TAIA

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Manuel SANT'IAGO RIBEIRO

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Mar 9, 2013, 2:43:48 PM3/9/13
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(tinha postado isto no thread em que tinha sido pedido... mas pensei hoje que às tantas era preferível abrir um novo, até pq não tive comentários)

...ok, aqui vai, citado de carta n/ para o Min.Just, um ponto de situação:

Ref.: TAIA- tradução ajuramentada e interpretação ajuramentada/Directiva 2010/64/UE      

       

Em MAR04 a DGAJ remeteu ao Gabinete o resultado do trabalho de um grupo a que presidia, em funções apenas desde 2000 pois só nessa altura foram sanadas as imprecisões subjacentes ao despacho original do então Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Justiça, proferido em ‘96, que haviam até aí impedido a constituição do grupo em questão.

Tinha este Sindicato Nacional da Actividade Turística, Tradutores e Intérpretes-SNATTI apoiado a exposição que a APT- Associação Portuguesa de Tradutores havia dirigido em ’95 ao então Ministro da Justiça, na decorrência da qual foi formulado o parecer objecto do despacho referido, sendo assim nomeado para integrar o dito Grupo de Trabalho, conjuntamente com a APT e as duas associações de intérpretes de conferência existentes em Portugal (a aiicPT- região Portugal da Associação Internacional dos Intérpretes de Conferência - na altura sob a designação APROFIC, associação de direito português que a representava e foi entretanto extinta - e a APIC-Associação Portuguesa de Intérpretes de Conferência) além da PGR e DGRN.

Pretendia-se um projecto de diploma capaz de sanear a lamentável situação que vigorava em Portugal nessa matéria - com ajuramentação ad-hoc não apoiada em qualquer certificação de competências - e elaborámos assim uma proposta que consubstanciava  um regime de validação e certificação de competências e ainda registo e publicitação das actividades TAIA, esboçando ainda mas deixando para um segundo momento a pormenorização dos aspectos formativos e de exercício profissional, incluindo inevitavelmente negociação tabelar.

Uma vez que a proposta entregue nunca teve seguimento tal situação persiste, infelizmente agravada, no que respeita à tradução, pela legislação superveniente que alargou a advogados, solicitadores, conservadores e oficiais de registo a “competência" para fazer e certificar traduções, alargada ainda a câmaras de comércio e indústria - estas corporizando uma inovadora atribuição, a uma pessoa colectiva, de competências necessariamente individuais e singulares. Foi também atribuída aos notários -- por uma pouco explícita via “tabelar” -  a “competência” de certificar a sua exactidão, o que faz ainda menos sentido, nomeadamente para línguas exóticas.

A jusante da entrega do projecto de diploma referido, o SNATTI promoveu uma reunião pública para divulgar junto dos interessados, nomeadamente Tradutores e Intérpretes, o resultado dos trabalhos do dito GT, tendo ainda fundado uma lista electrónica de difusão de informações profissionais relevantes, que continua a gerir, continuando até hoje a receber, nomeadamente dos Tribunais e Ministério Público, constantes pedidos de inexistentes listas, normas e tabelas, a que vamos respondendo da melhor forma possível.

Todas as associações referidas e ainda a AILGP- Associação de Intérpretes de Língua Gestual Portuguesa integram o CCT&I-Conselho Consultivo para a Tradução e Interpretação deste Sindicato, fundado em 1936 e filiado na UGT, com cerca de 500 associados; acresce ainda a mais recente APTIJUR- Associação Portuguesa de Tradutores e Intérpretes Jurídicos, que integra especificamente também as actividades de Tradução Ajuramentada e Interpretação Ajuramentada.

Temos evidentemente continuado a acompanhar a evolução da situação, nomeadamente a nível europeu onde Portugal, na sequência de um  anterior projecto abortado da Comissão, conjuntamente com outros Estados-Membros da UE tomou uma feliz iniciativa 

http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:C:2010:069:0001:0004:PT:PDF

objecto do parecer anexo da Assembleia da República e que culminou na Directiva 2010/64/UE, relativa ao direito à interpretação e tradução em processo penal

http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2010:280:0001:0007:PT:PDF

devendo também Portugal "por em vigor as disposições legislativas, regulamentares e administrativas necessárias para dar cumprimento à presente directiva até 27 de Outubro de 2013", do que deverá ser submetido relatório à Comissão Europeia até um ano depois.

