A revolução não será tuitada (?)

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Liane Lira

unread,
May 26, 2011, 2:47:24 PM5/26/11
to thac...@googlegroups.com
Texto para discutir sobre ativismo político e internet:

http://sergyovitro.blogspot.com/2010/12/revolucao-nao-sera-tuitada.html

José Guimar Cocco Jr.

unread,
May 27, 2011, 9:54:09 AM5/27/11
to thac...@googlegroups.com
valeu pela iniciativa!

Em 26 de maio de 2011 15:47, Liane Lira <lian...@gmail.com> escreveu:
Texto para discutir sobre ativismo político e internet:

http://sergyovitro.blogspot.com/2010/12/revolucao-nao-sera-tuitada.html

--
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Diego B. M.

unread,
May 27, 2011, 1:31:49 PM5/27/11
to Transparência Hacker
Esse texto é muito bom, vale a leitura! Ainda bem que alguém teve a
paciência de traduzir¹, vou enviar pra mais amigos.

Tem um outro artigo, mais resumido, que apresenta o mesmo
desencantamento com o "clickativismo":
http://www.adbusters.org/magazine/93/activism-after-clicktivism.html

Agora, essas críticas não fazem tanto sentido dependendo da idéia de
"militância" ou "revolução" que as pessoas tiverem. Acho que a maioria
do povo tem idéias bem intencionadas e ingênuas sobre política, no
mesmo nível dos Beatles²! Pra essas pessoas, "xingar muito no twitter"
é realmente uma forma de "militância", e as demonstrações e protestos
de jovens se tornam eventos sociais, como uma festa, uma balada... Não
que isso seja ruím.

Mas é diferente do que pensam os radicais, que vão buscar construir
uma sociabilidade libertária não apenas no facebook, nem só de
aparência, mas também na vida pessoal, familiar, acadêmica e
profissional. Não é algo difícil, basta ser coerente. Essa
sociabilidade é a base sólida para construir muitas ações concretas e
ações diretas (desobediência civil, subversões, inovações, rupturas),
e posteriormente contagiar os "clickativistas".

Acho que os marxistas seriam ainda mais incisivos: a diferença entre
as pessoas politizadas/bem intencionadas e as militantes é a
solidariedade de classe dessas últimas.

Abraços!

¹ - http://www.newyorker.com/reporting/2010/10/04/101004fa_fact_gladwell?currentPage=all

² - http://letras.terra.com.br/the-beatles/214/

Everton Zanella Alvarenga

unread,
May 28, 2011, 12:57:38 AM5/28/11
to thac...@googlegroups.com
Muito legal mesmo o texto, Liane. Obrigado por compartilhar. Me
incomoda um pouco o demasiado frenesi pelos novos meios de
comunicação, que para mim são apenas ferramentas que facilitam algumas
coisas, mas não são uma condição sem a qual não.

O texto me lembrou os comentários do professor Glaucius Oliva num
debate sobre o futuro da USP e que me parece resumir bem algumas
idéias do post acima (é a partir dos 11m10s):

http://www.youtube.com/watch?v=qRrqjqMuUeo&t=11m10s

A fala do professor Glaucius foi transcrita aqui

http://blogdotom.wordpress.com/2009/04/29/usp-2034-planejando-o-futuro-sem-olhar-o-presente/

Um trechinho: "É importante que as lideranças tenham essa consciência
e que nós vamos precisar transformar as pessoas, pois são as pessoas
que vão fazer a diferença."

Em 26 de maio de 2011 15:47, Liane Lira <lian...@gmail.com> escreveu:

Yasodara Cordova

unread,
May 28, 2011, 1:11:19 AM5/28/11
to thac...@googlegroups.com
"(...) pois são as pessoas

que vão fazer a diferença."

=

"Tecnologia é mato, bla bla bla..."

=D

2011/5/28 Everton Zanella Alvarenga <evert...@gmail.com>
--
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--
__

ingraxa.eu
yaso.in



"Tecnologia é mato, o que importa são as pessoas - Dpádua"
"Un bon croquis vaut mieux qu'un long discours - Napoleon Bonaparte"

Diego Casaes

unread,
Jun 2, 2011, 1:51:10 PM6/2/11
to thac...@googlegroups.com
concordo, e concordo, tom e yaso.

só acho que também não dá pra descreditar o potencial das tecnologias em canalizar as manifestações e mudança.

Enfim, a discussão é longa pra caramba... :P

2011/5/28 Yasodara Cordova <yasodara...@gmail.com>



--
Diego Casaes
Esfera
(11) 9343-6978

Maick William

unread,
Jun 2, 2011, 3:26:31 PM6/2/11
to thac...@googlegroups.com
Quando eu li o texto do Granovetter sobre laços fortes e laços fracos, na hora fiz a relação com as redes sociais na internet, twitter, facebook e afins. Realmente, na vida online, os laços são fracos. Não que eles não sejam importantes. São, muito! Já li textos sobre as pessoas conseguirem mais empregos via laços fracos. 

