Texto Ibase

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Patrícia Cornils

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Jun 11, 2012, 11:30:54 AM6/11/12
to thackday
Pessoal,

Qual será nosso texto pra próxima coluna do Ibase?

Pensei em pedir ao Nitai para escrever sobre os dados de transporte do DF. Contar a história toda, ela está na thread...

Ou sobre o projeto do Markun e galera para a Fapesp.

Ou sobre o Alerta Vermelho de dados do orçamento, que entrou na lista hoje.

Quem dá mais? Vamos fazer?

pati


--
Patrícia Cornils
11 8372-7473

Thiago Carrapatoso

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Jun 11, 2012, 11:45:03 AM6/11/12
to thac...@googlegroups.com
Pati,

você viu o e-mail do Breno?

Que tal escrevermos sobre os movimentos de ocupação, dados dos prédios abandonados, questões da Eletropaulo/Sabesp e por aí vai?


2012/6/11 Patrícia Cornils <patrici...@gmail.com>
--
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Patrícia Cornils

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Jun 11, 2012, 11:46:05 AM6/11/12
to thac...@googlegroups.com
Acho lindo. Como?

Thiago Carrapatoso

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Jun 11, 2012, 11:47:10 AM6/11/12
to thac...@googlegroups.com
Quando é a entrega?

2012/6/11 Patrícia Cornils <patrici...@gmail.com>

Ser

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Jun 11, 2012, 11:50:34 AM6/11/12
to thac...@googlegroups.com
Paty, que tal depois deste fazer um upgrade no processo editorial, com um processo de escolha dos textos, q poderiam ser sempre 1 ou 2 prontos em estoque, e um processo colaborativo através de comentários p refinar cada um ate a publicacao?  uma editoria ter sempre uns 3 textos na fila aguardando publicacao? 
Poderíamos ter algumas categorias de textos se alternando etc
Enviado via iPhone

Patrícia Cornils

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Jun 11, 2012, 11:56:05 AM6/11/12
to thac...@googlegroups.com
Oi, Sergio!

Pode ser. Mas acho que ter dois ou três textos na fila não ajuda, porque coisas novas acontecem o tempo todo e a gente tem espaço para um por quinzena. Podemos ter quinzenalmente um trabalhão para editar três textos e depois espaço/gancho para somente um. Acho que podemos ir fazendo assim, abrindo a pad para todos verem e palpitarem, por enquanto.

Mas isso sou eu. E os demais?

Thiago, a entrega é quando conseguirmos fechar o texto. Podemos fazer até o final da semana.

Acho legal serem temas que tratamos aqui. Mas isso, de novo, sou eu. E os demais?

bjos,

pati

Thiago Carrapatoso

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Jun 11, 2012, 12:00:57 PM6/11/12
to thac...@googlegroups.com
Criei o pad:


Colocando as infos do Breno. Vou jogar o pad na lista do BaixoCentro também.

Tem níumero de caracteres ou coisa do tipo?


2012/6/11 Patrícia Cornils <patrici...@gmail.com>

Patrícia Cornils

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Jun 11, 2012, 12:02:01 PM6/11/12
to thac...@googlegroups.com
Não, é um texto pra o site deles. Não pode ser comprido demais, mas não tem limite. Vamos ficar entre 2 mil e 3 mil toques?

:D

Natalia Mazotte

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Jun 11, 2012, 4:39:39 PM6/11/12
to thac...@googlegroups.com
Acho linda essa ideia de trabalhar a questão das ocupações (opinando como thacker e não como Ibase rs). Mas todas as pautas que pintam por aqui são interessantes.

Bjs
Natália Mazotte
(21) 95030699
ncor...@gmail.com
http://twitter.com/NataliaMazotte

Thiago Carrapatoso

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Jun 14, 2012, 2:56:51 PM6/14/12
to thac...@googlegroups.com
Pati, você conseguiu ir na FAU pegar o livro?

Estou vendo todas as referências agora para escrever o texto.


2012/6/11 Natalia Mazotte <ncor...@gmail.com>

Patrícia Cornils

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Jun 14, 2012, 3:22:28 PM6/14/12
to thac...@googlegroups.com
Não :(

Vim pro Rio antes.

Mas não vou pegar o livro, vou somente copiar as 200 matrículas dos imóveis para poder cruzar com as dívidas de IPTU.

Thiago Carrapatoso

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Jun 15, 2012, 7:28:13 PM6/15/12
to thac...@googlegroups.com
Escrevi o texto:

http://okfnpad.org/recentro-ibase

Vejam lá se está ok. Fiquem à vonts para mudar, acrescentar ou tirar.

Ufa.

