Transparência

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Yasodara Cordova

unread,
Feb 7, 2011, 2:10:40 PM2/7/11
to thac...@googlegroups.com, thack...@lists.riseup.net
Alou sentinelas!

Andava olhando sites de transparência pelo mundo
e me deparei com o site da Secretaria Nacional de
transparência do Equador, aqui ó:

http://www.secretariatransparencia.gov.ec


Me pareceu honesto em todos os pontos (até os vídeos
são hospedados internamente, não usa o youtube)

inclusive um bom modelo pra secretaria de transparêcia
aqui do DF. Na minha opinião, pontos altos do site:

1. Parte que exibe um pouco da trajetória dos membros:
http://www.secretariatransparencia.gov.ec/index.php?option=com_content&view=article&id=10%3Asecretario-nacional-de-transparencia-de-gestion&catid=10%3Aautoridades&Itemid=8&lang=es

Aqui no DF as indicações para cargos nem sempre são baseadas
nas qualidades curriculares dos indicados. Muitas vezes o histórico
delas não tem nada a ver com o perfil das vagas, o que prejudica
as ações dos órgãos, na medida em que passam a ser geridos
por pessoas desqualificadas;

2. A comparação clara entre dois pontos de vista (sobre leis)
http://www.secretariatransparencia.gov.ec/index.php?option=com_content&view=article&id=19&Itemid=76&lang=es

O ponto fraco é que não tem contas disponíveis. Onde
deveria ter, tem um link pra outro site que também é interessante
do ponto de vista dos objetivos. É tipo um demonstrativo do
cumprimento de metas.

Tá. Aqui no Brasi nem os candidatos tinham propostas de plano
de governo, quanto mais metas para atingir. Mas é também uma
idéia a se pensar.

ó: http://www.sigob.gov.ec/metas/main/consulta/default.asp

Que tal sugerirmos um layout pronto pra nova Secretaria de
Transparência do DF pra ver se compram e por meio
da interface conseguimos apontar um rumo bacana pras atividades
da secretaria?

Yaso



--
Yasodara Córdova
@yaso

ingraxa.eu
yaso.in



"Tecnologia é mato, o que importa são as pessoas - Dpádua"
"Un bon croquis vaut mieux qu'un long discours - Napoleon Bonaparte"

Daniela B. Silva

unread,
Feb 7, 2011, 2:41:13 PM2/7/11
to thac...@googlegroups.com, thack...@lists.riseup.net
Putz, achei essa ideia excelente, Yaso!

Nas gringas rolam vários concursos "redesenhe um site público e faça um mundo melhor". E meu, influenciar práticas melhores pela interface pode ser uma puta estratégia. Sabe como é: quando ninguém entende do que você está falando em uma reunião de governo, leve um wireframe, a vida melhora muuuito...

Aliás, não sou de falar, mas acho que projetos de design nessa linha valem microbolsas hacker :P

Beijo,

Dani

Ps: #quetageuuso, Leandro? :P

2011/2/7 Yasodara Cordova <yasodara...@gmail.com>

--
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Yasodara Cordova

unread,
Feb 7, 2011, 2:47:04 PM2/7/11
to thack...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com
\O/

2011/2/7 Daniela B. Silva <daniel...@gmail.com>

Diego Casaes

unread,
Feb 8, 2011, 5:47:15 AM2/8/11
to thack...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com
Genial mesmo, Yaso

Concordo com a Dani a respeito de redesenhar sites públicos.  Imagina como seria legal colocar propostas de websites para os governantes em vez de somente criticá-los e apontar seus defeitos, etc. Acho que parte do trabalho da comunidade é justamente propor coisas novas e interessantes.

Na outra ponta, o quão factível é uma "invasão" do sistema de um site de governo para redesenhá-lo? I mean... imagina que em vez de "pichar" um site governamental como fazem vários grupos hackers por aí, redesenhássemos um site pra mostrar como que deve ser feito? Enfim, posso estar elocubrando, mas seria interessante algo nessa linha..

