Auditabilidade

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Evandro Oliveira

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Nov 6, 2013, 7:01:20 PM11/6/13
to thac...@googlegroups.com, exploit...@googlegroups.com

Taí... todo profissional de TI deve estar satisfeito...

QUe se ferrem os eleitores e a auditabilidade.

http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/11/stf-considera-ilegal-imprimir-voto-para-conferir-resultado-da-eleicao.html

--
abs,

Evandro Oliveira

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"A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo.
 Para ser popular é indispensável ser medíocre".

Oscar Wilde

erico dias

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Nov 7, 2013, 8:38:08 AM11/7/13
to thac...@googlegroups.com
lá no Brasil grande, longe do litoral e das capitais, ou mesmo nas periferias dessas cidades um cupom desses teria valor de papel moeda. Se a zerésima vale uns R$50 isso aí deve dar uma feirazinha.

Acho que o problema foi a interpretação de colocar a comprovação do voto como uso apenas individual  e não pelo valor público que a possibilidade da eleição ser auditada tem, em tese o argumento do tribunal sustentou por anos a proibição do voto dos analfabetos, jovens e mulheres e obstaculariza o debate do voto facultativo.




erico dias

unread,
Nov 7, 2013, 8:39:19 AM11/7/13
to thac...@googlegroups.com
esqueci de comentar que muita gente tira foto com celular para comprovar depois que votou para poder receber.




Evandro Oliveira

unread,
Nov 7, 2013, 8:59:00 AM11/7/13
to thac...@googlegroups.com
Erico,
Eu tiro a foto, cancelo o voto e voto em outro...
Quem compra voto pagando por foto de celular é
deste nível?
Algumas "ideias" são engraçadas... mas, IMNSHO,
não refletem a gravidade da situação.
C´est la vie...


Em 7 de novembro de 2013 11:39, erico dias <eri...@gmail.com> escreveu:
esqueci de comentar que muita gente tira foto com celular para comprovar depois que votou para poder receber.




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erico dias

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Nov 8, 2013, 8:20:22 AM11/8/13
to thac...@googlegroups.com
o trecho que o STJ não levou em consideração 

“Não significa entregar para o eleitor [a cédula], mas permitir que ele veja [o voto] impresso, confirme ou cancele, e depois [a cédula] é jogada em uma sacola”, explicou.

A ideia é que com esse mecanismo seja possível confirmar o resultado das eleições a partir de uma recontagem dos votos por amostragem de 2% das urnas a serem checadas. "


como eu disse o problema foi a "interpretação de colocar a comprovação do voto como uso apenas individual" além de que talvez esse mecanismo do imprenso não esteja bem determinado, decisão ruim que faz o debate retroceder.


fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-10-15/especialistas-defendem-voto-impresso-para-recontagem-de-resultado-de-eleicao




2013/11/7 Evandro Oliveira <pyx...@gmail.com>

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ºLº :)




Rafael Ree Xerxes

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Nov 7, 2013, 6:29:23 AM11/7/13
to exploit...@googlegroups.com, thac...@googlegroups.com
"Dados nas urnas são inatacáveis"

(╯°□°)╯︵ ┻━┻

Anchises Moraes

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Nov 7, 2013, 6:47:25 AM11/7/13
to exploit...@googlegroups.com, thac...@googlegroups.com
Inatacáveis e inauditáveis...


2013/11/7 Rafael Ree Xerxes <rlm.i...@gmail.com>

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William Bastos

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Nov 7, 2013, 6:55:20 AM11/7/13
to exploit...@googlegroups.com, thac...@googlegroups.com
Como disse e volto a falar, alguém esta ganhando para que isso não ocorra.

Por isso digo que não vale colocar suas força em algo que não será mudado em nossa geração, talvez um dia daqui alguns pelos anos isso ocorra.

Indignado com a noticia e revoltado, mais não temos o que fazer.

att,


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Diego Rabatone

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Nov 8, 2013, 9:26:23 AM11/8/13
to Transparência Hacker, exploit...@googlegroups.com

Gente, uma pergunta (séria):
Vocês acham que papel é mais seguro e auditável que eletrônico, mesmo?
Porque me parece ridiculamente fácil fraudar papel....

