Como funcionam as coligações partidárias?

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Pedro Markun

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May 1, 2012, 10:21:59 AM5/1/12
to Cristiano Ferri Soares de Faria, ivan...@cityu.edu.hk, thackday
Cristiano,

I'm putting you in contact with Ivan Fong, a researcher from Hong Kong that is interested in understanding how do political party coligations works officially in Brazil. I now that there are 'formal' alliances, but I don't know if that comes with any binding contract or anything more specific...

I'm also ccing the THacker list because I actually think that this is an interesting question wich we should also follow more closely.

#PT

Caros, estou colocando o Cristiano em cópia com um professor de Hong Kong, mas achei que valia copiar a lista pq a pergunta é boa. 'Como funcionam oficialmente as coligações partidárias'?

[]'s
Pedro Markun

Evandro Oliveira

unread,
May 1, 2012, 7:10:32 PM5/1/12
to thac...@googlegroups.com
Markun,

Para explicar as coligações partidárias, para quem não é do Brasil,
é necessário explicar um pouco da história dos partidos, a partir
do bipartidarismo vigente durante o regime militar, e detalhar alguns
elementos mais recentes de discussão como financiamento de 
campanha.

A mudança dos políticos para partidos sem expressão ou proposta
política, (as legendas de aluguel) é uma situação de difícil compreensão
para outras culturas (ou democracias mais antigas).

Outra coisa que os estrangeiros tem dificuldade de entender é o voto
obrigatório numa democracia.

Voltando aos partidos e coligações, a legislação recente, de maneira, 
casuística, mudou em termos de coligação dos cargos majoritários e
dos cargos proporcionais, o que não consegui nunca explicar para
ninguém fora do Brasil (este problema é originado pelas eleições
de dois em dois anos "gerais").

Tudo isto (esta confusão) é patrocinada e bancada com mão-de-ferro
pelo TSE e seus coronéis quatrocentões, que se apropria dos três
poderes para falar do assunto eleição.

Evandro Oliveira



Pedro Markun

--
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Evandro Oliveira

unread,
May 1, 2012, 7:17:48 PM5/1/12
to thac...@googlegroups.com
Ainda na mesma temática e misturando com a falta de transparência
dos poderes para com os cidadãos...

    O projeto de emenda constitucional PEC 03/11, pretende devolver ao
    Legislativo o poder de sustar normas legislativas abusivas emitidas por
    entidades do judiciário.
     
    A PEC 03 acaba de ter sua admissibilidade aprovada na CCJC da Câmara e
    ainda vai ser criada uma comissão para analisar o mérito.
     
    Ela apenas extende ao Judiciário o que já acontece com o Executivo, i.e, o
    Legislativo poderá sustar ATOS LEGISLATIVOS feitos pelo outros poderes que
    exorbitem da delegação de legislar. Não há interferência nenhuma no poder
    judicante do Judiciário, apenas nos atos legislativos do Judiciário.
    Se o Executivo fizer algo que for considerado LEGISLAÇÃO (por vias administrativas, e mesmo que não gere ônus ao Erário), o Legislativo pode, nos dias de hoje, derrubar o ato. O mesmo não acontece com o Judiciário em relação a legislações que deveriam ser do Legislativo.
     
    Essa PEC 03 é essencial para controlar o abuso de poder da Justiça
    Eleitoral que regulamenta (legisla) tudo numa eleição, determinando
    inclusive que o resultado que publica (como administradora eleitoral) não
    pode ser conferido nem pelo eleitor e nem pelos fiscais dos Partidos.
      
    Leiam o voto pela admissibilidade da PEC 03/11 em:
    http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=C191755FB949DD8A6787D8F7183D3784.node2?codteor=9
    15739&filename=Tramitacao-PEC+3%2F2011
            Este tipo de Legislação (PEC) tem efeitos muito mais profundos para o cidadão e
            transparência para estes processos deveria ser básico. A mídia não vai noticiar
           nada disso nunca. Tá preocupada com os escandâlos do dia-a-dia. Todo eleitor
           deveria saber como funcionam as eleições, as coligações, o voto etc.

Evandro Oliveira


Em 1 de maio de 2012 11:21, Pedro Markun <pe...@esfera.mobi> escreveu:

Pedro Markun

Ivan KC FONG

unread,
May 2, 2012, 8:52:40 AM5/2/12
to Pedro Markun, thackday, Cristiano Ferri Soares de Faria, Brian Fong Chi Hang

Dear Pedro,

Thanks for connecting me to Cristiano.

Dear Cristiano,

My reseach team is working on a proposal of coalition government in our country and we would liketodraw sl!e reference from the coalition government in south america. We would like to know more about the governmemt coalition in Brazil, particularly on how does the coalition work, whether there is any formal agreement or statute on the coalition, etc. It would be great if you may direct us to any website or online material about this. Thanks in advance.

I am copying this email to Brian, who is leading the research on coalition.

Kind regards,
Ivan

Cristiano Faria

unread,
May 6, 2012, 7:51:25 AM5/6/12
to thac...@googlegroups.com, Pedro Markun, Cristiano Ferri Soares de Faria, Brian Fong Chi Hang

Dear Ivan,

 

 

Thanks to your contact. It is pleasure to contribute to your research. Instead of expressing my ideas and perception about our coalition system, of what I can say something more as an observer than a specialist I prefer to recommend an interesting literature about the subject.

