
Lisístrata (a que dissolve exércitos, em grego), é uma das 11 peças de Aristófanes que chegaram até nós. Foi encenada pela primeira vez em 411 a.C., quando a guerra entre Atenas e Esparta completava 20 anos. Lisístrata é também o nome da protagonista, uma ateniense insatisfeita com a guerra, com o marido, com a sociedade e com o lugar que a mulher ocupava nesta. As mulheres não eram consideradas cidadãs, tinham relevância unicamente como administradoras do lar e procriadoras. Não havia nenhuma participação efetiva da mulher em questões políticas, por exemplo. Aristófanes se aproveita deste cenário para fazer sua crítica, na verdade, um apelo pela paz. Acaba tocando em outros temas ao trazer como protagonista uma mulher ateniense disposta a mudar a realidade. A arma: uma greve geral de sexo. A partir daí está criado o conflito e situações divertidíssimas conduzem toda a trama. Muitos podem se perguntar: por que encenar uma peça escrita há 25 séculos? A julgar pelas discussões riquíssimas que o texto nos proporcionou, não tenho dúvidas de que Lisístrata é atual, tratando de temas universais, ainda hoje relevantes.
Direção: Lu Pasquarelli
Duração: 110 minutos
Baseado no texto homônimo de Aristófanes
Apresentações:
Quartas, 11, 18 e 25 de novembro, sempre às 20h30.
Sábados, 14 e 21 de novembro, sempre às 18h30.

O Grupo de Teatro da Poli está em cartaz com Terror e Miséria no Terceiro Reich, de Bertolt Brecht. Na Alemanha de Adolf Hitler, a crueldade e o medo corroem almas e corpos, rasgando abismos entre as pessoas e estabelecendo a ditadura da sobrevivência por todo o território alemão. Quando nos tornamos lacaios de monstros, dispostos a tudo, quanto de humanidade ainda nos resta?
Escrita entre 1935-38, enquanto Brecht estava no exílio, Furcht und Elend des Dritten Reiches - seu título original - é um panorama da sociedade alemã sob o domínio nazista. Uma coleção de instantâneos saída de casas operárias e cortes judiciais, de trabalhadores socialistas e comunidades judaicas, de campos de concentração e aulas da juventude hitlerista. Mais do que retratar uma década mergulhada em equívocos, Brecht nos força a enxergar a decadência de toda uma sociedade, sufocada pelo terror.
Resultado de pesquisas sobre regimes totalitários e as formas de repressão existentes na sociedade contemporânea, a montagem do Núcleo Amarelo do GTP resignifica os ambientes da Escola Politécnica da USP, conduzindo o público, tal qual uma procissão, pelos cantos escuros e fétidos do Grande Império Alemão.
Direção: Bia Szvat
Duração: 110 minutos
Classificação: Livre
Texto: Bertolt Brecht
De 9 de novembro à 14 de dezembro. Sempre às segundas-feiras, às 20h30. Recomenda-se calçados confortáveis.
Perdoe-nos por traí-lo, baseado na peça “Perdoa-me por me traíres” de Nelson Rodrigues, é um espetáculo divertido e estimulante que tem como tema central as relações sociais reforçadas pela família. O público poderá ver o embate entre Nelson Rodrigues, desesperado com a desconstrução de sua peça, o observador Brecht e as contradições dos tipos sociais retratados.
Direção Amanda Freire
Apresentações:
Terças, de 10 de novembro a 15 de dezembro, às 20h30
Sábados, 5 de dezembro e 12 de dezembro, às 18h30