Internacionalizar o THacker? Que tal Israel-Palestina?

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Sérgio Storch

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Jul 19, 2011, 9:56:40 AM7/19/11
to Transparência Hacker
Amigos
Para internacionalizar não é preciso mais sair do Brasil.
Há lugares onde ter um THacker seria precioso.
Um deles é no conflito palestino. TICs são uma área onde já
trabalhamos em rede. Por que não projetos numa rede com israelenses e
palestinos?

Qual a demanda? Tornar dados públicos para o controle social pela
sociedade civil global.
Recentemente vimos nos jornais a história da flotilha de voluntários.

Não é preciso flotilha. É preciso informação. OpenData.

O THacker pode ajudar ONGs já existentes lá, emparceirando-se com
desenvolvedores israelenses e palestinos para a criação de indicadores
que mostrem a quantidade de pessoas presas sem julgamento, a
quantidade de foguetes disparados pelo Hamas, as novas aprovações de
habitações nos assentamentos em territórios ocupados etc.

Se alguém quiser se envolver nisso, eu posso por em contato com as
ONGs israelenses e palestinas (muitas delas agem em parceria, pois não
há inimizade entre as duas sociedades em bloco. Eu conto mais sobre
isso mais adiante. Alguém topa? Aí a gente discute a estratégia.


Eu falo mais sobre diplomacia da sociedade em rede neste post:
Oportunidade à nossa frente: vamos adotar Israel e Palestina
http://sergiostorch.com/a-oportunidade-a-nossa-frente-adotar-israel-e-palestina/

Shalom Salam
Sérgio


Duke

unread,
Jul 19, 2011, 10:00:34 AM7/19/11
to thac...@googlegroups.com
Ola Sergio,

Bacana essa idéia,

Eu topo tentar o contato e ver o que podemos fazer.


On Tue, 19 Jul 2011 10:56:40 -0300, Sérgio Storch <sergio...@gmail.com>
wrote:


--
Using Opera's revolutionary email client: http://www.opera.com/mail/

eiabel lelex

unread,
Jul 19, 2011, 10:39:11 AM7/19/11
to thac...@googlegroups.com
temos aqui no Brasil o pessoal da Ciranda e a Compas tem atuado bastante nessa faixa, de gaza, com nossa querida Soraya... isso do lado palestino. 

posso conectar as tribos... quem sabe nossas ações t~em mais efeito imediato,

besos



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--
Se você não concordar, não posso me desculpar...

... aprendi a me virar sozinha e se estou te dando linha é prá depois te abandonar..

"Pode se remoer, se penitenciar eu encontrei alguém que só quer me beijar"(Calcanhotto)

"isso você não pode evitar por aqui - disse o gato - todos somos malucos, eu sou, você é."

Com todo o perdão da palavra, eu sou um mistério pra mim. E eu suponho que me entender não seja uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. E nem eu me entendo, pois sou infinitamente maior que eu mesma, eu não me alcanço. Mas eu fui obrigada a me respeitar, pelo fato de não me entender. Qual palavra me representa? Uma coisa eu sei: eu não sou o meu nome. Meu nome pertence aos que me chamam.
(Clarice Lispector)

Sérgio Storch

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Jul 19, 2011, 10:44:50 AM7/19/11
to thac...@googlegroups.com
 Eiabel
Conecte sim!
Que ótimo!
Eu tenho conexões no lado israelense.
Esse thread pode ser o início de um projeto.
Como dá para saber o que já foi feito pelo pessoal que vc mencionou?

Um abraço

Sérgio Storch
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eiabel lelex

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Jul 19, 2011, 10:48:31 AM7/19/11
to thac...@googlegroups.com, sergio...@gmail.com, comc...@yahoogrupos.com.br, Soraya Misleh
Vamos conversar em círculos?

Soraya, Rita compas queridas,

vamos subir no busão?

besos

lelex

eiabel lelex

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Jul 19, 2011, 11:30:16 AM7/19/11
to thac...@googlegroups.com


---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Soraya Misleh <soraya...@yahoo.com.br>
Data: 19 de julho de 2011 12:24
Assunto: Re: [comcompas] Fwd: [thackday] Internacionalizar o THacker? Que tal Israel-Palestina?
Para: "comc...@yahoogrupos.com.br" <comc...@yahoogrupos.com.br>


 

querida Lelex,
Rita tem toda razão nas suas colocações, não acessei o link ainda, mas não dá para falar em adotar Israel e Palestina, como se fossem iguais, quando se trata de opressor e oprimido. A campanha de BDS trata justamente de boicotar ações que perpetuam essa situação e iniciativas que endossam o Estado sionista vão de encontro a isso.
Em tempo: hoje posto em português na Ciranda um texto que fala sobre a criminalização de movimentos que atuam no boicote por parte de Israel.
 
beijos,
Soraya

De: rita freire <rita...@gmail.com>
Para: comc...@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Terça-feira, 19 de Julho de 2011 11:52
Assunto: Re: [comcompas] Fwd: [thackday] Internacionalizar o THacker? Que tal Israel-Palestina?

 
Oi Lelex,
deixo essa questão Israel/Palestina para o movimento palestino opinar, especialmente pq não sei quantos hackers palestinos estao em condições de acessar a internet para lançar suas informações, ou como isso poderia ser resolvido.
E além disso estamos no BDS, qualquer coisa que se proteja com muros e instituições apoiadas pelo Estado Israelense - p. ex, universidades omissas -  e ainda queira contar os foguetes do Hamas pra mim é bem delicado. Eu não gosto de foguetes, mas não está me parecendo muito igual quem conta e quem é contabilizado. Mesmo que todos participantes sejam do bem.
Talvez Thacker entre mundo arabe e israel (que na verdade é muito mais que Israel) seja a melhor alternativa.