Abraços,

2011/2/7 Yasodara Cordova <yasodara...@gmail.com>



--
Diego Casaes
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Thiago Rondon

unread,
Feb 8, 2011, 6:00:50 AM2/8/11
to thac...@googlegroups.com, thack...@lists.riseup.net
Eu comecei a escrever um documento - ainda é um esboço - para explicar
melhor como dispor os dados governamentais pelo governo,
principalmente utilizado-se de tecnologias para prover opendata, o meu
foco principal é explicar melhor as técnicas de implementação que o
governo pode utilizar, com enfase em formatos abertos para máquinas e
humanos (RDF e CSV por exemplo).

O documento é muito novo, deve evoluir nas próximas semanas melhor.

http://www.maluco.com.br/rabiscos/2011-Publicidade-de-dados-governamentais.html

Abs,
-Thiago Rondon

2011/2/8 Diego Casaes <diego...@gmail.com>:

Yasodara Cordova

unread,
Feb 8, 2011, 9:57:20 PM2/8/11
to thac...@googlegroups.com, thack...@lists.riseup.net
Genial(is) a(s) idéia(s), Diego, Dani e Thiago

Fico pensando na gente propondo transparência quando
tantos pontos da administração publica ainda nao estao
conectados (hospitais nao tem sites, nem todas as secretarias,
e muitos outros orgaos da administracao) e nem sequer
informatizados.

Talvez também seja bom fazer o trabalho de base,
convencendo os gestores de que é preciso e é vantagem
conectar.

E Thiago, vc ja deu uma olhada aqui?
http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/e-ping-padroes-de-interoperabilidade

Yaso


2011/2/8 Thiago Rondon <thiago...@gmail.com>

Thiago Rondon

unread,
Feb 9, 2011, 6:51:33 AM2/9/11
to thac...@googlegroups.com, thack...@lists.riseup.net

Sim, mas o projeto não contempla nenhuma tecnologia para abertura de
dados na web de forma fácil. O nosso maior problema hoje é que não
temos dados em RDF por exemplo, um padrão aberto de documentos e de
fácil organização na web.

Não muita lógica em solicitar documentos do governo em planilhas ou
arquivos gigantescos, devemos solicitar uma forma que seja de fácil
acesso, que estes dados estejam separados da forma mais fácil para ser
manipulados de forma humana e por softwares.

Me corrigam se eu estiver errado, mas com as pessoas que conversei o
E-ping se restringe apenas a oferecer uma comunicação fácil entre os
orgãos, é mais uma ferramenta de uso interno, que pode ser muito bem
aproveitada para o uso externo e com tecnologias apropriadas em um
futuro breve.

O que adianta oferecer tudo só em CSV, para softwares de planilha e
etc ? Ou só via páginas mal formatadas... Eu iniciei há um tempo atrás
(~ 3 meses) um projeto (OpenData-BR) para transformar os dados da
maneira que estão os sites brasileiros do governo em formatos abertos,
o problema é que este é um trabalho de formiguinha. Acredito que com
trabalhamos como vejo de outras pessoas, para montar scrappers,
transformar, organizar e etc, seja a melhor maneira de pressionar no
bom sentido os técnicos do governo a estudarem novos formatos para
serem disponibilizados.

Hoje temos tecnologias como o RDF, que nos oferecem linguagens de
consulta com a SPARQL que facilitaria muito a vida de todos, tanto do
lado do governo, quando do nosso lado.

Minha maior critica ao E-ping é que ele tem um proposito ótimo, mas
precisamos oferecer sugestões para que eles façam melhor o trabalho de
disponibilidade dados na web de forma realmente transparente.
Lembre-se que restrição tecnologia é um desafio, eu vi estes dias que
o portal da transparência esta com captcha apenas por imagens por
exemplo. Estamos excluindo pessoas da sociedade, concorda ?

Meu ponto é contribuir e formatar um documento/guia prático para
oferecer como sugestão a técnicos do governo. Eu estou realizando
alguns testes utilizando basicamente software-livre de ETL, para
transformar dados organizados em bancos relacionais para RDF e em
breve espero adicionar os detalhes deste aprendizado neste documento.

