Hehe... Daniela, n�o confunda as coisas.
Eu disse apenas que o CUSTO das obras foi comedido e que isso tornava o
metr� um mau exemplo pois est�vamos falando do volume de gasto p�blico.
Repito que n�o houve superfaturamento significativo nas obras do metr�.
Mas estamos no #BANANAL, ent�o a licita��o foi um acordo com as empresas
que ganharam - ali�s esse acordo era parte da estrat�gia para garantir
que n�o haveria superfaturamento: houve um acordo onde todas as grandes
empreiteiras dividiram previamente os v�rios contratos, com a condi��o
de que ningu�m meteria a m�o nem corromperia o processo.
O lucro justo dessas obras era suficientemente interessante para todas.
Moral da hist�ria, licita��o p�blica � um sistema t�o tosco que at� pra
ser honesto voc� precisa ser corrupto ;)
Sobre o tamanho das esta��es, � dinheiro de pinga perto do custo de
cavar o buraco, mas tem raz�es para elas serem grandes sim.
Uma das raz�es � a circula��o de ar e conten��o de pessoas em dias de
chuva ou em caso de problemas nos trens.
As interliga��es tiveram motivos semelhantes, como servir de caixa de
conten��o, pois a linha amarela j� foi INAUGURADA no seu limite de
capacidade.
Enfim, n�o d� pra pensar o metr� de S�o Paulo como se pensa o metr� de
qualquer cidade alem� ou mesmo de Nova Iorque. O volume de pessoas e a
demanda operacional por esta��o � completamente outro.
Algumas dessas solu��es s�o meio toscas, mas foi o que decidiram. E n�o
impactou significativamente os custos, nem pra mais nem pra menos.
Evidentemente que h� superfaturamentos mil por a�, n�o precisa olhar
longe como voc� j� apontou no caso do lixo. Eu s� chamei aten��o porque
se algum dia for apontar o dedo num confronto com gestores, n�o aponte
pro metr� porque qualquer pessoa que conhece as obras - ou conhece
algu�m que conhece as obras, como � o meu caso - desmontar� o argumento.
Abra�o,
l
e Ni!
On 02-03-2013 16:27, Daniela Mattern wrote:
> Hmm Al�,
>
> tenho minhas d�vidas.
>
> 1. Essa not�cia sobre o fraude na licitacao
> <
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/10/mp-quer-afastar-presidente-do-metro-de-sp-apos-irregularidade-em-licitacao.html>
> da Linha Lilas � bastante recente. Tamb�m encontrei v�rias not�cias
> sobre documentos
> <
http://portaldenuncia.blogspot.com.br/2012/12/provas-sobre-irregularidades-no-metro.html>
> de licita�oes que sumiram ... enfim, acho que isso precisa ser
> investigado melhor.
>
> 2. Convenhamos que grande parte das esta�oes em Sao Paulo tem tamanhos
> desnecess�rios. Tipo, em outras partes do mundo uma esta�ao de metr� �
> um buraco no chao, em S�o Paulo, encontramos pr�dios de cinco andares,
> como por exemplo no caso da esta�ao Butant� ou da esta�ao da Paulista.
>
> 3. As integra�oes entre as linhas sao as piores que eu j� conheci. Isso
> voc� pode ver na Paulista ou tamb�m na esta��o de Pinheiros.
>
> 4. Tem muitos casos de projetos mal-feitos - devido a falta de
> conhecimento t�cnico das construtoras? ou uso de materiais inferiores?
> Veja as not�cias sobre o cr�ter da esta��o de Pinheiros, ou os processos
> devido as casas danificadas devido aos trabalhos do cons�rcio via amarela.
>
> Tudo isso deve ser explicado porque � dif�cil de cavar em S�o Paulo?
> Projetos caros tamb�m surgem de projetos mal planejados ou de
> constru��es desnecess�rias.
>
> Outro exemplo menos complexo e que nao depende de cava��o:
>
> A instala��o das lixeiras
> <
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1120151-em-sp-pinheiros-recebe-o-dobro-de-lixeiras-da-brasilandia.shtml>
> em S�o Paulo no ano passado.
>
> Acompanhei o projeto na minha regi�o, depois de poucos meses a maioria
> das lixeiras tinha sido quebradas
> <
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,sp-ganhou-150-mil-lixeiras-de-rua-neste-ano-mas-60-ja-sao-destruidas-por-dia-,924986,0.htm>.
>
> Quais os problemas aqui? Quem chegou na conclus�o na secretaria de
> servi�os que lixeiras de pl�stico com um sistema n�o resistente de
> fixa��o seriam uma boa solu��o para uma metr�pole como S�o Paulo? Por
> que, antes de instalar 150.000 lixeiras em toda cidade n�o se fez um
> piloto menos custoso em uma regi�o da cidade pra ver o impacto e avaliar
> o projeto e os materiais usados?
>
> Em s�ntese: Foram tomadas muitas decisoes ruins, foi desperdiciado um
> dinheiro p�blico e n�o vejo que esta situa��o est� sendo ampliamente
> discutida pela sociedade e/ou m�dia.
>
> um abra�o
> <mailto:
ab...@member.fsf.org>>
>
> On 02-03-2013 11:28, Daniela Mattern wrote:
> > O gasto p�blico do Brasil � alto demais. Vamos pegar o exemplo das
> > linhas de metr�:
> >
> > Achei uma not�cia
> > <
http://www1.folha.uol.com.br/agora/spaulo/sp2201200701.htm> onde
> aponta
> > os gastos por quil�metro:
> >
> > Linha Verde: R$ 272 Milh�es/km
> > Linha Amarela: R$ 203 Milh�es/km
> >
> > procurei um dado de compara��o da Europa e encontrei aqui
> >
> <
http://www.kontrollamt.wien.at/berichte/2004/lang/1-16-KA-V-TU-10-4.pdf>:
> >
> > Munique: 51,4 Milh�es de Eur/km (corresponde � 131,5 Milh�es de
> Reais/km)
> >
> > l�gico que essa an�lise pode ser enganosa tamb�m, mas o custo da Linha
> > Verde � o dobro de Munique e em Munique uma pessoa na constru��o civil
> > ganha mais.
>
> Hmmm... Mau exemplo, Daniela.
>
> O Metr� de SP, em tempos recentes, por incr�vel que pare�a � uma obra
> feita com gastos comedidos, devido a um sistema bem bolado de licita��o
> e parcerias que dificulta o superfaturamento.
>
> A diferen�a dos valores explica-se pois um dos maiores custos do metr� �
> a escava��o, e S�o Paulo � um dos lugares mais caros do mundo pra se
> escavar, pelas condi��es geol�gicas e do relevo.
>
> Colocar os trilhos, o trem e as est��es n�o � t�o caro comparado a abrir
> o buraco do tatu em Sampa. Al�m disso o trem na alemanha n�o �
> importado, o que reduz ainda mais os custos.
>
> Acho at� surpreendente que l� n�o custe menos da metade, mas pode ser
> relacionado com o quanto ganham os trabalhadores, como voc� levantou.
>
> Abs,
> b
> d
> o Ni!
>
>
>
>
> --
> Daniela Mattern
> Coordenadora Geral
> IT3S - Instituto de Fomento � Tecnologia do Terceiro Setor
> Rua Emiliano Cardoso de Mello, 34
> Vila Butant�
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> Brasil
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