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-mensag. original-
Assunto: Re: [thackday] UPPs no Rio...
De: Sérgio Storch <sergio...@gmail.com>
Data: 29/07/2011 17:13
Marcelo, sugiro envolver o prof Vasco Furtado, da UNIFOR, de Fortaleza. É
quem criou o wikicrimes e o wikiapps, para os quais os nossos hackers podem
facilmente fazer extensões. E o Vasco é gente fina, com muita experiência
trabalhando com Polícia, mas com uma visão sofisticada e progressista. Já o
estou copiando, para agilizar as conexões.
Um abraço
Sérgio
2011/7/29 Marcelo Castañeda <celoca...@gmail.com>
> Pessoal,
>
> O Pedro Markun sinalizou em algumas trocas de emails interesse desta
> comunidade Transparência Hacker em realizar projetos em contextos nos quais
> operam as UPPs na cidade do Rio de Janeiro.
>
> Hoje tive uma conversa com Ignacio Cano (sociólogo UERJ), que desenvolve
> uma avaliação das UPPs, por enquanto "por fora" do Estado (mas que está
> participando de uma seleção para proceder em uma avaliação para o Estado).
>
> Ele ficou de dar algumas dicas, mas para isso precisamos *saber que ações
> nós* (da Transparência Hacker) podemos começar a desenvolver, tendo em
> *Skype:* marcastaneda
> *Facebook:* http://www.facebook.com/marcelo.castaneda
> *Twitter:* http://twitter.com/#!/celocastaneda
> *Blog:* www.lidadiaria.posterous.com <http://www.lidadiaria.blogspot.com/>
-mensag. original-
Assunto: Re: [thackday] UPPs no Rio...
De: Fabiano Angélico <fabiano...@yahoo.com.br>
Data: 29/07/2011 17:25
Marcelo e todxs:
Falei com uma amiga jornalista, especializada em Segurança Pública e moradora do Rio de Janeiro.
Eis alguns dados que, na avaliação dela, seria importante levantar:
* número de policiais por UPP
* Olhar tempo de formação de
PMs (Era de 12 meses, agora há cursos de 3 meses!)
* tamanho da área da favela, população
* índices de
criminalidade da região, geralmente raio de 1km (antes e depois de
instalada a Unidade)
* facção dominante (importante fazer a
ligação entre as áreas que querem saber e as já pacificadas. Se não me
engano, só o Macacos é ADA, o resto é CV)
* número de prisões efetuadas pré instalação de UPP e relevância dos
presos (hierarquia no tráfico). numero de mortes tb.
* Troca de
comando (só existe hj de fato, no Alemão)
* troca de policiais
(prticamente só acontece qd o cara comete algum crime que cai na
imprensa)
* Olhar a ficha dos comandantes (o do Borel por exemplo, tem várias
empresas. é um capitão com salário de 3 mil e é dono da empresa que
fornece internet pro morro todo)
* Outros serviços prestados na
favela, que não policiais
* Remoções
* Prisões arbitrárias
--
Um abraço
Sérgio
2011/7/29 Marcelo Castañeda <celoca...@gmail.com>
> thackday+u...@googlegroups.com.
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Vitor,
o principal que queria saber era como extrair os dados do PDF mesmo. Estava tentando fazer usando o pdftohtml (linha de comando), mas não consegui nada muito prático ainda....
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Interessante... como esperam divulgar esses dados?
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Colegas de lista,Conheço alguns pessoalmente (participei de alguns eventos da Transparência Hacker) e a maioria apenas pela leitura das mensagens aqui trocadas.
Sou editor da Repórter Brasil (www.reporterbrasil.org.br) e trabalho especialmente com produção jornalística sobre problemas socioambientais e direitos humanos, em geral, com especial ênfase na cobertura de temas relacionados ao trabalho escravo.
Como acompanhamos essa questão de perto, gostaria apenas de dar uma pequena contribuição.
O arquivo em pdf anterior da "lista suja" não está mais acessível pelo primeiro link indicado porque já houve uma mudança no cadastro que, como já foi dito aqui anteriormente, passou por uma atualização semestral no último dia 28 de julho (http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=1920).
No dia 1º de agosto, um empregador foi retirado da lista (antes, a soma total era 251 e agora é 250). É só conferir aqui: http://portal.mte.gov.br/data/files/8A7C816A316B688101318A52E7F704DD/cadastro_empregadores.pdf
E quem seria? Justamente as Usinas Itamarati S/A, que foram beneficiadas por uma decisão judicial de segunda instância (TRT-MT).
É o Poder Judiciário (que já apareceu em várias manifestações por aqui), sempre clamando por uma vigilância mais ativa do conjunto da sociedade.
Nós, da Repórter Brasil, fazemos parte ainda de uma iniciativa chamada Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (www.pactonacional.com.br), que reúne entidades privadas que assumiram o compromisso de atuar na prática contra a escravidão, principalmente buscando "limpar" as suas respectivas cadeias produtivas e a sua rede de negócios (sócios, fornecedores, parceiros etc.) No site do Pacto Nacional, há um histórico de entradas e saídas da "lista suja" (http://www.reporterbrasil.com.br/pacto/listasuja/log) que vem sendo atualizado desde 2007. O intuito é justamente dar mais transparência para esse processo.
Também divulgamos a totalidade dos empregadores da "lista suja" com a informação adicional (que não aparece na relação do governo federal) da atividade econômica em que a exploração foi flagrada (http://www.reporterbrasil.org.br/listasuja/resultado.php)
Estamos sempre abertos para sugestões, ideias e projetos coletivos.
Abraço,
Maurício Hashizume
Editor - Jornalismo
:: Repórter Brasil ::
www.reporterbrasil.org.br
(11) 2506-6570 ramal 13
(11) 8609-0544
PS: Para não perder a "viagem", aproveito para avisar que acabamos de lançar uma reportagem sobre a libertação de três operários de uma obra da CDHU, em plena região central de São Paulo (SP)
http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=1922