Fora isso, acho que devemos estar junto nessa empreitada de onibus hacker, Thacker, etc, como fazemos?
Eu pessoalmente estou dentro

bjs
Rita

,


2011/7/19 eiabel lelex <eiabel...@gmail.com>
 
Pessoas queridas,

ontem concretizamos nosso sonho do ônibus hacker... em menos de 24h consguimos arrecadar os 40 mil reais necessários... onibus hacker já é uma realidade.

All is need is love! and hacker bus ;) 
http://t.co/h9CMxMc  #transparênciahacker

agora a conversa segue e achei interessante o interesse na comunidade e lembrei de nós, em especial de Soraya...

que pensam?

besos

lelex

ah! eu até comecei um artigo sobre tulipa ruiz, mas a velocidade dos acontecimentos me tiraram o foco e daí que um dia sai, hehehe sorrY



---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Sérgio Storch <sergio...@gmail.com>
Data: 19 de julho de 2011 10:56
Assunto: [thackday] Internacionalizar o THacker? Que tal Israel-Palestina?
Para: Transparência Hacker <thac...@googlegroups.com>
--
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--
Se você não concordar, não posso me desculpar...

... aprendi a me virar sozinha e se estou te dando linha é prá depois te abandonar..

"Pode se remoer, se penitenciar eu encontrei alguém que só quer me beijar"(Calcanhotto)

"isso você não pode evitar por aqui - disse o gato - todos somos malucos, eu sou, você é."

Com todo o perdão da palavra, eu sou um mistério pra mim. E eu suponho que me entender não seja uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. E nem eu me entendo, pois sou infinitamente maior que eu mesma, eu não me alcanço. Mas eu fui obrigada a me respeitar, pelo fato de não me entender. Qual palavra me representa? Uma coisa eu sei: eu não sou o meu nome. Meu nome pertence aos que me chamam.
(Clarice Lispector)

Bruno Freitas

unread,
Jul 19, 2011, 12:55:24 PM7/19/11
to thac...@googlegroups.com
Eu acho muito interessante essa questão de trabalhar o thacker para questões internacionais... mas vejo com esses mesmos olhos da Soraya a situação... mas independente disso, akela situação horrível tem que acabar... não é porque está pior pra um do que pra outro que não podemos fazer nada...

Mas acho que o THacker se colocaria melhor se fosse numa posição de equilibrar o diálogo, do que atuar de maneira independente pros dois lados, entende? Não sou anti-sionista nem anti-palestino, mas gosto de ver as coisas equilibradas, para que a discussão seja sadia para ambos os lados...

o debate na região de gaza só voltará a ser pacífico quando as coisas forem menos desiguais... minha opinião..

abraço e estou dentro da iniciativa tb...

BF.

2011/7/19 eiabel lelex <eiabel...@gmail.com>



--
"hay hombres que luchan un día, y son buenos
 hay otros que luchan por un año, y son mejores
 hay quienes luchan muchos años, y son muy buenos
 pero hay los que luchan toda la vida, estos son los imprescindibles"
****************************
Bruno Marçal de Freitas

Sérgio Storch

unread,
Jul 19, 2011, 10:44:48 PM7/19/11
to thac...@googlegroups.com, Soraya Misleh
Oi Eiabel, oi galera, oi Soraya

Se quiserem, fazemos um debate entre os que são a favor e os que são contra uma iniciativa que possa levar à formação de um Thacker israelense-palestino. Mas vou antecipando algumas considerações.

1.a Soraya diz: mas não dá para falar em adotar Israel e Palestina, como se fossem iguais, quando se trata de opressor e oprimido.

É simplista enxergar a situação em branco e preto, com  "opressores" e "oprimidos". Pra começar, quem chama ao diálogo são os próprios líderes palestinos. Além disso, não seria a primeira ação conjunta de israelenses e palestinos. Há várias: talvez todos conhelam a Sinfônica de jovens criada por Daniel Barenboim e Edward Said). Mesmo com o empreendedorismo do THacker, é claro que não dá para fazer de tudo, mas que não seja por causa de tabus.
____________________________________


2. A Soraya diz: A campanha de BDS trata justamente de boicotar ações que perpetuam essa situação e iniciativas que endossam o Estado sionista vão de encontro a isso.

Tem gente que vai por esse lado: boicotes etc. Mas tem muito mais gente que vai por um outro lado: Marchar juntos. Construir indicadores. Formar redes. Disseminar filmes. São estratégias propositivas. Cada um escolhe aquelas que prefere ou tem competência.
____________________________________


3. A Soraya diz: não sei quantos hackers palestinos estao em condições de acessar a internet para lançar suas informações, ou como isso poderia ser resolvido.

Ora, para fazer um movimento hacker é preciso saber a priori quantos hackers existem? Óbvio que não. E fazer com que existam ou se multipliquem é exatamente a tarefa.
____________________________________


4. Finalmente: Qualquer coisa que se proteja com muros e instituições apoiadas pelo Estado Israelense - p. ex, universidades omissas. e ainda queira contar os foguetes do Hamas pra mim é bem delicado. Eu não gosto de foguetes, mas não está me parecendo muito igual quem conta e quem é contabilizado. Mesmo que todos participantes sejam do bem.