Meus centavos,
-Thiago Rondon

Augusto Herrmann

unread,
Feb 9, 2011, 8:44:43 AM2/9/11
to Transparência Hacker
Prezado Thiago,

A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) no
Ministério do Planejamento já iniciou, no ano passado, a
disponibilização à sociedade de dados abertos em formato RDF, com a
publicação da prova de conceito do ComprasNet, disponível em:

http://dadosabertos.softwarepublico.gov.br/comprasnet/

Este conjunto de dados foi apresentado na Conferência W3C Brasil e-Gov
2010. No sítio do evento estão disponíveis as apresentações (slides)
utilizadas:

http://www.w3c.br/conferenciaegov/index.htm

Quanto ao e-PING, você tem razão ao dizer que é um padrão focado em
interoperabilidade de governo - esse é o seu propósito, e não
especificamente dados abertos. Todavia, os padrões utilizados em dados
abertos estão sendo, aos poucos, incorporados no e-PING. A versão
2011, por exemplo, já contempla o RDF.

http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/e-ping-padroes-de-interoperabilidade/versoes-do-documento-da-e-ping

Abraço,
Augusto Herrmann

On Feb 9, 9:51 am, Thiago Rondon <thiago.ron...@gmail.com> wrote:
> > E Thiago, vc ja deu uma olhada aqui?
> >http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/e-ping-padroes-d...

Thiago Rondon

unread,
Feb 9, 2011, 9:02:49 AM2/9/11
to thac...@googlegroups.com
2011/2/9 Augusto Herrmann <hell...@gmail.com>:

> Prezado Thiago,
>
> A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) no
> Ministério do Planejamento já iniciou, no ano passado, a
> disponibilização à sociedade de dados abertos em formato RDF, com a
> publicação da prova de conceito do ComprasNet, disponível em:
>
> http://dadosabertos.softwarepublico.gov.br/comprasnet/

Muito interessante! Realmente um grande passo, parabéns a equipe que
disponibilizou estes dados, inclusive vou fazer utilizar estes dados
via SPARQL, pois estava usando um laboratório local com dados
convertidos de sites via scrapper.

> Este conjunto de dados foi apresentado na Conferência W3C Brasil e-Gov
> 2010. No sítio do evento estão disponíveis as apresentações (slides)
> utilizadas:
>
> http://www.w3c.br/conferenciaegov/index.htm


Muito bom!

> Quanto ao e-PING, você tem razão ao dizer que é um padrão focado em
> interoperabilidade de governo - esse é o seu propósito, e não
> especificamente dados abertos. Todavia, os padrões utilizados em dados
> abertos estão sendo, aos poucos, incorporados no e-PING. A versão
> 2011, por exemplo, já contempla o RDF.
>
> http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/e-ping-padroes-de-interoperabilidade/versoes-do-documento-da-e-ping
>

Bacana, assim que tivermos dados em RDF vou querer olhar para eles. :-)

Abs!
-Thiago Rondon

Vagner Gmail

unread,
Feb 9, 2011, 9:37:30 AM2/9/11
to thac...@googlegroups.com, thack...@lists.riseup.net
Thiago,

Você está correto no atacado, mas parcialmente incorreto no varejo. Veja meus comentários na sua mensagem.

Thiago Rondon escreveu:
E Thiago, vc ja deu uma olhada aqui?
http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/e-ping-padroes-de-interoperabilidade

    
Sim, mas o projeto não contempla nenhuma tecnologia para abertura de
dados na web de forma fácil. O nosso maior problema hoje é que não
temos dados em RDF por exemplo, um padrão aberto de documentos e de
fácil organização na web.
  
O padrão e-PING de interoperabilidade contempla sim tecnologia para abertura de dados. A forma de interoperação semântica prevista no documento é exatamente a que você propõe, o uso de XML, RDF. Página 71, do guia http://www.governoeletronico.gov.br/biblioteca/arquivos/guia-de-interoperabilidade-cartilha-tecnica.

