Estive na semana passada com o Alexandre Marinho, pesquisador do Ipea. Pedi para falar com ele por causa desse artigo no Valor Econômico, que fala sobre como os recursos do setor público de saúde, no Brasil, são transferidos para o setor privado. Pouco antes tinha acontecido aquela discussão sobre se o Lula deveria ou não se tratar no SUS, o que levou a relatos sobre mal atendimento no sistema público e a relatos sobre boas coisas que o sistema faz.
A Saúde o maior orçamento público do país, contando os recursos do governo federal, dos estados e dos municípios. Depois da aprovação da emenda 29, semana passada, a União tem que destinar à saúde o valor aplicado no ano anterior mais a variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. Em 2012, portanto, se®ae o mesmo valor destinado em 2011, acrescido da variação do PIB de 2010 para 2011: serão R$ 86 bilhões. Os estados serão obrigados a repassar 12% das suas receitas na saúde e os municípios, 15%. O Distrito Federal deverá aplicar 12% ou 15%, conforme a receita seja originária de um imposto de base estadual ou municipal.
O que fiquei pensando é: afinal, como funciona o SUS? Como toda essa grana entra e circula pelo sistema? Quais são os bons programas? E onde ele não funciona? Quando fui conversar com o Alexandre, minha ideia era fazer uma visualização desse fluxo, que permitisse às pessoas exatamente – rá! – visualizar o funcionamento do SUS. O texto publicado no Valor é um vislumbre disso. Ele fala sobre mecanismos de transferência de recursos.
Saí com ideias bem mais modestas da conversa. Baixei a bola porque acho que não consigo fazer isso sem entender, antes, além de como o sistema funciona, onde estão e como interpretar os dados que podem mostrar isso.
Os dados que o Alexandre usou estão em várias bases do Datasus. E no Censo do IBGE. Não estão publicados em formatos abertos, estão em sistemas de informação diferentes uns dos outros. É muito dado. E, ao mesmo tempo, para gente como eu, dado nenhum: como se navega por isso? Como se baixa séries históricas? Difícil. Além disso, este megasistema de informação está estruturado para a gestão. Não tem nenhum, nenhunzinho, serviço pro usuário do SUS. Se estou distraída e alguém encontrar um , por favor avise!
Mais fácil fazer algum recorte e tentar mostrar alguma coisa. Possibilidades:
Análises
comparativas. Reais gastos em determinado programa X retorno social.
Uma ideia foi comparar os gastos do SUS nas cidades sede da Copa com
o custo dos estádios. O problema é saber quanto do valor dos
estádios é recurso público...
Onde posso ser
atendido? Essa é uma informação que não existe de maneira fácil.
Ninguém sabe onde tem unidades básicas de saúde, hospitais para
atendimento de média ou alta complexidade, centros de atenção
psicosocial. Muito menos quantos médicos, em que horários e em
qual especialidade atendem ali. O Pedro Markun deu uma ideia boa.
Fazer isso de baixo prá cima. Conversar, por exemplo, com uma UBS
que tope ceder esses dados, cartografá-los, publicá-los. Deixar o
sistema disponível para outros estabelecimentos públicos de saúde
colocarem informações. Será? Bom, aqui tem um exemplo de como
encontrar serviços de saúde perto de você... do outro lado do
mar.
Quanto meu
tratamento custou para o SUS? O cara do Ipea disse que essa
informação não existe...
Qual é o tempo de
espera para determinados procedimentos? Outra informação que não
existe...
Quanto custam os medicamentos distribuídos pelo SUS? Onde eles são distribuídos? O Brasil distribui gratuitamente remédios para asma, diabetes, hipertensão, coquetel anti HIV. Também não há informações online sobre quantidades, preços, fornecedores, locais de distribuição. Há comunicados esparsos publicados pelo ministério. O legal de mexer com isso é que alguns medicamentos podem ser descontados do imposto de renda. É uma das formas de subsídio do governo ao setor privado, ao mesmo tempo em que se oferece medicamentos gratuitos.