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Evandro Oliveira

unread,
Nov 8, 2013, 1:19:45 PM11/8/13
to thac...@googlegroups.com
Diego,

uma resposta/pergunta séria (mesmo!)

Qual a lógica que você construiu em que o papel SUBSTITUI
a mídia eletrônica???
De onde você tirou esta dúvida?

Parece que você foi instruído pelos mesmos caras que instruíram
os ministros do SFT.

NUNCA vi nenhuma pessoa, dentre as que propuseram a impressão
do voto e as que defendiam a impressão do voto, falarem que o voto
impresso SUBSTITUÍRIA o armazenamento eletrônico.

Só quem não tem a mínima noção de como funciona o processo de
armazenamento dos votos,  que deturpa completamente o propósito
de uma URNA receptora de votos, e, de quebra, não conhece muito
de tecnologia da informação (bits e bytes), pode imaginar que o
armazenamento emmídia digitais seja seguro e não seja necessário
auditá-lo.

Mas os ministros do TSE acreditaram nos assessores tecnológicos
e assemelhados.

E, respondendo a sua pergunta:
SIM, qualquer coisa armazenada em meio eletônico, só pode ser
auditada se tiver comocomprovar a operação feita (em papel), OU
se houver algum tipo de segurança (tipo certificação digital) que
assegure a autoria e não seja possível o repúdio... mas no caso da
certificação digital existe a quebra do preceito constitucional da
inviolabilidade do voto.

Mas este assunto é letra morta... porque da sua curiosidade?



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abs,

Evandro Oliveira

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"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos 
por aqueles que não podiam escutar a música.".

Friedrich Nietzsche

Daniel Bramatti

unread,
Nov 8, 2013, 1:20:18 PM11/8/13
to thac...@googlegroups.com, exploit...@googlegroups.com

1) Vote em João
2) Leve no bolso um voto impresso (falso) com o nome de José
3) Coloque o voto em José na urna
4) Denuncie uma "fraude" e provoque recontagem
5) Anule a eleição


.

.

Daniel Bramatti | Editoria Nacional - Estadão Dados - Blog Públicos | O Estado de S. Paulo

Av. Eng. Caetano Álvares, 55 - Limão - São Paulo - SP - 02598-900

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2013/11/8 Diego Rabatone <dir...@diraol.eng.br>
image002.jpg

Daniel Bramatti

unread,
Nov 8, 2013, 1:23:49 PM11/8/13
to thac...@googlegroups.com

Evandro: 

Só quem não tem a mínima noção de quem é o Diego dá uma resposta como a sua. A pergunta dele é completamente válida. Se você for agredir todo mundo que não concorda com sua visão apocalíptica do processo de voto eletrônico, isso aqui vai deixar de ser o ótimo fórum de debates que sempre foi. Saudações cordiais e democráticas.





.

.

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2013/11/8 Evandro Oliveira <pyx...@gmail.com>
image002.jpg

Evandro Oliveira

unread,
Nov 8, 2013, 2:02:58 PM11/8/13
to thac...@googlegroups.com
Daniel,
você entendeu que a minha resposta foi para agredir?
Sorry...
Se você acha que é "completamente válida", está no mesmo patamar
de desconhecimento do processo.
Agora vou ser "condenado" por ter mais conhecimento do processo
e, para piorar, acusado de degradar o fórum de debates.

Saudações cordiais e democráticas,



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Daniel Bramatti

unread,
Nov 8, 2013, 2:07:23 PM11/8/13
to thac...@googlegroups.com

Bom, talvez eu tenho me enganado e sua resposta tenha sido totalmente cordial. Vou imprimir e ler de novo, desta vez no papel.




