Apps Judiciário

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Alexandre Gomes

unread,
Sep 4, 2013, 1:41:32 PM9/4/13
to thac...@googlegroups.com
TH@ackeos,

no universo dos apps cívicos, vocês conhecem algum relacionado às atividades do poder judiciário?


[]s!

Pedro Markun

unread,
Sep 4, 2013, 1:57:06 PM9/4/13
to thackday
Ale,

a gente esta sambando com a ideia de um hackday supremo com dados do... supremo.

Eu conheço poucos projetos, no Brasil e no mundo.

Outro dia me chegou o OpenCourts:


Não da pra entender um ovo. Mas parece legal.

abs,
Pedro Markun

2013/9/4 Alexandre Gomes <aleg...@gmail.com>
TH@ackeos,

no universo dos apps cívicos, vocês conhecem algum relacionado às atividades do poder judiciário?


[]s!

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Tomas Camargo

unread,
Sep 4, 2013, 2:59:20 PM9/4/13
to thac...@googlegroups.com
Alexandre,

Tem o meu site, o www.digesto.com.br, usamos os dados para rankear e organizar as informações. Pela pagina do usuário, vc consegue fazer buscas com alguns filtros (lei, relator, etc), e ver a distribuição dos processsos no tempo. O site é aberto.

Que dados extamente vc busca?

Abraço,

Tomás

Rodrigo Waters

unread,
Sep 4, 2013, 3:06:50 PM9/4/13
to thac...@googlegroups.com
Queria desenvolver algo referente ao TJ do RS.
mas não acho as fontes

Rodrigo Waters 
Analista de Sistemas - Soluções Globais
MSN: rodrigo...@live.com


          


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Alexandre Gomes

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Sep 4, 2013, 8:25:29 PM9/4/13
to thac...@googlegroups.com
Massa, Markun. Valeu.

Fale-me mais sobre esse Extreme Supreme Hackday. Meu questionamento vem justamente de umas conversas que tenho tido com a Justiça Federal e o CNJ aqui em Brasília 

Btw, alguma hipótese do porquê deste aparente desinteresse com as infos jurídicas?





2013/9/4 Pedro Markun <pe...@esfera.mobi>

Alexandre Gomes

unread,
Sep 4, 2013, 8:27:14 PM9/4/13
to thac...@googlegroups.com
Obrigado também, Tomás.

De certa forma, me pareceu que o propósito do digesto.com.br se assemelha ao do jusbrasil.com, procede?

Não estou atrás de nenhuma info específica. Só especulando mesmo.




2013/9/4 Tomas Camargo <t...@digesto.com.br>

--
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Diego Rabatone

unread,
Sep 4, 2013, 9:41:35 PM9/4/13
to Transparência Hacker
Alê, acho que parte do desinteresse das pessoas pelas infos judiciárias vem de fatores como:
 - Quase não se fala(va) no judiciário brasileiro nos meios de comunicação (mudou um pouco com o mensalão, mas por outros motivo);
 - O judiciário é uma caixa preta total;
 - As pessoas não entendem at all como o judicário funciona (questão educacional no meu ponto de vista)
 - O judiciário trabalha numa "esfera" muito distante da vida diária das pessoas - ou pelo menos é a sensação que as pessoas possuem - e por isso não se cria um "vínculo".
 - O judiciário (e as pessoas ligadas a ele) fazem questão de usar um vocabulário completamente inacessível à grande maioria da população.


--------------------------------
Diego Rabatone Oliveira
diraol(arroba)diraol(ponto)eng(ponto)br
Identica: (@diraol) http://identi.ca/diraol
Twitter: @diraol


Tiago Cardieri

unread,
Sep 18, 2013, 2:26:05 PM9/18/13
to thac...@googlegroups.com
Olá Tomás!

Parabéns pelo digesto... mt bom!

Só uma dúvida: fiz busca por um termo que me deu 10% das respostas encontradas quando a busca é feita diretamente no site do tribunal.

No caso: "fundação de proteção e defesa do consumidor"; no STJ
40 respostas no digest; 419 no stj (decisões monocráticas)

Será que estou usando o aplicativo incorretamente?


Em 4 de setembro de 2013 15:59, Tomas Camargo <t...@digesto.com.br> escreveu:

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Tiago Cardieri

unread,
Sep 18, 2013, 2:42:57 PM9/18/13
to thac...@googlegroups.com
Rabatone,

O judiciário funciona sob o uso de um padrão de linguagem técnica. Isso é um modelo jurídico (romano-germânico; com forte movimento positivista, racionalista e legalista).

É por isso que todo jurista brasileiro faz pós-graduação na França ou Alemanha.

E esse tecnicismo aumentou muito nos anos 70, quando uma norma regulamentou os cursos "jurídicos", dando ainda mais ênfase nessas características. Exemplo disso é que os cursos passaram de "Ciências Jurídicas e Sociais" (ainda hoje, para a capes, uma pós em "direito" é denominada "Ciências Sociais Aplicadas"), para Direito.

Antes, Direito podia ser tido como mais um elementos dessa Ciência. A partir daquele momento, o Direito seria uma "Ciência própria e hermética", apreciável independente das Ciências Sociais (ainda que passível de ser subsidiada por ela). Um dos grandes teóricos que subsidiaram esse movimento foi o alemão Kelsen - a obra "Teoria PURA do Direito" é a primeira a ser aprendida nos cursos de direito, e talvez seja a "mais importante" na formação.

No Brasil, um doutrinador que "justificou" (*minha opinião) essa linha de pensamento foi o Miguel Reale, com a estrutura de "Fato > Valor > Norma", que justifica o tratamento hermético no Direito - o neto dele foi Ministro da Justiça do FHC e esteve no "Roda Viva" um mês atrás.

Enfim, essas questões talvez expliquem em parte porque é tão difícil a sociedade civil participar das discussões jurídicas, e acabam por se desinteressar. Não por fatores externos ao Direito, mas pela forma como se estruturou a percepção, no Brasil, sobre o que é a Ciência Jurídica, a formação universitária sobre ela, a prática judicial, e como tudo isso faz do Direito algo hermético.

Abs

 

Tomas Camargo

unread,
Sep 25, 2013, 3:24:03 PM9/25/13
to thac...@googlegroups.com
Tiago,

Desculpa pela demora em responder, na realidade o Digesto não inclui nos resultados as decisões monocráticas, apenas os acórdãos. Acho que é isto que explica a diferença. Quantos acórdãos tinham saído na sua busca?

Muito obrigado pelo feed back.

Abraço,

Tomás
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