Não muita lógica em solicitar documentos do governo em planilhas ou
arquivos gigantescos, devemos solicitar uma forma que seja de fácil
acesso, que estes dados estejam separados da forma mais fácil para ser
manipulados de forma humana e por softwares.

Me corrigam se eu estiver errado, mas com as pessoas que conversei o
E-ping se restringe apenas a oferecer uma comunicação fácil entre os
orgãos, é mais uma ferramenta de uso interno, que pode ser muito bem
aproveitada para o uso externo e com tecnologias apropriadas em um
futuro breve.
  
O problema na verdade é que o e-PING é uma norma acerca da interoperabilidade do Governo Federal, mas não tem força impositiva, que obrigue a todos os órgãos a serem aderentes à norma. Assim, no censo da web governamental que fizemos no W3C, encontramos apenas 5% dos sites governamentais usando XML. Se os órgãos públicos usassem padrões abertos para comunicação interna, o passo seguinte de expor os dados para fora seria muito mais simples.

O que adianta oferecer tudo só em CSV, para softwares de planilha e
etc ? Ou só via páginas mal formatadas... Eu iniciei há um tempo atrás
(~ 3 meses) um projeto (OpenData-BR) para transformar os dados da
maneira que estão os sites brasileiros do governo em formatos abertos,
o problema é que este é um trabalho de formiguinha. Acredito que com
trabalhamos como vejo de outras pessoas, para montar scrappers,
transformar, organizar e etc, seja a melhor maneira de pressionar no
bom sentido os técnicos do governo a estudarem novos formatos para
serem disponibilizados.
  
Na verdade a questão é mais embaixo, não é só o formato. O ponto crucial é que, sendo em formato aberto amigável, ou CSV, ou formato proprietário, ainda assim continuará sendo o GOVERNO quem decidirá que dados estarão disponibilizados para a sociedade. E isso não é o e-PING que vai decidir ou regular. A discussão sobre a propriedade dos dados públicos está na mesa já faz tempo. Os governos sabem que eles não são proprietários dos dados públicos, mas se consideram como os guardiães desses dados que eles coletam a cada segundo. E como tais, entendem que é responsabilidade deles definirem regras para o que se pode ou não acessar. É aí que entra a famosa DIALÉTICA. Se não levarmos a contraposição de ideias adiante, de tal forma que possamos gerar esse "embate" saudável e produtivo em diversas fontes, nós nunca teremos os dados para utilizarmos segundo a nossa conveniência e interesse.

Hoje temos tecnologias como o RDF, que nos oferecem linguagens de
consulta com a SPARQL que facilitaria muito a vida de todos, tanto do
lado do governo, quando do nosso lado.
  
É verdade que RDF e SPARQL facilitariam muito a vida da gente. Mas, acho que tudo isso é um processo, que talvez não flua na velocidade que gostaríamos. O assunto dados abertos só veio a tona com toda a força com o Obama. Antes, ainda era assunto de poucos, lá no Reino Unido, nas academias e no W3C com web semântica. Hoje,. dois anos depois, já virou demanda e política pública em alguns países. Dois anos é bem pouco tempo. Acho que temos avanços significativos, pois temos dados disponíveis, mesmo com CSV, no Portal da Transparência, com XML na portal do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará e na Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, mais CSV no Governo do Estado de São Paulo. E daria para citar mais outros casos no Brasil, Isso tudo pipocando no último ano. É significativo, e é também fruto do esforço de todos nós dessa comunidade que vem pautando o assunto, gritando, exigindo e se posicionando. Acho que devemos dizer que queremos mais dados em CSV e outros formoatos também.

Agora, tem algo que me incomoda muito. Se já podemos citar vários exemplos de dados disponiblizados em CSV ou outros formatos pelos governos, quantos aplicativos podemos contabilizar que fazem uso desses dados? Salvo engano meu, não me recordo de nenhum. Minhas dúvidas:

1) Será que há um desalinhamento entre o que os governos disponibilizam e os dados que a comunidade quer?
2) Será que os governos vão publicar dados sensíveis?
3) Será que queremos mais dados para fazer controle social (denúncias) do que para gerar aplicações de serviços ao cidadão (sem entrar no mérito da discussão que denúncias também é um serviço)?

