Por que os protestantes não acreditam na santidade?

3 views
Skip to first unread message

Jonny A. da Silveira

unread,
May 5, 2014, 4:21:28 PM5/5/14
to TLC Fazenda 1*, TLC Grupo Emails 2, TLC Fazenda 1*, TLC Fazenda 1*, Juliano TLC ARAUCARIA, TLC Dayce, Meri TLC ARAUCARIA, Lilian Tlc Araucaria, tlc_...@googlegroups.com, TLC Agudos - Camylla, Tati Ten Campo, TLC Quitandinha - Tati, Chiarinha - TLC Quitandinha, Guga Quitandin, Rodrigo Quitandinha, TLC Quitand - Alisson, Toninho TLC Quitandinha, Tlc Bairro 24, TLC RN Bairro - Leandro, Adailton pien, Rene G. Oliveira, Ana Kaiser, Tamirys Rodrigues, Ana Piên, Luciane Turek, Rosangela Borges Lucio, Adriana Pioia, Vera 1*TLC, karina cruz, Fran Mandirituba, Fran Mandirituba, Jeysi Bueno Franco, TLC C. Tenente -Francieli, TLCREGIONALSUL2 SJP, Josefa Eduardo, josefaf...@hotmail.com, josefa-...@yahoo.com.br, gledson.d...@akersolutions.com, Gabriela Bastos Tremba, Bruno Ricardo Dias, Pe.Mario Kovalczyk, Márcia Maria Figura, AÇÃO EVANGELIZADORA DIOCESE DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
https://www.youtube.com/watch?v=FRn-vELG9pc
Video.


A antropologia protestante, diferentemente da católica, não crê que o homem possa ser santo. E isso se deve a uma discordância substancial nessas duas concepções. Esse confronto, por sua vez, pode ser resumido nas ideias de dois autores: Santa Teresa d’Ávila e Martinho Lutero, ambos do século 16. Em sua obra Castelo Interior , em que se apresenta ao leitor uma comparação da alma humana com um castelo ou, para usar uma expressão do livro, sete moradas, Santa Teresa afirma que, no centro do coração do homem - a sétima morada, por assim dizer -, habita a Santíssima Trindade, cujo brilho de sua luz só é encoberto pelo pecado. A fraqueza humana, escreve Santa Teresa, seria como que um véu a acobertar a grandeza da alma. Martinho Lutero, por outro lado, desenvolve um pensamento mais pessimista. No seu comentário à Carta de São Paulo aos Gálatas, ele descreve o homem como um pecador empedernido. A natureza humana, portanto, seria corrupta até o seu cerne, tendo a fé o papel de justificá-la perante Deus. Resta-nos, então, duas realidades extremamente opostas. A primeira considera o gênero humano como sendo bom e precioso aos olhos de Deus; já a segunda tem para si o homem como um ser ruim, em cuja fé encontra-se a única maneira de justificar-se diante de Deus.
O ensinamento de Santa Teresa encontra eco em toda a Tradição Católica, embora também seja originário de suas próprias experiências místicas. O livro Castelo Interior, escrito por volta de seus 60 anos de idade, pode ser considerado a grande obra-prima da santa, mormente por apresentar importantes reflexões sobre a realidade da alma humana. Teresa a considera como uma jóia preciosa, e faz isso por dois motivos bem específicos: primeiro, porque o ser humano foi criado “à imagem e semelhança” de Deus; segundo, porque nosso interior seria como que o jardim das delícias de Deus. Ao comentar um trecho do livro de Provérbios, Santa Tereza explica que Deus gosta de habitar na alma dos justos e que, por isso, a Santíssima Trindade faz de nosso coração a sua morada predileta (Cf. 8, 31). Quando pecamos, no entanto, colocamo-nos alheios ao nosso coração, diz Santa Teresa. O castelo - que seria a nossa alma - fica vazio, uma vez que o nosso pecado nos expulsa de nós mesmos. Ocorre uma alienação, o homem perde sua própria identidade, indo morar no fosso do castelo, morada de animais peçonhentos e traiçoeiros - isto é, as nossas más inclinações. Com efeito, para que possamos adentrar ao castelo e atingir a sétima morada, temos de rezar, o que, na linguagem da santa de Ávila, significa relacionar-se amorosamente com Deus.
A filósofa e irmã carmelita Edith Stein, canonizada em 1998 pelo Papa João Paulo II, como Santa Teresa Benedita da Cruz, certa vez se questionou sobre os escritos de Teresa d’Ávila, argumentando se seria possível que os psicólogos não tivessem acesso à própria alma. Edith Stein não conseguia compreender o raciocínio de Santa Teresa, uma vez que a psicologia tinha justamente o papel de conhecer a alma humana. Até que, finalmente, a futura irmã carmelita compreendeu que, de fato, somente por meio da oração podemos alcançar o conhecimento de nossa identidade. A psicologia não tem condições de compreender todo o mistério da humanidade, pois sua profundidade, embora apresente importantes contribuições para a ciência, não chega à medula do homem. Fica-se somente no fosso do castelo. E esse é o erro tanto da psicanálise quanto da teologia luterana[1]. Se fosse verdadeiramente um místico, Martinho Lutero teria entrado em contato com a profundeza de sua alma, teria compreendido o sol que erradia do Deus que habita nela, teria descoberto a Santíssima Trindade.
O erro fatal da antropologia de Lutero é não reconhecer que o homem é capaz de amar a Deus, de participar deste mistério. A teologia luterana alcança somente uma parte do nosso ser. E, desprovida da profundidade da mística dos santos, enxerga-o de maneira inexata. Os santos como Santa Teresa d’Ávila, por sua vez, compreendem o íntimo de nosso ser, pois sabem que o que nos afasta de Deus não nos determina. A nossa identidade é precisamente outra. É aquela que se encontra em nosso âmago, no mais profundo da nossa alma: Deus, a Família Trinitária. Os pecados são os animais que tentam nos manter fora do castelo, nas primeiras moradas, impedindo-nos de corresponder à nossa vocação última: a santidade. Lembra-nos o Concílio Vaticano II: “Todos os cristãos são, pois, chamados e obrigados a tender à santidade e perfeição do próprio estado.”[2]
E para que essa perfeita santidade se torne realidade em nossas vidas, é preciso entrar no castelo.