Criar laços fracos é transitar por várias organizações, seja ela um pequeno grupo de discussão online sobre um tema, uma hashtag no twitter, uma discussão no facebook. Criar um networking. Mas através dos laços fracos é que é possível conhecer outras pessoas, outras ideias, debater com um público muito maior. E, na minha opinião, é possível que a partir de um laço fraco faça-se um laço forte.

A discussão é longa, mas as ferramentas online para redes sociais tem sim, seu grande papel.

   
Maick William Oliveira Costa
Mestrando em Administração de Empresas
EAESP - FGV/SP
Linkedin: http://br.linkedin.com/in/maickcosta
Twitter: @maickw
Skype: maickw

Edemilson Parana

unread,
Jun 3, 2011, 9:12:05 AM6/3/11
to Transparência Hacker
Acho a provocação do artigo extremamente relevante, ainda que não
tenha comprovado as premissas e hipóteses (que no texto, alias, são
pouco ou quase nada comprovadas). Estudar redes definitivamente não é
estudar só tecnologia, é estudar a apropriação social dessa tecnologia
que, claro, sempre é um processo de mão dupla...a tecnologia
reorganiza/ressignifica a organização social ao mesmo tempo em que
apropriação social também condiciona o próprio desenvolvimento da
tecnologia, mas ambas são necessariamente produtos humanos.

E por que é importante frisar a obviedade de que a tecnologia é um
produto humano? Simplesmente porque o frenesi em torno das mídias
sociais tem ignorado essa dimensão sociologica do fenomeno. O Pierre
Levy dizia que nenhuma tecnologia é boa, ruim ou neutra a priori. Tô
com ele. Não dá para pensar redes sociais sem olhar com profundidade
para o comportamento social.

On 2 jun, 16:26, Maick William <mai...@gmail.com> wrote:
> Quando eu li o texto do Granovetter sobre laços fortes e laços fracos, na hora fiz a relação com as redes sociais na internet, twitter, facebook e afins. Realmente, na vida online, os laços são fracos. Não que eles não sejam importantes. São, muito! Já li textos sobre as pessoas conseguirem mais empregos via laços fracos.
>
> Criar laços fracos é transitar por várias organizações, seja ela um pequeno grupo de discussão online sobre um tema, uma hashtag no twitter, uma discussão no facebook. Criar um networking. Mas através dos laços fracos é que é possível conhecer outras pessoas, outras ideias, debater com um público muito maior. E, na minha opinião, é possível que a partir de um laço fraco faça-se um laço forte.
>
> A discussão é longa, mas as ferramentas online para redes sociais tem sim, seu grande papel.
>
> Maick William Oliveira Costa
> Mestrando em Administração de Empresas
> EAESP - FGV/SP
> Linkedin:http://br.linkedin.com/in/maickcosta
> Twitter: @maickw
> Skype: maickw
>
> On 02/06/2011, at 14:51, Diego Casaes wrote:
>
> > concordo, e concordo, tom e yaso.
>
> > só acho que também não dá pra descreditar o potencial das tecnologias em canalizar as manifestações e mudança.
>
> > Enfim, a discussão é longa pra caramba... :P
>
> > 2011/5/28 Yasodara Cordova <yasodara.cord...@gmail.com>
> > "(...) pois são as pessoas
>
> > que vão fazer a diferença."
>
> > =
>
> > "Tecnologia é mato, bla bla bla..."
>
> > =D
>
> > 2011/5/28 Everton Zanella Alvarenga <everton...@gmail.com>
> > Muito legal mesmo o texto, Liane. Obrigado por compartilhar. Me
> > incomoda um pouco o demasiado frenesi pelos novos meios de
> > comunicação, que para mim são apenas ferramentas que facilitam algumas
> > coisas, mas não são uma condição sem a qual não.
>
> > O texto me lembrou os comentários do professor Glaucius Oliva num
> > debate sobre o futuro da USP e que me parece resumir bem  algumas
> > idéias do post acima (é a partir dos 11m10s):
>
> >http://www.youtube.com/watch?v=qRrqjqMuUeo&t=11m10s
>
> > A fala do professor Glaucius foi transcrita aqui
>
> >http://blogdotom.wordpress.com/2009/04/29/usp-2034-planejando-o-futur...
>
> > Um trechinho: "É importante que as lideranças tenham essa consciência
> > e que nós vamos precisar transformar as pessoas, pois são as pessoas
> > que vão fazer a diferença."
>
> > Em 26 de maio de 2011 15:47, Liane Lira <lianel...@gmail.com> escreveu:
> > > Texto para discutir sobre ativismo político e internet:
>
> > >http://sergyovitro.blogspot.com/2010/12/revolucao-nao-sera-tuitada.html
>
> > --
> > Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "Transparência Hacker" dos Grupos do Google.
> > Para postar neste grupo, envie um e-mail para thac...@googlegroups.com.
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