Usar projetos de extensão de universidades para realização de projetos hackers

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Emerson da Rocha Luiz

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Jul 5, 2011, 10:40:53 AM7/5/11
to thac...@googlegroups.com
Fico preocupado com alguns projetos que podem não ir adiante, ou nem surgirem por falta de uma entidade que gerencie dinheiro. É complicado para o governo e até empresas ajudarem algo que não é pessoa juridica, ou que não tem o respaldo de uma pessoa jurídica. Como esperar que se forme uma seria insano, fica minha proposta.

Comentaram no encontro com o Mercadante ( para quem não ouviu, ouça http://adrianomelo.com/arquivos/thackday.ogg) sobre hardware aberto, e mesmo alguns pontos que são interesantes, porém, sempre se esbarra em algum problema de financiamento. Talvez eu abra aqui uma solução viável de ser aplicada em menos de 6 meses. Meus pontos:


-> Comentou-se sobre incentivar desenvolvedores, não so de software, mas também de hardware. Universidades são um bom caminho pra isso, e o ambiente ajuda.
-> os cursos de engenharia no Brasil estão recebendo incentivos massivos de dinheiro em relação aos demais. Não por menos: o Brasil tem um deficit tremendo de engenheiros
-> A UFRGS, e a Escola de Engenharia em especial, até aonde sei é um dos exemplos que tem até sobra de dinheiro para projetos. E falo de milhões. Pelo que vi, literamente carecem de 'projetos bem escritos e dentro de uma burocracia minima a ser respeitada, ainda que seja acessivel'
-> Tenho um pé dentro da UFRGS como aluno, em especial na Escola de Engenharia, e tenho alguns conhecidos, não só professores, como também colegas que poderiam ajudar a contribuir em projetos de maior peso. Professores, diretores de unidade, e reitor e afins, por experiência, não parariam pra fazer 'o grosso' de um trabalho, mas para projetos bons, assinariam e colocariam pressão para que fosse pela frente.
-> Praticamente qualquer ideia boa, escrita da forma certa, e gerenciada por pessoas de dentro de uma unidade de uma universidade, podem ser projetos de extensão. Vejam a tabela http://www.prorext.ufrgs.br/registros/Linhas%20Tematicas%20-%20tabela.pdf


O que eu proponho é o seguinte

se alguns aqui tem boas ideias que poderiam ser enquadradas como projeto de extensão de uma universidade, e nesse sentido digo qualquer universidade, mas poderia nesse momento ser iniciado algum piloto aqui na UFRGS, eu me responsabilizo por ajudar a procurar alavancar isso. Porém, teria que dar uma mão para ajudar a escrever a ideia.

Sendo um pouco mais extremista, o Instituto de Física da UFRGS, tem, inclusive, um Laboratório Itinerante de Ciência e Técnologia (http://www.tecnologiacomciencia.ufrgs.br/imprensa.php). Essa ideia parece meio familiar a vocês?

Vantagens

-> Mesmo não se tendo uma entidade para gerenciar dinheiro, um projeto de extensão, bem escrito, resolve algumas carências, e até mesmo alguns projetos listados aqui poderiam ser apoiados com esse dinheiro.
-> Como projeto de extensão é possivel conseguir até bolsistas. Uma e outra rotina talvez até poderia ser agilizada com isso, e poderia ser um bom suporte a algumas boas ideias. 
-> Conforme o caso, se justificado, é viável gastar dinheiro com algo que não seja remuneração de pessoas.
-> Professores que assinam projetos de extensão tendem a só querer que 'voce não faça merda', mas tem como dar liberdade para executar o projeto de extensão.
-> Se a ideia for boa, é viável conseguir capital humano dentro da universidade. Colegas do Diretório Acadêmico da Engenharia Elétrica (http://www.daele.eng.br/) são exemplos. Aqui na UFRGS também posso citar a Engenharia e a Ciência da Computação. Esse capital humano permanente pode ser extremamente interessante para qualquer ideia.
-> Mesmo algumas ideias que poderiam surgir como projeto de extensão não serem exatamente o foco do Transparência hacker, ainda assim é uma otima ação dar start em projetos que visem incentivar produção de software e hardware em universidades.
-> Um projeto pode ser de uma universidade, mas nada impede que tenha ajuda externa.
-> Um projeto de extensão tocado por uma universidade tem um respaldo enorme para receber dinheiro não só do governo, mas também de empresas privadas. Você deixa de ser só 'uma ideia', e passa a ser 'a UFRGS', ou 'uma das Escolas de Engenharia mais tradicionais do país'. Isso faz uma diferença enorme, inclusive politica.
-> Dinheiro não é o problema. Repito: dinheiro não é o problema. Gente que escreva e ajude a tocar uma boa ideia que se encaixe em um perfil de projeto de extensão é que é.