Enfim. Não sei direito o que fazer. Meus próximos passos:
Procurar alguém
do Conselho de Saúde de São Paulo. E conversar sobre isso. Sobre
como juntar dados e criar visualizações que ajudem as pessoas a
entender como funciona o SUS. E falar sobre a ideia do “Onde posso
ser atendido".
Na reunião sobre
Drogas, Direitos Humanos e Tecnologias que rolou na CCD combinamos
marcar um sprint de pedidos de informação sobre os Centros de
Atenção Psicosocial – que tratam pessoas com problemas
psiquiátricos, inclusive dependentes de drogas. Quantos foram
criados, quantos são geridos por ONGs e quais são, como são os
contratos com o SUS. Vamos fazer, e acho que o tipo de demanda deles
pode gerar coisas interessantes.
Ver que tipo de informação sobre saúde as pessoas pedem no WhatDoTheyKnow e em outros sites de acesso à informação. Pode sair algo daí.
Como vocês podem ver, estou meio sem rumo. Mas não vou parar. Alguém tem um bit para colocar nessa conversa?

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On 11 dez, 19:57, Patrícia Cornils <patriciacorn...@gmail.com> wrote:
> Sobre o SUS
>
> Estive na semana passada com o Alexandre Marinho, pesquisador do Ipea. Pedi
> para falar com ele por causa desse artigo no Valor
> Econômico<http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/10/28/p...>,
> que fala sobre como os recursos do setor público de saúde, no Brasil, são
> transferidos para o setor privado. Pouco antes tinha acontecido aquela
> discussão sobre se o Lula deveria ou não se tratar no SUS, o que levou a
> relatos sobre mal atendimento no sistema público e a relatos sobre boas
> coisas que o sistema faz.
>
> A Saúde o maior orçamento público do país, contando os recursos do governo
> federal, dos estados e dos municípios. Depois da aprovação da emenda 29,
> semana passada, a União tem que destinar à saúde o valor aplicado no ano
> anterior mais a variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois
> anos anteriores. Em 2012, portanto, se®ae o mesmo valor destinado em 2011,
> acrescido da variação do PIB de 2010 para 2011: serão R$ 86 bilhões. Os
> estados serão obrigados a repassar 12% das suas receitas na saúde e os
> municípios, 15%. O Distrito Federal deverá aplicar 12% ou 15%, conforme a
> receita seja originária de um imposto de base estadual ou municipal.
>
> O que fiquei pensando é: afinal, como funciona o SUS? Como toda essa grana
> entra e circula pelo sistema? Quais são os bons programas? E onde ele não
> funciona? Quando fui conversar com o Alexandre, minha ideia era fazer uma
> visualização desse fluxo, que permitisse às pessoas exatamente – rá! –
> visualizar o funcionamento do SUS. O texto publicado no Valor é um
> vislumbre disso. Ele fala sobre mecanismos de transferência de recursos.
>
> Saí com ideias bem mais modestas da conversa. Baixei a bola porque acho que
> não consigo fazer isso sem entender, antes, além de como o sistema
> funciona, onde estão e como interpretar os dados que podem mostrar isso.
>
> Os dados que o Alexandre usou estão em várias bases do
> Datasus<http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=02>.
> E no Censo do IBGE. Não estão publicados em formatos abertos, estão em
> sistemas de informação diferentes uns dos outros. É muito dado. E, ao mesmo
> tempo, para gente como eu, dado nenhum: como se navega por isso? Como se
> baixa séries históricas? Difícil. Além disso, este megasistema de
> informação está estruturado para a gestão. Não tem nenhum, nenhunzinho,
> serviço pro usuário do SUS. Se estou distraída e alguém encontrar um , por
> favor avise!
>
> Mais fácil fazer algum recorte e tentar mostrar alguma coisa.
> Possibilidades:
>
> 1.
>
> Análises comparativas. Reais gastos em determinado programa X retorno
> social. Uma ideia foi comparar os gastos do SUS nas cidades sede da Copa
> com o custo dos estádios. O problema é saber quanto do valor dos estádios é
> recurso público...