Minha maior critica ao E-ping é que ele tem um proposito ótimo, mas
precisamos oferecer sugestões para que eles façam melhor o trabalho de
disponibilidade dados na web de forma realmente transparente.
Lembre-se que restrição tecnologia é um desafio, eu vi estes dias que
o portal da transparência esta com captcha apenas por imagens por
exemplo. Estamos excluindo pessoas da sociedade, concorda ?

Meu ponto é contribuir e formatar um documento/guia prático para
oferecer como sugestão a técnicos do governo. Eu estou realizando
alguns testes utilizando basicamente software-livre de ETL, para
transformar dados organizados em bancos relacionais para RDF e em
breve espero adicionar os detalhes deste aprendizado neste documento.
  
Acho essencial a existência do documento / cartilha que você propõe. E acho que esse documetno tem que ter dois público-alvos: o governo e a sociedade civil. Ambos precisam compreender a importância dos dados abertos. A mera publicação dos dados em formato aberto não significa que automaticamente teremos a sociedade civil re-utilizando esses dados. Tenho as minhas críticas ao movimento de dados abertos nos Estados Unidos que tem publicado uma infinidade de dados em formato aberto em todos os cantos, partindo da premissa que governo temque publicar os dados simplesmente. Isso custa dinheiro público. A publicação dos dados em XML, RDF e SPARQL não é uma tarefa trivial tecnicamente e tem um custo grande considerando o tamanho das bases governamentais. Por isso, o W3C tem insistido na ideia de que é preciso construir um diálogo permanente entre governo e sociedade civil na definição de que dados esta quer e quais aquele vai disponiblizar.

Vagner.
Meus centavos,
-Thiago Rondon

  

Patrícia Cornils

unread,
Feb 9, 2011, 10:28:25 AM2/9/11
to thac...@googlegroups.com, thack...@lists.riseup.net
Vagner, Thiago,

Que conversa legal, essa. Me fez lembrar que tem um edital aberto no CGI.br para livros. Vocês não acham legal propor essa carttilha lá?

patricia

--
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--
Patrícia Cornils
11 3124-7444 ou 8372-7473

Pedro Markun

unread,
Feb 9, 2011, 5:30:17 PM2/9/11
to thac...@googlegroups.com, thack...@lists.riseup.net
Thiago,

acho que o Vagner (e o Augusto) mataram bem a charada...

Nesse evento do w3c em Brasilia, levantei a bola de que temos que nos
mobilizar para transformar o e-ping em algo com 'força impositiva'!
Acho que podemos levar essa discussão pro Brasil Aberto também.

E só pra não deixar passar batido, o e-ping é realmente um documento
pensado pra relação gov-gov, mas durante a consulta pública que rolou
no ano passado, fizemos uma série de sugestões aqui da comunidade para
colocar mais cidadão e sociedade na parada.

(Da pra resgatar nos históricos)

abs,
Pedro Markun

2011/2/9 Vagner Gmail <vagner...@gmail.com>:

Thiago Rondon

unread,
Feb 10, 2011, 5:17:42 AM2/10/11
to thac...@googlegroups.com
2011/2/9 Vagner Gmail <vagner...@gmail.com>:

> Thiago,
>
> Você está correto no atacado, mas parcialmente incorreto no varejo. Veja
> meus comentários na sua mensagem.

Não entendi a diferença do atacado e do varejo relacionado com o que eu disse.

> Thiago Rondon escreveu:
>
> E Thiago, vc ja deu uma olhada aqui?
> http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/e-ping-padroes-de-interoperabilidade
>
>
>
> Sim, mas o projeto não contempla nenhuma tecnologia para abertura de
> dados na web de forma fácil. O nosso maior problema hoje é que não
> temos dados em RDF por exemplo, um padrão aberto de documentos e de
> fácil organização na web.
>
>
> O padrão e-PING de interoperabilidade contempla sim tecnologia para abertura
> de dados. A forma de interoperação semântica prevista no documento é
> exatamente a que você propõe, o uso de XML, RDF. Página 71, do guia
> http://www.governoeletronico.gov.br/biblioteca/arquivos/guia-de-interoperabilidade-cartilha-tecnica.

