Informativo Diocesano Digital - n 23 - 03 a 09 de março de 2014

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Jonny A. da Silveira

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Mar 3, 2014, 6:58:35 AM3/3/14
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Saudações Fraternas!

Segue anexo o Informativo Diocesano Digital - n 23 - 03 a 09 de março de 2014.


Em tempo: a noticia com as fotos e textos da Instalação da Nova Paróquia Nossa Senhora das Graças (02/03/2014) sairá na próxima edição.


Fraternalmente,

Léo Marcelo


--
DIOCESE DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
AÇÃO EVANGELIZADORA
3035-9817
www.diocesesjp.org.br
23-Informativo.pdf

Jonny A. da Silveira

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Mar 5, 2014, 6:58:00 AM3/5/14
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Quarta de Cinzas inicia Quaresma e convida para reflexão da CF 2014
     

CIDADE - CAMPANHA


Para muitos católicos a Quarta-feira de Cinzas, no próximo dia 5, começa com oração e penitência. Durante as missas, que ocorrem em todas as paróquias, o ritual de imposição das cinzas marca o início da Quaresma, tempo de preparação para a celebração da Páscoa, o evento religioso que simboliza a ressurreição de Jesus Cristo.

O ritual lembra ao fiel que ele é pecador; é um sinal de que ele precisa trilhar o caminho da penitência e da conversão”.

No caminho dessa conversão quaresmal, a Campanha da Fraternidade 2014 (CF) é apresentada aos fiéis com o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1).

Desde a década de 60, a Igreja Católica chama a atenção da sociedade para refletir sobre temas que ferem os direitos humanos. Neste ano, o cartaz da CF traz a crueldade do tráfico humano.

As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos traficados e o seu sentimento de impotência. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico que explora vítimas.

A maioria das pessoas traficadas está em situação de vulnerabilidade. São pessoas exploradas para o trabalho escravo, prostituição, retirada de órgãos e para adoção ilegal. Normalmente, as vítimas são aliciadas com falsas promessas de melhores condições de vida em outra cidade ou país. O tráfico humano é um crime multifacetado, altamente lucrativo e silencioso.

“É uma situação que rompe com o projeto de vida na liberdade e viola a dignidade da pessoa humana, transformando-a em objeto para o lucro. Desumaniza”, esclarece o CNBB.

Para este ano, os objetivos da CF são reivindicar dos poderes públicos meios para a reinserção das pessoas atingidas pelo tráfico, promover ações de prevenção e resgate da cidadania e sensibilizar nas celebrações da Quaresma para a solidariedade e o cuidado às vítimas desse mal.


Não se inicia a Quaresma sem
reconhecer que é pecador; é um sinal de que ele precisa trilhar o caminho da penitência e da conversão a missa de Quarta Feira de cinzas é fundamental.

Att,
Jonny Antônio da Silveira
(41) 9641-0928 / 3246-5226

Jonny A. da Silveira

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Mar 5, 2014, 6:59:35 AM3/5/14
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Jonny A. da Silveira

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Mar 5, 2014, 7:09:52 AM3/5/14
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O Tempo da Quaresma e a Campanha da Fraternidade

O que quer dizer quaresma?

A palavra quaresma vem do latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus cristo, comemorada no famoso domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.
Na quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quinta-feira (até a missa da ceia do senhor, exclusive - diretório da liturgia - CNBB) da semana santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.
Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do cristo vivo, ressuscitado no domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência.
Cerca de duzentos anos após o nascimento de cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a quaresma.

Qual o significado destes 40 dias?

Na bíblia são relatadas as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.

O que os cristãos devem fazer no tempo de quaresma?

A igreja católica propõe, por meio do evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Não somente durante a quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o reino de deus, ou seja, lutar para que exista justiça, a paz e o amor em toda a humanidade. Os cristãos devem então recolher-se para a reflexão para se aproximar de deus. Esta busca inclui a oração, a penitência e a caridade, esta última como uma consequência da penitência.

Porque jejuar na quaresma?

A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função.
Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos.
O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.

O que é a campanha da fraternidade?