2013/11/8 Evandro Oliveira <pyx...@gmail.com>
image002.jpg

Mario Mol

unread,
Nov 8, 2013, 2:12:39 PM11/8/13
to thac...@googlegroups.com

bem, pode ser fácil de fraudar papel..  mas o volume inviabiliza.. né atoa que o mundo todo ainda ta no papel..
e mesmo se for.. ter mais um check.. mais uma forma de auditar ou dificultar a má fé.. já nao valeria a pena?

mas pensei em algo diferente, pode ser uma viagem nada ver.. mas enfim.. ai vai =)

1. ao votar vc ganha um numero impresso...tipo um hash. e vincula o voto nesse numero..
2. dai depois em um site do governo.. vc verifica se sua hash foi computado com o voto q vc fez....
3. população teria um período para verificar seu voto, dai o ganhador viria de um sum dessa base...
4. A auditoria focaria em garantir q a base do site de consulta ao pública seria o mesmo q fosse realizar o sum..
5. Por fim,. se tivesse um numero x % de pessoas reclamando problemas.. invalidaria a urna ou a votação toda..

muito sem noção? auauhuhauha

abs





2013/11/8 Diego Rabatone <dir...@diraol.eng.br>

Evandro Oliveira

unread,
Nov 8, 2013, 2:15:19 PM11/8/13
to thac...@googlegroups.com
Daniel, Não precisa desperdiçar papel... você não se enganou.
Listas e grupos de debates exigem respostas às perguntas
"totalmente cordiais"... eu é que não consigo ser repetitivo e
totalmente cordial... é problema meu... nesta altura do campeonato
era de se esperarque muitas outras pessoas estivessem habilitadas
para responder de maneira totalmente cordial, você, por exemplo,
não se apresentou... mas estava à postos para criticar a resposta
dada.
Economize papel ... responsabilidade com a preservação da natureza.




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Diego Rabatone

unread,
Nov 8, 2013, 4:24:58 PM11/8/13
to Transparência Hacker
Mário,

fraudar papel individualmente, no sentido do que propôs o Daniel, de fato é algo difícil de se conseguir em escala.
E vale pensar que numa eleição "presidencial" é bem mais difícil que numa eleição para "vereador", principalmente em cidades menores, aonde eu acho que já começa a ser viável um "esquema" de fraudar papel "diretamente na urna".

Por outro lado, sistemas que utilizam papel costumam ter suas fraudes ocorridas nos momentos de "agregação", e não no momento "do voto". Então não seria uma "ação de cada indivíduo", mas sim um esquema mais amplo.

Quando eu questionei a questão de usar o papel como conferência, é que para mim um esquema de fraude de urna eletrônica generalizado (e não individualizado) não teria tantas dificuldades para agir no processo de "verificação" do papel - que eu tendo a achar ser mais frágil do ponto de vista de security.

Eu acho que a grande questão toda na realidade não passa por isso, acho que a segurança e qualidade do sistema passa, necessariamente, pela auditabilidade do processo. Eu acho que a única forma de melhorar a segurança (security) é utilizando software livre, tendo auditoria independente do processo (com verificação amostral das urnas para conferir se o software que está na urna é de fato o que deveria estar, que foi auditado publicamente), auditoria do processo de conferência (transferência dos votos das urnas para um sistema centralizado e a contabilização do mesmo), dentre outras coisas nesse sentido.

Eu acho que só transparência e abertura podem fornecer a segurança que queremos, e um "papel" não fornece isso (porque nada impede a urna, sem esse processo de transparência, de imprimir algo diferente do que ela registrar).

Por fim, com relação à ideia do Hash, acho muito complicado propor um modelo que dependa das pessoas participarem ativamente posteriormente. Isso porque nem todo mundo tem internet em casa, nem todo mundo tem computador, nem todo mundo sabe usar o computador ou a internet, as pessoas podem perder o papel/hash, ou simplesmente fica muito fácil uma "ação organizada apenas para prejudicar o processo" no sentido de muitas pessoas dizerem que a conferência online não bateu com o voto que ela deu, e com isso inviabilizar o processo eleitoral.