Desvantagens
-> É uma burocracia adicional para excecutar ações, e exige pelo menos algum capital intelectual.
-> A ideia tem que ser razoável para a universidade para ser tocada adiante.
-> Projetos de maior peso, dependem de trabalho anterior. Um projeto que vá dispender um volume maior de dinheiro, deveria ser iniciado nesse ano para dar o start no primeiro semestre de 2012/2

Enfim, isso não resolve todos os problemas, mas algumas ideias poderiam ir adiante com apoio do pessoal daqui. Eu não estou dizendo para apoiar um projeto especifico até porque não tenho uma ideia de o que poderia ser feito, mas apresento uma opção para o pessoal que quer fazê-lo. Sou de Porto Alegre, se tiver alguém por aqui e quiser falar pessoalmente comigo, podemos fazê-lo.


O que acham?

Att. Emerson


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Emerson da Rocha Luiz
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Patrícia Cornils

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Jul 5, 2011, 10:45:26 AM7/5/11
to thac...@googlegroups.com
Posso ajudar a escrever :)


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Patrícia Cornils
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Emerson da Rocha Luiz

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Jul 5, 2011, 11:51:08 AM7/5/11
to thac...@googlegroups.com
Só para adiantar, fica complicado sair de cara com um projeto de maior porte logo de cara, mas creio que algo que motive algumas pessoas, de inicio, seria perfeito. Alguém que se interesse por ajudar em código com um projeto só está a um passo de se interessar mais tarde por algo que dispenda mais trabalho, como o ônibus hacker. 

Sei do pessoal, talvez não só nos semestres iniciais de ECP e de CiC que se talvez dedicariam algum tempo pra ajudar na programação de algo que tenha um motivo social. Cativando da forma certa, vários desses parariam de perder tanto tempo no facebook ou no WoW da vida. A qualidade inicial do código pode não ser das melhores, mas com algum tempo pessoas motivadas são colaboradores em potenciais.

Cito como exemplo, um projeto que está em stand by, e que, mais difício do que áreas de programação, exigia até espaço físico (http://www.movimentohermes.com.br/acoes/oficina-de-projetos-ceue.html) , Embora no site não tenham os videos do youtube, que tenho backup aqui, adianto que o pessoal estava motivado a manipular e recriar prototipos que fossem paupaveis, bem como até algumas ações mais ativistas, desde do nada juntar vários estudantes de engenharia e consertar sem aviso prévio um bebedouro que estava a meses parado até a ideia de tocar o foda-se e tentar arrumar os telefones publicos que estão a anos sem funcionar em um dos Campus da UFRGS, e que não aconteceu. Ainda.

Pra ter uma noção, mesmo sem ter um projeto de extensão muito estruturado, um grupo de alunos da universidade aqui conseguiria fazer um go horse e conseguir viabilizar doações com desconto em imposto de renda pra terceiros via fundação (fundação retem 5% do valor total, e só libera dinheiro mediante nota fiscal em nome dela, para gastos compatíveis com o projeto). Fora que o pessoal não raro até faria alguma vaquinha, que pode não ser muito, mas é alguma coisa ;P

No caso de desenvolvimento de software, o potencial tende a ser até melhor. Não duvido que, sendo bem trabalhado, seja viável conseguir vários voluntários dentro da universidade pra começar a engajar em projetos que tenham retorno também social. Não obstante, conhecendo o perfil do pessoal mais engenheiro, quanto menos politica precisarem se envolver, e quanto mais resultado puder ser alcançado com trabalho focado, melhor a chance de conseguir envolvimento. Chegar pra um aluno e dizer 'me ajude a escrever um projeto' e nada acontece, agora dizer 'vem comigo passar a tarde arrumando não-sei-o-que que o Estado deveria ter feito e não fez' e você vai ter um pessoal bem motivado.


