1º EDIÇÃO DO FESTIVAL BAIXOCENTRO COMEÇA NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA
Cinema projetado embaixo do Minhocão é a primeira das mais de 100 atividades do festival colaborativo, que acontece em diversos pontos na região central de SP até 1 de abril
A rede aberta de produtor@s BaixoCentro (baixocentro.org), composta por centros culturais, coletivos, artistas e produtores culturais do entorno do Minhocão, em São Paulo, tem o orgulho de anunciar que começa nesta sexta-feira, 23 de março, o primeiro festival de rua aberto, colaborativo, independente e autogestionado de SP. A programação completa pode ser acessada pelo site http://programacao.baixocentro.org: basta clicar nos ícones sobre o mapa para ver um resumo de cada atividade e clicar no link para saber mais detalhes. São mais de 100 atividades, entre exibição de filmes, shows musicais, espetáculos teatrais, oficinas, performances, intervenções de rua, caminhadas, dentre outras diversas ações.
A sexta-feira será o dia para aquecer para a programação de peso que acontecerá no sábado. O "Cinóia: Cinema para fumantes, cafeinólatras e compulsivos", que são sessões de uma hora com curtas metragens que dialogam com o conceito de ocupação/estética das ruas, às 20h30, num espaço montado embaixo do Minhocão, próximo ao cruzamento da Av. São João com a Helvétia. Depois, um cortejo com o carrinho multimídia, tocando e projetando vídeos pelas ruas.
No dia seguinte, logo pela manhã, o público poderá fazer uma aula de Yoga ao Ar Livre (10h), se dirigir para um performance sobre trocas de objetos (12h) e criar bonecos tendo como pano de fundo a criação do mundo (13h). A apresentação que abre a programação musical do dia é o Eletro Urbana (14h), no Largo do Arouche, com música e poesia durante 45 minutos.
O DJ Tutu Moraes vai trazer sua festa Santo Forte para ocupar as ruas do centro em um cortejo que sai da Praça Roosevelt (saída às 16h, concentração às 15h) e se direciona para o mesmo Largo do Arouche com o seu Santo na Rua. Lá no largo já vai estar acontecendo o Piquenique do Compartilhamento (14h), onde o público poderá trocar arquivos por meio de pendrives e HD no Ônibus Hacker, enquanto tomam um refresco e comem sanduíches de mortadela.
A programação do Festival vai até o dia 1º de abril e a entrada é gratuita para *todas* as apresentações.
Outros destaques:
- Futebol Autônomo da Madrugada (24h de sábado, 23 de março, e avançando pela madrugada de 24/03): Mini-jogos abertos de futebol com duração de sete minutos. Os times terão cinco jogadores cada e, antes das partidas, o público participa de um debate que envolve o futebol e a ocupação de espaços na cidade.
- Jardins Suspensos (a partir das 8h do domingo, 1º de abril): Vamos colocar 400 m2 de grama no Minhocão, no domingo. E fazer em cima um piquenique, levar piscina, uma bola, crianças. Como seria se o minhocão fosse fechado pra sempre, e sobre ele se fizesse um jardim?
- CinePiscina Kinô (20h do domingo, 1º de abril): Para fechar os Jardins Suspensos do Minhocão e o BaixoCentro, exibição de cenas que acontecem na água. Os espectadores podem assistir de dentro das piscinas de 1.000 litros montadas em cima do Minhocão.
- Tenda: No último fim de semana, será montada na praça Marechal Deodoro uma tenda fixa com programações diversas, que vão desde projeções com conteúdo interativo feito pelo público (Projeta!, 19h, 31 de março) até uma roda de dança com poesias e cultura afro (Dança com P, 16h30, no domingo, 1º de abril).
O Festival
O BaixoCentro é um festival de rua colaborativo, horizontal, independente e autogestionado realizado por uma rede aberta de produtor@s interessad@s em ressignificar esta região da capital de São Paulo em torno do Minhocão, que compreende os bairros de Santa Cecília, Vila Buarque, Campos Elísios, Barra Funda e Luz. Com o mote "as ruas são pra dançar", busca estimular a apropriação do espaço público pelo público a quem, de fato, pertence, motivando uma maior interação das pessoas com seus locais de passagem, trabalho ou moradia cotidianos.
É um movimento de ocupação civil que pretende fissurar, hackear e disputar as ruas. Todos os passos da produção são feitos de forma horizontal, associativa, aberta e livre. Não há nenhuma instituição por trás: empresas, ONGs, governo. O financiamento também é coletivo e asociativo, via crowdfunding e outras formas independentes de arrecadação (como leilão, rifa e doações).
A programação (programacao.baixocentro.org) foi construída a partir da chamada pública de ações e é toda aberta à intervenção e gratuita, mesmo para as atividades em espaços fechados.
Mais informações tem também em baixocentro.org e via twitter (@baixo_centro) e Facebook (facebook.com/festivalbaixocentro).
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