O percurso da quaresma é acompanhado pela realização da campanha da fraternidade – a maior campanha da solidariedade do mundo cristão. Cada ano é contemplado um tema urgente e necessário.
A campanha da fraternidade é uma atividade ampla de evangelização que ajuda os cristãos e as pessoas de boa vontade a concretizarem, na prática, a transformação da sociedade a partir de um problema específico, que exige a participação de todos na sua solução. Ela tornou-se tão especial por provocar a renovação da vida da igreja e ao mesmo tempo resolver problemas reais.
Seus objetivos permanentes são: despertar o espírito comunitário e cristão no povo de deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor: exigência central do evangelho. Renovar a consciência da responsabilidade de todos na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária.
Os temas escolhidos são sempre aspectos da realidade sócio-econômico-política do país, marcada pela injustiça, pela exclusão, por índices sempre mais altos de miséria. Os problemas que a campanha visa ajudar a resolver, se encontram com a fraternidade ferida, e a fé, tem o compromisso de restabelecê-la. A partir do início dos encontros nacionais sobre a CF, em 1971, a escolha de seus temas vem tendo sempre mais ampla participação dos 16 regionais da CNBB que recolhem sugestões das dioceses e estas das paróquias e comunidades.

Como começou a campanha da fraternidade?

Em 1961, três padres responsáveis pela Cáritas brasileira idealizaram uma campanha para arrecadar fundos para as atividades assistenciais e promocionais da instituição e torná-la autônoma financeiramente. A atividade foi chamada campanha da fraternidade e realizada pela primeira vez na quaresma de 1962, em natal-rn, com adesão de outras três dioceses e apoio financeiro dos bispos norte-americanos. No ano seguinte, 16 dioceses do nordeste realizaram a campanha. Não teve êxito financeiro, mas foi o embrião de um projeto anual dos organismos nacionais da CNBB e das igrejas particulares no Brasil, realizado à luz e na perspectiva das diretrizes gerais da ação pastoral (evangelizadora) da igreja em nosso país.

Qual é a relação entre campanha da fraternidade e a quaresma?

A campanha da fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.
Desta forma, a campanha da fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do senhor.

Jonny A. da Silveira

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Mar 5, 2014, 7:31:50 AM3/5/14
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Quaresma: Por que cobrir as imagens no interior da Igreja?


Alguns fiéis têm se surpreendido ao entrar em suas Paróquias e comunidades ao se deparar com suas imagens de santos, com os crucifixos e até mesmo a imagem da padroeira, cobertos com véus roxos.  Trata-se de uma prática muito antiga na Igreja Católica por ocasião  da quaresma.  Na Idade Média, quando já não mais havia os chamados "penitentes públicos'', matinha-se, porém, a consciência da importância e da necessidade da penitência quaresmal; assim, na quarta-feira de Cinzas estendia-se um grande véu roxo com a largura de todo o templo entre a nave e o altar-mór. 

 Tal uso deste grande véu penitencial com o passar dos séculos desapareceu de nossas igrejas, ou foi na verdade gradativamente modificado de modo que o Missal tridentino, anterior ao Concílio Vaticano II, previa que as imagens dos santos fossem cobertos com véu escuros durante a quaresma, mais precisamente a partir da quanta semana da quaresma, quando então se iniciava o Tempo da Paixão.  Isso mesmo! Se hoje o ciclo litúrgico da Páscoa compreende basicamente os tempos litúrgicos da quaresma e da Páscoa, antes da reforma do Concílio Vaticano II o referido ciclo continha ainda entre a quaresma e a Páscoa o que era chamado de Tempo da Paixão, que se estendia desde o quinto domingo sa quaresma, também chamado de domingo oficioso da Paixão (oficioso porque o domingo oficial da Paixão é o Domingo de Ramos), até o Sábado Santo.

  O motivo principal para tal orientação era de que não perecia legítimo que os cristãos distraíssem com os Santos a sua devoção que deve estar fundamentada no Mistério Pascal de Cristo, ou seja na Sua paixão, morte e ressurreição.

Assim, cobrindo-se todas as imagens dos Santos e os crucifixos surge com maior evidência o que há de essencial em nossas igrejas: o altar, onde se opera e atualiza o Mistério Pascal.  Todavia, como já aludimos acima, após a reforma litúrgica do concílio, não se pode mais falar propriamente de um Tempo da Paixão, nem de domingo oficioso da Paixão, além disso, hoje já não há mais nenhuma normatividade vigente quanto a esta prática tão antiga que caiu em desuso após a referida reforma litúrgica, sendo assim atualmente compreendida como facultativa; de modo que precisamente por isso aqui em nossas Paróquia e comunidade optamos por cobrir as imagens dos santos desde o início da quaresma, na quarta-feira de Cinzas.

