Carxs,
Estamos abrindo o código-fonte de um trabalho de visualização de dados que fizemos no Observatório da Educação. É a primeira vez que fazemos algo do gênero (esperamos seguir fazendo!), então agradeço muito os comentários, observações e sugestões que vocês porventura tiverem!
Abraços,
Fernanda
Ação Educativa abre código-fonte de infográfico sobre conselho de educação
Aplicação desenvolvida pelo Observatório da Educação e dados do levantamento em formato aberto podem ser baixados livremente para reutilização
A ONG Ação Educativa disponibiliza para download o código-fonte de aplicação desenvolvida para reportagem sobre o Conselho Estadual de Educação.
O infográfico é resultado de uma investigação de seu Observatório sobre a composição do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, primeira de uma série sobre controle social e conselhos de políticas públicas. Nos próximos meses, reportagens sobre o Conselho Nacional de Educação e o Conselho Municipal de Educação também serão lançadas.
Todo o material (projeto, arte e código-fonte) está disponível para download em um repositório. Além disso, a base de dados em formato aberto também pode ser obtida para livre consulta e reutilização.
A ideia é que, de posse do material, outras organizações da sociedade civil e cidadãos interessados possam montar gráficos semelhantes para visualizar a composição de conselhos de políticas públicas de sua localidade.
O trabalho está licenciado em Creative Commons BY-NC-SA, o que significa que pode ser utilizado livremente para fins não comerciais e modificado, desde que seja compartilhado sob a mesma licença.
Sobre o Observatório da Educação
Desde que foi criado, há 10 anos, o Observatório da Educação da Ação Educativa elabora informações e dissemina análises sobre políticas educacionais. Também organiza bases de dados e promove debates sobre temáticas emergentes relativas à educação básica.
Esta é a primeira iniciativa de visualização de dados do Observatório, que pretende fortalecer em suas linhas de ação as noções de jornalismo de dados, de dados abertos e de software livre.
Mais informações: fernanda.c...@acaoeducativa.org/ (11)3151-2333,
r. 185 – Fernanda
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1) Tentem sempre utilizar recursos e tecnologias livres, isso facilita e garante a liberdade de fato daquilo que foi produzido.
Por exemplo, o site foi feito em flash. Para alguém editá-lo, por mais que esteja sob uma licença livre, a pessoa precisa ter o flash instalado, o que vai requerer tanto o flash (que é proprietário) quanto um sistema operacional que rode o flash (também só tem proprietário).
2) Ainda meio que na pegada do primeiro item, tentem sempre utilizar padrões abertos. Seguir padrões abertos é a melhor forma de trocarmos e nos comunicarmos no mundo digital.
3) Adicionem o texto da licença ao código fonte, inclusive citando quem é o/a autor/a. A citação de autoria do código é importantíssima, pois isso remete ao reconhecimento de quem fez aquele trabalho. Inclusive a licença escolhida por vocês leva isso em consideração (Vocês utilizam uma licença CC-BY-NC-SA, no qual o by diz que o autor original deve ser citado... por isso da importância da referência constar no código disponibilizado).
4) Para códigos e programas existem algumas licenças que são melhor formatadas que as Creative Commons (mais voltadas para conteúdos). Alguns exemplos são: GPL, AGPL, MIT, BSD, etc..... outra hora explicitamos melhor, inclusive vamos (PoliGNU) fazer um material sobre isso no segundo semestre.
5) Mesmo usando creative commons, evitem ao máximo utilizar a restrição "nc", a maior parte dos militantes dos movimentos de software e cultura livre não consideram licenças com esse tipo de restrição efetivamente livres. Assim como as restrições de "nd" das creative commons.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Licen%C3%A7a_livre#Licen.C3.A7as_n.C3.A3o_livres
Espero não ter sido chato e/ou inoportuno, minha intenção não é desestimular!!!! E esses meus comentários são só comentários, minha opinião, e não se aprofundam nos temas.... só levantei algumas bolas, que com o tempo talvez vocês percebam e, quem sabe, concordem! =)
Olá, Diego! Muito obrigada pelos comentários! Sim, temos consciência da importância dessa emancipação tecnológica... Paulo Freire nos ensina =) Mas é difícil dar os primeiros passos, é toda uma cultura institucional que precisa ser recriada. Estamos caminhando para isso! Contamos com a ajuda desta comunidade, esses intercâmbios são fundamentais!