Tomei a liberdade de separar as linhas que tem maior potencial de http://www.prorext.ufrgs.br/registros/Linhas%20Tematicas%20-%20tabela.pdf. Em tese, para ser projeto de extensão teria que se encaixar em alguma.

Linha 10 - Desenvolvimento tecnológico
Processos de investigação e produção de novas tecnologias, técnicas, processos produtivos, padrões de consumo e produção (inclusive tecnologias sociais, práticas e protocolos de produção de bens e serviços); serviços tecnológicos; estudos de viabilidade técnica, financeira e econômica; adaptação de tecnologias. 

Linha 17 -  Espaços de ciência
Difusão e divulgação de conhecimentos científicos e tecnológicos em espaços de ciência, como museus, observatórios, planetários, estações marinhas, entre outros; organização desses espaços. 

Linha 23 - Gestão informacional 
Sistemas de fornecimento e divulgação de informações econômicas, financeiras, físicas e sociais das instituições públicas, privadas e do terceiro setor.

Linha 28 - Inovação tecnológica
Introdução de produtos ou processos tecnologicamente novos e melhorias significativas a serem implementadas em produtos ou processos existentes nas diversas áreas do conhecimento; considerase uma inovação tecnológica de produto ou processo aquela que tenha sido implementada e introduzida no mercado (inovação de produto) ou utilizada no processo de produção (inovação de processo).


Enfim. Precisaria de pessoas motivadas e ideias e, preferencialmente, ideias que sejam desafios e que potencialmente tenham algum retorno social. Deixo aqui um outro meio de viabilizar algumas ideias que o pessoal tem. Podem não ser tão ligadas as transparência em si, mas podem acabar lidando com resolver carência do estado em alguma área no que diz desenvolvimento de software ou hardware, ou mesmo incentivar alguns dos problemas que vários apontaram ao encontrar o Mercadante.


Att. Emerson

--
Emerson da Rocha Luiz
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2011/7/5 Patrícia Cornils <patrici...@gmail.com>

Haydee Svab

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Jul 5, 2011, 11:59:30 AM7/5/11
to thac...@googlegroups.com
Emerson,
mas isso é apenas para projetos do RS, ou não?
Eu vi o pdf do link, mas só traz a tabela das linhas temáticas - onde posso encontrar o edital completo?
Abraços,
Haydée
Haydée Svab
http://blog.hsvab.eng.br/

Emerson da Rocha Luiz

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Jul 5, 2011, 4:26:37 PM7/5/11
to thac...@googlegroups.com
Haydee, vou explicar mais ou menos como funciona na UFRGS. Esse processo deve ser bem semelhante em qualquer universidade federal.

1. A ideia precisa se encaixar nas areas temáticas, e, necessariamente, pelo menos um servidor, seja funcionario ou professor, deve assumir como responsável, ainda que ele não seja quem realmente vai gerenciar a ideia.
2. Um servidor, pega a ideia e a submete via uma sub área do site do Portal do Servidor. São muitos campos a serem preenchidos. Mas vão desde pessoas que vão estar vinculadas, objetivos, publico alvo, data de início e de final, etc. É chato.
3. Na reunião seguinte da comissão de extensão da unidade ao qual o servidor está vinculado, decide-se por aprovar ou não o projeto. Se aprovado, passa adiante.
4. Na reunião de comissão de extensão da universidade, decide-se aprovar ou não o projeto. Se aprovado, pode ser implementado

Projetos de extensão servem para qualquer coisa que não é nem ensino nem pesquisa dentro de uma universidade. Tem uns que são feitos para dar certificados de participação em eventos, outros podem até mesmo lidar com algo como restauração de prédios e envolver milhões. Em geral são voltados para a universidade. Outro ponto é que um projeto de extensão de uma universidade em um estado pode ser voltado a um problema de outro estado. Nada realmente impede isso, a não ser dificuldades geográficas. 

Maiores informações sobre extensão na UFRGS tem no site http://www.prorext.ufrgs.br/.

