Fico preocupado com alguns projetos que podem não ir adiante, ou nem surgirem por falta de uma entidade que gerencie dinheiro. É complicado para o governo e até empresas ajudarem algo que não é pessoa juridica, ou que não tem o respaldo de uma pessoa jurídica. Como esperar que se forme uma seria insano, fica minha proposta.
Comentaram no encontro com o Mercadante ( para quem não ouviu, ouça
http://adrianomelo.com/arquivos/thackday.ogg) sobre hardware aberto, e mesmo alguns pontos que são interesantes, porém, sempre se esbarra em algum problema de financiamento. Talvez eu abra aqui uma solução viável de ser aplicada em menos de 6 meses. Meus pontos:
-> Comentou-se sobre incentivar desenvolvedores, não so de software, mas também de hardware. Universidades são um bom caminho pra isso, e o ambiente ajuda.
-> os cursos de engenharia no Brasil estão recebendo incentivos massivos de dinheiro em relação aos demais. Não por menos: o Brasil tem um deficit tremendo de engenheiros
-> A UFRGS, e a Escola de Engenharia em especial, até aonde sei é um dos exemplos que tem até sobra de dinheiro para projetos. E falo de milhões. Pelo que vi, literamente carecem de 'projetos bem escritos e dentro de uma burocracia minima a ser respeitada, ainda que seja acessivel'
-> Tenho um pé dentro da UFRGS como aluno, em especial na Escola de Engenharia, e tenho alguns conhecidos, não só professores, como também colegas que poderiam ajudar a contribuir em projetos de maior peso. Professores, diretores de unidade, e reitor e afins, por experiência, não parariam pra fazer 'o grosso' de um trabalho, mas para projetos bons, assinariam e colocariam pressão para que fosse pela frente.
O que eu proponho é o seguinte:
se alguns aqui tem boas ideias que poderiam ser enquadradas como projeto de extensão de uma universidade, e nesse sentido digo qualquer universidade, mas poderia nesse momento ser iniciado algum piloto aqui na UFRGS, eu me responsabilizo por ajudar a procurar alavancar isso. Porém, teria que dar uma mão para ajudar a escrever a ideia.
Vantagens
-> Mesmo não se tendo uma entidade para gerenciar dinheiro, um projeto de extensão, bem escrito, resolve algumas carências, e até mesmo alguns projetos listados aqui poderiam ser apoiados com esse dinheiro.
-> Como projeto de extensão é possivel conseguir até bolsistas. Uma e outra rotina talvez até poderia ser agilizada com isso, e poderia ser um bom suporte a algumas boas ideias.
-> Conforme o caso, se justificado, é viável gastar dinheiro com algo que não seja remuneração de pessoas.
-> Professores que assinam projetos de extensão tendem a só querer que 'voce não faça merda', mas tem como dar liberdade para executar o projeto de extensão.
-> Se a ideia for boa, é viável conseguir capital humano dentro da universidade. Colegas do Diretório Acadêmico da Engenharia Elétrica (
http://www.daele.eng.br/) são exemplos. Aqui na UFRGS também posso citar a Engenharia e a Ciência da Computação. Esse capital humano permanente pode ser extremamente interessante para qualquer ideia.
-> Mesmo algumas ideias que poderiam surgir como projeto de extensão não serem exatamente o foco do Transparência hacker, ainda assim é uma otima ação dar start em projetos que visem incentivar produção de software e hardware em universidades.
-> Um projeto pode ser de uma universidade, mas nada impede que tenha ajuda externa.
-> Um projeto de extensão tocado por uma universidade tem um respaldo enorme para receber dinheiro não só do governo, mas também de empresas privadas. Você deixa de ser só 'uma ideia', e passa a ser 'a UFRGS', ou 'uma das Escolas de Engenharia mais tradicionais do país'. Isso faz uma diferença enorme, inclusive politica.
-> Dinheiro não é o problema. Repito: dinheiro não é o problema. Gente que escreva e ajude a tocar uma boa ideia que se encaixe em um perfil de projeto de extensão é que é.
-> É uma burocracia adicional para excecutar ações, e exige pelo menos algum capital intelectual.
-> A ideia tem que ser razoável para a universidade para ser tocada adiante.
-> Projetos de maior peso, dependem de trabalho anterior. Um projeto que vá dispender um volume maior de dinheiro, deveria ser iniciado nesse ano para dar o start no primeiro semestre de 2012/2
Enfim, isso não resolve todos os problemas, mas algumas ideias poderiam ir adiante com apoio do pessoal daqui. Eu não estou dizendo para apoiar um projeto especifico até porque não tenho uma ideia de o que poderia ser feito, mas apresento uma opção para o pessoal que quer fazê-lo. Sou de Porto Alegre, se tiver alguém por aqui e quiser falar pessoalmente comigo, podemos fazê-lo.
Att. Emerson