Outros,

Thiago

2012/6/14 Patrícia Cornils <patrici...@gmail.com>

Patrícia Cornils

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Jun 15, 2012, 9:16:41 PM6/15/12
to thac...@googlegroups.com
Carrapets, quem assina?

Ficou massa :)

Thiago Carrapatoso

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Jun 15, 2012, 9:17:54 PM6/15/12
to thac...@googlegroups.com
Pode ser eu com revisão do Rafael Bresciani?

E, se der, um parênteses falando que a gente é do BaixoCentro?


2012/6/15 Patrícia Cornils <patrici...@gmail.com>

Thiago Carrapatoso

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Jun 15, 2012, 9:18:36 PM6/15/12
to thac...@googlegroups.com
E com informações do Breno Castro Alves?

hahah


2012/6/15 Thiago Carrapatoso <thiago.ca...@gmail.com>

Patrícia Cornils

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Jun 15, 2012, 9:20:35 PM6/15/12
to thac...@googlegroups.com
Thiago Carrapatoso, com revisão do Rafael Bresciani e informações do Breno Castro Alves.

Assim?

E vcs são do Baixo Centro e da THacker ou só do Baixo Centro? E vc, Breno? :)

Thiago Carrapatoso

unread,
Jun 15, 2012, 9:21:51 PM6/15/12
to thac...@googlegroups.com
Eu sou de todo mundo! \o/


2012/6/15 Patrícia Cornils <patrici...@gmail.com>

Patrícia Cornils

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Jun 15, 2012, 9:24:41 PM6/15/12
to thac...@googlegroups.com
Thiago Carrapatoso (detodomundo), com revisão de Rafael Bresciani (Baixo Centro) e Breno Castro Alves (?).

Andou!

Thiago Carrapatoso

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Jun 15, 2012, 9:27:57 PM6/15/12
to thac...@googlegroups.com
Hahha Coloca Thiago Carrapatoso,com revisão de Rafael Bresciani e informações de Breno Castro Alves (Thacker em colaboração com BaixoCentro)

Ou algo assim.

Ou tira os parênteses se ficar muito complexo. Só pensei no BxC porque foi onde o Breno tinha colocado as infos.

e, claro, por ter a ver com a gente...

Haydee Svab

unread,
Jun 16, 2012, 8:53:54 AM6/16/12
to thac...@googlegroups.com
Fiz uns cometários lá no chat do pad ;-)
Bjs

2012/6/15 Thiago Carrapatoso <thiago.ca...@gmail.com>



--
Haydée Svab
http://blog.hsvab.eng.br/

Breno Castro Alves

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Jun 16, 2012, 11:24:32 PM6/16/12
to thac...@googlegroups.com
Por Thiago Carrapatoso

com colaboração dos movimentos BaixoCentro, TransparênciaHacker e ReCentro



2012/6/16 Haydee Svab <hayde...@gmail.com>

Thiago Carrapatoso

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Jun 24, 2012, 1:56:37 PM6/24/12
to thac...@googlegroups.com
Rolou, Pati?


2012/6/16 Breno Castro Alves <brenocas...@gmail.com>

Natalia Mazotte

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Jun 25, 2012, 9:56:06 AM6/25/12
to thac...@googlegroups.com
Fala, Thiago e pessoal!

Desculpe a demora em dar um retorno, mas com a Rio+20 e a Cúpula dos Povos ficamos enlouquecidos por aqui. Agora que a vida voltou ao normal, vamos tocar o novo texto da Thacker (que está bem legal). :) Hoje mesmo eu publico, tá? Envio em breve por aqui tb sugestões de nome e linha-fina dentro dos limites de caracteres do site.

Bjão!

Natalia Mazotte

unread,
Jun 25, 2012, 1:50:46 PM6/25/12
to thac...@googlegroups.com
Thiago,

Fui pegar o texto lá no pad e não achei. Vc manda pra mim, please?

Bjs

Thiago Carrapatoso

unread,
Jun 25, 2012, 1:57:46 PM6/25/12
to thac...@googlegroups.com
Eeee, parabéns para quem apagou o texto!

Está aqui, Natalia!

São Paulo é uma cidade horizontalmente vertical. Suas dimensões tomaram proporções que a tornou a terceira cidade mais populosa do mundo, de acordo com a ONU (perdendo apenas para Tóquio, no Japão; e Delhi, na Índia [http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_urban_agglomerations_by_population_(United_Nations)]). Embora grande, não são todos os seus moradores que podem usufruir da cidade.
 