Referências

  1. Padre Paulo Ricardo, Por que os psicanalistas não acreditam na castidade, A Resposta Católica, n. 203
  2. Constituição Dogmática Lumen Gentium, n. 42


Jonny Antonio da Silveira
Cel 9641-0928 Tim / 3246-5226 Casa

Jonny A. da Silveira

unread,
May 6, 2014, 9:15:28 AM5/6/14
to TLC Fazenda 1*, TLC Grupo Emails 2, TLC Fazenda 1*, TLC Fazenda 1*, Juliano TLC ARAUCARIA, TLC Dayce, Meri TLC ARAUCARIA, Lilian Tlc Araucaria, tlc_...@googlegroups.com, TLC Agudos - Camylla, Tati Ten Campo, TLC Quitandinha - Tati, Chiarinha - TLC Quitandinha, Guga Quitandin, Rodrigo Quitandinha, TLC Quitand - Alisson, Toninho TLC Quitandinha, Tlc Bairro 24, TLC RN Bairro - Leandro, Adailton pien, Rene G. Oliveira, Ana Kaiser, Tamirys Rodrigues, Ana Piên, Luciane Turek, Rosangela Borges Lucio, Adriana Pioia, Vera 1*TLC, karina cruz, Fran Mandirituba, Fran Mandirituba, Jeysi Bueno Franco, TLC C. Tenente -Francieli, TLCREGIONALSUL2 SJP, Josefa Eduardo, josefaf...@hotmail.com, josefa-...@yahoo.com.br, gledson.d...@akersolutions.com, Gabriela Bastos Tremba, Bruno Ricardo Dias, Pe.Mario Kovalczyk, Márcia Maria Figura, AÇÃO EVANGELIZADORA DIOCESE DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS

Descrição:

Seja Bem Vindo. O Blog Catequese do Leigo destina-se a catequese e a fé católica. Assine o Blog - Receba Atualizações

CANONIZAÇÃO: A CANONIZAÇÃO FAZ DE ALGUÉM SANTO?


A canonização reconhece que determinada pessoa pode ser venerada pela Igreja.A catequese é algo amplo, tão amplo quanto a histórica da Igreja Católica, que
se alonga por mais de dois mil anos. Ao longo da histórica a Igreja foi se estruturando como uma organização, uma instituição com normas e conceituando a luz da Sagrada Escritura e dos ensinamentos dos primeiros Padres da Igreja.
Diante de toda a dinâmica da Igreja de Jesus Cristo, existem conceitos que muitas vezes não são entendidos e o que é pior, não são pesquisados, mesmo pelo mais devoto católico. E em certos casos assuntos como “canonização” dos santos são respondidos de maneira errônea. Então, o que é CANONIZAÇÃO?

PRIMEIRO, O QUE É CANON?