Abraços cordiais,



--------------------------------
Diego Rabatone Oliveira
diraol(arroba)diraol(ponto)eng(ponto)br
Identica: (@diraol) http://identi.ca/diraol
Twitter: @diraol


Pedro Markun

unread,
Nov 8, 2013, 4:41:50 PM11/8/13
to thackday
Em tempos,

estava discutindo esses dias sobre a possibilidade de usar chaves PGP no lugar de certificação digital a la eCPF.

A comunicação entre você e a urna seria feita e validada através da troca de chaves públicas.

Você receberia uma confirmação do teu voto criptografada por uma chave trocada entre você e a urna. A urna não associa a tua chave pública ao voto, mas como você tem essa chave, pode depois validar.

A vantagem é que ao acusar uma falha no processo, você pode regerar o voto e conferir se a chave bate.

Faz algum sentido? (É meio complicado de explicar, até pq eu não sei direito os nomes =)

abs,
Pedro Markun


2013/11/8 Diego Rabatone <dir...@diraol.eng.br>

Evandro Oliveira

unread,
Nov 8, 2013, 6:34:35 PM11/8/13
to thac...@googlegroups.com
Mario,
Por mais incrível que você possa achar, NÃO é sem noção
e um criptólogo europeu fez este tipo de processo.
É muito interessante pois o eleitor fica com um comprovante
que NÃO identifica nada, e uma urna fica com outra parte
que não identifica o eleitor mas identifica voto e outras coisas
(e não pode ser copiada)... tipo duas metades de uma imagem
criptografada...
Alguns países europeus estudam a adoção deste modelo.


Em 8 de novembro de 2013 17:12, Mario Mol <mari...@gmail.com> escreveu:

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Evandro Oliveira

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Evandro Oliveira

unread,
Nov 8, 2013, 6:59:27 PM11/8/13
to thac...@googlegroups.com
Markun,

Como você mesmo diz, ao misturar algumas coisas, fica difícil entender o processo
que você sugere.

Inicialmente, quando temos um par de chaves (privada + pública) temos um
mecanismo/processo/tecnologia conhecida como Criptografia ASSIMÉTRICA
que é a mesma coisa (a grosso modo) quando você citar "certificação digital" "e-cpf" e "PGP"

Para o processo de VOTAÇÃO, onde o sigilo de quem você vai votar é
Direito Constitucional, esta identificação via Certificado Digital (ou outro mecanisno de
Criptografia Assimetrica) NÃO É apropriado.

Neste sentido, a biometria que está sendo implantada no país é MUITO PIOR
mas no entendimento dos ministros do STF, a partir dos déspotas do TSE,
é um mecanismo/processo/tecnologia que eleva a segurança do processo de
identificação do eleitor, mas torna vulnerável outros processos.

Uma coisa que a sua mensagem suscita é a de que, o PROBLEMA não
é a maquineta de votar.

O problema é que, desde 1982, quando o Brizola ia sendo roubado, no que
ficou conhecido como "Caso Proconsult", o sistema eleitoral brasileiro foi
sendo informatizado e, após 1998/2000, passou a ser TOTALMENTE
informatizado. Os processos de cadastramento e auditoria, NÃO FORAM
informatizados e os cadastros de eleitores se deterioram mais rapidamente
do que qualquer outro cadastro civil. As tecnologias de informatização, do
certificado digital à biometria, eliminaram várias fraudes mas inseriram outras
formas de vulnerabilidades e fraudes (algumas de proporções industriais).

É necessário uma revisão de TODO o SIstema Eleitoral Brasileiro Informatizado
e ações como a auditabilidade da urna através da impressão do voto PARA
CONFERÊNCIA, somente auxiliariam a diminuir as fraudes.

Uma questão NUNCA abordada e não discutida por todos, é que o TSE abriga
os três poderes e quando o Congresso (legisladores) aprova uma lei, os próprios
juízes e ministros do TSE vão lá e revogam... pergunta ao congressistas qual
deles vai reclamar do TSE e STF por ter eliminado uma lei que eles fizeram
para MELHORAR o processo eleitoral????? 



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--
abs,

Evandro Oliveira

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José Antonio Rocha

unread,
Nov 9, 2013, 8:51:09 AM11/9/13
to thac...@googlegroups.com

Em 8 de novembro de 2013 21:34, Evandro Oliveira <pyx...@gmail.com> escreveu:
Por mais incrível que você possa achar, NÃO é sem noção
e um criptólogo europeu fez este tipo de processo.
É muito interessante pois o eleitor fica com um comprovante
que NÃO identifica nada, e uma urna fica com outra parte
que não identifica o eleitor mas identifica voto e outras coisas
(e não pode ser copiada)... tipo duas metades de uma imagem
criptografada...
Alguns países europeus estudam a adoção deste modelo.

Isto impede a compra de votos?
Nas cidades do interior, vilas inteiras são compradas. Jagunços armados ficam patrulhando à noite para impedir a recompra de votos.
Nas seções eleitorais, todos sabem quem vota em quem. Os partidos têm mapas para verificar se o voto comprado foi realmente depositado.

--
Meira
nome: "José Antonio Meira da Rocha"
googletalk: email: joseanto...@gmail.com
veículo: [ http://meiradarocha.jor.br ]
fones: [ 55-8411-3047  55-3744-2994 ]

Evandro Oliveira

unread,
Nov 9, 2013, 9:58:01 AM11/9/13
to thac...@googlegroups.com
José Antônio,

Acredito que alguns conceitos seus sobre compra de votos 
estão equivocados.
Mas como é perigoso discutir estes conceitos aqui...


Em 9 de novembro de 2013 11:51, José Antonio Rocha <joseanto...@gmail.com> escreveu:

Em 8 de novembro de 2013 21:34, Evandro Oliveira <pyx...@gmail.com> escreveu:

Por mais incrível que você possa achar, NÃO é sem noção
e um criptólogo europeu fez este tipo de processo.
É muito interessante pois o eleitor fica com um comprovante
que NÃO identifica nada, e uma urna fica com outra parte
que não identifica o eleitor mas identifica voto e outras coisas
(e não pode ser copiada)... tipo duas metades de uma imagem
criptografada...
Alguns países europeus estudam a adoção deste modelo.

Isto impede a compra de votos?

Nada impede "compra de votos" (qualquer que seja seu conceito sobre
o assunto).
Entretanto, no caso da imagem criptografada e proposta pelo criptólogo
IMPEDE que pessoas vejam o voto... (sigilo do voto), logo um eleitor
poderia até "vender" seu voto, e o "comprador" não teria como exigir
que ele PROVE que "entregou o resultado da venda". 

 
Nas cidades do interior, vilas inteiras são compradas. Jagunços armados ficam patrulhando à noite para impedir a recompra de votos.

Se não nos entendemos sobre "compra" de votos, tenho certeza que não
temos uma definição aceitável sobre "recompra" 
 
Nas seções eleitorais, todos sabem quem vota em quem.

Já fui mesário e pesquisas eleitorais e a FORMA como a máquina de votar
foi projetada (e todo o processo de "recolhimento" da opção do eleitor, 
permite com que mesários IDENTIFIQUEM em quem se votou... mas desafio
qualquer um a identificar ou "saber" em que eu e outras pessoas votam. Ah!
não posso falar das minhas experiências no processo pois é querer aparentar
saber mais do que os outros... sorry  ;-)


 
Os partidos têm mapas para verificar se o voto comprado foi realmente depositado.

Negativo. Partidos NÃO tem isto... CANDIDATOS tem isto. Inclusive, 90% dos
tais fiscais de partidos, são fiscais de CANDIDATOS. São credenciados pelos
TSE a pedido dos partidos mas por indicação/;remuneração de CANDIDATOS.
Muitos deles são "cabos eleitorais" que compram eleitores e outros cabos
eleitorais e verificam a "efetividade" da compra para CANDIDATOS e não para
partidos. Não precisa acreditar, mas seria interessante você pensar nas diferenças
entre interesses de PARTIDOS e CANDIDATOS, e em como funciona todo
o processo eleitoral brasileiro para votações denominadas majoritárias e 
proporcionais...
 