Não obstante os recentes desenvolvimentos em sede de acesso e regulamentação de profissões (DL 92/2011) aliás porque não contraditórios com as obrigações assumidas no tema que ora nos ocupa, estamos convictos de que o Governo de Portugal quererá consistente, tempestiva e adequadamente honrar, no plano nacional, a iniciativa que em boa hora também tomou na UE.

Vimos assim, em n/ nome e no das Associações referidas e na senda do processo acima descrito, manifestar junto de S.Exª a Ministra da Justiça de Portugal a n/ disponibilidade para desta vez sermos previamente ouvidos ou da melhor forma colaborarmos na preparação de tais disposições, para assim se fazer final e materialmente jus às reais necessidades há muito sentidas - certamente ao arrepio da atribuição legislativa de "competências" profissionais, linguísticas/traductológicas de realização/certificação e atestação de exactidão (!) a categorias profissionais de cuja formação estão substancialmente ausentes e em cuja prática substancialmente inexistem. 

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Esta carta teve resposta, ie  a transmissão de um parecer dos serviços sobre a transposição da Directiva... mas até à data ainda não foi a mesma desencadeada; já fiz contactos preliminares para em Abril voltar à carga...

msr


Manuel SANT'IAGO RIBEIRO

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Mar 10, 2013, 8:35:23 AM3/10/13
to tradutore...@googlegroups.com
...na correspondência supra-citada introduziu-se um erro, depois corrigido: o relatório a entregar até um ano depois do prazo de transposição não é À comissão europeia mas PELA dita, ao Parlamento Europeu, sobre as várias transposições nacionais, com base no qual o PE recomendará iniciativas subsequentes.... 

Susana Valdez

unread,
Mar 11, 2013, 5:59:54 AM3/11/13
to tradutore...@googlegroups.com

Bom dia, a todos:

Em primeiro lugar, obrigada Manuel pelas informações úteis.

Fiquei com várias perguntas depois de ler a carta, se calhar, umas relevantes e outras não (mas de certeza por falta de conhecimento da matéria). E também vou apresentar algumas sugestões para discussão. Peço já desculpa por este e-mail ser longo e se vos parecer, por vezes, *crítico*. O meu objectivo é sempre a defesa dos tradutores. Devo dizer que fico bastante frustrada – como tantos – com a situação em que vivemos e, por vezes, o meu entusiasmo pode ser mal interpretado. Mas, vejam as minhas palavras como uma tentativa de avançar e de perceber o que aconteceu até agora.

O grupo de trabalho TAIA faz parte do SNATTI? Ou é um grupo independente? O Manuel faz parte deste grupo, não é verdade? Se é um grupo que representa os tradutores, por que razão não os representa junto do CNT? Partindo do princípio que o grupo TAIA e o CNT sabem da existência um do outro. O grupo TAIA estava na reunião do CNT em Lisboa?

Se percebi bem, o CCT&I-Conselho Consultivo para a Tradução e Interpretação faz parte do SNATTI. Foi-nos informado na reunião do CNT que o SNATTI não pode fazer parte do CNT. Confesso que não percebi a razão. Será que alguém desta lista que também seja do CNT me pode explicar de novo? Não será possível contornar isto? O SNATTI (para mim) foi sempre uma hipótese viável. Apesar de não ser sócia, falei várias vezes com o presidente do SNATTI (Ricardo Martins) sobre esta situação. O presidente explicou-me que existia um grupo dentro do SNATTI (que agora percebi que é o CCT&I) que tratava dos seus próprios assuntos. Tendo em conta que a maior parte dos tradutores desconhece a existência de um sindicato de tradutores, parece-me que nos podíamos juntar ao CCT&I  – se o CCT&I estivesse interessado, bem como este grupo de trabalho – para implementar as medidas que temos vindo até agora a defender e discutir. Em suma, será o SNATTI uma resposta para este grupo?

Os cerca de 500 associados de que fala o Manuel são do SNATTI e não do CCT&I, correcto? Parece-me uma distinção muito importante, já que as competências e o trabalho de um guia-intérprete e de um tradutor ou de um intérprete são muito diferentes. Parece-me que a nenhum tradutor lhe passaria pela cabeça que sabia fazer o trabalho de um guia-intérprete e (espero eu) vice-versa. Será esta uma das principais desvantagens de trabalharmos com o SNATTI? São afinal profissões díspares.