Vale lembrar que são um projeto da universidade para o que há fora dela. Então, obrigatoriamente, deve-se ter pelo menos alguém de uma universidade pra ajudar. Se aqui menciono UFRGS, nada impede de conseguirem conhecidos dentro da UFRJ, ou da de São Paulo. Creio que todas as federais devem ter uma situação parecida com a que citei, pelo menos no que diz respeito as escolas de engenharia. Porém fortemente aconselho o contato na universidade conhecer pessoas ou haver algum convencimento externo sobre pelo menos um funcionário que assine a ideia. Aqui na UFRGS, o que percebi é que professores podem ficar receosos de assinar projetos como esse, não sei se por medo, ou, o que pareceu até meio provável, por não ter prática na burocracia de manter um projeto desses. Outro ponto é que o servidor tem que ser da mesma unidade ao qual se tem interesse que o projeto passe. Ter um amigo na História em uma federal não adianta nada se o interesse é que a unidade que seja da engenharia é que aprove o projeto. E, os cursos mais ligados a engenharia tem uma tendência decente de pressionar o governo pra conseguir verba, ou mesmo conseguir investimento da iniciativa privada.

Ano passado eu parei para ler sobre a história da Escola de Engenharia de Porto Alegre e vi que desde sempre ela foi marcada pelo Positivismo, e provavelmente as demais de engenharia no Brasil também o sejam. Eu consideraria um pessoal com uma tendência maior a aceitar mudanças que tendam a forçar otimização de um serviço qualquer, e colocar a cara a tapa pra que não deixe de acontecer.

Alguém mais é de alguma universidade aqui? Ou tem contatos dentro pra fomentar criação de projetos via uma federa?


Att. Emerson

--
Emerson da Rocha Luiz
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2011/7/5 Haydee Svab <hayde...@gmail.com>

Diego Rabatone

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Jul 5, 2011, 4:50:19 PM7/5/11
to thac...@googlegroups.com
Emerson, assim como a Haydée eu sou estudante (de engenharia) da USP, e temos tentado algumas coisas nesse sentido que você propôs.

Atualmente estamos gestando o projeto "Transparência Hacker - Moradia" dentro do Escritório Piloto (da Poli), que é um espaço de extensão que nós, estudantes, temos por aqui. Claro que iremos buscar financiamento, mas realmente existe uma certa dificuldade "temática" em se conseguir algumas coisas mais "críticas e avançadas".

Nós dois também fazemos parte do PoliGNU - que fica sediado no Escritório Piloto - e neste semestre acabamos de conseguir nosso "primeiro projeto aprovado". Um professor decidiu nos apoiar e conquistamos, dentro do Programa "Aprender com Cultura e Extensão", 4 bolsas para nossas atividades relacionadas ao LaTeX. Futuramente espero que consigamos muitas outras para outros temas e projetos.

Mas certamente eu tenho acordo com você que é um caminho a ser buscado e batalhado, entendo que é fundamental nos aproximarmos de estudantes (seja de ensino fundamental, médio ou superior) para fortificar a cultura da transparência na sociedade.

Entendo sua colocação com relação às engenharias, mas não sei se concordo em absoluto com ela. Vejo, por vezes, mais receptividade em pessoas de outros cursos do que na própria engenharia (pelo menos aqui da USP). Além disso, acho interessante projetos que envolvem pessoas de diversos cursos. Acho que enriquece muito! ;)

Aliás, vai rolar por ai o CBEU (Congresso Brasileiro de Extensão Universitária). Temos algumas pessoas daqui que pretendem ir. E acho que se você conseguir emplacar algum projeto THacker como extensão ai na UFRGS, seria legal apresentá-lo por lá! =)

Mas é isso ai, vamos que vamos nessa batalha diária!

Abraços,

--------------------------------
Diego Rabatone Oliveira

2011/7/5 Emerson da Rocha Luiz <eme...@webdesign.eng.br>

Capi Etheriel

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Jul 6, 2011, 12:14:54 AM7/6/11
to thac...@googlegroups.com
cara, acho que rola e digo mais: acho que tem que pensar no projeto meio templatizando, publicando no github...
porque é claro que em toda universidade existe espaço de extensão que pode aproveitar esses projetos.
cada uma tem uma burocracia diferente, mas a gente escreve coisas comuns, muda o essencial e depois compila...

gcc deve ter uma opção --burocracy que compila pro seu sistema burocrático
daí pra frente é só ir produzindo com bolsa da universidade.
tenho certeza que rola aqui na Unicamp também, to dentro.

vou ver quem topa se dedicar a essa burrocracia nesse thackday campinas.
e vou copiar a islene, que é do GPSL (grupo pro software livre), professora da computação e gente boníssima aqui da Unicamp

Emerson da Rocha Luiz

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Jul 6, 2011, 1:33:47 AM7/6/11
to thac...@googlegroups.com
Boa Capi.

