem estar na reunião de Março em Lisboa nos contactassem diretamente (Paula ou Margarida) para que possamos saber quantos seremos e arranjar a sala.
Grande abraço
Paula

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De: tradutore...@googlegroups.com [mailto:tradutore...@googlegroups.com] Em nome de Sónia Maia
Enviada: 01 Março 2013 15:28
Para: tradutore...@googlegroups.com
Assunto: Re: Objetivo: Certificação
Boa tarde a todos,
Olá Jairo
Pois, como eu pensava, uma Ordem tem algumas exigências que não nos interessam.
O objetivo é reunir profissionais de tradução – com e sem diploma superior, mas com provas dadas na execução da sua profissão! Atualmente, existem vários cursos de tradução, mas quando muitos de nós começaram, essa não era a realidade. Por este motivo, existem e vão continuar a existir, muitos e bons profissionais sem diploma, não querendo isto dizer que sejam piores que os outros. Aliás, conheço alguns que, com diploma, poderiam ser considerados bem mais amadores que os mais amadores!
Este seu contributo é o que buscamos para tentar criar uma entidade que agregue o que de melhor existe nesta nossa profissão…. Uma entidade que depois, por ser uma entidade, nos ajude a nós, tradutores a obter reconhecimento e a tão pretendida certificação.
Obrigada e um abraço.
Paula

Translation & Interpretation Atelier
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Que tal um teste de traducao com avaliacao "em dupla ocultacao" pelos pares "aleatorizados" como um primeiro nivel correspondente a "aprovado pela ..." (Teste que pode ser repetido periodicamente em caso de nao aprovacao porque a pessoa pode sempre esforcar-se para melhorar) e como segundo nivel uma "membership" com base em avaliacao curricular e cartas de recomendacao?
A dupla ocultacao destinar-se- ia a reduzir a probabilidade de preferencias - nem o avaliado sabe quem sao os examinadores nem os examinadores sabem quem e o avaliado. Com "pares aleatorizados" refiro-me a que os avaliadores fossem escolhidos aleatoriamente entre todos os membros do grupo/associacao/ordem/cooperativa/instituto e a aprovacao fosse do tipo das bolas brancas e pretas dos doutoramentos. Escolhia-se um painel de membros ao acaso e essas pessoas dariam o seu input que no final resultaria numa aprovacao ou nao aprovacao. A vantagem e que ninguem ficaria sobrecarregado com o trabalho e a responsabilidade seria partilhada por todos. Quanto a "membership" nao tenho ideias especiais alem das que ha publicadas de outras associacoes que ja as tem.
Para terminar, permitam-me que me junte a todas as chamadas de atencao dos post anteriores de que devemos ter todo o cuidado para criar um grupo/associacao/ordem/cooperativa/instituto que promova a dignificacao da profissao e o acesso a mesma por todas as pessoas de qualidade independentemente de raca, credo, orientacao sexual, nacionalidade, etc, etc, etc (todas as outras qualificacoes imaginaveis) incluindo o curso que fez. Se traduz bem deve poder faze-lo como profissao! Como la chegou e irrelevante...
Abracos a todos
AnaY