Fwd: USP e prefeitura trabalharão em projeto de longo prazo para São Paulo

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Leandro Salvador

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Jan 9, 2011, 1:08:34 AM1/9/11
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A quem possa interessar... quando "Longo Prazo" e "Área Pública" fazem parte da mesma frase, merece uma menção honrosa... ;-)
Abraços!

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USP e prefeitura trabalharão em projeto de longo prazo para São Paulo

USP Online

A USP será parceira da Prefeitura de São Paulo na implementação do projeto SP 2040: Construindo uma visão e um plano de longo prazo para a cidade de São Paulo, que busca a implantação e cumprimento de metas para o aumento da qualidade de vida na capital paulista. Os trabalhos se iniciam neste mês de janeiro, e o convênio entre as duas partes foi firmado em cerimônia realizada no dia 21 de dezembro na sede da prefeitura.

O trabalho, inspirado em experiências internacionais de cidades como Nova Iorque, Chicago, Paris, Hong Kong e Ontario, prevê a criação de um plano de metas para a cidade até 2040 em cinco grandes áreas: oportunidade de negócios, desenvolvimento econômico sustentável, mobilidade e acessibilidade, equilíbrio social e melhoria ambiental.

“O ponto mais importante do SP 2040 é que ele irá focar a qualidade de vida das pessoas, principalmente no que diz respeito aos investimentos necessários na educação e na saúde públicas. No momento em que tivermos qualidade no ensino e na saúde em uma cidade como São Paulo, vamos ter uma população mais bem educada e capacitada para contribuir com o desenvolvimento da cidade e do país”, analisou o prefeito Gilberto Kassab.

Já o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Luiz Bucalem, afirmou que a "expectativa é a de que a cidade possa, de uma maneira muito participativa, discutir seu futuro. E escolher os seus caminhos subsidiados no ponto de vista técnico. Esse é o grande objetivo: fazer todas as escolhas de forma bastante responsável”, explicou o secretário.

O reitor da USP, professor João Grandino Rodas, celebrou o estabelecimento do convênio apontando que a importância do plano e da parceria com a Universidade se expressa pela pluralidade de pensamentos e opiniões dentro da própria Instituição, que resultará no enriquecimento do projeto. O reitor destacou também a importância da discussão dos temas com a sociedade.

Papel da USP
À Universidade caberá o apoio à execução dos estudos, com a participação de docentes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), Escola Politécnica (Poli) e Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). O projeto, que receberá investimentos da ordem de R$ 2,9 milhões, terá início em janeiro do próximo ano e duração de cerca de um ano. “Este é um projeto da cidade de São Paulo e não apenas de uma gestão”, destacou o secretário Miguel Bucalem.

“Pelo período de serviços prestados, a Prefeitura pagará R$ 2,97 milhões à USP”, revelou o secretário Miguel Luiz Bucalem. A primeira etapa do projeto será o desenvolvimento, com apoio da Fundação de Apoio à USP (FUSP), de uma visão estratégica e proposições em nível preliminar, a partir de propostas desenvolvidas desde 2007 pela Administração.

Em seguida, os resultados serão discutidos com especialistas no tema, para posteriormente serem levados e discutidos intensamente com a sociedade civil. Estão previstos ciclos de reuniões com agentes públicos, entidades e associações, munícipes, além de um Seminário Internacional.

“Nossa expectativa é a de que a cidade possa de uma maneira muito participativa discutir seu futuro. E escolher os seus caminhos subsidiados no ponto de vista técnico. Esse é o grande objetivo: fazer todas as escolhas de forma bastante responsável”, explicou o secretário.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Reitoria e da Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano


Pedro Rocha

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Jan 9, 2011, 4:26:34 AM1/9/11
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De fato, merece menção honrosa, mas também ceticismo, pois muitos governos, que em muitos casos de oposição ao atual, deverão dar continuidade a esse plano de metas, o que não é comum, nem fácil.

É torcer muito, e fiscalizar mais ainda, para que as metas sejam buscadas e cumpridas por todos que sucederem o governo que está traçando isso agora.

abs,
Pedro Rocha

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2011/1/9 Leandro Salvador <leandro...@gmail.com>
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andre luiz

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Jan 9, 2011, 12:39:44 PM1/9/11
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muitos estudos, comissões, projetos... zzzzzzz

sempre ficamos na análise de contexto...
depois, na implantação, o orçamento vai para o bolso de alguém e a obra/serviço fica só para inglês ver..

Concordo com o Pedro:
"É torcer muito, e fiscalizar mais ainda, para que as metas sejam buscadas e cumpridas por todos que sucederem o governo que está traçando isso agora."

mas, quem da sociedade está interessado, quer, pode, dispõe de tempo, tem capacidade para fiscalizar??? e depois, quando achar algo errado, vai reclamar para quem??? (que de fato investigará e punirá os culpados) com raros casos...

é difícil... mas não impossível
é só mudar a cultura do povo... (acho que uns 20 anos) será?

Pedro Rocha

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Jan 9, 2011, 4:53:07 PM1/9/11
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O detalhe disso é: não é o governo, o eleito, etc, que pode fazer com que dê certo. Quem realmente pode, e deve, fazer a diferença no longo prazo, é o povo.