--
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Pedro Markun

unread,
Nov 9, 2013, 5:38:57 PM11/9/13
to thackday
Evandro,

tem mais info sobre esses processos nos paises europeus que estão experimentando verificação com hash?

abs,
Pedro Markun


2013/11/8 Evandro Oliveira <pyx...@gmail.com>

Evandro Oliveira

unread,
Nov 9, 2013, 7:49:45 PM11/9/13
to thac...@googlegroups.com
Markun


Em 9 de novembro de 2013 20:38, Pedro Markun <pe...@esfera.mobi> escreveu:
Evandro,

tem mais info sobre esses processos nos paises europeus que estão experimentando verificação com hash?


Devo ter links para alguns artigos isolados. 

Na maioria destes países, o
sistema eleitoral é bastante diferente do brasileiro (os chamados sistemas 
de governo parlamentarista) e modelos de votação distrital e distrital misto,
voto não obrigatório etc, que provocaram mudanças diferenciadas... 
e o custo de implantação destes mecanismos se justifica somente em
colégios eleitorais grandes (Brasil, Índia, EUA), por isso o mecanismo
não está sendo "exigido" na Europa... 
Se eu recuperar o links dos artigos, te passo... quase todos eles estão
no grupo de discussão do Voto Seguro pois o autor da proposta esteve 
no Brasil, deixou alguns modelos e conversou com algumas pessoas,
todas fora do TSE que não quis recebê-lo.

Sérgio Storch

unread,
Nov 9, 2013, 8:23:59 PM11/9/13
to thac...@googlegroups.com
Amici, um pitaco só, sem querer entrar na discussão, por ignorância nas questões técnicas e tecnológicas, mas achando que a ignorância às vezes pode servir para alguma coisa, me aventuro a dizer (se não valer nada, nem comentem):
 
Se os dados da votação forem totalmente abertos desde o momento em que o eleitor dá o voto, de forma a poderem ser tabulados e agregados (sem o ID do eleitor, claro) por quaisquer agências locais que desejem fazê-lo, cria-se uma concorrência entre os jornais e outras agências para revelarem os resultados com suas próprias análises.  ​E dessa forma teríamos a múltipla totalização dos votos por agentes independentes entre si, em qualquer nível de agregação geográfica, de modo que as discrepâncias entre os totais aparecem na hora, com a detecção imediata de irregularidades.
 
Mais: se houver pesquisas realizadas antes da boca de urna por agências independentes e as curvas de tendência forem conhecidas, com granularidade fina, será outra maneira de identificar as regiões em que há alterações fora do normal.

Sérgio Storch
11-3666.9005 - 11-99753.9701



Evandro Oliveira

unread,
Nov 9, 2013, 9:45:13 PM11/9/13
to thac...@googlegroups.com
Storch,


Em 9 de novembro de 2013 23:23, Sérgio Storch <sergio...@gmail.com> escreveu:
Amici, um pitaco só, sem querer entrar na discussão, por ignorância nas questões técnicas e tecnológicas, mas achando que a ignorância às vezes pode servir para alguma coisa, me aventuro a dizer (se não valer nada, nem comentem):

Com efeito. Entender do processo, do sistema, sem detalhes tecnológicos (sórdidos
e obscuros), talvez seja o mais importante. No caso, a ministra Carmen Lúcia, se 
os pares dela, deveriam respeitar esta premissa. Ler e conhecer, se fundamentarem
para proferir uma sentença. O que proferiu a Ministra, foi um rosário de coisas ilegítimas
e não respaldadas pela tecnologia.
 
 
Se os dados da votação forem totalmente abertos desde o momento em que o eleitor dá o voto, de forma a poderem ser tabulados e agregados (sem o ID do eleitor, claro) por quaisquer agências locais que desejem fazê-lo, cria-se uma concorrência entre os jornais e outras agências para revelarem os resultados com suas próprias análises. 