Vou fazer algumas perguntas sobre suas observações, que não sei se entendi bem. Lá vão:
1) Tentem sempre utilizar recursos e tecnologias livres, isso facilita e garante a liberdade de fato daquilo que foi produzido.
Por exemplo, o site foi feito em flash. Para alguém editá-lo, por mais que esteja sob uma licença livre, a pessoa precisa ter o flash instalado, o que vai requerer tanto o flash (que é proprietário) quanto um sistema operacional que rode o flash (também só tem proprietário).
Qual é (ou quais são) a(s) alternativa(s) ao Flash?
2) Ainda meio que na pegada do primeiro item, tentem sempre utilizar padrões abertos. Seguir padrões abertos é a melhor forma de trocarmos e nos comunicarmos no mundo digital.
Você pode dar um exemplo do que deveria estar em padrão aberto e não está? (pergunto para entender o que seria, mesmo).
3) Adicionem o texto da licença ao código fonte, inclusive citando quem é o/a autor/a. A citação de autoria do código é importantíssima, pois isso remete ao reconhecimento de quem fez aquele trabalho. Inclusive a licença escolhida por vocês leva isso em consideração (Vocês utilizam uma licença CC-BY-NC-SA, no qual o by diz que o autor original deve ser citado... por isso da importância da referência constar no código disponibilizado).
Certo, a licença ao código-fonte podemos acrescentar. Sobre a autoria, foi escolha do programador, que quis se manter no anonimato (por medo de represália, por sua relação de trabalho). Não sabia que esse BY queria dizer isso. Acho que, no caso, a autoria tem que ser assumida pela instituição, como Observatório da Educação, não?
4) Para códigos e programas existem algumas licenças que são melhor formatadas que as Creative Commons (mais voltadas para conteúdos). Alguns exemplos são: GPL, AGPL, MIT, BSD, etc..... outra hora explicitamos melhor, inclusive vamos (PoliGNU) fazer um material sobre isso no segundo semestre.
Oh, nem imaginava:) Aguardo o material então para sacar isso. Utilizamos Creative Commons pela afinidade política.
5) Mesmo usando creative commons, evitem ao máximo utilizar a restrição "nc", a maior parte dos militantes dos movimentos de software e cultura livre não consideram licenças com esse tipo de restrição efetivamente livres. Assim como as restrições de "nd" das creative commons.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Licen%C3%A7a_livre#Licen.C3.A7as_n.C3.A3o_livres
É, já ouvi falar sobre essa questão muito superficialmente e confesso que refleti pouco sobre isso. Pelo fato de sermos uma ONG, e portanto sem fins lucrativos, talvez não faça sentido que algo gerado aqui seja utilizado para fins comerciais. Maaaas... de fato, costumamos licenciar conteúdos sem a restrição NC porque entendemos que em alguns casos, a comercialização é a única forma de viabilizar uma produção derivada (uma tradução em Braille, por exemplo...). Mas está longe de ser um consenso lá dentro!
Espero não ter sido chato e/ou inoportuno, minha intenção não é desestimular!!!! E esses meus comentários são só comentários, minha opinião, e não se aprofundam nos temas.... só levantei algumas bolas, que com o tempo talvez vocês percebam e, quem sabe, concordem! =)
Não foi, não =) Obrigada pela ajuda! Abraços!
Freire, como homem, amante dos homens e das mulheres, das plantas, das águas, das terras, sempre realizou esforços para acompanhar as inovações tecnológicas de cada tempo que viveu. Ele discute em suas obras (entendido aqui somente como seus livros) sua prática tecnológica, o uso que fez das diversas tecnologias, do projetor ao fax, passando pela televisão e o rádio; reflete sobre a necessidade do desvelamento das verdades ocultas (ideologia) por trás da tecnologia e de seu uso; disserta sobre a urgência de uma práxis tecnológica para o uso dessas mesmas tecnologias na prática cotidiana e pedagógica; apresenta sua concepção de tecnologia; pondera sobre as potencialidades e os limites dessas tecnologias; tece considerações sobre para quais fins se faz uso e a que/quem deve servir a tecnologia; e ainda, é possível elucidar em sua obra as suas iniciativas para a infoinclusão.www.teses.usp.br/teses/.../48/.../DissertacaoAndersonAlencar.pdf