Acredito que não disse e nem estou dizendo que o e-PING contempla ou
não. Estou me baseando no resultado gerado.

Eu olhei este cartilha, e esta muito rasa a explicação da
implementação de RDF pelo governo, uma coisa é dizer "use RDF" outra é
definir um schema para ser usado pelo governo em relação a isto.

O mesmo vale para o uso de XML, umas coisa é explicar o que é, outra é
montar definições para sugerir a organização melhor dos dados, com
sugestões de schemas próprios. Se você analisar bem, em outros
governos isto é bem mais definido que estou tratando deste assunto.

Por exemplo, podemos ter um schema que definie parâmetros como CPF,
CNPJ e etc.. para unificar melhor as informações e aproveitar melhor
dos dados.

Veja, o meu ponto é que só oferecer por 'oferecer' é algo e um ponto
de partida importante, mas não é só isto. Existe um documento que
explica em outros pontos melhor o que estou defendendo:

http://www.w3.org/DesignIssues/LinkedData.html

Para re-utilizar e referencias os dados, nós precisamos sugerir uma
organização diferenciada ainda.

(...)

> Agora, tem algo que me incomoda muito. Se já podemos citar vários exemplos
> de dados disponiblizados em CSV ou outros formatos pelos governos, quantos
> aplicativos podemos contabilizar que fazem uso desses dados? Salvo engano
> meu, não me recordo de nenhum. Minhas dúvidas:

Você oferendo os dados em opendata e principalmente de maneira
organizada, você vai ganhar de "bônus" vários aplicativos para lidar
com estes dados.

O http://www.programmableweb.com/ é um bom exemplo, e repositórios de
várias linguagens de programação também.

> 1) Será que há um desalinhamento entre o que os governos disponibilizam e os
> dados que a comunidade quer?

Neste momento não estou nem solicitando dados novos, apenas o que esta
na lei e na constituição.

Como eu coloco no documento um bom ponto de partida seria um
repositório visual, como já existem exemplos fora. Vide data.gov e
data.gov.uk.

Desta maneira seria mais fácil identificar o status de implementação e
a qualidade.

> 2) Será que os governos vão publicar dados sensíveis?

Exemplo ? Acredito que isto é outro assunto.

> 3) Será que queremos mais dados para fazer controle social (denúncias) do
> que para gerar aplicações de serviços ao cidadão (sem entrar no mérito da
> discussão que denúncias também é um serviço)?

Não é pensar em relação a denúncias apenas, eu montei um site parecido
com o http://wheredoesmymoneygo.org/ com dados do governo federal,
mesmo conhecendo o site o portal gráficos.

Porém, eu tive que montar uma séria de scrapers, ou mesmo baixar os
arquivos do portal da transparência manualmente e do governo de são
paulo, pq existe vários obstáculos simples, como por exemplo captcha
para baixar... e nem todas as informações estão bem organizadas... e
etc, etc. Como automatizar isto hoje ? Como referenciar as informações
entre elas ? Existem desafios que nos fazem perder tempo.

-Thiago Rondon

Thiago Rondon

unread,
Feb 10, 2011, 5:20:49 AM2/10/11
to thac...@googlegroups.com, thack...@lists.riseup.net
2011/2/9 Pedro Markun <pe...@esfera.mobi>:

> E só pra não deixar passar batido, o e-ping é realmente um documento
> pensado pra relação gov-gov, mas durante a consulta pública que rolou
> no ano passado, fizemos uma série de sugestões aqui da comunidade para
> colocar mais cidadão e sociedade na parada.
>

Muito boa a iniciativa ! Mas eu gostaria de sugerir este documento
como referencia inicialmente :

http://www.w3.org/DesignIssues/LinkedData.html

Como coloquei no e-mail anterior, não encontrei neste documento nenhum
schema definido para os dados nacionais. Apenas padrões já definidos
pela W3C como base.