Como você falou, é cultural. E enquanto o brasileiro colocar a culpa nos outros e disser que ele não pode fazer nada, nada mudará.

obs: eu também faço isso, tenho que mudar...

abs,
Pedro Rocha

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2011/1/9 andre luiz <and...@gmail.com>

andre luiz

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Jan 9, 2011, 5:25:50 PM1/9/11
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me desculpem o texto longo:
Fonte: internet (rsrsrs)

Poeta russo "suicidado" após a revolução de Lenin… escreveu, ainda no início  do século XX :
Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. . E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.
Maiakovski

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso. Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários. Mas não me importei com isso. Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis. Mas não me importei com isso. Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados. Mas como tenho meu emprego . Também não me importei
Agora estão me levando. Mas já é tarde... Como eu não me importei com ninguém. Ninguém se importa comigo.
Bertold Brecht (1898-1956) 

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu... Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. . Como não sou comunista, não me incomodei .
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico... Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;. já não havia mais ninguém para reclamar.... 
Martin Niemöller, 1933 . - símbolo da resistência aos nazistas.

Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima, 
Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;
Depois fecharam ruas, onde não moro;
Fecharam então o portão da favela, que não habito;
Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho.... 
Cláudio Humberto, em 09 FEV 2007

Incrível é que, após mais de cem anos, ainda nos encontremos tão desamparados, inertes, e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio : porque a palavra, há muito se tornou inútil…

Diego Rabatone

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Jan 9, 2011, 6:10:23 PM1/9/11
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André, muito legais as citações.

Acho que essa reflexão que época após época as coisas continuam tendo o mesmo cerne muito relevante e triste.

Agora, quando ao e-mail do Leandro, por mais que realmente valha a citação quando as duas expressões apareçam na mesma frase (e de forma não contrária ou "crítica"), eu, pessoalmente, acho que falar em "Plano Diretor" e "Planejamento de Estado" (ou de longo prazo) sem a participação da população é absoluta balela e tempo jogado no lixo.

Quem tem que decidir o que deve entra ou não no Plano Diretor não deve ser o executivo e meia dúzia de acadêmicos (convidados pelo mesmo). Quem deve decidir o que é importante, o que deve ser feito, para onde devemos caminhar e o que deve vir antes do que é a sociedade. E quando digo sociedade estou falando em Executivo + Legislativo + Academia + Pessoas da população interessadas nisso. Deve ser um processo aberto, público e que permita a população influenciar. Isso deve ter ligação absolutamente direta com as Conferências regionais (saúde, comunicação, idoso, etc etc etc). As conferências possuem justamente o papel de pensar e decidir quais são as prioridades. Os Planos Diretores (e políticas públicas) devem ser baseados(as) nas conferências (respeitando seus níveis - regionais, nacionais, etc).

Aliás, não me recordo agora quais são os critérios que definem quais serão as conferências, mas acho que poderíamos pensar numa conferência (ou em quais conferências) podemos lutar pelos temas que debatemos nesta lista.

A conferência de comunicação foi uma dessas....

Abraços,

--------------------------------
Diego Rabatone Oliveira
http://blog.diraol.eng.br
diraol(arroba)diraol(ponto)eng(ponto)br
Identica: (@diraol) http://identi.ca/diraol
Twitter: @diraol



2011/1/9 andre luiz <and...@gmail.com>

andre luiz

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Jan 9, 2011, 6:37:30 PM1/9/11
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Diego,

ótimas palavras, é isso mesmo...
"falar em "Plano Diretor" e "Planejamento de Estado" (ou de longo prazo) sem a participação da população é absoluta balela e tempo jogado no lixo"

me permita complementar:
e dinheiro também... jogado no bolso "deles" rsrsrs



Leandro Salvador

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Jan 9, 2011, 8:27:57 PM1/9/11
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Olá Pessoal!

Também boto muita fé no modelo de Conferências temáticas/regionais para a formulação tanto de diretrizes estratégicas, quanto de políticas públicas. Democracia representativa talvez fizesse sentido, tal como temos hoje, em tempos longínquos onde era impossível reproduzir-se a "ágora grega" como espaço para debate de idéias, eleição direta, deliberação, encaminhamentos...

Hoje em dia, com Internet e tecnologia disponíveis, esse discurso tarda para morrer, é incrível! Boto muita fé no potencial de comunidades como a nossa para catalizar os espaços que nós próprios desejamos, idealizamos, percebemos como necessários. Pelo meu atual modo de ver (IMHO), o governo não criará esses espaços "per se". Não há geração espontânea por transparência, indicadores, metas, debates públicos... sem esta pressão surgindo de algum lugar, a tendência (IMHO) é pura manutenção do "statu quo"... simples assim... e isso, sendo otimista! :-D

Uma frase que, acredito, todo dirigente público deveria ter estampada na altura dos olhos, é aquela clássica do Gato de Cherishire para Alice: "Para quem não sabe aonde quer chegar, qualquer caminho serve." É muito confortável assumir uma função pública, NÃO cantar a caçapa (ou seja, não estipular metas, com indicadores decentes!) e, ao final, cantar glória por qualquer ganho infinitesimal que tenha promovido...

Enfim! Fica como sugestão para nossa comunidade, pouco a pouco, pensar na criação de "frameworks"... se não vier mastigadinho pro governo, corremos o risco de passar-se toda uma geração de "gestões" correndo atrás do próprio rabo, sem rumo (ou com rumos ocultos!)... "gestões" voltadas à devolução de "favores" e ao cumprimento de compromissos impublicáveis assumidos em campanha...

Abraços!
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