Há aproximadamente 30 anos, a prefeitura teve a ideia de comprar terrenos e construir moradias populares longe dos centros urbanos, por terem preços mais em conta e liberdade de desenvolvimento. A população com menor poder aquisitivo, então, foi mandada para longe de seu trabalho e do centro econômico, para lugares em que nem infraestrutura básica ou de lazer já tinha chegado. Para realizar qualquer tipo de atividade um pouco mais complexa (que vá além dos escassos serviços que seus bairros fornecem), os moradores das regiões periféricas são obrigados a cruzar a cidade inteira, demorando cerca de 1h30, 2h em seu trajeto. Ao final do dia, gasta-se aproximadamente 3h apenas em locomoção, piorando a qualidade de vida e segregando setores inteiros da sociedade.
 
Hoje, por a cidade apresentar este tamanho, não há mais espaço para este estilo de moradia popular. Não há mais periferia para se instalar as classes com menor poder aquisitivo. A alternativa, então, é usar os prédios abandonados do centro de São Paulo.
 
O abandono da região central por parte das várias gestões na prefeitura fez com que a elite ou classe média-alta saísse do coração da cidade para migrar para bairros mais ao sudoeste da metrópole. O centro, então, ficou vazio, com prédios inteiros sem manutenção ou sem cumprir sua função social de moradia. Há casos em que as construções devem cerca de R$ 10 milhões em IPTU para os cofres públicos.
 
E é essa brecha que os movimentos de moradia usam para dar o direito à cidade a pessoas em situação de rua ou com menor poder aquisitivo. Quando um apartamento não exerce sua função social (ou seja, não é uma moradia), por lei, pode-se ocupar o espaço para que ele tenha sentido dentro do sistema de uma cidade. É por isso que a ocupação Mauá, por exemplo, já está há cinco anos em um prédio que deve cerca de R$ 2 milhões em IPTU para a prefeitura e que estava abandonado pelo seu proprietário.
 
Até a prefeitura percebeu que é mais fácil e barato desapropriar os prédios inabitados e ceder para moradias populares do que construir conjuntos habitacionais nas margens da cidade (afinal, o custo para levar lazer, infraestrutura e transporte de qualidade para essas áreas é muito elevado). Para tanto, criou um plano chamado "RenovaCentro", que mapeou cerca de 200 prédios abandonados na área central da cidade que poderiam ser desapropriados e destinados às camadas populares.
 
Oficialmente, eles conseguiram planejar a estruturação e reforma de 53 desses edifícios. O número e localização certos, no entanto, é uma grande dúvida. Há a indicação de quatro em uma apresentação oficial da prefeitura, e um mapa com a aproximação dos endereços dos 200. Mas os órgãos governamentais não querem liberar a informação por receio de que os movimentos de moradia se apropriem e ocupem os locais antes do plano oficial.
 
A questão é que até mesmo funcionários da prefeitura sabem que a desapropriação dessas construções demorará anos, talvez até uma década, e que provavelmente nem se chegará aos 53 planejados incialmente. Para identificar as localizações, pensou-se em cruzar os dados de inadimplentes e inutilização do serviço da Sabesp e Eletropaulo, já que se o prédio está abandonado, muito provavelmente ele não paga e nem usa água e luz.
 
Há uma nebulosa nuvem se a LAI (Lei de Acesso à Informação) pode fornecer dados dos clientes dessas empresas (uma vez que abala o zelo à segurança - o que é, também, bastante questionável) ou se a prefeitura pode barrar a publicização dessas localizações.
 
Uma iniciativa estrangeira tenta contornar esse problema jogando ao próprio cidadão a responsabilidade de mapear estas edificações.O [Im]possible Living (http://www.impossibleliving.com/) quer que as comunidades mapeiem os prédios abandonados e os listem no site, compilando, assim, informações mundiais sobre áreas que poderiam ser destinadas à moradia popular e que não exercem sua função social.
 
Se os órgãos municipais liberarem esses dados, não só o mapeamento pode ser possível, mas também o engajamento de comunidades para resignificação do espaço público. Outra inciativa estrangeira, o 596 Acres (http://596acres.org/en/)identifica os terrenos baldios pertencentes ao governo e convida a população a ocupá-los, seja por meio de jardinagem comunitária ou estabelecimento de uma praça pública.
 
A publicização dos espaços abandonados ou vacantes serve para resignificarmos a cidade e repensarmos o urbanismo nas metrópoles. Só falta os órgãos municipais permitirem a participação da sociedade civil.

Qualquer coisa, é só falar!


2012/6/25 Natalia Mazotte <ncor...@gmail.com>

Natalia Mazotte

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Jun 25, 2012, 2:16:29 PM6/25/12
to thac...@googlegroups.com
Brigada! \o/
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