>
> 2.
>
> Onde posso ser atendido? Essa é uma informação que não existe de maneira
> fácil. Ninguém sabe onde tem unidades básicas de saúde, hospitais para
> atendimento de média ou alta complexidade, centros de atenção psicosocial.
> Muito menos quantos médicos, em que horários e em qual especialidade
> atendem ali. O Pedro Markun deu uma ideia boa. Fazer isso de baixo prá
> cima. Conversar, por exemplo, com uma UBS que tope ceder esses dados,
> cartografá-los, publicá-los. Deixar o sistema disponível para outros
> estabelecimentos públicos de saúde colocarem informações. Será? Bom, aqui
> tem um exemplo<http://www.nhs.uk/servicedirectories/Pages/ServiceSearch.aspx>de
> como encontrar serviços de saúde perto de você... do outro lado do
> mar.
>
> 3.
>
> Quanto meu tratamento custou para o SUS? O cara do Ipea disse que essa
> informação não existe...
>
> 4.
>
> Qual é o tempo de espera para determinados procedimentos? Outra
> informação que não existe...
>
> 5.
>
> Quanto custam os medicamentos distribuídos pelo SUS? Onde eles são
> distribuídos? O Brasil distribui gratuitamente remédios para asma,
> diabetes, hipertensão, coquetel anti HIV. Também não há informações online
> sobre quantidades, preços, fornecedores, locais de distribuição. Há
> comunicados esparsos publicados pelo ministério. O legal de mexer com isso
> é que alguns medicamentos podem ser descontados do imposto de renda. É uma
> das formas de subsídio do governo ao setor privado, ao mesmo tempo em que
> se oferece medicamentos gratuitos.
>
> Enfim. Não sei direito o que fazer. Meus próximos passos:
>
> 1.
>
> Procurar alguém do Conselho de Saúde de São Paulo. E conversar sobre
> isso. Sobre como juntar dados e criar visualizações que ajudem as pessoas a
> entender como funciona o SUS. E falar sobre a ideia do “Onde posso ser
> atendido".
> 2.
>
> Na reunião sobre Drogas, Direitos Humanos e Tecnologias que rolou na CCD
> combinamos marcar um sprint de pedidos de informação sobre os Centros de
> Atenção Psicosocial – que tratam pessoas com problemas psiquiátricos,
> inclusive dependentes de drogas. Quantos foram criados, quantos são geridos
> por ONGs e quais são, como são os contratos com o SUS. Vamos fazer, e acho
> que o tipo de demanda deles pode gerar coisas interessantes.
> 3.
>
> Ver que tipo de informação sobre saúde as pessoas pedem no
> WhatDoTheyKnow<http://www.whatdotheyknow.com/body/dh>e em outros sites
Oi Gabriela,
a id�ia, acho, era encontrar uma unidade de UBS que tenha um diretor/coordenador/o que for que seja mais aberto. Deve ter. Tem que ter. A gente faz com esse cara um case de excel�ncia... e usa isso para pressionar uma pol�tica p�blica/decis�o superior.
abs,Pedro Markun
2011/12/12 Gabriela Bauermann <gab...@gmail.com>
Ol� pessoal,
mais um bit...
Sobre a quest�o "Onde posso ser atendido", na realidade acho que o problema n�o � t�ao complicado assim. Andei raspando aquele datasus para encontrar cl�nicas de radiologia no meu estado, e o que descobri � que o registro do datasus "at� que" est� atualizado e preciso, em se tratando de endere�os e servi�os prestados pelos estabelecimentos. O problema � que o formato n�o � aberto.Bom, pessoalmente eu acho que isso n�o tem muita chance de acontecer. Ao menos aqui no RS, quando se chega em uma unidade de sa�de mantida pelos munic�pio, "n�o sei de nada" e "n�o sei quem � o respons�vel por isso" � a resposta que mais ou�o quando pergunto qualquer coisa, ent�o acho dif�cil fazer com que todos os estabelecimentos mantivessem de fato o pr�prio registro. (mas � s� a minha opini�o)
"O Pedro Markun deu uma ideia boa. Fazer isso de baixo pr� cima. Conversar, por exemplo, com uma UBS que tope ceder esses dados, cartograf�-los, public�-los. Deixar o sistema dispon�vel para outros estabelecimentos p�blicos de sa�de colocarem informa��es. Ser�?"