É uma visão de um Israel demonizado. Já mostrei nos links acima palestinos e israelenses marchando juntos 6a feira em Jerusalém, pela independência da Palestina. Os judeus que estavam marchando eram opressores?
____________________________________


5. Talvez Thacker entre mundo arabe e israel (que na verdade é muito mais que Israel) seja a melhor alternativa.

Você já viu o tamanho do mundo árabe e o tamanho dos territórios ocupados? O que é mais fácil? Cá entre nós, o mundo árabe precisa bem mais, mas só na Palestina é que isso seria tolerado (talvez em Gaza não). Por que? Porque apesar de todas as críticas
____________________________________


Quem toparia esse debate?


Sérgio Storch
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Aleph

unread,
Jul 20, 2011, 8:04:44 AM7/20/11
to thac...@googlegroups.com, Soraya Misleh, Sérgio Storch
Salve F01ks!

Storch,

    Tenho grande interesse pelo debate.

    Particularmente entendo os termos da Soraya e sou simpatizante com esta tua abordagem.

    No que tange a relação "opressores" e "oprimidos"  - ele é contextual e eventualmente se inverte - entendo que a melhor abordagem é tentar um diálogo sem esta classificação pois seguindo a linha rotular ela não é funcional, o tratamento igualitário desde a nucleação do debate e no decorrer de toda iniciativa é o caminho mais saudável, apesar de muitas vezes no sentirmos tentados a tomar um partido polar - o melhor caminho é o do diálogo com o mindset da união.

<LOL> 

    Confesso que um dos momentos mais marcantes da minha vida, ocorreu a 8 anos atrás, quando conversando com um camarada (de origem israelense mas que vive fora de Israel a mais de 30 anos) que trabalhava em uma empresa parceira, sendo um cara com pos-doc, poliglota e extremamente sagaz - comentou-me que árabe "só na ponta de seu fuzil".  Esta afirmação foi tão chocante, que nunca mais consegui olhar para este cara com a admiração que eu tinha antes,  até hoje temos um racional relacionamento profissional, sempre o respeitei mas nunca mais esqueci este momento  

</LOL> 

    Acima de qualquer coisa, é necessário tentar entender bem o contexto (sem realizar julgamentos de quem está certo ou errado pois ambos os atores de ações belicosas estão errados)  e que muitas vezes os argumentos dos sionistas que defendem os palestinos também são equivocados, apesar destes defenderem o diálogo, o desarmamento e a paz acima de tudo!

   E vamos ao debate!

[&]s++;

AL

-- 
k'bɪt 1> "The best way to predict the future is to invent it." --Alan Kay 
k'bɪt X> "Chance favors the prepared mind."   --Louis Pasteur  
k'bɪt Z> "The world is full of fascinating problems waiting to be solved" --Eric S.Raymond 


2011/7/19 Sérgio Storch <sergio...@gmail.com>

Flagner Camargo

unread,
Jul 20, 2011, 8:20:30 AM7/20/11
to thac...@googlegroups.com
Bom dia pessoal

Aos responsáveis por este BUSÃO, meus parabéns e que ele tenha sucesso em suas empreitadas.

Minha humilde sugestão: que tal ao invés de atravessar o Atlântico não tentamos primeiro atingir a América Latina?

Acontecerá nos dias 19 y 20 de Setiembre del 2011 en el Hotel Crowne Plaza de Asunción
a  segund aedição do FSA Free Software Asunción.
Eu tenho contato com a organização e devo participar do evento caso não haja imprevistos, e posso articular uma participação do Ônibus Hacker no evento.

Duke

unread,
Jul 20, 2011, 8:49:18 AM7/20/11
to thac...@googlegroups.com
Flagner,
Busão não ira para Israel.

Diria que antes de pensar em qualquer lugar de fora o busão deveria sair
rodando o Brasil, porem, a thread aqui é sobre Como podemos ajudar, de
certa forma, Israel e Palestina, enfim, leia as messagens abaixo,
existe uma thread sobre onibus hacker, e somos multi-tafera por aqui,
conseguimos discutir mais de uma coisa ao mesmo tempo. :P


On Wed, 20 Jul 2011 09:20:30 -0300, Flagner Camargo
<flagner...@gmail.com> wrote:

> Bom dia pessoal
>
> Aos responsáveis por este BUSÃO, meus parabéns e que ele tenha sucesso em
> suas empreitadas.
>
> Minha humilde sugestão: que tal ao invés de atravessar o Atlântico não
> tentamos primeiro atingir a América Latina?
>

> Acontecerá nos dias *19 y 20 de Setiembre del 2011 en el Hotel Crowne
> Plaza
> de Asunción*

>>> Se quiserem, fazemos um *debate entre os que são a favor e os que são
>>> contra *uma iniciativa que possa levar à formação de um Thacker


>>> israelense-palestino. Mas vou antecipando algumas considerações.
>>>
>>> 1.a Soraya diz: mas não dá para falar em adotar Israel e Palestina,
>>> como
>>> se fossem iguais, quando se trata de opressor e oprimido.
>>>
>>> É simplista enxergar a situação em branco e preto, com "opressores" e
>>> "oprimidos". Pra começar, quem chama ao diálogo são os próprios líderes

>>> palestinos.<http://www.geneva-accord.org/mainmenu/-i-am-your-partner-are-you-my-partner>Além

>>> disso, não seria a primeira ação conjunta de israelenses e palestinos.
>>> Há várias: talvez todos conhelam a Sinfônica de jovens criada por
>>> Daniel
>>> Barenboim e Edward

>>> Said<http://www.slate.com/toolbar.aspx?action=print&id=2298324>).