O Manuel, ou alguém deste grupo, sabe alguma coisa da APTIJUR- Associação Portuguesa de Tradutores e Intérpretes Jurídicos? Há algum tempo participei a a European Society for Translation Studies autora do relatório The Status of the Translation Profession in the European Union (http://ec.europa.eu/dgs/translation/publications/studies/translation_profession_en.pdf) pediu-me para fornecer algumas informações, incluindo sobre a APTIJUR. Contactei a associação por todos os meios possíveis e nunca obtive nenhuma resposta (telefone desligado, nenhuma morada de correspondência física ou online, nenhuma informações em lado nenhum sobre esta associação). Recomendo também a vossa leitura deste relatório, em especial da parte que descreve a situação portuguesa, incluindo das associações de tradutores em Portugal. Também vão ver que a situação portuguesa não é única na Europa e que há vários países na mesma situação que nós.

Acho que também nos temos de perguntar, neste momento, quais são os objectivos concretos do CNT e se vão ao encontro dos nossos objectivos. Da minha parte, gostava de ler um documento que me explicasse os objectivos do CNT. Por que razão se criou uma “umbrella association” que não tem acção possível sem ser com uma associação de tradutores e com a associação de empresas de tradução? Por que razão o SNATTI não pode fazer parte? Por que razão as associações de intérpretes não fazem parte?

 

Como sempre, boa discussão e um abraço a todos,

 

Susana Valdez


Manuel SANT'IAGO RIBEIRO

unread,
Mar 11, 2013, 11:00:41 AM3/11/13
to tradutore...@googlegroups.com
...ora então vamos lá ... e com a devida vénia, Susana, interpolando no seu texto:


Em primeiro lugar, obrigada Manuel pelas informações úteis.


de nada :-)
 


Fiquei com várias perguntas depois de ler a carta, se calhar, umas relevantes e outras não (mas de certeza por falta de conhecimento da matéria). E também vou apresentar algumas sugestões para discussão. Peço já desculpa por este e-mail ser longo e se vos parecer, por vezes, *crítico*. O meu objectivo é sempre a defesa dos tradutores. Devo dizer que fico bastante frustrada – como tantos – com a situação em que vivemos e, por vezes, o meu entusiasmo pode ser mal interpretado. Mas, vejam as minhas palavras como uma tentativa de avançar e de perceber o que aconteceu até agora.

não é preciso, por mim, preambular "deste jeito" como dizem no Brasil, aqui e por definição só há profissionais empenhados nos interesses colectivos :-) 


O grupo de trabalho TAIA faz parte do SNATTI? Ou é um grupo independente? O Manuel faz parte deste grupo, não é verdade?


o GT TAIA (nome que lhe demos) foi nomeado nas condições que descrevi, foi presidido pela DGAJ (dir.geral da adminstração da justiça) e só existiu até entregar o produto do seu trabalho (um projecto de D-L com anexos) ao Gabinete ministerial que o tinha nomeado, em 2004. Já o CCT&I, pré-data-o e continua a existir e a trabalhar, no seio do SNATTI, tendo nele assento TODAS as associações do sector - a representação da ILG, como disse está em reorganização; 
fui eu que  fundei o CCT&I (por achar desprovido de senso as associações e o Sindicato não terem "ponte" institucional) e representei no GT TAIA o SNATTI, em que na altura coordenava o CCT&I além de outras funções... fui inclusive Presidente do mesmo, por dois mandatos e até 2008, 

continuo hoje a ser associado do SNATTI (além da aiic, de que sou neste momento e inter alia secretário regional da sua região Portugal) e continuo a animar nele o CCT&I embora este seja nominalmente coordenado por outra colega aiic e associada do SNATTI, que é tb uma das Directoras titulares do mesmo, detendo a outra associação de intérpretes de conferência - APIC - um dos cargos de director suplente: os estatutos do SNATTI reservam um cargo de Director (em 4 e além do SG e do Presdt.) a um Tradutor ou Intérprete.

Se é um grupo que representa os tradutores, por que razão não os representa junto do CNT? Partindo do princípio que o grupo TAIA e o CNT sabem da existência um do outro. O grupo TAIA estava na reunião do CNT em Lisboa?


o CNT - que não é a bem dizer uma associação mas sim uma entidade que era suposta congregar  empresas, tradutores e formação - apenas existe desde o ano passado :-) pois teve uma leeeeeenta gestação; tanto quanto sei, foi fundado pela APET, APT e várias faculdades, " tendo-se a APT retirado depois da formação" ao que me disseram na altura da reunião de Coimbra; nem o SNATTI nem o seu CCT&I foram alguma vez convidados para o integrarem...; 
sabem sim um do outro, nomeadamente porque eu acompanhei de longe a criação do dito e pus-me em contacto com eles, "alimentando-os" com informações sobre o n/ trabalho - através do Fernando F. Alves, seu VP -  e até com notícias de uma entidade congénere - só com centros de formação superior - em Espanha que recentemente publicou uma carta aberta sobre o tema TAIA, por me parecer que a jusante da referida saída da APT poderia ser esse um campo privilegiado de acção para eles; estamos há meses a tentar agendar uma reunião ... e não estive nem na reunião de Coimbra nem na de Lx por impossibilidade profissional, embora tivesse pedido e obtido informações da 1ª... da 2ª não cheguei a poder fazê-lo, pq as tive por aqui :-)


