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Týr: entrevista com o vocalista
Heri Joensen
Heri Joensen gentilmente cedeu uma entrevista
exclusiva antes da vinda da banda Týr ao Brasil. A banda, que virá ao lado
do Korpiklaani, irá se apresentar em maio/junho no Brasil. As datas confirmadas
são no dia 30 de maio em Porto Alegre, dia 31 em São Paulo (com ingressos
esgotados) e no dia 1º de junho no Rio de Janeiro. A “Brothers in Army
Tour” promete ser um dos melhores eventos Folk no ano de 2014. Confira
abaixo a entrevista.
Primeiramente gostaríamos que você nos
contasse um pouco sobre a história da banda e a transição desde os seus
primórdios até os dias de hoje. Também gostaríamos de saber por que você
escolheu "TYR" como o nome para a banda.
Heri Joensen: Começamos em 1998 em
Copenhague, com um amigo que conhecíamos desde as Ilhas Faroé e que se
mudou para Copenhague. Nosso primeiro álbum foi muito lento e obscuro .
Mas, desde então nossos álbuns forma se tornando mais interessantes e atuais
a cada lançamento. A única coisa que todos os nossos álbuns têm em comum
é que nós usamos melodias tradicionais das Ilhas Faroé e yemas nórdicos
como base para a nossa música.
Nós escolhemos o nome Týr em parte por causa
do álbum Black
Sabbath com o mesmo nome,
e em outra parte por causa do meu fascínio pela mitologia nórdica e do
conto do encadeamento do lobo Fenrir.
Como foi tocar Heavy Metal nas Ilhas Faroé
quando você formou a banda? Quero dizer, como é para você estar cercado
por tantas sonoridades diferentes. Por exemplo, Black Metal da Noruega
no leste, o Heavy Metal tradicional pesado do Reino Unido para o sul, e
alguns Viking como SOLSTAFIR da Islândia para o norte. Quais foram as suas
influências musicais?
HJ: Como eu disse na minha resposta
anterior, estávamos na Dinamarca quando começamos até 2003 em Copenhague,
e nas Ilhas Faroé e a Islândia, foram apenas nos primeiros anos... Nós
não sabíamos nada sobre o Black Metal, Folk Metal ou Viking Metal, quando
começamos. Eu não sabia que coisas assim ainda existiam até termos alguns
comentários do nosso primeiro álbum, quando fomos comparados com bandas
como Bathory e Enslaved. Nossas principais influências são Black Sabbath,
Iron Maiden, Metallica, Judas Priest, e Dio entre outros. Talvez também
mais um pouco de Metal escandinavo pop como o Europe e Return.
Quando se fala em influências líricas
torna-se óbvio que você encontra inspiração em sua história, tradições
e cultura. No entanto, o que eu sei, é que a música folclórica das Ilhas
Faroé é 100% vocal, não é mesmo? Como é que surgiu com a idéia de misturar
isso com Metal? Foi difícil? Qual o impacto que isso tem no seu país em
primeiro lugar?
HJ: Música popular das Ilhas Faroé
é só vocal. No final dos anos noventa, houve um grande sucesso nas Ilhas
Faroé com um guitarrista chamado Per Gade da Dinamarca. Ele usou uma gravação
antiga de uma balada das Ilhas Faroé chamado “Fuglakvæðið” e fez uma versão pesada
para um canal de televisão. Eu depois de ouvi-la, imediatamente quis experimentar
a mesma coisa, e assim eu venho fazendo isso desde então. É extremamente
fácil de misturar os dois estilos, as músicas tradicionais das Ilhas Faroé
e Metal progressivo. Os estilos têm muito em comum e se complementam muito
bem. Coisas como o peso, sonoridades antigas e diferentes, frases ‘staccato’
e algumas expressões. Quando lançamos o primeiro álbum que continha a faixa
”Ormurin Langi” foi um enorme sucesso imediato nas Ilhas Faroé, bem como
na Islândia.
O que você está ouvindo hoje? Quais são
suas impressões sobre a cena do metal hoje em dia? Algumas pessoas dizem
que está passando por uma estagnação, você acha isso também?
HJ: Eu não me mantenho totalmente
atualizado com a cena em geral e o que está rolando. Eu geralmente escuto
álbuns que aparecem e que eu escuto e acabo gostando. Eu escuto principalmente
as mesmas coisas antigas como Iron
Maiden e Judas
Priest. Eu também gosto de ouvir
um monte de música que não é Metal, como A-ha, Morten Harket a solo e Agneta
Faltskog. Eu também gosto de ouvir musicais e música clássica. Ultimamente
tenho escutado Gustav Holst Planet.
Olhando para a sua discografia, “Land”
parece ser como um álbum de mudança para um momento em que o som da banda
virou-se para outra direção. Como você descreveria essa mudança e por que
isso aconteceu?
HJ: Eu acho que algumas coisas no
“Land” foram mudanças para melhor e alguns outros momentos foram tentativas
frustradas de usar Metal Progressivo de uma forma de se escutar algo mais
agradável. Eu acho que o álbum sucessor, o “By The Light Of The Northern
Star”, é a que trouxe a nossa nova direção dem nosso estilo. Fizemos uma
transição de música excessivamente progressiva e muito trabalhada, para
músicas mais interessante de se ouvir, e assim fizemos deste álbum um grande
lançamento para nossa carreira. E eu acho que nós vamos continuar neste
caminho, e continuar evoluindo.
Parece que Valkyria, o seu último álbum,
tornou-se o maior sucesso de sua carreira até agora. Por que você acha
que isso aconteceu? O que Valkyria têm que os outros álbuns não têm?
HJ: Valkyrja tem em sua maioria, músicas
sensacionais com excelentes arranjos. Bons coros e uma gravação muito boa.
E tem vendido muito bem, graças a Metal Blade.
Como o contrato com a Metal Blade pode
afetar o futuro da banda? Você acha que isso vai ter algum efeito em sua
música de alguma forma?
HJ: A Metal Blade esta na Califórnia
(EUA), e assim este passa a ser o nosso maior mercado. Estamos muito esperançosos
de que isso vai ter um impacto muito positivo em nossa carreira, como já
acontece com os números de vendas e nossa crescente popularidade.
Você já tem uma idéia sobre como vai ser
o seu próximo álbum?
HJ: Sim, mas preferimos guardar segredo,
ainda mais porque está muito cedo e as coisas podem mudar.