>>> Mesmo com o empreendedorismo do THacker, é claro que não dá para fazer
>>> de
>>> tudo, mas que não seja por causa de tabus.
>>> ____________________________________
>>>
>>>

>>> 2. A Soraya diz: *A campanha de BDS trata justamente de boicotar *ações


>>> que perpetuam essa situação e iniciativas que endossam o Estado
>>> sionista vão
>>> de encontro a isso.
>>>
>>> Tem gente que vai por esse lado: boicotes etc. Mas tem muito mais gente

>>> <http://www.onevoicemovement.org/>que vai por um outro lado: Marchar
>>> juntos.
>>> <http://www.youtube.com/watch?v=NG3G0YLi8Vo&feature=autoshare>Construir


>>> indicadores. Formar redes. Disseminar filmes.

>>> <http://www.justvision.org/home?quicktabs_1=1>São estratégias

>>> <http://www.contentdigital.com.br>


>>>
>>>
>>> Em 19 de julho de 2011 12:30, eiabel lelex
>>> <eiabel...@gmail.com>escreveu:
>>>
>>>
>>>>
>>>> ---------- Mensagem encaminhada ----------
>>>> De: Soraya Misleh <soraya...@yahoo.com.br>
>>>> Data: 19 de julho de 2011 12:24
>>>> Assunto: Re: [comcompas] Fwd: [thackday] Internacionalizar o THacker?
>>>> Que
>>>> tal Israel-Palestina?
>>>> Para: "comc...@yahoogrupos.com.br" <comc...@yahoogrupos.com.br>
>>>>
>>>>

>>>> **


>>>>
>>>>
>>>> querida Lelex,
>>>> Rita tem toda razão nas suas colocações, não acessei o link ainda,
>>>> mas não dá para falar em adotar Israel e Palestina, como se fossem
>>>> iguais,
>>>> quando se trata de opressor e oprimido. A campanha de BDS trata
>>>> justamente
>>>> de boicotar ações que perpetuam essa situação e iniciativas que
>>>> endossam o
>>>> Estado sionista vão de encontro a isso.
>>>> Em tempo: hoje posto em português na Ciranda um texto que fala sobre a
>>>> criminalização de movimentos que atuam no boicote por parte de Israel.
>>>>
>>>> beijos,
>>>> Soraya
>>>>

>>>> *De:* rita freire <rita...@gmail.com>
>>>> *Para:* comc...@yahoogrupos.com.br
>>>> *Enviadas:* Terça-feira, 19 de Julho de 2011 11:52
>>>> *Assunto:* Re: [comcompas] Fwd: [thackday] Internacionalizar o

>>>> **


>>>>
>>>> Pessoas queridas,
>>>>
>>>> ontem concretizamos nosso sonho do ônibus hacker... em menos de 24h
>>>> consguimos arrecadar os 40 mil reais necessários... onibus hacker já
>>>> é uma
>>>> realidade.
>>>>
>>>> All is need is love! and hacker bus ;)
>>>> http://t.co/h9CMxMc #transparênciahacker
>>>>
>>>> agora a conversa segue e achei interessante o interesse na comunidade
>>>> e
>>>> lembrei de nós, em especial de Soraya...
>>>>
>>>> que pensam?
>>>>
>>>> besos
>>>>
>>>> lelex
>>>>
>>>> ah! eu até comecei um artigo sobre tulipa ruiz, mas a velocidade dos
>>>> acontecimentos me tiraram o foco e daí que um dia sai, hehehe sorrY
>>>>
>>>>
>>>>
>>>> ---------- Mensagem encaminhada ----------

>>>> De: *Sérgio Storch* <sergio...@gmail.com>

>>>> <soraya...@yahoo.com.br?subject=Res%3A%20Re%3A%20%5Bcomcompas%5D%20Fwd%3A%20%5Bthackday%5D%20Internacionalizar%20o%20THacker%3F%20Que%20tal%20Israel-Palestina%3F>|
>>>> através
>>>> de
>>>> email<comc...@yahoogrupos.com.br?subject=Res%3A%20Re%3A%20%5Bcomcompas%5D%20Fwd%3A%20%5Bthackday%5D%20Internacionalizar%20o%20THacker%3F%20Que%20tal%20Israel-Palestina%3F>|
>>>> Responder
>>>> através da
>>>> web<http://br.groups.yahoo.com/group/comcompas/post;_ylc=X3oDMTJxM3EyczU5BF9TAzk3NDkwNDM3BGdycElkAzI1Mjc2NTAyBGdycHNwSWQDMjEzNzQzMTA5OQRtc2dJZAMzMTU4BHNlYwNmdHIEc2xrA3JwbHkEc3RpbWUDMTMxMTA4OTA4NA--?act=reply&messageNum=3158>|
>>>> Adicionar
>>>> um novo
>>>> tópico<http://br.groups.yahoo.com/group/comcompas/post;_ylc=X3oDMTJmb2M3YnJzBF9TAzk3NDkwNDM3BGdycElkAzI1Mjc2NTAyBGdycHNwSWQDMjEzNzQzMTA5OQRzZWMDZnRyBHNsawNudHBjBHN0aW1lAzEzMTEwODkwODQ->
>>>> Mensagens neste
>>>> tópico<http://br.groups.yahoo.com/group/comcompas/message/3154;_ylc=X3oDMTM1Y3RwbTU5BF9TAzk3NDkwNDM3BGdycElkAzI1Mjc2NTAyBGdycHNwSWQDMjEzNzQzMTA5OQRtc2dJZAMzMTU4BHNlYwNmdHIEc2xrA3Z0cGMEc3RpbWUDMTMxMTA4OTA4NAR0cGNJZAMzMTU0>(