Aqui temos problemas diferenciados.
Considerando o PRIMEIRO MOMENTO, o eleitor NÃO pode ser identificado. Assim, com
a maquineta de votar, perdemos o conceito de URNA. O voto, numa urna, é sufragado e
mistura. Daí a quebra de segurança construída no mais recente "desafio" que o TSE
propôs;


​E dessa forma teríamos a múltipla totalização dos votos por agentes independentes entre si, em qualquer nível de agregação geográfica, de modo que as discrepâncias entre os totais aparecem na hora, com a detecção imediata de irregularidades.

Na sequência, com a informatização de todo SIstema ELeitoral, o TSE avocou apra si
a tarefa de "eliminar" apurações paralelas. Os partidos, ávidos pelos resultados rápidos,
e eliminadas OUTRAS fontes de fraudes existentes nos votos "manuais" (papel), não
possuem estrutura para acompanhar o processamento do TSE... em dias de eleições,
auditorios dos TREs ficam lotados de jornalistas... INUTILMENTE. Como são INÚTEIS
TODOS os processos de zeréssima e totalização. Existem casos pitorescos como num
TRE que "apagou" seu painel por seis horas e uma eleição "resolvida" mudou de vencedor.
Apurações paralelas poderiam ser feitas a partir da obtenção dos BUs... até mesmo antes
que os dados relativos a eles chegassem aos Centros de Transmissão dos TREs.

Seriam necessárias 410mil pessoas (uma por urna), fotografando os BUs em cada seção
eleitoral, tão logo a urna fosse fechada, e transmitindo para alguma central (a apuração
paralela deveria ser COLETIVA entre todos interessados (não pode ter concorrência pois
NESTE CASO, o TSE é maquiavélico... dividir para conquistar). Isto já foi tentando dentro
de um município... Os erros suscitaram um pedido de recontagem, como não havia voto
impresso para recontar ou auditar, o juiz da comarca INDEFERIU e o TRE confirmou.

 
Mais: se houver pesquisas realizadas antes da boca de urna por agências independentes e as curvas de tendência forem conhecidas, com granularidade fina, será outra maneira de identificar as regiões em que há alterações fora do normal.


AS pesquisas são usadas de modo perverso para corroborar possíveis fraudes. Tentei
fazer um processo de auditoria, num município do interior de Goiás ( o resultado da tentativa
gerou um trabalho acadêmico), em que o candidato derrotado jurava que houve fraude e que tinha pesquisa que "confirmavam" a vitória dele. A auditoria não foi possível, detectamos falhas em TODAS as urnas da cidade - acusadas pelo log) e o juiz eleitoral indeferiu a demanda dela. "agencias independentes de pesquisa NÃO EXISTE, O Gallup, o maior de todos em termos de eleições, saiu do Brasil e não acredito que volte a fazer pesquisas aqui NUNCA MAIS.

é o que penso...

Rogelio

unread,
Nov 11, 2013, 8:26:57 AM11/11/13
to thac...@googlegroups.com, exploit...@googlegroups.com
Olá a tod@s,

Eu ainda acho que é perfeitamente possível auditar as eleições da forma como elas são hoje. Vejam só meu raciocínio:

1) Parto da premissa de que eventuais fraudes ocorrem no momento da transmissão dos dados da urna para o TSE, seja pela troca do pendrive/disquete retirado da urna, ou por desvio do tráfico dos dados enquanto são transmitidos dos cartórios eleitorais para o sistema que acumula os votos;
2) Desta forma, se não há fraude internamente na urna, o Boletim de Urna (BU), impresso pela própria urna logo após a votação, contém os votos que foram corretamente computados;
3) Então, basta uma checagem, por amostragem, dos BU's para se aferir o resultado da eleição.
4) A propósito, qualquer cidadão pode ter acesso aos boletins de urna. É entregue a qualquer um que solicitar em uma seção eleitoral.
5) Com isso, poderíamos até pensar num mutirão para auditoria cidadã nas eleições de 2014...


Em quarta-feira, 6 de novembro de 2013 22h01min20s UTC-2, Evandro Oliveira - Pyxis escreveu:

Taí... todo profissional de TI deve estar satisfeito...