 

There are very good authors in this theme such as Fernando Limongi, Argelina Figueiredo, Fabiano Santos, Octavio Amorim Neto, and many others. Here we have some of their work and others’:

 

http://socialsciences.scielo.org/scielo.php?pid=S0101-33002007000100001&script=sci_arttext

 

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1470-9856.2009.00304.x/abstract

 

http://blogjesussilvaherzogm.typepad.com/files/amorim-neto---presidential-cabinets.pdf

 

http://www.jstor.org/discover/10.2307/4092290?uid=3737664&uid=2129&uid=2&uid=70&uid=4&sid=56144184733

 

http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=63vEWRrnIMoC&oi=fnd&pg=PA55&dq=coalition+Brazil+presidentialism&ots=PYuu-sNyF_&sig=giUv9VHawvchFeZnF8Z-IBuNMKg#v=onepage&q=coalition%20Brazil%20presidentialism&f=false

 

http://www.polisci.umn.edu/~dsamuels/CP2000.pdf

 

I will also connect you to some of them who I know personally.

 

Best Wishes

 

Cristiano Ferri Faria

Eduardo Leoni

unread,
May 20, 2012, 5:05:14 PM5/20/12
to thac...@googlegroups.com, Pedro Markun, Cristiano Ferri Soares de Faria, Brian Fong Chi Hang
I have a working paper on electoral coalitions which might be of
interest. Electoral coalitions are only binding until the election.
Party behavior after the election can be quite puzzling!

Any questions, I would be glad to help.

-Eduardo
coalitions_new.pdf

André Filipe de Assunção e Brito

unread,
May 21, 2012, 9:10:11 AM5/21/12
to thac...@googlegroups.com
Evandro

Esse negócio do voto obrigatório dá pano pra manga. O voto em si, não
é obrigatório. Ninguém é obrigado a votar em qualquer candidato, mas
precisa manifestar isso formalmente. A multa por não votar chega a ser
mais barato que o onibus que vc pegar para ir até o seção em que vc
vota.

Para metódos de comparação, utilizemos as eleições nos EUA.
Lá, as eleições são durante a semana, diferente daqui que é sempre em
um Domingo.
Quando um trabalhador precisa faltar para votar, essa falta é
contabilizada, o que cria impedimento e complicação.
Pelos relatos que li, os grupos que mais se abstem de votar são os
Latinos e Negros, classes que são historicamente vulneravéis lá.

No fundo, o nosso voto ser "obrigatório", pelo meu entendimento, é uma "benção".

Por outro lado, a não obrigatóriedade do voto não acaba com o famoso
"cabresto", pq as pessoas com alguma espécie de vulnerabilidade ainda
podem ser compradas.


2012/5/1 Evandro Oliveira <pyx...@gmail.com>:
--
André Filipe de Assunção e Brito
Graduando em Oceanografia
Centro de Estudos do Mar / UFPR
twitter.com/decko

Evandro Oliveira

unread,
May 21, 2012, 12:10:35 PM5/21/12
to thac...@googlegroups.com
André,

Em 21 de maio de 2012 10:10, André Filipe de Assunção e Brito <de...@ufpr.br> escreveu:
Evandro

Esse negócio do voto obrigatório dá pano pra manga. O voto em si, não
é obrigatório. Ninguém é obrigado a votar em qualquer candidato, mas
precisa manifestar isso formalmente. A multa por não votar chega a ser
mais barato que o onibus que vc pegar para ir até o seção em que vc
vota.


EU já manifestei-me formalmente, fui multado, o juiz decuplicou
a multa e ainda me sentenciou de maneira abusiva.


 
Para metódos de comparação, utilizemos as eleições nos EUA.
Lá, as eleições são durante a semana, diferente daqui que é sempre em
um Domingo.
Quando um trabalhador precisa faltar para votar, essa falta é
contabilizada, o que cria impedimento e complicação.
Pelos relatos que li, os grupos que mais se abstem de votar são os
Latinos e Negros, classes que são historicamente vulneravéis lá.


Nosso sistema eleitoral e história de inserção política dos
eleitores não tem como comparar com os EUA. Sob todos os
aspectos.

 
No fundo, o nosso voto ser "obrigatório", pelo meu entendimento, é uma "benção".


Será que não estamos "endeusando" uma situação sem conhecermos
a outra possibilidade? Como dizia o poeta, como vai saber que uma
coisa é boa se náo conheceu a parte ruim?

 
Por outro lado, a não obrigatóriedade do voto não acaba com o famoso
"cabresto", pq as pessoas com alguma espécie de vulnerabilidade ainda
podem ser compradas.


Então estamos atacando o problema de forma errada e na causa
errada.
Particularmente, cansei de tentar ajudar eleitores com algum
tipo de vulnerabilidade. Se os que não tem "vulnerabilidades" defendem
seus próprios interesses e não estão preocupados com os outros.

Financiamento público de campanha e voto não-obrigatório, são
as minhas bandeiras para mudar a nossa sociedade do "levar
vantagem em tudo, certo?"

Evandro Oliveira
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