Acho que a alternativa mais vi�vel seria partir de um scrap do datasus, Criando um banco de dados paralelo (atualizado por scrap a cada 1 ou 2 meses), com um website preparado para apresentar os resultados e aceitar informa��es, tavez na forma de coment�rios, para atualizar isso.
O que eu descrevi aqui, tem gente que j� fez em parte (doctoralia.com.br e helpsaude.com, por exemplo) a diferen�a � que eles fizeram isso como forma de ganhar grana com an�ncios e n�o d�o muita aten��o �s informa��es que s�o exibidas - falta muita coisa.
Mas quanto aos hor�rios de atendimento... nenhuma informa��o mesmo. Teria que ser coletada de alguma forma.
bom, j� deu mais que um bit... at� mais!
Gabriela Bauermann
Santa Maria /RS /Brasil
Processamento e An�lise de Imagens
www.imagesurvey.com.br
2011/12/11 Evandro Oliveira <pyx...@gmail.com>
Patr�cia,
um bit...
O trabalho de fazer o que voc� se prop�e (parab�ns!) � �rduo e ingrato.Os pr�prios setores envolvidos (sa�de, desenvolvimento social, fazenda, planejamento) adorariamter estes resultados que voc� imagina (e realmente s�o) necess�rios para avan�ar.Existem consultorias pagas a peso de outro para fazer isto e n�o conseguem.
Uma ideia que tenho � pegar a rubrica de programa/a��o do governo, que tem or�amento
anual, e servir de base para o "rastreamento" de TUDO que venha a ser publicado com
aquela rubrica nos di�rios oficiais (esta an�lise � o que chamamos de financeira). A jun��o�das execu��es f�sicas e seus resultados, nunca s�o alinhadas.Assim, se queremos um acompanhamento f�sico-financeiro, em tempo real, o governo ter�
que contratar gente de qualidade para modelar dados e colocar isto em sistemas que
sejam, efetivamente, integrados. O governo n�o conseguir� este "estado da arte" com o
pessoal desqualificado e com outros interesses que atualmente atuam nestas bases.
Evandro Oliveira
Em 11 de dezembro de 2011 19:57, Patr�cia Cornils <patrici...@gmail.com> escreveu:
Sobre o SUSEstive na semana passada com o Alexandre Marinho, pesquisador do Ipea. Pedi para falar com ele por causa desse artigo no Valor Econ�mico, que fala sobre como os recursos do setor p�blico de sa�de, no Brasil, s�o transferidos para o setor privado. Pouco antes tinha acontecido aquela discuss�o sobre se o Lula deveria ou n�o se tratar no SUS, o que levou a relatos sobre mal atendimento no sistema p�blico e a relatos sobre boas coisas que o sistema faz.
A Sa�de o maior or�amento p�blico do pa�s, contando os recursos do governo federal, dos estados e dos munic�pios. Depois da aprova��o da emenda 29, semana passada, a Uni�o tem que destinar � sa�de o valor aplicado no ano anterior mais a varia��o nominal do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. Em 2012, portanto, se�ae o mesmo valor destinado em 2011, acrescido da varia��o do PIB de 2010 para 2011: ser�o R$ 86 bilh�es. Os estados ser�o obrigados a repassar 12% das suas receitas na sa�de e os munic�pios, 15%. O Distrito Federal dever� aplicar 12% ou 15%, conforme a receita seja origin�ria de um imposto de base estadual ou municipal.
O que fiquei pensando �: afinal, como funciona o SUS? Como toda essa grana entra e circula pelo sistema? Quais s�o os bons programas? E onde ele n�o funciona? Quando fui conversar com o Alexandre, minha ideia era fazer uma visualiza��o desse fluxo, que permitisse �s pessoas exatamente � r�! � visualizar o funcionamento do SUS. O texto publicado no Valor � um vislumbre disso. Ele fala sobre mecanismos de transfer�ncia de recursos.
Sa� com ideias bem mais modestas da conversa. Baixei a bola porque acho que n�o consigo fazer isso sem entender, antes, al�m de como o sistema funciona, onde est�o e como interpretar os dados que podem mostrar isso.
Os dados que o Alexandre usou est�o em v�rias bases do Datasus. E no Censo do IBGE. N�o est�o publicados em formatos abertos, est�o em sistemas de informa��o diferentes uns dos outros. � muito dado. E, ao mesmo tempo, para gente como eu, dado nenhum: como se navega por isso? Como se baixa s�ries hist�ricas? Dif�cil. Al�m disso, este megasistema de informa��o est� estruturado para a gest�o. N�o tem nenhum, nenhunzinho, servi�o pro usu�rio do SUS. Se estou distra�da e algu�m encontrar um , por favor avise!
Mais f�cil fazer algum recorte e tentar mostrar alguma coisa. Possibilidades:
An�lises comparativas. Reais gastos em determinado programa X retorno social. Uma ideia foi comparar os gastos do SUS nas cidades sede da Copa com o custo dos est�dios. O problema � saber quanto do valor dos est�dios � recurso p�blico...
Onde posso ser atendido? Essa � uma informa��o que n�o existe de maneira f�cil. Ningu�m sabe onde tem unidades b�sicas de sa�de, hospitais para atendimento de m�dia ou alta complexidade, centros de aten��o psicosocial. Muito menos quantos m�dicos, em que hor�rios e em qual especialidade atendem ali. O Pedro Markun deu uma ideia boa. Fazer isso de baixo pr� cima. Conversar, por exemplo, com uma UBS que tope ceder esses dados, cartograf�-los, public�-los. Deixar o sistema dispon�vel para outros estabelecimentos p�blicos de sa�de colocarem informa��es. Ser�? Bom, aqui tem um exemplo de como encontrar servi�os de sa�de perto de voc�... do outro lado do mar.
Quanto meu tratamento custou para o SUS? O cara do Ipea disse que essa informa��o n�o existe...
Qual � o tempo de espera para determinados procedimentos? Outra informa��o que n�o existe...
Quanto custam os medicamentos distribu�dos pelo SUS? Onde eles s�o distribu�dos? O Brasil distribui gratuitamente rem�dios para asma, diabetes, hipertens�o, coquetel anti HIV. Tamb�m n�o h� informa��es online sobre quantidades, pre�os, fornecedores, locais de distribui��o. H� comunicados esparsos publicados pelo minist�rio. O legal de mexer com isso � que alguns medicamentos podem ser descontados do imposto de renda. � uma das formas de subs�dio do governo ao setor privado, ao mesmo tempo em que se oferece medicamentos gratuitos.
Enfim. N�o sei direito o que fazer. Meus pr�ximos passos:
Procurar algu�m do Conselho de Sa�de de S�o Paulo. E conversar sobre isso. Sobre como juntar dados e criar visualiza��es que ajudem as pessoas a entender como funciona o SUS. E falar sobre a ideia do �Onde posso ser atendido".
Na reuni�o sobre Drogas, Direitos Humanos e Tecnologias que rolou na CCD combinamos marcar um sprint de pedidos de informa��o sobre os Centros de Aten��o Psicosocial � que tratam pessoas com problemas psiqui�tricos, inclusive dependentes de drogas. Quantos foram criados, quantos s�o geridos por ONGs e quais s�o, como s�o os contratos com o SUS. Vamos fazer, e acho que o tipo de demanda deles pode gerar coisas interessantes.
Ver que tipo de informa��o sobre sa�de as pessoas pedem no WhatDoTheyKnow e em outros sites de acesso � informa��o. Pode sair algo da�.
Como voc�s podem ver, estou meio sem rumo. Mas n�o vou parar. Algu�m tem um bit para colocar nessa conversa?
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�guida Aparecida Gava
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