>>>> 3)
>>>> Atividade nos últimos dias:
>>>>
>>>>
>>>> Visite seu

>>>> Grupo<http://br.groups.yahoo.com/group/comcompas;_ylc=X3oDMTJmNzN2YTk4BF9TAzk3NDkwNDM3BGdycElkAzI1Mjc2NTAyBGdycHNwSWQDMjEzNzQzMTA5OQRzZWMDdnRsBHNsawN2Z2hwBHN0aW1lAzEzMTEwODkwODQ->
>>>> [image: Yahoo!
>>>> Grupos]<http://br.groups.yahoo.com/;_ylc=X3oDMTJlZ2F0dmcwBF9TAzk3NDkwNDM3BGdycElkAzI1Mjc2NTAyBGdycHNwSWQDMjEzNzQzMTA5OQRzZWMDZnRyBHNsawNnZnAEc3RpbWUDMTMxMTA4OTA4NA-->
>>>> Trocar para: Só
>>>> Texto<comcompas-...@yahoogrupos.com.br?subject=Mudar+Formato+de+Envio:+Tradicional>,
>>>> Resenha
>>>> Diária<comcompa...@yahoogrupos.com.br?subject=Envio+de+email:+Resenha>•
>>>> Sair
>>>> do
>>>> grupo<comcompas-...@yahoogrupos.com.br?subject=Sair+do+grupo>•
>>>> Termos
>>>> de uso <http://br.yahoo.com/info/utos.html>
>>>> .

Bruno Freitas

unread,
Jul 20, 2011, 8:50:52 AM7/20/11
to thac...@googlegroups.com
Sim, concordo com o Sergio que para mudar a situação, é mais fácil criar uma nova realidade do que tentar mudar a que existe. Criando iniciativas que aproximem esses dois lados facilita um diálogo mais honesto no futuro. Mudar o que está lá, tentar convencer que está no front dessa guerra insana, é bem mais complicado.

Sim, essa guerra não é justa. Mas existe guerra justa? Não é igual ao boxe, com árbitro para coibir ações desonestas... e hoje em dia, depois de tantos anos, as pessoas que estão lutando muitas vezes nem sabem mais onde isso tudo começou... só sabem que tiveram um primo que morreu por causa de um foguete, ou que a familia perdeu o lugar onde morava por causa das desapropriações para construção dos assentamentos... enfim, agora o que temos por lá é ou o ovo ou a galinha e ninguém sabe mais fazer essa roda de desespero e injustiça parar de girar....

Apoio a iniciativa de criar um núcleo de apoio a ações hackers para a região...

Abraço a todos,

Bruno.

2011/7/20 Flagner Camargo <flagner...@gmail.com>



--

Flagner Camargo

unread,
Jul 20, 2011, 8:54:59 AM7/20/11
to thac...@googlegroups.com
Ok,

Eu não quis dizer o ônibus atravesar o Atlântico... eu quis dizer, oferecermos apoio ao outro lado do Atlântico, mas tudo bem, no stress.

Concordo que o Brasil deve conhecer o busão primeiro, só ví uma oportunidade, já que nossos vizinhos estão lutando bravamente para conseguir adotar SL e aplicar toda essa Cultura Livre que já temos aqui no Brasil. Está lançada a ideia.


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--
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 __._,_.___


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  .

__,_._,___



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abandonar..

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beijar"(Calcanhotto)

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eu sou, você é."

Com todo o perdão da palavra, eu sou um mistério pra mim. E eu suponho
que me entender não seja uma questão de inteligência e sim de sentir, de
entrar em contato. E nem eu me entendo, pois sou infinitamente maior que eu
mesma, eu não me alcanço. Mas eu fui obrigada a me respeitar, pelo fato de
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Sérgio Storch

unread,
Jul 20, 2011, 11:02:46 AM7/20/11
to thac...@googlegroups.com
Considero especialmente importante a Palestina porque é um momento de "turning point": em poucos meses poderemos ver o final surpreendente de um conflito que já dura quase 100 anos. Tudo acaba, como canta o Lulu Santos. não é? Por outro lado, ainda pode acontecer uma explosão. Malucos de ambos os lados aprontam alguma todos os dias.

Uma das coisas que fará (está fazendo) a diferença positiva é a pressão da sociedade civil global. E informação e transparência são ingredientes essenciais para que a pressão se exerça no tempo certo e sobre os atores certos (ao contrário da estratégia de BDS, que atinge os certos e os errados). Ou seja, estamos falando do valor estratégico da informação. Se tivermos aqui uns 5-6 que topem, aí eu farei as conexões com o pessoal de lá, e aí rola.