Diego, já que falou nessa questão da receptividade de outros grupos, então aproveito pra falar nesse outro ponto

Sei que pode fugir um pouco da ideia geral do Transparencia Hacker, mas, pelo menos para dar uma alavancada em ideias como essa, creio que pelo menos parte dos projetos sejam ligado a carências especificas, e em especial projetos interdisciplinares, aka que não tem como serem resolvidos contendo apenas gente que saiba programar. Vários setores de uma universidade ou do estado nem sabem usar direito dados uma excell da vida, quanto mais imaginar que algo mais sofisticado pode ser feito, e, o que para outras áreas sabem tem um algorítimo semi pronto para algo.

Cito um exemplo técnico. 

Dentre as várias coisas que volta e meia pego pra fazer, comecei a rascunhar bibliotecas em Java pra lidar com farmacologia e fisiologia, algo do tipo entender como um humano (extensão de um tipo de ser vivo animal), reage a administração de uma ou mais drogas, levando em consideração tolerancia, quantidades, hora da aplicação... etc. Não coloquei no github ainda. Por mais que pareça suavemente caótico, com alguma ajuda algo nesse sentido a médio e longo prazo pode facilitar e muito pesquisas nessa área. O que pra mim pode ser uma resposta do tipo 'ao tomar 200ml de vodka agora, vai potencializar em X% o efeito de 5g de gananá cerebral tomado a 120min' para alguém da farmácia ou biomedicina pode significar entender porque 'a pessoa tal não responde bem a certo tratamento por ter uma combinação de disfunção fisiologica combinada com a administração de outra droga'.O grosso de um projeto como esse está muito mais ligado ao conhecimento específico na área do que a parte de programação, e duvido que alguns doutorandos não se importariam de dar uma ajuda mais ostensiva em ideias como essa que ainda liberariam o código.

Se o objetivo é 'convencer outras pessoas a serem simpaticas com o movimento', então é viável. Tenho outros exemplos que careceriam de apoio pra desenvolver tecnologia para apoiar pesquisas, em especial ligados a química. Esse tipo de projeto 'open source até demais', dá uma puta visibilidade não só pro grupo que estiver no meio como até pro país, e força de fora pra dentro haver algum apoio.

Tem que se levar em consideração que, ao se ter até bolsistas, ou um pessoal de mestrado e doutorado envolvido com algo, muita coisa boa pode sair. Quem sabe fazer uma venda casada de pessoal fazendo uma pós em computação com alguém de uma área das biológicas. O que hoje pode não ser viável por dispender muitas horas, pode quem sabe só exigir um start em algum projeto e muita conversa com pessoas interessadas. Se ideias como essa passarem a dar certo, nada impede que até haja algum incentivo maior com relação a bolsas do pessoal que envolver desenvolvimento de código aberto que auxilie outras áreas do conhecimento. 



Att. Emerson

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Emerson da Rocha Luiz
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2011/7/6 Capi Etheriel <barra...@gmail.com>

--
Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "Transparência Hacker" dos Grupos do Google.
Para ver esta discussão na web, acesse https://groups.google.com/d/msg/thackday/-/P4jMBRr-ef4J.

Haydee Svab

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Jul 8, 2011, 9:32:49 AM7/8/11
to thac...@googlegroups.com
Oi Emerson,

as 4 bolsas que conseguimos veio muito no sentido do seu último parágrafo... inclusive pq agregamos 1 pessoa da física, 1 da letras que trabalho com editoração, 1 da matemática e 1 da engenharia (que já fez mat aplicada). Estamos com boas expectativas de que a ideia do "tudo junto e misturado" dê frutos melhores do que a quem vem imperando até o momento na USP de "tudo separado e fragmentado".

Ah, o Diego citou o CBEU que será sediado aí na UFRGS e na PUC-RS... vcs pretendem participar?

Abraços,

Haydée
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