(isso me fez lembrar o Tropa de Elite, que mostra PMs transferindo cadáveres de uma região da cidade pra outra pra forjar as estatísticas. Mas não tem nada a ver, só me fez lembrar :P)
O argumento da privacidade das vitimas e testemunhas é um tanto estapafúrdio, mas projetando situações Law and Order-like, pode atéééé ser que a publicação de todas as ocorrências gere algum problema isolado e individual em algum caso (muito difícil, e concluir que seria melhor não publicar os dados - mesmo que anonimizados - é mais ou menos a mesma coisa que dizer que, pra proteger vitimas e testemunhas de novos ataques, é melhor que não exista polícia).
Mas o que mais me choca nesses casos é o que tem na matéria do Guardian: alguém abrindo a boca pra dizer que a iniciativa é leviana porque pode impactar nos preços das propriedades. Esse argumento é de doer. Primeiro, porque segurança pública devia ser assunto prioritário em relação ao mercado imobiliário (ponto pros oficiais ingleses que responderam assim). Segundo, porque essa é a intenção, não? Quem compra uma casa deveria de fato saber dessas informações. E o fato de quem vende também saber do impacto disso no mercado, em último caso, pode servir como impulso pra comunidade se importar com a questão.
Falar contra isso é falar direto contra a transparência - como se fosse defensável que algumas informações não pudessem ser acessadas pelos cidadãos porque "isso vai contra os seus interesses". É péssimo.
Uma possível derivação desse mapa - acho que devemos correr atrás do que existe pras nossas cidades no Brasil - é justamente o cruzamento desses dados com o preço do m² nas diferentes regiões. Com essas e com outras informações detalhadas por rua, ou pelo menos por bairro, dá pra criar um serviço do tipo do
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