RIO - Produtora musical da rádio Excelsior/Globo de São Paulo entre 1968 e 1978, a paulistana Sonia Abreu foi pioneira num ramo que seria muito celebrado nos anos seguintes: ela foi a primeira DJ brasileira, tocando em 1977 na discoteca Papagaio Disco Club, do empresário Ricardo Amaral.
Anna Maria era uma das pessoas que tinha a sorte de ostentar o crachá imaginário de V.I.P. e nunca precisou passar o perrengue que os pobres mortais sofriam na entrada da casa. Quem não estava na lista de Carmen D'Alessio, a peruana radicada em Nova York que tinha os melhores contatos da cidade e foi chamada por Steve e Ian para badalar a discoteca, tinha que colocar a imaginação para funcionar. Não era preciso ir necessariamente elegante, mas chamar a atenção, ser ousado e emanar a energia de gente que ferve pistas era fundamental.
O jornalista, que abriu a discoteca Dancing Days, no Rio, em 1976, inspirado pelo movimento disco que já dominava a cena cultural americana antes mesmo da abertura do Studio, não viu no Brasil ou no mundo nada que chegasse perto do que acontecia na Rua 54. Steve e Ian conseguiram a equação perfeita entre serviço, espaço e clientela. Ricardo Amaral concorda.
Alguém se lembra de uma banda de rock internacional da época da discoteca que as pessoas fizeram o seguinte refrão: tira a mão do saco zé, tira a mão do saco zé, tira a mão do saco zé-é, zé oh zé oh zé.
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