Faço um brevíssimo resumo aqui para contextualizar:
  • 1993: Oslo. Pela primeira vez Israel negociou com a OLP, e a OLP reconheceu Israel (depois de meio século de não reconhecimento recíproco).
  • Os acordos (transitórios) previam um acordo definitivo em 5 anos (1998). Mas Itzhak Rabin foi assassinado, e assumiu Netanyahu como primeiro ministro (é o atual). Nada.
  • 2000: quase!!! Faltou muito pouco, mas Clinton já não tinha mais tempo. Intifada.
  • 2003: acordos entre as principais lideranças (iniciativa de Genebra). Quase tudo acertadinho, mas essas pessoas não estavam no poder. Os acordos são base para hoje.
  • 2008: quase de novo!!! mas o primeiro ministro Olmert caiu por acusação de corrupção.
  • e agora o novamente primeiro ministro Netanyahu, de direita, joga contra, continuando a construir nos territórios ocupados. E o Hamas joga contra atirando foguetes sobre Israel. Netanyahu e Hamas, na prática, fazem jogos auto-reforçantes.
  • hoje: está quase. Tudo já foi exaustivamente negociado, mas haverá choro e ranger de dentes em setores em ambos os lados. Os líderes não têm força para enfrentar isso, pois há eleições no ano que vem.
  • INFORMAÇÃO PODE FAZER DIFERENÇA

Sugiro deixarmos rolar mais um pouquinho por aqui, e aí nos reunimos, real e virtualmente, que tal? Farei o endomarketing para alguns aqui no Thacker com quem já tinha conversado antes.

Um abraço

Sérgio Storch
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eiabel lelex

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Jul 20, 2011, 12:36:21 PM7/20/11
to comc...@yahoogrupos.com.br, Aleph, thac...@googlegroups.com, Sérgio Storch
e na luta entre desiguais, vence a força bruta.



Em 20 de julho de 2011 13:27, Soraya Misleh <soraya...@yahoo.com.br> escreveu:
 

Caros Aleph e Sérgio,
 
em primeiro lugar, saudo a iniciativa do THacker.
Sugiro que o debate sobre a complexa questão palestina ocorra em outro ambiente, este aqui é para discutir estratégias de comunicação.
Mas, cabe-me esclarecer:
quando falei de Israel e Palestina como opressor e oprimido logicamente estava me referindo ao Estado sionista - a quarta maior potência bélica mundial. O que há de simplista em dizer que a política adotada por Israel o coloca como opressor? Basta ver suas ações: limpeza étnica, muro do apartheid, checkpoints, discriminação, violação cotidiana de direitos humanos, negação de direitos elementares aos palestinos e palestinas etc. Colocar como se fossem duas forças iguais vai inclusive ao encontro da forma como a grande mídia trata erroneamente a questão. Quando falamos em outra comunicação, não podemos incorrer no mesmo erro.
Admiro e conheço muito bem o trabalho de Edward Said. Já assisti várias vezes o filme sobre o seu trabalho junto a Barenboim relativo à orquestra. Mas é importante frisar que Said defendia essa aproximação entre os cidadãos e cidadãs, mas nunca se omitiu em criticar o Estado de Israel e suas políticas.
Não tenho tabus ou preconceitos, e não tenho qualquer problema em dialogar com quem quer seja. Mas é fundamental dialogar considerando-se a verdade dos fatos. Não se pode falar em justiça sem o reconhecimento histórico do que foi feito e continua a ser na Palestina.
Por fim, a campanha de BDS atende a um chamado da sociedade civil palestina. Alguém seria contra o boicote na África do Sul? É uma questão de justiça, não de competência para fazer algumas coisas e outras não.
 
abraços,
 
Soraya 

Salve F01ks!


2011/7/19 Sérgio Storch <sergio...@gmail.com>
--
Se você não concordar, não posso me desculpar...

... aprendi a me virar sozinha e se estou te dando linha é prá depois te abandonar..

"Pode se remoer, se penitenciar eu encontrei alguém que só quer me beijar"(Calcanhotto)

"isso você não pode evitar por aqui - disse o gato - todos somos malucos, eu sou, você é."

Com todo o perdão da palavra, eu sou um mistério pra mim. E eu suponho que me entender não seja uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. E nem eu me entendo, pois sou infinitamente maior que eu mesma, eu não me alcanço. Mas eu fui obrigada a me respeitar, pelo fato de não me entender. Qual palavra me representa? Uma coisa eu sei: eu não sou o meu nome. Meu nome pertence aos que me chamam.
(Clarice Lispector)

--
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__._,_.___
Atividade nos últimos dias:
.

__,_._,___

Alberto Fabiano

unread,
Jul 20, 2011, 8:00:50 AM7/20/11
to thac...@googlegroups.com, Soraya Misleh
Storch,

    Tenho grande interesse pelo debate.

    Particularmente entendo os termos da Soraya e sou simpatizante com esta tua abordagem.

    No que tange a relação "opressores" e "oprimidos"  - ele é contextual e eventualmente se inverte - entendo que a melhor abordagem é tentar um diálogo sem esta classificação pois assim seguindo a linha rotular ela não é funcional, o tratamento igualitário desde a nucleação do debate e no decorrer de toda iniciativa é o caminho mais saudável.

<LOL> 

    Confesso que um dos momentos mais marcantes da minha vida, ocorreu a 8 anos atrás, quando conversando com um camarada (de origem israelense mas que vive fora de Israel a mais de 30 anos) que trabalhava em uma empresa parceira, sendo um cara com pos-doc, poliglota e extremamente sagaz - comentou-me que árabe "só na ponta de seu fuzil".  Esta afirmação foi tão chocante, que nunca mais consegui olhar para este cara com a admiração que eu tinha antes,  até hoje temos um racional relacionamento profissional, sempre o respeitei mas nunca mais esqueci este momento  

</LOL> 

    Acima de qualquer coisa, é necessário tentar entender bem o contexto (sem realizar julgamentos de quem está certo ou errado pois ambos os atores de ações belicosas estão errados)  e que muitas vezes os argumentos dos sionistas que defendem os palestinos também são equivocados, apesar destes defenderem o diálogo, o desarmamento e a paz acima de tudo!