 Aproveitemos, caros irmãos e irmãs, este tempo tão precioso para uma interior renovação espiritual a fim de nos libertarmos das amarras do pecado e podermos assim celebrar menos indignamente a Páscoa do Senhor que se aproxima

Jonny A. da Silveira

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Mar 5, 2014, 8:39:43 AM3/5/14
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Catequese com o Papa Francisco - 05/03/2014

CATEQUESE
Praça São Pedro
Quarta-feira, 5 de março de 2014

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia

Começa hoje, Quarta-Feira de Cinzas, o itinerário quaresmal de quarenta dias que nos conduzirá ao Tríduo pascal, memória da paixão, morte e ressurreição do Senhor, coração do mistério da nossa salvação. A Quaresma nos prepara para este momento tão importante, por isto é um tempo “forte”, um ponto de reviravolta que pode favorecer em cada um de nós a mudança, a conversão. Todos nós temos necessidade de melhorar, de mudar para melhor. A Quaresma nos ajuda e assim saímos dos hábitos cansados e do preguiçoso costume ao mal que nos engana. No tempo quaresmal, a Igreja nos dirige dois importantes convites: adotar uma consciência mais viva da obra redentora de Cristo; viver com mais empenho o próprio Batismo.
A consciência das maravilhas que o Senhor fez para a nossa salvação dispõe a nossa mente e o nosso coração a uma atitude de gratidão para Deus, por quanto Ele nos deu, por tudo aquilo que realiza em favor do seu povo e de toda a humanidade. Daqui parte a nossa conversão: essa é a resposta grata ao mistério maravilhoso do amor de Deus. Quando nós vemos este amor que Deus tem por nós, sentimos a vontade de nos aproximarmos Dele: esta é a conversão.
Viver a fundo o Batismo – eis o segundo convite – significa também não se habituar às situações de degradação e de miséria que encontramos caminhando pelos caminhos das nossas cidades e dos nossos países. Há o risco de aceitar passivamente certos comportamentos e de não se surpreender diante das tristes realidades que nos cercam. Nós nos acostumamos com a violência, como se fosse uma notícia cotidiana deduzida; habituamo-nos aos irmãos e irmãs que dormem pelas ruas, que não têm um teto para abrigar-se. Habituamo-nos aos refugiados em busca de liberdade e dignidade, que não são acolhidos como se deveria. Habituamo-nos a viver em uma sociedade que pretende fazer pouco de Deus, na qual os pais não ensinam mais aos filhos rezar nem fazer o sinal da cruz. Eu pergunto a vocês: os vossos filhos, as vossas crianças sabem fazer o sinal da cruz? Pensem. Os vossos netos sabem fazer o sinal da cruz? Vocês ensinaram a eles? Pensem e respondam no vosso coração. Sabem rezar o Pai Nosso? Sabem rezar à Nossa Senhora com a Ave Maria? Pensem e respondam. Este costume a comportamentos não cristãos e de comodismo narcotiza o nosso coração!
A Quaresma vem a nós como tempo providencial para mudar a rota, para recuperar a capacidade de reagir diante da realidade do mal que sempre nos desafia. A Quaresma seja vivida como tempo de conversão, de renovação pessoal e comunitária mediante a aproximação a Deus e a adesão confiante ao Evangelho. Deste modo, permite-nos também olhar com olhos novos para os irmãos e as suas necessidades. Por isto a Quaresma é um momento favorável para se converter ao amor para com Deus e para com o próximo; um amor que saiba fazer propriamente a atitude de gratuidade e de misericórdia do Senhor, que “fez-se pobre para enriquecer-nos com a sua pobreza” (cfr 2 Cor 8, 9). Meditando sobre os mistérios centrais da fé, a paixão, a cruz e a ressurreição de Cristo, perceberemos que o dom sem medida da Redenção nos foi dado por iniciativa gratuita de Deus.
Dar graças a Deus pelo mistério do seu amor crucificado; fé autêntica, conversão e abertura de coração aos irmãos: estes são elementos essenciais para viver o tempo da Quaresma. Neste caminho, queremos invocar com particular confiança a proteção e a ajuda da Virgem Maria: seja Ela, primeira crente em Cristo, a nos acompanhar nos dias de oração intensa e de penitência, para chegar a celebrar, purificados e renovados no espírito, o grande mistério da Páscoa do seu Filho.


Franciscus PP
Boletim de Imprensa da Santa Sé
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