Se percebi bem, o CCT&I-Conselho Consultivo para a Tradução e Interpretação faz parte do SNATTI. Foi-nos informado na reunião do CNT que o SNATTI não pode fazer parte do CNT. Confesso que não percebi a razão. Será que alguém desta lista que também seja do CNT me pode explicar de novo? Não será possível contornar isto? O SNATTI (para mim) foi sempre uma hipótese viável. Apesar de não ser sócia, falei várias vezes com o presidente do SNATTI (Ricardo Martins) sobre esta situação. O presidente explicou-me que existia um grupo dentro do SNATTI (que agora percebi que é o CCT&I) que tratava dos seus próprios assuntos.

eheheheheh o Ricardo, como bom PIT que é, estará menos ao corrente dos pormenores da organização dos T&I, tb no SNATTI...o CCT&I pretende assegurar o diálogo institucional entre associações do sector e o Sindicato, que tem mais de 75 anos e estatuto de parceiro social... NÃO é uma entidade autónoma :-)
 

Tendo em conta que a maior parte dos tradutores desconhece a existência de um sindicato de tradutores, parece-me que nos podíamos juntar ao CCT&I  – se o CCT&I estivesse interessado, bem como este grupo de trabalho – para implementar as medidas que temos vindo até agora a defender e discutir. Em suma, será o SNATTI uma resposta para este grupo?

o CCT&I do SNATTI não tem membros individuais, apenas associações, pois - repito - a sua raison d'être é "garantir" que as associações e o sindicato que tb cobre o sector não agem em desconhecimento mútuo: por via de regra, o SNATTI só age no campo T&I A PEDIDO das associações que têm assento no seu CCT&I, quando estas entendem que o estatuto do sindicato pode ser útil ao tema que entendem fazê-lo tb protagonizar :-)... por exemplo e entre outros temas, o despoletar do dossier TAIA terá sido ajudado pelo apoio que o SNATTI deu ao memorial que a APT entregou no MinJust sobre o tema...

Os cerca de 500 associados de que fala o Manuel são do SNATTI e não do CCT&I, correcto? Parece-me uma distinção muito importante, já que as competências e o trabalho de um guia-intérprete e de um tradutor ou de um intérprete são muito diferentes. Parece-me que a nenhum tradutor lhe passaria pela cabeça que sabia fazer o trabalho de um guia-intérprete e (espero eu) vice-versa. Será esta uma das principais desvantagens de trabalharmos com o SNATTI? São afinal profissões díspares.

claro que sim, no SNATTI não haverá nem 10% de associados que sejam só T ou I, a esmagadora maioria são PIT (profissionais de informação turística) ie Guias-Intérprete - que, como muitos leigos desconhecem, não interpretam línguas mas sim património, podendo-o embora fazer numa das suas várias línguas de trabalho além do Português, correios de turismo, etc... atenção (embora neste momento o tema esteja em aberto, em sede de desregulamentação) estes profissionais, contrariamente a nós, tinham o seu estatuto legislado e protegido.... 

O Manuel, ou alguém deste grupo, sabe alguma coisa da APTIJUR- Associação Portuguesa de Tradutores e Intérpretes Jurídicos? Há algum tempo participei a a European Society for Translation Studies autora do relatório The Status of the Translation Profession in the European Union (http://ec.europa.eu/dgs/translation/publications/studies/translation_profession_en.pdf) pediu-me para fornecer algumas informações, incluindo sobre a APTIJUR. Contactei a associação por todos os meios possíveis e nunca obtive nenhuma resposta (telefone desligado, nenhuma morada de correspondência física ou online, nenhuma informações em lado nenhum sobre esta associação).

sei sim :-): a gestação dessa novel associação tb foi lenta, foi finalmente criada em 2011 e em 2012 conseguimos tê-los numa reunião do CCT&I, que passaram a integrar... mas infelizmente desde então não voltaram a dar notícias :-(... não sei se terão resistido às "dores de parto" de uma nova associação...
 

Recomendo também a vossa leitura deste relatório, em especial da parte que descreve a situação portuguesa, incluindo das associações de tradutores em Portugal. Também vão ver que a situação portuguesa não é única na Europa e que há vários países na mesma situação que nós.

conheço esse e outros, bem-haja :-) ... T & I não estão legisladas/protegidas em quase lado nenhum, as excepções são quase sempre as versões nacionais TAIA, uma das razões do n/ interesse por este tema...

Acho que também nos temos de perguntar, neste momento, quais são os objectivos concretos do CNT e se vão ao encontro dos nossos objectivos. Da minha parte, gostava de ler um documento que me explicasse os objectivos do CNT. Por que razão se criou uma “umbrella association” que não tem acção possível sem ser com uma associação de tradutores e com a associação de empresas de tradução? Por que razão o SNATTI não pode fazer parte? Por que razão as associações de intérpretes não fazem parte?

 

são boas perguntas, para as quais não tenho resposta, como disse estou a aguardar a marcação de uma reunião com eles...
 

Como sempre, boa discussão e um abraço a todos,

 

outro:-)

msr 




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Paula Ribeiro

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Mar 11, 2013, 11:23:47 AM3/11/13
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Olá boa tarde

 

Aquilo que se entende logo à partida é que existem muitas entidades, associações, particulares a tentar puxar uma carroça para lado nenhum! Infelizmente esta é a boa maneira portuguesa… muito se rema, mas sem meta final… sem terra à vista, porque cada um puxa para o lado que lhe dá mais jeito!

 

Sou tradutora-intérprete de formação, mais tradutora de profissão pois os trabalhos que faço como intérprete são muito específicos e esporádicos e por muito que me esforce não consigo, infelizmente, encontrar no meu país uma entidade que se debata pela minha profissão! Sou membro da APT, o que nada representa, pois a maior parte das vezes em que preciso de apresentar a acreditação de uma entidade, ninguém conhece a dita! APT? What’s that???(já recebi perguntas destas!) Tenho, no entanto, encontrado algum/muito apoio em entidades internacionais que, não sendo portuguesas nos acolhem como profissionais e nos ajudam e apoiam a encontrar os caminhos e as possibilidades existentes na nossa profissão… e que são reconhecidas e bem reconhecidas por todos! Porque será? Porque trabalham nesse sentido, simples!!!

 

É esse o objetivo, pelo menos para mim, a atingir com a criação desta nova entidade… reunir gente nas várias áreas da tradução com vontade de trabalhar e de levar esta nossa profissão até onde ela merece! Deixar de parte as políticas e politiquices formando um ponto de encontro e de desenvolvimento para todos nós.

 

É de gente com vontade, como o Manuel, a Susana e muitos outros que precisamos… não de gente que apenas pretenda discutir o chamado “sexo dos anjos” à sombra de uma azinheira!

 

Espero realmente no próximo dia 20 poder contribuir para o nascimento de uma entidade capaz e bem estruturada que, sozinha ou acompanhada pelas existentes, consiga atingir os objetivos a que nos propusemos desde o início…. Para mim, não basta querer fazer… o mais importante é fazer mesmo! Acredito que com a vontade expressa de todos os colegas vamos, finalmente, conseguir ter essa entidade em Portugal. Ninguém melhor que aqueles que sofrem diariamente na pele a falta de atenção com que nos deparamos para mudar esta situação!

 

Cumprimentos e boa semana

Paula Ribeiro

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Susana Valdez

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Mar 11, 2013, 3:17:49 PM3/11/13
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Olá Manuel,

obrigada pela paciência em responder às minhas perguntas. E tantas que são… Acho que temos entre os membros deste grupo pessoas do CNT. Ficam então as restantes questões para eles.

Abraço,

Susana

Manuel SANT'IAGO RIBEIRO

unread,
Mar 11, 2013, 7:27:25 PM3/11/13
to tradutore...@googlegroups.com

...não tem nada que agradecer, aliás responder a perguntas é uma das melhores formas de se sistematizar o "conhecimento" :-).. ainda fui à procura do acto de constituição do CNT que sei que "meti" algures mas não encontrei, aqui fica uma notícia sobre a dita http://www.traducta.pt/noticias/foi-fundado-o-conselho-nacional-de-traducao-cnt/ .. e a lista das universidades que eram para o constituir (não sei se foram estas que ficaram, esta notícia dava como criado o que só arrancou muito depois) http://traduzimos.blogspot.com/2006/11/criao-do-conselho-nacional-de-traduo.html
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