   E vamos ao debate!

[&]s++;

AL

-- 
k'bɪt 1> "The best way to predict the future is to invent it." --Alan Kay 
k'bɪt X> "Chance favors the prepared mind."   --Louis Pasteur  
k'bɪt Z> "The world is full of fascinating problems waiting to be solved" --Eric S.Raymond 


2011/7/19 Sérgio Storch <sergio...@gmail.com>
Oi Eiabel, oi galera, oi Soraya

Soraya Misleh

unread,
Jul 20, 2011, 12:27:33 PM7/20/11
to Aleph, thac...@googlegroups.com, Sérgio Storch, comc...@yahoogrupos.com.br
Caros Aleph e Sérgio,
 
em primeiro lugar, saudo a iniciativa do THacker.
Sugiro que o debate sobre a complexa questão palestina ocorra em outro ambiente, este aqui é para discutir estratégias de comunicação.
Mas, cabe-me esclarecer:
quando falei de Israel e Palestina como opressor e oprimido logicamente estava me referindo ao Estado sionista - a quarta maior potência bélica mundial. O que há de simplista em dizer que a política adotada por Israel o coloca como opressor? Basta ver suas ações: limpeza étnica, muro do apartheid, checkpoints, discriminação, violação cotidiana de direitos humanos, negação de direitos elementares aos palestinos e palestinas etc. Colocar como se fossem duas forças iguais vai inclusive ao encontro da forma como a grande mídia trata erroneamente a questão. Quando falamos em outra comunicação, não podemos incorrer no mesmo erro.
Admiro e conheço muito bem o trabalho de Edward Said. Já assisti várias vezes o filme sobre o seu trabalho junto a Barenboim relativo à orquestra. Mas é importante frisar que Said defendia essa aproximação entre os cidadãos e cidadãs, mas nunca se omitiu em criticar o Estado de Israel e suas políticas.
Não tenho tabus ou preconceitos, e não tenho qualquer problema em dialogar com quem quer seja. Mas é fundamental dialogar considerando-se a verdade dos fatos. Não se pode falar em justiça sem o reconhecimento histórico do que foi feito e continua a ser na Palestina.
Por fim, a campanha de BDS atende a um chamado da sociedade civil palestina. Alguém seria contra o boicote na África do Sul? É uma questão de justiça, não de competência para fazer algumas coisas e outras não.
 
abraços,
 
Soraya 

De: Aleph <vo...@techberto.com>
Para: thac...@googlegroups.com
Cc: Soraya Misleh <soraya...@yahoo.com.br>; Sérgio Storch <sergio...@gmail.com>
Enviadas: Quarta-feira, 20 de Julho de 2011 9:04

rita freire

unread,
Jul 21, 2011, 10:55:55 AM7/21/11
to comc...@yahoogrupos.com.br, Aleph, thac...@googlegroups.com, Sérgio Storch

Bem resumido!
e para marchar junto é preciso direito de retorno
que tal uma operação thacker sem fronteiras e explicitamente para derrubar o muro?
Depois, todo mundo pode conversar de pertinho

[ ]s
Rita

2011/7/20 eiabel lelex <eiabel...@gmail.com>
 
Atividade nos últimos dias:
.

__,_._,___

erico dias

unread,
Jul 22, 2011, 10:30:32 AM7/22/11
to thac...@googlegroups.com
vídeo http://vimeo.com/7280557 sobre o uso do ushahidi em gaza

2011/7/21 rita freire <rita...@gmail.com>

Sérgio Storch

unread,
Jul 22, 2011, 11:22:38 AM7/22/11
to rita freire, Soraya Misleh, comc...@yahoogrupos.com.br, Aleph, thac...@googlegroups.com
Oi amigos
Oi Rita
Oi Soraya (vamos conversar no início da semana?)

estão marchando juntos, mesmo sem direito de retorno, como aconteceu em Jerusalém na 6a feira passada. Será que não poderia acontecer até mesmo em Gaza? Israelenses têm estado ao lado de palestinos em inúmeras situações. Muitos mais terão que marchar juntos por bastante tempo. Não é do dia para a noite.

A operação thacker não pode ter o objetivo do direito de retorno nem de derrubar o muro. Bits e informações não derrubam átomos. Bits e informações podem empoderar pessoas para derrubar átomos. E o thacker sabe como ninguém usar bits para empoderar pessoas. Só pode ser este o objetivo dessa operação, pragmático, preciso e objetivo: OpenData para a transparência que empodera pessoas e gera controle social pela sociedade civil local e global.

O que o thacker brasileiro-palestino-israelense pode fazer é: sistematizar e publicar informações sobre demolições de casas, expropriações, prisões sem culpa formada, um datalegis (está rolando uma onda de legislação fascistóide e macartista, crianças em estado de risco e tantas, tantas outras situações de infrações de injustiças e violação de direitos humanos, inclusive, se for possível, questões de DH intra-palestina (mais difícil, pois lá, e especialmente em Gaza, a repressão é brava, mas não podemos passar batido pela ausência de liberdade de expressão: em Israel está ameaçada, mas em Gaza simplesmente não existe).