Veja, existe uma importante tarefa de linkar os dados entre eles, e
referenciar eles para facilitar depois a utilização por softwares. E
não encontrei nada sobre isto neste documento.

-Thiago Rondon

Pedro Markun

unread,
Feb 10, 2011, 5:57:04 AM2/10/11
to thac...@googlegroups.com, thack...@lists.riseup.net
Thiago,

acho uma questão importante, sem duvida! Mas é baaaastante complexa.

Quem define esses schemas? Quem mantém e atualiza eles?

Não acho que seja necessário descrever isso para começarmos a usar
linked data e padrões abertos. E justamente acho que se começarmos a
popularizar o uso desses formatos, vai aparecer naturalmente uma
necessidade por schemas compartilhados...

Nós - scrappers da sociedade civil - não temos schemas definidos.
Talvez fosse o caso de começar por essa ponta?
Qual é o schema do seu wheremymoneygoes?

abs,
Pedro Markun

2011/2/10 Thiago Rondon <thiago...@gmail.com>:

Thiago Rondon

unread,
Feb 10, 2011, 6:24:10 AM2/10/11
to thac...@googlegroups.com
2011/2/10 Pedro Markun <pe...@esfera.mobi>:

> Thiago,
>
> acho uma questão importante, sem duvida! Mas é baaaastante complexa.
>
> Quem define esses schemas? Quem mantém e atualiza eles?

Pedro,

Acredito que quem deve definir estes esquemas seja o próprio governo,
nós podemos sugerir detalhes. Quem deve manter/atualizar eles são
também.

Acredito que uma vez definido um schema de dados, principalmente em
relação a dados exclusivos nossos (datatypes) podemos re-utilizar ele
em vários locais.

Por exemplo um schema utilizado pelo data.gov que observo em vários documentos:

http://data-gov.tw.rpi.edu/2009/data-gov-twc.rdf#

Esta é a base deles, porém conforme você vai usando os dados, você
consegue obter mais informações pela definição do tipo de dado por
exemplo em qual região é, e etc.

Claro, além destes datatypes específicos do contexto, existem já os
sugeridos pela W3C, como por exemplo:

http://www.w3.org/2000/01/rdf-schema#
http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns
http://www.w3.org/2002/07/owl
http://xmlns.com/foaf/0.1/
(...)

Um aplicativo pode conseguir interpretar isto de forma mais -simples-
com estes schemas bem definidos.

> Não acho que seja necessário descrever isso para começarmos a usar
> linked data e padrões abertos. E justamente acho que se começarmos a
> popularizar o uso desses formatos, vai aparecer naturalmente uma
> necessidade por schemas compartilhados...


Concordo, não acho necessário também. É apenas uma sugestão para
melhorar o uso por software dos dados.

Também concordo que é muito interessante popularizar estes formatos.

> Nós - scrappers da sociedade civil - não temos schemas definidos.
> Talvez fosse o caso de começar por essa ponta?
> Qual é o schema do seu wheremymoneygoes?
>

Você tem razão, não há mesmo. Até por que quando nos vamos cruzar os
dados, por definição elaboramos os dados manualmente.

Eu estou efetuando uns testes com o D2R Server -
http://www4.wiwiss.fu-berlin.de/bizer/d2r-server/ - com dados que
tenho local, e então pesquisando e estudando como seria um schema
bacana para facilitar o meu trabalho nas próximas vezes, ou com um
cruzamento novo de dados.

Em um projeto que desenvolvemos na SPPM sobre scrapers e etc,
desenvolvemos um schema para ser usado em dados que baixamos de
scrapers :

https://github.com/maluco/OpenData-BR/blob/master/etc/schema.xsd

A ideia é trabalhar menos nas próximas vezes, que quisermos cruzar os dados.

Abs!
-Thiago Rondon

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