QUe se ferrem os eleitores e a auditabilidade.

http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/11/stf-considera-ilegal-imprimir-voto-para-conferir-resultado-da-eleicao.html

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abs,

Evandro Oliveira

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Mario Mol

unread,
Nov 11, 2013, 9:19:53 AM11/11/13
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uhmm.. interessante esta abordagem pois dá para criarmos algo já em cima do modelo vigente de votação.

ou seja..

1. se tivermos um site, onde teríamos um cadastro de voluntários em zonas eleitorais..

2. estes voluntários pegariam este boletim e realiza upload na plataforma..

3. um check entre o boletim impresso e o publicado no site

4. depois um check entre os BU publicados e o resultado final

5. que seja de um de um corte aleatório (diferente de amostragem estatística) .. pelo menos já algo a se confrontar.

q acham?



2013/11/11 Rogelio <rogelio...@gmail.com>

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Evandro Oliveira

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Nov 11, 2013, 9:23:39 AM11/11/13
to thac...@googlegroups.com
Rogélio,

Infelizmente, sinto que posso decepcioná-lo

Em 11 de novembro de 2013 11:26, Rogelio <rogelio...@gmail.com> escreveu:
Olá a tod@s,

Eu ainda acho que é perfeitamente possível auditar as eleições da forma como elas são hoje.

Não que seja "perfeitamente possível", eu diria que é "extremamente necessário auditar TODO o Sistema Eleitoral Brasileiro Informatizado.
 
Vejam só meu raciocínio:

1) Parto da premissa de que eventuais fraudes ocorrem no momento da transmissão dos dados da urna para o TSE, seja pela troca do pendrive/disquete retirado da urna, ou por desvio do tráfico dos dados enquanto são transmitidos dos cartórios eleitorais para o sistema que acumula os votos;

Premissa errada, conclusões apressadas. Os mecanismos de segurança adotados do TSE
na transmissão são os melhorzinhos (tem falhas mas são razoáveis), no restanto do Sistema
é que acontecem a maioria das vulnerabilidades.
 
2) Desta forma, se não há fraude internamente na urna, o Boletim de Urna (BU), impresso pela própria urna logo após a votação, contém os votos que foram corretamente computados;

Aqui o maior problema "SE não a fraude internamente na urna", e o restante do Sistema? O processo de transmissão é FORA da Urna.
 
3) Então, basta uma checagem, por amostragem, dos BU's para se aferir o resultado da eleição.

Amostragem tem que ser bem planejada e estatísticamente fundamentada. A Auditoria a partir dos votos impressos, conforme estava proposto, ERA uma opção.
 
4) A propósito, qualquer cidadão pode ter acesso aos boletins de urna. É entregue a qualquer um que solicitar em uma seção eleitoral.
5) Com isso, poderíamos até pensar num mutirão para auditoria cidadã nas eleições de 2014...



Isto já foi tentando até em larga escala dentro de determinada comarca eleitoral. Não é simples assim e requer muita logística e empenho multipartidário.
 

--
abs,

Evandro Oliveira

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Felipe Sanches

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Nov 11, 2013, 9:39:27 AM11/11/13
to thac...@googlegroups.com
Como podemos ter uma garantia de que não há fraude DENTRO da urna ?

Como podemos ter certeza que os pixels exibidos na tela correspondem
ao voto contabilizado no banco de dados?
Como podemos ter certeza de que o software da urna não faz algo do tipo:

função CONFIRMA(){
PorcentagemDeFraude = 2;
//Isso significa que 2% dos votos para o candidato fulano serão
desviados pro candidato ciclano

numero = SorteiaUmNumeroDeZeroA100();

if (numero < PorcentagemDeFraude){
MostraNaTela("foto do fulano");
ComputaVoto("ciclano");
} else {
MostraNaTela("foto do fulano");
ComputaVoto("fulano")
}
}

2013/11/11 Evandro Oliveira <pyx...@gmail.com>:
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