Mas vamos ter clareza do seguinte: o thacker tem, como tudo, recursos limitados (dinheiro nem tanto, pois há o Catarse, mas tempo das pessoas é inelástico). Só será sustentável uma ação que multiplique os hackers capacitando (e, não sejamos presunçosos, também aprendendo com) hackers militantes palestinos e israelenses. (acho isso importantíssimo, porque o acordo de paz está a alguns meses de distância, e a dificuldade depois disso será a sua implementação: os dois povos sendo capazes de conviver (e isso já acontece bastante: há até médicos (do Hamas) indo a Haifa para capacitação, e médicos israelenses e palestinos indo juntos dar assistência a aborígenes na Austrália).

Aí, essa marcha juntos terá uma outra marcha dentro dela, que é a marcha de hackers palestinos e israelenses...  E, POR QUE NÃO, TAMBÉM ÁRABES DE OUTROS PAÍSES? Mas é tendo o thacker no papel de motivadores, mentores, aprendentes ... e eventualmente desenvolvedores. Temos muito que ensinar e aprender.

Talvez um hacker a mais seja um homem bomba a menos. O thacker estaria contribuindo para a paz, fortalecendo a resistência não violenta, que já acumula algumas vitórias (Budrus, Bil´in etc.)


Direito de retorno, BDS, derrubada do muro são outros departamentos, e quem quiser se envolver, se envolve, mas me parece que não é escopo do Thacker. Cada ferramenta na sua função: martelo bate prego, chave de fenda parafusa.

Um abraço
Sérgio

Aleph

unread,
Jul 22, 2011, 12:18:17 PM7/22/11
to Soraya Misleh, Sérgio Storch, rita freire, comc...@yahoogrupos.com.br, thac...@googlegroups.com
Sérgio,

    Confesso que estou muito interessado na iniciativa mas na próxima semana também estarei mega-enrolado, inclusivo no período noturno; de qualquer forma se outros puderem se envolver será super interessante.

[]s

AL
-- 
k'bɪt 1> "The best way to predict the future is to invent it." --Alan Kay 
k'bɪt X> "Chance favors the prepared mind."   --Louis Pasteur  
k'bɪt Z> "The world is full of fascinating problems waiting to be solved" --Eric S.Raymond 


2011/7/22 Soraya Misleh <soraya...@yahoo.com.br>
Sérgio, semana que vem está impossível para mim, vamos nos falando.
essas questões que vc coloca não são outro departamento, tudo está ligado.
é uma questão de justiça.
 
abraço,
Soraya 
 

2011/7/20 eiabel lelex <eiabel...@gmail.com>
 
.

__,_._,___








Soraya Misleh

unread,
Jul 22, 2011, 12:05:36 PM7/22/11
to Sérgio Storch, rita freire, comc...@yahoogrupos.com.br, Aleph, thac...@googlegroups.com
Sérgio, semana que vem está impossível para mim, vamos nos falando.
essas questões que vc coloca não são outro departamento, tudo está ligado.
é uma questão de justiça.
 
abraço,
Soraya 
 

De: Sérgio Storch <sergio...@gmail.com>
Para: rita freire <rita...@gmail.com>; Soraya Misleh <soraya...@yahoo.com.br>
Cc: comc...@yahoogrupos.com.br; Aleph <vo...@techberto.com>; "thac...@googlegroups.com" <thac...@googlegroups.com>
Enviadas: Sexta-feira, 22 de Julho de 2011 12:22
2011/7/20 eiabel lelex <eiabel...@gmail.com>
 
.

__,_._,___




rita freire

unread,
Jul 22, 2011, 12:49:15 PM7/22/11
to Aleph, Soraya Misleh, Sérgio Storch, comc...@yahoogrupos.com.br, thac...@googlegroups.com
Oi Sérgio, parece que uma conversa agora está meio difícil, por questões agenda, mas que há interesse no assunto e na proposta
Eu queria acrescentar mais um dados e te perguntar sobre a dinâmica do Thacker
Uns tempos atras, por várias vezes, quando começamos a publicar matérias sobre a ocupação palestina na Ciranda, nossas ferramentas passaram a ser alvo de ataques.
Fóruns passaram de 100 para mil, sendo 90% spam, impossíveis de administrar
Nossa lista de comunicação passou a receber 100 pedidos de entrada por dia, todos falsos
 além de sairmos do ar em pleno FSM, em que estavamos conectando Belém-Palestina no dialogo com um jornalista que utilizava um gerador no quintal para falar conosco
Migramos o site, aumentamos as defesas, mas ficou sempre a sensação de que esses ataques são bem coordenados e não por ativistas independentes, como parece o caso do Thacker, ou comprometidos com o direito à comunicação, como nós.
Por isso, ainda tocando no assunto do equilíbrio dessas vozes, como funciona o Thacker? É um aviso aleatório que vai para a rede? Qualquer interessado/a em contribuir, ou mesmo atacar a iniciativa, ou pior, manipular informações, pode entrar? Como os hackers se protegem ou pelo menos checam as informações recebidas?
Desculpe a total ignorância sobre o mundo hacker que respeito muito
(especialmente pq soube que o primeiro ataque ao site gov da ditadura tunisiana, que desencadearia outros decisivos para derrubar Ben Ali, partiu do Brasil)
[ ]s
Rita


2011/7/22 Aleph <vo...@techberto.com>
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