O termo CANON, na maioria das vezes está intimamente ligada a Bíblia. A palavra de origem grega significa régua, regra ou mesmo lista. Logo, quando falamos dos livros Sagrados estamos nos referindo aos livros canônicos, que são divididos em protocanônicos e deuterocanônicos.
Mas de um modo geral, quando se diz que algo e canônico, está se dizendo que este algo foi revisado, analisado e aceito pelo Magistério como algo de valor de fé. Resumindo, algo que a Igreja admite que está de acordo com os ensinamentos da Bíblia, do Magistério e da Tradição da Igreja. A Igreja em seu corpo estrutural e para o bem comum de toda ela, não expõe algo ao crédito de sua estrutura clerical e de fiéis algo que não possa garantir, isso para não incorrer no erro, visto que a Igreja só expõe como verdadeiro aquilo que está nas esferas da Fé e da Moral, pois se a Igreja é Cristo, e Este é perfeito, a Igreja não erra e quando se expõe nestes dois elementos. É portanto o Papa aquele que ensina com autoridade infalível para toda a Igreja.
Então o que for canônico, sobre a Fé e Moral, é algo que podemos crer sem incoerência de erro, pois a Igreja ensina com o a autoridade deixada pelo próprio Cristo.

A CANONIZAÇÃO DOS SANTOS 

Quando se diz que alguém foi canonizado, está se dizendo que este alguém entrou para a LISTA dos SANTOS da Igreja, e que este alguém pode ser venerado, aclamado como Santo e interceder por toda a Igreja.
Existe um processo legislativo dentro da Igreja que investiga se determinada pessoa irá ou não ser reconhecida como Santo.
Nos tempos atuais, o corpo administrativo da Igreja que cuida destes assuntos é a Congregação para a Causa dos Santos. É este organismo que cuida, investiga por meio de um processo documental, testemunhal e de milagres que se são apoiados na proclamação de canonização e beatificação de uma determinada pessoa “candidata” a ser chamada de Santo.
A Congregação para a Causa dos Santos, nasceu depois Concilio do Vaticano II, com o Papa Paulo VI, que veio ser desmembrada de outro órgão do corpo administrativo da Igreja, a Congregação dos Ritos, que existia desde o ano de 1588. Dai nasceram a Congregação do Culto Divino e a Congregação para a Causa dos Santos.
Perceba por meio disto que a Igreja dentro de seu corpo hierárquico/administrativo se organiza enquanto instituição para melhor administrar o depósito de nossa fé, de maneira competente e fundamentada nas três colunas da Sagrada Escritura, do Magistério e da Tradição da Igreja.

A CANONIZAÇÃO FAZ DE ALGUÉM SANTO?

NÃO! Após a investigação processual, realizado pela Congregação para a Causa dos Santos, concluindo de forma favorável, ela será DECLARADA santa. O que isso quer dizer? Quer dizer que a canonização implica em listar determinada pessoa no CANÔN dos santos. Sendo assim, o processo de canonização e nem a declaração faz da pessoa santa e sim RECONHECE que tal pessoa já participa da glória de Deus. Visto que nada de impuro pode entrar no Céu. O santo é aquela que está em estado de graça, imaculado, sem mácula, sem pecado. Puro.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! (S. Mt 5, 8) 

EXISTEM SANTOS NÃO CANONIZADOS?

SIM! Entendido que a canonização é um processo administrativo que reconhece que determinada pessoa já se encontra na glória de Deus. Nos faz pensar, que outras pessoas, que mesmo não tendo nós e nem a Igreja conhecimento, podem já estar em estado de graça. Quando rezamos “CREIO NA COMUNHÃO DOS SANTOS” estamos afirmando que cremos em todos os santos CANONIZADOS, os que podem ser venerados pela Igreja, e todos os que não temos conhecimento os que não estão canonizados, mas que não deixam de ser santos, pois não é a incorporação na lista dos santos que os fazem ser santos.


Canonização do Papa João Paulo II e Papa João XXII
 Papa João Paulo II canonizado juntamente com o Papa João XXII


Este é Blog Catequese do Leigo, espero que tenha gostado deste post. Se gostou ajude a melhorar o blog, compartilhe, clique em G+ e comente, escreva suas sugestões e criticas. Obrigado. Abraços.


Blog Catequese do Leigo - Acesse

# COMPARTILHE

Catequese do Leigo

Me chamo Marcelo! Ex-espiríta, ex-umbandista com breves passagens pelo camdomblé e na igreja messiânica mundial do Brasil. Católico convicto. Fui ministro da eucaristia durante 10 anos, catequista e coordenador de grupo de jovens. Formado em Administração, adoro filmes e desenhos. Cinema é tudo de bom!

0 comentários :

Postar um comentário



Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages